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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    <br>   ANTROPOLOGIABIOL&Oacute;GICA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Antropologia biológica: uma breve incursão histórica</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Verlan Valle Gaspar Neto</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Professor adjunto do Departamento de Direito, Humanidades e Letras da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Ao longo de sua carreira tem se dedicado, entre outros temas, &agrave; pesquisa sobre a hist&oacute;ria da bioantropologia no Brasil</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Embora a hist&oacute;ria da antropologia em geral, e da antropologia biol&oacute;gica em particular, possa ser remontada ao s&eacute;culo XVI ou mesmo antes &#91;1&#93;, v&aacute;rios estudiosos destacam os s&eacute;culos XVIII e XIX, nos Estados Unidos e na Europa, como cruciais para a sua consolida&ccedil;&atilde;o. Naquele momento, os temas da origem e evolu&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica do <i>Homo sapiens</i>, assim como o da sua diversidade fenot&iacute;pica, lida sob um prisma racial e racista, constitu&iacute;am-se em interesse central para pesquisadores provenientes das mais distintas &aacute;reas, com especial destaque para as ci&ecirc;ncias naturais e a medicina &#91;2&#93;. Grosso modo, para os estudiosos interessados nos temas assinalados anteriormente, a rubrica "antropologia" designaria aqueles estudos que, de alguma forma, contribu&iacute;ssem para elucidar a hist&oacute;ria natural do homem, algo como uma ramifica&ccedil;&atilde;o da zoologia. Essa concep&ccedil;&atilde;o da antropologia enquanto uma ci&ecirc;ncia natural aparece, por exemplo, no <i>Memoires D'Anthropologie</i> (1871), de Paul Broca, um dos mais importantes documentos relativos ao surgimento da antropologia &#91;3&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ap&oacute;s os estudos biol&oacute;gicos capitaneados por Broca e cong&ecirc;neres, emergiram tamb&eacute;m nos s&eacute;culos XIX e XX aqueles voltados para a diversidade social, cultural e lingu&iacute;stica das diferentes popula&ccedil;&otilde;es humanas, identificados como etnol&oacute;gicos (Fran&ccedil;a), de antropologia social (Inglaterra e outros pa&iacute;ses europeus) ou cultural (Estados Unidos). No in&iacute;cio, tendo como alvo principal os ent&atilde;o chamados "povos selvagens ou primitivos" (isto &eacute;, n&atilde;o ocidentais e no mais das vezes colonizados), tais estudos tinham como objetivo recolher o m&aacute;ximo poss&iacute;vel de informa&ccedil;&otilde;es sobre esses povos, compar&aacute;-las e, por conseguinte, estabelecer as leis universais que, supostamente, regeriam a "evolu&ccedil;&atilde;o" cultural de toda a humanidade rumo a um destino superior comum: assemelhar-se quase que integralmente &agrave; Europa e aos Estados Unidos. J&aacute; no s&eacute;culo XX, vertentes te&oacute;ricas na antropologia reagiram fortemente a essas ideias &#91;4, 5&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A atribui&ccedil;&atilde;o de um mesmo voc&aacute;bulo, antropologia, a estudos que v&atilde;o do mapeamento gen&eacute;tico ao entendimento das cren&ccedil;as religiosas, passando pela identifica&ccedil;&atilde;o de l&iacute;nguas e registros arqueol&oacute;gicos, para ficarmos em apenas quatro exemplos bastante pontuais, tem sido alvo de reflex&otilde;es e acalorados debates desde o s&eacute;culo XIX, principalmente no que se refere aos arranjos institucionais e &agrave;s possibilidades (ou n&atilde;o) de di&aacute;logo interno entre as suas diferentes especialidades &#91;6, 7 e 8&#93;. N&atilde;o obstante, invariavelmente a antropologia &eacute; internacionalmente concebida como uma ci&ecirc;ncia composta de pelos menos duas grandes vertentes - uma biol&oacute;gica e outra sociocultural, como atestam as in&uacute;meras associa&ccedil;&otilde;es, programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, peri&oacute;dicos, p&aacute;ginas de internet etc. mundo afora &#91;9&#93;. Em conson&acirc;ncia com a proposta deste dossi&ecirc;, neste artigo focamos o percurso hist&oacute;rico da antropologia biol&oacute;gica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>BIOANTROPOLOGIA NO CONTEXTO INTERNACIONAL</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como assinalado anteriormente, a trajet&oacute;ria da antropologia biol&oacute;gica remonta aos s&eacute;culos XVIII e XIX, ou mesmo antes, tendo como centros irradiadores a Europa e os Estados Unidos. Contudo, foi apenas a partir do s&eacute;culo XIX, quando ainda era chamada de antropologia f&iacute;sica ou simplesmente antropologia, que seu percurso de institucionaliza&ccedil;&atilde;o come&ccedil;ou a se delinear, primeiro com a cria&ccedil;&atilde;o de associa&ccedil;&otilde;es especializadas e o ganho de espa&ccedil;os em museus de hist&oacute;ria natural. Posteriormente, com a cria&ccedil;&atilde;o de cadeiras espec&iacute;ficas e as diploma&ccedil;&otilde;es dos primeiros doutores nas universidades. Alhures, os percursos se deram mais ou menos da mesma forma, por vezes concomitantemente ao que se dava nos centros irradiadores, por vezes num momento mais tardio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em todo caso, &eacute; preciso salientar que, a despeito das idiossincrasias observadas nos percursos hist&oacute;ricos da bioantropologia nos mais diversos pa&iacute;ses ao redor do mundo (por exemplo: Noruega, Jap&atilde;o ou Brasil &#91;10, 11, 12 e 13&#93;), pelo menos quatro aspectos comuns podem ser identificados: a) a centralidade concedida &agrave; ideia de "ra&ccedil;a" para explicar n&atilde;o apenas a diversidade biol&oacute;gica, mas, tamb&eacute;m, as diferen&ccedil;as psicol&oacute;gicas e culturais entre as diferentes sociedades humanas, no tempo e no espa&ccedil;o; b) tamb&eacute;m a recorr&ecirc;ncia &agrave; essa mesma categoria, "ra&ccedil;a", de modo a balizar e orientar discuss&otilde;es e interven&ccedil;&otilde;es sociopol&iacute;ticas em diferentes contextos e escalas - dos projetos de Estados-Na&ccedil;&otilde;es ao colonialismo; c) a preocupa&ccedil;&atilde;o quase absoluta com a mensura&ccedil;&atilde;o e descri&ccedil;&atilde;o dos materiais antropol&oacute;gicos, principalmente cr&acirc;nios; d) as rela&ccedil;&otilde;es conflituosas com as cada vez mais proeminentes proposi&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas que se desenvolveram na biologia evolutiva a partir do impacto ocasionado pela publica&ccedil;&atilde;o de <i>A origem das esp&eacute;cies</i> (1859), de Charles Darwin.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Embora n&atilde;o nos seja poss&iacute;vel aqui dissertar mais detalhadamente sobre cada um dos pontos aludidos no par&aacute;grafo anterior, &eacute; poss&iacute;vel afirmar que essa antropologia biol&oacute;gica de forte pendor racial, tipol&oacute;gica e arredia a alguns dos avan&ccedil;os te&oacute;ricos observados na biologia evolutiva perdurou at&eacute; mais ou menos meados do s&eacute;culo passado, quando o antrop&oacute;logo norte-americano Sherwood Washburn publicou um artigo que, at&eacute; hoje, &eacute; considerado um marco divisor na hist&oacute;ria da disciplina &#91;14&#93;. Nele, Washburn defendeu, entre outras coisas, a substitui&ccedil;&atilde;o do vi&eacute;s puramente descritivo e tipol&oacute;gico dos estudos bioantropol&oacute;gicos por uma perspectiva mais explicativa, teoricamente embasada pelas discuss&otilde;es oriundas da biologia evolutiva (principalmente aquelas relacionadas &agrave; teoria sint&eacute;tica de evolu&ccedil;&atilde;o proposta nas d&eacute;cadas de 1930 e 1940). Al&eacute;m disso, ele prop&ocirc;s uma maior aproxima&ccedil;&atilde;o com as ci&ecirc;ncias sociais, para lidar com quest&otilde;es relativas ao papel do ambiente sociocultural sobre os processos biol&oacute;gicos humanos e, principalmente, a substitui&ccedil;&atilde;o da categoria "ra&ccedil;a", fortemente assentada nas caracter&iacute;sticas fenot&iacute;picas (cor da pele, tamanho do cr&acirc;nio, textura do cabelo, altura e complei&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica etc.), pela categoria "popula&ccedil;&atilde;o", em conson&acirc;ncia com seu emprego pelos te&oacute;ricos evolutivos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Naturalmente, as proposi&ccedil;&otilde;es contidas no "manifesto" acima mencionado n&atilde;o foram incorporadas de imediato e sem alguma resist&ecirc;ncia por parte da comunidade antropol&oacute;gica &#91;15&#93;. Tanto na esfera das discuss&otilde;es internacionais, quanto nos &acirc;mbitos locais, a passagem de uma antropologia f&iacute;sica descritiva para uma antropologia biol&oacute;gica explicativa (leia-se, orientada pelos pressupostos estabelecidos pela teoria sint&eacute;tica da evolu&ccedil;&atilde;o na biologia) tem se dado, desde ent&atilde;o, em diferentes ritmos e de diferentes maneiras, nas suas mais diversas especialidades, inclusive no que toca &agrave; perman&ecirc;ncia de certo vi&eacute;s racial da diversidade biol&oacute;gica humana em alguns estudos, mesmo quando centrados exclusivamente em marcadores gen&eacute;ticos &#91;16&#93;. N&atilde;o obstante, &eacute; ineg&aacute;vel que as transforma&ccedil;&otilde;es e avan&ccedil;os observados desde ent&atilde;o, em um c&ocirc;mputo geral, levam-nos a reconhecer que a bioantropologia contempor&acirc;nea se distingue sobremaneira daquela surgida ainda no s&eacute;culo XVIII, inclusive no Brasil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Concomitante ao seu desenvolvimento te&oacute;rico-metodol&oacute;gico e institucional mais geral, ao longo de mais de um s&eacute;culo e meio, a antropologia biol&oacute;gica tem se notabilizado pela amplia&ccedil;&atilde;o de sua diversidade interna. Ao lado da paleoantropologia e da primatologia, que a comp&otilde;e desde o seu surgimento, s&atilde;o cada vez mais numerosas, entre outras, as frentes de investiga&ccedil;&atilde;o em especialidades como a paleoparasitologia e a paleoepidemiologia, a antropologia forense, a antropologia biom&eacute;dica, a bioarqueologia e a gen&eacute;tica de popula&ccedil;&otilde;es humanas &#91;2, 13, 17&#93;, algumas das quais contempladas neste dossi&ecirc;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>HIST&Oacute;RIA DA ANTROPOLOGIA BIOL&Oacute;GICA NO BRASIL</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Brasil, as pesquisas biol&oacute;gicas em antropologia remontam &agrave; primeira metade do s&eacute;culo XIX, mais precisamente aos estudos conduzidos na regi&atilde;o de Lagoa Santa, Minas Gerais, pelo naturalista dinamarqu&ecirc;s Peter Lund. Os f&oacute;sseis humanos encontrados por Lund, e que figuram entre os mais antigos do continente americano, serviram de base para o desenvolvimento da arqueologia e paleontologia no pa&iacute;s e, at&eacute; hoje, s&atilde;o alvo de interesse da comunidade antropol&oacute;gica internacional, dada a sua centralidade para o entendimento do processo de povoamento humano das Am&eacute;ricas &#91;1, 18&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mas os prim&oacute;rdios da antropologia biol&oacute;gica em terras brasileiras n&atilde;o se resumem aos estudos envolvendo popula&ccedil;&otilde;es pret&eacute;ritas. No s&eacute;culo XIX j&aacute; estavam em curso, tamb&eacute;m, diversos estudos envolvendo popula&ccedil;&otilde;es vivas, tendo como mote principal a composi&ccedil;&atilde;o racial do pa&iacute;s e o seu futuro enquanto na&ccedil;&atilde;o. Com efeito, foi na passagem do s&eacute;culo XIX para o s&eacute;culo XX que as teorias raciais e racistas da antropologia biol&oacute;gica, sobretudo no que concerne ao "problema" da miscigena&ccedil;&atilde;o entre diferentes "ra&ccedil;as", foram amplamente discutidas nos &acirc;mbitos acad&ecirc;mico e pol&iacute;tico nacionais, como atesta a farta literatura sobre o assunto &#91;1, 12, 13, 16, 19, 20, 21&#93;. N&atilde;o obstante, para al&eacute;m dos t&oacute;picos assinalados acima, tamb&eacute;m a partir desse per&iacute;odo, estendendo-se at&eacute; meados do s&eacute;culo passado, ver-se-iam desenvolver, entre outros, estudos sobre o crescimento f&iacute;sico de crian&ccedil;as e a sa&uacute;de de popula&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas, al&eacute;m daqueles em interface com a arqueologia &#91;22, 23, 24, 25&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um aspecto interessante com rela&ccedil;&atilde;o ao desenvolvimento da antropologia biol&oacute;gica no Brasil &eacute; que, diferentemente dos movimentos de transforma&ccedil;&atilde;o observados em outros contextos a partir dos anos 1950, ela permaneceu, em parte, basicamente fiel aos modelos descritivos, tipol&oacute;gicos e raciais do s&eacute;culo XIX at&eacute; mais ou menos os anos 1980/1990 - ao menos no &acirc;mbito dos estudos morfol&oacute;gicos. Esse descompasso frente ao que se observava no exterior, foi, inclusive, alvo de severas cr&iacute;ticas &agrave; &eacute;poca &#91;13, 26, 27, 28&#93;. No que se refere aos estudos moleculares, a gen&eacute;tica de popula&ccedil;&otilde;es humanas ganhou forte impulso a partir dos anos 1950, passando a responder, em boa medida, pelos estudos de antropologia biol&oacute;gica mais sofisticados no pa&iacute;s, com especial &ecirc;nfase na estrutura gen&eacute;tica da popula&ccedil;&atilde;o brasileira &#91;13, 16, 29&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esse duplo percurso experimentado pela bioantropologia brasileira a partir dos anos 1950, naturalmente, teve resson&acirc;ncia no plano institucional, especialmente no que se refere &agrave; forma&ccedil;&atilde;o e treinamento de quadros. O primeiro nicho institucional da antropologia biol&oacute;gica no Brasil foi o Museu Nacional, ainda no s&eacute;culo XIX, onde gozava de grande prest&iacute;gio &#91;1&#93;. Na passagem do s&eacute;culo XIX para o s&eacute;culo XX, ela encontrou abrigo, tamb&eacute;m, nas escolas e faculdades de medicina, como as da Bahia e de S&atilde;o Paulo, mesmo sem contar com cursos de forma&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica &#91;25&#93;. Al&eacute;m, disso, durante d&eacute;cadas, foi disciplina obrigat&oacute;ria em muitos cursos de gradua&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s &#91;1&#93;. N&atilde;o obstante, os v&aacute;rios aspectos concernentes &agrave; sua trajet&oacute;ria, j&aacute; apontados neste artigo, contribu&iacute;ram para o seu decl&iacute;nio institucional e para uma crescente dificuldade de se inserir/permanecer nos espa&ccedil;os de forma&ccedil;&atilde;o e treinamento em antropologia no Brasil. Assim sendo, e como aparece nos testemunhos de alguns profissionais ligados &agrave; &aacute;rea no pa&iacute;s &#91;30&#93;, entre os anos 1950 e 1990 a bioantropologia quase se extinguiu no pa&iacute;s. Salvo exce&ccedil;&otilde;es, como o Departamento de Antropologia do Museu Nacional, do per&iacute;odo aludido at&eacute; h&aacute; alguns anos, seu desenvolvimento institucional se deu fora do que se poderia chamar de "campo da antropologia no Brasil", notadamente nos cursos/departamentos/programas nas &aacute;reas da sa&uacute;de e das ci&ecirc;ncias biol&oacute;gicas, e recentemente na arqueologia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A despeito dos percal&ccedil;os experimentados ao longo do s&eacute;culo XX, tem-se observado, mais recentemente, um paulatino reflorescimento da &aacute;rea no Brasil, ainda que dentro dos moldes institucionais aqui relatados &#91;1, 13, 17, 25, 31&#93;. Esse fen&ocirc;meno pode ser aquilatado, por exemplo, pela cria&ccedil;&atilde;o, em 2010, do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Antropologia da Universidade Federal do Par&aacute; (PPGA-UFPA), em que a bioantropologia, ao lado da arqueologia e da antropologia sociocultural, aparece como uma das &aacute;reas de concentra&ccedil;&atilde;o em n&iacute;veis de mestrado e doutorado. Trata-se de iniciativa in&eacute;dita dentro da hist&oacute;ria da antropologia como um todo no pa&iacute;s. Soma-se a isso o fato de os profissionais que se apresentam como atuantes em antropologia biol&oacute;gica no Brasil, com ou sem forma&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica e nas mais distintas especialidades, terem uma ampla produ&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica disseminada nos mais proeminentes peri&oacute;dicos de antropologia internacionais &#91;1, 30&#93;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A reconstitui&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica de uma &aacute;rea cient&iacute;fica multifacetada e com uma trajet&oacute;ria de mais de um s&eacute;culo, como a antropologia biol&oacute;gica, num pequeno artigo de divulga&ccedil;&atilde;o, esbarra, naturalmente, em v&aacute;rias limita&ccedil;&otilde;es. Nem todos os aspectos dessa hist&oacute;ria podem ser contemplados, assim como o tratamento conferido &agrave;queles que o foram acaba sendo um pouco limitado. H&aacute; de se considerar ainda a necessidade de mais estudos hist&oacute;ricos dedicados a lan&ccedil;ar novas luzes sobre o que j&aacute; se conseguiu resgatar. N&atilde;o obstante todos esses fatores, este artigo apresentou ao leitor menos familiarizado com a vertente biol&oacute;gica da antropologia alguns dos principais pontos relativos &agrave; sua trajet&oacute;ria, tanto no pa&iacute;s quanto alhures. Portanto, ao lado dos demais artigos que comp&otilde;em este dossi&ecirc;, espera-se que os elementos aqui disponibilizados se afigurem como uma contribui&ccedil;&atilde;o para uma maior visibilidade da antropologia biol&oacute;gica feita no Brasil.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>NOTAS E REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Ver o artigo de M&uuml;ller e Silva neste dossi&ecirc;.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Little, M. A.; Sussman, R. W. "History of biological anthropology". In: Larsen, C. S. (ed.). <i>A companion to biological anthropology</i>. West Sussex: Wiley-Blackwell, pp. 13-38, 2010.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Broca, P. <i>Memoires D'Anthropologie</i>. Tomes 1 et 2. Paris: C. Reinwald et Cie. 1871. Broca &eacute; considerado um dos fundadores da antropologia. Havendo criado a Sociedade Parisiense de Antropologia em 1859, a primeira do g&ecirc;nero no mundo, ele se tornou uma refer&ecirc;ncia incontorn&aacute;vel, por praticamente todo o s&eacute;culo XIX, nos estudos biol&oacute;gicos em antropologia, a ponto de se falar numa "Escola de Broca".    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Barnard, A. <i>History and theory in anthropology</i>. Cambridge: Cambridge University Press, 2008.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Castro, C. <i>Evolucionismo cultural - textos de Morgan, Tylor e Frazer</i>. 2 ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2009.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Segal, D. A.; Yanagisako, S. J. (eds). <i>Unwrapping the sacred bundle: reflections on the disciplining of anthropology</i>. Durham and London: Duke University Press. 2005.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Ingold, T.; Palsson, G. (eds.). <i>Biosocial becoming - integrating social and biological anthropology</i>. Cambridge: Cambridge University Press, 2013.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Fuentes, A.; Wiessner, P. "Reintegrating anthropology: from inside out". In: <i>Current Anthropology</i>, 57 (suppl. 13), pp. S3-S12, 2016.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Exemplos emblem&aacute;ticos disso podem ser vistos na p&aacute;gina eletr&ocirc;nica da International Union of Anthropological and Ethnological Sciences (IUAES), cujo &uacute;ltimo congresso foi sediado no Brasil, em 2018; na p&aacute;gina eletr&ocirc;nica da Wenner-Gren Foundation for Anthropological Research, a mais importante ag&ecirc;ncia de fomento e divulga&ccedil;&atilde;o de pesquisas em antropologia no mundo; e na linha editorial de <i>Current Anthropology</i>, um dos mais prestigiosos peri&oacute;dicos de antropologia na arena internacional.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Kyllingstad, J. R. "Norwegian physical anthropology and the idea of a nordic master race". In: <i>Current Anthropology</i>, 53 (suppl. 5), p.S46-S56, 2012.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Low, M. "Physical anthropology in Japan: the Ainu and the search for the origins of the Japanese". In: <i>Current Anthropology</i>, 53 (suppl. 5), pp. S57-S68, 2012.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Santos, R. V.; Kent, M.; Gaspar Neto, V. V. "From degeneration to meeting point: historical views on race, mixture, and the biological diversity of the Brazilian population". In: Wade, P.; Beltr&aacute;n, C. L.; Restrepo, E.; Santos, R. V. (eds.). <i>Mestizo genomics - race, nation, and science in Latin America</i>. Durhan and London: Duke University Press, pp. 33-54, 2014.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Gaspar Neto, V. V. "Contributions to a historical review of biological anthropology in Brazil from the second half of the twentieth century". In: <i>Boletim do Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi - Ci&ecirc;ncias Humanas</i>, 12 (2), pp. 517-533, 2017.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Washburn, S. L. "The new physical anthropology". In: <i>Transactions of the New York Academy of Science</i>, &#91;s.l.&#93;, 13. pp. 298-304, 1951. (S&eacute;ries II).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Fuentes, A. "The new biological anthropology: bringing Washburn's new physical anthropology into 2010 and beyond - the 2008 AAPA Luncheon Lecture". In: <i>Yearbook of physical anthropology</i>, 53, pp. 2-12, 2010.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Santos, R. V. "Da morfologia &agrave;s mol&eacute;culas, de ra&ccedil;a &agrave; popula&ccedil;&atilde;o: trajet&oacute;rias conceituais em antropologia f&iacute;sica no s&eacute;culo XX". In: Maio, M. C.; Santos, R. V. (orgs.). In: <i>Ra&ccedil;a, ci&ecirc;ncias e sociedade</i>. Rio de Janeiro: Fiocruz/CCBB, pp. 125-137, 1996.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Salzano, F. M. "Biological anthropology in Brazil: the last two decades". In: <i>International Journal of Anthropology</i>, &#91;s.l.&#93;, 28 (2-3), pp. 135-148, 2013.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Da-Gl&oacute;ria, P.; Neves, W. A.; Hubbe, M. (eds.). <i>Archaeological and paleontological research in Lagoa Santa - the quest for the first Americans</i>. Cham: Springer, 2017.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Schwarcz, L. M. <i>O espet&aacute;culo das ra&ccedil;as: cientistas, institui&ccedil;&otilde;es e quest&atilde;o racial no Brasil - 1870-1930</i>. S&atilde;o Paulo: Companhia das Letras, 1993.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Lima, N. T.; S&aacute;, D. M. de. <i>Antropologia brasiliana: ci&ecirc;ncia e educa&ccedil;&atilde;o na obra de Edgard Roquette-Pinto</i>. Belo Horizonte: Editora UFMG; Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2008.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Diwan, P. <i>Ra&ccedil;a pura: uma hist&oacute;ria da eugenia no Brasil e no mundo</i>. S&atilde;o Paulo: Contexto, 2007.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Gon&ccedil;alves, A. da S.; Maio, M. C.; Santos, R. V. "Entre o laborat&oacute;rio de antropometria e a escola: a antropologia f&iacute;sica de Jos&eacute; Bastos de &Aacute;vila nas d&eacute;cadas de 1920 e 1930". In: <i>Boletim do Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi. Ci&ecirc;ncias Humanas</i>. 7 (3), pp. 671-686, 2012.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. Gon&ccedil;alves, A. da S. "Jos&eacute; Bastos de &Aacute;vila e as pesquisas em antropologia f&iacute;sica no Museu Nacional (1928-1938)". 2011. 124 f. Disserta&ccedil;&atilde;o (mestrado em hist&oacute;ria das ci&ecirc;ncias e da sa&uacute;de) - Casa de Oswaldo Cruz, Funda&ccedil;&atilde;o Instituto Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 2011.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. Santos, R. V. "Crescimento f&iacute;sico e estado nutricional de popula&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas brasileiras". In: <i>Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>, 9. pp. 46-57, 1993, suplemento 1.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25. Para o hist&oacute;rico das rela&ccedil;&otilde;es entre antropologia biol&oacute;gica e arqueologia no Brasil, ver o artigo de Mendon&ccedil;a de Souza, neste dossi&ecirc;.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26. Castro Faria, L. de. "Dez anos ap&oacute;s a primeira reuni&atilde;o brasileira de antropologia". In: <i>Antropologia - escritos exumados: espa&ccedil;o circunscrito- tempos soltos</i>. Niter&oacute;i: EdUFF, 1998. pp. 27-54. (Cole&ccedil;&atilde;o Antropologia e Ci&ecirc;ncia Pol&iacute;tica, 13).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27. Fernandes, F. "Nota da editora". In: Mussolini, Gioconda (ed.). <i>Evolu&ccedil;&atilde;o, ra&ccedil;a e cultura</i>. S&atilde;o Paulo: Nacional/USP, 1969, pp. XI-XVIII.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">28. Neves, W. A.; Atui, J. P. V. "O mito da homogeneidade biol&oacute;gica na popula&ccedil;&atilde;o paleo&iacute;ndia de Lagoa Santa: implica&ccedil;&otilde;es antropol&oacute;gicas". In: <i>Revista de Antropologia</i>, 47 (1) pp. 159-206, 2004.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">29. Parte da hist&oacute;ria da gen&eacute;tica de popula&ccedil;&otilde;es humanas no Brasil, mais precisamente no Rio Grande do Sul, pode ser contemplada no artigo de Bortolini, neste dossi&ecirc;.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">30. Gaspar Neto, V. V. "Biological anthropology in Brazil: a preliminary overview". In: <i>Vibrant- Virtual Brazilian Anthropology</i>, v. 14 (3), e143034, 2017.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">31. A antropologia forense tamb&eacute;m pode ser aqui mencionada, como aparece no artigo de Cunha, neste dossi&ecirc;.</font></p>      ]]></body><back>
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