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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A construção da antropologia biológica na Universidade Federal do Pará e a formação nos "quatro campos"]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,UFPA Programa de Pós-Graduação em Saúde, Ambiente e Sociedade na Amazônia Programa de Pós-Graduação em Antropologia Laboratório de Estudos Bioantropológicos em Saúde e Ambiente ]]></institution>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    <br>   ANTROPOLOGIABIOL&Oacute;GICA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A constru&ccedil;&atilde;o da antropologia biol&oacute;gica  na Universidade Federal do Par&aacute; e a forma&ccedil;&atilde;o nos "quatro campos"</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Let&iacute;cia Morgana M&uuml;ller<sup>I</sup>; Hilton P. Silva<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Bioarque&oacute;loga, doutoranda em bioantropologia pelo Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Antropologia da Universidade Federal do Par&aacute; (UFPA) e pesquisadora da Scientia Consultoria Cient&iacute;fica    <br>   <sup>II</sup>Coordenador do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Antropologia (PPGA) e docente do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de, Ambiente e Sociedade na Amaz&ocirc;nia (PPGSAS) da UFPA. Tamb&eacute;m &eacute; coordenador do Laborat&oacute;rio de Estudos Bioantropol&oacute;gicos em Sa&uacute;de e Ambiente (Lebios) da mesma institui&ccedil;&atilde;o</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"<i>Cada antrop&oacute;logo que conta sua hist&oacute;ria pessoal relembra como veio de um outro campo do saber, de uma outra regi&atilde;o de seu pa&iacute;s, ou de outro" </i>(Correa, 1988). </font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Talvez por uma ironia, como coloca Corr&ecirc;a, a antropologia (uma ci&ecirc;ncia que estuda o humano) tem em muitos pa&iacute;ses "tradi&ccedil;&otilde;es antropol&oacute;gicas nacionais fundadas por estrangeiros: Franz Boas nos Estados Unidos, Curt Nimuendaju no Brasil, Bronislaw Malinowski na Inglaterra" &#91;1&#93;. Talvez tamb&eacute;m fa&ccedil;a parte desse "estrangeirismo" a forma&ccedil;&atilde;o frente &agrave; disciplina da maioria dos antrop&oacute;logos no Brasil, principalmente antes da cria&ccedil;&atilde;o dos primeiros programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, ainda na d&eacute;cada de 1960, quando se tinha muitos autodidatas vindos das mais diferentes &aacute;reas do saber e que dedicavam seu tempo, entre os afazeres de sua profiss&atilde;o, a estudar o "outro". Entre esses autodidatas est&atilde;o m&eacute;dicos, naturalistas, dentistas, top&oacute;grafos, ge&oacute;grafos, engenheiros e uma ampla gama de profiss&otilde;es. Nesse conjunto de "n&atilde;o-nativos" na antropologia tamb&eacute;m est&atilde;o os autores do presente artigo - uma historiadora de forma&ccedil;&atilde;o inicial, especialista em arqueologia e estudante de bioantropologia; e um m&eacute;dico, bi&oacute;logo e bioantrop&oacute;logo por escolha, tal como estiveram os pesquisadores Maria Ang&eacute;lica Motta Mau&eacute;s, Ana&iacute;za Vergolino, Raymundo Heraldo Mau&eacute;s, Romero Ximenes Pontes, formados em hist&oacute;ria e professores que constru&iacute;ram parte significativa da hist&oacute;ria da antropologia na Universidade Federal do Par&aacute; (UFPA), assim como Ana Rita Alves, antrop&oacute;loga cujas mem&oacute;rias ser&atilde;o utilizadas como base neste artigo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O campo da antropologia surgiu no s&eacute;culo XVI com a curiosidade de se estudar o homem como uma "m&aacute;quina" de engrenagens pr&oacute;prias pass&iacute;veis de serem compreendidas &#91;2&#93;. Esse embri&atilde;o do que depois viria a ser conhecido como antropologia, sobretudo em seu in&iacute;cio, como antropologia f&iacute;sica, estava interessado em estudar os aspectos biomec&acirc;nicos e cognitivos dos seres humanos, a mat&eacute;ria funcionando por si, tendo por epifania a disseca&ccedil;&atilde;o de cad&aacute;veres e a busca por diferen&ccedil;as intr&iacute;nsecas entre as "ra&ccedil;as" que se acreditava existirem ent&atilde;o. Com o advento das grandes navega&ccedil;&otilde;es e os choques culturais consequentes do contato com os grupos nativos dos diversos continentes, a necessidade de explicar e compreender esse "outro" ficou ainda mais forte. No s&eacute;culo XVIII, esses estudos come&ccedil;am a tomar corpo de ci&ecirc;ncia e a ter preocupa&ccedil;&otilde;es cada vez maiores com as explica&ccedil;&otilde;es sobre as "ra&ccedil;as" humanas, suas diferen&ccedil;as e as consequ&ecirc;ncias dos cruzamentos &#91;3&#93;. Linnaeus, em 1735, classifica a esp&eacute;cie humana como um animal, <i>Homo sapiens,</i> e, mais tarde, Linnaeus e Blumenbach (1776) dividem a esp&eacute;cie humana em um total de cinco "ra&ccedil;as", de acordo com a geografia, a forma do cr&acirc;nio, a cor da pele e outras caracter&iacute;sticas morfol&oacute;gicas, o que levaria &agrave; uma ativa busca de cr&acirc;nios de &iacute;ndios americanos e nativos de diversas partes do mundo, configurando uma verdadeira "corrida" pela aquisi&ccedil;&atilde;o de esqueletos de diferentes popula&ccedil;&otilde;es para a forma&ccedil;&atilde;o de cole&ccedil;&otilde;es &#91;4&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A antropologia f&iacute;sica buscava, sobretudo nos cr&acirc;nios, nos ossos e nas an&aacute;lises morfom&eacute;tricas entender as diversidades visualizadas entre os grupos humanos. Da segunda metade do s&eacute;culo XX em diante, a diversidade continua a ser o pano de fundo de todos os estudos antropol&oacute;gicos, por&eacute;m agora n&atilde;o mais como forma de reificar as diferen&ccedil;as entre as supostas "ra&ccedil;as", mas buscando entender de que forma a sele&ccedil;&atilde;o natural e a cultura fazem com que os seres humanos sejam singulares, como as diferentes sociedades lidam com essas variabilidades e quais os impactos destas no cotidiano dos indiv&iacute;duos e grupos &#91;5&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A antropologia nascida no s&eacute;culo XVIII teve diferentes desdobramentos, gerando abordagens diversas na Gr&atilde;-Bretanha, Alemanha, Fran&ccedil;a e Estados Unidos, considerados como os principais pa&iacute;ses de nascimento da disciplina. No Brasil, embora o in&iacute;cio seja concomitante com aqueles pa&iacute;ses, os desdobramentos se d&atilde;o bem mais tardiamente &#91;6&#93;. Na segunda metade do s&eacute;culo XIX, o Museu Nacional (na &eacute;poca ainda denominado Museu Real) recebeu novos investimentos e consolidou a import&acirc;ncia cient&iacute;fica da antropologia. Embora n&atilde;o tenha sido o Museu a institui&ccedil;&atilde;o brasileira a apoiar diretamente Peter Lund em seu trabalho pioneiro paleontol&oacute;gico e antropol&oacute;gico em Lagoa Santa, MG, "l&aacute; foram criadas as condi&ccedil;&otilde;es para que a antropologia f&iacute;sica florescesse" &#91;7&#93;. O primeiro antrop&oacute;logo f&iacute;sico do Museu Nacional foi o m&eacute;dico Jo&atilde;o Baptista de Lacerda, brasileiro pioneiro na descri&ccedil;&atilde;o dos cr&acirc;nios, tais como os antigos de Lagoa Santa e os mais recentes de &iacute;ndios Botocudos, depositados na cole&ccedil;&atilde;o do Museu. Lacerda, que lecionou no primeiro curso de antropologia f&iacute;sica no Brasil, em 1877, foi tamb&eacute;m proponente da hip&oacute;tese de que os ind&iacute;genas contempor&acirc;neos seriam descendentes dos indiv&iacute;duos dos tempos remotos por ele analisados &#91;7&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir de 1910, poucos anos ap&oacute;s a aboli&ccedil;&atilde;o da escravid&atilde;o no pa&iacute;s,  verifica-se um crescente interesse pelo tema da miscigena&ccedil;&atilde;o &eacute;tnica e de suas rela&ccedil;&otilde;es com a forma&ccedil;&atilde;o do povo brasileiro, tendo a somatometria e a somatologia (abordagem f&iacute;sica e m&eacute;trica do corpo humano) aplicadas aos estudos dos negros, mulatos e dos brasileiros contempor&acirc;neos em geral, tornando-se foco de maior interesse, ocupando um espa&ccedil;o de destaque anteriormente dado aos ind&iacute;genas e cole&ccedil;&otilde;es arqueol&oacute;gicas &#91;8&#93;. O pesquisador mais influente em antropologia daquele per&iacute;odo foi Edgar Roquette-Pinto, m&eacute;dico de forma&ccedil;&atilde;o e etn&oacute;logo que, entre outras coisas, participou do Primeiro Congresso Universal de Ra&ccedil;as, realizado em Londres, em 1911; organizou o segundo curso de antropologia f&iacute;sica no Brasil, em 1926; e presidiu o Primeiro Congresso de Eugenia, em 1929. Roquette-Pinto tamb&eacute;m se destacou pela ampla atua&ccedil;&atilde;o nos diversos campos da antropologia, da educa&ccedil;&atilde;o e da divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outra figura de destaque, tamb&eacute;m oriunda do Museu Nacional, foi Jos&eacute; Bastos de &Aacute;vila, que organizou o terceiro curso de antropologia f&iacute;sica, em 1932, publicou o primeiro manual t&eacute;cnico brasileiro de antropologia f&iacute;sica, em 1958 &#91;7&#93;, al&eacute;m de ter organizado no pa&iacute;s, de forma pioneira, o ensino dos m&eacute;todos quantitativos aplicados &agrave; pesquisa antropol&oacute;gica. Bastos de &Aacute;vila foi um ferrenho defensor de que as condi&ccedil;&otilde;es de vida, muito mais do que quest&otilde;es ligadas a "ra&ccedil;as", influenciavam o crescimento f&iacute;sico e a sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o &#91;9&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim como nos Estados Unidos e em outros pa&iacute;ses, a primeira fase da antropologia no Brasil, compreendendo o per&iacute;odo que vai at&eacute; o final da d&eacute;cada de 1950, esteve mais relacionada &agrave;s produ&ccedil;&otilde;es em museus, com forte influ&ecirc;ncia de um modelo quatro campos (<i>four fields</i>). Neste modelo, a antropologia constitui-se na hist&oacute;ria biol&oacute;gica da humanidade em todas as suas variedades: a evolutiva, a lingu&iacute;stica, a etnol&oacute;gica e a arqueol&oacute;gica &#91;4&#93;. Nesse per&iacute;odo, houve uma intensa a&ccedil;&atilde;o de amadores autodidatas, um forte interesse pela tem&aacute;tica ind&iacute;gena e pelo processo de forma&ccedil;&atilde;o da sociedade brasileira, e uma influ&ecirc;ncia relevante da antropologia norte-americana, preocupada com a interdisciplinaridade nas pesquisas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Essa abordagem, apesar de predominar no Brasil durante o primeiro per&iacute;odo, come&ccedil;ou a dar sinais de decl&iacute;nio a partir da Segunda Reuni&atilde;o da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Antropologia (ABA), realizada em Salvador, em 1955. Distribu&iacute;da em sess&otilde;es sobre arqueologia, antropologia f&iacute;sica, lingu&iacute;stica, antropologia cultural, acultura&ccedil;&atilde;o e ensino da antropologia, o encontro exemplifica como os antrop&oacute;logos definiam a disciplina naquele momento no pa&iacute;s. Por&eacute;m, o &iacute;ndice dos trabalhos apresentados demonstra os interesses e orienta&ccedil;&otilde;es dos pesquisadores naquele momento. Os estudos de etnologia ind&iacute;gena compuseram uma sess&atilde;o e duas confer&ecirc;ncias (uma feita por H. Baldus, a outra por Darcy Ribeiro); duas confer&ecirc;ncias trataram de cultura e personalidade (Ren&eacute; Ribeiro) e de acultura&ccedil;&atilde;o (Egon Schaden). Os temas relacionados &agrave; acultura&ccedil;&atilde;o e &agrave; comunidade eram frequentes, mas o contato inter-racial, a possess&atilde;o, o messianismo e a imigra&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m receberam destaques. A antropologia f&iacute;sica, ainda presente na reuni&atilde;o de 1955, tornou-se cada vez mais rara nessas reuni&otilde;es, at&eacute; desaparecer nas d&eacute;cadas seguintes, enquanto as discuss&otilde;es acerca do ensino da antropologia passaram a aparecer com maior frequ&ecirc;ncia desde ent&atilde;o nos debates da associa&ccedil;&atilde;o &#91;1&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um per&iacute;odo de consider&aacute;vel crescimento institucional da antropologia foram as d&eacute;cadas de 1960-70 &#91;6, 10&#93;. Nesse per&iacute;odo, percebe-se o decl&iacute;nio da antropologia dos quatro campos e a ascens&atilde;o da antropologia social e cultural. Por&eacute;m, alguns museus tradicionais continuaram abrigando o trabalho de antrop&oacute;logos com abordagens mais amplas. Foi o caso de Herbert Baldus, no Museu Paulista desde 1949, e o de Eduardo Galv&atilde;o, no Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi, a partir de 1955, ampliando suas se&ccedil;&otilde;es de antropologia e com uma hegem&ocirc;nica influ&ecirc;ncia da antropologia norte-americana at&eacute; o final da d&eacute;cada de 1960 &#91;1&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na d&eacute;cada de 1960, come&ccedil;am a ser implantados os primeiros programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em antropologia nas universidades federais do Brasil &#91;10&#93;. Nessa d&eacute;cada, o antrop&oacute;logo Roberto Cardoso de Oliveira, orientando de Florestan Fernandes, da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP), organizou o primeiro curso de especializa&ccedil;&atilde;o em antropologia no Museu Nacional, que teceu cr&iacute;ticas &agrave;s bases antropol&oacute;gicas vigentes no Brasil, sob influ&ecirc;ncia da antropologia dos quatro campos, muito forte nos Estados Unidos e menos utilizada nos pa&iacute;ses europeus. Houve, ent&atilde;o, um movimento no sentido de introduzir discuss&otilde;es mais aproximadas &agrave;s antropologias brit&acirc;nica e francesa, de cunho mais social, com a teoria da fric&ccedil;&atilde;o inter&eacute;tnica, em substitui&ccedil;&atilde;o ao paradigma te&oacute;rico da acultura&ccedil;&atilde;o &#91;11&#93;. Segundo Raymundo Heraldo Mau&eacute;s, um marco nessa mudan&ccedil;a que o autor chama de "paradigma" da antropologia &eacute; a VII Reuni&atilde;o Brasileira de Antropologia (ABA) que ocorreu em Bel&eacute;m, PA, em 1966. Para Mau&eacute;s, ficou muito claro a presen&ccedil;a de dois grupos se defrontando e interagindo: "O grupo que seguia ainda o paradigma mais antigo da antropologia brasileira culturalista etc., liderada por Charles Wagley e Eduardo Galv&atilde;o; e o grupo novo que estava surgindo liderado pelo Roberto Cardoso de Oliveira com o paradigma da fric&ccedil;&atilde;o inter&eacute;tnica" &#91;12&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir dessas novas perspectivas, a participa&ccedil;&atilde;o de bioantrop&oacute;logos nos encontros da ABA foi diminuindo ainda mais. O encontro da ABA em Bel&eacute;m refletiu as principais preocupa&ccedil;&otilde;es de pesquisa da antropologia brasileira at&eacute; o momento. O maior eixo das discuss&otilde;es eram as popula&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas, com uma concentra&ccedil;&atilde;o de interesse em temas como a lingu&iacute;stica, as situa&ccedil;&otilde;es de contato, a organiza&ccedil;&atilde;o e a estrutura social. Tanto que, em consequ&ecirc;ncia das preocupa&ccedil;&otilde;es de parte dos pesquisadores de etnologia ind&iacute;gena, com propostas de a&ccedil;&otilde;es mais concretas junto aos agrupamentos humanos da Amaz&ocirc;nia, aconteceu, em 1967, em Bel&eacute;m, o curso de extens&atilde;o universit&aacute;ria "Revis&atilde;o dos estudos do homem na Amaz&ocirc;nia", uma parceria entre UFPA e o Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi &#91;13&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Depois da funda&ccedil;&atilde;o dos programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o nas d&eacute;cadas de 1960/70, &agrave; (nova) antropologia cabia enfrentar o mesmo desafio colocado na &eacute;poca aos soci&oacute;logos: "analisar, compreender e, assim, transformar a sociedade brasileira" &#91;10&#93;. Aos poucos, a antropologia biol&oacute;gica/f&iacute;sica torna-se um campo rarefeito no cen&aacute;rio das pesquisas brasileiras, a arqueologia se aninha nos museus e a antropologia social/cultural se fortalece nos programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A ANTROPOLOGIA F&Iacute;SICA NA UFPA</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para a constru&ccedil;&atilde;o do cen&aacute;rio hist&oacute;rico do ensino da antropologia biol&oacute;gica/f&iacute;sica na UFPA, ser&atilde;o utilizadas, principalmente, as informa&ccedil;&otilde;es orais cedidas por seis professores que atuaram a partir das d&eacute;cadas de 1960 e 1970 na institui&ccedil;&atilde;o, lecionando e pesquisando em antropologia, construindo a hist&oacute;ria deste campo de pesquisa &#91;14&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ap&oacute;s o t&eacute;rmino da Segunda Guerra Mundial, as institui&ccedil;&otilde;es brasileiras retomaram suas atividades com uma expressiva reestrutura&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica. Esse foi um per&iacute;odo em que disciplinas de antropologia f&iacute;sica e evolu&ccedil;&atilde;o humana foram inclu&iacute;das nas grades curriculares dos cursos de humanidades, pr&aacute;tica que, embora ajudasse a atenuar a dicotomia "biol&oacute;gicas versus humanidades", produzia pouco retorno pr&aacute;tico devido &agrave; dificuldade em formar pesquisadores habilitados para a dimens&atilde;o mais biol&oacute;gica da antropologia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A antropologia na UFPA nasce no mesmo contexto p&oacute;s-guerra de outras universidades brasileiras, com o aparecimento dos cursos de gradua&ccedil;&atilde;o em ci&ecirc;ncias sociais, hist&oacute;ria e geografia &#91;12&#93;. A antropologia f&iacute;sica come&ccedil;ou a ser ministrada ainda na d&eacute;cada de 1950, no curso de hist&oacute;ria e geografia, surgido para atender &agrave; demanda de forma&ccedil;&atilde;o de professores para atuar no ensino ginasial e secundarista. Em pouco mais de uma d&eacute;cada, percebeu-se que hist&oacute;ria e geografia eram grandes demais para continuarem unidas, e foram separadas, sendo que o novo curso de hist&oacute;ria passou a ser associado com a antropologia&nbsp;&#91;15&#93;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesse novo curso de hist&oacute;ria, os alunos tinham contato com duas importantes disciplinas da antropologia: etnografia e etnologia do Brasil e antropologia f&iacute;sica. A disciplina de etnografia e etnologia do Brasil era ministrada pelo professor Arthur Napole&atilde;o Figueiredo e estava alocada no terceiro ano do curso. Esse professor dispunha de dedica&ccedil;&atilde;o exclusiva para a universidade. Seu prop&oacute;sito, segundo Ana&iacute;za Vergolino, era o de formar uma equipe de antrop&oacute;logos de diferentes &aacute;reas, chegando, inclusive, a adquirir equipamentos para um laborat&oacute;rio de antropologia f&iacute;sica, embora tal laborat&oacute;rio nunca tivesse existido fisicamente 16&#93;. Apesar de Figueiredo trabalhar na universidade, havia uma grande intera&ccedil;&atilde;o com o Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi e, em consequ&ecirc;ncia, uma forte influ&ecirc;ncia da antropologia dos quatro campos dominantes naquela institui&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Laborat&oacute;rio de Antropologia coordenado por Figueiredo levava alunos para fazer pesquisas de campo, desenvolvia pesquisas etnogr&aacute;ficas e era atuante nas &aacute;reas social e cultural. Uma importante pesquisa desenvolvida foi a de "Batuques de Bel&eacute;m" (manifesta&ccedil;&atilde;o cultural afro-brasileira), em meados da d&eacute;cada de 1960, que resultou nas primeiras exposi&ccedil;&otilde;es de religi&otilde;es de matriz africana (lembrando que at&eacute; esse per&iacute;odo era muito forte a etnografia ind&iacute;gena no Brasil). Naquele momento, no entanto, enquanto Napole&atilde;o Figueiredo e seus estudantes se dedicavam mais &agrave; consolida&ccedil;&atilde;o da antropologia social/cultural, a antropologia f&iacute;sica "perdia-se pelo caminho".</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v71n2/a15fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com a cria&ccedil;&atilde;o do curso de ci&ecirc;ncias sociais, a disciplina antropologia f&iacute;sica foi nele introduzida em meados da d&eacute;cada de 1950, sendo chamada apenas de antropologia (ao passo que a disciplina etnologia, naquela &eacute;poca, representava o que hoje reconhecemos como antropologia social). Por&eacute;m, ainda naquela d&eacute;cada, passou a ser chamada de antropologia f&iacute;sica e tamb&eacute;m passou a compor o quadro de disciplinas do curso de hist&oacute;ria. No entanto, com a reforma universit&aacute;ria do final da d&eacute;cada de 1960, a disciplina passou a ser optativa para o curso de hist&oacute;ria. Seu objetivo era dar no&ccedil;&atilde;o aos alunos sobre o surgimento do homem, "facilitando, com isto, o entendimento do alunato nos temas sobre diversidade cultural" &#91;17&#93;. A disciplina era ministrada durante a primeira fase do curso, pelo m&eacute;dico ginecologista Armando Bordalo da Silva. As aulas eram quase todas ministradas na Faculdade de Medicina, e a base das atividades eram as discuss&otilde;es sobre "ra&ccedil;as e pontos antropom&eacute;tricos" &#91;16&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com a cria&ccedil;&atilde;o do curso de ci&ecirc;ncias biol&oacute;gicas na UFPA, em 1971, a antropologia f&iacute;sica tamb&eacute;m passou a fazer parte do curr&iacute;culo desse curso. Em consequ&ecirc;ncia da aposentadoria de Bordalo, no final da d&eacute;cada de 1970, a disciplina ficou sem professor, sendo transferida para o Departamento de Morfologia do ent&atilde;o Centro de Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas (atual Instituto de Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas). Essa transfer&ecirc;ncia anunciava, al&eacute;m da mudan&ccedil;a de olhar e responsabilidade para com a disciplina, tamb&eacute;m seu futuro: a sa&iacute;da da grade curricular do curso de hist&oacute;ria e da &aacute;rea das ci&ecirc;ncias sociais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Departamento de Morfologia, a disciplina passou a ser ministrada por dois professores de anatomia, com o apoio de professores oriundos do laborat&oacute;rio de gen&eacute;tica, em esquema rotativo, o que acarretou uma abordagem extremamente geneticista e anat&ocirc;mica, e pouco antropol&oacute;gica. Em consequ&ecirc;ncia disso, houve uma crescente rejei&ccedil;&atilde;o dos alunos dos cursos de ci&ecirc;ncias sociais e hist&oacute;ria, por n&atilde;o conseguirem acompanhar a programa&ccedil;&atilde;o, por lhes faltar a forma&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica na &aacute;rea biol&oacute;gica, e por n&atilde;o identificar a rela&ccedil;&atilde;o entre os seus conte&uacute;dos e os das ci&ecirc;ncias sociais, pressionando os coordenadores de seus cursos para a retirada da antropologia f&iacute;sica do curr&iacute;culo &#91;17&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No ano de 1979, atrav&eacute;s de concurso para sele&ccedil;&atilde;o de professor para ministrar antropologia f&iacute;sica, ingressou no Centro de Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas a antrop&oacute;loga Ana Rita Alves, que havia desenvolvido seu mestrado nos Estados Unidos, onde a antropologia dos quatro campos era a norma dos cursos de forma&ccedil;&atilde;o. L&aacute;, apesar de realizar sua pesquisa na &aacute;rea da antropologia cultural/social, teve que dedicar a metade do curso a outro campo, optando, ent&atilde;o, pela antropologia f&iacute;sica. Para isso teve que frequentar disciplinas na gradua&ccedil;&atilde;o, como anatomia, por exemplo, e sua atua&ccedil;&atilde;o na antropologia f&iacute;sica na UFPA, segundo seu relato, foi por oportunidade de concurso.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quando assumiu a cadeira de antropologia f&iacute;sica, procurou suavizar a disciplina para que os alunos das ci&ecirc;ncias sociais e hist&oacute;ria pudessem se interessar mais pelo assunto. Por&eacute;m, a partir do primeiro semestre de 1982 a disciplina passou a ser oferecida exclusivamente para o curso de ci&ecirc;ncias biol&oacute;gicas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo alguns dos entrevistados, uma das raz&otilde;es de a antropologia f&iacute;sica n&atilde;o ter formado entusiastas na UFPA, a ponto de desaparecer dos cursos de hist&oacute;ria e geografia e se tornar perif&eacute;rica nas ci&ecirc;ncias biol&oacute;gicas, foi a falta de exclusividade dos professores que a ministravam. Bordalo n&atilde;o formou uma linha de pesquisa, pois era m&eacute;dico e, paralelamente &agrave;s atividades da universidade, clinicava em seu consult&oacute;rio &#91;16, 18&#93;. J&aacute; Ana Rita sempre trilhou o campo da antropologia social, al&eacute;m de contribuir administrativamente, durante muitos anos, com o Instituto Mamirau&aacute;. Algo diferente aconteceu com a gen&eacute;tica, por exemplo, que surgiu em um "barraco tosco, cimentado, no fundo deste palacete Jaime Lobato l&aacute; na antropologia, com o professor Manoel Aires" &#91;16&#93;, m&eacute;dico pediatra que deixou de clinicar para se dedicar integralmente &agrave; pesquisa. Segundo Ana Rita Alves &#91;19&#93;, o laborat&oacute;rio de gen&eacute;tica foi criado dentro do curso de educa&ccedil;&atilde;o, onde tinha uma disciplina que relacionava biologia/gen&eacute;tica e educa&ccedil;&atilde;o. Esta disciplina, pontua Romero Ximenes Pontes, servia como uma prepara&ccedil;&atilde;o para pedagogos lidarem com a puericultura, que &eacute; o estudo dos cuidados com o ser humano durante o seu desenvolvimento &#91;18&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Desta forma, o fim da antropologia f&iacute;sica na UFPA se deu pela gradual falta de interesse dos professores e a falta de atra&ccedil;&atilde;o de alunos pelo campo, que contava apenas com uma disciplina, enquanto na antropologia cultural havia mais disciplinas e mais colaboradores, pela maior demanda de atua&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o de antrop&oacute;logos sociais/culturais &#91;12&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Maria Ang&eacute;lica Motta Maues, formada em hist&oacute;ria pela UFPA em 1962, tendo se tornado professora de antropologia nesta universidade logo em seguida, colabora com a ideia exposta acima quando fala que viu a "import&acirc;ncia da antropologia f&iacute;sica depois, fazendo mestrado, me dedicando a orientar trabalhos, a dar aula e perceber esta rela&ccedil;&atilde;o que a gente n&atilde;o pode deixar de estabelecer" &#91;20&#93;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A RETOMADA DA ANTROPOLOGIA F&Iacute;SICA E A CONSTRU&Ccedil;&Atilde;O DA BIOANTROPOLOGIA</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A antropologia f&iacute;sica passou por grandes transforma&ccedil;&otilde;es nas d&eacute;cadas de 1950 e 1960, vindo a ser renomeada, principalmente nos EUA, de antropologia biol&oacute;gica &#91;21&#93;. Na UFPA, agora chamada de bioantropologia, o campo retoma o cen&aacute;rio na antropologia somente recentemente, em 2010, com a cria&ccedil;&atilde;o do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Antropologia, o primeiro criado no pa&iacute;s com a abordagem do modelo dos quatro campos &#91;8, 22&#93;. O processo de constru&ccedil;&atilde;o do primeiro programa de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o envolvendo a antropologia na UFPA foi longo, iniciando com o curso de especializa&ccedil;&atilde;o em teoria antropol&oacute;gica, em 1986. Este curso contou com a participa&ccedil;&atilde;o de profissionais de diferentes forma&ccedil;&otilde;es, al&eacute;m de ter sido oferecido em parceria com o Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi. Nesse curso, os alunos tinham contato com disciplinas de lingu&iacute;stica, arqueologia, antropologia biol&oacute;gica e social/cultural &#91;17&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O curso de especializa&ccedil;&atilde;o teve sete edi&ccedil;&otilde;es, cessando com a cria&ccedil;&atilde;o do mestrado em antropologia, em 1994. Abandonado definitivamente o modelo de antropologia dos quatro campos, esse primeiro programa de mestrado voltou-se apenas para a antropologia social/cultural, sendo que, no ano de 2003, ele se juntou ao Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Sociologia, formando o Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias Sociais (PPGCS), que passou a contar tamb&eacute;m com o curso de doutorado. Este programa possu&iacute;a duas &aacute;reas de concentra&ccedil;&atilde;o: antropologia e sociologia &#91;23&#93;. Mais tarde o programa sofreu novas modifica&ccedil;&otilde;es, tendo o seu nome alterado para Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Sociologia e Antropologia (PPGSA), tal qual funciona ainda hoje. Naquela &eacute;poca, segundo Mau&eacute;s, "nem se pensava em antropologia dos quatro campos" &#91;12&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 2010, um novo programa de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o foi implantado na UFPA, com alguns dos docentes oriundos do PPGSA e outros do Instituto de Filosofia e Ci&ecirc;ncias Humanas, do Instituto de Letras, do Instituto de Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas da UFPA, do Museu Goeldi e do Setor de Antropologia Biol&oacute;gica do Museu Nacional/ UFRJ, resgatando a preocupa&ccedil;&atilde;o interdisciplinar da antropologia e orientado no modelo quatro campos &#91;24&#93;. O Programa de P&oacute;s- Gradua&ccedil;&atilde;o em Antropologia (PPGA) oferece forma&ccedil;&atilde;o em n&iacute;vel de mestrado e doutorado, e come&ccedil;ou com docentes e pesquisas nos quatro campos da antropologia, mas, por limita&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o ao n&uacute;mero de docentes de cada sub&aacute;rea, foram abertos inicialmente apenas tr&ecirc;s campos, sendo eles antropologia social, arqueologia e bioantropologia &#91;24&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesse programa, a antiga antropologia f&iacute;sica, determinista e m&eacute;trica, que buscava reificar diferen&ccedil;as entre &laquo;ra&ccedil;as" humanas, passou a apresentar uma nova abordagem, mais abrangente, preocupada em qualificar profissionais para atuar de forma interdisciplinar com a arqueologia, a antropologia social, as ci&ecirc;ncias sociais e biom&eacute;dicas. Assim, esses profissionais seriam capazes de contribuir na escava&ccedil;&atilde;o e investiga&ccedil;&atilde;o de s&iacute;tios arqueol&oacute;gicos e paleoantropol&oacute;gicos; na intera&ccedil;&atilde;o com pesquisadores interessados nos dispositivos biossociais que originam doen&ccedil;as entre popula&ccedil;&otilde;es tradicionais e grupos vulner&aacute;veis, possibilitando o desenvolvimento de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas para estes temas; em estudos sobre as rela&ccedil;&otilde;es entre biodiversidade e sociodiversidade; em quest&otilde;es relacionadas &agrave; &eacute;tica e bio&eacute;tica das pesquisas envolvendo seres humanos e, tamb&eacute;m, em per&iacute;cias na &aacute;rea de antropologia gen&eacute;tica e forense &#91;25&#93;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v71n2/a15fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A bioantropologia nesse programa de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o possui duas linhas de pesquisa: antropologia gen&eacute;tica e forense; socioecologia da sa&uacute;de e da doen&ccedil;a. Segundo a proposta do programa, a primeira linha tem como prop&oacute;sito investigar a evolu&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica e cultural dos diversos grupos humanos que colonizaram a Amaz&ocirc;nia desde seu passado remoto at&eacute; os dias de hoje, englobando a gen&eacute;tica e a bioarqueologia. Ela tamb&eacute;m prop&otilde;e estudar a distribui&ccedil;&atilde;o de genes envolvidos em doen&ccedil;as em popula&ccedil;&otilde;es isoladas e na popula&ccedil;&atilde;o em geral, al&eacute;m de realizar estudos na &aacute;rea de antropologia e gen&eacute;tica forense. Nesta linha tem sido comum o ingresso de estudantes oriundos da biologia, gen&eacute;tica, odontologia e arqueologia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A segunda linha de pesquisa, socioecologia da sa&uacute;de e da doen&ccedil;a, busca a compreens&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es contempor&acirc;neas entre popula&ccedil;&otilde;es humanas e o meio ambiente, atrav&eacute;s de estudos bioantropol&oacute;gicos, e as do passado, atrav&eacute;s de estudos osteol&oacute;gicos e bioarqueol&oacute;gicos, levando em conta a variabilidade biol&oacute;gica e sociocultural dos povos da regi&atilde;o amaz&ocirc;nica. Ela investiga tamb&eacute;m a rela&ccedil;&atilde;o entre as caracter&iacute;sticas biol&oacute;gicas e as condi&ccedil;&otilde;es ambientais e socioecon&ocirc;micas, considerando as maneiras como modifica&ccedil;&otilde;es no meio ambiente (naturais, sociais, econ&ocirc;micas, pol&iacute;ticas) afetam a vida e a sa&uacute;de dos grupos humanos. &Eacute; muito comum o ingresso nessa linha de estudantes advindos da biologia, nutri&ccedil;&atilde;o e ci&ecirc;ncias humanas em geral.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em contraste com a d&eacute;cada de 1960, percebe-se que na segunda d&eacute;cada do s&eacute;culo XXI houve um aumento significativo de professores atuando na &aacute;rea de bioantropologia na UFPA. Desde sua cria&ccedil;&atilde;o, o PPGA da UFPA j&aacute; contou com seis professores, contra apenas um na d&eacute;cada de 1960, e difere substancialmente do quadro das pesquisas antropol&oacute;gicas feitas no Brasil, visto que &eacute; o &uacute;nico programa de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em antropologia a formar profissionais em bioantropologia. O programa j&aacute; formou oito doutores e oito mestres em bioantropologia ao longo de seus quase dez anos de exist&ecirc;ncia. Durante esse per&iacute;odo, foram organizados quatro semin&aacute;rios na &aacute;rea, reunindo alunos da UFPA e pesquisadores de fora da institui&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de diversas exposi&ccedil;&otilde;es sobre evolu&ccedil;&atilde;o humana, com r&eacute;plicas de f&oacute;sseis de homin&iacute;neos e instrumentos do acervo da institui&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outra diferen&ccedil;a marcante entre o ensino da antropologia f&iacute;sica da d&eacute;cada de 1960 e da bioantropologia hoje &eacute; a dedica&ccedil;&atilde;o dos profissionais. Enquanto Bordalo dividia sua agenda com aulas e cl&iacute;nica, os docentes que atuam no PPGA t&ecirc;m como compromisso a dedica&ccedil;&atilde;o e investem na pesquisa e na forma&ccedil;&atilde;o de profissionais para atender &agrave;s demandas da sociedade. Atualmente, h&aacute; um programa de qualifica&ccedil;&atilde;o, enquanto anteriormente havia uma disciplina, sem laborat&oacute;rio de pesquisa. E, antes disso, a antropologia social, com o professor Figueiredo, e a arqueologia no Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi, com M&aacute;rio Sim&otilde;es, desenvolviam atividades de laborat&oacute;rio e de forma&ccedil;&atilde;o de equipes isoladamente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo Ana Rita Alves, a antropologia no Brasil peca, historicamente, pela falta de interdisciplinaridade, pelo baixo n&uacute;mero de pesquisas em arqueologia, antropologia f&iacute;sica e lingu&iacute;stica &#91;19&#93;. H&aacute;, atualmente, mais de tr&ecirc;s dezenas de programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em antropologia e arqueologia no Brasil. Em sua maioria, os programas s&atilde;o essencialmente voltados para o campo cultural e social, enquanto os estudos de lingu&iacute;stica s&atilde;o realizados quase que exclusivamente nos cursos de letras e lingu&iacute;stica; a arqueologia &eacute; predominantemente realizada em museus, cursos de gradua&ccedil;&atilde;o ou p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em arqueologia ou como uma vertente da hist&oacute;ria; enquanto a bioantropologia tem alguns docentes historicamente na USP, no Museu Nacional e, mais recentemente, na UFPA.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No entanto, n&atilde;o se pode esquecer que o pr&oacute;prio modelo de antropologia dos quatro campos passa por revis&otilde;es e cr&iacute;ticas no &acirc;mbito internacional, uma vez que poucos antrop&oacute;logos conseguem fazer, de fato, uma pesquisa que englobe pelo menos tr&ecirc;s desses quatro campos &#91;4&#93;. No PPGA da UFPA, apesar de tal orienta&ccedil;&atilde;o expl&iacute;cita, percebe-se ainda certa dificuldade em conectar os campos em pesquisas acad&ecirc;micas integradas, geralmente tendendo os pesquisadores/estudantes a se especializar em um campo e cursar apenas as disciplinas que sejam obrigat&oacute;rias de outros campos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mesmo com os avan&ccedil;os que a proposta de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o do PPGA representa para a antropologia brasileira, a ponto de se tornar certa refer&ecirc;ncia para os documentos da &aacute;rea na Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento de Pessoal de N&iacute;vel Superior (Capes), ainda s&atilde;o muitos os desafios, como o pequeno n&uacute;mero de profissionais atuando no campo, as poucas disciplinas oferecidas na bioantropologia e arqueologia, comparadas ao leque da antropologia social/cultural, al&eacute;m do ceticismo de muitos antrop&oacute;logos sobre as possibilidades efetivas de colabora&ccedil;&atilde;o entre os campos, o que reflete e refor&ccedil;a o modelo te&oacute;rico ainda predominante no Brasil.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Notas e refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1.  Correa, M. "Traficantes do exc&ecirc;ntrico: os antrop&oacute;logos no Brasil dos  anos  30 aos anos 60". <i>Revista Brasileira de Ci&ecirc;ncias  Sociais, </i>3 (6), p.  79-98,  1988.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2.  Kim, J. H. "Exposi&ccedil;&atilde;o de corpos humanos: o uso de cad&aacute;veres como  entretenimento  e mercadoria". In: <i>Mana, </i>18  (2), p. 309-348, 2012.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3.  Silva, H. P. "Variabilidade, ra&ccedil;a e racismo: conversando sobre a diversidade  biocultural  humana". In: Beltr&atilde;o, J. F.; Mastop-Lima, L. (orgs.). <i>Diversidade, educa&ccedil;&atilde;o e direitos: etnologia ind&iacute;gena</i>.  Educimet, 53, v.  51/59.  Bel&eacute;m: IEMCI, p. 10-25, 2009.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4.  Bal&eacute;e, W. "The four fields model of antropology in the United States".  In: <i>Amaz&ocirc;nica, </i>1, p. 28-53, 2009.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5.  Beltr&atilde;o, J. F.; Schaan, D. P.; Silva, H. P. "Diversidade biocultural: conversas   sobre  antropologia (s) na Amaz&ocirc;nia". In: Gama, J. R.; Le&atilde;o, A.   S. <i>Sociedade, natureza e desenvolvimento</i>.  S&atilde;o Paulo: Acquerello, p.   181-208,  2012.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6.  Laraia, R. <i>Os prim&oacute;rdios da antropologia  brasileira</i>. Laraia. R.; Almeida,  A. W.  B de (eds.). Manaus: PNCSA/UEA Edi&ccedil;&otilde;es, 2017.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7.  Mendon&ccedil;a de Souza, S. M. "A paleopatologia no Brasil: cr&acirc;nios, parasitos  e  doen&ccedil;as do passado". In: Ferreira, L. F. ; Reinhard, K. J. <i>Fundamentosda paleoparasitologia</i>. Rio  de Janeiro: Editora Fiocruz, p.  53-67,  2011.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8.  Gaspar Neto, V.V. "Contributions to a historical review of biological  anthropology  in Brazil from the second half of the twentieth century".  In: <i>Boletim do Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi. Ci&ecirc;ncias.  Humanas</i>, 12  (2),  p. 517-533, 2017.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9.  Gon&ccedil;alves, A. S.; Maio, M. C.; Santos, R. V. "Entre o laborat&oacute;rio de  antropometria  e a  escola: a antropologia f&iacute;sica de Jos&eacute; Bastos de &Aacute;vila  nas  d&eacute;cadas de 1920 e 1930". In: <i>Boletim do  Museu Paraense Em&iacute;lioGoeldi. Ci&ecirc;ncias. Humanas</i>,  7(3), p. 671-686, 2012.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10.  Peirano, M. G. "A antropologia como ci&ecirc;ncia social no Brasil. In: <i>Etnogr&aacute;fica,</i> IV  (2), p. 219-232, 2000.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11.  Mau&eacute;s, R. H. "Eduardo Galv&atilde;o, a crise da UnB e a VII Reuni&atilde;o Brasileira  de  Antropologia". In: Eckert, C.; Godoi, E. P. (orgs)". In: <i>Homenagens:Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Antropologia: 50 anos. </i>Blumenau:  Nova Letra,  p.  343-366, 2006.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12.  Mau&eacute;s, R. H. "Entrevista em 16 de dezembro de 2014". <i>Projeto Hist&oacute;ria da Antropologia na Amaz&ocirc;nia</i>.  (H. P. Silva, entrevistador), 2014.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13.  Vergolino, A. "ABA, Biota e Goeldi 100 anos: pelos fios da lembran&ccedil;a".  In:  Leit&atilde;o, W. M.; Mau&eacute;s, R. H. <i>Nortes  antropol&oacute;gicos: trajetos, trajet&oacute;rias.</i> Bel&eacute;m:  Editora Universit&aacute;ria UFPA, p. 15-27, 2008.     </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14.  Todas as entrevistas foram realizadas entre os anos de 2014 e 2016 e  fazem  parte do projeto "Hist&oacute;ria da antropologia na UFPA e na Amaz&ocirc;nia",  coordenado  por Hilton P. Silva. </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15.  Ricci, M. M. <i>Hist&oacute;ria em um curso regular</i>.  Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ufpa.br/historia/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=2&amp;Itemid=2" target="_blank">http://www.ufpa.br/historia/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=2&amp;Itemid=2</a>.  2017 (Acesso em 3 de julho de 2017).     </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16.  Vergolino, A. "Entrevista em julho de 2016". <i>Hist&oacute;ria  da antropologiana Amaz&ocirc;nia </i>(H. P.  Silva, entrevistador), 2016.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17.  Alves, A. R.. "O ensino da antropologia biol&oacute;gica na Amaz&ocirc;nia: uma  quest&atilde;o  a ser repensada". In: Neves, W. A. <i>Biologia  e ecologia humanana Amaz&ocirc;nia: avalia&ccedil;&atilde;o e perspectivas. </i>Bel&eacute;m:  MPEG, p. 121-130, 1989.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18.  Pontes, R. X. "Entrevista em 17 de mar&ccedil;o de 2016". <i>Hist&oacute;ria da antropologiana Amaz&ocirc;nia</i>. (H. P.  Silva, entrevistador), 2016.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19.  Alves, A. R. "Entrevista em 20 de abril de 2016". <i>Hist&oacute;ria da antropologiana Amaz&ocirc;nia</i>. (H. P.  Silva, entrevistador), 2016.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20.  Motta-Mau&eacute;s, M. A. "Entrevista em 16 de junho de 2015". In: <i>Hist&oacute;riada antropologi a na Amaz&ocirc;nia</i>.  (H. P. Silva, entrevistador), 2015.     </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21.  Fuentes, A. "The new biological anthropology: bringing Washburn's  new  physical anthropology into 2010 and beyond—The 2008 AAPA  Luncheon  Lecture". In: <i>Yearbook of Physical Anthropology, </i>53, p.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22.  Gaspar Neto, V.V. "Biological anthropology in Brazil: a preliminary   overview. <i>Vibrant, </i>14  (3), p. 1-24, 2017.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23.  Beltr&atilde;o, J. F. "Hist&oacute;rias e mem&oacute;rias da antropologia em Bel&eacute;m –  Par&aacute;".  In: Eckert, C.; Godoi, E. P. (orgs.). <i>Homenagens:  Associa&ccedil;&atilde;oBrasileira de Antropologia: 50 anos</i>.  Blumenau: Nova Letra, p. 367-374,  2006.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24.  Gaspar Neto, V. V. "A outra face do cr&acirc;nio: antropologia biol&oacute;gica no  Brasil  hoje". Tese de doutorado. Niter&oacute;i: Universidade Federal Fluminense/  Programa  de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Antropologia, 2012.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25.  Para mais informa&ccedil;&otilde;es, acessar <a href="http://ppga.propesp.ufpa.br/index.php/br/" target="_blank">http://ppga.propesp.ufpa.br/index.php/br/</a>.    </font></p>     ]]></body>
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<surname><![CDATA[Correa]]></surname>
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