<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0009-6725</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Ciência e Cultura]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Cienc. Cult.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0009-6725</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0009-67252019000100011</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.21800/2317-66602019000100011</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Os objetivos de desenvolvimento do milênio e sua transição para os objetivos de desenvolvimento sustentável]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Roma]]></surname>
<given-names><![CDATA[Júlio César]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="AFF"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="AF1">
<institution><![CDATA[,Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>01</month>
<year>2019</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>01</month>
<year>2019</year>
</pub-date>
<volume>71</volume>
<numero>1</numero>
<fpage>33</fpage>
<lpage>39</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252019000100011&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0009-67252019000100011&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0009-67252019000100011&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    <br>   INDICADORES DE SUSTENTABILIDADE</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Os objetivos de desenvolvimento do mil&ecirc;nio e sua transi&ccedil;&atilde;o para os objetivos de desenvolvimento sustent&aacute;vel</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>J&uacute;lio C&eacute;sar Roma</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Bi&oacute;logo, doutor em ecologia e pesquisador do Instituto de Pesquisa Econ&ocirc;mica Aplicada (Ipea). Exerceu a fun&ccedil;&atilde;o de coordenador de estudos em sustentabilidade ambiental do Ipea no per&iacute;odo 2013-2015, e atualmente coordena os trabalhos relativos ao ODS 15 - Vida Terrestre, no &acirc;mbito da institui&ccedil;&atilde;o</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO DO MIL&Ecirc;NIO: ORIGEM E GOVERNAN&Ccedil;A NO BRASIL</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os Objetivos de Desenvolvimento do Mil&ecirc;nio (ODM) foram oito grandes objetivos globais assumidos pelos pa&iacute;ses-membros da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU), os quais, em seu conjunto, almejavam fazer com que o mundo progredisse rapidamente rumo &agrave; elimina&ccedil;&atilde;o da extrema pobreza e da fome do planeta, fatores que afetavam especialmente as popula&ccedil;&otilde;es mais pobres, dos pa&iacute;ses menos desenvolvidos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O marco fundador dos ODM foi a Resolu&ccedil;&atilde;o nº 55/2 da Assembleia Geral da ONU, que entrou para a hist&oacute;ria com o nome de "Declara&ccedil;&atilde;o do Mil&ecirc;nio das Na&ccedil;&otilde;es Unidas". Esta foi adotada de forma un&acirc;nime por chefes de Estado e altos representantes de 191 pa&iacute;ses, durante a 55ª sess&atilde;o da Assembleia Geral, a chamada "C&uacute;pula do Mil&ecirc;nio das Na&ccedil;&otilde;es Unidas", realizada de 6 a 8 de setembro de 2000, na sede da ONU, em Nova Iorque, Estados Unidos. Segundo esse importante documento, o principal desafio a ser enfrentado &agrave;quela &eacute;poca era garantir que a globaliza&ccedil;&atilde;o se tornasse uma for&ccedil;a positiva para todos os povos do mundo, uma vez que, embora fosse reconhecido que esta oferecesse grandes oportunidades, seus benef&iacute;cios eram compartilhados de maneira desigual pelas na&ccedil;&otilde;es, com os pa&iacute;ses em desenvolvimento e economias em transi&ccedil;&atilde;o enfrentando grandes dificuldades para alcan&ccedil;&aacute;-los, ainda que sentissem os seus elevados custos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os oito ODM abrangiam a&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas de combate &agrave; fome e &agrave; pobreza, associadas &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas de sa&uacute;de, saneamento, educa&ccedil;&atilde;o, habita&ccedil;&atilde;o, promo&ccedil;&atilde;o da igualdade de g&ecirc;nero e meio ambiente, al&eacute;m de medidas para o estabelecimento de uma parceria global para o desenvolvimento sustent&aacute;vel. Para cada um dos oito objetivos foram estabelecidas metas globais, em um total de 21 metas, cujo acompanhamento de progresso deu-se por meio de um conjunto de 60 indicadores. A maioria das metas estabelecidas para os ODM tinha como horizonte temporal o intervalo de 1990 a 2015, isto &eacute;, avaliavam o progresso ocorrido nos indicadores em intervalos regulares at&eacute; 2015, tendo por base dados iniciais obtidos em 1990.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Brasil, a governan&ccedil;a dos ODM foi estabelecida por meio do Decreto Presidencial de 31 de outubro de 2003, o qual instituiu o "Grupo T&eacute;cnico para Acompanhamento das Metas e Objetivos de Desenvolvimento do Mil&ecirc;nio". Dentre as atribui&ccedil;&otilde;es do GT, estava a de adaptar os ODM, as metas e o conjunto de indicadores a elas associados &agrave; realidade brasileira. Dessa forma, em alguns casos, as metas e indicadores nacionais eram diferentes, mais ambiciosos do que aqueles adotados em n&iacute;vel global. Essa "nacionaliza&ccedil;&atilde;o", incentivada pela ONU a todos os pa&iacute;ses, fez tamb&eacute;m com que o n&uacute;mero de metas e indicadores brasileiros fosse maior que os n&uacute;meros globais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados obtidos ao longo da implementa&ccedil;&atilde;o dos ODM em n&iacute;vel nacional foram sumarizados em cinco Relat&oacute;rios Nacionais de Acompanhamento &#91;1&#93;, elaborados em parceria por diversas institui&ccedil;&otilde;es do governo federal e ag&ecirc;ncias integrantes do Sistema ONU no Brasil. O Instituto de Pesquisa Econ&ocirc;mica Aplicada (Ipea) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE) foram respons&aacute;veis pela sele&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise dos indicadores utilizados, articula&ccedil;&atilde;o dos grupos tem&aacute;ticos institu&iacute;dos e por consolidar os textos finais dos relat&oacute;rios nacionais. A seguir s&atilde;o apresentados, de modo sum&aacute;rio, os oito ODM e alguns dos resultados obtidos em decorr&ecirc;ncia de sua implementa&ccedil;&atilde;o, em n&iacute;vel global e no Brasil.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ODM 1: ERRADICAR A EXTREMA POBREZA E A FOME</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O ODM 1 apresentava tr&ecirc;s metas globais, dentre as quais: "At&eacute; 2015, reduzir a pobreza extrema &agrave; metade do n&iacute;vel de 1990" e "At&eacute; 2015, reduzir a fome &agrave; metade do n&iacute;vel de 1990". As metas brasileiras para este ODM, por&eacute;m, foram mais abrangentes: "At&eacute; 2015, reduzir a pobreza extrema a um quarto do n&iacute;vel de 1990" e "At&eacute; 2015, erradicar a fome". Para fins de monitoramento do ODM 1 em n&iacute;vel global, foram consideradas extremamente pobres as pessoas que viviam com menos de US$ PPC &#91;2&#93; 1,25 por dia, ou US$ PPC 38,00 por m&ecirc;s, considerando a dura&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de 30,4 dias por m&ecirc;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo o Relat&oacute;rio dos ODM 2015 &#91;3&#93; da ONU, a meta de reduzir a pobreza extrema &agrave; metade do n&iacute;vel registrado em 1990 j&aacute; havia sido alcan&ccedil;ada, em n&iacute;vel global, em 2010 - ou seja, cinco anos antes do prazo estipulado. Em termos absolutos, cerca de 1,9 bilh&atilde;o de pessoas viviam em condi&ccedil;&atilde;o de extrema pobreza em 1990, n&uacute;mero que foi reduzido gradativamente, at&eacute; atingir aproximadamente 836 milh&otilde;es de pessoas em 2015. Em 2011, cerca de 60% das 1 bilh&atilde;o de pessoas extremamente pobres vivia em apenas cinco pa&iacute;ses: &Iacute;ndia, Nig&eacute;ria, China, Bangladesh e Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica do Congo. Embora n&atilde;o haja dados precisos, evid&ecirc;ncias indicam que, em n&iacute;vel global, h&aacute; uma predomin&acirc;ncia de mulheres em situa&ccedil;&atilde;o de pobreza extrema, o que poderia ser explicado por fatores como acesso desigual ao trabalho remunerado, rendimentos mais baixos, falta de prote&ccedil;&atilde;o e acesso limitado a recursos, incluindo terra e propriedade.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 1990, 25,5% dos brasileiros vivia em situa&ccedil;&atilde;o de extrema pobreza, utilizando-se o indicador global de US$ PPC 1,25 ao dia. O Brasil utilizou tamb&eacute;m outros indicadores para monitorar o desenvolvimento dessa meta, dentre os quais a porcentagem da popula&ccedil;&atilde;o vivendo com menos de R$ 70,00 por m&ecirc;s, que foi o crit&eacute;rio adotado pelo Plano Brasil sem Mis&eacute;ria para definir pessoas vivendo em condi&ccedil;&atilde;o de pobreza extrema. Esse crit&eacute;rio &eacute; o que mais se aproxima de uma linha nacional para definir o que poderia ser considerado pobreza extrema no pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 2012, as taxas definidas pelas linhas nacional (renda de at&eacute; R$ 70,00 por m&ecirc;s) e internacional (US$ PPC 1,25 ao dia) de pobreza extrema estavam muito pr&oacute;ximas: 3,6% e 3,5%, respectivamente. No entanto, a queda de 1990 a 2012, medida pela linha nacional, foi menos acentuada: de 13,4% para 3,6%, ante uma varia&ccedil;&atilde;o de 25,5% para 3,5% medida pela linha internacional. Essa diferen&ccedil;a ocorre porque a linha internacional &eacute; nominal, o que leva &agrave; superestima&ccedil;&atilde;o da pobreza extrema no passado. J&aacute; a linha nacional encontra-se deflacionada pelo &Iacute;ndice Nacional de Pre&ccedil;os ao Consumidor (INPC), calculado pelo IBGE, o que mant&eacute;m seu poder de compra constante ao longo do tempo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim, considerando-se a linha internacional, o Brasil obteve em 2012, &uacute;ltimo ano da s&eacute;rie inclu&iacute;da no relat&oacute;rio nacional de 2014, uma redu&ccedil;&atilde;o da taxa de pobreza extrema a um s&eacute;timo daquela existente em 1990. Considerando-se a linha nacional, por sua vez, a redu&ccedil;&atilde;o da taxa de pobreza extrema atingiu, em 2012, aproximadamente um quarto do valor de 1990, atingindo igualmente a meta estabelecida de modo volunt&aacute;rio pelo Brasil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em termos regionais, o Nordeste apresentava os maiores &iacute;ndices de pobreza extrema em 1990, atingindo 49% de sua popula&ccedil;&atilde;o segundo o indicador internacional ou de 28,5% segundo o indicador nacional. Em 2012, essas taxas haviam sido reduzidas para 7% e 7,3% da popula&ccedil;&atilde;o regional, respectivamente, o que repetiu o mesmo padr&atilde;o observado para o pa&iacute;s como um todo, proporcionando tanto o cumprimento da meta global quanto da nacional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No que se refere &agrave; fome, estimativas para os anos 2014 a 2016 indicavam a exist&ecirc;ncia de 795 milh&otilde;es de pessoas subnutridas ao redor do mundo, ou seja, aproximadamente uma a cada nove pessoas n&atilde;o tinha o suficiente para comer. Desse total, 780 milh&otilde;es viviam em pa&iacute;ses em desenvolvimento. Ainda assim, em termos relativos, houve um progresso significativo na redu&ccedil;&atilde;o de pessoas subnutridas nos pa&iacute;ses em desenvolvimento no per&iacute;odo de abrang&ecirc;ncia dos ODM, as quais variaram de 23,3% do total em 1990-1992 para 12,9% entre 2014-2016, o que ficou pr&oacute;ximo da meta global de reduzir essa terr&iacute;vel condi&ccedil;&atilde;o &agrave; metade, no per&iacute;odo 1990-2015.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Brasil, por sua vez, dois indicadores foram utilizados para avaliar a evolu&ccedil;&atilde;o dos &iacute;ndices de subnutri&ccedil;&atilde;o e, portanto, da fome no pa&iacute;s. O principal deles refere-se &agrave; preval&ecirc;ncia de desnutri&ccedil;&atilde;o infantil em crian&ccedil;as abaixo de cinco anos, definida como a porcentagem de crian&ccedil;as dessa faixa et&aacute;ria com o peso abaixo do esperado. Segundo esse indicador, o Brasil teria alcan&ccedil;ado a meta global j&aacute; em 2006, uma vez que, entre 1989 e 2006, a preval&ecirc;ncia de desnutri&ccedil;&atilde;o infantil foi reduzida a um quarto do valor inicial: de 7,1% para 1,8%. Tomando-se em conta que em grupos de refer&ecirc;ncia de crian&ccedil;as saud&aacute;veis e bem nutridas, em m&eacute;dia, 2,3% apresenta peso abaixo do esperado, pode-se afirmar que, tamb&eacute;m segundo esse indicador, o Brasil alcan&ccedil;ou igualmente a meta nacional de erradica&ccedil;&atilde;o da fome em 2006. Isso s&oacute; n&atilde;o ocorreu na regi&atilde;o Norte do pa&iacute;s, onde, em 2006, 3,2% das crian&ccedil;as nessa faixa et&aacute;ria permanecia abaixo do peso esperado. O mesmo ocorria tamb&eacute;m com as crian&ccedil;as situadas na faixa dos 20% mais pobres, em que 3,7% ainda apresentava peso menor do que o esperado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O outro indicador avaliado nessa meta foi a altura apresentada em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; idade. Enquanto a adequa&ccedil;&atilde;o do peso para a idade reflete o estado nutricional recente, a adequa&ccedil;&atilde;o da altura para a idade indica o crescimento linear da crian&ccedil;a, o que resumiria seu hist&oacute;rico nutricional desde o nascimento. Assim, d&eacute;ficits apresentados nesse indicador s&atilde;o uma evid&ecirc;ncia de desnutri&ccedil;&atilde;o cr&ocirc;nica e, portanto, o tornam um indicador mais adequado para o acompanhamento da realidade nacional. Segundo esse indicador, o Brasil tamb&eacute;m atingiu a meta global de redu&ccedil;&atilde;o da fome: a porcentagem de crian&ccedil;as com d&eacute;ficit de altura passou de 19,6% em 1989 para 6,8% em 2006. Os dados indicavam que o pa&iacute;s tamb&eacute;m alcan&ccedil;aria a meta nacional de erradica&ccedil;&atilde;o da fome at&eacute; 2015, ressalvada a preocupa&ccedil;&atilde;o com popula&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas, mais vulner&aacute;veis. Desagregando-se os dados por regi&atilde;o, por&eacute;m, 14,8% das crian&ccedil;as do Norte do pa&iacute;s ainda apresentava altura abaixo do esperado em 2006, uma evid&ecirc;ncia da perman&ecirc;ncia de desigualdades regionais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ODM 2: UNIVERSALIZAR A EDUCA&Ccedil;&Atilde;O PRIM&Aacute;RIA</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O ODM 2 tinha uma &uacute;nica meta, que era a de "At&eacute; 2015, garantir que meninos e meninas tenham a oportunidade de terminar o ensino prim&aacute;rio". Para  avaliar se a escolariza&ccedil;&atilde;o universal foi alcan&ccedil;ada, considera-se um valor de corte de pelo menos 97% de escolariza&ccedil;&atilde;o. De acordo com esse crit&eacute;rio, o Relat&oacute;rio dos ODM 2015 da ONU indica que o mundo n&atilde;o alcan&ccedil;ou, at&eacute; 2015, a meta de garantir que todos os meninos e as meninas tenham a oportunidade de terminar o ensino prim&aacute;rio. No entanto, foram feitos progressos significativos na expans&atilde;o do ensino prim&aacute;rio, sobretudo desde a ado&ccedil;&atilde;o dos ODM, em 2000.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A taxa de matr&iacute;cula l&iacute;quida no ensino prim&aacute;rio nos pa&iacute;ses em desenvolvimento chegou aos 91% em 2015, um aumento em rela&ccedil;&atilde;o aos 83% em 2000. O n&uacute;mero de crian&ccedil;as n&atilde;o escolarizadas com idade para frequentar o ensino prim&aacute;rio diminuiu quase &agrave; metade, em n&iacute;vel mundial, de 100 milh&otilde;es em 2000 para cerca de 57 milh&otilde;es em 2015.  A taxa de alfabetiza&ccedil;&atilde;o entre jovens de 15 a 24 anos aumentou globalmente, de 83% para 91% entre 1990 e 2015, respectivamente, havendo, tamb&eacute;m, redu&ccedil;&atilde;o na desigualdade de g&ecirc;nero. Ainda assim, nos pa&iacute;ses em desenvolvimento, muitas crian&ccedil;as com idade para frequentar o ensino prim&aacute;rio n&atilde;o frequentam a escola, e muitas crian&ccedil;as que iniciam a escola prim&aacute;ria n&atilde;o a concluem. Adicionalmente, crian&ccedil;as de agregados familiares mais pobres t&ecirc;m quatro vezes mais probabilidades de n&atilde;o serem escolarizadas do que aquelas de agregados mais ricos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Brasil, a tend&ecirc;ncia foi de progresso constante no cumprimento do ODM 2, considerando-se os dados de 2012, os mais recentes disponibilizados no &uacute;ltimo relat&oacute;rio nacional sobre os ODM, de 2014. A universaliza&ccedil;&atilde;o do acesso ao ensino fundamental foi atingida e houve melhoria substantiva do fluxo, isto &eacute;, aumentou a quantidade de crian&ccedil;as que est&atilde;o no ensino fundamental na s&eacute;rie e idade certas. Em 2012, 81% dos alunos com 12 anos estava cursando o s&eacute;timo ou o sexto anos. A percentagem de jovens de 15 a 24 anos com pelo menos seis anos de estudo completos passou de 59,9%, em 1990, para 84%, em 2012. Ou seja, a percentagem de jovens que n&atilde;o tiveram a oportunidade de completar um curso prim&aacute;rio havia ca&iacute;do, em 2012, a dois quintos do n&iacute;vel de 1990.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Embora, em 2012, 23,2% dos jovens de 15 a 24 anos n&atilde;o tivesse completado o ensino fundamental, a evolu&ccedil;&atilde;o foi consider&aacute;vel, pois essa era a situa&ccedil;&atilde;o de 66,4% dos jovens em 1990. Al&eacute;m disso, em 2012, praticamente todos os jovens de 15 a 24 anos estavam alfabetizados. Esses e outros dados evidenciam progressos expressivos do Brasil no ODM 2, durante as &uacute;ltimas d&eacute;cadas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ODM 3: PROMOVER A IGUALDADE DE G&Ecirc;NERO E A AUTONOMIA DAS MULHERES</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A meta desse ODM era "At&eacute; 2015, eliminar as disparidades entre os sexos em todos os n&iacute;veis de ensino". O Relat&oacute;rio dos ODM 2015 da ONU indica que a paridade de g&ecirc;nero na educa&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria foi atingida no ano de 2012 em 64% dos pa&iacute;ses de regi&otilde;es em desenvolvimento, mas as disparidades persistem em n&iacute;veis superiores de ensino. Mais da metade dos pa&iacute;ses com disparidade de g&ecirc;nero na educa&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria em 2012 pertenciam &agrave; &Aacute;frica Subsaariana.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No ensino secund&aacute;rio, a paridade de g&ecirc;nero foi atingida em diversas regi&otilde;es mundiais, mas na Oceania, &Aacute;frica Subsaariana e oeste da &Aacute;sia as mulheres permanecem em desvantagem, enquanto na Am&eacute;rica Latina e Caribe a desvantagem &eacute; dos homens. Em 2012, a paridade de g&ecirc;nero no ensino m&eacute;dio foi atingida em 36% dos pa&iacute;ses em desenvolvimento. No ensino superior, por&eacute;m, em apenas 4% dos pa&iacute;ses com dados dispon&iacute;veis, nas regi&otilde;es em desenvolvimento, a meta havia sido atingida em 2012.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Brasil, embora ainda haja barreiras de muitas ordens &agrave; autonomia das mulheres, e as desigualdades de g&ecirc;nero em v&aacute;rias dimens&otilde;es normalmente sejam adversas a elas, em termos educacionais a desvantagem &eacute; dos homens. No ensino fundamental, a paridade entre os sexos foi atingida em 1990. Apesar disso, a trajet&oacute;ria dos meninos &eacute; mais acidentada e, como a expectativa em rela&ccedil;&atilde;o ao trabalho &eacute; maior, muitos deles desistem dos estudos, o que se reflete em disparidades nos demais n&iacute;veis de ensino.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nos ensinos m&eacute;dio e superior, houve movimentos contr&aacute;rios no per&iacute;odo de 1990 a 2012. A escolariza&ccedil;&atilde;o dos homens no ensino m&eacute;dio aumentou mais do que a das mulheres, diminuindo a disparidade. Enquanto em 1990 havia 136 mulheres para cada 100 homens no ensino m&eacute;dio, em 2012 a propor&ccedil;&atilde;o era de 125 para 100. Uma poss&iacute;vel explica&ccedil;&atilde;o para isso &eacute; a melhoria do fluxo dos alunos no ensino fundamental, que, juntamente com o aumento da oferta de vagas no ensino m&eacute;dio, possibilitou a mais homens prosseguir nos estudos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No ensino superior, por sua vez, aumentou a desvantagem masculina. Em 1990, para cada 100 homens frequentando escolas superiores havia 126 mulheres e, em 2012, 136. Como as taxas de escolariza&ccedil;&atilde;o l&iacute;quidas da popula&ccedil;&atilde;o de 18 a 24 anos no ensino superior aumentaram, conclui-se que a expans&atilde;o do ensino superior beneficiou mais as mulheres.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia feminina, por&eacute;m, requer mais que a paridade no acesso ao ensino. Diante disso, os outros indicadores do ODM 3 dizem respeito &agrave; participa&ccedil;&atilde;o feminina no mercado de trabalho e &agrave; representa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica das mulheres. Nessas dimens&otilde;es, que n&atilde;o possuem uma meta associada, o mundo apresentou progressos, e o Brasil tamb&eacute;m.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ODM 4: REDUZIR A MORTALIDADE NA INF&Acirc;NCIA</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O ODM 4 tinha como meta "At&eacute; 2015, reduzir a mortalidade na inf&acirc;ncia a dois ter&ccedil;os do n&iacute;vel de 1990". Para tanto, foram avaliados tr&ecirc;s indicadores: a taxa de mortalidade na inf&acirc;ncia (menores de 5 anos), a taxa de mortalidade infantil (menores de 1 ano) e a propor&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as de at&eacute; 1 ano vacinadas contra o sarampo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De acordo com o Relat&oacute;rio dos ODM 2015 da ONU, a taxa mundial de mortalidade na inf&acirc;ncia caiu mais de 50% entre 1990 e 2015, variando de 90 para 43 mortes para cada mil nascidos vivos no per&iacute;odo. Cerca de 84% das crian&ccedil;as em todo o mundo recebeu pelo menos uma dose de vacina contra sarampo em 2013, um fator que ajudou a evitar aproximadamente 15,6 milh&otilde;es de mortes, somente entre 2000 e 2013. Apesar disso, em 2015 ainda morriam 16 mil crian&ccedil;as ao dia ao redor do mundo, principalmente por doen&ccedil;as evit&aacute;veis. Isso indica que muito ainda deve ser feito para atingir a meta global adotada no ODM 4.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Brasil, por&eacute;m, alcan&ccedil;ou a meta de redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade na inf&acirc;ncia. A taxa passou de 53,7 em 1990 para 17,7 &oacute;bitos por mil nascidos vivos em 2011. De 1990 a 2011, houve tamb&eacute;m redu&ccedil;&atilde;o na desigualdade regional. A taxa diminuiu em todas as regi&otilde;es do pa&iacute;s, verificando- se um ritmo mais acelerado no Nordeste (redu&ccedil;&atilde;o de 76%, m&eacute;dia de 6,6% ao ano). Em 1990, a mortalidade na regi&atilde;o Nordeste era 2,5 vezes maior que a do Sul, diferen&ccedil;a que foi reduzida para 1,6 vezes em 2011. Tudo indica que os n&iacute;veis continuariam a cair, apontando para um resultado, em 2015, superior &agrave; meta estabelecida para este ODM. Por&eacute;m, o n&iacute;vel da mortalidade ainda &eacute; elevado: tanto o Norte quanto o Nordeste ainda apresentavam, em 2011, taxas superiores a 20 &oacute;bitos de crian&ccedil;as com menos de 5 anos por mil nascidos vivos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ODM 5: MELHORAR A SA&Uacute;DE MATERNA</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O ODM 5 buscava atingir duas metas globais: "At&eacute; 2015, reduzir a mortalidade materna em tr&ecirc;s quartos do n&iacute;vel observado em 1990"; e "At&eacute; 2015, universalizar o acesso &agrave; sa&uacute;de reprodutiva". O Brasil inseriu tamb&eacute;m uma meta nacional pr&oacute;pria: "At&eacute; 2015, deter e inverter a tend&ecirc;ncia de crescimento da mortalidade por c&acirc;ncer de mama e de colo do &uacute;tero".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em termos mundiais, a sobreviv&ecirc;ncia materna melhorou bastante desde a ado&ccedil;&atilde;o dos ODM, com uma queda de 45% nas taxas globais de mortalidade, de 380 mortes de m&atilde;es para cada 100 mil nascidos vivos em 1990 para 210 em 2013. A despeito disso, havia evid&ecirc;ncias de que o mundo n&atilde;o alcan&ccedil;aria a meta global em 2015.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Brasil, a taxa de mortalidade materna caiu 55% de 1990 a 2011, passando de 141 para 64 &oacute;bitos por 100 mil nascidos vivos. No entanto, esses ainda eram valores distantes dos 35 &oacute;bitos por 100 mil nascidos vivos, estipulados como meta para o pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A segunda meta tamb&eacute;m n&atilde;o seria alcan&ccedil;ada de maneira global em 2015, pois a propor&ccedil;&atilde;o de partos atendidos por profissionais de sa&uacute;de treinados - um dos seus principais indicadores - estava por volta de 59% nos pa&iacute;ses em desenvolvimento em 1990, avan&ccedil;ando para 71% em 2014. Al&eacute;m disso, apenas 52% das gestantes realizava ao menos quatro consultas de pr&eacute;-natal em 2014, atingindo o n&uacute;mero m&iacute;nimo recomendado pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A situa&ccedil;&atilde;o brasileira, por&eacute;m, era bastante diferente: 99% dos partos eram realizados em estabelecimentos de sa&uacute;de, valor que praticamente n&atilde;o variou entre 1996 e 2011. O percentual das gestantes que compareceram a pelo menos quatro consultas de pr&eacute;-natal no Brasil, por sua vez, subiu de 83% em 2000 para 90% em 2011, ainda assim inferior &agrave; meta de universaliza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O c&acirc;ncer de colo uterino e o de mama est&atilde;o entre as principais causas de &oacute;bitos de mulheres por neoplasias, na faixa dos 30 aos 69 anos. No Brasil a taxa de mortalidade por c&acirc;ncer do colo do &uacute;tero variou ligeiramente de 2000 a 2011, quando ouve uma discreta redu&ccedil;&atilde;o de 9 para 8,5 &oacute;bitos por 100 mil mulheres. A taxa de mortalidade por c&acirc;ncer de mama, por sua vez, cresceu de 17,4 para 20,7 &oacute;bitos por 100 mil mulheres, de 1990 a 2011.  Esse aumento, por&eacute;m, pode estar relacionado &agrave; melhoria na qualidade da informa&ccedil;&atilde;o e ao esfor&ccedil;o para aumentar a detec&ccedil;&atilde;o precoce da doen&ccedil;a.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ODM 6: COMBATER O HIV/AIDS, A MAL&Aacute;RIA E OUTRAS DOEN&Ccedil;AS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O ODM 6 abrangia tr&ecirc;s metas: "At&eacute; 2015, interromper a propaga&ccedil;&atilde;o e diminuir a incid&ecirc;ncia de HIV/Aids", "At&eacute; 2010, universalizar o acesso ao tratamento de HIV/Aids" e "At&eacute; 2015, reduzir a incid&ecirc;ncia de mal&aacute;ria e outras doen&ccedil;as".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dados contidos no Relat&oacute;rio ODM 2015 da ONU apontam para uma redu&ccedil;&atilde;o de aproximadamente 40% no n&uacute;mero de novas infec&ccedil;&otilde;es por HIV entre 2000 e 2013, caindo de cerca de 3,5 milh&otilde;es para 2,1 milh&otilde;es de novos casos ao ano. Em junho de 2014, aproximadamente 13,6 milh&otilde;es de pessoas portadoras de HIV recebiam tratamento antirretroviral globalmente, um not&aacute;vel acr&eacute;scimo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s 800 mil que o recebiam em 2003. Na &Aacute;frica Subsaariana, menos de 40% de jovens com idade entre 15 e 24 anos compreendiam corretamente sobre os riscos do HIV em 2014.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Gra&ccedil;as &agrave; expans&atilde;o de interven&ccedil;&otilde;es anti-mal&aacute;ria, mais de 6,2 milh&otilde;es de mortes decorrentes da doen&ccedil;a foram evitadas entre 2000 e 2015, primariamente de crian&ccedil;as menores que cinco anos de idade, na &Aacute;frica Subsaariana. A preven&ccedil;&atilde;o, diagnose e tratamento de tuberculose pouparam estimados 37 milh&otilde;es de vidas entre 2000 e 2013.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Brasil, a taxa de detec&ccedil;&atilde;o de HIV se manteve est&aacute;vel entre 2002 e 2012, com uma m&eacute;dia de 20 casos por 100 mil habitantes. Em crian&ccedil;as na faixa et&aacute;ria de at&eacute; 5 anos, por&eacute;m, a taxa diminuiu significativamente nesse per&iacute;odo, de 6,4 para 3,4 por 100 mil habitantes. O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de estimava, em 2012, um contingente de 718 mil pessoas com HIV no Brasil, ou 0,4% da popula&ccedil;&atilde;o. Dessas, 574 mil haviam sido diagnosticadas, 436 mil estavam sendo monitoradas e 313 mil recebiam a terapia antirretroviral.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; mal&aacute;ria, nas d&eacute;cadas de 1990 e 2000 registravam-se em m&eacute;dia 458,9 mil casos por ano no Brasil. A incid&ecirc;ncia parasit&aacute;ria anual, por sua vez, recuou de 3,9 para 1,3 casos por mil habitantes, entre 1990 e 2012. Quanto &agrave; tuberculose, houve uma redu&ccedil;&atilde;o consider&aacute;vel nas taxas de incid&ecirc;ncia de novos casos observadas entre os anos de 1990 e 2011, as quais declinaram de 51,8 para 37 por 100 mil habitantes, respectivamente.  A mortalidade por tuberculose no per&iacute;odo tamb&eacute;m apresentou redu&ccedil;&atilde;o de 3,6 para 2,4 &oacute;bitos por 100 mil habitantes.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ODM 7: ASSEGURAR A SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O ODM 7 abrangia quatro metas: "Integrar os princ&iacute;pios do desenvolvimento sustent&aacute;vel nas pol&iacute;ticas e programas e reverter a perda de recursos ambientais"; "Reduzir a perda da biodiversidade, atingindo, at&eacute; 2010, uma redu&ccedil;&atilde;o significativa"; "Reduzir pela metade, at&eacute; 2015, a propor&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o sem acesso permanente e sustent&aacute;vel &agrave; &aacute;gua pot&aacute;vel e ao esgotamento sanit&aacute;rio"; e "At&eacute; 2020, ter alcan&ccedil;ado uma melhora significativa na vida de pelo menos 100 milh&otilde;es de habitantes de assentamentos prec&aacute;rios".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foi utilizado um conjunto amplo de indicadores no acompanhamento dessas metas, os quais, em alguns casos, foram diferentes ao longo do tempo, como evidenciam os diferentes relat&oacute;rios nacionais de acompanhamento dos ODM. A t&iacute;tulo de exemplo, no caso brasileiro, na &uacute;ltima vers&atilde;o do relat&oacute;rio nacional os indicadores ambientais abrangiam desde a varia&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea coberta por florestas e nas taxas de desmatamento dos biomas at&eacute; a emiss&atilde;o de gases de efeito estufa e ao consumo de subst&acirc;ncias que afetam a camada de oz&ocirc;nio, passando ainda pela propor&ccedil;&atilde;o de estoques pesqueiros dentro de limites seguros e a propor&ccedil;&atilde;o de recursos h&iacute;dricos totais utilizados, entre outros.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em termos globais, segundo dados apresentados no Relat&oacute;rio ODS de 2015 da ONU, os desmatamentos de florestas declinaram de 83 mil km<sup>2</sup> ao ano na d&eacute;cada de 1990 para 52 mil km<sup>2</sup> ao ano entre 2000 e 2010. As emiss&otilde;es mundiais de CO<sub>2</sub>, no entanto,  apresentaram um aumento de mais de 50% desde 1990.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 2015, 91% da popula&ccedil;&atilde;o mundial utilizava uma fonte de &aacute;gua pot&aacute;vel melhorada, ante 76% em 1990. Desde 1990, 2,1 bilh&otilde;es de pessoas obtiveram acesso a saneamento melhorado e a propor&ccedil;&atilde;o de pessoas que praticam a defeca&ccedil;&atilde;o ao ar livre diminuiu quase pela metade. Nas regi&otilde;es em desenvolvimento, a propor&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o urbana que vive em assentamentos prec&aacute;rios diminuiu de 39,4% para 29,7%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No que se refere ao Brasil, merece destaque a redu&ccedil;&atilde;o nas taxas anuais de desmatamento do bioma Amaz&ocirc;nia, que variaram de 27,7 mil km<sup>2</sup> em 2004 para 4,57 mil km<sup>2</sup> em 2012, uma redu&ccedil;&atilde;o de 83,5%. Por outro lado, embora os biomas extra-amaz&ocirc;nicos n&atilde;o sejam monitorados de maneira regular, estudos indicam que entre 2002 e 2008 o bioma Cerrado sofreu, em m&eacute;dia, desmatamentos da ordem de 14 mil km<sup>2</sup> anuais, valores que foram reduzidos para cerca de 6,5 mil km<sup>2</sup> em 2010.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As emiss&otilde;es de gases de efeito estufa (GEE), convertidos para CO<sub>2</sub>eq, apresentaram redu&ccedil;&atilde;o de 11 para 6,6 toneladas de CO<sub>2</sub>eq por habitante entre 2005 e 2010. Isso ocorreu devido ao decl&iacute;nio de 76,1% das emiss&otilde;es de GEE do setor Uso da Terra e Florestas no mesmo per&iacute;odo, devido &agrave; redu&ccedil;&atilde;o dos desmatamentos nos biomas Amaz&ocirc;nia e Cerrado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O percentual de pessoas sem acesso &agrave; &aacute;gua no Brasil apresentou redu&ccedil;&atilde;o de 29,9% para 14,5% entre os anos de 1990 e 2012, o que indica que o pa&iacute;s j&aacute; havia atingido parte da respectiva meta em 2012. De 1990 a 2012, o acesso ao esgotamento sanit&aacute;rio cresceu de 53% para 77%, de modo que o Brasil tamb&eacute;m j&aacute; havia cumprido esse componente da meta: a popula&ccedil;&atilde;o sem acesso ao saneamento b&aacute;sico caiu de 47% para 23%, ou seja, menos da metade do n&iacute;vel de 1990. A popula&ccedil;&atilde;o urbana em moradia inadequada no Brasil, por sua vez, caiu de 53,3%, em 1992, para 36,6% em 2012, o que representou um avan&ccedil;o significativo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ODM 8: ESTABELECER UMA PARCERIA MUNDIAL PARA O DESENVOLVIMENTO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O ODM 8 apresentava seis metas globais: "Avan&ccedil;ar no desenvolvimento de um sistema comercial e financeiro aberto, baseado em regras, previs&iacute;vel e n&atilde;o discriminat&oacute;rio"; "Atender &agrave;s necessidades especiais dos pa&iacute;ses menos desenvolvidos"; "Atender &agrave;s necessidades especiais dos pa&iacute;ses sem acesso ao mar em desenvolvimento e dos pequenos estados insulares em desenvolvimento"; "Tratar globalmente o problema da d&iacute;vida dos pa&iacute;ses em desenvolvimento, mediante medidas nacionais e internacionais de modo a tornar sua d&iacute;vida sustent&aacute;vel a longo prazo"; "Em coopera&ccedil;&atilde;o com as empresas farmac&ecirc;uticas, proporcionar o acesso a medicamentos essenciais a pre&ccedil;os acess&iacute;veis nos pa&iacute;ses em vias de desenvolvimento", e "Em coopera&ccedil;&atilde;o com o setor privado, tornar acess&iacute;veis os benef&iacute;cios das novas tecnologias, em especial das tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o e de comunica&ccedil;&otilde;es".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De acordo com o Relat&oacute;rio ODM de 2015 da ONU, a ajuda p&uacute;blica ao desenvolvimento, proveniente dos pa&iacute;ses desenvolvidos, aumentou 66% em termos reais, entre 2000 e 2014. Em 2014, 79% das importa&ccedil;&otilde;es provenientes dos pa&iacute;ses em desenvolvimento entraram nos pa&iacute;ses desenvolvidos isentas de impostos. A propor&ccedil;&atilde;o entre os encargos com a d&iacute;vida externa e os rendimentos provenientes das exporta&ccedil;&otilde;es dos pa&iacute;ses em vias de desenvolvimento diminuiu de 12% em 2000 para 3% em 2013. Desde 2015, 95% da popula&ccedil;&atilde;o mundial tem acesso a redes de comunica&ccedil;&atilde;o m&oacute;vel, e somente um ter&ccedil;o da popula&ccedil;&atilde;o das regi&otilde;es em desenvolvimento utiliza a internet, comparativamente com 82% da popula&ccedil;&atilde;o das regi&otilde;es desenvolvidas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em seus relat&oacute;rios de acompanhamento dos ODM, por&eacute;m, o Brasil reportou para o ODM 8 a&ccedil;&otilde;es voltadas para o fortalecimento e o estabelecimento de uma nova geografia do com&eacute;rcio mundial, por meio da promo&ccedil;&atilde;o do com&eacute;rcio Sul-Sul; a execu&ccedil;&atilde;o, entre 2010 e 2013, de 5.095 iniciativas de coopera&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica, em benef&iacute;cio de cerca de uma centena de pa&iacute;ses em desenvolvimento da Am&eacute;rica Latina, Caribe, &Aacute;frica e &Aacute;sia; o desenvolvimento, tamb&eacute;m entre 2010 e 2013, de 1.185 a&ccedil;&otilde;es de coopera&ccedil;&atilde;o em &aacute;reas como sa&uacute;de, agricultura, meio ambiente, trabalho e emprego, educa&ccedil;&atilde;o, entre outras, no &acirc;mbito da coopera&ccedil;&atilde;o Sul-Sul com pa&iacute;ses das Am&eacute;ricas do Sul e Central e do Caribe, al&eacute;m do estabelecimento de uma s&eacute;rie de coopera&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas bilaterais e trilaterais com diversos pa&iacute;ses em desenvolvimento. Trata-se, portanto, muito mais do relato de indicadores de processo do que de resultados, propriamente.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RENOVA&Ccedil;&Atilde;O E AMPLIA&Ccedil;&Atilde;O DE COMPROMISSOS PELA SUSTENTABILIDADE GLOBAL, PARA O PER&Iacute;ODO 2015-2030: OS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENT&Aacute;VEL</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Como parte do processo de cria&ccedil;&atilde;o de uma agenda que viria a substituir os ODM, dado o vencimento do per&iacute;odo de execu&ccedil;&atilde;o destes em 2015, em junho de 2012 foi realizada no Rio de Janeiro a Confer&ecirc;ncia das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (Rio+20). O documento resultante da Confer&ecirc;ncia, intitulado "O Futuro que Queremos", lan&ccedil;ava as bases para que os pa&iacute;ses-membros da ONU constru&iacute;ssem, coletivamente e a partir da experi&ecirc;ncia exitosa dos ODM, um novo conjunto de objetivos e metas voltadas para o desenvolvimento sustent&aacute;vel, que passariam a vigorar no per&iacute;odo p&oacute;s-2015.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ap&oacute;s mais de dois anos de negocia&ccedil;&otilde;es, em 25 de setembro de 2015, chefes de Estado e altos representantes dos 193 pa&iacute;ses-membros integrantes da Assembleia Geral da ONU adotaram o documento intitulado "Transformando Nosso Mundo: A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustent&aacute;vel", um plano de a&ccedil;&atilde;o para as pessoas, o planeta e a prosperidade. No documento, os pa&iacute;ses-membros da ONU reconhecem que "a erradica&ccedil;&atilde;o da pobreza em todas as suas formas e dimens&otilde;es, incluindo a pobreza extrema, &eacute; o maior desafio global e um requisito indispens&aacute;vel para o desenvolvimento sustent&aacute;vel". Um dos compromissos assumidos na Agenda &eacute; o de "n&atilde;o deixar ningu&eacute;m para tr&aacute;s", em refer&ecirc;ncia aos mais pobres.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Integram a Agenda 2030 um conjunto de 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (ODS; <a href="#fig1">Figura 1</a>) e 169 metas, que se tornaram vigentes por 15 anos, a partir de 1 de janeiro de 2016. Como ressalta o Minist&eacute;rio de Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores do Brasil, por&eacute;m, "a Agenda 2030 n&atilde;o se limita a propor os ODS, mas trata igualmente dos meios de implementa&ccedil;&atilde;o que permitir&atilde;o a concretiza&ccedil;&atilde;o desses objetivos e de suas metas. Esse debate engloba quest&otilde;es de alcance sist&ecirc;mico, como financiamento para o desenvolvimento, transfer&ecirc;ncia de tecnologia, capacita&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica e com&eacute;rcio internacional" &#91;4&#93;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v71n1/a11fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Brasil, a governan&ccedil;a para implementa&ccedil;&atilde;o dos ODS foi institu&iacute;da por meio do Decreto nº 8.892, de 27 de outubro de 2016, que criou a Comiss&atilde;o Nacional para os Objetivos de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (CNODS). Decorrido um ano de sua cria&ccedil;&atilde;o, em outubro de 2017 a CNODS publicou o seu Plano de A&ccedil;&atilde;o 2017-2019 &#91;5&#93;, o qual previa, como parte da estrat&eacute;gia da Agenda 2030 Brasil, a adequa&ccedil;&atilde;o das 169 metas dos ODS e seus respectivos indicadores globais &agrave; realidade brasileira. Assim, as tarefas de "nacionaliza&ccedil;&atilde;o" das metas e indicadores foram atribu&iacute;das ao Ipea e ao IBGE, respectivamente, definidos como &oacute;rg&atilde;os de assessoramento permanente da CNODS no &acirc;mbito de sua estrutura de governan&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A etapa de adequa&ccedil;&atilde;o das metas &agrave; realidade nacional levou em considera&ccedil;&atilde;o os seguintes princ&iacute;pios: 1) ader&ecirc;ncia &agrave;s metas globais, com o intuito de n&atilde;o reduzir o seu alcance e magnitude; 2) objetividade, por meio do dimensionamento quantitativo, quando as informa&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis o permitissem; 3) respeito aos compromissos, nacionais e internacionais, anteriormente assumidos pelo governo brasileiro; 4) coer&ecirc;ncia com os planos nacionais aprovados pelo Congresso Nacional (PPA e outros); 5) observ&acirc;ncia &agrave;s desigualdades regionais, e 6) observ&acirc;ncia &agrave;s desigualdades de g&ecirc;nero, de ra&ccedil;a, de etnia, de gera&ccedil;&atilde;o, de condi&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas, entre outras.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Inicialmente os pesquisadores do Ipea analisaram e debateram internamente as 169 metas globais, elaborando propostas de adequa&ccedil;&atilde;o, quando necess&aacute;rio. Posteriormente essas propostas foram apresentadas em oficinas de trabalho que contaram com a participa&ccedil;&atilde;o de mais de 600 t&eacute;cnicos e gestores no total, integrantes de 75 &oacute;rg&atilde;os governamentais envolvidos na implementa&ccedil;&atilde;o da Agenda 2030. Nessa etapa, realizada entre abril e maio de 2018, foram organizadas 17 sess&otilde;es tem&aacute;ticas e institu&iacute;dos 17 grupos interministeriais, correspondentes a cada ODS, os quais se dedicaram a apreciar a proposta inicial de adequa&ccedil;&atilde;o das metas elaborada pelo Ipea e, em seguida, a sugerir aprimoramentos necess&aacute;rios. Em continuidade aos debates iniciados nas oficinas e sess&otilde;es tem&aacute;ticas, esses grupos trabalharam coletivamente, por meio de intensa comunica&ccedil;&atilde;o via internet e reuni&otilde;es presenciais, de forma a acordarem sobre a proposta de adequa&ccedil;&atilde;o das metas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em s&iacute;ntese, de um total de 169 metas globais encaminhadas pela ONU, 167 foram consideradas pertinentes ao pa&iacute;s, ainda que muitas delas tenham requerido altera&ccedil;&otilde;es no texto para se adequarem &agrave;s especificidades nacionais. No total, 39 metas globais foram mantidas em seu formato original e 128 foram alteradas, tendo em vista a necessidade de adequ&aacute;-las &agrave; realidade brasileira, de conferir mais clareza ao seu conte&uacute;do original ou, ainda, de quantific&aacute;-las com maior precis&atilde;o. Adicionalmente, foram criadas oito novas metas, totalizando 175 metas nacionais, das quais 99 foram classificadas como final&iacute;sticas e 76 como de implementa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados desse trabalho integram relat&oacute;rio &#91;6&#93; elaborado pelo Ipea e encaminhado &agrave; CNODS, que submeteu as propostas de metas nacionais a um processo de consulta popular por meio da internet, a fim de captar e sistematizar sugest&otilde;es de adequa&ccedil;&atilde;o advindas da sociedade civil. O trabalho de adequa&ccedil;&atilde;o dos indicadores globais &agrave; realidade nacional, por sua vez, encontra-se em execu&ccedil;&atilde;o pelo IBGE (ver artigo escrito por Denise Kronemberger, neste N&uacute;cleo Tem&aacute;tico).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como se pode constatar, o Brasil apresentou avan&ccedil;os consider&aacute;veis e cumpriu grande parte das metas estabelecidas no &acirc;mbito dos ODM, para o per&iacute;odo 2000-2015. Constru&iacute;dos a partir da experi&ecirc;ncia acumulada com a implementa&ccedil;&atilde;o dos ODM, por sua vez, as metas contidas nos 17 ODS representam uma excelente oportunidade de pautar a cria&ccedil;&atilde;o e o aprimoramento de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, programas e a&ccedil;&otilde;es governamentais em todos os n&iacute;veis de governo, e assim, fazer com que estes se tornem um indutor do pa&iacute;s rumo ao almejado desenvolvimento sustent&aacute;vel nacional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em n&iacute;vel do governo federal, isso demanda buscar converg&ecirc;ncias e sinergias com instrumentos de planejamento, tais como o Plano Plurianual (PPA) e a Estrat&eacute;gia Nacional de Desenvolvimento Econ&ocirc;mico e Social (Endes). O atingimento das metas e objetivos pactuados no &acirc;mbito dos ODS, por&eacute;m, requer um esfor&ccedil;o coordenado n&atilde;o apenas ao n&iacute;vel das esferas governamentais, mas tamb&eacute;m da iniciativa privada, das ONGs e de toda a sociedade brasileira.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O desafio maior que se apresenta no momento, portanto, &eacute; fazer com que os ODS e suas respectivas metas se internalizem e se interiorizem, de fato, em nosso pa&iacute;s, permitindo que seu potencial de indutor do desenvolvimento sustent&aacute;vel realmente se concretize e traga os benef&iacute;cios almejados para a nossa sociedade, no horizonte temporal de 2030.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1.	Objetivos de Desenvolvimento do Mil&ecirc;nio - Relat&oacute;rios Nacionais de Acompanhamento. Bras&iacute;lia: Ipea, 2004, 2005, 2007, 2010 e 2014.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2.	1 US$ PPC equivale a uma medida em d&oacute;lares internacionais. Os PPC s&atilde;o fatores de Paridade de Poder de Compra, isto &eacute;, uma taxa de convers&atilde;o calculada pelo Banco Mundial, que indica quantos reais s&atilde;o necess&aacute;rios para comprar o mesmo que um d&oacute;lar americano compraria no Estados Unidos. Para fins de c&aacute;lculo do ODM 1, s&atilde;o consideradas em pobreza extrema as pessoas que vivem com menos de US$ PPC 1,25 por dia, ou US$ PPC 38,00 por m&ecirc;s, considerando a dura&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de 30,4 dias por m&ecirc;s.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3.	Relat&oacute;rio Sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Mil&ecirc;nio 2015. Nova Iorque: Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 2015.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4.	Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustent&aacute;vel. Minist&eacute;rio das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores. Dispon&iacute;vel em <a href="https://bit.ly/2CgNH9A" target="_blank">https://bit.ly/2CgNH9A</a>. Consultado em 12/12/2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5.	Comiss&atilde;o Nacional para os Objetivos de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (CNODS): Plano de A&ccedil;&atilde;o 2017-2019. CNODS, 2017. Dispon&iacute;vel em <a href="https://bit.ly/2QNUCCp" target="_blank">https://bit.ly/2QNUCCp</a>. Consultado em 12/12/2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6.	ODS - Metas Nacionais dos Objetivos de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel: Proposta de Adequa&ccedil;&atilde;o. Ipea, 2018. Dispon&iacute;vel em <a href="https://bit.ly/2oJPWy0" target="_blank">https://bit.ly/2oJPWy0</a>. Consultado em 12/12/2018.    </font></p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<source><![CDATA[Objetivos de Desenvolvimento do Milênio - Relatórios Nacionais de Acompanhamento]]></source>
<year>2014</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Ipea]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="book">
<source><![CDATA[Relatório Sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio 2015]]></source>
<year>2015</year>
<publisher-loc><![CDATA[Nova Iorque ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Organização das Nações Unidas]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="book">
<source><![CDATA[Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável]]></source>
<year></year>
<publisher-name><![CDATA[Ministério das Relações Exteriores]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="book">
<source><![CDATA[Comissão Nacional para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (CNODS): Plano de Ação 2017-2019]]></source>
<year>2017</year>
<publisher-name><![CDATA[CNODS]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="book">
<source><![CDATA[ODS - Metas Nacionais dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: Proposta de Adequação]]></source>
<year>2018</year>
<publisher-name><![CDATA[Ipea]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
