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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    <br> CAATINGA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Oportunidades de conserva&ccedil;&atilde;o na Caatinga</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Carlos Roberto Fonseca<sup>I</sup>; Marina Antongiovanni<sup>II</sup>; Marcelo Matsumoto<sup>III</sup>; Enrico Bernard<sup>IV</sup>; Eduardo Martins Venticinque<sup>V</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Professor do Departamento de Ecologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e coordenador do exerc&iacute;cio &Aacute;reas Priorit&aacute;rias para Conserva&ccedil;&atilde;o, Uso Sustent&aacute;vel e Reparti&ccedil;&atilde;o dos Benef&iacute;cios da Biodiversidade da Caatinga. Trabalha com ecologia evolutiva e conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade    <br> <sup>II</sup>Doutora em ecologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Trabalha com ecologia da paisagem, fragmenta&ccedil;&atilde;o florestal e conserva&ccedil;&atilde;o    <br> <sup>III</sup>Mestre em geoprocessamento pela Universidade de Redlands, California. Trabalha com sistema de informa&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica (SIG) e conserva&ccedil;&atilde;o    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>IV</sup>Professor do Departamento de Zoologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Trabalha com ecologia e conserva&ccedil;&atilde;o de morcegos    <br> <sup>V</sup>Professor do Departamento de Ecologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e coordenador do exerc&iacute;cio &Aacute;reas Priorit&aacute;rias para Conserva&ccedil;&atilde;o, Uso Sustent&aacute;vel e Reparti&ccedil;&atilde;o dos Benef&iacute;cios da Biodiversidade da Caatinga. Trabalha com ecologia da paisagem e conserva&ccedil;&atilde;o de mam&iacute;feros de m&eacute;dio e grande porte</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O Brasil &eacute; um pa&iacute;s megadiverso, com pelo menos 10% das esp&eacute;cies do mundo &#91;1&#93;. Desde a Rio 92, o governo brasileiro assumiu o compromisso internacional de conservar a biodiversidade de todos seus biomas &#91;2&#93;, incluindo as terras secas da Caatinga, que perderam oficialmente aproximadamente 50% de sua cobertura original e que cont&ecirc;m um grande n&uacute;mero de esp&eacute;cies end&ecirc;micas amea&ccedil;adas. Para ajudar a atingir o cumprimento dessas metas, desde 1998, o Minist&eacute;rio do Meio Ambiente (MMA) vem organizando oficinas participativas para definir &aacute;reas priorit&aacute;rias para a&ccedil;&otilde;es de conserva&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o da biodiversidade. O primeiro plano estabelecido pelo MMA, em 2004 &#91;3&#93;, reconheceu 900 &aacute;reas priorit&aacute;rias para conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade brasileira. Alguns anos mais tarde, o MMA adotou o planejamento sistem&aacute;tico da conserva&ccedil;&atilde;o &#91;4&#93; para definir as &aacute;reas priorit&aacute;rias para conserva&ccedil;&atilde;o, uso sustent&aacute;vel e reparti&ccedil;&atilde;o dos benef&iacute;cios da biodiversidade brasileira, sendo que, em 2007, o minist&eacute;rio atualizou a resolu&ccedil;&atilde;o anterior e definiu 1561 &aacute;reas priorit&aacute;rias &#91;5&#93;. Ao final do processo, para a Caatinga, foram propostas 292 &aacute;reas priorit&aacute;rias, incluindo 72 unidades de conserva&ccedil;&atilde;o (UC).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 2014, o governo brasileiro iniciou o processo de revis&atilde;o das &aacute;reas priorit&aacute;rias por bioma. Nosso objetivo ao longo deste texto &eacute; descrever brevemente o processo participativo e os principais resultados da segunda atualiza&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas priorit&aacute;rias para conserva&ccedil;&atilde;o, uso sustent&aacute;vel e reparti&ccedil;&atilde;o dos benef&iacute;cios da biodiversidade da Caatinga. O processo culminou na determina&ccedil;&atilde;o de 282 &aacute;reas priorit&aacute;rias definidas pela Lei MMA 223, de 21 de junho de 2016. No final, discutimos os limites da rede de unidades de conserva&ccedil;&atilde;o da Caatinga e a urg&ecirc;ncia para implementa&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es de conserva&ccedil;&atilde;o nas oportunidades representadas pelas &aacute;reas priorit&aacute;rias.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>PLANEJAMENTO SISTEM&Aacute;TICO DE CONSERVA&Ccedil;&Atilde;O PARTICIPATIVA NA CAATINGA</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As &aacute;reas priorit&aacute;rias para conserva&ccedil;&atilde;o, uso sustent&aacute;vel e reparti&ccedil;&atilde;o dos benef&iacute;cios da biodiversidade da Caatinga foram definidas por meio de um processo participativo, coordenado por Eduardo Martins Venticinque e Carlos Roberto Fonseca, ao longo de uma s&eacute;rie de reuni&otilde;es de trabalho que culminaram com a publica&ccedil;&atilde;o da Lei MMA 223, de 21 de junho de 2016. Todas as oficinas tiveram a presen&ccedil;a de representantes do MMA e das Secretarias de Meio Ambiente dos 10 estados brasileiros que englobam o bioma Caatinga, al&eacute;m de outras ag&ecirc;ncias federais como IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica), Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov&aacute;veis), Instituto Chico Mendes, universidades e organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais (ONGs). Inicialmente foi feita uma avalia&ccedil;&atilde;o on-line dos m&eacute;todos, resultados e uso dos produtos gerados pelo trabalho de 2007. Nesse processo, foram propostos ajustes em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; metodologia, novos produtos foram projetados e um melhor entendimento foi alcan&ccedil;ado sobre como as informa&ccedil;&otilde;es das &aacute;reas priorit&aacute;rias foram usadas pelas ag&ecirc;ncias governamentais estaduais e federais, ONGs e setor privado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A primeira oficina metodol&oacute;gica ocorreu em Salvador (BA), com 44 pessoas representando 16 institui&ccedil;&otilde;es, com o objetivo de discutir e determinar a metodologia a ser aplicada no exerc&iacute;cio das &aacute;reas priorit&aacute;rias de 2016. Naquela reuni&atilde;o, a base te&oacute;rica do Planejamento Sistem&aacute;tico de Conserva&ccedil;&atilde;o (PSC) foi discutida e as principais decis&otilde;es metodol&oacute;gicas foram tomadas. Uma decis&atilde;o importante foi a ado&ccedil;&atilde;o das bacias naturais como unidades de planejamento (UPs), uma vez que (i) a &aacute;gua &eacute; o recurso limitante mais importante para o bioma Caatinga, (ii) as bacias hidrogr&aacute;ficas t&ecirc;m limites naturais que podem estruturar processos ecol&oacute;gicos, biogeogr&aacute;ficos e evolutivos, e (iii) t&ecirc;m jurisdi&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica representada pelos comit&ecirc;s de bacias hidrogr&aacute;ficas. No final, 53.031 bacias hidrogr&aacute;ficas com &aacute;rea, em m&eacute;dia, de 1537,4 ha foram utilizadas como UPs.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A segunda oficina organizada em Recife (PE), com 35 participantes representando 20 institui&ccedil;&otilde;es, determinou os alvos de conserva&ccedil;&atilde;o e suas metas associadas. Essa reuni&atilde;o foi o encerramento de um processo de seis meses que envolveu 99 pesquisadores de 42 institui&ccedil;&otilde;es organizadas em v&aacute;rios grupos de trabalho (GT) contemplando os t&aacute;xons de aves, mam&iacute;feros, r&eacute;pteis, anf&iacute;bios, plantas e peixes. Cada GT tinha de dois a quatro coordenadores e um n&uacute;mero vari&aacute;vel de colaboradores que eram respons&aacute;veis por definir uma lista de alvos de conserva&ccedil;&atilde;o, com crit&eacute;rios claros que justificassem sua inclus&atilde;o &#91;por exemplo, que constassem em publica&ccedil;&otilde;es como a <i>Lista vermelha de esp&eacute;cies amea&ccedil;adas</i> da Uni&atilde;o Internacional para a Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN), o <i>Livro vermelho da flora do Brasil </i>e <i>Ecossistemas brasileiros amea&ccedil;ados</i>&#93;, e para produzir mapas de sua distribui&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica, &agrave;s vezes usando t&eacute;cnicas de modelagem de nicho &#91;6&#93;. Na oficina, os coordenadores dos GTs apresentaram suas propostas que foram,  em seguida, discutidas com os participantes. Para todas as esp&eacute;cies, a meta foi estabelecida de acordo com os crit&eacute;rios propostos por Rodrigues e colaboradores &#91;7&#93;. Para esp&eacute;cies com extens&atilde;o de ocorr&ecirc;ncia inferior a 1000 km<sup>2</sup>, a meta foi estabelecida em 100% e, para as esp&eacute;cies que ocorrem em mais de 250,000 km<sup>2</sup>, a meta foi determinada em 10%. Para esp&eacute;cies com extens&atilde;o intermedi&aacute;ria de ocorr&ecirc;ncia, o estabelecimento da meta foi feito considerando a equa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-linear: Meta = -37.53LogArea + 212.6. Para os demais alvos de conserva&ccedil;&atilde;o, tais como remanescentes de caatinga, cavernas e ecossistemas especiais (dunas costeiras e manguezais), as metas foram definidas em consulta com os membros da oficina. Um acordo pol&iacute;tico entre os dez estados brasileiros que possuem Caatinga permitiu a defini&ccedil;&atilde;o de uma meta de 10% em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sua vegeta&ccedil;&atilde;o natural remanescente, garantindo sua responsabilidade compartilhada sobre a biodiversidade da Caatinga.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A terceira oficina, que tamb&eacute;m teve lugar em Recife (PE), com a participa&ccedil;&atilde;o de 35 pessoas de 17 institui&ccedil;&otilde;es, teve como objetivo a elabora&ccedil;&atilde;o de uma superf&iacute;cie de custo que representasse a dificuldade da implementa&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es de conserva&ccedil;&atilde;o nas UPs. A superf&iacute;cie de custo foi calculada pela m&eacute;dia ponderada de 21 vari&aacute;veis prim&aacute;rias espacialmente expl&iacute;citas que representam os custos sociais, econ&ocirc;micos e ambientais. Por exemplo, a densidade populacional era uma vari&aacute;vel chave que representava o custo social, enquanto a proximidade com as cidades, estradas pavimentadas, agroneg&oacute;cios, minera&ccedil;&atilde;o, madeira e atividades de extra&ccedil;&atilde;o de petr&oacute;leo elevava os custos econ&ocirc;micos. Os custos ambientais foram associados a medidas de perda de habitat e incid&ecirc;ncia de inc&ecirc;ndio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com os produtos das oficinas anteriores em m&atilde;os, foram aplicadas t&eacute;cnicas objetivas de PSC para gerar uma proposta preliminar de &aacute;reas priorit&aacute;rias &#91;4&#93;. A an&aacute;lise de simula&ccedil;&atilde;o foi realizada no software Marxan &#91;8, 9&#93; de forma a encontrar conjuntos de UPs capazes de satisfazer as metas de conserva&ccedil;&atilde;o de todos os alvos estabelecidos com o custo mais baixo poss&iacute;vel. Embora todas as UPs tenham um determinado papel na conserva&ccedil;&atilde;o, o PSC reconhece que algumas UPs ser&atilde;o mais essenciais do que outras na solu&ccedil;&atilde;o. Em outras palavras, as UPs t&ecirc;m diferentes n&iacute;veis de insubstituibilidade. De fato, a an&aacute;lise de simula&ccedil;&atilde;o em Marxan produz uma superf&iacute;cie de insubstituibilidade que mostra &aacute;reas mais ou menos importantes para a conserva&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m disso, a an&aacute;lise realizada no Marxan identifica o conjunto de UPs que constituem a melhor solu&ccedil;&atilde;o (ou seja, menos onerosa). Com base nessa an&aacute;lise, foi estabelecida uma proposta preliminar dos pol&iacute;gonos das &aacute;reas priorit&aacute;rias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A oficina final, realizada em Jo&atilde;o Pessoa (PB), contou com a presen&ccedil;a de 22 institui&ccedil;&otilde;es (46 pessoas) e teve como principal objetivo avaliar e indicar ajustes &agrave; proposta preliminar. Basicamente, as dele&ccedil;&otilde;es, adi&ccedil;&otilde;es e mudan&ccedil;as nos limites de pol&iacute;gonos foram propostas com base no conhecimento local. Essas altera&ccedil;&otilde;es foram realizadas cuidadosamente, visando manter o cumprimento das metas estabelecidas para todos os alvos de conserva&ccedil;&atilde;o. No final do processo, as &aacute;reas priorit&aacute;rias foram aprovadas e classificadas em termos de sua import&acirc;ncia biol&oacute;gica (grau de insubstituibilidade) e dois crit&eacute;rios de urg&ecirc;ncia (perda de habitat e amea&ccedil;a de desertifica&ccedil;&atilde;o).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m disso, cada &aacute;rea de prioridade aprovada teve sua potencialidade avaliada em rela&ccedil;&atilde;o a poss&iacute;veis a&ccedil;&otilde;es de conserva&ccedil;&atilde;o. Por exemplo, algumas grandes &aacute;reas priorit&aacute;rias com alto n&iacute;vel de import&acirc;ncia biol&oacute;gica foram indicadas para a cria&ccedil;&atilde;o de unidades de conserva&ccedil;&atilde;o de prote&ccedil;&atilde;o integral. Outras, dependendo de iniciativas em andamento, foram indicadas para a cria&ccedil;&atilde;o de unidades de conserva&ccedil;&atilde;o de uso sustent&aacute;vel. Muitas &aacute;reas priorit&aacute;rias foram indicadas para projetos de restaura&ccedil;&atilde;o, considerando sua relev&acirc;ncia para a conectividade funcional do bioma, enquanto outras foram sugeridas para regimes de gest&atilde;o especiais (por exemplo, cria&ccedil;&atilde;o sustent&aacute;vel de gado).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>OS ALVOS DE CONSERVA&Ccedil;&Atilde;O DA CAATINGA</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No total, 691 alvos de conserva&ccedil;&atilde;o foram selecionados para o bioma da Caatinga (<a href="/img/revistas/cic/v70n4/a13tab01.jpg">Tabela 1</a>). A maioria deles foi de esp&eacute;cies de plantas amea&ccedil;adas (N = 350) inclu&iacute;das no <i>Livro vermelho da flora brasileira</i>, uma publica&ccedil;&atilde;o atualizada produzida com a colabora&ccedil;&atilde;o de cerca de 200 taxonomistas &#91;12&#93;. No grupo de plantas, 154 eram altamente end&ecirc;micas (&lt;1000 km<sup>2</sup>), com metas de representa&ccedil;&atilde;o de 100%, incluindo muitas Asteraceae (24), Bromeliaceae (14), Cactaceae (9), Fabaceae (9), Xiridaceae (7) e Melastomataceae (6).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Curiosamente, os peixes foram o t&aacute;xon com o segundo maior n&uacute;mero de esp&eacute;cies alvo de conserva&ccedil;&atilde;o (126), com uma grande quantidade de peixes altamente end&ecirc;micos distribu&iacute;dos em v&aacute;rias fam&iacute;lias, incluindo Rivulidae (32), Loricariidae (15), Characidae (13), Trichomycteridae (8) e Heptapteridae (5). Essas esp&eacute;cies foram frequentemente restritas a algumas UPs. Esse grupo foi inclu&iacute;do pela primeira vez no processo de prioriza&ccedil;&atilde;o de Caatinga e foi amplamente beneficiado com a decis&atilde;o de usar as bacias hidrogr&aacute;ficas como UP.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A maioria dos 65 objetos de conserva&ccedil;&atilde;o de aves tinha uma distribui&ccedil;&atilde;o menos restrita, sendo que desses, 23 ocorreram em mais de 250.000 km<sup>2</sup>, com metas de representa&ccedil;&atilde;o definidas como 10%. No entanto, v&aacute;rias esp&eacute;cies s&atilde;o consideradas criticamente amea&ccedil;adas de extin&ccedil;&atilde;o (<i>Antilophia bokermanni - </i>Pipridae<i>, Pyrrhura griseipectus - </i>Psittacidae) e em perigo (<i>Formicivora grantsaui - Thamnophilidae, Scytalopus diamantinensis </i>e<i> Phylloscartes beckeri - Rhinocryptidae, Lepidocolaptes wagleri </i>e<i> Xiphocolaptes falcirostris</i> - Dendrocolaptidae). Al&eacute;m disso, v&aacute;rias subesp&eacute;cies tamb&eacute;m foram selecionadas como alvos de conserva&ccedil;&atilde;o (<i>Stigmatura napensis bahiae</i> - Tyrannidae, <i>Thectocercus acuticaudatus haemorrhous</i> - Psittacidae).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entre os 31 alvos de conserva&ccedil;&atilde;o de mam&iacute;feros, v&aacute;rias esp&eacute;cies de primatas est&atilde;o entre as principais preocupa&ccedil;&otilde;es, uma vez que <i>Sapajus flavius, Callicebus barbarabrownae</i> e <i>Sapajus xanthosternos</i> est&atilde;o criticamente amea&ccedil;ados, o <i>Alouatta ululate</i> est&aacute; amea&ccedil;ado e <i>Callithrix kuhlii</i> tem um status de quase amea&ccedil;ado de acordo com a IUCN. Entre os Carnivora, <i>Leopardus wiedii </i>e<i> Speothos venaticus</i> s&atilde;o classificados como quase amea&ccedil;ados. A ocorr&ecirc;ncia de <i>Lontra longicaudis</i> foi praticamente desconhecida na Caatinga at&eacute; recentemente e &eacute; classificado como deficiente em dados. O rato de cerdas <i>Chaetomys subspinosus</i> (Rodentia) e o pequeno marsupial <i>Monodelphis rubida </i>(Didelphimorphia) tamb&eacute;m t&ecirc;m distribui&ccedil;&otilde;es geogr&aacute;ficas muito limitadas. Outras esp&eacute;cies t&ecirc;m uma distribui&ccedil;&atilde;o ampla, como o <i>Kernodon rupestris</i> end&ecirc;mico da Caatinga, mas s&atilde;o amea&ccedil;adas em todos os lugares pela ca&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entre os 22 alvos de conserva&ccedil;&atilde;o de anf&iacute;bios, dez eram altamente end&ecirc;micos: <i>Siphonops annulatus</i> (Caecilidae), <i>Proceratophrys aridus, Proceratophrys minuta, Proceratophrys redacta</i> (Cycloramphidae), <i>Adelophryne maranguapensis</i> (Eleuterodactilydae), <i>Bokermannohyla diamantine, Bokermannohyla juiju, Bokernannohyla flavopictus, Corythomantis galeata</i> (Hylidae) e <i>Chthonerpeton arii</i> (Typhlonectidae).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entre os 30 alvos de conserva&ccedil;&atilde;o de r&eacute;pteis, as esp&eacute;cies altamente end&ecirc;micas (&lt;1000 km<sup>2</sup>) foram <i>Mesoclemmys perplexa</i> (Chelidae), <i>Gymnodactylus vanzolini </i>(Gekkonidae), <i>Acratosaura spinosa, Heterodactylus septentrionalis, Procellosaurinus tetradactylus, Scriptosaura catimbau</i> (Gymnophthalmidae) e <i>Tropidurus mucujensis</i> (Tropiduridae).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m dos alvos biol&oacute;gicos, alguns habitats alternativos foram inclu&iacute;dos como alvos de conserva&ccedil;&atilde;o. Um alvo importante s&atilde;o os remanescentes de caatinga arb&oacute;rea que foram recentemente mapeados &#91;10&#93;. Para contemplar parcialmente habitats alternativos que poderiam ser &uacute;teis para organismos de pequeno porte, como os artr&oacute;podes, que n&atilde;o eram considerados explicitamente como alvos de conserva&ccedil;&atilde;o, 26 classes topogr&aacute;ficas foram inclu&iacute;das como alvos de conserva&ccedil;&atilde;o (por exemplo, inselbergs, dunas, plan&iacute;cies costeiras). Al&eacute;m disso, alguns ecossistemas (como os manguezais) foram selecionados como alvos de conserva&ccedil;&atilde;o. As forma&ccedil;&otilde;es cavern&iacute;colas tamb&eacute;m foram inclu&iacute;das, sendo consideradas quatro classes de cavernas de acordo com a litologia b&aacute;sica (granitoides, siliciclasticas, carbonaticas e ferruginosas), pois isso pode determinar uma composi&ccedil;&atilde;o end&ecirc;mica diferente da troglofauna &#91;11&#93;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>AS &Aacute;REAS PRIORIT&Aacute;RIAS DA CAATINGA</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foram indicadas 282 &aacute;reas priorit&aacute;rias para conserva&ccedil;&atilde;o (<a href="/img/revistas/cic/v70n4/html/a13fig01.html">Figura 1</a>), compreendendo 36,7% (30,405,138 ha) do territ&oacute;rio da Caatinga. As &aacute;reas priorit&aacute;rias variaram consideravelmente em rela&ccedil;&atilde;o ao n&uacute;mero de alvos de conserva&ccedil;&atilde;o que possuem. Enquanto algumas tinham cinco, uma &uacute;nica &aacute;rea priorit&aacute;ria continha 309 alvos de conserva&ccedil;&atilde;o (<a href="/img/revistas/cic/v70n4/html/a13fig01.html">Figura 1a</a>). &Eacute; not&aacute;vel um gradiente latitudinal das &aacute;reas do norte que continham menos alvos de conserva&ccedil;&atilde;o que as &aacute;reas do sul, que podiam conter centenas de alvos de conserva&ccedil;&atilde;o. Um elemento importante da paisagem que define esse padr&atilde;o &eacute; a Chapada Diamantina, onde as terras altas possuem centenas de esp&eacute;cies de plantas end&ecirc;micas e listadas no <i>Livro vermelho da flora do Brasil</i> &#91;12&#93;. Al&eacute;m disso, v&aacute;rias esp&eacute;cies de anf&iacute;bios tamb&eacute;m est&atilde;o restritas a tal forma&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O n&uacute;mero de &aacute;reas priorit&aacute;rias variou consideravelmente entre os estados brasileiros, refletindo as diferen&ccedil;as na cobertura da Caatinga. Por exemplo, apenas o estado da Bahia tinha 73 &aacute;reas priorit&aacute;rias distribu&iacute;das em 13.169.797 ha (43% do total). No entanto, 36% do bioma ocorre nesse estado sozinho. Em termos absolutos, grandes por&ccedil;&otilde;es das &aacute;reas priorit&aacute;rias est&atilde;o localizadas na Bahia, Cear&aacute;, Piau&iacute; e Pernambuco, mas isso tamb&eacute;m &eacute; uma fun&ccedil;&atilde;o direta da disponibilidade do bioma dentro de cada estado.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>PERDA DE HABITAT E TAXAS DE DESMATAMENTO</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Oficialmente, o bioma da Caatinga detinha 54,5% de sua cobertura original intacta em 2009. No entanto, a situa&ccedil;&atilde;o &eacute; claramente mais preocupante do que essa estimativa, uma vez que todo o bioma &eacute; explorado h&aacute; s&eacute;culos e &eacute; afetado por perturba&ccedil;&otilde;es antropog&ecirc;nicas cr&ocirc;nicas &#91;13, 14&#93;. Considerando as 282 &aacute;reas priorit&aacute;rias, a perda m&eacute;dia de habitat em 2009 foi estimada em 44,2% (<a href="/img/revistas/cic/v70n4/html/a13fig01.html#fig1b">Figura 1c</a>). Entretanto, a perda de habitat variou consideravelmente entre as &aacute;reas priorit&aacute;rias. Enquanto algumas j&aacute; perderam 99,6% de sua cobertura, outras perderam apenas 0,03%. A taxa de desmatamento de 2002 a 2009 indicou que, em m&eacute;dia, as &aacute;reas priorit&aacute;rias perderam anualmente 0,7% de sua cobertura (<a href="/img/revistas/cic/v70n4/html/a13fig01.html#fig1b">Figura 1d</a>). Novamente, enquanto em algumas &aacute;reas n&atilde;o foram detectadas perdas anuais, outras sofreram uma perda de 12% ao ano, entre 2002 e 2009.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESTAURA&Ccedil;&Atilde;O PARA CONECTIVIDADE DA CAATINGA</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estudos te&oacute;ricos e emp&iacute;ricos indicam que a conectividade da paisagem &eacute; essencial para a manuten&ccedil;&atilde;o a longo prazo da diversidade gen&eacute;tica das popula&ccedil;&otilde;es de animais e plantas, da estrutura da comunidade e dos servi&ccedil;os do ecossistema &#91;15&#93;. Uma an&aacute;lise de conectividade baseada na teoria dos grafos &#91;16&#93; foi incorporada pelo MMA para definir as a&ccedil;&otilde;es a serem realizadas nas &aacute;reas priorit&aacute;rias, indicando que a conectividade da Caatinga pode ser melhorada por a&ccedil;&otilde;es de restaura&ccedil;&atilde;o dentro das &aacute;reas. A an&aacute;lise, baseada em bacias hidrogr&aacute;ficas com tamanho m&eacute;dio de 8200 ha, determinou a import&acirc;ncia relativa das a&ccedil;&otilde;es de restaura&ccedil;&atilde;o para todas as &aacute;reas priorit&aacute;rias (<a href="/img/revistas/cic/v70n4/html/a13fig01.html#fig1b">Figura 1d</a>). No geral, 93 &aacute;reas priorit&aacute;rias foram consideradas como tendo uma import&acirc;ncia extremamente alta para a conectividade do bioma, enquanto que 96 e 33 &aacute;reas priorit&aacute;rias receberam a classifica&ccedil;&atilde;o muito alta e alta, respectivamente, e 60 n&atilde;o requerem nenhum esfor&ccedil;o de restaura&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>UMA REDE ESCASSA DE UNIDADES DE CONSERVA&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Sistema Nacional de Unidades de Conserva&ccedil;&atilde;o (SNUC) &eacute; uma lei brasileira (Lei 9.985, de 18 de julho 2000) que estabelece os crit&eacute;rios e normas para a cria&ccedil;&atilde;o, implementa&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o de unidades de conserva&ccedil;&atilde;o (UC). De acordo com a referida lei, s&atilde;o reconhecidos dois tipos b&aacute;sicos de UCs: unidades de conserva&ccedil;&atilde;o de prote&ccedil;&atilde;o integral (UC-PI) e unidades de conserva&ccedil;&atilde;o de uso sustent&aacute;vel (UC-US). A UC-PI tem como principal objetivo a conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade, sendo mais restrita em rela&ccedil;&atilde;o ao uso humano. As UC-US t&ecirc;m por finalidade principal tornar a conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade compat&iacute;vel com o uso sustent&aacute;vel dos recursos naturais. Na Caatinga, apenas 1,13% do territ&oacute;rio &eacute; hoje protegido em UC-PI, enquanto que 6,32% do bioma est&aacute; protegido em UC-US. No entanto, entre as UC-US, 98,4%, s&atilde;o &aacute;reas de prote&ccedil;&atilde;o ambiental (APA), a categoria mais permissiva dentre as categorias do SNUC (<a href="/img/revistas/cic/v70n4/a13fig02.jpg">Figura 2a</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>LIMITA&Ccedil;&Otilde;ES DE RECURSOS DAS UNIDADES DE CONSERVA&Ccedil;&Atilde;O ESTABELECIDAS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A expans&atilde;o da &aacute;rea sob prote&ccedil;&atilde;o na Caatinga &eacute; urgente e muito necess&aacute;ria (<a href="/img/revistas/cic/v70n4/a13fig02.jpg">Figura 2a</a>). No entanto, como em qualquer lugar do mundo, os recursos financeiros s&atilde;o essenciais para o gerenciamento efetivo das UCs &#91;17, 18, 19&#93;, sendo que a expans&atilde;o da atual rede de UC na Caatinga certamente exigir&aacute; novos investimentos do governo federal brasileiro. Um olhar mais atento sobre os recursos dispon&iacute;veis atualmente para as UC federais na regi&atilde;o aponta para um cen&aacute;rio financeiro j&aacute; preocupante. Uma an&aacute;lise recente &#91;20, 21&#93; sobre o or&ccedil;amento alocado pelo governo brasileiro nas 20 UCs federais na Caatinga entre 2008 e 2014 indicou que, apesar de haver um valor aparentemente significativo, o dinheiro dispon&iacute;vel &eacute; desigual e desproporcionalmente gasto em termos tanto do tamanho da &aacute;rea total considerada quanto da distribui&ccedil;&atilde;o de valores entre as unidades. Os recursos variaram de US$ 231.575 em 2008 para US$ 13.517.129 em 2011, totalizando U$ 33.257.478 nos sete anos analisados. No entanto, a regulariza&ccedil;&atilde;o fundi&aacute;ria no Parque Nacional Serra das Confus&otilde;es em 2010 e 2011 consumiu sozinha ~ 75% (US$ 24.873.718) do or&ccedil;amento total desse per&iacute;odo. Al&eacute;m da regulariza&ccedil;&atilde;o fundi&aacute;ria, a segunda maior despesa nas UCs na Caatinga foi a seguran&ccedil;a patrimonial (US$ 5,182,479), um servi&ccedil;o de terceiros, cujo foco &eacute; a prote&ccedil;&atilde;o de propriedades e bens (por exemplo, edif&iacute;cios, equipamentos e carros, quando existentes), mas n&atilde;o a biodiversidade <i>per se</i> nas UCs &#91;20, 21&#93;. A seguran&ccedil;a patrimonial consumiu 15,6% do or&ccedil;amento total, ou 61,8% do or&ccedil;amento restante quando a regulariza&ccedil;&atilde;o fundi&aacute;ria &eacute; exclu&iacute;da.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As UCs na Caatinga recebem efetivamente poucos recursos considerando a &aacute;rea que cobrem (&lt; 2,3 milh&otilde;es de hectares) e os servi&ccedil;os ambientais que eles fornecem &#91;22&#93;. Uma compara&ccedil;&atilde;o entre o valor m&eacute;dio gasto em UC em outros lugares e o or&ccedil;amento alocado pelo governo brasileiro para as UCs federais na Caatinga indica claramente o subfinanciamento. A divis&atilde;o do or&ccedil;amento gasto nas 20 UCs na Caatinga, pelos sete anos analisados e por sua &aacute;rea total, resulta em um custo m&eacute;dio de U$ 2,01/hectare/ano &#91;21&#93;. Excluindo o gasto da regulariza&ccedil;&atilde;o fundi&aacute;ria no Parque Nacional Serra das Confus&otilde;es, as despesas m&eacute;dias foram de U$ 0,50/hectare/ano. Esse valor &eacute; aproximadamente 12 vezes menor do que o apontado pelo pr&oacute;prio MMA como necess&aacute;rio para a opera&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica de uma UC no Brasil &#91;23&#93;, quase 1,8 vezes inferior &agrave; m&eacute;dia gasta globalmente &#91;24&#93;, at&eacute; 6 vezes menor do que os valores m&eacute;dios gastos em parques da Am&eacute;rica Latina e da &Aacute;frica &#91;17, 25&#93; e at&eacute; 86 vezes menor do que os valores de &aacute;reas protegidas na Uni&atilde;o Europeia &#91;26&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">N&atilde;o coincidentemente, algumas das &aacute;reas protegidas federais na Caatinga est&atilde;o atuando como parques somente no papel. De acordo com o Cadastro Nacional de Unidades de Conserva&ccedil;&atilde;o, das 20 UCs analisadas, 12 n&atilde;o possuem conselho, 11 n&atilde;o possuem plano de manejo, 10 n&atilde;o possuem infraestrutura b&aacute;sica e apenas sete est&atilde;o abertas aos visitantes &#91;21&#93;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>OPORTUNIDADES PROATIVAS DE CONSERVA&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As estrat&eacute;gias de conserva&ccedil;&atilde;o podem ser classificadas como proativas e reativas &#91;27&#93;. Conforme demonstrado pela an&aacute;lise espacial anterior, ainda h&aacute; uma s&eacute;rie de &oacute;timas oportunidades de conserva&ccedil;&atilde;o proativa na Caatinga (<a href="/img/revistas/cic/v70n4/a13fig02.jpg">Figura 2</a>). Tais &aacute;reas s&atilde;o altamente insubstitu&iacute;veis, com muitas esp&eacute;cies amea&ccedil;adas, mas atualmente n&atilde;o s&atilde;o substancialmente afetadas pela perda de habitat. Muitas dessas &aacute;reas est&atilde;o localizadas na regi&atilde;o norte e nordeste do estado da Bahia, mas tamb&eacute;m no Cear&aacute;, no Piau&iacute;, no Rio Grande do Norte e na Para&iacute;ba. Portanto, o primeiro passo para uma estrat&eacute;gia efetiva de conserva&ccedil;&atilde;o proativa na Caatinga est&aacute; completo e atualizado, constituindo na localiza&ccedil;&atilde;o das principais oportunidades proativas com base no seu grau de integridade do habitat, conectividade do habitat, representatividade biol&oacute;gica, geopol&iacute;tica e press&atilde;o antropog&ecirc;nica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O principal mecanismo para a estrat&eacute;gia proativa de conserva&ccedil;&atilde;o &eacute;, naturalmente, a cria&ccedil;&atilde;o de novas UCs. A lei MMA de 2016 indicou 150 &aacute;reas priorit&aacute;rias para a cria&ccedil;&atilde;o de UCs. No entanto, uma &uacute;nica &aacute;rea de prioridade pode ser indicada para a cria&ccedil;&atilde;o de diferentes categorias de UC. No total, 79 &aacute;reas priorit&aacute;rias foram indicadas para a cria&ccedil;&atilde;o de UC-PI, 54 para a cria&ccedil;&atilde;o de UC-US e 45 com potencial para a cria&ccedil;&atilde;o de UCs de ambos os tipos. Entre as 150 &aacute;reas priorit&aacute;rias indicadas para a cria&ccedil;&atilde;o de UC, 53 foram consideradas as melhores oportunidades proativas devido ao baixo n&iacute;vel de perda de habitat (m&eacute;dia = 17,3%) (<a href="/img/revistas/cic/v70n4/a13fig02.jpg">Figura 2b</a>). Do ponto de vista econ&ocirc;mico, a cria&ccedil;&atilde;o imediata de novas UCs em tais &aacute;reas priorit&aacute;rias de Caatinga pode ser considerada a melhor a&ccedil;&atilde;o a ser implementada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O pr&oacute;ximo passo &eacute; transformar as recomenda&ccedil;&otilde;es que surgiram dessa fase de planejamento em a&ccedil;&otilde;es concretas, considerando a crescente press&atilde;o de v&aacute;rias atividades econ&ocirc;micas, como agricultura, pecu&aacute;ria, silvicultura, minera&ccedil;&atilde;o e parques e&oacute;licos. Os governos federal e estaduais sozinhos t&ecirc;m condi&ccedil;&otilde;es limitadas para executar esse plano no curto prazo. Prevemos, portanto, que as novas alian&ccedil;as com empresas do setor produtivo podem alavancar esse processo atrav&eacute;s do desenvolvimento de mecanismos de apoio para a cria&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o de UCs na Caatinga. Por exemplo, a energia e&oacute;lica est&aacute; crescendo substancialmente na Caatinga, e essa expans&atilde;o cont&iacute;nua desse tipo de ind&uacute;stria no bioma deve ocorrer paralelamente &agrave; expans&atilde;o da rede de UC da Caatinga, atrav&eacute;s de mecanismos compensat&oacute;rios a serem discutidos abertamente. Al&eacute;m disso, a conserva&ccedil;&atilde;o da Caatinga pode se beneficiar imensamente com a colabora&ccedil;&atilde;o de parceiros internacionais preocupados com a biodiversidade mundial. A Amaz&ocirc;nia tem lucrado substancialmente com colabora&ccedil;&otilde;es de ONGs internacionais e institui&ccedil;&otilde;es financeiras (por exemplo, atrav&eacute;s do Banco Mundial, e do banco alem&atilde;o KfW). Independente de como as a&ccedil;&otilde;es acontecer&atilde;o, fica claro que o Brasil tem hoje um plano sistem&aacute;tico de conserva&ccedil;&atilde;o atualizado para o bioma da Caatinga e uma janela de oportunidade historicamente &uacute;nica para proteger sua biodiversidade nos s&eacute;culos vindouros.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Lewinsohn T. M.; Prado P. I. "How many species are there in Brazil?". <i>Conservation Biology,</i> 2005, 19: 619-624.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. CDB Convention on Biological Diversity - The Rio Convention, 2016. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.cbd.int/rio" target="_blank">https://www.cbd.int/rio</a>. 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<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Bruner, A. G.; Gullison, R. E.; Balmford, A. "Financial costs and shortfalls of managing and expanding protected-area systems in developing countries". <i>Bioscience, </i>2004, 54: 1119-1126.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Geluda, L.; Serr&atilde;o, M. O. <i>Futuro do ambiente financeiro das &aacute;reas protegidas. Fundo Brasileiro para a Biodiversidade.</i> 2014. Rio de Janeiro. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.funbio.org.br/wp-content/uploads/2014/11/tend&ecirc;ncias-da-conserva&ccedil;&atilde;o_FIM.pdf" target="_blank">http://www.funbio.org.br/wp-content/uploads/2014/11/tendências-da-conservação_FIM.pdf</a>. Acessado em 24 de janeiro de 2017.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Watson, J. E. M.; Dudley, N.; Segan, D. B.; Hockings, M. "The performance and potential of protected areas". <i>Nature, </i>2014, 515: 67-73.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Oliveira, A. P. C. "Cen&aacute;rio financeiro das &aacute;reas protegidas federais da Caatinga". Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado, Centro de Bioci&ecirc;ncias, Universidade Federal de Pernambuco, Recife. 2015</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Oliveira, A. P. C.; Bernard, E. "The financial needs vs. the realities of in situ conservation: an analysis of federal funding for protected areas in Brazil's Caatinga". <i>Biotropica,</i> 2017, DOI: 10.1111/btp.12456.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Manh&atilde;es, A. P.; Mazzochini, G. G.; Oliveira-Filho, A. T.; Ganade, G.; Carvalho, A. R. "Spatial associations of ecosystem services and biodiversity as a baseline for systematic conservation planning". <i>Diversity and Distributions, </i>2016, 22: 932-943.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. MMA. <i>Pilares para a sustentabilidade financeira do Sistema Nacional de Unidades de Conserva&ccedil;&atilde;o.</i> Minist&eacute;rio do Meio Ambiente. 2ª Edi&ccedil;&atilde;o. Bras&iacute;lia. 2009. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.mma.gov.br/estruturas/sbf2008_dap/_publicacao/149_publicacao16122010113443.pdf" target="_blank">http://www.mma.gov.br/estruturas/sbf2008_dap/_publicacao/149_publicacao16122010113443.pdf</a>. Acessado em 24 de janeiro de 2017.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. James, A.; Gaston, K. J.; Balmford, A. "Can we afford to conserve biodiversity?" <i>Bioscience,</i> 2001, 51: 43-52.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25. Green, J. M. H.; Burgess, N. D.; Green, R. E.; Madoffe, S. S.; Munishi, P. K. T.; Nashanda, E.; Turner, R. K.; Balmford, A. "Estimating management costs of protected areas: a novel approach from the Eastern Arc Mountains, Tanzania". <i>Biological Conservation,</i> 2012, 150: 5-14.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26. L&oacute;pez, A.; Jim&eacute;nez, S. <i>Sustainable financing sources for protected areas in the mediterranean region</i>. IUCN, Gland, Switzerland and Cambridge, United Kingdom, Fundaci&oacute;n Biodiversidad, Madrid, Spain and Agencia Espa&ntilde;ola de Cooperaci&oacute;n Internacional of Ministerio de Asuntos Exteriores y de Cooperaci&oacute;n, Madrid, Spain. 144p. 2006. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.iucn.org/content/sustainable-financing-sources-protected-areas-mediterranean" target="_blank">https://www.iucn.org/content/sustainable-financing-sources-protected-areas-mediterranean</a>. Acessado em 24 de janeiro de 2017.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27. Brooks, T. M.; Mittermeier, R. A.; Fonseca, G. A. B. da; Gerlach, J.; Hoffmann, M.; Lamoreux, J. F.; Mittermeier, C. G.; Pilgrim, J. D.; Rodrigues, A. S. L. "Global biodiversity conservation priorities". <i>Science</i>, 2006, 313:58-61.    </font></p>      ]]></body><back>
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<year>2005</year>
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