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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>BRASIL    <br> HIST&Oacute;RIA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>SBPC : 70 anos trabalhando pelo  progresso para a ci&ecirc;ncia brasileira</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Chris Bueno</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Segunda Guerra Mundial tinha terminado e, cada vez mais, se tornava evidente a necessidade de incentivar a ci&ecirc;ncia para promover o desenvolvimento social e econ&ocirc;mico. No Brasil, um grupo de cientistas discutia os caminhos da ci&ecirc;ncia. Os principais articuladores eram Mauricio Rocha e Silva (Faculdade de Medicina - UFRJ), Paulo Sawaya (Departamento de Fisiologia - USP) e Jos&eacute; Reis (Instituto Biol&oacute;gico de S&atilde;o Paulo - IB), mas tamb&eacute;m outros envolvido como Jos&eacute; Ribeiro do Vale (Instituto Butantan), Luiz Gast&atilde;o Mange Rosenfeld (Faculdade de Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas da Santa Casa de S&atilde;o Paulo) e Francisco Jo&atilde;o Maffei (Instituto de Pesquisas Tecnol&oacute;gicas - USP). Esse grupo decidiu criar, em 8 de julho de 1948, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci&ecirc;ncia (SBPC).Ela surge inspirada em institui&ccedil;&otilde;es como a British Science Association (BSA), que quando foi criada, em 1831, se chamava British Association for the Advancement of Science, e a American Association for the Advancement of Science (AAAS), que surgiu em 1848.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Hoje, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel pensar a ci&ecirc;ncia brasileira sem a SBPC. Seus 70 anos de hist&oacute;ria foram marcados por uma constante luta pelo desenvolvimento cient&iacute;fico e social brasileiro. Criada em um momento em que a produ&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncia no Brasil era muito pequena - na &eacute;poca havia pouqu&iacute;ssimas institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa e as universidades ainda n&atilde;o tinham a tradi&ccedil;&atilde;o de fazer pesquisa - ela contribuiu com o processo de institucionaliza&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia brasileira. Al&eacute;m disso, atuou ativamente em defesa dos direitos humanos, da cidadania, da educa&ccedil;&atilde;o e da democracia. "A cria&ccedil;&atilde;o da SBPC foi um marco na hist&oacute;ria do pa&iacute;s. Ela surge no p&oacute;s-guerra, quando os pa&iacute;ses come&ccedil;am a perceber que a ci&ecirc;ncia era fundamental para seu desenvolvimento social e econ&ocirc;mico. E surge para defender o desenvolvimento cient&iacute;fico no Brasil, colaborando de modo decisivo para a expans&atilde;o da ci&ecirc;ncia no pa&iacute;s", destaca Ildeu de Castro Moreira, atual presidente da SBPC.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nos primeiros anos de exist&ecirc;ncia, a SBPC trabalhou para o reconhecimento e a institucionaliza&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia no pa&iacute;s. A Sociedade participou ativamente da cria&ccedil;&atilde;o da Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento de Pessoal de N&iacute;vel Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (CNPq), em 1951. Tamb&eacute;m teve papel fundamental no estabelecimento do Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o, em 1985. Ao longo de sete d&eacute;cadas de atua&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m inspirou e apoiou a cria&ccedil;&atilde;o e consolida&ccedil;&atilde;o de muitas outras sociedades cient&iacute;ficas. "No final da d&eacute;cada de 1940, j&aacute; existiam algumas sociedades cient&iacute;ficas no Brasil, mas cada uma estava preocupada com a 'sua ci&ecirc;ncia'. Quando a SBPC &eacute; fundada, em 1948, ela conclama todas as &aacute;reas do conhecimento a buscarem juntas a expans&atilde;o e a valoriza&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia nacional. Desta forma, seu diferencial logo no princ&iacute;pio &eacute; esse desejo de agregar todas as &aacute;reas e os saberes em prol desse desenvolvimento cient&iacute;fico", destaca Helena Nader, professora da Universidade Federal de S&atilde;o Paulo (Unifesp) e presidente de honra da SBPC.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Hoje, a SBPC possui cerca de 140 sociedades associadas nas &aacute;reas de biol&oacute;gicas, exatas, tecnol&oacute;gicas e humanas e mais de seis mil s&oacute;cios ativos, entre pesquisadores, docentes, estudantes e cidad&atilde;os brasileiros interessados em ci&ecirc;ncia e tecnologia. Desta forma, ela une diferentes &aacute;reas do conhecimento, articulando vis&otilde;es distintas e estabelecendo um di&aacute;logo para o avan&ccedil;o da produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento nacional.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>EDUCA&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mas n&atilde;o seria poss&iacute;vel investir em ci&ecirc;ncia sem antes pensar na educa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. "A educa&ccedil;&atilde;o est&aacute; na base de tudo. Voc&ecirc; n&atilde;o vai ter ci&ecirc;ncia de ponta ou inova&ccedil;&atilde;o sem educa&ccedil;&atilde;o, assim como n&atilde;o vai ter desenvolvimento social, nem mesmo cidadania, sem educa&ccedil;&atilde;o", alerta Nader. De acordo com ela, todos esses processos est&atilde;o interligados e dependem primeiramente de uma educa&ccedil;&atilde;o de qualidade. "Tudo come&ccedil;a com a educa&ccedil;&atilde;o. Esse &eacute; nosso principal desafio hoje. E &eacute; um desafio em todos os n&iacute;veis, desde a pr&eacute;-escola, do ensino fundamental at&eacute; o n&iacute;vel universit&aacute;rio. E tamb&eacute;m se reflete em todos os aspectos da sociedade, n&atilde;o apenas na ci&ecirc;ncia, mas tamb&eacute;m na economia e na sa&uacute;de".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A educa&ccedil;&atilde;o sempre foi uma das bandeiras da SBPC. Por isso, a Sociedade tem diversos projetos de educa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, como a SBPC Educa&ccedil;&atilde;o, que tem como foco os educadores do ensino fundamental, m&eacute;dio e t&eacute;cnico; a SBPC Vai &agrave; Escola, que visa estimular a intera&ccedil;&atilde;o entre cientistas e estudantes dos n&iacute;veis fundamental e m&eacute;dio atrav&eacute;s de palestras e atividades nas escolas; e a SBPC Jovem, voltada aos estudantes do ensino b&aacute;sico e realizada durante a reuni&atilde;o anual com o objetivo de promover o contato dos jovens com a pesquisa cient&iacute;fica e despertar seu interesse pela ci&ecirc;ncia, tecnologia e inova&ccedil;&atilde;o. "A perspectiva educacional sempre esteve presente na hist&oacute;ria da SBPC. Durante as reuni&otilde;es anuais, a presen&ccedil;a de crian&ccedil;as e jovens, com participa&ccedil;&atilde;o ativa em diferentes atividades, revela o interesse pela ci&ecirc;ncia e o papel da entidade na forma&ccedil;&atilde;o do conhecimento em geral e cient&iacute;fico em particular", destaca Gra&ccedil;a Caldas, jornalista e pesquisadora do Laborat&oacute;rio de Estudos Avan&ccedil;ados em Jornalismo (Labjor) da Unicamp.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v70n3/a04fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DIVULGA&Ccedil;&Atilde;O CIENT&Iacute;FICA</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para envolver toda a sociedade no debate cient&iacute;fico, a SBPC realiza reuni&otilde;es anuais desde 1949. Nesses eventos, que re&uacute;nem cerca de 15 mil pessoas a cada edi&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o debatidos temas da ci&ecirc;ncia, de maneira interdisciplinar, agregando pesquisadores de todo o pa&iacute;s. Tamb&eacute;m s&atilde;o promovidos minicursos, confer&ecirc;ncias, palestras, encontros, atividades de exposi&ccedil;&atilde;o dos museus de ci&ecirc;ncia. "Um dos princ&iacute;pios que norteiam a SBPC &eacute; a comunica&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia - tanto no sentido estrito, ou seja, entre a comunidade cient&iacute;fica, como no sentido mais amplo, para a sociedade. Assim visa, entre outras coisas, motivar nos jovens e estudantes o interesse pela ci&ecirc;ncia e pela educa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica de forma geral, e tamb&eacute;m o engajamento de toda a sociedade no debate dos assuntos da ci&ecirc;ncia", destaca Carlos Vogt, coordenador do Labjor.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foi a partir dessa vis&atilde;o que, em 1949, um ano depois de sua funda&ccedil;&atilde;o, a sociedade lan&ccedil;ou a revista <i>Ci&ecirc;ncia &amp; Cultura, </i>editada at&eacute; hoje. Em 1982, come&ccedil;ou a ser publicada a revista de divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, <i>Ci&ecirc;ncia Hoje</i>, que tamb&eacute;m era vendida nas bancas de jornal. Tal iniciativa surgiu na SBPC Regional do Rio de Janeiro. Em 1986, surgiu a <i>Ci&ecirc;ncia Hoje das Crian&ccedil;as </i>que teve um impacto muito grande na escola p&uacute;blica. Durante cerca de 25 anos a revista foi enviada a todas as escolas p&uacute;blicas do pa&iacute;s pelo Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o. Essas publica&ccedil;&otilde;es, a partir de 2001, passaram a ser de responsabilidade do Instituto Ci&ecirc;ncia Hoje e, desde 2008, est&atilde;o dispon&iacute;veis apenas no formato eletr&ocirc;nico. Em meados de 1985, foi lan&ccedil;ado o <i>Jornal da Ci&ecirc;ncia</i>, que tamb&eacute;m segue sendo editado atualmente pela SBPC, em vers&atilde;o eletr&ocirc;nica e que inclui o boletim di&aacute;rio <i>JCNot&iacute;cias</i>. "Os ve&iacute;culos de divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica s&atilde;o essenciais para a forma&ccedil;&atilde;o de uma cultura cient&iacute;fica qualificada e competente. Al&eacute;m disso, permitem estabelecer o necess&aacute;rio di&aacute;logo da ci&ecirc;ncia e de seus representantes com os diferentes setores da sociedade. A SBPC tem contribu&iacute;do para a dissemina&ccedil;&atilde;o da CT&amp;I seja por meio de seus pr&oacute;prios ve&iacute;culos, seja por meio de debates sobre temas contempor&acirc;neos que promovem continuamente a ci&ecirc;ncia nacional", afirma Caldas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a href="/img/revistas/cic/v70n3/a04fig02.jpg"><img src="/img/revistas/cic/v70n3/a04fig02thumb.jpg">    <br> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Clique para ampliar</font></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>PARA AL&Eacute;M DA CI&Ecirc;NCIA</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao longo de sua hist&oacute;ria, a SBPC cumpriu, tamb&eacute;m, um papel fundamental em quest&otilde;es pol&iacute;ticas e sociais. Foi um marco de resist&ecirc;ncia durante os 21 anos de governo militar (1964-1985), manifestando-se contra persegui&ccedil;&otilde;es a professores, pesquisadores e estudantes e contra  interfer&ecirc;ncias nos sistemas educacional e cient&iacute;fico. "Durante a ditadura militar brasileira, a SBPC foi o ambiente de resist&ecirc;ncia pelos direitos humanos e pol&iacute;ticos, uma das poucas entidades a ter voz em meio ao autoritarismo vigente. E &eacute; exatamente por ser um espa&ccedil;o democr&aacute;tico e plural de circula&ccedil;&atilde;o de conhecimento que conquistou credibilidade e respeito da sociedade em geral, contribuindo, assim, para a constru&ccedil;&atilde;o de uma cidadania ativa e participativa", aponta Caldas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Iniciativas recentes da SBPC tamb&eacute;m mostram seu envolvimento com quest&otilde;es que extrapolam o &acirc;mbito da ci&ecirc;ncia, como a participa&ccedil;&atilde;o nas discuss&otilde;es sobre o novo c&oacute;digo florestal, explora&ccedil;&atilde;o da Amaz&ocirc;nia, regulamenta&ccedil;&atilde;o de organismos geneticamente modificados e de c&eacute;lulas-tronco.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Sociedade participa ativamente de debates sobre quest&otilde;es de pol&iacute;ticas cient&iacute;ficas e de educa&ccedil;&atilde;o no Brasil, tendo assento permanente no Conselho Nacional de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (CCT), &oacute;rg&atilde;o consultivo do governo federal para defini&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas e a&ccedil;&otilde;es priorit&aacute;rias no campo da C&amp;T. Tamb&eacute;m possui representantes oficiais em mais de 20 conselhos e comiss&otilde;es governamentais. "O di&aacute;logo entre cientistas e o governo tem que ser cada vez maior. Eu acredito nessa aproxima&ccedil;&atilde;o, nesse trabalho conjunto. &Eacute; um trabalho cont&iacute;nuo, mas que deve ser feito, porque atrav&eacute;s desse debate pode-se construir muita coisa boa para o povo brasileiro", enfatiza Nader.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como parte das comemora&ccedil;&otilde;es dos 70 anos, no primeiro semestre deste ano, a SBPC coordenou um ciclo de oito semin&aacute;rios tem&aacute;ticos "Pol&iacute;ticas p&uacute;blicas para o Brasil que queremos". O objetivo foi discutir pol&iacute;ticas p&uacute;blicas nas &aacute;reas de ci&ecirc;ncia, tecnologia e inova&ccedil;&atilde;o, educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica e superior e p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o, direitos humanos, desenvolvimento sustent&aacute;vel, Amaz&ocirc;nia e sa&uacute;de p&uacute;blica. Ao final de cada encontro foi elaborado um documento com diretrizes e propostas gerais para essas pol&iacute;ticas que ser&atilde;o encaminhados aos candidatos, tanto ao legislativo quanto ao executivo, da pr&oacute;xima elei&ccedil;&atilde;o. "A SBPC &eacute; uma sociedade comprometida com a formula&ccedil;&atilde;o de boas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas que visem n&atilde;o apenas o desenvolvimento cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico do pa&iacute;s, mas que atendam &agrave;s necessidades e aos interesses maiores da sociedade brasileira; e ainda luta pela qualidade e universalidade da educa&ccedil;&atilde;o em todos os n&iacute;veis e pelo amplo acesso p&uacute;blico &agrave; divulga&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia e da tecnologia. Esse compromisso faz com que ela tenha uma milit&acirc;ncia muito grande junto ao governo buscando o cumprimento desses objetivos", enfatiza Vogt.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nos &uacute;ltimos anos, a ci&ecirc;ncia brasileira avan&ccedil;ou muito. As pesquisas em agropecu&aacute;ria e aeron&aacute;utica est&atilde;o entre as melhores do mundo e nas &uacute;ltimas duas d&eacute;cadas a produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica cresceu de forma expressiva (o Brasil ocupa o 13º lugar na produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica mundial). No entanto, tem que enfrentar muitos desafios, como o decr&eacute;scimo acentuado de recursos nos &uacute;ltimos anos e problemas na educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica. A SBPC ainda tem muito trabalho pela frente. "N&oacute;s queremos um pa&iacute;s democr&aacute;tico, que respeite os direitos humanos e defenda a liberdade de pesquisa, de express&atilde;o, de comunica&ccedil;&atilde;o. A ci&ecirc;ncia &eacute; necess&aacute;ria o tempo todo. O Brasil precisa dela para um desenvolvimento sustent&aacute;vel e inteligente, que contribua para a melhoria da qualidade de vida de todos os seus cidad&atilde;os. Ci&ecirc;ncia e tecnologia s&atilde;o essenciais para a soberania de um pa&iacute;s", finaliza Moreira.</font></p>      ]]></body>
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