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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>MUNDO    <br> RECURSOS NATURAIS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Bioeconomia &eacute; a nova fronteira para o futuro da Am&eacute;rica Latina</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Meghie Rodrigues</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O uso de alta tecnologia para mudar processos produtivos, tornando-os mais sustent&aacute;veis, &eacute; a principal for&ccedil;a motora da bioeconomia. Esta &eacute; o que muitos especialistas consideram como uma das fronteiras mais importantes da chamada quarta revolu&ccedil;&atilde;o industrial, em que tecnologias f&iacute;sicas, biol&oacute;gicas e digitais se fundem para moldar o futuro - que n&atilde;o est&aacute; t&atilde;o longe assim. "Bioeconomia avan&ccedil;ada n&atilde;o se resume &agrave; biotecnologia avan&ccedil;ada", clarifica Jos&eacute; Vitor Bomtempo, pesquisador do Grupo de Estudos em Bioeconomia da Escola de Qu&iacute;mica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Um dos conceitos mais bem estabelecidos em torno desse tema, prossegue ele, tem a ver com a bioeconomia como motor "da produ&ccedil;&atilde;o e do uso inovador e sustent&aacute;vel de recursos biol&oacute;gicos renov&aacute;veis para a produ&ccedil;&atilde;o de energia, produtos qu&iacute;micos e materiais como pl&aacute;sticos ou alimenta&ccedil;&atilde;o humana e animal". A produ&ccedil;&atilde;o de etanol de segunda gera&ccedil;&atilde;o a partir do baga&ccedil;o de cana e a produ&ccedil;&atilde;o de produtos cosm&eacute;ticos com o uso de biotecnologia s&atilde;o exemplos de setores onde a bioeconomia j&aacute; &eacute; uma realidade.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v70n4/a07fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v70n4/a07fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Amaz&ocirc;nia representa uma grande oportunidade para a expans&atilde;o da bioeconomia, mas ainda est&aacute; bastante subutilizada. O uso de altas tecnologias em cadeias produtivas "ainda &eacute; muito prec&aacute;rio" no bioma amaz&ocirc;nico, observa Carlos Nobre, pesquisador s&ecirc;nior do Centro de Ci&ecirc;ncia do Sistema Terrestre do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Mas o potencial de crescimento &eacute; enorme.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Aproveitar melhor a riqueza da floresta amaz&ocirc;nica e aperfei&ccedil;oar a legisla&ccedil;&atilde;o para que esses recursos sejam bem utilizados &eacute; um passo important&iacute;ssimo para inserir o Brasil de vez na discuss&atilde;o mundial sobre o tema. Para Bomtempo, "precisamos avan&ccedil;ar na elabora&ccedil;&atilde;o de um marco regulat&oacute;rio para acesso ao nosso patrim&ocirc;nio gen&eacute;tico".</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>INTEGRA&Ccedil;&Atilde;O LATINO-AMERICANA</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Rafael Aramendis, especialista em administra&ccedil;&atilde;o ambiental e desenvolvimento sustent&aacute;vel na Col&ocirc;mbia, concorda com Bomtempo. Para ele, integrar os pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina para o desenvolvimento da bioeconomia de ponta seria um avan&ccedil;o enorme para a &aacute;rea. No entanto, marcos regulat&oacute;rios para a &aacute;rea "t&ecirc;m um desenvolvimento muito d&iacute;spar entre pa&iacute;ses latinos", apesar de todos os esfor&ccedil;os e o trabalho s&eacute;rio que se tem feito nos governos da regi&atilde;o, frisa ele.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Surpreende que o Brasil, com toda sua riqueza gen&eacute;tica, n&atilde;o seja um dos l&iacute;deres em termos de legisla&ccedil;&atilde;o e na integra&ccedil;&atilde;o da bioeconomia avan&ccedil;ada no continente. A Argentina, conta Aramendis, &eacute; o pa&iacute;s mais desenvolvido em termos de formula&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas e regula&ccedil;&atilde;o nesse sentido. "Foi o primeiro pa&iacute;s a ter uma pol&iacute;tica nacional de bioeconomia na Am&eacute;rica Latina (em 2016) bastante focada na governan&ccedil;a regional nos diversos territ&oacute;rios do pa&iacute;s". O Equador tamb&eacute;m tem tido iniciativas bastante interessantes na &aacute;rea, como a cria&ccedil;&atilde;o de um fundo para bioempreendimentos lan&ccedil;ado ano passado e nos muitos acordos entre governo e universidades para desenvolvimento do setor.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O avan&ccedil;o &eacute; um pouco mais lento por aqui, mas as bases para uma legisla&ccedil;&atilde;o de bioeconomia est&atilde;o se formando. "Voc&ecirc;s t&ecirc;m pol&iacute;ticas de biotecnologia, de desenvolvimento sustent&aacute;vel, o programa nacional de biodiesel, uma pol&iacute;tica nacional de res&iacute;duos s&oacute;lidos. Com todos estes elementos &eacute; poss&iacute;vel construir uma pol&iacute;tica nacional de bioeconomia". Esse &eacute; um setor da economia mundial, observa Jos&eacute; Vitor Bomtempo, em que pa&iacute;ses de economias avan&ccedil;adas n&atilde;o est&atilde;o muito mais &agrave; frente de pa&iacute;ses em desenvolvimento, como aconteceu com a ind&uacute;stria de petroqu&iacute;mica ou automobil&iacute;stica. "Estamos contempor&acirc;neos nessa transforma&ccedil;&atilde;o. A Europa tem mais tecnologia, mas n&atilde;o tem mat&eacute;ria-prima. N&oacute;s a temos. Estamos todos ajudando nessa constru&ccedil;&atilde;o em conjunto com outros pa&iacute;ses, no mesmo n&iacute;vel".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O desenvolvimento da bioeconomia a partir de recursos da Amaz&ocirc;nia &eacute; "uma proposta nova, disruptiva e acess&iacute;vel - com a quarta revolu&ccedil;&atilde;o industrial, muitas tecnologias se tornaram muito baratas e f&aacute;ceis de usar", eliminando a necessidade de grandes laborat&oacute;rios e complexos industriais para se desenvolver, observa Carlos Nobre. "&Eacute; poss&iacute;vel que as popula&ccedil;&otilde;es locais fa&ccedil;am uso dessas tecnologias para o desenvolvimento de pequenas bioind&uacute;strias para gerar mais valor agregado do que temos hoje". Transformar isso em uma empreitada pan-amaz&ocirc;nica est&aacute; sendo "um desafio enorme", completa Nobre â€“ e esse &eacute; o horizonte para onde os esfor&ccedil;os est&atilde;o sendo direcionados.</font></p>      ]]></body>
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