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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    <br>   INDICADORES DE SUSTENTABILIDADE</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Apresenta&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Ima C&eacute;lia Guimar&atilde;es Vieira</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Pesquisadora titular do Museu Paraense Emilio Goeldi</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A humanidade encontra-se em um per&iacute;odo de vigorosas transforma&ccedil;&otilde;es socioambientais e v&aacute;rios sinais, incluindo o crescimento populacional, o elevado padr&atilde;o de consumo, a polui&ccedil;&atilde;o urbana, as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas e a perda de biodiversidade, indicam que estamos em uma trajet&oacute;ria insustent&aacute;vel. Para garantir o bem-estar da atual e futuras gera&ccedil;&otilde;es, operacionalizar o conceito de sustentabilidade tornou-se um grande desafio. Assim, um conjunto expressivo de m&eacute;tricas - indicadores e &iacute;ndices de sustentabilidade - tem sido proposto e nos permite localizar nossa condi&ccedil;&atilde;o atual em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es que prevaleceram no passado, al&eacute;m de desenvolver a&ccedil;&otilde;es relevantes para o futuro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O desenvolvimento de indicadores para aferir o desenvolvimento sustent&aacute;vel tem hist&oacute;ria relativamente curta. Os avan&ccedil;os ocorreram ap&oacute;s a Confer&ecirc;ncia sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (C&uacute;pula da Terra), realizada no Rio de Janeiro em 1992, que prop&ocirc;s os princ&iacute;pios fundamentais e um programa de a&ccedil;&atilde;o para alcan&ccedil;ar o desenvolvimento sustent&aacute;vel. Desde a Agenda 21, passando pelos Objetivos de Desenvolvimento do Mil&ecirc;nio (ODM) at&eacute; os Objetivos de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (ODS), os pa&iacute;ses passaram a programar a&ccedil;&otilde;es para atingir objetivos e metas estabelecidas nessas diferentes iniciativas globais, com enormes desafios. Diversas organiza&ccedil;&otilde;es internacionais, ag&ecirc;ncias governamentais, ONGs, comunidades, empresas e cientistas t&ecirc;m dedicado um esfor&ccedil;o significativo &agrave; concep&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o de indicadores que medem o estado e a trajet&oacute;ria das condi&ccedil;&otilde;es ambientais e do desenvolvimento socioecon&ocirc;mico. O que n&atilde;o tem sido uma tarefa f&aacute;cil, dada a complexidade e a diversidade de perspectivas e disciplinas relacionadas com sustentabilidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Neste N&uacute;cleo Tem&aacute;tico dedicado aos indicadores de sustentabilidade, apresentamos uma vis&atilde;o geral desse amplo, mas ainda emergente, corpo de pesquisa no Brasil.  A amplitude dos estudos nacionais realizados sobre o tema certamente n&atilde;o se encontra esgotada neste dossi&ecirc;, mas n&atilde;o resta d&uacute;vidas que conseguimos reunir a excelente contribui&ccedil;&atilde;o de alguns dos principais cientistas que v&ecirc;m se dedicando ao tema no pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No primeiro artigo, Jos&eacute; Eli da Veiga apresenta aspectos relevantes sobre indicadores de sustentabilidade que surgiram nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s anos, tanto no &acirc;mbito global, como no Brasil. Ainda, discute o conjunto dos 17 ODS e a import&acirc;ncia hist&oacute;rica das recomenda&ccedil;&otilde;es feitas em 2009 pela comiss&atilde;o Stiglitz-Sen-Fitoussi, que culminou com mensagens e recomenda&ccedil;&otilde;es sobre avalia&ccedil;&atilde;o de sustentabilidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">J&uacute;lio C&eacute;sar Roma apresenta, no segundo artigo, os resultados obtidos ao longo da implementa&ccedil;&atilde;o dos ODM no Brasil e discute a transi&ccedil;&atilde;o e os desafios para o alcance dos Objetivos do Desenvolvimento Sustent&aacute;vel. Neste tema, Denise Kronemberger fornece, no terceiro artigo, uma vis&atilde;o hist&oacute;rica sobre o processo de discuss&atilde;o e proposi&ccedil;&atilde;o dos indicadores globais da Agenda 2030 e aborda os principais desafios que envolvem a produ&ccedil;&atilde;o dos indicadores ODS, com foco na dimens&atilde;o ambiental.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os dois &uacute;ltimos artigos deste N&uacute;cleo Tem&aacute;tico s&atilde;o voltados &agrave; discuss&atilde;o do desenvolvimento e aplica&ccedil;&atilde;o de indicadores de sustentabilidade na Amaz&ocirc;nia, em uma abordagem regional e municipal. Nesse sentido, no quarto artigo, trago a experi&ecirc;ncia de v&aacute;rios estudos e aplica&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas em diferentes escalas na Amaz&ocirc;nia e exponho desafios de mensurar a sustentabilidade de uma regi&atilde;o t&atilde;o complexa como essa. Por fim, Andreza Cardoso e Roberto Ara&uacute;jo trazem uma an&aacute;lise dos resultados regionais dos ODM, em um estudo de caso para S&atilde;o Felix do Xingu, no Par&aacute;, evidenciando a falta de integra&ccedil;&atilde;o entre o ideal e o real de sustentabilidade, quando se trata de interesses individuais e coletivos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Espero que os esfor&ccedil;os de reflex&atilde;o sobre os indicadores de sustentabilidade que o leitor encontra em cada um dos artigos que comp&otilde;em este dossi&ecirc; estimulem o debate e os avan&ccedil;os sobre o tema.</font></p>      ]]></body>

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