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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    <br>   INDICADORES DE SUSTENTABILIDADE</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Deplor&aacute;vel in&eacute;rcia</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Jos&eacute; Eli da Veiga</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Professor s&ecirc;nior do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de S&atilde;o Paulo (IEE/USP) e autor de Amor &agrave; ci&ecirc;ncia (Senac, 2017), o mais recente de seus 27 livros. Mant&eacute;m dois sites: <a href="www.zeeli.pro.br" target="_blank">www.zeeli.pro.br</a> e <a href="www.sustentaculos.pro.br" target="_blank">www.sustentaculos.pro.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A busca por melhores indicadores de sustentabilidade teve recente virada hist&oacute;rica. Com a ado&ccedil;&atilde;o da Agenda 2030 pelos 193 Estados membros da Organiza&ccedil;&atilde;o da Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) &#91;1&#93;, em 25 de setembro de 2015, a decorrente necessidade de se acompanhar e avaliar desempenhos nacionais, regionais e locais relativos a seus 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (ODS) condenou &agrave; obsolesc&ecirc;ncia quase todas as iniciativas dos 40 anos precedentes. O mesmo se aplica &agrave;s descri&ccedil;&otilde;es anal&iacute;ticas que elas mereceram &#91;2&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pode ser surpreendente, portanto, que a principal cr&iacute;tica permane&ccedil;a t&atilde;o v&aacute;lida quanto antes, pois dessa virada n&atilde;o emergiu algo que leve &agrave; supera&ccedil;&atilde;o das incongru&ecirc;ncias do PIB ou PNB (Produto Interno ou Nacional Bruto) e do IDH (&Iacute;ndice de Desenvolvimento Humano). Apesar dos significativos avan&ccedil;os cognitivos e pedag&oacute;gicos embutidos na Agenda 2030, eles n&atilde;o foram suficientes para reverter a forte in&eacute;rcia institucional desses dois amplos e legitimados indicadores. In&eacute;rcia contr&aacute;ria ao reconhecimento da necessidade de "medidas mais abrangentes de progresso", como chegara a sugerir, em 2012, o par&aacute;grafo 38 do documento adotado na Rio+20: O Futuro que Queremos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">S&atilde;o esses, portanto, os dois prop&oacute;sitos deste trabalho. Primeiro, registrar o que surgiu de relevante no tri&ecirc;nio 2016-2018 sobre indicadores de sustentabilidade, no &acirc;mbito global e no Brasil. Depois, destacar e refor&ccedil;ar os argumentos em favor de alvo abrangente que deveria ter dado unidade e consist&ecirc;ncia ao conjunto dos 17 ODS.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>AS NOVIDADES DE 2016-2018</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Desafiado a definir os indicadores que permitiriam monitorar as diversas metas previstas nas al&iacute;neas de cada ODS, o sistema estat&iacute;stico da ONU (<a href="https://unstats.un.org" target="_blank">https://unstats.un.org</a>) foi levado a divulgar, em dezembro de 2016, uma estonteante lista de 230, dos quais apenas 81 atendiam a tr&ecirc;s crit&eacute;rios essenciais: a) conceitualmente claros; b) com metodologia bem estabelecida e conhecida internacionalmente; e c) para os quais os imprescind&iacute;veis dados estat&iacute;sticos j&aacute; existiriam em ao menos metade dos pa&iacute;ses envolvidos. Nas duas rodadas subsequentes (dezembro de 2017 e maio de 2018) 93 indicadores passaram a atender a essa tripla exig&ecirc;ncia &#91;3&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tanta ambi&ccedil;&atilde;o esbarraria, evidentemente, em gigantescos obst&aacute;culos t&eacute;cnicos e financeiros, o que n&atilde;o poderia deixar de criar ser&iacute;ssimas d&uacute;vidas sobre a pr&oacute;pria viabilidade do processo de acompanhamento e avalia&ccedil;&atilde;o dos ODS. Perplexidade incisivamente exposta em editorial do peri&oacute;dico <i>Nature Sustainability </i>&#91;4&#93;, e que at&eacute; provocou recente e arrojada proposta de recurso a estat&iacute;sticas n&atilde;o-oficiais &#91;5&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As consequ&ecirc;ncias desse gigantesco labirinto criado pela comunidade que cuida do sistema estat&iacute;stico da ONU foram bem amenizadas pelo surgimento de uma poderosa iniciativa "semi-oficial", intitulada SDG Index &amp; Dashboard. Com decisivo apoio da Funda&ccedil;&atilde;o Bertelsmann (a gigante de m&iacute;dia da Alemanha), a SDSN - Rede de Solu&ccedil;&otilde;es em Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (lan&ccedil;ada em 2012 gra&ccedil;as &agrave; grande influ&ecirc;ncia do economista Jeffrey Sachs junto ao ent&atilde;o secret&aacute;rio-geral da ONU, Ban Ki-moon) criou uma alternativa pragm&aacute;tica, que oferece acess&iacute;vel balan&ccedil;o para os 156 pa&iacute;ses que contam com razo&aacute;vel produ&ccedil;&atilde;o de dados estat&iacute;sticos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como indica o t&iacute;tulo dessa alternativa, ela consiste essencialmente na apresenta&ccedil;&atilde;o de um indicador sint&eacute;tico e de um painel. O primeiro sintetiza o desempenho nacional/regional na combina&ccedil;&atilde;o dos 17 ODS, e o segundo permite f&aacute;cil visualiza&ccedil;&atilde;o desse desempenho em cada um deles mediante um "diagrama de &aacute;rea polar", como mostra, por exemplo, a imagem correspondente ao caso do Brasil em 2018 (<a href="/img/revistas/cic/v71n1/a10fig01.jpg">Figura 1</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nota-se facilmente que o &iacute;ndice nacional (69,7) est&aacute; pouco acima do regional (66), o que coloca o pa&iacute;s na 56ª posi&ccedil;&atilde;o entre os 156 avaliados. E &agrave; direita tamb&eacute;m se percebe, sem dificuldade, os &oacute;timos desempenhos comparativos para pobreza, &aacute;gua, cidades, clima - os ODS 1, 6, 11 e 13 - em gritante contraste com desigualdades, inova&ccedil;&otilde;es/infraestrutura e paz/justi&ccedil;a, os ODS 10, 9 e 16.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Bem menos did&aacute;tica - mas incomparavelmente mais relevante - foi a avalia&ccedil;&atilde;o do Stockholm Resilience Centre (SRC) em relat&oacute;rio comemorativo do cinquenten&aacute;rio do Clube de Roma, em 17 de outubro de 2018, com o t&iacute;tulo <i>Transformation is feasible </i>&#91;7&#93;. Nessa abordagem, em vez de estimativas sobre poss&iacute;veis desempenhos regionais at&eacute; 2030, o prop&oacute;sito foi avaliar em que medida se poderia esperar um balan&ccedil;o global compat&iacute;vel com as chamadas "fronteiras planet&aacute;rias" por volta de 2050, como mostra o "diagrama de &aacute;rea polar" da <a href="#fig2">figura 2</a>.</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v71n1/a10fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para tal avalia&ccedil;&atilde;o, o emprego de um sofisticado modelo - o Earth3 - resultou em quatro cen&aacute;rios b&aacute;sicos, dos quais apenas o quarto - chamado de Smarter - poderia prometer resultados relativamente seguros. A compara&ccedil;&atilde;o com o cen&aacute;rio "mais do mesmo" ou "<i>business as usual"</i> - intitulado Same nesse estudo - indica a import&acirc;ncia das transforma&ccedil;&otilde;es que ser&atilde;o necess&aacute;rias para que a promo&ccedil;&atilde;o da Agenda 2030 n&atilde;o resulte, 20 anos depois, em transgress&otilde;es das fronteiras ecol&oacute;gicas globais (<a href="/img/revistas/cic/v71n1/a10fig03.jpg">Figuras 3</a> e <a href="/img/revistas/cic/v71n1/a10fig04.jpg">4</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pode-se dizer, portanto, que est&aacute; ocorrendo uma saud&aacute;vel complementariedade entre as tr&ecirc;s iniciativas acima descritas: a oficial (ONU), a semi-oficial (SDSN) e a cient&iacute;fica (SRC).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Brasil, a Agenda 2030 caminha devagar, por raz&otilde;es sobre as quais n&atilde;o cabe especular neste g&ecirc;nero de an&aacute;lise. Ao contr&aacute;rio do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica), que desde o in&iacute;cio de 2016 participa do n&uacute;cleo de vanguarda que promove as discuss&otilde;es t&eacute;cnicas mundiais sobre os indicadores exigidos pelas metas dos ODS, s&oacute; em 2018 come&ccedil;aram a surgir sinais mais consistentes de engajamento do governo federal e de grande parte das organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Isso n&atilde;o significa que em 2017 n&atilde;o tenham ocorrido importantes iniciativas, sem as quais nem poderiam ter surgido os referidos sinais em 2018. Em julho de 2017 foi apresentado em Nova Iorque o primeiro Relat&oacute;rio Nacional Volunt&aacute;rio sobre os ODS &#91;8&#93;. E logo depois foram estabelecidas tr&ecirc;s etapas para o processo de internaliza&ccedil;&atilde;o: cria&ccedil;&atilde;o da CNODS (Comiss&atilde;o Nacional dos ODS); adequa&ccedil;&atilde;o das metas &agrave; realidade brasileira; defini&ccedil;&atilde;o de indicadores nacionais &#91;9&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com assessoramento permanente do IBGE e do Ipea (Instituto de Pesquisa Econ&ocirc;mica Aplicada), a CNODS, formada paritariamente por oito &oacute;rg&atilde;os da administra&ccedil;&atilde;o federal e oito entidades da sociedade civil, lan&ccedil;ou em janeiro de 2018 um plano de a&ccedil;&atilde;o trienal que d&aacute; as diretrizes a serem seguidas no planejamento de a&ccedil;&otilde;es que dever&atilde;o ocorrer em dois eixos: internaliza&ccedil;&atilde;o e territorializa&ccedil;&atilde;o da Agenda 2030 &#91;10&#93;. Simultaneamente foi lan&ccedil;ado pelo Grupo de Trabalho da Sociedade Civil para a Agenda 2030 (GT SC A2030) um relat&oacute;rio que "analisa 121 metas das 169 dos ODS" &#91;11&#93;. E &agrave;s v&eacute;speras das elei&ccedil;&otilde;es presidenciais (setembro de 2018) foi a vez do Ipea apresentar sua proposta de adequa&ccedil;&atilde;o das metas em relat&oacute;rio de 502 p&aacute;ginas &#91;12&#93;, com o expl&iacute;cito intuito de subsidiar um debate qualificado com a sociedade civil que provavelmente ter&aacute; in&iacute;cio em 2019, com ou sem incentivo do novo governo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A CR&Iacute;TICA</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foi inevit&aacute;vel consequ&ecirc;ncia de promissor processo de aprendizado democr&aacute;tico na Assembleia Geral das Na&ccedil;&otilde;es Unidas o elevado n&uacute;mero de objetivos e de especifica&ccedil;&otilde;es em al&iacute;neas, erroneamente tomadas como se todas constitu&iacute;ssem metas. O problema mais s&eacute;rio, contudo, foi a aus&ecirc;ncia de um alvo abrangente capaz de dar unidade e consist&ecirc;ncia aos 17 ODS. Por exemplo, "alta e pr&oacute;spera qualidade de vida, equitativamente partilhada e sustent&aacute;vel" ("<i>a prosperous, high quality of life that is equitably shared and sustainable</i>"), como disse, em julho de 2017, a minuciosa avalia&ccedil;&atilde;o da parceria entre duas importantes sociedades cient&iacute;ficas mundiais - ICSU (International Council for Science) e ISSC (International Social Science Council) - intitulada <i>Review of targets for the sustainable developments goals: the science perspective</i> &#91;13&#93;. Sugeriram que a m&eacute;trica necess&aacute;ria ao monitoramento do desempenho das sociedades deve ir muito al&eacute;m do PIB e do IDH.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na Agenda 2030, apenas o &uacute;ltimo par&aacute;grafo do &uacute;ltimo ODS - o 17.19 - chega a aludir &agrave; necessidade de que o PIB venha a ser superado. E, mesmo assim, de forma t&iacute;mida e indireta:</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"At&eacute; 2030 valer-se de iniciativas existentes para desenvolver medidas de progresso do desenvolvimento sustent&aacute;vel que complementem o produto interno bruto (PIB) e apoiem a capacita&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica nos pa&iacute;ses em desenvolvimento".</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">N&atilde;o faltam outros defeitos nas formula&ccedil;&otilde;es da Agenda 2030, significativamente intitulada "Transformando Nosso Mundo". Apesar disso, elas devem ser consideradas como o avan&ccedil;o cognitivo mais importante desse longo processo institucional iniciado 30 anos antes com a aprova&ccedil;&atilde;o do relat&oacute;rio "Nosso Futuro Comum", talvez mais conhecido por "Relat&oacute;rio Brundtland" &#91;14&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Essa &eacute; a avalia&ccedil;&atilde;o que deve ser feita quando se prioriza o crucial crit&eacute;rio da import&acirc;ncia "pedag&oacute;gica" do processo. Em vez de reclamar da dispers&atilde;o causada por tantas "metas" e seus indicadores, ou se apegar &agrave; &oacute;bvia fraqueza de algumas delas, bem mais importante &eacute; ressaltar os avan&ccedil;os dos ODS para 2016-2030 se comparados &agrave;s limita&ccedil;&otilde;es dos ODM de 2001-2015 &#91;15&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nenhum processo multilateral teve tanta abertura e intensidade quanto o que deu &agrave; luz aos ODS. Comparados aos da Declara&ccedil;&atilde;o do Mil&ecirc;nio, que levou aos objetivos do per&iacute;odo anterior (os ODM para 2001-2015), trouxeram imensos avan&ccedil;os pol&iacute;ticos e cognitivos. Se o crit&eacute;rio de avalia&ccedil;&atilde;o for o processo de aprendizado coletivo sobre o que realmente significa o generoso ideal do desenvolvimento sustent&aacute;vel, n&atilde;o resta d&uacute;vida de que a iniciativa teve e ter&aacute; imenso &ecirc;xito.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; justamente por isso, ali&aacute;s, que n&atilde;o devem ser varridas para debaixo do tapete as mazelas que infelizmente se impuseram. Diante do gigantesco labirinto descrito no primeiro t&oacute;pico deste artigo, &eacute; absolutamente necess&aacute;rio enfatizar a import&acirc;ncia hist&oacute;rica das recomenda&ccedil;&otilde;es feitas em 2009 pela comiss&atilde;o Stiglitz-Sen-Fitoussi. Tanto no que se refere aos indicadores ambientais, quanto &agrave; discuss&atilde;o sobre o PIB &#91;16&#93;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No que se refere &agrave; dimens&atilde;o ambiental, &eacute; preciso adotar indicadores biof&iacute;sicos discretos, como as chamadas "pegada de carbono", "pegada h&iacute;drica" e "pegada de nitrog&ecirc;nio". Claro, chamar tais indicadores de "pegada" for&ccedil;osamente d&aacute; a entender que seriam "filhotes" da pegada ecol&oacute;gica. Mas n&atilde;o se deve esquecer que a abordagem da pegada ecol&oacute;gica sempre foi espacial: a superf&iacute;cie, em hectares globais, que suporta certo n&iacute;vel de consumo dos recursos naturais renov&aacute;veis. E foi justamente essa vis&atilde;o de &aacute;rea que motivou a sugestiva imagem de "pegada", pois &eacute; ela que viabiliza a persuasiva tirada sobre os quatro planetas que seriam exigidos por uma hipot&eacute;tica mundializa&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de consumo dos Estados Unidos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">N&atilde;o &eacute; o que ocorre, por&eacute;m, com os indicadores discretos que est&atilde;o sendo chamados de "pegadas" para se beneficiar da imensa popularidade conquistada pela presumida genitora. Seria bem mais apropriado cham&aacute;-los de "carga". S&atilde;o pesos ou volumes por ano que correspondem ao consumo de um coletivo, de um indiv&iacute;duo, ou de determinado produto.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pode variar a lista dos gases de efeito estufa inclu&iacute;dos no c&aacute;lculo de uma pegada de carbono, mas o resultado ser&aacute; expresso em toneladas por ano. As tr&ecirc;s pegadas h&iacute;dricas (azul, verde e cinza) o s&atilde;o em litros ou metros c&uacute;bicos por ano. E &eacute; em quilos que est&aacute; sendo calculada a bem mais recente pegada de nitrog&ecirc;nio reativo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por isso, sejam quais forem os percal&ccedil;os, com certeza ser&aacute; muito mais prov&aacute;vel que boas metas para objetivos de desenvolvimento requeiram a ado&ccedil;&atilde;o de indicadores f&iacute;sicos sem convers&atilde;o em &aacute;rea, como s&atilde;o essas tr&ecirc;s "cargas" que por raz&otilde;es emblem&aacute;ticas est&atilde;o sendo chamadas de "pegadas".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O problema &eacute; que carbono, &aacute;gua e nitrog&ecirc;nio, mesmo que important&iacute;ssimos, s&atilde;o tr&ecirc;s dos 10 vetores que mais est&atilde;o contribuindo para o aumento da insustentabilidade global. Entre os demais, apenas a carga de f&oacute;sforo poder&aacute; ser calculada nos moldes da recente pegada de nitrog&ecirc;nio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">N&atilde;o poder&atilde;o ser tratados dessa maneira problemas como os da biodiversidade, da acidifica&ccedil;&atilde;o oce&acirc;nica, do oz&ocirc;nio estratosf&eacute;rico, das polui&ccedil;&otilde;es qu&iacute;micas e atmosf&eacute;ricas, e das mudan&ccedil;as no uso da terra.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para a eros&atilde;o da biodiversidade h&aacute; o excelente &Iacute;ndice Planeta Vivo (WWF). Na mesma linha, o bem mais recente &Iacute;ndice de Sa&uacute;de Oce&acirc;nica (OHI) certamente permitir&aacute; acompanhamento da acidifica&ccedil;&atilde;o. A deple&ccedil;&atilde;o do oz&ocirc;nio estratosf&eacute;rico tem sido bem monitorada pelo Protocolo de Montreal, "o mais bem-sucedido acordo internacional de todos os tempos", segundo Kofi Annan, secret&aacute;rio-geral da ONU entre 1997 e 2006. E para os outros tr&ecirc;s - as polui&ccedil;&otilde;es qu&iacute;micas e atmosf&eacute;ricas e o uso da terra - o drama estar&aacute; muito mais na ado&ccedil;&atilde;o de metas baseadas em consenso cient&iacute;fico do que na sele&ccedil;&atilde;o dos melhores entre tantos indicadores dispon&iacute;veis.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No limite, o primeiro indicador poderia ser t&atilde;o somente a carga de carbono de cada economia, desde que bem calculada. Mas certamente seria mais significativo se combinado a avalia&ccedil;&otilde;es an&aacute;logas da degrada&ccedil;&atilde;o dos recursos h&iacute;dricos e da eros&atilde;o da biodiversidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">H&aacute; mais uma dezena de outros graves problemas ambientais, mas &eacute; claro que tamb&eacute;m existem mais inconvenientes do que vantagens nas tentativas de se montar pain&eacute;is muitos abrangentes, ou &iacute;ndices compostos de muitas dimens&otilde;es e vari&aacute;veis.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao mesmo tempo, o outro grande recado da comiss&atilde;o Stiglitz-Sen-Fitoussi &eacute; a necessidade de se adotar a chamada "perspectiva domiciliar" para que sejam superadas as limita&ccedil;&otilde;es da vetusta contabilidade expressa no PIB. Isto &eacute;, a medi&ccedil;&atilde;o do desempenho econ&ocirc;mico precisa revelar o real progresso material da popula&ccedil;&atilde;o, e n&atilde;o apenas a capacidade produtiva do pa&iacute;s em que vive.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A produ&ccedil;&atilde;o pode aumentar e a renda diminuir, e vice-versa, desde que sejam levados em considera&ccedil;&atilde;o deprecia&ccedil;&otilde;es, fluxos de renda para dentro e para fora do pa&iacute;s, e diferen&ccedil;as entre os pre&ccedil;os de produ&ccedil;&atilde;o e de consumo. Al&eacute;m disso, mesmo a renda e o consumo n&atilde;o ser&atilde;o bons indicadores de desempenho se n&atilde;o estiverem cotejados &agrave; riqueza.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para que se tenha um verdadeiro balan&ccedil;o da economia nacional, &eacute; preciso imitar a contabilidade das empresas, pois nestas s&atilde;o cruciais as contas de patrim&ocirc;nio e de endividamento. N&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel continuar fechando os olhos para o que acontece com os ativos de uma na&ccedil;&atilde;o: f&iacute;sicos/constru&iacute;dos, humanos/sociais e naturais/ecol&oacute;gicos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em pa&iacute;ses da Organiza&ccedil;&atilde;o para a Coopera&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Econ&ocirc;mico (OCDE) que j&aacute; fazem c&aacute;lculos com essa perspectiva, ficou claro que a renda domiciliar real aumenta menos que o PIB. &Eacute; preciso levar em conta os pagamentos de tributos que v&atilde;o para o governo, os benef&iacute;cios sociais alocados pelo governo e os pagamentos de juros que os domic&iacute;lios fazem &agrave;s corpora&ccedil;&otilde;es financeiras. Tamb&eacute;m &eacute; crucial levar em conta servi&ccedil;os n&atilde;o monet&aacute;rios prestados pelo governo &agrave;s fam&iacute;lias, principalmente pelos sistemas de sa&uacute;de e de educa&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m disso, &eacute; preciso dar mais aten&ccedil;&atilde;o &agrave; estrutura distributiva da renda, do consumo e da riqueza.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A comiss&atilde;o Stiglitz-Sen-Fitoussi tamb&eacute;m preconizou mais aud&aacute;cia no sentido de que a mensura&ccedil;&atilde;o do desempenho econ&ocirc;mico venha a incluir atividades n&atilde;o mercantis, principalmente as de servi&ccedil;os pessoais decorrentes de rela&ccedil;&otilde;es de parentesco. Sugere que o melhor ponto de partida poder&aacute; ser a realiza&ccedil;&atilde;o de estimativas sobre o uso do tempo pelas pessoas. Segundo o relat&oacute;rio, isso n&atilde;o teria ocorrido at&eacute; agora em raz&atilde;o de incertezas sobre os dados, e n&atilde;o por s&eacute;ria diverg&ecirc;ncia conceitual.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A apresenta&ccedil;&atilde;o mais sint&eacute;tica do trabalho da comiss&atilde;o coordenada por Joseph Stiglitz, Amartya Sen e Jean-Paul Fitoussi s&oacute; pode ser a lista de suas tr&ecirc;s grandes "mensagens", seguidas de quinze "recomenda&ccedil;&otilde;es".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Mensagem 1</i>. Medir sustentabilidade difere da pr&aacute;tica estat&iacute;stica <i>standard</i> em uma quest&atilde;o fundamental: para que seja adequada, s&atilde;o necess&aacute;rias <i>proje&ccedil;&otilde;es</i> e n&atilde;o apenas observa&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Mensagem 2</i>. Medir sustentabilidade tamb&eacute;m exige necessariamente algumas respostas pr&eacute;vias a quest&otilde;es <i>normativas</i>. Tamb&eacute;m nesse aspecto h&aacute; forte diferen&ccedil;a com a atividade estat&iacute;stica <i>standard</i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Mensagem 3</i>. Medir sustentabilidade tamb&eacute;m envolve outra dificuldade no <i>contexto internacional</i>. Pois n&atilde;o se trata apenas de avaliar sustentabilidades de cada pa&iacute;s em separado. Como o problema &eacute; global, sobretudo em sua dimens&atilde;o ambiental, o que realmente mais interessa &eacute; a contribui&ccedil;&atilde;o que cada pa&iacute;s pode estar dando para a insustentabilidade global.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Recomenda&ccedil;&otilde;es:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A avalia&ccedil;&atilde;o da sustentabilidade requer um pequeno conjunto bem escolhido de indicadores, diferente dos que podem avaliar qualidade de vida e desempenho econ&ocirc;mico.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">a)	Caracter&iacute;stica fundamental dos componentes desse conjunto deve ser a possibilidade de interpret&aacute;-los como varia&ccedil;&otilde;es <i>de estoques e n&atilde;o de fluxos</i>.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">b)	Um <i>&iacute;ndice monet&aacute;rio</i> de sustentabilidade at&eacute; pode fazer parte, mas deve permanecer exclusivamente focado na dimens&atilde;o estritamente econ&ocirc;mica da sustentabilidade.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">c)	Os aspectos ambientais da sustentabilidade exigem acompanhamento espec&iacute;fico por <i>indicadores f&iacute;sicos</i>. E &eacute; particularmente necess&aacute;rio um claro indicador da aproxima&ccedil;&atilde;o de n&iacute;veis perigosos de danos ambientais (como os que est&atilde;o associados &agrave; mudan&ccedil;a clim&aacute;tica, p.ex.).</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sobre qualidade de vida:</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">a)	Medidas <i>subjetivas</i> de bem-estar fornecem informa&ccedil;&otilde;es-chave sobre a qualidade de vida das pessoas. Por isso, as institui&ccedil;&otilde;es de estat&iacute;stica devem pesquisar as avalia&ccedil;&otilde;es que as pessoas fazem de suas vidas, suas experi&ecirc;ncias hed&ocirc;nicas e suas prioridades.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">b)	Qualidade de vida tamb&eacute;m depende, &eacute; claro, <i>das condi&ccedil;&otilde;es objetivas e das oportunidades</i>. Precisam melhorar as mensura&ccedil;&otilde;es de oito dimens&otilde;es cruciais: sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o, atividades pessoais, voz pol&iacute;tica, conex&otilde;es sociais, condi&ccedil;&otilde;es ambientais e inseguran&ccedil;a (pessoal e econ&ocirc;mica).</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">c)	As <i>desigualdades</i> devem ser avaliadas de forma bem abrangente para todas as oito dimens&otilde;es.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">d)	Levantamentos devem ser concebidos de forma a avaliar <i>liga&ccedil;&otilde;es</i> entre v&aacute;rias dimens&otilde;es da qualidade de vida de cada pessoa, sobretudo para elabora&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas em cada &aacute;rea.</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">e)	As institui&ccedil;&otilde;es de estat&iacute;stica devem prover as informa&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para que as dimens&otilde;es da qualidade de vida possam ser <i>agregadas</i>, permitindo a constru&ccedil;&atilde;o de diferentes &iacute;ndices compostos ou sint&eacute;ticos.</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sobre os cl&aacute;ssicos problemas do PIB:</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">a)	Olhar para <i>renda e consumo</i> em vez de olhar para a produ&ccedil;&atilde;o.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">b)	Considerar renda e consumo em <i>conjun&ccedil;&atilde;o com a riqueza</i>.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">c)	Enfatizar a <i>perspectiva domiciliar</i>.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">d)	Dar mais proemin&ecirc;ncia &agrave; <i>distribui&ccedil;&atilde;o</i> de renda, consumo e riqueza.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">e)	Ampliar as medidas de renda para <i>atividades n&atilde;o mercantis</i>.</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; deplor&aacute;vel, portanto, que o trabalho da comiss&atilde;o Stiglitz-Sen-Fitoussi n&atilde;o esteja tendo a influ&ecirc;ncia que deveria ter merecido. Tal &eacute; a cr&iacute;tica que merece o atual debate sobre indicadores socioambientais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>NOTAS E REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1.	Na&ccedil;&otilde;es Unidas (2015) <i>Transformando nosso mundo: A Agenda 2030 para o desenvolvimento sustent&aacute;vel</i>, 48 p. Traduzida pelo Centro de Informa&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para o Brasil (UNIC Rio), edi&ccedil;&atilde;o de 8 de setembro de 2015: <a href="https://sustainabledevelopment.un.org" target="_blank">https://sustainabledevelopment.un.org</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=104925&pid=S0009-6725201900010001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2.	Veiga, J. E. da; "Indicadores para o desenvolvimento sustent&aacute;vel", <i>Cadernos do Desenvolvimento</i> vol. 4 (6), Rio de Janeiro: julho 2009, p. 130-147 ;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=104926&pid=S0009-6725201900010001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->  "Indicadores socioambientais", <i>Revista de Economia Pol&iacute;tica</i> vol. 29, nº 4 (116), S&atilde;o Paulo: outubro-dezembro 2009, p. 421-435 ;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=104927&pid=S0009-6725201900010001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> "Indicadores de sustentabilidade", <i>Estudos Avan&ccedil;ados</i> 24 (68), S&atilde;o Paulo: mar&ccedil;o 2010, p. 39-52 ;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=104928&pid=S0009-6725201900010001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> "Indicadores socioambientais", Rio de Janeiro: <i>Cebri</i>, 2013, volume 1, p. 5-14 ;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=104929&pid=S0009-6725201900010001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> "Um alvo abrangente para 2030", cap&iacute;tulo 4 do livro <i>Para entender o desenvolvimento sustent&aacute;vel</i>, S&atilde;o Paulo: Editora 34, p. 119-155.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=104930&pid=S0009-6725201900010001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3.	Cf. IEAG-SDG - Inter-Agency and Expert Group on Sustainable Development Goal Indicators (2018). <i>Tier Classification for Global SDG Indicators</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://unstats.un.org/sdgs/iaeg-sdgs/" target="_blank">https://unstats.un.org/sdgs/iaeg-sdgs/</a></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4.	"A number of the 232 official SDG indicators of the United Nations are still being discussed three years after the launch of the 2030 Agenda, something hard to believe given our current technical and statistical abilities. Besides indicators, there is need for new data and innovative approaches to collect them." (negritos e grifo meus, JEV). <i>Nature Sustainability</i>, vol. 1, agosto 2018, p.377. Publicado online em 14 de agosto de 2018: <a href="https://doi.org/10.1038/s41893-018-0131-z" target="_blank">https://doi.org/10.1038/s41893-018-0131-z</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=104933&pid=S0009-6725201900010001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5.	MacFeely, S. &amp; Bojan N. (2018) "'You say you want a &#91;data&#93; revolution': A proposal to use unofficial statistics for the SDG Global Indicator Framework". <a href="https://www.globalpolicywatch.org/blog/2018/11/02/you-want-a-data-revolution/" target="_blank">https://www.globalpolicywatch.org/blog/2018/11/02/you-want-a-data-revolution/</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=104934&pid=S0009-6725201900010001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6.	Ver <a href="http://www.sdgindex.org/" target="_blank">http://www.sdgindex.org/</a> e especialmente a nota t&eacute;cnica de setembro de 2018 assinada por equipe liderada por Guillaume Lafortune: "<i>SDG Index and Dashboards Detailed Methodological paper</i>": <a href="http://sdgindex.org/assets/files/2018/Methodological%20Paper_v1_gst_jmm_Aug2018_FINAL.pdf" target="_blank">http://sdgindex.org/assets/files/2018/Methodological%20Paper_v1_gst_jmm_Aug2018_FINAL.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=104935&pid=S0009-6725201900010001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7.	SRC - Stockholm Resilience Centre (2018) <i>Transformation is feasible - How to achieve the Sustainable Development Goals within Planetary Boundaries. A report to the Club of Rome, for its 50 years anniversary 17 october 2018</i>. (Os autores s&atilde;o: J&ouml;rgen Randers, Johan Rockstr&ouml;m, Per Espen Stoknes, Ulrich Gol&uuml;ke, David Collste e Sarah Cornell.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=104936&pid=S0009-6725201900010001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. <a href="http://www.secretariadegoverno.gov.br/snas-documentos/relatoriovoluntario_brasil2017port.pdf/view" target="_blank">http://www.secretariadegoverno.gov.br/snas-documentos/relatoriovoluntario_brasil2017port.pdf/view</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=104938&pid=S0009-6725201900010001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9.	Um &oacute;timo apanhado desse processo est&aacute; em <i>Desafios e condicionantes para a implementa&ccedil;&atilde;o da Agenda ODS na administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica federal brasileira, Cadernos ENAP 57</i>, Bras&iacute;lia 2018.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=104939&pid=S0009-6725201900010001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10.	CNODS - Comiss&atilde;o Nacional ODS Brasil - <i>Plano de A&ccedil;&atilde;o 2017-2019</i>, Bras&iacute;lia: dezembro de 2017. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www4.planalto.gov.br/ods/publicacoes/plano-de-acao-da-cnods-2017-2019" target="_blank">http://www4.planalto.gov.br/ods/publicacoes/plano-de-acao-da-cnods-2017-2019</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=104941&pid=S0009-6725201900010001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11.	GT SC A2030 - Grupo de Trabalho da Sociedade Civil para a Agenda 2030 - <i>Relat&oacute;rio Luz da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel</i>, s/l: 2018, 84 p. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://gtagenda2030.org.br/" target="_blank">https://gtagenda2030.org.br/</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=104942&pid=S0009-6725201900010001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12.	IPEA - Instituto de Pesquisa Econ&ocirc;mica Aplicada - <i>Agenda 2030, ODS - Metas Nacionais dos Objetivos de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel; Proposta de Adequa&ccedil;&atilde;o</i>, Bras&iacute;lia: setembro 2018, 502 p. (Coordena&ccedil;&atilde;o: Enid Rocha Andrade da Silva, Anna Maria Peliano e Jos&eacute; Valente Chaves).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=104943&pid=S0009-6725201900010001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13.<a href="	https://council.science/cms/2017/05/SDGs-Guide-to-Interactions.pdf" target="_blank"> https://council.science/cms/2017/05/SDGs-Guide-to-Interactions.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=104945&pid=S0009-6725201900010001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Relat%C3%B3rio_Brundtland" target="_blank">https://pt.wikipedia.org/wiki/Relat%C3%B3rio_Brundtland</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=104946&pid=S0009-6725201900010001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. <a href="https://nacoesunidas.org/tema/odm/" target="_blank">https://nacoesunidas.org/tema/odm/</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=104947&pid=S0009-6725201900010001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16.	Stiglitz-Sen-Fitoussi - Joseph E. Stiglitz; Amartya Sen; Jean-Paul Fitoussi - (2009) <i>Report by the commission on the measurement of economic performance and social progress</i>. <a href="https://ec.europa.eu/eurostat/documents/118025/118123/Fitoussi+Commission+report" target="_blank">https://ec.europa.eu/eurostat/documents/118025/118123/Fitoussi+Commission+report</a>;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=104948&pid=S0009-6725201900010001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Stiglitz-Sen-Fitoussi - Joseph E. Stiglitz; Amartya Sen; Jean-Paul Fitoussi - (2010) <i>Mis-measuring our lives: Why GDP doesn't add up</i>. NY/Londres: The New Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=104949&pid=S0009-6725201900010001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
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