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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    <br>   ENSAIOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Iodo: riscos e benef&iacute;cios para a sa&uacute;de humana</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Amanda R. M. da Silva<sup>I</sup>; Wanessa R. Melchert<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Bi&oacute;loga e mestre em qu&iacute;mica pelo Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de S&atilde;o Paulo (Cena/ USP). E-mail para correspond&ecirc;ncia: <a href="mailto:amandaribeiroms@yahoo.com.br">amandaribeiroms@yahoo.com.br</a>     <br> <sup>II</sup>Professora doutora do Departamento de Ci&ecirc;ncias Exatas - Qu&iacute;mica da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" da Universidade de S&atilde;o Paulo (Esalq/USP)</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O iodo &eacute; um elemento essencial para a bioss&iacute;ntese de horm&ocirc;nios tireoidianos, como tiroxina (T4) e triiodotironina (T3), os quais s&atilde;o fundamentais no desenvolvimento fetal, na regula&ccedil;&atilde;o metab&oacute;lica das c&eacute;lulas e no crescimento f&iacute;sico e neurol&oacute;gico dos seres humanos &#91;1&#93;. A distribui&ccedil;&atilde;o do iodo na Terra ocorre de forma ampla, por&eacute;m desigual. Os oceanos representam o maior reservat&oacute;rio de iodo, contendo em m&eacute;dia 60 &mu;g/L, nas formas dos &acirc;nions iodato (IO<sub>3</sub><sup>-</sup>) e iodeto (I<sup>-</sup>). Algas, peixes marinhos e crust&aacute;ceos s&atilde;o as fontes mais ricas, contendo 4.920 e 650-610 &mu;g/Kg, respectivamente. A partir da volatiliza&ccedil;&atilde;o, as esp&eacute;cies inorg&acirc;nicas e org&acirc;nicas do elemento presentes no ambiente marinho s&atilde;o lan&ccedil;adas na atmosfera e transportadas para o ambiente terrestre a uma dist&acirc;ncia relativamente estreita da zona costeira, o que influencia as concentra&ccedil;&otilde;es do micronutriente no solo, na &aacute;gua e na atmosfera &#91;2&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estudos relatam que plantas que crescem em solos deficientes em iodo podem apresentar concentra&ccedil;&otilde;es do micronutriente 100 vezes menores quando comparado com plantas cultivadas em solos com quantidade adequada do elemento &#91;3&#93;. A ingest&atilde;o de &aacute;gua pot&aacute;vel geralmente &eacute; uma fonte insignificante de iodo, uma vez que a concentra&ccedil;&atilde;o &eacute; estimada na ordem de &mu;g L<sup>-1</sup>. Do mesmo modo, a inala&ccedil;&atilde;o representa uma pequena contribui&ccedil;&atilde;o para a absor&ccedil;&atilde;o do elemento, mesmo em &aacute;reas costeiras, j&aacute; que o fornecimento &eacute; de apenas 5 &mu;g de iodo por dia. Nesse sentido, a vari&aacute;vel concentra&ccedil;&atilde;o de iodo encontrada em diferentes regi&otilde;es do planeta apresenta reflexo nas fontes para o consumo humano e consequ&ecirc;ncias diretas na incid&ecirc;ncia global dos dist&uacute;rbios por defici&ecirc;ncia de iodo (DDI) - que aumenta em &aacute;reas localizadas em regi&otilde;es distantes dos oceanos &#91;2&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os mais s&eacute;rios efeitos adversos da defici&ecirc;ncia de iodo ocasionados durante a gesta&ccedil;&atilde;o s&atilde;o o retardamento mental e, na sua pior forma, o cretinismo. Em &aacute;reas com defici&ecirc;ncia severa de iodo, o cretinismo pode afetar de 5 a 15% da popula&ccedil;&atilde;o. Em indiv&iacute;duos de todas as idades, a defici&ecirc;ncia do micronutriente tamb&eacute;m pode causar b&oacute;cio. Quadros de defici&ecirc;ncia de iodo moderada a severa podem aumentar o hipotireoidismo, al&eacute;m de tornar a gl&acirc;ndula tireoide mais suscet&iacute;vel a danos. Em crian&ccedil;as e adolescentes, pode causar comprometimento da fun&ccedil;&atilde;o mental e atraso no desenvolvimento f&iacute;sico. Em adultos, pode diminuir o aprendizado e promover a apatia &#91;3&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Considerado um problema de sa&uacute;de p&uacute;blica, na d&eacute;cada de 1990, iniciou-se a preocupa&ccedil;&atilde;o por parte de l&iacute;deres mundiais em prevenir e erradicar os DDI. O primeiro encontro sobre o tema, a World Summit for Children at the United Nations, ocorreu em em 1990 em Nova York, e seus objetivos foram reafirmados em 1992, na International Conference on Nutrition, realizada em Roma. Em 1993, uma coaliz&atilde;o de organiza&ccedil;&otilde;es internacionais formada pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS), Fundo das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para as Crian&ccedil;as (Unicef) e Conselho Internacional para o Controle de Dist&uacute;rbio por Defici&ecirc;ncia de Iodo (ICCIDD) recomendou a ioda&ccedil;&atilde;o universal do sal de mesa como medida profil&aacute;tica e terap&ecirc;utica para as doen&ccedil;as provocadas pela defici&ecirc;ncia do iodo  &#91;1, 4&#93;. O iodo urin&aacute;rio (IU), isto &eacute;, a concentra&ccedil;&atilde;o de iodo presente na urina, passou a ser utilizado como indicador mais sens&iacute;vel para avaliar e monitorar o consumo do elemento. Crian&ccedil;as em idade escolar foram escolhidas como o grupo para as an&aacute;lises devido &agrave; praticidade da coleta do material biol&oacute;gico e por refletir fielmente a alimenta&ccedil;&atilde;o familiar &#91;5&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A OMS estima que dois bilh&otilde;es de pessoas ao redor do mundo ingerem quantidades di&aacute;rias de iodo insuficientes para o funcionamento saud&aacute;vel da tireoide &#91;4&#93;. Levantamento realizado em 2007 com o intuito de estimar a preval&ecirc;ncia global e regional do problema demonstrou que, desde 2003, o mundo tem reduzido em 5% o n&uacute;mero de casos com defici&ecirc;ncia de iodo. Dos 47 pa&iacute;ses deficientes no micronutriente, 12 t&ecirc;m progredido para o <i>status</i> de suficientes em iodo, como pode ser visto na <a href="/img/revistas/cic/v71n2/a16fig01.jpg">figura 1</a>. As Am&eacute;ricas apresentam o menor n&uacute;mero de casos de defici&ecirc;ncia nutricional do elemento (10,6%), enquanto a Europa possui o maior &iacute;ndice, com 52,4%. A baixa preval&ecirc;ncia no continente americano deve-se ao elevado e amplo consumo do sal de mesa iodado, atingindo aproximadamente 90% da popula&ccedil;&atilde;o. Entretanto, nos pa&iacute;ses europeus o consumo &eacute; baixo, de aproximadamente 25% &#91;3, 6&#93;. Por isso, a Europa tem apresentado esfor&ccedil;os para reverter o quadro, conseguindo reduzir a preval&ecirc;ncia em 30% desde 2003 &#91;7&#93;. Em contrapartida, alguns pa&iacute;ses desenvolvidos que at&eacute; 1990 eram completamente suficientes em iodo est&atilde;o reemergindo para o <i>status</i> de insuficientes. Mesmo com forte influ&ecirc;ncia mar&iacute;tima, It&aacute;lia e Fran&ccedil;a passaram por modifica&ccedil;&otilde;es na dieta, reduzindo o consumo do sal de mesa iodado a fim de prevenir doen&ccedil;as cardiovasculares, al&eacute;m de n&atilde;o incorporarem o uso do sal iodado em processos industriais aliment&iacute;cios. Tal cen&aacute;rio ocasionou preju&iacute;zos na ingest&atilde;o do elemento, comprometendo a preval&ecirc;ncia dos DDI &#91;2&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A ioda&ccedil;&atilde;o do sal &eacute; considerada o caminho mais eficiente para controlar os DDI em virtude de ser amplamente aceito pela popula&ccedil;&atilde;o mundial, uma vez que n&atilde;o afeta as propriedades organol&eacute;pticas do sal. A tecnologia para a ioda&ccedil;&atilde;o &eacute; bem estabelecida e simples e o custo &eacute; relativamente baixo &#91;1&#93;. Provavelmente, nenhuma outra estrat&eacute;gia oferece maior oportunidade de melhoria de vida &agrave;s pessoas nesse sentido, com baixo custo e em pouco tempo. Estima-se que em pa&iacute;ses subdesenvolvidos o custo-benef&iacute;cio chega a 1:70 &#91;3&#93; e que em cinco anos de consumo poder&atilde;o ser erradicados os DDI &#91;2&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">OMS, Unicef e ICCIDD estabelecem a ioda&ccedil;&atilde;o do sal na faixa de 20 a 40 mg/Kg, dependendo da regi&atilde;o. O iodo pode ser adicionado nas formas de iodeto de pot&aacute;ssio (KI) ou iodato de pot&aacute;ssio (KIO<sub>3</sub>) &#91;3,7&#93;. Geralmente o elemento &eacute; acrescido ap&oacute;s a secagem do sal, que pode ocorrer pela borrifa&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&atilde;o ou pela mistura de sua forma em p&oacute; &#91;3&#93;. A disponibilidade do iodo presente no sal para o consumo est&aacute; diretamente relacionada com a estabilidade da esp&eacute;cie adicionada e com a umidade. KIO<sub>3</sub> &eacute; considerado mais est&aacute;vel que KI, devido &agrave; sua maior resist&ecirc;ncia &agrave; oxida&ccedil;&atilde;o em presen&ccedil;a de impurezas higrosc&oacute;picas e embalagens porosas, sendo tipicamente utilizado em pa&iacute;ses tropicais. No Brasil, em 1995, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de estabeleceu que todo o sal fornecido para consumo deveria ser acrescido de KIO<sub>3</sub>, e n&atilde;o mais distribu&iacute;do apenas em regi&otilde;es deficientes do elemento, como o Nordeste &#91;8&#93;. Ao lado de pa&iacute;ses como Chile, Equador e Uganda, o Brasil &eacute; classificado com nutri&ccedil;&atilde;o excessiva de iodo &#91;3, 8&#93;<sup>.</sup> De fato, a partir dos resultados obtidos nos estudos ligados ao Projeto Thyromobil - criado pelo ICCIDD para avaliar as consequ&ecirc;ncias da car&ecirc;ncia do elemento em pa&iacute;ses europeus e implantado no Brasil em 2000 -, cerca de 50% das amostras de sal analisadas continham mais de 60 mg de iodato/kg de sal &#91;8&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Considerando o sal proveniente de alimentos industrializados e daqueles preparados em casa, o brasileiro consome em m&eacute;dia 12 g de sal diariamente &#91;9&#93;, o que corresponde &agrave; ingest&atilde;o de 0,6 mg de iodato. A OMS estabelece que acima de 12 anos, o consumo ideal do &acirc;nion &eacute; de 0,15 mg &#91;3&#93;. Portanto, ingerimos quantidades quatro vezes maiores que o recomendado para a s&iacute;ntese dos horm&ocirc;nios da tireoide. A nutri&ccedil;&atilde;o excessiva do iodo tamb&eacute;m apresenta riscos &agrave; sa&uacute;de, por&eacute;m menores quando comparados com os potenciais danos causados pela sua defici&ecirc;ncia &#91;3&#93;. A tireoidite de Hashimoto, doen&ccedil;a autoimune na qual o organismo reconhece as gl&acirc;ndulas tireoidianas como um corpo estranho, ativando o sistema imune para combat&ecirc;-las, pode estar relacionada a este fato. Em estudo &#91;10&#93; realizado em S&atilde;o Paulo, dos 400 pacientes diagnosticados com tireoidite cr&ocirc;nica, 133 apresentaram concentra&ccedil;&otilde;es de iodo maiores que 300 &mu;g/L na urina.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por conta desse excesso, est&aacute; em discuss&atilde;o na Ag&ecirc;ncia Nacional de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria (Anvisa) a redu&ccedil;&atilde;o da quantidade de iodo adicionada ao sal, al&eacute;m da implementa&ccedil;&atilde;o de programas para a diminui&ccedil;&atilde;o do consumo do produto em virtude dos crescentes casos de hipertens&atilde;o arterial no pa&iacute;s. Entretanto, como em alguns pa&iacute;ses europeus, o Brasil pode retornar ao <i>status </i>deficiente do elemento, promovendo consequ&ecirc;ncias nefastas, acima descritas, &agrave; popula&ccedil;&atilde;o. Nesse contexto, a discuss&atilde;o deve ser ampliada a fim de buscar alternativas para incorporar o iodo na alimenta&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria sem causar preju&iacute;zos &agrave; sa&uacute;de humana.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1.	WHO. <i>Effect and safety of salt iodization to prevent iodine deficiency disorders: a systematic review with meta-analyses</i>. Geneva, 2014.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2.	Fuge, R.; Johnson, C. C. "Iodine and human health, the role of environmental geochemistry and diet, a review". <i>Applied Geochemistry</i>, 63, 282. 2015.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3.	Zimmermann, M. B.; Jooste, P. L.; Pandav, C. S. "Iodine-deficiency disorders". <i>Lancet</i>, 372, 1251. 2008.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4.	WHO/ISSICC/Unicef. <i>Assessment of the iodine deficiency disorders and monitoring their elimination</i>. Geneva, 2001. (WHO/NHD/01.1).    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5.	Benoist, B.; McLean, E.; Andersson, M.; Rogers, L. "Iodine deficiency in 2007: global progress since 2003". <i>Food and Nutrition Bulletin</i>, 29, 195. 2008.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6.	Andersson, M.; Benoist, B.; Rogers, L. "Epidemiology of iodine deficiency: salt iodisation and iodine status". <i>Best Practice &amp; Research Clinical Endocrinology &amp; Metabolism</i>, 24, 1. 2010.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7.	Zimmermann, M. B.; Andersson, M. "Prevalence of iodine deficiency in Europe in 2010". <i>Annales d'Endocrinologie</i>, 72, 164. 2011.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8.	Medeiros-Neto, G. "Iodo nutricional no Brasil: como estamos?".<i> Arquivos Brasileiros de Endocrinologia &amp; Metabologia</i>, 53, 470. 2009.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9.	Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia: <i><a href="http://www.endocrino.org.br/iodo-no-sal/" target="_blank">http://www.endocrino.org.br/iodo-no-sal/</a></i>, acessado em outubro de 2016.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10.	Duarte, G. C.; Tomimori, E. K.; Camargo, R. Y. A.; Rubio, I. G. S.; Wajngarten, M.; Rodrigues A. G.; Knobel, M.; Medeiros-Neto, G. "The prevalence of thyroid dysfunction in elderly cardiologic patients with mild excessive iodine intake in the urban area of S&atilde;o Paulo". <i>Clinics</i>, 64, 135. 2009.    </font></p>      ]]></body><back>
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