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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    <br>   INDICADORES DE SUSTENTABILIDADE</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Os desafios da constru&ccedil;&atilde;o dos indicadores ODS globais</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Denise Maria Penna Kronemberger</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assessora do gabinete da presid&ecirc;ncia do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE)</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em setembro de 2015, a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustent&aacute;vel foi adotada por 193 Estados membros da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) (Resolu&ccedil;&atilde;o 70/1) &#91;1&#93;. Dando continuidade &agrave; Agenda de Desenvolvimento do Mil&ecirc;nio (2000-2015) e ampliando seu escopo, devido &agrave; emerg&ecirc;ncia de novos desafios, ela resultou de um processo participativo de mais de dois anos (2012-2015), sob a coordena&ccedil;&atilde;o da ONU. Nesse per&iacute;odo, governos, sociedade civil, iniciativa privada e institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa contribu&iacute;ram com debates e sugest&otilde;es, atrav&eacute;s da plataforma My World, construindo, portanto, uma agenda global.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Agenda 2030 abrange temas ligados &agrave;s dimens&otilde;es ambiental, social, econ&ocirc;mica e institucional do desenvolvimento sustent&aacute;vel. &Eacute; composta por 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (ODS), 169 metas e 232 indicadores, al&eacute;m da Declara&ccedil;&atilde;o (vis&atilde;o, princ&iacute;pios e compromissos compartilhados).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O acompanhamento e a avalia&ccedil;&atilde;o das suas metas devem ser feitos nos n&iacute;veis global, regional e nacional, e o desafio &eacute; enorme para todos os que trabalham com estat&iacute;sticas e indicadores, como ser&aacute; apresentado neste trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No n&iacute;vel global, o F&oacute;rum Pol&iacute;tico de Alto N&iacute;vel sobre o Desenvolvimento Sustent&aacute;vel &#91;2&#93; (HLPF, na sigla em ingl&ecirc;s), &eacute; a inst&acirc;ncia respons&aacute;vel pela supervis&atilde;o desse acompanhamento da Agenda. Ele est&aacute; sob os ausp&iacute;cios da Assembleia Geral e do Conselho Econ&ocirc;mico e Social da ONU (Ecosoc, da sigla em ingl&ecirc;s) (Resolu&ccedil;&atilde;o 67/290). No n&iacute;vel regional, inst&acirc;ncias regionais da ONU est&atilde;o envolvidas no processo, como a Comiss&atilde;o Econ&ocirc;mica para a Am&eacute;rica Latina e Caribe (Cepal).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No n&iacute;vel nacional, essa tarefa cabe aos Estados membros. No Brasil, por exemplo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE) coordena o processo de produ&ccedil;&atilde;o dos indicadores ODS &#91;3&#93;, compromisso assumido no &acirc;mbito da Comiss&atilde;o Nacional para os ODS &#91;4&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No que se refere aos indicadores, o grande desafio colocado pela Agenda 2030 &eacute; a produ&ccedil;&atilde;o de dados de qualidade, confi&aacute;veis, peri&oacute;dicos, atualizados, relevantes, abertos, acess&iacute;veis e desagregados, baseados em fontes oficiais nacionais, com ader&ecirc;ncia aos Princ&iacute;pios Fundamentais das Estat&iacute;sticas Oficiais &#91;5&#93;, o que requer amplo trabalho de coordena&ccedil;&atilde;o e articula&ccedil;&atilde;o interinstitucional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este artigo fornece uma vis&atilde;o geral dos aspectos que envolvem a produ&ccedil;&atilde;o dos indicadores ODS, bem como quais s&atilde;o os <i>stakeholders</i> e alguns desafios enfrentados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>PROCESSO DE DISCUSS&Atilde;O E PROPOSI&Ccedil;&Atilde;O DOS INDICADORES GLOBAIS DA AGENDA 2030</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 6 de mar&ccedil;o de 2015, em sua 46ª sess&atilde;o, a Comiss&atilde;o de Estat&iacute;stica &#91;6&#93; das Na&ccedil;&otilde;es Unidas criou o Grupo de Peritos Interag&ecirc;ncias sobre Indicadores dos Objetivos de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (IAEG-SDGs, em ingl&ecirc;s). &Eacute; composto por representantes dos Institutos Nacionais de Estat&iacute;stica (INEs) dos Estados membros e inclui ag&ecirc;ncias regionais e internacionais como observadores. Os 27 membros do grupo representam regi&otilde;es do mundo, sendo que o IBGE &eacute; membro desde 2015 e representa o Brasil, os pa&iacute;ses do Mercosul e o Chile. O IAEG-SDGs foi criado com o principal objetivo de desenvolver e implementar um quadro global de indicadores para o acompanhamento das metas e objetivos da Agenda 2030 (Resolu&ccedil;&atilde;o 70/1) &#91;7&#93;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A atua&ccedil;&atilde;o do grupo tem se dado atrav&eacute;s de reuni&otilde;es presenciais (oito at&eacute; o momento) e virtuais peri&oacute;dicas, e na intera&ccedil;&atilde;o por meio eletr&ocirc;nico (e-mails). Os membros debatem quest&otilde;es t&eacute;cnicas espec&iacute;ficas sobre os indicadores, revisam e/ou refinam a lista de indicadores anualmente, revisam a classifica&ccedil;&atilde;o de indicadores Tier III (ver explica&ccedil;&atilde;o adiante), quando as ag&ecirc;ncias da ONU solicitam reclassifica&ccedil;&atilde;o, uma vez que tenham desenvolvido as metodologias dos indicadores, sugerem indicadores adicionais e indicadores proxy e elaboram seus planos de trabalho. As atividades do grupo e materiais de reuni&atilde;o est&atilde;o dispon&iacute;veis em sua homepage &#91;8&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A proposta inicial de indicadores foi submetida &agrave; Comiss&atilde;o de Estat&iacute;stica na sua 47ª sess&atilde;o, em mar&ccedil;o de 2016, tendo sido aceita (Decis&atilde;o 47/101) &#91;9&#93; e adotada pela Assembleia Geral da ONU em julho de 2017 (Resolu&ccedil;&atilde;o A/RES/71/313) &#91;10&#93;. Este quadro global inclui um conjunto inicial de indicadores que ser&atilde;o refinados anualmente, revistos pelo IAEG-SDGs e submetidos &agrave; Comiss&atilde;o de Estat&iacute;stica na 51ª sess&atilde;o, em 2020, e na 56ª sess&atilde;o, em 2025.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Coube &agrave;s ag&ecirc;ncias internacionais (sistema ONU ou n&atilde;o) o papel de defini&ccedil;&atilde;o de uma metodologia internacionalmente padronizada para o c&aacute;lculo dos indicadores globais, que permita a sua comparabilidade entre os pa&iacute;ses, al&eacute;m do c&aacute;lculo propriamente dito de tais indicadores - por isso s&atilde;o denominadas "ag&ecirc;ncias de cust&oacute;dia". S&atilde;o cerca de 50, sem contar as ag&ecirc;ncias parceiras. As doze ag&ecirc;ncias que possuem mais indicadores s&atilde;o: Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS; 30 indicadores), Programa das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para o Ambiente (Unep; 27), Banco Mundial (23), Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para Alimenta&ccedil;&atilde;o e Agricultura (FAO; 20), Fundo Internacional de Emerg&ecirc;ncia para a Inf&acirc;ncia das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (Unicef; 18), Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Educa&ccedil;&atilde;o, a Ci&ecirc;ncia e a Cultura (Unesco; 18), Escrit&oacute;rio das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC; 16), Organiza&ccedil;&atilde;o para a Coopera&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Econ&ocirc;mico (OCDE; 16), Organiza&ccedil;&atilde;o Internacional do Trabalho (ILO; 14), Escrit&oacute;rio das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Redu&ccedil;&atilde;o do Risco de Desastres (UNISDR; 11), Programa das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-Habitat; 11) e Divis&atilde;o de Estat&iacute;sticas da ONU (UNSD; 10). A maioria dos indicadores (176) possui uma &uacute;nica ag&ecirc;ncia de cust&oacute;dia &#91;11&#93;. De acordo com a Comiss&atilde;o de Estat&iacute;stica &#91;12&#93; e o IAEG, as informa&ccedil;&otilde;es a serem publicadas nos relat&oacute;rios globais dos ODS dever&atilde;o ser sempre validadas pelos pa&iacute;ses.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os pa&iacute;ses tamb&eacute;m s&atilde;o incentivados a elaborar um quadro pr&oacute;prio de indicadores com foco em aspectos espec&iacute;ficos de relev&acirc;ncia nacional, regional ou local.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em uma tentativa de facilitar a implementa&ccedil;&atilde;o do quadro de indicadores globais, na 3ª reuni&atilde;o do IAEG foi adotada uma classifica&ccedil;&atilde;o dos indicadores em Tiers, segundo a exist&ecirc;ncia ou n&atilde;o de metodologia e dados para a sua produ&ccedil;&atilde;o, conforme segue &#91;13&#93;:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Tier I:</b> indicador &eacute; conceitualmente claro, tem metodologia e padr&otilde;es internacionalmente estabelecidos e os dados s&atilde;o produzidos regularmente pelos pa&iacute;ses para no m&iacute;nimo 50% dos pa&iacute;ses e da popula&ccedil;&atilde;o em cada regi&atilde;o onde o indicador &eacute; relevante.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Tier II:</b> indicador &eacute; conceitualmente claro, tem metodologia e padr&otilde;es internacionalmente estabelecidos, mas os dados n&atilde;o s&atilde;o produzidos regularmente pelos pa&iacute;ses.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Tier III:</b> n&atilde;o tem metodologia e padr&otilde;es internacionalmente estabelecidos, mas a metodologia est&aacute; sendo (ou ser&aacute;) desenvolvida ou o indicador testado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O <a href="#qua1">quadro 1</a> mostra um desafio constante, n&atilde;o somente para as ag&ecirc;ncias de cust&oacute;dia, como tamb&eacute;m para os membros do IAEG-SDGs e para os INEs. Apresenta o n&uacute;mero de indicadores segundo a classifica&ccedil;&atilde;o em Tiers, de acordo com as datas de atualiza&ccedil;&atilde;o da referida classifica&ccedil;&atilde;o. Nota-se a redu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de indicadores Tier III desde a proposta inicial em 2016. Isso porque as ag&ecirc;ncias v&ecirc;m desenvolvendo as metodologias dos indicadores, que s&atilde;o revistas e aceitas pelo IAEG-SDGs (indicadores reclassificados de Tier III para Tier II), e assim incorporadas ao trabalho dos INEs, que avaliam a possibilidade de produzir tais indicadores, geralmente em conjunto com as demais institui&ccedil;&otilde;es produtoras de informa&ccedil;&atilde;o.  O quadro ressalta ainda que o desafio &eacute; grande, pois restam mais de 40 indicadores sem metodologia.</font></p>     <p><a name="qua1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v71n1/a12qua01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>MECANISMOS INSTITUCIONAIS PARA A PRODU&Ccedil;&Atilde;O DOS INDICADORES ODS GLOBAIS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Tendo em vista a natureza abrangente da Agenda 2030 e a requisi&ccedil;&atilde;o para produzir v&aacute;rios tipos de informa&ccedil;&atilde;o para acompanhar suas metas, nenhuma institui&ccedil;&atilde;o poder&aacute; dar conta sozinha dessa tarefa. Assim, a coopera&ccedil;&atilde;o &eacute; necess&aacute;ria para atender a demanda crescente por dados para a constru&ccedil;&atilde;o dos indicadores e por metodologias, e s&atilde;o in&uacute;meros os mecanismos institucionais de coordena&ccedil;&atilde;o e articula&ccedil;&atilde;o necess&aacute;rios &agrave; produ&ccedil;&atilde;o dos indicadores ODS, em diferentes n&iacute;veis. Na sequ&ecirc;ncia exemplificamos, de forma sucinta, alguns desses mecanismos colaborativos e os atores envolvidos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>N&Iacute;VEL GLOBAL </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A) Trabalho de articula&ccedil;&atilde;o feito pela Divis&atilde;o de Estat&iacute;stica da ONU, para coordenar o IAEG-SDGs, elaborar ferramentas metodol&oacute;gicas (guias e manuais) e de capacita&ccedil;&atilde;o &#91;14&#93;, mobilizar recursos, realizar eventos associados &agrave; Agenda 2030, publicar os indicadores na base de dados globais, entre outras tarefas: articula&ccedil;&atilde;o com ag&ecirc;ncias internacionais, Estados membros e provedores de recursos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">B) Trabalho conjunto para o desenvolvimento das metodologias de indicadores globais entre ag&ecirc;ncias de cust&oacute;dia e suas institui&ccedil;&otilde;es parceiras, no caso de o indicador ser custodiado por duas ou mais institui&ccedil;&otilde;es, como tamb&eacute;m com outras institui&ccedil;&otilde;es que participem do processo de defini&ccedil;&atilde;o metodol&oacute;gica. Um exemplo foi o trabalho conduzido pela FAO para o desenvolvimento da metodologia do indicador 2.4.1 - "Propor&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea agr&iacute;cola sob agricultura produtiva e sustent&aacute;vel", que reuniu especialistas e estat&iacute;sticos de diversos pa&iacute;ses, organiza&ccedil;&otilde;es internacionais, sociedade civil e setor privado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As metodologias dos indicadores est&atilde;o dispon&iacute;veis no reposit&oacute;rio de metadados da homepage do grupo IAEG-SDGs &#91;15&#93; e procuram seguir um modelo de apresenta&ccedil;&atilde;o que cont&eacute;m elementos que auxiliam o entendimento dos indicadores, tais como: conceitos e defini&ccedil;&otilde;es, metodologia de c&aacute;lculo, fontes de dados, indicadores relacionados, refer&ecirc;ncias, entre outros.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">C) Trabalho de avalia&ccedil;&atilde;o e aprimoramento metodol&oacute;gico de indicadores, entre ag&ecirc;ncias de cust&oacute;dia e o grupo IAEG-SDGs: ocorre quando uma ag&ecirc;ncia solicita ao IAEG-SDGs a reclassifica&ccedil;&atilde;o do indicador, de Tier III para Tier II, e o IAEG avalia a documenta&ccedil;&atilde;o enviada (metadado e resultados de estudos piloto).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">D) Fluxo de dados das ag&ecirc;ncias para o banco de dados global da divis&atilde;o de estat&iacute;stica da ONU: os indicadores calculados pelas ag&ecirc;ncias, utilizando fontes nacionais, preferencialmente, s&atilde;o enviados para a base de dados globais da ONU &#91;16&#93;. Para facilitar esse fluxo, a ONU solicitou calend&aacute;rios de coleta de dados e nomea&ccedil;&atilde;o de pontos focais para cada um dos indicadores ODS, que est&atilde;o dispon&iacute;veis na homepage do IAEG-SDGs &#91;17&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">E) Fluxos de dados das ag&ecirc;ncias da ONU para os pa&iacute;ses e vice-versa para fins de valida&ccedil;&atilde;o: quando n&atilde;o h&aacute; dados nacionais oficiais e as ag&ecirc;ncias obt&ecirc;m dados de modelagem ou estimativas, &eacute; preciso envi&aacute;-los para avalia&ccedil;&atilde;o pelos Institutos Nacionais de Estat&iacute;stica (INEs).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">F) Capacita&ccedil;&atilde;o proporcionada pelas ag&ecirc;ncias internacionais aos pa&iacute;ses atrav&eacute;s de cursos de treinamento, workshops e outras atividades. Um exemplo foi o curso promovido pela FAO sobre o indicador 15.4.2 - "&Iacute;ndice de cobertura vegetal nas regi&otilde;es de montanha", em novembro de 2018, que contou com a participa&ccedil;&atilde;o de 18 pa&iacute;ses &#91;18&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>N&Iacute;VEL REGIONAL</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As comiss&otilde;es regionais da ONU (Ex. Comiss&atilde;o Econ&ocirc;mica e Social das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a &Aacute;sia e o Pac&iacute;fico, Comiss&atilde;o Econ&ocirc;mica e Social das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a &Aacute;sia Ocidental, Comiss&atilde;o Econ&ocirc;mica das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para &Aacute;frica, Comiss&atilde;o Econ&ocirc;mica das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Europa, Comiss&atilde;o Econ&ocirc;mica das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Am&eacute;rica Latina e o Caribe) t&ecirc;m um papel fundamental de fazer o link com o F&oacute;rum Pol&iacute;tico de Alto N&iacute;vel, o Ecosoc, as ag&ecirc;ncias da ONU e os Estados membros. Representam a Agenda global nos contextos regionais, portanto, s&atilde;o uma "ponte" entre os n&iacute;veis global e nacional. Podem contribuir com a discuss&atilde;o dos indicadores ODS para as regi&otilde;es que representam, fornecer assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica, fortalecer as capacidades nos pa&iacute;ses e mobilizar recursos &#91;19&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>N&Iacute;VEL NACIONAL</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O envolvimento dos INEs &eacute; fundamental para o &ecirc;xito na produ&ccedil;&atilde;o dos indicadores. Eles t&ecirc;m o papel de coletar, processar, disseminar dados e indicadores ODS. A articula&ccedil;&atilde;o com as demais institui&ccedil;&otilde;es que formam o Sistema Estat&iacute;stico Nacional (SEN) &eacute; central.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Brasil, o IBGE formou 17 grupos de trabalho, um para cada ODS, coordenados por especialistas da institui&ccedil;&atilde;o nos diversos temas dos ODS e com a participa&ccedil;&atilde;o das demais institui&ccedil;&otilde;es produtoras de informa&ccedil;&atilde;o, tais como minist&eacute;rios, ag&ecirc;ncias reguladoras, entre outras. Alguns exemplos s&atilde;o Minist&eacute;rio do Meio Ambiente (MMA), Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a (MJ), Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia, Tecnologia, Inova&ccedil;&otilde;es e Comunica&ccedil;&otilde;es (MCTIC), Tesouro Nacional, Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais An&iacute;sio Teixeira (Inep), Banco Central do Brasil (BCB), Empresa de Pesquisa Energ&eacute;tica (EPE) e Ag&ecirc;ncia Nacional de &Aacute;guas (ANA) &#91;20&#93;. O processo de discuss&atilde;o e constru&ccedil;&atilde;o dos indicadores tem sido cooperativo. Altera&ccedil;&otilde;es constantes nos pontos focais das institui&ccedil;&otilde;es, em virtude de mudan&ccedil;as nos postos de trabalho, implicam retrabalho, sendo um dos desafios enfrentados pelas equipes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A <a href="#fig1">figura 1</a> apresenta um desenho esquem&aacute;tico que exemplifica poss&iacute;veis articula&ccedil;&otilde;es para a produ&ccedil;&atilde;o de indicadores ODS na escala nacional. Diferentes institui&ccedil;&otilde;es governamentais, sob a coordena&ccedil;&atilde;o do INE, produzem os indicadores a partir de suas bases de dados e disponibilizam em plataformas, que s&atilde;o consultadas por diferentes entidades, incluindo as organiza&ccedil;&otilde;es internacionais (Ex. ag&ecirc;ncias de cust&oacute;dia) que utilizam os indicadores para a base de dados da ONU.</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v71n1/a12fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A constru&ccedil;&atilde;o de plataformas nacionais para a dissemina&ccedil;&atilde;o de indicadores e/ou outras informa&ccedil;&otilde;es sobre ODS &eacute; muito importante porque cria um ambiente colaborativo entre diferentes atores, como diferentes produtores de dados, permite reunir e apresentar os indicadores ODS e torna-se um banco de dados (estat&iacute;stico e geoespacial) que facilita o compartilhamento dos dados, sua visualiza&ccedil;&atilde;o e dissemina&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diversos pa&iacute;ses lan&ccedil;aram suas plataformas, apresentadas em diferentes formatos e com variadas quantidades de indicadores. Alguns exemplos s&atilde;o Alemanha, Arm&ecirc;nia, Brasil, Col&ocirc;mbia, Estados Unidos, Fran&ccedil;a, M&eacute;xico, Reino Unido e diversos outros.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>COORDENA&Ccedil;&Atilde;O HORIZONTAL</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Abrange mecanismos de articula&ccedil;&atilde;o internos &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es (INEs, minist&eacute;rios e outras organiza&ccedil;&otilde;es governamentais), entre diferentes setores de uma mesma organiza&ccedil;&atilde;o, que se integram para a realiza&ccedil;&atilde;o de atividades de produ&ccedil;&atilde;o e/ou compila&ccedil;&atilde;o das bases de dados necess&aacute;rias aos c&aacute;lculos dos indicadores. &Eacute; necess&aacute;rio constituir equipes, estabelecendo lideran&ccedil;a e atribuindo responsabilidades.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>PRODU&Ccedil;&Atilde;O DOS INDICADORES ODS E SEUS DESAFIOS: UM FOCO NA DIMENS&Atilde;O AMBIENTAL</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Agenda 2030 cobre um amplo espectro de quest&otilde;es sociais, econ&ocirc;micas, ambientais e institucionais, que s&atilde;o interdisciplinares e interligadas, e cujas informa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o obtidas atrav&eacute;s de diversos m&eacute;todos e fontes (censos, pesquisas amostrais, registros administrativos, cadastros, imagens de sat&eacute;lite, entre outras fontes). A sua avalia&ccedil;&atilde;o exige um sistema de informa&ccedil;&atilde;o consolidado, em diferentes recortes territoriais e abrangendo as suas diversas dimens&otilde;es, para viabilizar a constru&ccedil;&atilde;o dos indicadores de base global, regional, nacional, municipal ou em outros recortes. Isto se configura em grande desafio para os SENs, e em particular para os INEs.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nos &uacute;ltimos anos vem crescendo a demanda por mais dados que deem conta da complexidade da Agenda 2030, sobretudo ambientais, a dimens&atilde;o mais carente, sendo que cerca da metade das metas s&atilde;o ambientais, sobretudo nos seguintes ODS: 6 (&Aacute;gua pot&aacute;vel e saneamento), 11 (Cidades e comunidades sustent&aacute;veis), 12 (Produ&ccedil;&atilde;o e consumo respons&aacute;veis), 13 (A&ccedil;&atilde;o contra a mudan&ccedil;a global do clima), 14 (Vida na &aacute;gua) e 15 (Vida terrestre).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Alguns desafios enfrentados no Brasil para a produ&ccedil;&atilde;o dos indicadores ambientais ODS s&atilde;o:</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/cic/v71n1/quad01.jpg"> Fragilidade institucional na produ&ccedil;&atilde;o de parte das informa&ccedil;&otilde;es ambientais prim&aacute;rias. Parte delas, na depend&ecirc;ncia de recursos, pode n&atilde;o ter sua continuidade assegurada.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/cic/v71n1/quad01.jpg"> Pulveriza&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o por um grande n&uacute;mero de institui&ccedil;&otilde;es, o que implica em disp&ecirc;ndio de tempo na obten&ccedil;&atilde;o e reuni&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o. Um bom exemplo &eacute; a produ&ccedil;&atilde;o do Invent&aacute;rio Nacional de Gases do Efeito Estufa, um trabalho coordenado pelo MCTIC e que envolve in&uacute;meras institui&ccedil;&otilde;es parceiras &#91;21&#93;.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/cic/v71n1/quad01.jpg"> Algumas estat&iacute;sticas s&atilde;o muito dependentes do esfor&ccedil;o despendido na obten&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es, da intensidade e abrang&ecirc;ncia dos levantamentos, como aquelas dependentes dos esfor&ccedil;os feitos pela fiscaliza&ccedil;&atilde;o de &oacute;rg&atilde;os ambientais e policiais (Ex. indicador 15.7.1. Propor&ccedil;&atilde;o da vida silvestre comercializada que foi objeto de ca&ccedil;a furtiva ou de tr&aacute;fico il&iacute;cito).</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/cic/v71n1/quad01.jpg"> Parte das informa&ccedil;&otilde;es ambientais produzidas s&atilde;o valores pontuais e "instant&acirc;neos", o que traz a quest&atilde;o de como transform&aacute;-los em indicadores nacionais. Este &eacute; o caso dos dados de qualidade das &aacute;guas para o indicador 6.3.2 (Propor&ccedil;&atilde;o de corpos h&iacute;dricos com boa qualidade ambiental) e qualidade do ar para o indicador 11.6.2 (N&iacute;vel m&eacute;dio anual de part&iacute;culas inal&aacute;veis nas cidades), produzido por ag&ecirc;ncias ambientais estaduais e municipais, cujo objetivo &eacute; fornecer valores para o monitoramento.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/cic/v71n1/quad01.jpg"> Irregularidade na produ&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o ambiental, ou seja, pesquisas sem periodicidade definida, sendo muito dependentes de quest&otilde;es or&ccedil;ament&aacute;rias, o que dificulta a produ&ccedil;&atilde;o de s&eacute;ries temporais.</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para produzir estat&iacute;sticas e indicadores ambientais com efetividade &eacute; necess&aacute;rio conhecimento espec&iacute;fico de estat&iacute;stica, conhecimento cient&iacute;fico diversificado aplicado nas &aacute;reas do meio ambiente, capacita&ccedil;&atilde;o, articula&ccedil;&atilde;o institucional e disponibilidade de recursos (financeiros, humanos e tecnol&oacute;gicos). Portanto, s&atilde;o necess&aacute;rios esfor&ccedil;os nacionais para a cria&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias &agrave; gera&ccedil;&atilde;o e ampla difus&atilde;o de estat&iacute;sticas ambientais peri&oacute;dicas e confi&aacute;veis.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um modelo referencial que pode ser utilizado como um guia metodol&oacute;gico pelos pa&iacute;ses para orientar o desenvolvimento das estat&iacute;sticas ambientais &eacute; o FDES &#91;22&#93; (Framework for the Development of Environment Statistic), elaborado pela ONU com a participa&ccedil;&atilde;o de um grupo de especialistas de diversos pa&iacute;ses, e aprovado pela Comiss&atilde;o de Estat&iacute;stica do &oacute;rg&atilde;o em 2013. &Eacute; uma estrutura multiuso, organizada e integrativa para guiar a coleta e a compila&ccedil;&atilde;o das estat&iacute;sticas ambientais de um pa&iacute;s. &Eacute; ampla e hol&iacute;stica, cobrindo todas as quest&otilde;es ambientais e aspectos relevantes para pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e tomadas de decis&atilde;o, permitindo tamb&eacute;m trabalhar com quest&otilde;es transversais como &aacute;gua, mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, agricultura e energia. Tamb&eacute;m facilita a integra&ccedil;&atilde;o das estat&iacute;sticas ambientais com as estat&iacute;sticas econ&ocirc;micas e sociais. Ele se relaciona com outros frameworks, como o Sistema de Contas Econ&ocirc;micas Ambientais &#91;23&#93;, o Framework de Sendai &#91;24&#93; e a pr&oacute;pria Agenda 2030 &#91;25&#93;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outras quest&otilde;es que merecem ser apontadas s&atilde;o apresentadas na sequ&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os indicadores globais cujos nomes se iniciam como "N&uacute;mero de pa&iacute;ses..." n&atilde;o s&atilde;o adequados para o n&iacute;vel nacional. S&atilde;o apenas indicadores que, para pa&iacute;ses, mostram a exist&ecirc;ncia (ou n&atilde;o) de algo que tem rela&ccedil;&atilde;o com a meta, como legisla&ccedil;&atilde;o, regula&ccedil;&atilde;o, estrat&eacute;gias, pol&iacute;ticas, planos de a&ccedil;&atilde;o, acordos, entre outros, n&atilde;o qualificando a quest&atilde;o (Ex. indicadores globais 1.5.3, 5.6.2, 10.7.2, 12.1.1, 13.2.1 etc.). Portanto, os pa&iacute;ses dever&atilde;o discutir, nesses casos, indicadores mais apropriados, que possam avaliar n&atilde;o somente a exist&ecirc;ncia, mas a efetividade de determinada a&ccedil;&atilde;o, por exemplo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">H&aacute; lacunas de dados que n&atilde;o permitem construir alguns indicadores ODS. No Brasil, por exemplo, aproximadamente 40 indicadores n&atilde;o possuem dados dispon&iacute;veis no pa&iacute;s, abrangendo temas como perdas econ&ocirc;micas atribu&iacute;das a desastres, agricultura sustent&aacute;vel, uso de m&eacute;todos de planejamento familiar, consumo de materiais, tr&aacute;fico de animais silvestres, v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia, tr&aacute;fico de pessoas e v&aacute;rios outros &#91;18&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os v&iacute;nculos entre as dimens&otilde;es do desenvolvimento s&atilde;o falhos ou inexistentes, no que se refere &agrave; produ&ccedil;&atilde;o dos indicadores, como em "sa&uacute;de e ambiente", ou "sa&uacute;de e condi&ccedil;&otilde;es de vida". Neste caso, precisamos investir em novas formas de registrar as informa&ccedil;&otilde;es sobre doen&ccedil;as, de modo a poder estabelecer uma associa&ccedil;&atilde;o de causalidade entre problemas ambientais e ocorr&ecirc;ncia de doen&ccedil;as, por exemplo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O grande n&uacute;mero de metas da Agenda 2030 (169) e sua complexidade, em alguns casos, faz com que v&aacute;rios aspectos das mesmas n&atilde;o sejam mensurados para uma an&aacute;lise mais completa. A meta 15.2 do ODS 15 (Vida terrestre) objetiva "at&eacute; 2020, promover a implementa&ccedil;&atilde;o da gest&atilde;o sustent&aacute;vel de todos os tipos de florestas, deter o desmatamento, restaurar florestas degradadas e aumentar substancialmente o florestamento e o reflorestamento globalmente", e apenas 1 indicador &eacute; proposto (15.2.1 - Progressos na gest&atilde;o florestal sustent&aacute;vel).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em uma conta r&aacute;pida, se cada meta tivesse tr&ecirc;s indicadores, o que seria um n&uacute;mero razo&aacute;vel para medi-las, na maioria dos casos, o n&uacute;mero de indicadores poderia chegar a 500, o que seria um desafio ainda maior do que o atual. Assim, faltam indicadores que deem conta da abrang&ecirc;ncia da Agenda.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma forma de minimizar essa lacuna em algumas metas, seria apontar indicadores de outras metas que possam ser utilizados tamb&eacute;m para compor um quadro mais completo da situa&ccedil;&atilde;o em quest&atilde;o. Um exemplo &eacute; a meta 13.1 do ODS 13. Seu objetivo &eacute; "refor&ccedil;ar a resili&ecirc;ncia e a capacidade de adapta&ccedil;&atilde;o a riscos relacionados ao clima e &agrave;s cat&aacute;strofes naturais em todos os pa&iacute;ses". S&atilde;o propostos tr&ecirc;s indicadores relacionados a desastres &#91;26&#93;. Contudo, indicadores que medem condi&ccedil;&otilde;es de vida da popula&ccedil;&atilde;o, presentes nos ODS 1 (Erradica&ccedil;&atilde;o da pobreza), 3 (Sa&uacute;de e bem-estar) e 6 (&Aacute;gua pot&aacute;vel e saneamento) poderiam ser aproveitados, uma vez que t&ecirc;m rela&ccedil;&atilde;o com o refor&ccedil;o da resili&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O princ&iacute;pio chave da Agenda 2030 &eacute; "n&atilde;o deixar ningu&eacute;m para tr&aacute;s". Dessa forma, outro desafio &eacute; a necessidade de desagregar dados, por sexo, grupos de idade, cor ou ra&ccedil;a, classes de rendimento, pessoas com defici&ecirc;ncia, localiza&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica, entre outros. O IAEG-SDGs formou um subgrupo para tratar somente desse assunto e a inten&ccedil;&atilde;o &eacute; elaborar documentos, em parceria com especialistas mundiais, que possam orientar os pa&iacute;ses na produ&ccedil;&atilde;o dos dados desagregados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na pr&aacute;tica, s&atilde;o muitas dificuldades institucionais, metodol&oacute;gicas e t&eacute;cnicas para elaborar indicadores ODS. Faltam metodologias para alguns indicadores, existem car&ecirc;ncias estat&iacute;sticas sobre os mais variados temas, n&atilde;o h&aacute; s&eacute;ries hist&oacute;ricas, em alguns casos, e alguns dados n&atilde;o est&atilde;o dispon&iacute;veis para recortes territoriais mais desagregados (munic&iacute;pios, por exemplo), entre diversas outras dificuldades apresentadas aqui.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Existem diversas institui&ccedil;&otilde;es que produzem, compilam e disseminam estat&iacute;sticas que permitem a constru&ccedil;&atilde;o de indicadores. Contudo, precisamos avan&ccedil;ar no sentido de produzir e/ou compilar ainda mais dados, para termos uma no&ccedil;&atilde;o mais abrangente do alcance da Agenda 2030. Os dados ambientais, por exemplo, ainda s&atilde;o escassos, pontuais e dispersos em diversas institui&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o existindo ainda um sistema organizado de informa&ccedil;&otilde;es para que os dados fluam de maneira padronizada e sistem&aacute;tica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; importante que os pa&iacute;ses que possuem suas plataformas ODS sinalizem os indicadores que ainda n&atilde;o conseguem produzir, devido &agrave; inexist&ecirc;ncia de dados. Mostrar que existem lacunas &eacute; positivo para orientar futuras pesquisas, para captar recursos e capacita&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para resolver, ou pelo menos equacionar, algumas das pend&ecirc;ncias aqui colocadas, um efetivo sistema de informa&ccedil;&otilde;es precisa ser implementado nos pa&iacute;ses. Este sistema deveria reunir os principais produtores prim&aacute;rios de dados e gestores de registros administrativos, padronizando metodologias e documenta&ccedil;&atilde;o de dados, integrando dados, cobrindo novos temas, definindo atribui&ccedil;&otilde;es e metas, facilitando parcerias entre institui&ccedil;&otilde;es, evitando duplica&ccedil;&atilde;o de esfor&ccedil;os, entre outras atividades. Em um sistema de informa&ccedil;&otilde;es ambientais, por exemplo, fariam parte as ag&ecirc;ncias de meio ambiente estaduais, algumas municipais, &oacute;rg&atilde;os de estat&iacute;stica federais e estaduais, institutos de pesquisa, ag&ecirc;ncias reguladoras federais e estaduais, &oacute;rg&atilde;os de meio ambiente federais, minist&eacute;rios da &aacute;rea ambiental, cient&iacute;fica e agropastoril, entre outros.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em resumo, para produzir indicadores ODS s&atilde;o necess&aacute;rios desenvolvimento metodol&oacute;gico, padr&otilde;es, guias, m&eacute;todos estat&iacute;sticos, qualidade estat&iacute;stica, estruturas de governan&ccedil;a, capacita&ccedil;&atilde;o, assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica, colabora&ccedil;&atilde;o interinstitucional (redes de coopera&ccedil;&atilde;o), mobiliza&ccedil;&atilde;o de recursos, infraestrutura e novas fontes de dados. Nesse sentido, a Agenda 2030 representa uma grande oportunidade para o fortalecimento dos sistemas estat&iacute;sticos nacionais e internacional &#91;27&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por fim, os indicadores ODS precisam ser usados pelos tomadores de decis&atilde;o e gestores, p&uacute;blicos e privados, no planejamento de a&ccedil;&otilde;es e empreendimentos, na formula&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. A apropria&ccedil;&atilde;o dos indicadores ODS por tais atores &eacute; fundamental para garantir tanto a continuidade (e a evolu&ccedil;&atilde;o) da sua produ&ccedil;&atilde;o, quanto a aplica&ccedil;&atilde;o das observa&ccedil;&otilde;es e conclus&otilde;es dele obtidas na busca efetiva de alcance das metas da Agenda 2030.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1.	United Nations. General Assembly. Resolution 70/1, 25 september 2015. "Transforming our World: the 2030 Agenda for Sustainable Development". Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.un.org/en/development/desa/population/migration/generalassembly/docs/globalcompact/A_RES_70_1_E.pdf" target="_blank">http://www.un.org/en/development/desa/population/migration/generalassembly/docs/globalcompact/A_RES_70_1_E.pdf</a>&gt;. Acesso em dez. 2018.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2.	United Nations (2018). "High Level Political Forum on Sustainable Development". In: Sustainable Development Goals Knowledge Platform. Dispon&iacute;vel em: &lt; <a href="https://sustainabledevelopment.un.org/hlpf" target="_blank">https://sustainabledevelopment.un.org/hlpf</a>&gt;. Acesso em dez. 2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3.	CNODS - Comiss&atilde;o Nacional para os ODS. "Plano de A&ccedil;&atilde;o 2017-2019". Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www4.planalto.gov.br/ods/publicacoes/plano-de-acao-da-cnods-2017-2019">http://www4.planalto.gov.br/ods/publica&ccedil;&otilde;es/plano-de-acao-da-cnods-2017-2019</a> &gt;. Acesso em nov. 2018.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4.	 A Comiss&atilde;o Nacional para os ODS (CNODS) foi institu&iacute;da por Decreto Presidencial nº 8.892, de 27 de outubro de 2016. &Eacute; uma "inst&acirc;ncia de natureza consultiva e parit&aacute;ria, cuja finalidade &eacute; internalizar, difundir e dar transpar&ecirc;ncia &agrave;s a&ccedil;&otilde;es relativas aos ODS. Conta com a participa&ccedil;&atilde;o de representantes dos tr&ecirc;s n&iacute;veis de governo e da sociedade civil, constituindo um amplo espa&ccedil;o para a articula&ccedil;&atilde;o, a mobiliza&ccedil;&atilde;o e o di&aacute;logo com os entes federativos e a sociedade" (CNODS, 2017). O IBGE e o IPEA s&atilde;o &oacute;rg&atilde;os de assessoramento t&eacute;cnico permanente.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5.	United Nations. Statistical Commission. "Fundamental principles of official statistics". New  York, 2013. Endossa e reafirma os Princ&iacute;pios Fundamentais das Estat&iacute;sticas Oficiais adotados pela Comiss&atilde;o de Estat&iacute;stica das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, em 1994, e revisa seu pre&acirc;mbulo, na 44ª sess&atilde;o. 2 p. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://unstats.un.org/unsd/dnss/gp/fundprinciples.aspx" target="_blank">http://unstats.un.org/unsd/dnss/gp/fundprinciples.aspx</a>&gt;. Acesso em: dez. 2018.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6.	A Comiss&atilde;o de Estat&iacute;stica das Na&ccedil;&otilde;es Unidas &eacute; a inst&acirc;ncia m&aacute;xima do sistema estat&iacute;stico mundial, formada por especialistas estat&iacute;sticos de alto n&iacute;vel, que decidem padr&otilde;es, desenvolvem conceitos e m&eacute;todos, que s&atilde;o usados internacionalmente e nacionalmente.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7.	United Nations. General Assembly. Resolution 70/1, 25 september 2015. "Transforming our World: the 2030 Agenda for Sustainable Development". Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.un.org/en/development/desa/population/migration/generalassembly/docs/globalcompact/A_RES_70_1_E.pdf" target="_blank">http://www.un.org/en/development/desa/population/migration/generalassembly/docs/globalcompact/A_RES_70_1_E.pdf</a>&gt;. Acesso em dez. 2018.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8.	United Nations Statistics Division. IAEG-SDGs - Inter-agency and Expert Group on SDG Indicators. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="https://unstats.un.org/sdgs/iaeg-sdgs" target="_blank">https://unstats.un.org/sdgs/iaeg-sdgs</a>&gt;. Acesso em dez. 2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9.	United Nations. Statistical Commission. "Report on the forty- -seventh session". Dispon&iacute;vel em:&lt;<a href="https://unstats.un.org/unsd/statcom/47th-session/documents/Report-on-the-47th-session-of-the-statistical-commission-E.pdf" target="_blank">https://unstats.un.org/unsd/statcom/47th-session/documents/Report-on-the-47th-session-of-the-statistical-commission-E.pdf</a>&gt;. Acesso em dez. 2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10.	 United Nations. General Assembly. Resolution 71/313, 6 july 2017. "Work of the statistical commission pertaining to the 2030 Agenda for Sustainable Development". Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://undocs.org/A/RES/71/313" target="_blank">http://undocs.org/A/RES/71/313</a>&gt;. Acesso em dez. 2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11.	United Nations. Economic and Social Council. Economic Commission for Europe. "Understanding the system of custodian agencies for SDG indicators". Geneva, 2018. Dispon&iacute;vel em: &lt; <a href="http://undocs.org/en/ECE/CES/2018/39" target="_blank">http://undocs.org/en/ECE/CES/2018/39</a>&gt;. Acesso em dez. 2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12.	 High Level Forum on Official Statistics. 48th United Nations Statistical Commission.   "Working together to measure progress towards the SDGs", 06 march 2017. Dispon&iacute;vel em:&lt; <a href="https://unstats.un.org/unsd/statcom/48th-session/side-events/20170306-3A-high-level-forum-on-official-statistics.pdf" target="_blank">https://unstats.un.org/unsd/statcom/48th-session/side-events/20170306-3A-high-level-forum-on-official-statistics.pdf</a>&gt;. Acesso em dez. 2018.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13.	United Nations. Statistics Division. "IAEG-SDGs - Tier classification for global SDG indicators". Dispon&iacute;vel em &lt;<a href="https://unstats.un.org/sdgs/iaeg-sdgs/tier-classification" target="_blank">https://unstats.un.org/sdgs/iaeg-sdgs/tier-classification</a>&gt;. Acesso em dez. 2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14.	United Nations. Statistics Division. "SDG monitoring and reporting toolkit for UN country teams". Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="https://unstats.un.org/sdgs/unct-toolkit" target="_blank">https://unstats.un.org/sdgs/unct-toolkit</a>&gt;. Acesso em dez. 2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15.	United Nations. Statistics Division. "SDG indicators - Metadata repository". Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="https://unstats.un.org/sdgs/metadata" target="_blank">https://unstats.un.org/sdgs/metadata</a>&gt;. Acesso em dez. 2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16.	United Nations.  Statistics Division. "SDG indicators -  United Nations Global SDG Database". Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="https://unstats.un.org/sdgs/indicators/database" target="_blank">https://unstats.un.org/sdgs/indicators/database</a>&gt;. Acesso em dez. 2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17.	United Nations. Statistics Division.  "SDG indicators - Data collection information &amp; Focal points". Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="https://unstats.un.org/sdgs/dataContacts" target="_blank">https://unstats.un.org/sdgs/dataContacts</a>&gt;. Acesso em dez. 2018.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18.	FAO. Mountain Partneship. <i>Measuring the Mountain Green Cover Index</i>. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.fao.org/mountain-partnership/news/news-detail/en/c/1172629" target="_blank">http://www.fao.org/mountain-partnership/news/news-detail/en/c/1172629</a>&gt;. Acesso em dez. 2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19.	United Nations. <i>The United Nations Regional Commissions and the Post-2015 Development Agenda: moving to deliver on a transformative and ambitious agenda</i>. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.regionalcommissions.org/RCpost2015devagenda.pdf" target="_blank">http://www.regionalcommissions.org/RCpost2015devagenda.pdf</a>&gt;. Acesso em dez. 2018.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20.	 IBGE. <i>Plataforma Digital ODS</i>. Dispon&iacute;vel em:&lt;<a href="https://ods.ibge.gov.br" target="_blank">https://ods.ibge.gov.br</a>&gt;. Acesso em nov. 2018.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21.	MCTIC. <i>Sirene - Sistema de Registro Nacional de Emiss&otilde;es</i>. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://sirene.mcti.gov.br" target="_blank">http://sirene.mcti.gov.br</a>&gt;. Acesso em dez. 2018.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22.	 United Nations. Statistics Division. Department of Economic and Social Affairs. <i>Framework for the Development of Environment Statistics (FDES 2013).</i> 27 january 2016. Final Official Edited Version. Dispon&iacute;vel em&lt;<a href="http://unstats.un.org/unsd/environment/fdes.htm" target="_blank">http://unstats.un.org/unsd/environment/fdes.htm</a>&gt;. Acesso em Jul. 2016.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23.	 United Nations et al. <i>System of Environmental-Economic Accounting 2012 - Central Framework.</i> United Nations, New York, 2014. Available on: <a href="https://unstats.un.org/unsd/envaccounting/seeaRev/SEEA_CF_Final_en.pdf">unstats.un.org/unsd/envaccounting/seeaRev/SEEA_CF_Final_en.pdf</a>. Acesso em jul.2016.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24.	 UNISDR. <i>Sendai Framework for Disaster Risk Reduction</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.unisdr.org/we/coordinate/sendai-framework" target="_blank">https://www.unisdr.org/we/coordinate/sendai-framework</a>. Acesso em dez. 2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25.	 United Nations". "Sustainable Development Goal (SDG) indicators correspondence with the Basic Set of Environment Statistics of the FDES 2013". Dispon&iacute;vel em: &lt; <a href="https://unstats.un.org/unsd/envstats/fdes.cshtml" target="_blank">https://unstats.un.org/unsd/envstats/fdes.cshtml</a>&gt;. Acesso em dez. 2018.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26.	 13.1.1. N&uacute;mero de mortes, pessoas desaparecidas e pessoas diretamente afetadas atribu&iacute;do a desastres por 100 mil habitantes; 13.1.2. N&uacute;mero de pa&iacute;ses que adotam e implementam estrat&eacute;gias nacionais de redu&ccedil;&atilde;o de risco de desastres em linha com o Quadro de Sendai para a Redu&ccedil;&atilde;o de Risco de Desastres 2015-2030; 13.1.3. Propor&ccedil;&atilde;o de governos locais que adotam e implementam estrat&eacute;gias locais de redu&ccedil;&atilde;o de risco de desastres em linha com as estrat&eacute;gias nacionais de redu&ccedil;&atilde;o de risco de desastres.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27.	 HLG-PCCB - High-level Group for Partnership, Coordination and Capacity-Building for Statistics for the 2030 Agenda for Sustainable Development<i>.  Cape Town Global Action Plan for Sustainable Development Data</i>, Cape Town, 15 january 2017. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="https://unstats.un.org/sdgs/hlg/cape-town-global-action-plan" target="_blank">https://unstats.un.org/sdgs/hlg/cape-town-global-action-plan</a>&gt;. Acesso em dez. 2018.    </font></p>      ]]></body><back>
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