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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    <br> SBPC 70 ANOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Fatos e viv&ecirc;ncias na SBPC: da &eacute;tica na pol&iacute;tica &agrave; educa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Isaac Roitman</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Professor em&eacute;rito da Universidade de Bras&iacute;lia (UnB) e da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), pesquisador em&eacute;rito do CNPq, membro do N&uacute;cleo de Estudos do Futuro da UnB e dirigente do "Movimento 2022 - o Brasil que queremos"</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O autor deste artigo participou ativamente da SBPC em diferentes momentos da sua trajet&oacute;ria, como membro da diretoria e do conselho da entidade e como secret&aacute;rio regional da SBPC no Distrito Federal. No texto foi ressaltada a sua atua&ccedil;&atilde;o, quando membro da diretoria, como representante no Movimento pela &Eacute;tica na Pol&iacute;tica (1992); quando membro do conselho (2008), como coordenador do grupo de trabalho de educa&ccedil;&atilde;o e a implanta&ccedil;&atilde;o do Pacto pela Educa&ccedil;&atilde;o. Ainda foi destacada, como marco importante para a entidade, a introdu&ccedil;&atilde;o da SBPC Jovem nas reuni&otilde;es anuais da SBPC e a sua import&acirc;ncia na divulga&ccedil;&atilde;o e na educa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DESTAQUES HIST&Oacute;RICOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tr&ecirc;s anos depois do fim da Segunda Guerra Mundial, em um contexto que seria importante incentivar a ci&ecirc;ncia para promover o desenvolvimento social e econ&ocirc;mico, um grupo de cientistas, no dia 08 de julho de 1948, criou em S&atilde;o Paulo a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci&ecirc;ncia (SBPC). Essa iniciativa estimulou a institucionaliza&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia no Brasil e inspirou a cria&ccedil;&atilde;o, em 1951, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (CNPq) e da Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento de Pessoal do Ensino Superior (Capes), sob a lideran&ccedil;a, respectivamente, do almirante &Aacute;lvaro Alberto e de An&iacute;sio Teixeira.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesses 70 anos de exist&ecirc;ncia, a SBPC desempenhou um papel importante no desenvolvimento e na hist&oacute;ria do Brasil, destacando-se como um espa&ccedil;o de resist&ecirc;ncia e di&aacute;logo durante o regime militar (1964-1984). Tamb&eacute;m foi importante a atua&ccedil;&atilde;o da entidade no Movimento pela &Eacute;tica na Pol&iacute;tica, em 1992. Na d&eacute;cada de 1980, com o objetivo de fortalecer os canais de comunica&ccedil;&atilde;o entre a comunidade cient&iacute;fica e a sociedade, a SBPC lan&ccedil;ou a revista <i>Ci&ecirc;ncia Hoje</i> (1982) e o <i>Jornal da Ci&ecirc;ncia</i> (1987), que se somaram &agrave; revista <i>Ci&ecirc;ncia &amp; Cultura</i> (1949). Outro papel relevante da entidade foi o est&iacute;mulo &agrave; cria&ccedil;&atilde;o das funda&ccedil;&otilde;es de amparo &agrave; pesquisa (Faps) na maioria dos estados brasileiros.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Destaco tamb&eacute;m a import&acirc;ncia das reuni&otilde;es anuais da SBPC, que acontecem desde 1949. Nos eventos, que s&atilde;o itinerantes, se oferece um espa&ccedil;o de reflex&atilde;o e debates para analisar os problemas brasileiros e a busca de caminhos para a conquista de um pa&iacute;s melhor e mais justo. Explorando os registros de minhas mem&oacute;rias, compartilho com os leitores algumas experi&ecirc;ncias vividas nessa agora septuagen&aacute;ria institui&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A EXPERI&Ecirc;NCIA NA DIRETORIA DA SBPC: O MOVIMENTO PELA &Eacute;TICA NA POL&Iacute;TICA</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ocupei o cargo de segundo tesoureiro na diretoria da SBPC no per&iacute;odo de 1991 a 1993, quando Ennio Candotti ocupou a presid&ecirc;ncia. Nesse per&iacute;odo, tive o privil&eacute;gio de conviver com not&aacute;veis membros daquela diretoria: al&eacute;m de Candotti, Gilberto Cardoso Alves Velho, Eliane Elisa de Souza Azevedo, Jo&atilde;o Evangelista Steiner, Ab&iacute;lio Afonso Baeta Neves, D&eacute;rtia Villalda Freire-Maia, Augusto Brazil Esteves Sant'Anna e Silvio Roberto de Azevedo Salinas. Durante esse per&iacute;odo eu me deslocava de Bras&iacute;lia para S&atilde;o Paulo mensalmente para atender as reuni&otilde;es da diretoria que eram realizadas em uma casa antiga no bairro de Pinheiros, ent&atilde;o sede da SBPC.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a href="/img/revistas/cic/v70n3/a09fig01.jpg"><img src="/img/revistas/cic/v70n3/a09fig01thumb.jpg">    <br> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Clique para ampliar</font></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 1992, surgiu no Rio de Janeiro o Movimento pela &Eacute;tica na Pol&iacute;tica - cujo sucesso, no seu in&iacute;cio, era desacreditado tanto pelo universo pol&iacute;tico como pela m&iacute;dia. Aos poucos, no entanto, v&aacute;rias entidades se agregaram ao Movimento, entre elas, a SBPC, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Confer&ecirc;ncia Nacional dos Bispos Brasileiros (CNBB), a Central &Uacute;nica de Trabalhadores (CUT), a Andes-Sindicato Nacional dos Docentes das Institui&ccedil;&otilde;es de Ensino Superior e a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Imprensa (ABI). Fui designado para representar a SBPC nas reuni&otilde;es do Movimento, que eram realizadas em Bras&iacute;lia. A maioria das reuni&otilde;es acontecia na sede nacional da OAB e eram coordenadas pelo presidente da entidade, o advogado Marcello Laven&eacute;re. O Movimento crescia. Em determinada ocasi&atilde;o, cheguei mais cedo para uma das reuni&otilde;es da diretoria da SBPC em S&atilde;o Paulo e, enquanto aguardava o in&iacute;cio do encontro, conversava com o saudoso antrop&oacute;logo Gilberto Velho, ent&atilde;o vice-presidente da entidade, que morava no Rio de Janeiro e tamb&eacute;m estava adiantado. A certa altura ele expressou que dever&iacute;amos, na esfera do Movimento, propor o <i>impeachment</i> do presidente Fernando Collor. Eu argumentei que talvez n&atilde;o fosse o momento exato para isso. Horas depois ele fez a proposta para a diretoria e ela foi aprovada. No dia seguinte, a grande imprensa noticiava nas primeiras p&aacute;ginas: "SBPC prop&otilde;e <i>impeachment</i> do presidente Collor".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Voltei para Bras&iacute;lia e logo recebi um telefonema do Marcello Laven&eacute;re, que disse: - A SBPC prop&ocirc;s mesmo o <i>impeachment</i> do presidente? A proposta n&atilde;o &eacute; muito ousada? Eu expliquei o que aconteceu. Dei conhecimento de minha posi&ccedil;&atilde;o. Disse que fui voto vencido, mas que com a decis&atilde;o da diretoria eu n&atilde;o poderia ter outra posi&ccedil;&atilde;o a n&atilde;o ser apoiar a iniciativa. A proposta ganhou adeptos e foi incorporada ao Movimento.  Em 09 de maio de 1992, ficou decidida a realiza&ccedil;&atilde;o de uma "vig&iacute;lia pela &eacute;tica na pol&iacute;tica" que reuniu, no audit&oacute;rio Petr&ocirc;nio Portela do Senado Federal, 183 entidades, 70 parlamentares e mais de mil pessoas. No evento, foi lida a "Declara&ccedil;&atilde;o ao Povo do Movimento pela &Eacute;tica na Pol&iacute;tica", subscrita pelas seguintes entidades: OAB, CNBB, ABI, SBPC, Pensamento Nacional das Bases Empresariais (PNBE), Federa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Comiss&atilde;o de Justi&ccedil;a e Paz (CJP), Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), Instituto de Estudos Socioecon&ocirc;micos (Inesc) e Instituto Brasileiro de An&aacute;lises Sociais e Econ&ocirc;micas (Ibase), conforme transcrita abaixo:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"Na condi&ccedil;&atilde;o de integrantes da sociedade civil brasileira s&atilde;o tamb&eacute;m respons&aacute;veis pela constru&ccedil;&atilde;o da democracia como instrumento de supera&ccedil;&atilde;o dos graves problemas sociais. Diante da gravidade dos fatos denunciados e que preocupam a todo pa&iacute;s, afirmam a sua convic&ccedil;&atilde;o de que a aplica&ccedil;&atilde;o da lei a todos igualmente &eacute; o rem&eacute;dio contra a impunidade que revolta a na&ccedil;&atilde;o e contra o descr&eacute;dito das institui&ccedil;&otilde;es. A apura&ccedil;&atilde;o da verdade sem restri&ccedil;&otilde;es se constitui em clamor de todo o povo brasileiro. Ao contr&aacute;rio das vis&otilde;es alarmistas, as institui&ccedil;&otilde;es democr&aacute;ticas se fortalecem quando postas &agrave; prova, demonstram sua real efic&aacute;cia independente de dificuldades conjunturais. &Eacute; imperioso que toda a sociedade civil se mobilize nesse momento colocando-se em estado de vig&iacute;lia permanente para acompanhar as investiga&ccedil;&otilde;es garantindo apoio aos que querem a verdade e denunciando os que pretendem false&aacute;-la."</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v70n3/a09fig02.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Interessante observar que, passados todos esses anos, o teor da carta &eacute; atual no contexto pol&iacute;tico e social brasileiros dos dias de hoje.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 1 de setembro de 1992, em meio a uma onda de manifesta&ccedil;&otilde;es por todo o pa&iacute;s, os presidentes da ABI, Barbosa Lima Sobrinho, e da OAB, Marcello Laven&eacute;re apresentaram &agrave; C&acirc;mara o pedido de <i>impeachment</i> de Collor. E deu no que deu. Um fato pitoresco que me vem &agrave; mente foi a convoca&ccedil;&atilde;o dos membros do Movimento para assistir, na sede nacional da OAB, ao depoimento em cadeia nacional do presidente Fernando Collor. Ap&oacute;s o depoimento, seria realizada uma cobertura da imprensa. Atendi &agrave; convoca&ccedil;&atilde;o e convidei o saudoso professor Luiz Gouveia Labouriau, que era membro do conselho da SBPC, para me acompanhar. Ap&oacute;s o pronunciamento do presidente, algu&eacute;m da Rede Bandeirantes de Televis&atilde;o gritou: - Quem representa a SBPC? Eu imediatamente apontei para o professor Labouriau. O rep&oacute;rter ent&atilde;o perguntou: - Qual sua opini&atilde;o sobre o pronunciamento? O professor Labouriau deu uma resposta sint&eacute;tica: - Muita ret&oacute;rica e pouco conte&uacute;do.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como a cobertura era ao vivo, na pressa a legenda da reportagem saiu: "Professor Luiz Gouveia Labouriau, presidente da SBPC". Quando cheguei em casa, o telefone tocou. Era o Ennio Candotti, que assistiu o evento pela TV e perguntou: - O que &eacute; isso, Labouriau, presidente da SBPC? E eu repliquei: - Voc&ecirc; n&atilde;o sabia? Voc&ecirc; foi deposto! Sempre h&aacute; espa&ccedil;o para uma pitada de humor.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A EXPERI&Ecirc;NCIA NO CONSELHO DA SBPC: PACTO PELA EDUCA&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 2008, eu era membro do conselho da SBPC. Na reuni&atilde;o desse colegiado, realizada na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), me manifestei sobre a import&acirc;ncia da atua&ccedil;&atilde;o da entidade no enfretamento dos desafios para conquistarmos uma educa&ccedil;&atilde;o de qualidade em todos os n&iacute;veis, para todos os brasileiros. O conselho ent&atilde;o resolveu criar um grupo de trabalho (GT) de educa&ccedil;&atilde;o e eu fui designado seu coordenador. Em agosto do mesmo ano, o GT prop&ocirc;s a cria&ccedil;&atilde;o de um movimento que foi denominado Pacto pela Educa&ccedil;&atilde;o. Participavam tamb&eacute;m Carlos Jamil Cury, Ennio Candotti, Daniel Cara, Elisangela Lizardo, Jo&atilde;o Ferreira da Silva, Lisbeth Cordani, Luiz Carlos Menezes, Luiz Davidovich, Manuel Marcos Formiga, Mozart Neves Ramos e Nelson Maculan.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 13 de novembro de 2009, o movimento foi lan&ccedil;ado em cerim&ocirc;nia realizada no audit&oacute;rio da reitoria da Universidade de Bras&iacute;lia (UnB), com a presen&ccedil;a do ent&atilde;o presidente da SBPC, Marco Ant&ocirc;nio Raupp, e teve como palestrante o senador Cristovam Buarque. O tema de sua fala foi: "Como a educa&ccedil;&atilde;o pode mudar o Brasil". O Pacto pela Educa&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de propor um projeto de longo prazo, estabeleceria tamb&eacute;m estrat&eacute;gias para evitar a descontinuidade de sua execu&ccedil;&atilde;o. O fundamento principal seria a press&atilde;o social exercida por v&aacute;rios setores da sociedade, com o objetivo de alcan&ccedil;ar a qualidade na educa&ccedil;&atilde;o em todos os n&iacute;veis para todos os jovens brasileiros. Participaram como entidades parceiras a Uni&atilde;o Nacional dos Estudantes (UNE), a Uni&atilde;o Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes), a Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de P&oacute;s-Graduandos (ANPG), a Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional das Ind&uacute;strias (CNI), a Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional de Trabalhadores da Educa&ccedil;&atilde;o (CNTE), o movimento Todos Pela Educa&ccedil;&atilde;o (TPE) e a Campanha Nacional pelo Direito &agrave; Educa&ccedil;&atilde;o (CNDE). O GT de educa&ccedil;&atilde;o reuniu-se periodicamente nas reuni&otilde;es anuais da SBPC at&eacute; a sua desativa&ccedil;&atilde;o, em 2012. Destaco uma reuni&atilde;o que considero hist&oacute;rica, realizada na Rua Maria Ant&ocirc;nia (sede nacional da SBPC), em S&atilde;o Paulo, no &acirc;mbito do GT de educa&ccedil;&atilde;o, entre os dirigentes da SBPC com os presidentes da UNE, Ubes e ANPG.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por motivos que nunca cheguei a entender o GT de educa&ccedil;&atilde;o foi extinto no final de 2012, por decis&atilde;o da diretoria da SBPC. O argumento era que iriam ser criados GTs espec&iacute;ficos para o ensino b&aacute;sico, ensino de gradua&ccedil;&atilde;o e ensino de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o. Considero pertinente, devido &agrave;s conjunturas atuais, em que a educa&ccedil;&atilde;o de qualidade ainda n&atilde;o foi conquistada, recriar esse GT, j&aacute; que tudo aponta que a educa&ccedil;&atilde;o &eacute; o melhor caminho para a solu&ccedil;&atilde;o de nossos problemas. Um passo nesse sentido foi dado recentemente, com os semin&aacute;rios tem&aacute;ticos que a SBPC est&aacute; organizando na s&eacute;rie "Pol&iacute;ticas p&uacute;blicas para o Brasil que queremos", como parte das atividades de comemora&ccedil;&atilde;o de seus 70 anos, que engloba eventos sobre a educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, a gradua&ccedil;&atilde;o e a p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A SBPC JOVEM: DIVULGA&Ccedil;&Atilde;O E EDUCA&Ccedil;&Atilde;O CIENT&Iacute;FICA</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nas reuni&otilde;es anuais da SBPC realizadas at&eacute; 1992, o p&uacute;blico era majoritariamente composto por cientistas e estudantes de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o. A partir de 1993, na 45ª reuni&atilde;o anual, realizada na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), os jovens come&ccedil;aram a frequentar as reuni&otilde;es anuais pela introdu&ccedil;&atilde;o da SBPC Jovem, que re&uacute;ne uma s&eacute;rie de atividades voltadas aos estudantes do ensino b&aacute;sico. O principal objetivo &eacute; promover o contato das crian&ccedil;as e dos jovens com o conhecimento cient&iacute;fico e com os pesquisadores, para despertar o interesse pela ci&ecirc;ncia, pela tecnologia e pela inova&ccedil;&atilde;o. Ela procura promover atividades que estimulem o desenvolvimento da criatividade e da capacidade inventiva e investigativa nos jovens, despertando voca&ccedil;&otilde;es, e busca incentivar a pesquisa nas escolas. Nesse evento, s&atilde;o realizadas atividades interativas, montadas a partir de propostas selecionadas por meio de chamada dirigida para as universidades federais e estaduais, institutos e centros de pesquisas, funda&ccedil;&otilde;es de apoio &agrave; pesquisa, secretarias de educa&ccedil;&atilde;o, entre outras institui&ccedil;&otilde;es. Nesse cen&aacute;rio, s&atilde;o montados estandes, exposi&ccedil;&otilde;es interativas, debates, confer&ecirc;ncias, visitas mediadas, caminhadas ecol&oacute;gicas, feiras de ci&ecirc;ncia, oficinas, al&eacute;m da presen&ccedil;a de centros de ci&ecirc;ncias itinerantes. As crian&ccedil;as e os jovens t&ecirc;m a oportunidade de acompanhar a Jornada Nacional de Inicia&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica, que tamb&eacute;m faz parte da programa&ccedil;&atilde;o das reuni&otilde;es anuais. Muitas crian&ccedil;as e jovens s&atilde;o acompanhados pelas fam&iacute;lias e professores. Assim, essas atividades s&atilde;o importantes instrumentos para a divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e para a educa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica (ensino de ci&ecirc;ncias).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar de in&uacute;meras iniciativas conduzidas por sociedades cient&iacute;ficas, pela SBPC e outras entidades, a divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica brasileira deixa a desejar. &Eacute; extremamente importante que a sociedade saiba o que &eacute; ci&ecirc;ncia e como ela pode ser um instrumento poderoso para melhorar a qualidade de vida de todos. Nesse contexto, as reuni&otilde;es anuais e as reuni&otilde;es regionais da SBPC constituem pilares importantes na divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica brasileira. O entendimento, por parte da sociedade, da import&acirc;ncia da ci&ecirc;ncia e da tecnologia &eacute; uma dimens&atilde;o fundamental para a sociedade apoiar e incentivar o desenvolvimento cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico no pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma outra iniciativa importante na divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica no Brasil foi a introdu&ccedil;&atilde;o, em 2004, da Semana Nacional da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (SNCT). Uma iniciativa do ent&atilde;o Minist&eacute;rio de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o (MCTI) coordenada pela Secretaria de Inclus&atilde;o Social - sob o comando de Ildeu de Castro Moreira, atual presidente da SBPC -, por meio do Departamento de Populariza&ccedil;&atilde;o e Divulga&ccedil;&atilde;o da Ci&ecirc;ncia (DPDI/Secis/MCTI). O evento, realizado no m&ecirc;s de outubro a cada ano, conta com a colabora&ccedil;&atilde;o de secretarias estaduais e municipais, ag&ecirc;ncias de fomento, espa&ccedil;os cient&iacute;fico-culturais, institui&ccedil;&otilde;es de ensino e pesquisa, sociedades cient&iacute;ficas, escolas, &oacute;rg&atilde;os governamentais, empresas de base tecnol&oacute;gica e entidades da sociedade civil. A SNCT tem como principal objetivo aproximar a ci&ecirc;ncia e a tecnologia da popula&ccedil;&atilde;o por meios inovadores, que estimulem a curiosidade e motivem a popula&ccedil;&atilde;o a discutir as implica&ccedil;&otilde;es sociais da ci&ecirc;ncia, al&eacute;m de aprofundarem seus conhecimentos sobre o tema.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A educa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, a alfabetiza&ccedil;&atilde;o das letras e dos n&uacute;meros comp&otilde;em os tr&ecirc;s pilares de uma educa&ccedil;&atilde;o de qualidade. A ci&ecirc;ncia &eacute; o melhor caminho para se entender o mundo e o conhecimento cient&iacute;fico &eacute; o capital mais importante do mundo civilizado. Isso porque a educa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica desenvolve habilidades, define conceitos e conhecimentos, estimula a observa&ccedil;&atilde;o, o questionamento, a investiga&ccedil;&atilde;o e o entendimento, de maneira l&oacute;gica, sobre os seres vivos, o meio em que vivem e os eventos do nosso dia a dia. Al&eacute;m disso, estimula a curiosidade, a imagina&ccedil;&atilde;o e a compreens&atilde;o do processo de constru&ccedil;&atilde;o do conhecimento. Investir na educa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica contribuir&aacute; para que os resultados das pesquisas estejam ao alcance de todos. &Eacute; fundamental, portanto, para que a sociedade possa compreender a import&acirc;ncia da ci&ecirc;ncia no cotidiano. A educa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica tamb&eacute;m representa o primeiro degrau da forma&ccedil;&atilde;o de recursos humanos para as atividades de pesquisa. &Eacute; preciso considerar que o analfabetismo cient&iacute;fico aumentar&aacute; as desigualdades, marginalizando e excluindo do mercado de trabalho uma grande parte da popula&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o tiver acesso a esse tipo de educa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"A leitura do mundo precede a leitura da palavra" - a c&eacute;lebre frase de Paulo Freire aponta a import&acirc;ncia da educa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica para as crian&ccedil;as, pois ela prov&ecirc; um conjunto de conhecimentos que facilita a leitura do mundo em que vivem. A vis&atilde;o do mundo &eacute; constru&iacute;da a partir da inf&acirc;ncia, na fam&iacute;lia, e tem o seu ponto de inflex&atilde;o na escola. J&aacute; h&aacute; cerca de 800 anos, o frade Roger Bacon (1214-1294), em seu Opus Majus, dizia: "Sem um experimento nada pode ser conhecido adequadamente. Um argumento prova sob o ponto de vista te&oacute;rico, mas n&atilde;o leva &agrave; necess&aacute;ria certeza para remover todas as d&uacute;vidas". Diante das novas necessidades da educa&ccedil;&atilde;o em ci&ecirc;ncias no s&eacute;culo XXI, a escola deve ser percebida como tendo um potencial riqu&iacute;ssimo de encontro humano, desperdi&ccedil;ado pela repeti&ccedil;&atilde;o secular de uma pedagogia tradicional. Por meio de uma nova educa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica no ensino fundamental, poderemos mudar esse n&iacute;vel de ensino, preparando jovens que n&atilde;o v&atilde;o aceitar um ensino m&eacute;dio ou superior de baixa qualidade. Nessa nova pedagogia, a experimenta&ccedil;&atilde;o dever&aacute; ser o principal instrumento de est&iacute;mulo e da aprendizagem da ci&ecirc;ncia. Os recursos modernos de comunica&ccedil;&atilde;o, por meio de m&iacute;dias digitais - v&iacute;deos, intera&ccedil;&atilde;o via TV digital, internet etc. - dever&atilde;o ter um papel importante no ensino de ci&ecirc;ncias para nossos jovens.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Brasil, que hoje conta com 48,6 milh&otilde;es de matr&iacute;culas no ensino b&aacute;sico, ainda falta muito para que a educa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica tenha seu merecido destaque no curr&iacute;culo escolar. O desafio &eacute; criar um sistema educacional que explore a curiosidade das crian&ccedil;as e mantenha a sua motiva&ccedil;&atilde;o para aprender ao longo da vida. As escolas precisam se constituir em ambientes estimulantes e experi&ecirc;ncias recentes t&ecirc;m despertado o interesse das crian&ccedil;as e jovens pela ci&ecirc;ncia e pela tecnologia. Um deles &eacute; o projeto M&atilde;o na Massa, introduzido no pa&iacute;s pela Academia Brasileira de Ci&ecirc;ncias (ABC). A iniciativa faz uso de atividades experimentais, estimulando o desenvolvimento da linguagem oral e escrita e investindo na forma&ccedil;&atilde;o de docentes. Outra experi&ecirc;ncia de sucesso est&aacute; sendo conduzida nas cidades de Natal e Maca&iacute;ba, no Rio Grande do Norte, e em Serrinha, na Bahia. As crian&ccedil;as frequentam uma escola de ci&ecirc;ncias nos hor&aacute;rios opostos ao turno escolar formal. Os ambientes de aprendizagem (laborat&oacute;rios, oficinas etc.) s&atilde;o desenhados e equipados especialmente para despertar o interesse pela ci&ecirc;ncia nos estudantes do ensino b&aacute;sico. Tive a oportunidade de visitar esse projeto em Natal e Maca&iacute;ba. Percorri os v&aacute;rios ambientes de aprendizagem acompanhado pela diretora Dora Montenegro e, em todos eles, procurei dialogar com os educandos. No final eu perguntava: - O que voc&ecirc;s gostam mais, da escola tradicional ou dessa "escola de ci&ecirc;ncias"? As respostas foram un&acirc;nimes: - Gostamos mais da "escola de ci&ecirc;ncias". - Por qu&ecirc;?, eu perguntava. As respostas foram profundas e inteligentes: "aqui somos tratados como gente", "aqui somos bem recebidos", "aqui tudo parece um parque de divers&otilde;es". Destaco a resposta de uma estudante que parecia ter nove anos. "- Na outra escola eu estudo, aqui eu aprendo". Sem necessidade de coment&aacute;rios, falou e disse!</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outra experi&ecirc;ncia exitosa, que merece destaque e registro, foi a implanta&ccedil;&atilde;o, no s&eacute;culo passado, de um projeto voltado ao ensino de ci&ecirc;ncias, executado pela Funda&ccedil;&atilde;o Brasileira para o Desenvolvimento de Ensino de Ci&ecirc;ncia (Funbec) e liderado pelo cientista Isaias Raw. Al&eacute;m da produ&ccedil;&atilde;o de material para o ensino da ci&ecirc;ncia, a Funbec produzia tamb&eacute;m equipamentos m&eacute;dico-eletr&ocirc;nicos. O lucro da venda desses equipamentos era revertido para a produ&ccedil;&atilde;o de material did&aacute;tico. Essa iniciativa floresceu na d&eacute;cada de 1970, com a introdu&ccedil;&atilde;o de laborat&oacute;rios port&aacute;teis de f&iacute;sica, qu&iacute;mica e biologia, e da cole&ccedil;&atilde;o "Cientistas", com parceria da editora Abril, que consistia de 50 kits diferentes, contendo a biografia de um cientista, um manual de instru&ccedil;&atilde;o e material para a realiza&ccedil;&atilde;o de experimentos. Nos anos em que o projeto persistiu, foram vendidos cerca de tr&ecirc;s milh&otilde;es de kits. A partir de 1980, as atividades foram gradativamente reduzidas. O &uacute;ltimo suspiro do empreendimento foi a cria&ccedil;&atilde;o da <i>Revista de Ensino de Ci&ecirc;ncias,</i> hoje extinta. Recentemente, uma iniciativa tenta reabilitar o projeto que teria um novo nome: Aventuras na Ci&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Programa de Voca&ccedil;&otilde;es Cient&iacute;ficas (Provoc), da Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz (Fiocruz), &eacute; outra iniciativa pioneira nesse sentido, implantada h&aacute; mais de 20 anos e  que continua at&eacute; o presente. O Provoc tem estimulado voca&ccedil;&otilde;es na &aacute;rea biom&eacute;dica, em centenas de jovens estudantes do ensino m&eacute;dio, por meio da inicia&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. Exemplos como esses devem inspirar a&ccedil;&otilde;es futuras.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outro projeto inovador de educa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica &eacute; o Ci&ecirc;ncia, Arte &amp; Magia, precedido em 2001 pelo projeto C.I.E.N.C.I.A (Centro de Investiga&ccedil;&otilde;es e Estudos Neofilos&oacute;ficos de Ci&ecirc;ncias Avan&ccedil;adas), conduzidos pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). O projeto, que envolve crian&ccedil;as a partir dos 6 anos, j&aacute; resultou na publica&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios livros - que comp&otilde;em a Cole&ccedil;&atilde;o Novos Construtores - escritos pelos jovens que participaram das atividades. A ideia &eacute; desenvolver no estudante a sua criatividade para a realiza&ccedil;&atilde;o de experimentos cient&iacute;ficos, e capacitar professores para utilizar o material experimental em suas disciplinas espec&iacute;ficas. O projeto tamb&eacute;m busca implementar espa&ccedil;os cient&iacute;fico-culturais que se constituam em uma janela para a alfabetiza&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, colaborando com o ensino formal das ci&ecirc;ncias. Al&eacute;m de atender escolas de Salvador, o projeto foi estendido para escolas em Feira de Santana e Seabra, na Chapada Diamantina.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">H&aacute; 60 anos, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (CNPq) implantou o programa de inicia&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, que permite ao estudante universit&aacute;rio de gradua&ccedil;&atilde;o a viv&ecirc;ncia em um ambiente cient&iacute;fico. Hoje esse programa tem a participa&ccedil;&atilde;o de cerca de 100 mil estudantes universit&aacute;rios em todo o Brasil, dos quais aproximadamente 60 mil s&atilde;o contemplados com bolsas de aux&iacute;lio por meio do Programa Institucional de Bolsas de Inicia&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica (Pibic). Em 2004, o CNPq lan&ccedil;ou o Programa de Inicia&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica Junior (Pibic-Jr), nos moldes do programa j&aacute; existente, que permite o treinamento cient&iacute;fico de estudantes do ensino m&eacute;dio e profissional. Esse programa tem atualmente 10 mil bolsistas. Posteriormente, o CNPq lan&ccedil;ou o Programa Institucional de Bolsas de Inicia&ccedil;&atilde;o em Desenvolvimento Tecnol&oacute;gico e Inova&ccedil;&atilde;o (Pibit), que conta atualmente com cerca de quatro mil bolsas. Devemos louvar essas iniciativas virtuosas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Temos not&aacute;veis iniciativas no ensino de ci&ecirc;ncias e na educa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica no pa&iacute;s. Atrair e estimular talentos para termos uma massa cr&iacute;tica de recursos humanos para o desenvolvimento cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico do Brasil &eacute; uma miss&atilde;o do presente que garantir&aacute; um futuro virtuoso para as pr&oacute;ximas gera&ccedil;&otilde;es de brasileiros. O ensino de qualidade, especialmente no n&iacute;vel fundamental, que &eacute; o n&iacute;vel que mais afeta a cidadania, deve ser visto como um compromisso de todo o pa&iacute;s, em todas as suas inst&acirc;ncias e segmentos. Para uma sociedade democr&aacute;tica, que tem como pressuposto o oferecimento de oportunidades iguais para todos, trata-se de uma miss&atilde;o fundamental.</font></p>      ]]></body>
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