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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    <br> CAATINGA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Intera&ccedil;&otilde;es planta-animal na Caatinga: vis&atilde;o geral e perspectivas futuras</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Inara R. Leal<sup>I</sup>; Ariadna V. Lopes<sup>II</sup>;  Isabel C. Machado<sup>III</sup>; Marcelo Tabarelli<sup>IV</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Professora associada do Departamento de Bot&acirc;nica da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)    <br> <sup>II</sup>Professora associada do Departamento de Bot&acirc;nica da UFPE    <br> <sup>III</sup>Professora titular do Departamento de Bot&acirc;nica da UFPE    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>IV</sup>Professor associado do Departamento de Bot&acirc;nica da UFPE</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As florestas tropicais &uacute;midas sempre foram consideradas <i>hotspot </i>em termos de intera&ccedil;&otilde;es planta-animal, devido aos altos n&iacute;veis de depend&ecirc;ncia de plantas por animais para a sua reprodu&ccedil;&atilde;o (i.e. poliniza&ccedil;&atilde;o e dispers&atilde;o de sementes) e de animais por plantas como fonte de recursos e s&iacute;tios para nidifica&ccedil;&atilde;o e reprodu&ccedil;&atilde;o &#91;1&#93;. No entanto, estudos recentes demonstraram que florestas secas tamb&eacute;m exibem i) altos n&iacute;veis de depend&ecirc;ncia entre os parceiros mutualistas, ii) todo o espectro de estrat&eacute;gias ou tra&ccedil;os de plantas de hist&oacute;ria de vida observados em florestas &uacute;midas, iii) a ocorr&ecirc;ncia de intera&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas e altamente complexas/especializadas, e iv) produ&ccedil;&atilde;o de alimentos mediada por servi&ccedil;os de poliniza&ccedil;&atilde;o &#91;2, 3, 4&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A relev&acirc;ncia evolutiva e ecol&oacute;gica das intera&ccedil;&otilde;es planta-animal &eacute; mais evidente considerando as consequ&ecirc;ncias catastr&oacute;ficas das perturba&ccedil;&otilde;es antr&oacute;picas, sobretudo a substitui&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies especialistas e sens&iacute;veis a perturba&ccedil;&otilde;es por esp&eacute;cies generalistas e adaptadas &agrave; perturba&ccedil;&atilde;o &#91;5&#93;. Essa reorganiza&ccedil;&atilde;o das comunidades, promovida por perturba&ccedil;&otilde;es antr&oacute;picas, tem efeitos em cascata na diversidade taxon&ocirc;mica e funcional das comunidades de plantas e animais e nas fun&ccedil;&otilde;es e servi&ccedil;os ecossist&ecirc;micos &#91;6, 7, 8, 9&#93;. Por exemplo, tem sido documentado que extin&ccedil;&otilde;es locais ou mudan&ccedil;as comportamentais de alguns animais podem causar o desaparecimento de plantas que dependem deles para sua poliniza&ccedil;&atilde;o, dispers&atilde;o de sementes ou prote&ccedil;&atilde;o contra herbivoria &#91;7, 8, 9&#93;, o que pode levar &agrave; redu&ccedil;&atilde;o nos servi&ccedil;os ecossist&ecirc;micos de produ&ccedil;&atilde;o de alimentos e controle de pragas. Tamb&eacute;m tem sido observado que a prolifera&ccedil;&atilde;o de formigas cortadeiras em &aacute;reas perturbadas, associada com o aumento nas suas taxas de herbivoria, retarda a regenera&ccedil;&atilde;o das florestas &#91;10, 11, 12&#93;. Al&eacute;m disso, devido &agrave; marcada sazonalidade das florestas secas, as intera&ccedil;&otilde;es planta-animal s&atilde;o provavelmente muito mais sens&iacute;veis aos padr&otilde;es fenol&oacute;gicos - e varia&ccedil;&otilde;es nesse padr&atilde;o resultantes das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas poderiam levar a uma incompatibilidade de caracter&iacute;stica/comportamento dos animais com a fenologia das plantas, causando o colapso das intera&ccedil;&otilde;es &#91;13&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar da diversidade de intera&ccedil;&otilde;es e sua import&acirc;ncia para a persist&ecirc;ncia da biodiversidade, fornecimento de servi&ccedil;os ecossist&ecirc;micos e sustentabilidade, as s&iacute;nteses b&aacute;sicas sobre as intera&ccedil;&otilde;es planta-animal na Caatinga - a maior e mais diversa mancha de floresta seca nos neotr&oacute;picos &#91;14&#93; - ainda s&atilde;o escassas em compara&ccedil;&atilde;o com outros ecossistemas (ver &#91;15&#93; para poliniza&ccedil;&atilde;o e &#91;16, 17&#93; para dispers&atilde;o de sementes). As paisagens naturais da Caatinga continuam sendo drasticamente alteradas atrav&eacute;s de uma combina&ccedil;&atilde;o de mudan&ccedil;as no uso do solo (causando perda e fragmenta&ccedil;&atilde;o de habitats) e perturba&ccedil;&otilde;es cr&ocirc;nicas (e.g. coleta de lenha e sobrepastoreio por animais dom&eacute;sticos criados extensivamente) &#91;14&#93; e, agora, espera-se que experimentem altos n&iacute;veis de aridez devido &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas &#91;18&#93; - o que torna ainda mais urgente uma intensifica&ccedil;&atilde;o nos estudos sobre o tema.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Neste artigo apresentamos uma vis&atilde;o geral das intera&ccedil;&otilde;es planta-animal na Caatinga, incluindo (i) intera&ccedil;&otilde;es mutual&iacute;sticas como poliniza&ccedil;&atilde;o, dispers&atilde;o de sementes e mutualismos de prote&ccedil;&atilde;o formigas-plantas; (ii) intera&ccedil;&otilde;es antag&ocirc;nicas como herbivoria, e (iii) os efeitos da perturba&ccedil;&atilde;o humana nessas intera&ccedil;&otilde;es, bem como perspectivas de pesquisas futuras. Al&eacute;m de apresentar os principais padr&otilde;es, procuramos destacar o que a vegeta&ccedil;&atilde;o da Caatinga compartilha com outras florestas secas neotropicais e o que at&eacute; agora parecem ser suas singularidades.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>INTERA&Ccedil;&Otilde;ES MUTUAL&Iacute;STICAS: POLINIZA&Ccedil;&Atilde;O, DISPERS&Atilde;O DE SEMENTES E MUTUALISMO DE PROTE&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As rela&ccedil;&otilde;es entre plantas e seus polinizadores s&atilde;o o tipo de intera&ccedil;&atilde;o planta-animal mais bem estudado na Caatinga e o conhecimento dispon&iacute;vel j&aacute; permite uma vis&atilde;o geral desse processo. Diversos vetores de poliniza&ccedil;&atilde;o j&aacute; foram documentados na Caatinga, distribu&iacute;dos em cerca de 13 sistemas de poliniza&ccedil;&atilde;o: por formigas, morcegos, abelhas, besouros, borboletas, "diversos pequenos insetos", beija-flores, lagartos, mariposas, mam&iacute;feros n&atilde;o-voadores, esfing&iacute;deos, vespas e vento (ver &#91;15&#93; para uma revis&atilde;o e &#91;19 - 21&#93; para estudos mais recentes) (<a href="/img/revistas/cic/v70n4/a11fig01.jpg">Figura 1</a>). Como em outras florestas secas, a poliniza&ccedil;&atilde;o por animais &eacute; mais frequente (ocorre em cerca de 98% das esp&eacute;cies), sendo pequenos insetos e abelhas os grupos mais importantes &#91;15&#93;. Apesar de a Caatinga ser uma floresta seca, a poliniza&ccedil;&atilde;o pelo vento &eacute; rara (2%) e parece estar restrita a poucos grupos como as Euphorbiaceae e Cyperaceae &#91;15&#93;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A poliniza&ccedil;&atilde;o por vertebrados &eacute; muito frequente na Caatinga (<a href="/img/revistas/cic/v70n4/a11fig01.jpg">Figura 1</a>). A poliniza&ccedil;&atilde;o por beija-flores, por exemplo, &eacute; documentada para 15% da flora &#91;15&#93;. De fato, uma das singularidades da Caatinga &eacute; a presen&ccedil;a de plantas polinizadas por beija-flores em todos os meses do ano, at&eacute; mesmo no pico da esta&ccedil;&atilde;o seca &#91;22&#93;. A poliniza&ccedil;&atilde;o por morcegos tamb&eacute;m &eacute; impressionantemente alta (13%) &#91;5&#93; e comum entre Cactaceae como as esp&eacute;cies de <i>Pilosocereus</i> (<a href="/img/revistas/cic/v70n4/a11fig01.jpg">Figura 1</a>). Grupos incomuns de polinizadores tamb&eacute;m s&atilde;o registrados na Caatinga, como a poliniza&ccedil;&atilde;o da brom&eacute;lia <i>Encholirium spectabile</i> por gamb&aacute;s, o primeiro registro de gamb&aacute;s visitando flores na Caatinga &#91;20&#93; (<a href="/img/revistas/cic/v70n4/a11fig01.jpg">Figura 1</a>). Outro caso raro foi observado para duas esp&eacute;cies de <i>Ipomoea</i> (<i>I. marcellia</i> e <i>I.</i> aff. <i>marcellia</i>) polinizadas por morcegos e beija-flores nos Cariris paraibanos, no qual alguns fatores favorecendo o isolamento reprodutivo e o compartilhamento dos polinizadores revelam um poss&iacute;vel exemplo de especia&ccedil;&atilde;o simp&aacute;trica &#91;23&#93;. Esse sistema de poliniza&ccedil;&atilde;o misto parece ser vantajoso na Caatinga, onde a disponibilidade de polinizadores e os recursos florais mudam consideravelmente ao longo do ano, especialmente como resultado da forte sazonalidade &#91;23&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A maior parte das informa&ccedil;&otilde;es sobre a distribui&ccedil;&atilde;o de sementes na Caatinga refere-se a s&iacute;ndromes de dispers&atilde;o - ou seja, ao conjunto de caracter&iacute;sticas dos di&aacute;sporos que determinariam o agente dispersor e a dist&acirc;ncia na qual as sementes seriam transportadas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; planta-m&atilde;e -, considerando tanto as floras locais quanto as regionais, sendo ainda muito escassas as investiga&ccedil;&otilde;es cl&aacute;ssicas de dispers&atilde;o de sementes em esp&eacute;cies de plantas focais. &Eacute; poss&iacute;vel, no entanto, se ter uma descri&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica dos principais vetores envolvidos na dispers&atilde;o prim&aacute;ria e secund&aacute;ria de di&aacute;sporos a partir da combina&ccedil;&atilde;o de an&aacute;lises baseadas em s&iacute;ndromes com informa&ccedil;&otilde;es sobre caracter&iacute;sticas de hist&oacute;ria de vida das esp&eacute;cies dispon&iacute;veis na literatura. Por exemplo, a dispers&atilde;o prim&aacute;ria de di&aacute;sporos abi&oacute;ticos (incluindo gravidade, vento e dispers&atilde;o bal&iacute;stica) &eacute; o modo mais frequente, ocorrente em mais de 70% das esp&eacute;cies de plantas registradas em assembleias locais, com frutos secos de Leguminosae sendo o tipo predominante &#91;24&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Poucas esp&eacute;cies s&atilde;o dispersas primariamente de forma bi&oacute;tica, possuindo sementes grandes e associadas a frutos carnosos, tais como as de esp&eacute;cies de <i>Spondias</i>, <i>Zyziphus</i> e <i>Syagrus</i> e, principalmente, esp&eacute;cies da fam&iacute;lia Cactaceae &#91;24&#93;. Esta fam&iacute;lia &eacute; muito diversa na Caatinga &#91;25&#93; e suas esp&eacute;cies possuem grande varia&ccedil;&atilde;o de di&aacute;sporos carnosos que constituem um importante recurso para a fauna desse ecossistema &#91;19, 26&#93;. Cact&aacute;ceas colunares como esp&eacute;cies de Cereus e<i> Pilosocereus</i> s&atilde;o consumidas por r&eacute;pteis, aves, primatas, morcegos e mam&iacute;feros carn&iacute;voros oportunistas &#91;19, 26, 27&#93; (<a href="/img/revistas/cic/v70n4/a11fig01.jpg">Figura 1</a>). J&aacute; esp&eacute;cies globulares como as do g&ecirc;nero <i>Melocactus</i> s&atilde;o dispersas por lagartos, tornando a saurocoria um modo de dispers&atilde;o de sementes caracter&iacute;stico da Caatinga &#91;19&#93; (<a href="/img/revistas/cic/v70n4/a11fig01.jpg">Figura 1</a>). Outro tipo de dispers&atilde;o de sementes muito frequente na Caatinga &eacute; a mirmecocoria - realizada por formigas &#91;7, 28, 29&#93; -, comum nas Euphorbiaceae (<a href="/img/revistas/cic/v70n4/a11fig01.jpg">Figura 1</a>), a segunda fam&iacute;lia mais numerosa na Caatinga &#91;25&#93;. De fato, a Caatinga &eacute; considerada um <i>hotspot</i> de mirmecocoria, com mais de 100 esp&eacute;cies de plantas dependendo das formigas para dispers&atilde;o dos seus di&aacute;sporos &#91;7, 28, 29&#93; (<a href="/img/revistas/cic/v70n4/a11fig01.jpg">Figura 1</a>). As formigas podem dispersar os di&aacute;sporos por at&eacute; 27 metros (no caso das grandes poner&iacute;neas como <i>Dinoponeraquadriceps</i>; <a href="/img/revistas/cic/v70n4/a11fig01.jpg">Figura 1</a>), levando-os at&eacute; seus ninhos, onde se alimentam dos elaiossomos e descartam as sementes intactas nas lixeiras enriquecidas em nutrientes, aumentando a germina&ccedil;&atilde;o e o crescimento das pl&acirc;ntulas &#91;7, 28&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o ao mutualismo de prote&ccedil;&atilde;o, embora n&atilde;o existam plantas com dom&aacute;cias (estruturas presentes nas folhas de diversas esp&eacute;cies de plantas, encontradas sob a forma de tufos de pelos ou cavidades localizadas nas jun&ccedil;&otilde;es entre as nervuras das folhas) na Caatinga, plantas com nect&aacute;rios extraflorais (NEF) s&atilde;o muito diversificadas e abundantes nesse ecossistema &#91;8&#93; e sua intera&ccedil;&atilde;o com formigas parece ser um componente chave da biodiversidade da regi&atilde;o (<a href="/img/revistas/cic/v70n4/a11fig01.jpg">Figura 1</a>). As plantas que cont&ecirc;m NEFs na Caatinga incluem principalmente esp&eacute;cies de Fabaceae e Euphorbiaceae - as duas fam&iacute;lias mais ricas e abundantes desse dom&iacute;nio &#91;25&#93; -, mas tamb&eacute;m s&atilde;o documentadas esp&eacute;cies de Anacardiaceae, Capparaceae, Passifloraceae e Turneraceae &#91;8, 30, 31&#93;. A origem dos NEFs na Caatinga pode ser substitutiva, caso a estrutura secretora apresente outras fun&ccedil;&otilde;es (e.g., tricomas, est&iacute;pulas, hidat&oacute;dios) ou n&atilde;o substitutiva, para aquelas gl&acirc;ndulas com fun&ccedil;&atilde;o t&iacute;pica de NEF &#91;30, 31&#93;. A estrutura dos NEFs tamb&eacute;m &eacute; muito variada, incluindo desde simples tricomas glandulares ou nect&aacute;rios amorfos at&eacute; gl&acirc;ndulas individuais complexas de forma e localiza&ccedil;&atilde;o na planta muito vari&aacute;veis &#91;30, 31&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um grande n&uacute;mero de esp&eacute;cies de formigas visita as plantas com NEF na Caatinga, desde aquelas tipicamente arbor&iacute;colas (e.g. <i>Azteca</i>, <i>Brachymyrmex</i>, <i>Camponotus</i>) &agrave;quelas que nidificam no solo, mas sobem &agrave;s plantas para forragearem (e.g. <i>Ectatomma</i>, <i>Gnamptogenys</i>,<i> Pheidole</i> e <i>Solenopsis</i>) &#91;8&#93; (<a href="/img/revistas/cic/v70n4/a11fig01.jpg">Figura 1</a>). Essas formigas coletam n&eacute;ctar das plantas durante dia e noite e foram observadas atacando herb&iacute;voros simulados (cupins) tamb&eacute;m durante os dois per&iacute;odos (Durval et al. dados n&atilde;o publicados). No entanto, a composi&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies visitando os NEFs muda marcadamente ao longo do dia: a fauna diurna &eacute; dominada por <i>Azteca</i> sp. 1, <i>Cephalotes pusillus </i>e<i> Crematogaster crinosa</i>, enquanto <i>Crematogaster elevens</i>, <i>Ectatomma muticum </i>e <i>Camponotus vitatus</i> s&atilde;o mais comuns durante a noite (Durval et al. dados n&atilde;o publicados).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>INTERA&Ccedil;&Otilde;ES ANTAGON&Iacute;STICAS: HERBIVORIA</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Poucos estudos investigaram a herbivoria na Caatinga e a maioria deles aborda como insetos herb&iacute;voros respondem ao estresse ambiental do bioma &#91;32, 33, 34&#93;. Os grupos mais comumente registrados s&atilde;o os mastigadores de folhas (e.g., Coleoptera, Orthoptera, Lepidoptera e Phasmatodea), sugadores de seiva (principalmente Hemiptera) e xil&oacute;fagos (Coleoptera) &#91;33&#93; (<a href="/img/revistas/cic/v70n4/a11fig01.jpg">Figura 1</a>). Estudos sobre caracter&iacute;sticas de defesa das plantas contra herb&iacute;voros na Caatinga s&atilde;o ainda mais raros &#91;33, 35&#93;, mas indicam que defesas f&iacute;sicas s&atilde;o mais comuns/efetivas que defesas qu&iacute;micas &#91;35&#93;. As formigas cortadeiras (g&ecirc;neros <i>Atta</i> e <i>Acromyrmex</i>, Myrmicinae) s&atilde;o importantes herb&iacute;voros no bioma (<a href="/img/revistas/cic/v70n4/a11fig01.jpg">Figura 1</a>), apresentando taxas de herbivoria de cerca de 38% da vegeta&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel nas suas &aacute;reas de forrageamento &#91;11, 12&#93;, valor mais alto que aqueles reportados para florestas &uacute;midas &#91;10&#93;. Esp&eacute;cies ex&oacute;ticas de caprinos (<i>Capra hircus</i>) e suas ra&ccedil;as locais (e.g., moxot&oacute;, parda sertaneja, canind&eacute;) tamb&eacute;m representam herb&iacute;voros importantes da Caatinga (<a href="/img/revistas/cic/v70n4/a11fig01.jpg">Figura 1</a>). Estudos preliminares indicam que esses animais forrageiam pr&oacute;ximo &agrave;s resid&ecirc;ncias dos seus donos &#91;36&#93; e, portanto, tamb&eacute;m devem infligir maiores taxas de herbivoria em &aacute;reas perturbadas - s&atilde;o cerca de 8,6 milh&otilde;es de animais, a maioria deles criados extensivamente por pequenos agricultores e alimentados com a vegeta&ccedil;&atilde;o da Caatinga.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONCLUS&Otilde;ES E PERSPECTIVAS FUTURAS</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar de estarmos longe de ter uma vis&atilde;o abrangente sobre as intera&ccedil;&otilde;es planta-animal na Caatinga, j&aacute; &eacute; poss&iacute;vel destacar alguns padr&otilde;es relativos &agrave; poliniza&ccedil;&atilde;o, &agrave; dispers&atilde;o de sementes, ao mutualismo de prote&ccedil;&atilde;o e &agrave; herbivoria. A Caatinga e outras florestas secas compartilham v&aacute;rias caracter&iacute;sticas, como a preval&ecirc;ncia do sistema de poliniza&ccedil;&atilde;o bi&oacute;tico e a dispers&atilde;o abi&oacute;tica de sementes &#91;2, 16&#93;. Entre as esp&eacute;cies de plantas zooc&oacute;ricas, ou seja, cujas sementes s&atilde;o dispersadas por animais, a ornitocoria &eacute; a estrat&eacute;gia mais frequente (pequenas drupas e bagas) com fauna vertebrada-frug&iacute;vora que depende de poucas esp&eacute;cies relacionadas taxonomicamente (i.e. das fam&iacute;lias Cactaceae e Anacardiaceae) &#91;16&#93;. Como as plantas produtoras de NEFs s&atilde;o frequentes entre as esp&eacute;cies de Fabaceae (a fam&iacute;lia mais diversificada e abundante nas florestas secas &#91;25&#93;), mutualismos de prote&ccedil;&atilde;o planta-formiga baseados em NEFs tamb&eacute;m s&atilde;o comuns nas florestas secas &#91;8&#93;. Obviamente, a maioria das intera&ccedil;&otilde;es &eacute; sazonal, como a dispers&atilde;o de di&aacute;sporos carnosos durante a esta&ccedil;&atilde;o chuvosa &#91;24&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A baixa frequ&ecirc;ncia de esp&eacute;cies polinizadas pelo vento, a alta frequ&ecirc;ncia de modos de poliniza&ccedil;&atilde;o especializados e a presen&ccedil;a de v&aacute;rias esp&eacute;cies polinizadas por vertebrados e de esp&eacute;cies polinizadas por formigas tendem a distinguir a Caatinga de outras florestas secas neotropicais &#91;2, 9, 21&#93;. A alta frequ&ecirc;ncia de esp&eacute;cies de flores de &oacute;leo tamb&eacute;m pode ser uma peculiaridade da flora da Caatinga &#91;2&#93;. Certamente, uma caracter&iacute;stica distintiva da Caatinga refere-se &agrave; riqueza de esp&eacute;cies mirmecoc&oacute;ricas &#91;17, 29&#93; e de esp&eacute;cies dispersas por lagartos &#91;19, 26, 27&#93;. Embora algumas florestas secas no M&eacute;xico possam suportar uma grande diversidade de Euphorbiaceae e Cactaceae, a flora mirmecoc&oacute;rica e sauroc&oacute;rica n&atilde;o &eacute; t&atilde;o diversa como na Caatinga. Este fato pode estar mais relacionado &agrave; hist&oacute;ria evolutiva da flora da Caatinga do que &agrave; ocorr&ecirc;ncia de filtros ecol&oacute;gicos operando exclusivamente no bioma. Infelizmente, a herbivoria permanece em grande parte inexplorada na vegeta&ccedil;&atilde;o da Caatinga. Entre os t&oacute;picos promissores, destacamos i) o impacto da presen&ccedil;a de caprinos, incluindo o consumo de serapilheira, ii) a prolifera&ccedil;&atilde;o de formigas cortadeiras em paisagens modificadas pelo homem e iii) a migra&ccedil;&atilde;o massiva e regional das borboletas Pieridae.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim como em outras florestas secas, muitas pesquisas sobre a ecologia b&aacute;sica das intera&ccedil;&otilde;es planta-animal na Caatinga s&atilde;o ainda necess&aacute;rias, sendo esse t&oacute;pico uma prioridade de pesquisa &#91;4&#93;. No entanto, algumas quest&otilde;es aplicadas j&aacute; alcan&ccedil;aram prioridade, uma vez que a Caatinga vem experimentando n&iacute;veis crescentes de perturba&ccedil;&otilde;es humanas, tanto agudas (mudan&ccedil;as no uso do solo que causam perda e fragmenta&ccedil;&atilde;o de habitats &#91;37&#93;) quanto cr&ocirc;nicas (e.g. coleta de lenha, sobrepastoreio por animais dom&eacute;sticos criados extensivamente que n&atilde;o causam perda e fragmenta&ccedil;&atilde;o de habitats &#91;38&#93;). A Caatinga tamb&eacute;m est&aacute; amea&ccedil;ada pelas mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas - com previs&atilde;o de redu&ccedil;&atilde;o de 30-40% nos n&iacute;veis de precipita&ccedil;&atilde;o at&eacute; o final deste s&eacute;culo &#91;18&#93; -, e j&aacute; temos evid&ecirc;ncias de efeitos negativos da redu&ccedil;&atilde;o de chuvas nas assembleias de plantas &#91;39&#93;. Coletivamente, esses fatores t&ecirc;m sido propostos como respons&aacute;veis por alterarem a natureza, a frequ&ecirc;ncia e a persist&ecirc;ncia de v&aacute;rias intera&ccedil;&otilde;es mutual&iacute;sticas na Caatinga &#91;7, 8, 9&#93;, por exemplo, aquelas que envolvem esp&eacute;cies end&ecirc;micas ou de distribui&ccedil;&atilde;o restrita ou aquelas que envolvem recursos altamente sazonais, que est&atilde;o associados a eventos fenol&oacute;gicos de plantas controlados por vari&aacute;veis clim&aacute;ticas &#91;3, 9, 40&#93;. Tamb&eacute;m existem exemplos de extin&ccedil;&otilde;es locais ou mudan&ccedil;as no comportamento dos animais causando perda ou redu&ccedil;&atilde;o na qualidade do servi&ccedil;o que estes prov&ecirc;m &agrave;s plantas, como a redu&ccedil;&atilde;o nas taxas e dist&acirc;ncias de remo&ccedil;&atilde;o de sementes por formigas em &aacute;reas mais perturbadas &#91;7&#93; ou a redu&ccedil;&atilde;o na visita&ccedil;&atilde;o de plantas com NEF, que pode diminuir a defesa das plantas contra herb&iacute;voros &#91;8&#93;. Por outro lado, algumas intera&ccedil;&otilde;es antag&ocirc;nicas s&atilde;o beneficiadas por perturba&ccedil;&otilde;es como a herbivoria por formigas cortadeiras e caprinos &#91;11, 12&#93;. A quebra ou altera&ccedil;&otilde;es nas intera&ccedil;&otilde;es deve causar um efeito cascata em m&uacute;ltiplos n&iacute;veis biol&oacute;gicos, de popula&ccedil;&atilde;o ao ecossistema, incluindo padr&otilde;es de resili&ecirc;ncia. Uma abordagem essencial no contexto de planejamento de conserva&ccedil;&atilde;o/restaura&ccedil;&atilde;o e melhores pr&aacute;ticas de mitiga&ccedil;&atilde;o na Caatinga inclui entender as intera&ccedil;&otilde;es ecol&oacute;gicas em termos de impactos na din&acirc;mica florestal, fun&ccedil;&atilde;o e servi&ccedil;os ecossist&ecirc;micos (e.g., poliniza&ccedil;&atilde;o de culturas) e a sustentabilidade dos sistemas socioecol&oacute;gicos (estudos integrados).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>AGRADECIMENTOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nossos estudos sobre intera&ccedil;&otilde;es planta-animal na Caatinga t&ecirc;m sido financiados pelo CNPq (processos: DCR 300582/1998-6; Universal 477290/2009-4, 470480/2013-0, 481755/2013-6; Jovens Pesquisadores 567739/2008-2; CNPq-ICMBio 552054/2011-9, PELD 403770/2012-2, CNPQ-DFG 490450/2013-0), Capes (processos: Est&aacute;gio S&ecirc;nior 2414/05-8, 2009/09-9, 4550/13-7 e2411-14-8, PVE 88881.030482/2013-01), e Facepe (processos: APQ 0140-2.05/08 e 0738-2.05/12, Pronex 0138-2.05/14). Os autores tamb&eacute;m agradecem ao CNPq pelas bolsas de produtividade em pesquisa (PQ), ao Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan) pelo suporte log&iacute;stico e &agrave; Esta&ccedil;&atilde;o de Agricultura Irrigada de Parnamirim, Parque Nacional do Catimbau e Instituto Xing&oacute; pela permiss&atilde;o para trabalhar nas suas &aacute;reas. Agradecemos tamb&eacute;m aos nossos alunos e colegas que t&ecirc;m colaborado com trabalho de campo e discuss&otilde;es frut&iacute;feras.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Bronstein, J. L. <i>Mutualism</i>. Oxford University Press, Oxford, 2015</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Machado, I. C.; Lopes, A. V. 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"Anatomy of extrafloral nectaries in Fabaceae from dry-seasonal forest in Brazil". <i>Botanical Journal of the Linnean Society</i> 163:87-98, 2010.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">31. Reis, D. "Influ&ecirc;ncia de perturba&ccedil;&otilde;es antr&oacute;picas e mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas sobre plantas com nect&aacute;rios extraflorais em uma floresta tropical sazonalmente seca". Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2016.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">32. Coelho, M. S.; Belmiro, M. S.; Santos, J. C.; Fernandes, G. W. "Herbivory among habitats on the Neotropical tree <i>Cnidoscolus quercifolius</i> Pohl. in a seasonally deciduous forest". <i>Brazilian Journal of Biology</i> 72:453-457, 2012.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">33. Oliveira, K. 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"Herbivoria e caracter&iacute;sticas foliares em seis esp&eacute;cies de plantas da Caatinga do nordeste brasileiro". <i>Revista Brasileira de Bioci&ecirc;ncias</i> 14:145-151, 2016.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">36. Jameli, D. "&Aacute;rea de vida de caprinos dom&eacute;sticos (<i>Capra hircus</i>, Bovidae) em uma paisagem de Caatinga antropizada". Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2015.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">37. Silva, J. M. C.; Barbosa, L. C. F. "Impact of human activities on the Caatinga". In: Silva, J. M. C.; Leal, I. R.; Tabarelli, M. (eds.) <i>Caatinga. The largest tropical dry forest region in South America.</i> Springer International Publishing. Cham, p. 359-368, 2017.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">38. Ribeiro, E. M. 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