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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    <br>   ENSAIOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A vis&atilde;o de divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica  de Jos&eacute; Reis</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Luisa Medeiros Massarani<sup>I</sup>; Juliana Passos Alves<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Coordena o Instituto Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica em Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, sediado na Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz (Fiocruz), e o Mestrado Acad&ecirc;mico em Divulga&ccedil;&atilde;o da Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Sa&uacute;de da Casa de Oswaldo Cruz - Fiocruz, criado em 2016 em parceria com a UFRJ, Funda&ccedil;&atilde;o Cecierj, Museu de Astronomia e Ci&ecirc;ncias Afins e Jardim Bot&acirc;nico    <br> <sup>II</sup>Jornalista, possui especializa&ccedil;&atilde;o em jornalismo cient&iacute;fico pelo Laborat&oacute;rio de Estudos Avan&ccedil;ados em Jornalismo (Labjor) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp, 2014). Mestre em divulga&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia, tecnologia e sa&uacute;de pela Casa de Oswaldo Cruz &ndash; Fiocruz, sendo Jos&eacute; Reis o tema de sua disserta&ccedil;&atilde;o</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>1. INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Jos&eacute; Reis &eacute; um dos nomes mais conhecidos da divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica brasileira, al&eacute;m de ter contribu&iacute;do significativamente para a constru&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia de nosso pa&iacute;s. Reis teve papel fundamental na consolida&ccedil;&atilde;o de institui&ccedil;&otilde;es como a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci&ecirc;ncia (SBPC) e a Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo &agrave; Pesquisa do Estado de S&atilde;o Paulo (Fapesp).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A atua&ccedil;&atilde;o, tanto quanto cientista como quanto divulgador, confere a Jos&eacute; Reis uma bagagem singular para falar sobre ci&ecirc;ncia e sua rela&ccedil;&atilde;o com a sociedade. Em 1947, uma d&eacute;cada antes de se aposentar pelo Instituto Biol&oacute;gico em S&atilde;o Paulo, no qual atuava como pesquisador, passou a contribuir com textos de divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica no Grupo Folha - do qual faziam parte os jornais <i>Folha da Manh&atilde;, Folha da Tarde</i> e <i>Folha da Noite</i>, e que em janeiro de 1960 se consolidaram na <i>Folha de S.Paulo </i>- e seguiu at&eacute; o ano da sua morte, em 2002, portanto, ao longo de quase seis d&eacute;cadas. Na SBPC, fez parte do grupo que criou a revista <i>Ci&ecirc;ncia &amp; Cultura</i>. Tamb&eacute;m colaborou com a revist<i>a Anhembi, </i>que circulou entre 1950 e 1962, com textos principalmente sobre pol&iacute;tica cient&iacute;fica (Mendes, 2006:238). Como reconhecimento pelo seu destacado trabalho na &aacute;rea de comunica&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia, recebeu em 1975 o Pr&ecirc;mio Kalinga, concedido pela Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Educa&ccedil;&atilde;o, a Ci&ecirc;ncia e a Cultura (Unesco) e considerado o mais importante pr&ecirc;mio internacional em divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>2. MATERIAIS E M&Eacute;TODOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para este estudo, analisamos textos escritos por Jos&eacute; Reis sobre a divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, em suas distintas abordagens. Fizemos a busca por inspe&ccedil;&atilde;o visual no Acervo Jos&eacute; Reis &#91;1&#93;, que possui materiais de sua autoria publicados em distintos peri&oacute;dicos, entre eles no jornal <i>Folha de S. Paulo</i>, na revista <i>Ci&ecirc;ncia &amp; Cultura</i> e na revista <i>Anhembi. </i>Tamb&eacute;m nos apoiamos em alguns textos do arquivo digital de suas publica&ccedil;&otilde;es nos ve&iacute;culos do Grupo Folha, em que Jos&eacute; Reis aborda especificamente reflex&otilde;es sobre divulga&ccedil;&atilde;o. Dessa forma, consolidamos um corpus de 12 textos, 10 deles presentes no arquivo f&iacute;sico.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>3. RESULTADOS E DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>3.1 O CONCEITO DE DIVULGA&Ccedil;&Atilde;O CIENT&Iacute;FICA</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em diferentes ocasi&otilde;es Jos&eacute; Reis se preocupou em delimitar os objetivos da divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica (DC) e o modo como esta deveria ser trabalhada. No entanto, a conceitua&ccedil;&atilde;o do que &eacute; a DC foi pouco trabalhada por ele. Um desses momentos foi em 1964 na revista <i>Ci&ecirc;ncia &amp; Cultura, </i>sem ter a preocupa&ccedil;&atilde;o de distinguir divulga&ccedil;&atilde;o do jornalismo cient&iacute;fico conforme pontua Bueno (2009:163).</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por divulga&ccedil;&atilde;o entende-se aqui o trabalho de comunicar ao p&uacute;blico, em linguagem acess&iacute;vel, os fatos e os princ&iacute;pios da ci&ecirc;ncia, dentro de uma filosofia que permita aproveitar o fato jornalisticamente relevante como motiva&ccedil;&atilde;o para explicar os princ&iacute;pios cient&iacute;ficos, os m&eacute;todos de a&ccedil;&atilde;o dos cientistas e a evolu&ccedil;&atilde;o das id&eacute;ias cient&iacute;ficas. Aqu&ecirc;le fato jornalisticamente interessante n&atilde;o ocorre todos os dias. Cabe, por&eacute;m, ao divulgar tornar interessantes os fatos que &ecirc;le mesmo vai respingando no notici&aacute;rio. E se tiver habilidade, far&aacute; isso at&eacute; com fatos antigos, que &ecirc;le trar&aacute; novamente &agrave; vida.  (Reis, 1964, p. 353)</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O conceito aparece tamb&eacute;m rapidamente na entrevista concedida &agrave; Alzira Alves de Abreu, em 1982. Ap&oacute;s o questionamento direto, a resposta &eacute; breve: "&Eacute; a veicula&ccedil;&atilde;o em termos simples da ci&ecirc;ncia como processo, dos princ&iacute;pios nela estabelecidos, das metodologias que emprega" &#91;2&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>3.2 COMO, O PORQU&Ecirc; E PARA QUEM</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Reis coloca a necessidade de se abordar a ci&ecirc;ncia sem estere&oacute;tipos e com uma contextualiza&ccedil;&atilde;o da pesquisa para que n&atilde;o se torne um experimento de pesquisadores isolados em sua torre de marfim.:</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;...&#93; o divulgador deve procurar transmitir a seus leitores uma imagem exata do que fazem os cientistas e de como o fazem. Como se formam eles. Como trabalham. O que produzem. O ambiente em que precisam viver, para poderem gerar o conhecimento ou dar vaz&atilde;o ao seu esp&iacute;rito criador. &#91;...&#93; Apenas a verdade, o relato sincero dos fatos ou teorias. Em geral a descoberta cient&iacute;fica j&aacute; traz em si enredo bastante para prender a aten&ccedil;&atilde;o. (<i>Folha de S. Paulo</i>, 13 de agosto de 1967, Caderno Ilustrada, p.1)</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A cobertura de ci&ecirc;ncia sensacionalista e a transforma&ccedil;&atilde;o do "meramente curioso" em cient&iacute;fico s&atilde;o preocupa&ccedil;&otilde;es constantes. No texto datilografado em ingl&ecirc;s <i>Aim and policies of science reporting </i>(1962), presente no Acervo e apresentado no Congresso Cient&iacute;fico Ibero-Americano realizado no Chile, ele comenta sobre o problema que considera recorrente.</font></p>     <blockquote>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A falta de compreens&atilde;o acerca dos dilemas cient&iacute;ficos e sua import&acirc;ncia &eacute; explicada pelo fato de que muita informa&ccedil;&atilde;o de m&aacute; qualidade &eacute; selecionada por alguns jornais e oferecida para o p&uacute;blico como conte&uacute;do de primeira qualidade. O mesmo problema pode ser observado na sele&ccedil;&atilde;o, por parte de corpos editoriais, de homens a serem entrevistados sobre assuntos cient&iacute;ficos. (Reis, 1962, p.1, tradu&ccedil;&atilde;o nossa)</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Jos&eacute; Reis n&atilde;o ignorava os temas que foram extensivamente divulgados por ag&ecirc;ncias e comentados e aproveitou para contextualiz&aacute;-los e explicar alguns conceitos de determinadas disciplinas. Tamb&eacute;m ressaltou a import&acirc;ncia de abordarem grandes acontecimentos ligados ao campo cient&iacute;fico e, como exemplo recorrente, cita o lan&ccedil;amento de foguetes e dos sat&eacute;lites Sputnik. O assunto voltou a ser abordado em um texto na revista <i>Anhembi</i> com o t&iacute;tulo de "Divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica", publicada em 1962. Jos&eacute; Reis explica em quais casos &eacute; poss&iacute;vel utilizar um acontecimento n&atilde;o necessariamente cient&iacute;fico para captar a aten&ccedil;&atilde;o do leitor:</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">N&atilde;o pode o divulgador furtar-se a comentar o fen&ocirc;meno que em determinado momento se torna "manchete", ainda que n&atilde;o lhe atribua o mesmo valor, cientificamente falando, que o ru&iacute;do da imprensa faz supor. &Eacute; a oportunidade que &ecirc;le tem de, por interm&eacute;dio do "passatempo", chegar &agrave; ci&ecirc;ncia e explicar os princ&iacute;pios cient&iacute;ficos ligados ao fen&ocirc;meno. (<i>Anhembi</i>, jul. 1962, p. 7)</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As caracter&iacute;sticas para uma divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica de qualidade elencadas por Reis, e que permanecem como modelo nos dias atuais, tinham como pano de fundo a cria&ccedil;&atilde;o de um ambiente de cultura cient&iacute;fica para as "massas", incluindo pessoas com ensino superior ou n&atilde;o, como afirma mais adiante no mesmo texto da <i>Anhembi</i>. Nesse trecho, Reis faz uma compara&ccedil;&atilde;o entre Brasil e Inglaterra, ao dialogar com as ideias do bot&acirc;nico e educador Eric Ashby:</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Qual o p&uacute;blico a que o divulgador se deve dirigir? Para Ashby h&aacute; de ser &ecirc;le o grande p&uacute;blico, o homem que em geral n&atilde;o teve instru&ccedil;&atilde;o especializada, o que n&atilde;o continuou seus estudos, e n&atilde;o os intelectuais, que para &ecirc;stes j&aacute; ofereceria a sociedade recursos v&aacute;rios de informa&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica. As condi&ccedil;&otilde;es, por&eacute;m, n&atilde;o s&atilde;o as mesmas aqui e na Inglaterra. Nossas universidades ainda est&atilde;o longe de constituir o ambiente de m&uacute;tua informa&ccedil;&atilde;o que seria desej&aacute;vel encontrar nelas. Os especialistas vivem mais ilhados do que os de outros pa&iacute;ses cientificamente mais adiantados. E o fluxo de informa&ccedil;&atilde;o atual, nos v&aacute;rios dom&iacute;nios da ci&ecirc;ncia, ainda &eacute; praticamente inexistente no sentido do professor secund&aacute;rio e do prim&aacute;rio, que na realidade n&atilde;o encontram revistas regulares que os atualizem. A divulga&ccedil;&atilde;o dos jornais e nas revistas comuns, t&ecirc;rmos gerais, por&eacute;m criteriosos, constitui muitas v&ecirc;zes a &uacute;nica fonte de informa&ccedil;&atilde;o tanto para o cidad&atilde;o comum quanto para v&aacute;rios mestres dos v&aacute;rios n&iacute;veis de ensino. (Reis, Jos&eacute;. Divulga&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica. In: <i>Anhembi</i>, jul. 1962, Separata, p. 9)</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esse trecho nos leva a considerar de forma conjunta o porqu&ecirc; e para quem a divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica se destina. Essas reflex&otilde;es ficam mais claras quando Jos&eacute; Reis escreve sobre Bernard Fontenelle (1657-1757), autor do que Jos&eacute; Reis classificou, em texto de 1977, como o primeiro documento de divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica da ci&ecirc;ncia moderna, o "Entretiens sur la plurarit&eacute; des mondes" e nomeado secret&aacute;rio-geral da Academia Francesa de Ci&ecirc;ncia. Os escritos de Fontenelle eram destinados &agrave; aristocracia, o que motiva Reis a se questionar sobre a exist&ecirc;ncia do trabalho de divulga&ccedil;&atilde;o, em texto de 1977 citado em palestra realizada no Curso de Hist&oacute;ria da Ci&ecirc;ncia do Brasil a convite de Shozo Motoyama, em 26 de maio de 1977. Em dado momento do texto, o divulgador brasileiro questiona-se sobre a exist&ecirc;ncia de um processo de populariza&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia, uma vez que Bernard Fontenelle falava apenas para a aristocracia francesa dos s&eacute;culos XVII e XVIII.</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Temos, por&eacute;m, d&uacute;vida em situar Fontenelle como popularizador da ci&ecirc;ncia, uma vez que ele se dirigia ostensivamente a uma aristocracia e manifestava at&eacute; a convic&ccedil;&atilde;o de que o conhecimento cient&iacute;fico constitu&iacute;a esp&eacute;cie de privil&eacute;gio da elite, que n&atilde;o deveria divulgar esses "mist&eacute;rios" &agrave; massa ignorante, seu objetivo era, ent&atilde;o, aristocratizar a ci&ecirc;ncia em vez de seme&aacute;-la na grande massa, como desejam os atuais divulgadores. (Reis, J.. Divulga&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica - depoimento. Datilografado. 1977)</font></p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dois anos depois, ao escrever sobre Fontenelle na <i>Folha de S. Paulo </i>ele rev&ecirc;, em parte, seu posicionamento:</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mas numa sociedade como a daqueles tempos o "grande p&uacute;blico" era mesmo aquele a que Fontenelle se dirigia, formado pelas pessoas que gravitam em torno do poder e nele influem direta ou indiretamente. Tornando a ci&ecirc;ncia apetec&iacute;vel a esse p&uacute;blico, ter&aacute; ele conquistado muita simpatia para a ci&ecirc;ncia e os cientistas e, em particular, para as chamadas ci&ecirc;ncias puras. (<i>Folha de S. Paulo</i>, 22 de abril de 1979, Caderno Ilustrada, p. 65)</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nessa &eacute;poca, 17 anos depois de falar do distanciamento dos cientistas, Jos&eacute; Reis est&aacute; mais otimista em rela&ccedil;&atilde;o ao di&aacute;logo destes com a sociedade e escreve que isso j&aacute; n&atilde;o &eacute; mais uma t&atilde;o grave preocupa&ccedil;&atilde;o, na sequ&ecirc;ncia do texto de perfil sobre Fontenelle, mas voltou a questionar o modelo de educa&ccedil;&atilde;o:</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mudaram com o tempo as formas e os meios de divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e tornou-se poss&iacute;vel atuar mais diretamente sobre p&uacute;blicos cada vez maiores. Os pr&oacute;prios cientistas se convenceram disso e hoje se envolvem em debates para as mais variadas plat&eacute;ias. E os modernos divulgadores v&ecirc;em, como uma das facetas de sua miss&atilde;o, atrair voca&ccedil;&otilde;es para a ci&ecirc;ncia, dando muitas vezes ao leitor ou ouvinte aquilo que a pr&oacute;pria escola nem sempre d&aacute;, com seu formalismo crescente. (<i>Folha de S. Paulo</i>, 22 de abril de 1979, Caderno Ilustrada, p. 65)</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ainda sobre o papel e objetivos da divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, em edi&ccedil;&atilde;o da revista <i>Ci&ecirc;ncia &amp; Cultura</i>, Jos&eacute; Reis deixou claro a necessidade de uma divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica que promova uma boa imagem da ci&ecirc;ncia perante o p&uacute;blico, uma vez que as sociedades est&atilde;o cada vez mais dependentes do progresso cient&iacute;fico e a ci&ecirc;ncia depende de financiamento dos governos para continuar sendo produzida. A preocupa&ccedil;&atilde;o com o p&uacute;blico formado por tomadores de decis&atilde;o &eacute; colocada em texto publicado na <i>Folha de S. Paulo</i>, em 1962:</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Num mundo em que a ci&ecirc;ncia desempenha papel cada vez mais importante e em que ela passou a ser um fator de soberania nacional, &eacute; evidente que o cidad&atilde;o comum, que &eacute; em &uacute;ltima an&aacute;lise quem decide quanto aos neg&oacute;cios da coletividade, tem de estar a par dos grandes problemas cient&iacute;ficos. Ele precisa entender para poder julgar, para poder apoiar sinceramente a pr&oacute;pria ci&ecirc;ncia e o seu desenvolvimento, para poder distinguir entre a verdadeira ci&ecirc;ncia e a falsa ci&ecirc;ncia ou as mistifica&ccedil;&otilde;es da ci&ecirc;ncia. (<i>Folha de S. Paulo</i>, 28 de out. de 1962. p.1).</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O trecho acima destacado &eacute; uma das v&aacute;rias men&ccedil;&otilde;es de Reis &agrave; divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica como pilar de um projeto de desenvolvimento nacional. A capacidade de alcan&ccedil;ar a "massa" com a transmiss&atilde;o dos conhecimentos da "verdadeira" ci&ecirc;ncia, traria o apoio e incentivo da sociedade a investimentos em ci&ecirc;ncia por parte dos governos e levaria, por consequ&ecirc;ncia, ao progresso da na&ccedil;&atilde;o. Nesse sentido, podemos entender essa postura de Reis como uma cren&ccedil;a demasiada no modelo de d&eacute;ficit, como sistematizam  Brossard e Lewenstein (2010). No modelo, a principal preocupa&ccedil;&atilde;o est&aacute; em suprir determinada falta de conhecimentos espec&iacute;ficos e n&atilde;o h&aacute; di&aacute;logo entre aqueles que ensinam e que s&atilde;o ensinados.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No entanto, seria apressado de nossa parte enquadrar seu trabalho nesse modelo, como uma divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica destinada &agrave; "massa" pode sugerir. Jos&eacute; Reis sempre esteve atento &agrave;s demandas da sociedade. Vale lembrar que seu trabalho de divulga&ccedil;&atilde;o junto aos produtores de aves partiu de conversas de seu colega de Instituto Biol&oacute;gico Rodolfo von Ihering. Mas a percep&ccedil;&atilde;o de que existia uma necessidade de ir al&eacute;m dos feitos cient&iacute;ficos e tamb&eacute;m expor controv&eacute;rsias &eacute; percebida ao longo dos anos. Mudan&ccedil;a n&atilde;o s&oacute; operada por ele, como um reflexo do campo, como Reis pontua em texto produzido para palestra na Universidade de S&atilde;o Paulo (USP), em maio de 1977. "A divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, que durante muito tempo se limitou quase ao prop&oacute;sito de contar ao p&uacute;blico os encantos e os aspectos interessantes da ci&ecirc;ncia, aos poucos mudou de rumo e passou a refletir tamb&eacute;m a intensidade dos problemas sociais impl&iacute;citos na ci&ecirc;ncia", escreve.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os textos de Jos&eacute; Reis nos permitem enxergar alguns avan&ccedil;os da divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica a partir de suas reflex&otilde;es enquanto divulgador. Se nos primeiros anos de <i>Folha de S. Paulo</i> ele chegou a comparar a divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica &agrave; propaganda, n&atilde;o menos de duas d&eacute;cadas depois ele faz oposi&ccedil;&atilde;o aos termos. Nas d&eacute;cadas seguintes, Reis passa a enfatizar a necessidade de a divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica n&atilde;o se deter nos feitos milagrosos da ci&ecirc;ncia, temendo um governo de especialistas. Para ele, o trabalho de divulgador n&atilde;o se limitava a informar, mas tamb&eacute;m educar o p&uacute;blico leitor ao longo do tempo, al&eacute;m de tentar envolver estudantes a se interessarem por ci&ecirc;ncia a partir da promo&ccedil;&atilde;o de feiras. Por esse motivo, apesar de ter nascido nos primeiros anos do s&eacute;culo XX, n&atilde;o podemos limitar o trabalho de Jos&eacute; Reis como sendo somente no modelo de d&eacute;ficit. A necessidade de divulgar a ci&ecirc;ncia sem sensacionalismo e apontando suas fragilidades n&atilde;o o afastou da pol&iacute;tica cient&iacute;fica e, em in&uacute;meros textos, lembrava a necessidade da pr&aacute;tica de divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica como forma de atrair a aten&ccedil;&atilde;o da sociedade e governantes para se atentarem ao investimento em ci&ecirc;ncia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>NOTAS E REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Acervo Jos&eacute; Reis est&aacute; localizado na Casa de Oswaldo Cruz da Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz no Rio de Janeiro. Os cerca de 12 mil livros e 7 mil documentos est&atilde;o em fase de cataloga&ccedil;&atilde;o e higieniza&ccedil;&atilde;o e foram doados por sua fam&iacute;lia. A coordena&ccedil;&atilde;o &eacute; de Luisa Massarani e Eliane Dias. Este estudo se insere em projeto que conta com apoio do CNPq e do ent&atilde;o Departamento de Populariza&ccedil;&atilde;o e Difus&atilde;o da Ci&ecirc;ncia e da Tecnologia (DEPTI) do ent&atilde;o Minist&eacute;rio de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o. Agradecemos em particular a Douglas Falc&atilde;o, ent&atilde;o diretor do DEPTI, Leda Pinto e &agrave; fam&iacute;lia de Jos&eacute; Reis, que generosamente cedeu o Acervo Jos&eacute; Reis &agrave; Casa de Oswaldo Cruz, em particular Marcos Reis e Ricardo Reis. Agradecemos tamb&eacute;m &agrave; equipe da <i>Folha de S. Paulo</i> que tem sistematicamente dado acesso ao acervo, especialmente a Marcelo Leite. Os artigos escritos por Reis analisados neste estudo foram reunidos no livro Massarani, L.; Dias, E. (org.). <i>Jos&eacute; Reis: reflex&otilde;es sobre a divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica</i>. 1. ed. Rio de Janeiro: Casa de Oswaldo Cruz, 2018.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=105555&pid=S0009-6725201900010001500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Para saber mais sobre Reis, ver Massarani, L.; Burlamaqui, M.; Passos, J. Jos&eacute; Reis, caixeiro-viajante da ci&ecirc;ncia. 1. ed. Rio de Janeiro: Casa de Oswaldo Cruz, 2018.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=105556&pid=S0009-6725201900010001500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2.	Abreu, A. A. CPDOC/UFRJ. Jos&eacute; Reis. 1982. Entrevista concedida &agrave; Alzira Alves de Abreu. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.canalciencia.ibict.br/notaveis/livros/jose_reis_28.html" target="_blank">http://www.canalciencia.ibict.br/notaveis/livros/jose_reis_28.html</a>&gt;. Acesso em: 14 dez. 2017.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=105558&pid=S0009-6725201900010001500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Bueno, W. da C."Jornalismo cient&iacute;fico: revisando o conceito". In: Victor, C. et al. (org). <i>Jornalismo cient&iacute;fico e desenvolvimento sustent&aacute;vel</i>. S&atilde;o Paulo: All Print, 2009. p. 157-158.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=105560&pid=S0009-6725201900010001500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Brossard, D.; Lewenstein, B. "A critical appraisal of models of public understanding of science: using practice to inform theory". In: Kahlor, L.; Stout, P. (orgs.). <i>Communicating science: new agendas in communication</i>. Routledge: Nova Iorque e Londres, 2010, p.11-39.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=105562&pid=S0009-6725201900010001500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mendes, M. "Uma perspectiva hist&oacute;rica da divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica: a atua&ccedil;&atilde;o do cientista-divulgador Jos&eacute; Reis (1948-1958)", tese de doutorado em hist&oacute;ria das ci&ecirc;ncias e da sa&uacute;de, Rio de Janeiro, Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz. 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=105564&pid=S0009-6725201900010001500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Reis, J. "A divulga&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia e o ensino". <i>Ci&ecirc;ncia &amp; Cultura</i>, S&atilde;o Paulo: SBPC, v.16, n.4, 1964.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=105566&pid=S0009-6725201900010001500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Reis, J. "Divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica". <i>Ci&ecirc;ncia &amp; Cultura</i>, S&atilde;o Paulo: SBPC, vol. 19, n.4, 1967.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=105568&pid=S0009-6725201900010001500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Reis, J. "Divulga&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia". <i>Folha da Manh&atilde;</i>, 1º de mar&ccedil;o de 1953, Caderno Atualidades e Coment&aacute;rios, p. 11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=105570&pid=S0009-6725201900010001500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Reis, J. "Examinado em semin&aacute;rio os problemas da divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica". <i>Folha de S. Paulo</i>, 28 de out. de 1962, Caderno Ilustrada, p.1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=105572&pid=S0009-6725201900010001500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Reis, J. "Divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica". <i>Folha de S. Paulo</i>, 13 de agosto de 1967, Caderno Ilustrada, p.1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=105574&pid=S0009-6725201900010001500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Reis, J. "Fontenelle e a divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica". <i>Folha de S&atilde;o Paulo</i>, 22 de abril de 1979, Caderno Ilustrada, p. 65.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=105576&pid=S0009-6725201900010001500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Reis, J. "Divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica - depoimento". Datilografado. 1977.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=105578&pid=S0009-6725201900010001500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
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