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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    <br> CAATINGA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Caatinga: legado,  trajet&oacute;ria e desafios  rumo &agrave; sustentabilidade</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Marcelo Tabarelli<sup>I</sup>; Inara R. Leal<sup>II</sup>; F&aacute;bio R. Scarano<sup>III</sup>; Jos&eacute; M. C. da Silva<sup>IV</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Professor associado do Departamento de Bot&acirc;nica da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)    <br> <sup>II</sup>Professora associada do Departamento de Bot&acirc;nica da UFPE    <br> <sup>III</sup>Professor associado do Departamento de Ecologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e membro do Painel Intergovernamental de Biodiversidade e Servi&ccedil;os Ambientais (IPBES)    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>IV</sup>Professor titular do Departamento de Geografia da Universidade de Miami, Coral Gables, Estados Unidos</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> S&eacute;culos de relatos de secas severas, mis&eacute;ria humana, banditismo rural, subservi&ecirc;ncia e arbitrariedade pol&iacute;tica (i.e. coronelismo) imputaram ao semi&aacute;rido nordestino o estigma de lugar esquecido e de dif&iacute;cil viver. De <i>Os sert&otilde;es</i> (Euclides da Cunha, 1902) a <i>Vidas secas</i> (Graciliano Ramos, 1938), o semi&aacute;rido emerge com espa&ccedil;o de vidas &aacute;ridas, condenadas &agrave; inclem&ecirc;ncia do clima, aos recursos de uma vegeta&ccedil;&atilde;o raqu&iacute;tica e pobre e aos desmandos pol&iacute;ticos. Est&aacute; imortalizado na fala do cangaceiro Corisco em <i>Deus e o diabo na terra do sol</i> (filme de Glauber Rocha, 1964): "cabra s&oacute; tem valor nesta terra quando pega nas armas para mudar o destino". Longe de desmentir determinados relatos hist&oacute;ricos e narrativas ficcionais, mas fazendo justi&ccedil;a &agrave; realidade, &eacute; preciso reconhecer o semi&aacute;rido como um espa&ccedil;o denso. Se n&atilde;o denso em biomassa vegetal (grande parte da vegeta&ccedil;&atilde;o de Caatinga &eacute; composta por arbustos), denso de biodiversidade, de registros arqueol&oacute;gicos, de manifesta&ccedil;&otilde;es culturais, de pessoas buscando melhor qualidade de vida. Sim, &eacute; poss&iacute;vel prover um relato alternativo e criar novos significados para o semi&aacute;rido no imagin&aacute;rio coletivo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Caatinga que emerge ap&oacute;s mais de tr&ecirc;s d&eacute;cadas de estudos &eacute; a de um sistema socioambiental vibrante, complexo e com uma hist&oacute;ria fabulosa que ainda precisa ser reconstru&iacute;da &#91;1&#93;. Como em qualquer regi&atilde;o de floresta seca no mundo de hoje, o legado do semi&aacute;rido nordestino est&aacute; longe de ser devidamente documentado, apreciado e conservado. A trajet&oacute;ria de degrada&ccedil;&atilde;o que marcou a hist&oacute;ria da regi&atilde;o desde a chegada dos europeus no Brasil permanece inalterada e as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas previstas para a regi&atilde;o, particularmente a redu&ccedil;&atilde;o da precipita&ccedil;&atilde;o, indicam um futuro sombrio &#91;2&#93;. O mundo do sertanejo est&aacute; em desequil&iacute;brio ou em rota de profunda degrada&ccedil;&atilde;o. Um ter&ccedil;o do sert&atilde;o est&aacute; se transformando em mar, n&atilde;o o mar profetizado pelo beato, mas o mar de areia da desertifica&ccedil;&atilde;o &#91;3, 4&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O futuro da Caatinga requer a&ccedil;&otilde;es imediatas para que as pessoas e a natureza possam caminhar juntas, numa trajet&oacute;ria mais sustent&aacute;vel. Ou seja, uma sociedade que conserve a biodiversidade regional, seja pr&oacute;spera economicamente, promova inclus&atilde;o e justi&ccedil;a social e desfrute de boa governan&ccedil;a. Desafio de extrema urg&ecirc;ncia, o semi&aacute;rido e a Caatinga precisam de um novo lugar na sociedade brasileira, particularmente nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de suporte &agrave; sustentabilidade. Mudan&ccedil;a clim&aacute;tica &eacute; certamente uma amea&ccedil;a, mas tamb&eacute;m uma grande oportunidade de, mais uma vez, lan&ccedil;ar a lente sobre a Caatinga. A &uacute;ltima an&aacute;lise integral ocorreu em 2000 via defini&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas para a conserva&ccedil;&atilde;o e reparti&ccedil;&atilde;o dos benef&iacute;cios da biodiversidade da regi&atilde;o &#91;5&#93;. De l&aacute; para c&aacute;, pouca coisa mudou e o paradigma de extrair o sustento de uma agropecu&aacute;ria rudimentar continua &#91;2&#93;. Neste artigo, apresentamos uma breve s&iacute;ntese sobre a Caatinga, com &ecirc;nfase nos avan&ccedil;os do conhecimento e reflex&otilde;es mais recentes sobre as possibilidades de conciliar, pela primeira vez, homem e natureza, nesse que &eacute; um patrim&ocirc;nio global. Conclu&iacute;mos com dez recomenda&ccedil;&otilde;es sobre como fazer a transi&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o para a sustentabilidade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CAATINGA: DELIMITA&Ccedil;&Atilde;O E CARACTERIZA&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com a revis&atilde;o proposta por Silva e colaboradores &#91;1&#93;, a Caatinga cobre agora 912.529 km<sup>2</sup> (<a href="#fig1">Figura 1</a>) e &eacute; uma das seis grandes regi&otilde;es ecol&oacute;gicas brasileiras &#91;6&#93;. Entre essas regi&otilde;es, ela &eacute; a &uacute;nica restrita ao Brasil, ou seja, n&atilde;o &eacute; compartilhada com nenhum outro pa&iacute;s. A Caatinga tem seu centro no nordeste brasileiro e &eacute; geralmente caracterizada por extensas superf&iacute;cies planas com altitude variando de 300 a 500 m revestidas por florestas secas e vegeta&ccedil;&atilde;o arbustiva dec&iacute;duas, cujas folhas s&atilde;o perdidas durante a esta&ccedil;&atilde;o seca (<a href="#fig2a">Figuras 2a-f</a>). &Eacute; essa vegeta&ccedil;&atilde;o sem folhas com troncos e galhos de cor branco-acinzentada que recebeu de povos nativos a denomina&ccedil;&atilde;o de mata branca ou "caatinga", na l&iacute;ngua tupi-guarani (<a href="#fig2a">Figura 2a</a>). Esta descri&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o da Caatinga, entretanto, n&atilde;o est&aacute; completa. Intercalados entre essas superf&iacute;cies, h&aacute; planaltos que podem atingir at&eacute; 1000 m de altura (<a href="#fig2a">Figura 2b</a>). Nas encostas e topos dos planaltos, a vegeta&ccedil;&atilde;o &eacute; muito distinta, sendo composta por florestas &uacute;midas, cerrados e campos rupestres (<a href="#fig2b">Figuras 2c-f</a>). Grande parte da Caatinga possui clima semi&aacute;rido, marcado por temperaturas m&eacute;dias elevadas (entre 25&deg; e 30&deg;C) e baixa precipita&ccedil;&atilde;o (entre 400 e 1200 mm anuais). Entretanto, nos planaltos, as temperaturas m&eacute;dias podem ser mais baixas e a precipita&ccedil;&atilde;o pode chegar a 1800 mm por ano. Dessa forma, a Caatinga est&aacute; longe de ser homog&ecirc;nea. Devido &agrave; varia&ccedil;&atilde;o existente na topografia, solos, clima e vegeta&ccedil;&atilde;o, a Caatinga pode ser dividida em dez ecorregi&otilde;es &#91;7, 8&#93; e cerca de 135 unidades geoambientais &#91;9&#93;.</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v70n4/a09fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig2a"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v70n4/a09fig02a.jpg">    <br> <a name="fig2b"></a><img src="/img/revistas/cic/v70n4/a09fig02b.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Do ponto de vista biogeogr&aacute;fico e evolutivo, a Caatinga possui esp&eacute;cies end&ecirc;micas, ou seja, que n&atilde;o s&atilde;o encontradas em nenhuma outra regi&atilde;o do mundo, cujas esp&eacute;cies evolutivamente mais pr&oacute;ximas est&atilde;o nas outras florestas secas da Am&eacute;rica do Sul, mas tamb&eacute;m na Floresta Atl&acirc;ntica, Cerrado e Amaz&ocirc;nia. A origem dessas esp&eacute;cies end&ecirc;micas varia desde o in&iacute;cio do Holoceno (18.000 anos atr&aacute;s) at&eacute; meados do Mioceno (11-15 milh&otilde;es de anos atr&aacute;s), indicando uma hist&oacute;ria paleoecol&oacute;gica bastante atribulada na regi&atilde;o &#91;2&#93;. O percentual de esp&eacute;cies end&ecirc;micas &agrave; Caatinga varia de 6% entre os mam&iacute;feros a 52,9% entre os peixes &#91;1&#93;. Al&eacute;m de endemismos, a Caatinga &eacute; centro de diversifica&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias intera&ccedil;&otilde;es biol&oacute;gicas raras, tal como a dispers&atilde;o de sementes por formigas e por r&eacute;pteis &#91;10&#93;. A biota da Caatinga &eacute; composta hoje por 3150 esp&eacute;cies de plantas vasculares, 276 formigas, 386 peixes, 98 anf&iacute;bios, 191 r&eacute;pteis, 548 aves e 183 mam&iacute;feros, o que confere &agrave; Caatinga o t&iacute;tulo das florestas secas mais ricas do mundo &#91;1&#93;. Vale ressaltar que v&aacute;rios grupos biol&oacute;gicos, particularmente insetos, permanecem bastante desconhecidos na regi&atilde;o. Al&eacute;m disso, uma vasta &aacute;rea da Caatinga foi ainda pouco explorada cientificamente at&eacute; o presente, o que significa dizer que milhares de esp&eacute;cies novas ainda aguardam ser descritas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>O SISTEMA SOCIOECOL&Oacute;GICO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir da chegada dos europeus no s&eacute;culo XVI, o uso do solo associado &agrave; presen&ccedil;a de povos ca&ccedil;adores-coletores incorporou a pecu&aacute;ria extensiva e a agricultura de corte-e-queima. Forjou-se assim um bi&oacute;tipo humano t&iacute;pico (o sertanejo) e um sistema socioecol&oacute;gico agropastoril altamente dependente dos recursos da vegeta&ccedil;&atilde;o, incluindo lenha, madeira, forragem para os animais e nutrientes para a produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola &#91;8&#93;. Esse sistema de base extrativista, em grande parte de produ&ccedil;&atilde;o familiar, &eacute; elemento chave para entender a cultura sertaneja e a trajet&oacute;ria de transforma&ccedil;&atilde;o e degrada&ccedil;&atilde;o dessa regi&atilde;o natural &#91;2&#93;. Atualmente, s&atilde;o mais de 28 milh&otilde;es de pessoas vivendo no semi&aacute;rido nordestino (14,5% da popula&ccedil;&atilde;o brasileira), boa parte como popula&ccedil;&atilde;o rural pobre. &Eacute; uma das regi&otilde;es semi&aacute;ridas mais populosas do mundo, com 10,4 habitantes/km<sup>2</sup> na zona rural distribu&iacute;das em milhares de pequenas propriedades rurais &#91;8&#93;. De fato, o semi&aacute;rido abriga mais de dois milh&otilde;es de propriedades menores que 100 ha (11). A economia rural de base extrativista e, assim, pouco produtiva, explica em parte porque os munic&iacute;pios da Caatinga possuem, em m&eacute;dia, os valores mais baixos do &iacute;ndice de desenvolvimento humano (IDH) no Brasil &#91;2&#93;. A Caatinga responde por apenas 10% do produto interno bruto (PIB) nacional, com metade desse PIB sendo resultado dos servi&ccedil;os apoiados por recursos p&uacute;blicos federais, ao inv&eacute;s de atividades produtivas &#91;1&#93;. As atividades industriais representam 12,5% do PIB da Caatinga e est&atilde;o concentradas em poucos munic&iacute;pios na regi&atilde;o &#91;8&#93;. Dessa forma, grande parte da popula&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o tem pouco acesso a servi&ccedil;os b&aacute;sicos como sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o e saneamento b&aacute;sico, por exemplo, o que caracteriza uma infraestrutura socioecon&ocirc;mica deficiente &#91;12&#93;. Embora na &uacute;ltima d&eacute;cada esses indicadores de desenvolvimento humano tenham sofrido ligeira melhora, as condi&ccedil;&otilde;es de vida do sertanejo ainda est&atilde;o muito distantes do que pode ser consider&aacute;vel como razo&aacute;vel por organiza&ccedil;&otilde;es internacionais voltadas ao tema. Um fato preocupante &eacute; que grande parte dessa melhora possivelmente se deva a pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de transfer&ecirc;ncia de renda e n&atilde;o de desenvolvimento econ&ocirc;mico em bases sustent&aacute;veis &#91;1&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com exce&ccedil;&atilde;o de alguns polos locais, como a fruticultura e a produ&ccedil;&atilde;o de vinhos nos pol&iacute;gonos irrigados do S&atilde;o Francisco, o mundo rural continua a girar em torno da produ&ccedil;&atilde;o familiar de culturas b&aacute;sicas como feij&atilde;o, milho e macaxeira, em conjunto com a produ&ccedil;&atilde;o de caprinos e bovinos que se alimentam principalmente da vegeta&ccedil;&atilde;o nativa &#91;13&#93;. Poucas propriedades t&ecirc;m condi&ccedil;&otilde;es de implantar e manejar pastagens ex&oacute;ticas. O semi&aacute;rido abriga atualmente nove milh&otilde;es de caprinos, em muitas situa&ccedil;&otilde;es ocorrendo em densidades superiores ao ecologicamente recomendado ou vivendo em &aacute;reas degradadas que precisam estar livres da press&atilde;o de pastejo oferecida por esse herb&iacute;voro &#91;14&#93;. Os caprinos s&atilde;o capazes de comer serapilheira, cascas, frutos, sementes, flores e folhas, incluindo as pl&acirc;ntulas da floresta em regenera&ccedil;&atilde;o &#91;15, 16&#93;. De fato, d&eacute;cadas de agricultura extrativista de baixa tecnologia (i.e. sem reposi&ccedil;&atilde;o de nutrientes e manejo conservacionista do solo), aliado &agrave; press&atilde;o de pastejo e &agrave; extra&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua de produtos florestais, t&ecirc;m resultado em modifica&ccedil;&otilde;es intensas da Caatinga, inclusive a desertifica&ccedil;&atilde;o e o desaparecimento da vegeta&ccedil;&atilde;o de porte florestal &#91;2&#93;. Obviamente, as transforma&ccedil;&otilde;es da vegeta&ccedil;&atilde;o resultam em perda de produtos e servi&ccedil;os ecossist&ecirc;micos, como, por exemplo, a restaura&ccedil;&atilde;o da fertilidade, prote&ccedil;&atilde;o do solo, produ&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua e de produtos florestais como lenha, madeira e forragem &#91;2&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Embora o quadro descrito aqui seja uma generaliza&ccedil;&atilde;o simplificada, o sistema socioecol&oacute;gico de base extrativista cria uma espiral negativa, conectando press&atilde;o sobre recursos naturais com degrada&ccedil;&atilde;o, perda de produtividade agr&iacute;cola e exaust&atilde;o de recursos florestais e n&iacute;vel de renda (<a href="#fig3">Figura 3</a>). A pobreza e a perda de capital natural n&atilde;o s&atilde;o fen&ocirc;menos novos associados &agrave; moderniza&ccedil;&atilde;o dos sistemas produtivos. Ao contr&aacute;rio, &eacute; uma caracter&iacute;stica intr&iacute;nseca do mundo rural sertanejo baseado no uso intensivo dos recursos naturais. Adicionalmente, a matriz energ&eacute;tica &eacute; altamente depende de lenha da vegeta&ccedil;&atilde;o nativa para atividades industriais - a regi&atilde;o consome milh&otilde;es de metros c&uacute;bicos de lenha nativa todo ano &#91;11&#93;. Se por um lado o consumo de lenha e carv&atilde;o cria uma fonte de renda adicional para pequenos produtores rurais, por outro lado opera como uma fonte de degrada&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o nativa em escala regional. Desertifica&ccedil;&atilde;o e ondas migrat&oacute;rias s&atilde;o evid&ecirc;ncias muito robustas de que o mundo culturalmente rico do sertanejo, mas ecologicamente insustent&aacute;vel, &eacute; incapaz de produzir riqueza material e qualidade de vida.</font></p>     <p><a name="fig3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v70n4/a09fig03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Infelizmente, os esfor&ccedil;os de conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade da Caatinga n&atilde;o t&ecirc;m acompanhado a transforma&ccedil;&atilde;o do ecossistema e o n&uacute;mero crescente de esp&eacute;cies amea&ccedil;adas de extin&ccedil;&atilde;o. Mais da metade da cobertura original j&aacute; foi alterada &#91;17&#93;. A Caatinga possui apenas 1,13% do territ&oacute;rio coberto por unidades de conserva&ccedil;&atilde;o de prote&ccedil;&atilde;o integral e 6,32% em unidades de conserva&ccedil;&atilde;o de uso sustent&aacute;vel &#91;18&#93;. Entretanto, grande parte da &aacute;rea protegida encontra-se nos terrenos arenosos (e.g. Parque Nacional da Serra da Capivara, Serra das Confus&otilde;es e Catimbau), enquanto a Caatinga sobre o cristalino (70% da &aacute;rea original do bioma) permanece pouco protegida. Assim como a infraestrutura socioecon&ocirc;mica, a infraestrutura verde da Caatinga &eacute; deficiente &#91;18&#93;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RUMO A UMA CAATINGA MAIS SUSTENT&Aacute;VEL</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A intera&ccedil;&atilde;o perversa entre uso intenso de recursos naturais, degrada&ccedil;&atilde;o e pobreza pode se intensificar com a mudan&ccedil;a clim&aacute;tica. Os modelos predizem redu&ccedil;&otilde;es de at&eacute; 30% nos n&iacute;veis de precipita&ccedil;&atilde;o no semi&aacute;rido nordestino, com aumento na frequ&ecirc;ncia de secas severas e maior imprevisibilidade das precipita&ccedil;&otilde;es &#91;19&#93;. Tais fen&ocirc;menos dever&atilde;o tornar a produ&ccedil;&atilde;o agropastoril e a subsist&ecirc;ncia do sertanejo mais vulner&aacute;vel e mais dependente dos j&aacute; escassos recursos do ecossistema, como &aacute;gua, nutrientes do solo e biomassa vegetal. De fato, infraestrutura socioecon&ocirc;mica e verde deficit&aacute;rias, degrada&ccedil;&atilde;o generalizada, pobreza e mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas tornam a Caatinga uma das regi&otilde;es mais vulner&aacute;veis do planeta &#91;2&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Conciliar popula&ccedil;&otilde;es humanas, biodiversidade, servi&ccedil;os ecossist&ecirc;micos e adapta&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica atrav&eacute;s do desenvolvimento sustent&aacute;vel &eacute; um imperativo urgente e pressup&otilde;e formas totalmente novas de pensar a regi&atilde;o (2). Em outras palavras, o semi&aacute;rido precisa de um novo modelo de desenvolvimento com forte participa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas indutoras e de suporte &#91;8&#93;. Como biodiversidade, servi&ccedil;os ecossist&ecirc;micos, atividades econ&ocirc;micas, desenvolvimento rural e vulnerabilidade est&atilde;o intimamente relacionados no semi&aacute;rido, a transi&ccedil;&atilde;o de um modelo extrativista-degradador para um modelo sustent&aacute;vel tem que ser baseada no manejo adequado do ecossistema, combinando melhorias das infraestruturas socioecon&ocirc;mica e verde de forma integrada &#91;8&#93;. Estas duas infraestruturas s&atilde;o os dois ativos b&aacute;sicos sobre qual se alicer&ccedil;a qualquer perspectiva de desenvolvimento sustent&aacute;vel no mundo tropical. Por exemplo, Kasecker e colaboradores &#91;20&#93; classificaram 151 munic&iacute;pios da Caatinga, dentre os 1280 totais, como sendo priorit&aacute;rios para a implementa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas de adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas baseadas em ecossistemas. Tais munic&iacute;pios combinam altos &iacute;ndices de pobreza, com mais de 80% de cobertura vegetal remanescente e elevada exposi&ccedil;&atilde;o aos efeitos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. O desafio nesses casos &eacute; o de se conservar a natureza remanescente e, no processo de faz&ecirc;-lo, tamb&eacute;m reduzir a pobreza, tornando esses munic&iacute;pios menos vulner&aacute;veis &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tabarelli e colaboradores &#91;2&#93; sugeriram 10 grandes metas para facilitar a transi&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o para um estado mais sustent&aacute;vel que o atual e, assim, garantir o legado biol&oacute;gico e cultural da Caatinga para as futuras gera&ccedil;&otilde;es: (1) ampliar a rede de &aacute;reas protegidas de forma a melhorar a extens&atilde;o e a representatividade do sistema, incluindo as &aacute;reas reconhecidas oficialmente com priorit&aacute;rias; (2) reconectar as &aacute;reas protegidas via restaura&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o nativa ao longo dos principais cursos d'&aacute;gua; (3) evitar a extin&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies atrav&eacute;s de planos efetivos de conserva&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies oficialmente amea&ccedil;adas de extin&ccedil;&atilde;o; (4) ampliar as iniciativas de transfer&ecirc;ncia de renda conectadas com educa&ccedil;&atilde;o, capacita&ccedil;&atilde;o profissional e transfer&ecirc;ncia de tecnologia; (5) promover a regulariza&ccedil;&atilde;o fundi&aacute;ria e monitorar o uso do solo em escala regional; (6) promover a ado&ccedil;&atilde;o de sistemas produtivos agropastoris baseados em tecnologias modernas, inovadoras e mais produtivas; (7) realizar a transi&ccedil;&atilde;o de uma economia de base extrativista para uma economia baseada em produ&ccedil;&atilde;o de mercadorias e servi&ccedil;os de elevado valor agregado e de menor risco socioecol&oacute;gico; (8) eliminar o consumo de lenha e de carv&atilde;o da matriz energ&eacute;tica via fontes alternativas como energia solar e e&oacute;lica; (9) melhorar a infraestrutura socioecon&ocirc;mica, particularmente sa&uacute;de e educa&ccedil;&atilde;o; e (10) melhorar a capacidade do poder p&uacute;blico local no que se refere ao planejamento e execu&ccedil;&atilde;o de programas voltados &agrave; sustentabilidade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>AGRADECIMENTOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Inara R. Leal e Marcelo Tabarelli agradecem ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (CNPq) pelas bolsas de produtividade (processos 305611/2014-3 e 310228/2016-6, respectivamente) e pelo apoio financeiro (PELD processo 403770/2012-2, Universal processos 477290/2009-4 e 470480/2013-0), &agrave; Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento de Pessoal de N&iacute;vel Superior (Capes) pelo apoio financeiro (Probral Capes-Daad processo 99999.008131/2015-05) e &agrave; Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo &agrave; Ci&ecirc;ncia e Tecnologia do Estado de Pernambuco tamb&eacute;m pelo apoio financeiro (APQ processos 0140-2.05/08 e 0738-2.05/12 e Pronex processo 0138-2.05/14). F&aacute;bio R. Scarano agradece ao CNPq pelo apoio financeiro (BPBES processo 405593/2015-5). Jos&eacute; M. C. da Silva agradece pelo apoio financeiro &agrave; University of Miami e ao Swift Action Fund.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Silva, J. M. C.; Leal, I. R.; Tabarelli, M. <i>Caatinga. The largest tropical dry forest region in South America</i>. Cahm: Springer International Publishing, 2017a.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Tabarelli, M.; Leal, I. R.; Scarano, F. R.; Silva, J. M. C. "The future of the Caatinga" In: Silva, J. M. C.; Leal, I. R.; Tabarelli, M. (eds.) <i>Caatinga. The largest tropical dry forest region in South America</i>. Cham: Springer International Publishing, 2017, p. 461-474.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. S&aacute;, I. B.; Angelotti, F. "Degrada&ccedil;&atilde;o ambiental e desertifica&ccedil;&atilde;o no semi&aacute;rido brasileiro" In: Angelotti, F.; S&aacute;, I. B.; Menezes, E. A.; Pellegrino, G. Q. (eds.) <i>Mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas e desertifica&ccedil;&atilde;o no semi&aacute;rido brasileiro</i>. Petrolina: Embrapa Semi&aacute;rido. 2009, p. 59-88.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Vieira, R. M. S. P.; Tomasella, J.; Alval&aacute;, R. C. S.; Sestini, M. F.; Affonso, A. G.; Rodriguez, D. A.; Barbosa, A. A.; Cunha, A. P. M. A.; Valles, G. F.; Crepani, E.; Oliveira, S. B. P.; Souza, M. S. B.; Calil, P. M.; Carvalho, M. A.; Valeriano, D. M.; Campello, F. C. B.; Santana, M. O. "Identifying areas susceptible to desertification in the brazilian northeast". <i>Solid Earth</i> 2015, 6:347-360.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Silva, J. M. C.; Tabarelli, M.; Fonseca, M. T.; Lins, L. V. <i>Biodiversidade da Caatinga: &aacute;reas e a&ccedil;&otilde;es priorit&aacute;rias para a conserva&ccedil;&atilde;o</i>. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio do Meio Ambiente, 2004.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE). <i>Mapa de Biomas do Brasil. Escala 1:5.000</i>. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE), 2004.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Velloso, A. L.; Sampaio, E. V. S. B.; Pareyn, F. G. C. <i>Ecorregi&otilde;es propostas para o bioma Caatinga. </i>Recife: Associa&ccedil;&atilde;o Plantas do Nordeste, Instituto de Conserva&ccedil;&atilde;o Ambiental, The Nature Conservancy do Brasil, 2002.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Silva, J. M. C.; Barbosa, L. C. F.; Leal, I. R.; Tabarelli, M. "The Caatinga: understanding the challenges" In: Silva, J. M. C.; Leal, I. R.; Tabarelli, M. (eds.) <i>Caatinga. The largest tropical dry forest region in South America.</i> Cham: Springer International Publishing, 2017b, p. 3-19.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Silva, F. B. R.; Santos, J. C. P.; Souza Neto, N. C.; Silva, A. B.; Rich&eacute;, G. R.; Tonneau, J. P.; Correia, R. C.; Brito, L. T. L.; Silva, F. H. B.; Souza, L. G. M. C.; Silva, C. P.; Leite, A. P.; Oliveira Neto, M. B. <i>Zoneamento agroecol&oacute;gico do Nordeste: diagn&oacute;stico e progn&oacute;stico</i>. CD-ROM. Recife/Petrolina: Embrapa Solos e Embrapa Semi-&Aacute;rido. 2000.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Leal, I. R.; Lopes, A. V.; Machado, I. C.; Tabarelli, M. "Plant-animal interactions in the Caatinga: overview and perspectives" In: Silva, J. M. C.; Leal, I. R.; Tabarelli, M. (eds.) <i>Caatinga. The largest tropical dry forest region in South America</i>. Cham: Springer International Publishing. 2017, p. 255-278.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Gariglio, M. A.; Sampaio, E. V. S. B.; Cestaro, L. A.; Kageyama, P. Y. <i>Uso sustent&aacute;vel e conserva&ccedil;&atilde;o dos recursos florestais da Caatinga</i>. Bras&iacute;lia: Servi&ccedil;o Florestal Brasileiro. 2010.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Silva J. M. C.; Barbosa, L. C. B.; Pinto, L. P. S.; Chennault, C. M. "Sustainable development in the Caatinga" In: Silva, J. M. C.; Leal, I. R.; Tabarelli, M. (eds.) <i>Caatinga. The largest tropical dry forest region in South America.</i> Cham: Springer International Publishing. 2017c, p. 445-460.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Sampaio, E. V. S. B. "Overview of the brazilian Caatinga". In: Bullock, S. H.; Mooney, H. A.; Medina, E. (eds.) <i>Seasonally dry forests.</i> Cambridge: Cambridge University Press. 1995, p. 35-58.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Guimar&atilde;es Filho, C.; G&oacute;es, J. G. "Desempenho reprodutivo de caprinos na Caatinga sob diferentes taxas de lota&ccedil;&atilde;o". <i>Pesquisa Agropecu&aacute;ria Brasileira</i> 1998, 23:309-314.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Leal, I. R.; Vicente, A.; Tabarelli, M. "Herbivoria por caprinos na Caatinga da regi&atilde;o de Xing&oacute;: uma an&aacute;lise preliminar". In: Leal, I. R.; Tabarelli, M.; Silva, J. M. C. (eds.) <i>Ecologia e conserva&ccedil;&atilde;o da Caatinga.</i> Recife: Editora Universit&aacute;ria da UFPE. 2003, p. 695-715.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Melo, F. P. L. "The socio-ecology of the Caatinga: understanding how natural resource use shapes an ecosystem". In: Silva, J. M. C.; Leal, I. R.; Tabarelli, M. (eds.) <i>Caatinga. The largest tropical dry forest region in South America.</i> Cham: Springer International Publishing. 2017, p. 369-382.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Silva, J. M. C.; Barbosa, L. C. F. "Impact of human activities on the Caatinga". In: Silva, J. M. C.; Leal, I. R.; Tabarelli, M. (eds.) <i>Caatinga. The largest tropical dry forest rin South America</i>. Cham: Springer International Publishing. 2017d, p. 359-368.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Fonseca, C. R.; Antongiovanni, M.; Matsumoto, M.; Bernard, E.; Venticinque, E. M. "Conservation opportunities in the Caatinga". In: Silva, J. M. C.; Leal, I. R.; Tabarelli, M. (eds.)<i> Caatinga. The largest tropical dry forest region in South America</i>. Cham: Springer International Publishing. 2017, p. 429-444.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Torres, R. R.; Lapola, D. M.; Gamarra, N. R. L. "Future climate change in the Caatinga". In: Silva, J. M. C.; Leal, I. R.; Tabarelli, M. (eds.) <i>Caatinga. The largest Trtpical dry forest region in South America</i>. Cham: Springer International Publishing. 2017, p. 383-412.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Kasecker, T. P.; Ramos-Neto, M. B.; Silva, J. M. C.; Scarano, F. R. "Ecosystem-based adaptation to climate change: defining hotspot municipalities for policy design and implementation in Brazil". <i>Mitigation and Adaptation Strategies to Global Change 2017</i>. <a href="https://doi.org/10.1007/s11027-017-9768-6" target="_blank">https://doi.org/10.1007/s11027-017-9768-6</a>.    </font></p>      ]]></body><back>
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