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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    <br>   100 ANOS DO ECLIPS EDESOBRAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Relatividade geral: fundamentos e primeira comprova&ccedil;&atilde;o experimental</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Jorge Casti&ntilde;eiras<sup>I</sup>; Lu&iacute;s Carlos Bassalo Crispino<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Professor associado da Universidade Federal do Par&aacute; (UFPA). Email: <a href="mailto:jcastin@ufpa.br">jcastin@ufpa.br</a>    <br>   <sup>II</sup>Professor titular da UFPA. Email: <a href="mailto:crispino@ufpa.br">crispino@ufpa.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Neste ano de 2019 comemora-se o primeiro centen&aacute;rio de um dos eventos mais importantes da hist&oacute;ria da ci&ecirc;ncia. Em 29 de maio de 1919, em terras brasileiras, uma equipe brit&acirc;nica de cientistas realizou medi&ccedil;&otilde;es astron&ocirc;micas, que s&oacute; poderiam ser feitas durante um eclipse total do Sol, testando experimentalmente, com sucesso, pela primeira vez, as previs&otilde;es de uma das teorias cient&iacute;ficas mais audaciosas j&aacute; imaginada, a teoria da relatividade geral (TRG) &#91;1&#93;. A TRG havia sido publicada quase quatro anos antes pelo f&iacute;sico Albert Einstein, nascido na Alemanha, e  - juntamente com a relatividade especial, publicada em 1905 &#91;2&#93; - revolucionou profundamente o entendimento sobre conceitos fundamentais da f&iacute;sica como tempo, espa&ccedil;o, massa, energia, gravidade e luz. A concord&acirc;ncia entre as previs&otilde;es da TRG e as medi&ccedil;&otilde;es astron&ocirc;micas de 1919 promoveu o seu criador a celebridade mundial.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>FUNDAMENTOS DA TRG</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Por mais fant&aacute;sticas que possam parecer as implica&ccedil;&otilde;es da TRG, elas podem ser compreendidas, em grande parte, como consequ&ecirc;ncia de tr&ecirc;s princ&iacute;pios f&iacute;sicos: <b>o princ&iacute;pio da relatividade, o princ&iacute;pio da invari&acirc;ncia da velocidade da luz</b> e <b>o princ&iacute;pio da equival&ecirc;ncia</b>. As origens de dois destes princ&iacute;pios (o da relatividade e o da equival&ecirc;ncia) se entrela&ccedil;am historicamente com as pr&oacute;prias origens do conhecimento cient&iacute;fico, que hoje chamamos simplesmente de ci&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Galileu Galilei, um dos pais da ci&ecirc;ncia moderna, publicou em 1623 <i>O ensaiador </i>(<i>Il saggiatore</i>, em italiano) &#91;3&#93;. Neste livro, em particular, e nos livros seguintes de Galilei, &eacute; poss&iacute;vel identificar a defesa de alguns dos princ&iacute;pios fundamentais do m&eacute;todo cient&iacute;fico. Para ele, o conhecimento resulta da experimenta&ccedil;&atilde;o e da observa&ccedil;&atilde;o detalhada - n&atilde;o s&oacute; qualitativa, mas tamb&eacute;m quantitativa - dos fen&ocirc;menos naturais. Galilei ressalta a necessidade de se estabelecerem padr&otilde;es r&iacute;gidos para as medi&ccedil;&otilde;es feitas nesse processo, de modo que os resultados, uma vez divulgados amplamente, possam ser comparados com aqueles obtidos de forma independente por outros cientistas. De acordo com ele, esse conhecimento deve ser organizado e condensado em leis e teorias, usando, para esse fim, a linguagem da l&oacute;gica e da matem&aacute;tica, evitando ao m&aacute;ximo a influ&ecirc;ncia de quaisquer preconceitos religiosos ou filos&oacute;ficos. Ainda segundo Galilei, essas leis e teorias n&atilde;o s&atilde;o dogmas, nem verdades absolutas e devem ser corrigidas ou descartadas quando entrarem em contradi&ccedil;&atilde;o com novas observa&ccedil;&otilde;es e experimentos. &Eacute; essa constru&ccedil;&atilde;o coletiva, rigorosa, objetiva, transparente e false&aacute;vel, em estado permanente de revis&atilde;o e autocorre&ccedil;&atilde;o, que sustenta, ainda hoje em dia, o grande prest&iacute;gio da ci&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cerca de dez anos depois, em 1632, em seu livro <i>Di&aacute;logo sobre os dois principais sistemas do mundo</i> (<i>Dialogo sopra i due massimi sistemi del mondo</i>, em italiano) &#91;4&#93;, o pr&oacute;prio Galilei introduziu o <b>princ&iacute;pio da relatividade</b>, fazendo notar que nenhum experimento realizado no por&atilde;o (sem janelas) de um navio nos permite distinguir se o navio est&aacute; parado no cais ou se est&aacute; se movendo com velocidade constante (sem balan&ccedil;ar, nas &aacute;guas tranquilas de uma ba&iacute;a). Ou seja, as regras que governam o movimento dos corpos dentro do por&atilde;o do navio s&atilde;o as mesmas em ambas as situa&ccedil;&otilde;es, tornando imposs&iacute;vel, por esta via, definir o estado de movimento do navio de maneira absoluta. Assim, se o navio est&aacute; em uma das duas situa&ccedil;&otilde;es descritas acima (parado ou se movendo em velocidade constante), a &uacute;nica forma de determinar completamente seu estado de movimento &eacute; medindo a varia&ccedil;&atilde;o (por unidade de tempo) da posi&ccedil;&atilde;o do navio em rela&ccedil;&atilde;o ao cais, ou seja, determinando a sua velocidade relativa ao cais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O <b>princ&iacute;pio da equival&ecirc;ncia</b> tem a sua origem na lei da queda livre dos corpos, publicada por Galilei na sua obra <i>Duas novas ci&ecirc;ncias</i> (<i>Discorsi e dimostrazioni matematiche, intorno a due nuove scienze</i>, em italiano), datada de 1638 &#91;5&#93;. Reza a lenda que Galileu teria soltado, simultaneamente, duas balas de canh&atilde;o de massas muito diferentes do alto da torre de Pisa e as duas teriam batido no ch&atilde;o ao mesmo tempo, jogando por terra, assim, a teoria aristot&eacute;lica vigente havia mais de mil anos. Independentemente de ele ter ou n&atilde;o, de fato, realizado esse suposto experimento da torre de Pisa, Galilei se convence daquela que ficou conhecida como <b>lei da queda livre dos corpos</b>, fazendo medi&ccedil;&otilde;es muito precisas do movimento de diferentes corpos ao longo de planos inclinados, com diferentes graus de inclina&ccedil;&atilde;o. De acordo com essa lei, em condi&ccedil;&otilde;es ideais (quando a resist&ecirc;ncia do ar e o atrito forem irrelevantes), em um mesmo ponto na vizinhan&ccedil;a da Terra, todos os corpos caem livremente com a mesma acelera&ccedil;&atilde;o, independentemente das suas massas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No contexto da mec&acirc;nica de Isaac Newton, essa lei representa a equival&ecirc;ncia entre a massa gravitacional e a massa inercial de cada corpo. Ou seja, se um corpo tem uma capacidade de interagir gravitacionalmente duas vezes maior do que a de outro, ent&atilde;o, para ser acelerado, ele tamb&eacute;m oferece uma dificuldade duas vezes maior - de modo que a acelera&ccedil;&atilde;o de ambos os corpos durante a queda livre &eacute; a mesma. Esses conceitos fazem parte das leis do movimento e da lei da gravita&ccedil;&atilde;o universal, todas elas enunciadas por Newton e publicadas nos <i>Princ&iacute;pios matem&aacute;ticos da filosofia natural</i> (<i>Philosophi&aelig; naturalis principia mathematica</i>, em latim), em 1687 &#91;6, 7&#93;. A publica&ccedil;&atilde;o desta obra, mostrando a vis&atilde;o de Newton, sustentada sobre ombros de gigantes como Nicolau Cop&eacute;rnico, Tycho Brahe, Johannes Kepler e Galilei, &eacute; considerada o &aacute;pice da revolu&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica que marcou o come&ccedil;o da ci&ecirc;ncia moderna.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foi precisamente esse princ&iacute;pio da equival&ecirc;ncia que guiou Einstein na realiza&ccedil;&atilde;o de uma proeza incomum na f&iacute;sica te&oacute;rica: o desenvolvimento de uma teoria que descreve corretamente uma intera&ccedil;&atilde;o (gravitacional, nesse caso) em um novo regime (campos intensos) sem a contrapartida de muitos resultados experimentais e/ou observacionais. Einstein, mediante o famoso experimento mental, hoje conhecido como "elevador de Einstein", ilustrou como esse princ&iacute;pio pode tornar localmente indistingu&iacute;veis a in&eacute;rcia e a gravita&ccedil;&atilde;o. Ou seja, se o seu laborat&oacute;rio (sem janelas) for suficientemente pequeno e leve e os experimentos realizados nele forem suficientemente breves, nenhum resultado de tais experi&ecirc;ncias permite distinguir se esse laborat&oacute;rio est&aacute; uniformemente acelerado (numa espa&ccedil;onave com seu motor foguete ligado, por exemplo) longe de qualquer astro (na aus&ecirc;ncia de gravidade) ou se est&aacute; apoiado na superf&iacute;cie de um planeta sob os efeitos do campo gravitacional do mesmo. Einstein ressaltou tamb&eacute;m que, se esse laborat&oacute;rio est&aacute; em queda livre no campo gravitacional de um planeta, tudo o que estiver dentro dele estar&aacute; caindo do mesmo modo, tornando o resultado de qualquer experimento id&ecirc;ntico ao obtido quando o laborat&oacute;rio est&aacute; se movendo livremente (na espa&ccedil;onave com o motor foguete desligado, por exemplo) longe de qualquer astro.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim, para saber o que deve prever uma teoria para a gravidade do planeta em cada situa&ccedil;&atilde;o, bastaria saber o que acontece dentro desse laborat&oacute;rio, longe de qualquer astro (na aus&ecirc;ncia de gravidade), em cada caso correspondente. N&atilde;o por acaso, ningu&eacute;m sabia melhor do que Einstein o que acontece na aus&ecirc;ncia de gravidade, pois a teoria necess&aacute;ria, nesse caso, tinha sido publicada por ele mesmo em 1905, a teoria da relatividade especial (TRE) &#91;2&#93;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>FUNDAMENTOS DA TRE</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A TRE, ou, mais especificamente, a mec&acirc;nica relativ&iacute;stica, nos permite determinar o movimento dos corpos em cada situa&ccedil;&atilde;o, a partir do conhecimento das intera&ccedil;&otilde;es a que est&atilde;o submetidos. A discrep&acirc;ncia entre as previs&otilde;es da mec&acirc;nica relativ&iacute;stica e as da mec&acirc;nica newtoniana s&atilde;o impercept&iacute;veis a baixas velocidades e se tornam cada vez maiores na medida em que as velocidades se aproximam da velocidade da luz.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A TRE foi constru&iacute;da sobre dois princ&iacute;pios. Primeiro, sobre o <b>princ&iacute;pio da relatividade generalizado</b>, para incluir tamb&eacute;m os fen&ocirc;menos eletromagn&eacute;ticos (ou seja, no exemplo de Galilei, n&atilde;o s&oacute; os experimentos envolvendo corpos em movimento, mas tamb&eacute;m os experimentos envolvendo campos eletromagn&eacute;ticos s&atilde;o incapazes de determinar se o navio est&aacute; parado ou em movimento com velocidade constante em rela&ccedil;&atilde;o ao cais). Segundo, sobre o <b>princ&iacute;pio da invari&acirc;ncia da velocidade da luz</b>, que afirma que a magnitude da velocidade da luz no v&aacute;cuo &eacute; a mesma para todos os observadores inerciais, independentemente da velocidade da fonte de luz em rela&ccedil;&atilde;o ao observador. Na constru&ccedil;&atilde;o da TRE, Einstein assumiu que as equa&ccedil;&otilde;es de Maxwell (que governam o comportamento dos campos el&eacute;tricos e magn&eacute;ticos e que implicam na exist&ecirc;ncia de ondas eletromagn&eacute;ticas, como a luz, com velocidade <i>c</i>=3,00x10<sup>8</sup> m/s - trezentos milh&otilde;es de metros por segundo - no v&aacute;cuo) s&atilde;o as equa&ccedil;&otilde;es corretas em cada sistema de refer&ecirc;ncia inercial.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir dessas hip&oacute;teses &eacute; poss&iacute;vel explicar os experimentos de Albert Abraham Michelson e Edward Williams Morley, as medi&ccedil;&otilde;es das mudan&ccedil;as c&iacute;clicas das aberra&ccedil;&otilde;es estelares, assim como os experimentos de Armand Hyppolyte Louis Fizeau - que constitu&iacute;am um conjunto de experi&ecirc;ncias e observa&ccedil;&otilde;es que se tornavam contradit&oacute;rias entre si &agrave; luz da hip&oacute;tese do &eacute;ter lumin&iacute;fero (meio el&aacute;stico no qual se propagariam as ondas eletromagn&eacute;ticas), for&ccedil;ando assim o abandono dessa ideia &#91;8&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para conciliar o car&aacute;ter relativo do movimento com a invari&acirc;ncia da velocidade da luz, Einstein teve que abrir m&atilde;o da concep&ccedil;&atilde;o newtoniana do espa&ccedil;o e do tempo como entidades absolutas, universais, imut&aacute;veis e independentes entre si. Na TRE, dois eventos simult&acirc;neos para um observador n&atilde;o s&atilde;o simult&acirc;neos para outro observador que se move em rela&ccedil;&atilde;o ao primeiro; e a dist&acirc;ncia entre esses dois eventos &eacute; diferente para cada um. Apenas uma combina&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica da dist&acirc;ncia e do intervalo de tempo entre cada par de eventos (chamada de <b>intervalo espa&ccedil;o-temporal</b>) ganha car&aacute;ter absoluto e universal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para identificar cada evento s&atilde;o necess&aacute;rios quatro n&uacute;meros: um especificando quando o evento aconteceu e tr&ecirc;s especificando onde. O intervalo espa&ccedil;o-temporal entre pares de eventos pode ser imaginado como uma generaliza&ccedil;&atilde;o espa&ccedil;o-temporal (quadridimensional) do quadrado da dist&acirc;ncia (m&eacute;trica) euclidiana entre pares de pontos do nosso espa&ccedil;o tridimensional, definindo assim a geometria do continuum espa&ccedil;o-tempo, quadridimensional, formado pelos eventos. Por exemplo, o intervalo espa&ccedil;o-temporal nos permite determinar a geod&eacute;sica entre cada par de eventos, ou seja, a curva (no continuum espa&ccedil;o-tempo, quadridimensional) entre cada par de eventos ao longo da qual o valor absoluto do intervalo espa&ccedil;o-temporal &eacute; m&iacute;nimo. Outra informa&ccedil;&atilde;o importante contida no intervalo espa&ccedil;o-temporal &eacute; a chamada estrutura causal do espa&ccedil;o-tempo. Se tomarmos um evento na hist&oacute;ria de uma part&iacute;cula, o sinal do intervalo espa&ccedil;o-temporal entre este evento e cada um dos outros nos permite determinar quais eventos poderiam, de alguma forma, fazer parte da trajet&oacute;ria espa&ccedil;o-temporal (ou linha de mundo) da part&iacute;cula e quais n&atilde;o poderiam, de forma alguma.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Se privilegiamos a dimens&atilde;o de comprimento na defini&ccedil;&atilde;o do intervalo espa&ccedil;o-temporal, ou seja, se representamos cada dist&acirc;ncia em metros e cada intervalo de tempo pelo n&uacute;mero de metros que a luz percorre no v&aacute;cuo naquele intervalo de tempo, ent&atilde;o cada metro ao longo da trajet&oacute;ria (linha de mundo) de uma part&iacute;cula massiva no espa&ccedil;o-tempo (determinado mediante o uso dos intervalos espa&ccedil;o-temporais) representa um metro-luz de tempo pr&oacute;prio da part&iacute;cula (tempo marcado por um rel&oacute;gio que acompanha a part&iacute;cula). (O metro-luz pode ser entendido como a unidade de tempo que corresponde ao tempo que a luz leva para percorrer um metro, no v&aacute;cuo.) Assim, dividindo o n&uacute;mero de metros que a part&iacute;cula se "desloca" no espa&ccedil;o-tempo (ao longo da sua linha de mundo em "dire&ccedil;&atilde;o" ao seu futuro) pelo correspondente intervalo de tempo pr&oacute;prio, verificamos que a magnitude do quadrivetor velocidade da part&iacute;cula &eacute; sempre constante e igual &agrave; velocidade da luz (igual a  um metro por metro-luz). Se a part&iacute;cula estiver livre de qualquer intera&ccedil;&atilde;o, a dire&ccedil;&atilde;o da sua quadrivelocidade permanece constante e a part&iacute;cula se move ao longo de uma geod&eacute;sica. Se a part&iacute;cula estiver interagindo, ent&atilde;o a dire&ccedil;&atilde;o da sua quadrivelocidade pode mudar e a massa inercial da part&iacute;cula caracteriza a dificuldade que a part&iacute;cula oferece a mudan&ccedil;as dessa dire&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outra descoberta fascinante da TRE &eacute; que a massa (vezes o quadrado da velocidade da luz) representa tamb&eacute;m a quantidade de energia que a part&iacute;cula possui estando em  repouso (energia de repouso), abrindo assim o caminho para a explora&ccedil;&atilde;o da energia nuclear (que resulta da varia&ccedil;&atilde;o da massa durante os processos de fiss&atilde;o de &aacute;tomos pesados, como ur&acirc;nio e plut&ocirc;nio, ou durante a fus&atilde;o de &aacute;tomos leves, como hidrog&ecirc;nio e deut&eacute;rio), assim como da completa transforma&ccedil;&atilde;o da mat&eacute;ria em energia, que acontece quando mat&eacute;ria e antimat&eacute;ria se aniquilam entre si. Por outro lado, o grau de dificuldade que cada corpo oferece a mudan&ccedil;as na sua velocidade (no espa&ccedil;o tridimensional) &eacute; determinado pela sua energia total (energia cin&eacute;tica mais energia de repouso). Quanto maior for a sua energia, maior ser&aacute; a sua in&eacute;rcia, de tal modo que resulta imposs&iacute;vel acelerar qualquer corpo massivo at&eacute; atingir a velocidade da luz.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>INTERA&Ccedil;&Atilde;O GRAVITACIONAL NA TRG</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A grande ideia de Einstein na cria&ccedil;&atilde;o da TRG foi perceber que, gra&ccedil;as ao princ&iacute;pio da equival&ecirc;ncia, n&atilde;o era necess&aacute;ria uma for&ccedil;a para descrever a intera&ccedil;&atilde;o gravitacional entre os corpos, como entre uma part&iacute;cula e um astro, por exemplo. Como a trajet&oacute;ria de cada part&iacute;cula em queda livre n&atilde;o depende da massa da part&iacute;cula, e como na vizinhan&ccedil;a de uma part&iacute;cula em queda livre tudo acontece como se a part&iacute;cula estivesse se movendo livremente, longe de qualquer astro, Einstein assumiu que, nas proximidades de um astro, cada part&iacute;cula se move livremente ao longo de geod&eacute;sicas de um espa&ccedil;o-tempo deformado pela presen&ccedil;a do astro. Essas geod&eacute;sicas espa&ccedil;o-temporais, quando projetadas no nosso espa&ccedil;o tridimensional, constituem aproximadamente as elipses (caracter&iacute;sticas do movimento dos planetas ao redor do Sol, por exemplo), par&aacute;bolas e hip&eacute;rboles previstas pela teoria de Newton. A discrep&acirc;ncia entre as trajet&oacute;rias previstas pela TRG e as previstas pela teoria de Newton &eacute; tanto maior quanto mais pr&oacute;ximo do astro estiver a part&iacute;cula, ou seja, quanto mais intenso for o campo gravitacional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim, sendo o campo gravitacional do Sol o mais intenso do nosso sistema solar, e sendo Merc&uacute;rio o planeta mais pr&oacute;ximo do Sol, de acordo com a TRG, Merc&uacute;rio deveria seguir a trajet&oacute;ria mais discrepante em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; teoria newtoniana. Com a TRG, Einstein conseguiu &#91;9&#93; pela primeira vez obter o valor correto da precess&atilde;o an&ocirc;mala do peri&eacute;lio de Merc&uacute;rio &#91;10&#93;. Esta precess&atilde;o constitui uma viola&ccedil;&atilde;o das leis de Kepler para o movimento dos planetas, j&aacute; percebida pelos astr&ocirc;nomos havia mais de meio s&eacute;culo, a partir de medi&ccedil;&otilde;es muito precisas, feitas ao longo de 400 anos, e cuja intensidade ningu&eacute;m tinha conseguido derivar, nem a partir da perturba&ccedil;&atilde;o gravitacional gerada por quaisquer outros planetas, nem a partir do grau de diferen&ccedil;a (conhecido at&eacute; ent&atilde;o) entre a forma do Sol e a forma de uma esfera.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Curiosamente, nas chamadas <b>equa&ccedil;&otilde;es de Einstein</b>, que definem como a presen&ccedil;a de um objeto deforma o espa&ccedil;o-tempo, o que determina tal deforma&ccedil;&atilde;o (e, consequentemente, a intera&ccedil;&atilde;o gravitacional) n&atilde;o &eacute; apenas a massa do objeto, mas sim seu tensor de energia-momento, uma grandeza que caracteriza o conte&uacute;do de massa-energia, o seu movimento, assim como as press&otilde;es e as tens&otilde;es &agrave;s quais o objeto est&aacute; submetido. Esses novos par&acirc;metros, determinando a intera&ccedil;&atilde;o gravitacional entre objetos, levaram &agrave; descoberta de um conjunto de novos efeitos f&iacute;sicos como, por exemplo, o arrasto de referenciais (<i>frame-dragging</i>, em ingl&ecirc;s) gerado pela rota&ccedil;&atilde;o dos astros, a precess&atilde;o geod&eacute;tica (torque que a deforma&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o-tempo provoca sobre um objeto em rota&ccedil;&atilde;o em torno de seu pr&oacute;prio eixo e que, al&eacute;m disso, est&aacute; orbitando um astro, por exemplo) e a repuls&atilde;o gravitacional que a energia escura estaria exercendo sobre as gal&aacute;xias (o que explicaria a expans&atilde;o acelerada do universo) por causa da sua press&atilde;o suficientemente negativa. Os buracos negros e as ondas gravitacionais s&atilde;o tamb&eacute;m grandes descobertas devidas a deforma&ccedil;&otilde;es no espa&ccedil;o-tempo que a equa&ccedil;&atilde;o de Einstein prev&ecirc;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DESVIO GRAVITACIONAL DA LUZ</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O princ&iacute;pio da equival&ecirc;ncia, ao garantir que pr&oacute;ximo &agrave; superf&iacute;cie do Sol o efeito do campo gravitacional sobre a propaga&ccedil;&atilde;o da luz seria localmente equivalente &agrave; propaga&ccedil;&atilde;o da luz em rela&ccedil;&atilde;o a um referencial uniformemente acelerado, j&aacute; indicava que a luz proveniente de uma estrela distante e que passasse rente &agrave; superf&iacute;cie do Sol deveria sofrer um desvio (tanto de acordo com a mec&acirc;nica newtoniana quanto de acordo com a teoria einsteiniana).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ainda em 1911 &#91;11&#93;, Einstein divulgou uma estimativa preliminar do valor para o desvio da luz que passasse rente &agrave; superf&iacute;cie do Sol, e fez a primeira proposta de experimento para verificar o resultado: a intensidade do desvio da luz poderia ser medida durante um eclipse total do Sol, momento no qual o disco lunar passa precisamente em frente ao disco solar, encobrindo-o completamente, tornando poss&iacute;vel observar a luz proveniente das estrelas ao fundo. A estimativa de Einstein, publicada em 1911, estava incorreta, coincidindo aproximadamente com o resultado obtido por Johann Georg von Soldner, publicado mais de cem anos antes, com base na teoria newtoniana &#91;12&#93;. O desvio da luz proveniente de cada estrela distante se traduz numa mudan&ccedil;a nas posi&ccedil;&otilde;es relativas aparentes das estrelas no entorno do disco solar, afastando as suas imagens para longe do centro do disco do Sol. Visto da Terra, o efeito que o campo gravitacional nas proximidades do Sol exerce sobre a luz &eacute; similar ao de uma grande lente de aumento com o disco solar no seu centro e com uma dist&acirc;ncia focal tanto maior quanto mais distante estiverem do eixo &oacute;ptico os raios de luz incidentes. Ap&oacute;s ter essa ideia, Einstein indaga a alguns astr&ocirc;nomos sobre a possibilidade de verifica&ccedil;&atilde;o do efeito durante um eclipse solar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No ano seguinte, equipes de v&aacute;rios pa&iacute;ses se dirigiram ao sudeste brasileiro para observar o eclipse do Sol de 10 de outubro de 1912 &#91;13&#93;. Entre os astr&ocirc;nomos que aqui vieram, estava Charles Dillon Perrine, &agrave; &eacute;poca diretor do Observat&oacute;rio de C&oacute;rdoba, na Argentina, que, sabendo das ideias de Einstein sobre o desvio da trajet&oacute;ria da luz, tentaria verificar a modifica&ccedil;&atilde;o da posi&ccedil;&atilde;o relativa das estrelas pr&oacute;ximas ao Sol eclipsado &#91;14, 15&#93;. Como membros da comitiva brit&acirc;nica, na ocasi&atilde;o, vieram ao Brasil Arthur Stanley Eddington e Charles Rundle Davidson, que tinham por objetivo fazer medi&ccedil;&otilde;es relacionadas com as propriedades da coroa solar. O mau tempo fez com que nenhuma das comiss&otilde;es que vieram ao Brasil em 1912 tivessem sucesso na observa&ccedil;&atilde;o daquele eclipse.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 25 de novembro de 1915, Einstein comunicou, na Academia Prussiana das Ci&ecirc;ncias de Berlim, na Alemanha, a TRG com a vers&atilde;o final de suas equa&ccedil;&otilde;es de campo &#91;1&#93;, sucedendo em uma semana sua comunica&ccedil;&atilde;o da estimativa corrigida da deflex&atilde;o da luz, com o valor de 1,75 segundos de arco na borda do Sol &#91;9&#93;, um n&uacute;mero duas vezes maior que o resultado obtido pelo c&aacute;lculo newtoniano. Assim, se a TRG estivesse correta, a deflex&atilde;o da luz seria duas vezes maior do que previa a teoria newtoniana; e, se o princ&iacute;pio da equival&ecirc;ncia n&atilde;o fosse v&aacute;lido para as ondas eletromagn&eacute;ticas, o campo gravitacional n&atilde;o promoveria qualquer desvio na trajet&oacute;ria da luz.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>EXPEDI&Ccedil;&Otilde;ES EM 1919</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em nenhum dos eclipses totais do Sol que sucederam o de outubro de 1912 foi poss&iacute;vel verificar o encurvamento da luz, at&eacute; 29 de maio de 1919. Para a ocasi&atilde;o, o Comit&ecirc; Conjunto Permanente de Eclipses (Joint Permanent Eclipse Committee, em ingl&ecirc;s) organizou duas expedi&ccedil;&otilde;es - uma delas para a &Aacute;frica e outra para o Brasil &#91;16&#93;. A comiss&atilde;o que seguiu para a costa oeste africana foi composta por Eddington e Edwin Turner Cottingham, enquanto a comiss&atilde;o que seguiu para o Brasil foi composta por Andrew Claude de la Cherois Crommelin e Davidson (que estivera no Brasil na comitiva em 1912). As duas expedi&ccedil;&otilde;es brit&acirc;nicas sa&iacute;ram juntas de Liverpool em 8 de mar&ccedil;o de 1919. Eddington e Cottingham chegaram ao seu destino, a Ilha do Pr&iacute;ncipe, em 23 de mar&ccedil;o, e Crommelin e Davidson chegaram a Sobral, cidade de observa&ccedil;&atilde;o do eclipse no Brasil, no dia 30 do mesmo m&ecirc;s, ap&oacute;s uma passagem pela Amaz&ocirc;nia &#91;17, 18&#93;, durante a qual foi publicado, em um jornal de Bel&eacute;m do Par&aacute;, um artigo explicando o objetivo daquela expedi&ccedil;&atilde;o brit&acirc;nica ao Cear&aacute; &#91;15, 19, 20&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A montagem dos telesc&oacute;pios levados pelos brit&acirc;nicos para a observa&ccedil;&atilde;o era tal que os equipamentos permaneciam fixos na horizontal, e a compensa&ccedil;&atilde;o do movimento de rota&ccedil;&atilde;o da Terra era feita por espelhos, denominados cel&oacute;statos, acoplados a mecanismos de relojoaria, que projetavam a imagem do campo que inclu&iacute;a o Sol eclipsado em dire&ccedil;&atilde;o &agrave;s lentes objetivas dos telesc&oacute;pios, at&eacute; as placas fotogr&aacute;ficas sucessivamente inseridas na outra extremidade dos tubos que compunham a montagem dos telesc&oacute;pios.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para a Ilha do Pr&iacute;ncipe, no Golfo da Guin&eacute;, costa oeste africana, Eddington e Cottingham levaram a lente de 13 polegadas do telesc&oacute;pio astrogr&aacute;fico de Oxford, que foi utilizada com um redutor para oito polegadas, por sugest&atilde;o de Davidson. O mau tempo prejudicou as observa&ccedil;&otilde;es. Eles obtiveram 16 fotografias, com exposi&ccedil;&otilde;es entre 2 e 15 segundos, das quais nas nove primeiras n&atilde;o foi poss&iacute;vel identificar qualquer estrela. Em apenas duas placas fotogr&aacute;ficas puderam ser identificadas as tr&ecirc;s estrelas principais (entre elas est&atilde;o as que comp&otilde;em a estrela dupla capa (), da constela&ccedil;&atilde;o do Touro) que permitiriam o c&aacute;lculo mais preciso do desvio da luz. A melhor delas, obtida com uma exposi&ccedil;&atilde;o curta de tr&ecirc;s segundos, foi revelada ainda em Pr&iacute;ncipe, enquanto a outra, obtida com uma exposi&ccedil;&atilde;o de 10 segundos, s&oacute; foi revelada ap&oacute;s o retorno da expedi&ccedil;&atilde;o &agrave; Inglaterra.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para a medi&ccedil;&atilde;o da varia&ccedil;&atilde;o na posi&ccedil;&atilde;o aparente das estrelas, era necess&aacute;rio obter fotografias do mesmo campo visual, mas sem o Sol. Para evitar uma greve no transporte mar&iacute;timo, o que faria com que eles ficassem retidos ali por v&aacute;rios meses &#91;16&#93;, Eddington e Cottingham optaram por retornar &agrave; Inglaterra logo em seguida, sem obter as fotos comparativas na Ilha do Pr&iacute;ncipe. Deixaram a ilha no dia 12 de junho, chegando em Liverpool no dia 14 de julho. As fotos comparativas foram realizadas por Frank Arthur Bellamy ainda em Oxford (com a lente em sua montagem original), em janeiro de 1919, portanto antes da ida para a &Aacute;frica. As imagens comparativas foram obtidas para a regi&atilde;o do campo estelar do eclipse, e tamb&eacute;m para uma outra regi&atilde;o, em torno da estrela Arcturus. As medidas das placas fotogr&aacute;ficas obtidas na &Aacute;frica foram realizadas por Eddington, utilizando o equipamento comparador de Cambridge, obtendo o resultado de 1,61 ± 0,30 segundos de arco na borda do Sol, favorecendo os c&aacute;lculos corrigidos de Einstein, publicados em 1915 &#91;9&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para a cidade de Sobral, no estado do Cear&aacute;, no nordeste brasileiro, Crommelin e Davidson levaram dois telesc&oacute;pios. O principal deles era semelhante ao levado para a &Aacute;frica. Era composto pela lente objetiva de 13 polegadas do telesc&oacute;pio astrogr&aacute;fico de Greenwich, tamb&eacute;m utilizado com um redutor para oito polegadas, alimentado pela luz proveniente de um cel&oacute;stato de 16 polegadas. O segundo telesc&oacute;pio, tido como um instrumento reserva, contava com uma lente objetiva de quatro polegadas, alimentada pela luz proveniente de um cel&oacute;stato de oito polegadas. Com o telesc&oacute;pio maior, foram obtidas 19 fotografias, enquanto que com o telesc&oacute;pio reserva foram obtidas oito fotografias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em Sobral, tamb&eacute;m se fizeram presentes duas outras comiss&otilde;es para a observa&ccedil;&atilde;o do eclipse de 1919 (<a href="#fig1">Figura 1</a>) &#91;21&#93;. Uma da Institui&ccedil;&atilde;o Carnegie, dos Estados Unidos, composta por Daniel Maynard Wise e Andrew Thomson, com o objetivo de realizar medidas do magnetismo terrestre e da eletricidade atmosf&eacute;rica; e outra do Observat&oacute;rio Nacional brasileiro, liderada por Henrique Charles Morize, com o objetivo de realizar medi&ccedil;&otilde;es da coroa solar, al&eacute;m de dar suporte &agrave;s comiss&otilde;es estrangeiras &#91;22&#93;.</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v71n3/a07fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim como em Pr&iacute;ncipe, o mau tempo tamb&eacute;m prejudicou as observa&ccedil;&otilde;es em solo brasileiro. No entanto, em Sobral, foram obtidas muito mais fotografias com estrelas. As 19 fotografias obtidas com o telesc&oacute;pio astrogr&aacute;fico de 13 polegadas (reduzido para oito polegadas) utilizado em Sobral, com tempo de exposi&ccedil;&atilde;o alternando entre 5 e 10 segundos, apresentaram imagens difusas e fora de foco, n&atilde;o sendo, portanto, de boa qualidade. Dezesseis dessas fotografias exibiram pelo menos sete estrelas, enquanto que em outras foram identificadas at&eacute; 12 estrelas. A m&aacute; defini&ccedil;&atilde;o das imagens foi atribu&iacute;da, pelos pr&oacute;prios observadores brit&acirc;nicos, principalmente ao mau funcionamento do cel&oacute;stato maior, que teria sofrido uma dilata&ccedil;&atilde;o n&atilde;o uniforme devido &agrave; varia&ccedil;&atilde;o da temperatura durante o eclipse. Tal conclus&atilde;o foi obtida j&aacute; em Sobral, ap&oacute;s a revela&ccedil;&atilde;o das imagens fotogr&aacute;ficas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">J&aacute; as oito imagens obtidas com o telesc&oacute;pio reserva, todas com 28 segundos de exposi&ccedil;&atilde;o em placas fotogr&aacute;ficas de 10 por oito polegadas, foram reputadas como de qualidade muito boa (<a href="#fig2">Figura 2</a>). Das oito fotografias, sete exibiram sete estrelas, enquanto que na outra n&atilde;o foram identificadas estrelas, devido &agrave; presen&ccedil;a de nuvens.</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v71n3/a07fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Crommelin e Davidson permaneceram no Cear&aacute; por cerca de dois meses ap&oacute;s o eclipse. Eles aguardaram em Fortaleza at&eacute; que as estrelas fotografadas durante o eclipse pudessem ser novamente fotografadas em uma altura no c&eacute;u semelhante a das fotografias iniciais (mas sem o Sol acima do horizonte), o que ocorreu no m&ecirc;s de julho. Essas fotografias seriam fundamentais para uma boa aferi&ccedil;&atilde;o das modifica&ccedil;&otilde;es de suas posi&ccedil;&otilde;es relativas aparentes. Eles foram de Sobral para Fortaleza no dia 7 de junho, ap&oacute;s revelarem todas as fotografias obtidas no dia do eclipse, deixando fechada a tenda de abrigo dos telesc&oacute;pios (<a href="#fig3">Figura 3</a>). Retornaram a Sobral no dia 9 de julho para obter as placas fotogr&aacute;ficas de compara&ccedil;&atilde;o, concluindo as imagens no dia 18 daquele m&ecirc;s. Crommelin e Davidson deixaram Sobral definitivamente no dia 22 de julho, chegando de volta em Greenwich no dia 25 de agosto. Durante a viagem de volta para a Inglaterra, os brit&acirc;nicos passaram alguns dias em Bel&eacute;m do Par&aacute;, onde deram uma entrevista que foi publicada em um peri&oacute;dico daquela cidade &#91;19&#93;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v71n3/a07fig03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De volta a Greenwich, as imagens obtidas em Sobral foram analisadas. O resultado obtido em primeira an&aacute;lise para o telesc&oacute;pio de maior di&acirc;metro (com as mesmas caracter&iacute;sticas do utilizado em Pr&iacute;ncipe) foi de 0,93 ± 0,50 segundos de arco na borda do Sol. Tal resultado estava entre o valor newtoniano (0,87 segundos de arco) e o valor corrigido por Einstein em 1915 (1,75 segundos de arco), sendo mais pr&oacute;ximo do primeiro. No entanto, j&aacute; no artigo original, publicado em 1920 &#91;16&#93;, foi registrado que, se fosse levada em considera&ccedil;&atilde;o a mudan&ccedil;a de escala ocasionada pelos efeitos de refra&ccedil;&atilde;o e aberra&ccedil;&atilde;o, o resultado passaria a ser 1,52 ± 0,46 segundos de arco na borda do Sol, com maior concord&acirc;ncia com o resultado corrigido de Einstein. (Este &uacute;ltimo resultado, concordante com a TRG, foi confirmado por uma rean&aacute;lise das placas fotogr&aacute;ficas realizada no final da d&eacute;cada de 1970 &#91;23&#93;.) De qualquer forma, devido aos problemas com as imagens, que se apresentaram bastante difusas, os resultados obtidos com a lente de 13 polegadas (reduzida para oito polegadas) utilizada em Sobral n&atilde;o foram considerados importantes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para o telesc&oacute;pio reserva de quatro polegadas (com o qual foram obtidas imagens muito superiores &agrave;s dos telesc&oacute;pios astrogr&aacute;ficos), a partir de medidas feitas em Greenwich por Davidson e Furner, o resultado para o desvio foi de 1,98 ± 0,18 segundos de arco na borda do Sol, um valor ligeiramente superior ao previsto pela TRG.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O an&uacute;ncio do triunfo da TRG sobre a teoria newtoniana foi feito durante uma sess&atilde;o conjunta da Royal Society e da Royal Astronomical Society brit&acirc;nicas ocorrida em Londres, em 6 de novembro de 1919, presidida por sir Joseph John Thomson. Sob a lideran&ccedil;a de Frank Watson Dyson, astr&ocirc;nomo real brit&acirc;nico, foi tomada a decis&atilde;o de basicamente desconsiderar os resultados de m&aacute; qualidade obtidos pelo telesc&oacute;pio astrogr&aacute;fico levado para Sobral &#91;20, 24&#93;. O artigo original, contendo os resultados das expedi&ccedil;&otilde;es brit&acirc;nicas para a observa&ccedil;&atilde;o do eclipse, foi publicado no ano seguinte, assinado por Dyson, Eddington e Davidson &#91;16&#93;. Ap&oacute;s esses acontecimentos, Einstein, at&eacute; ent&atilde;o um f&iacute;sico que possu&iacute;a algum reconhecimento entre seus colegas da comunidade acad&ecirc;mica, se transformou em uma celebridade mundial, sendo agraciado com o Pr&ecirc;mio Nobel de F&iacute;sica em 1921.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As medi&ccedil;&otilde;es mais precisas da deflex&atilde;o da luz, que foram realizadas durante os eclipses de 1922, 1929, 1936, 1947, 1952 e 1973 &#91;25&#93;, permaneceram em concord&acirc;ncia com as previs&otilde;es da TRG. No entanto, o salto qualitativo na precis&atilde;o das medi&ccedil;&otilde;es do desvio da radia&ccedil;&atilde;o eletromagn&eacute;tica pelo campo gravitacional do Sol veio com a medi&ccedil;&atilde;o da mudan&ccedil;a na posi&ccedil;&atilde;o aparente de intensas radiofontes (como quasares) quando est&atilde;o pr&oacute;ximas do disco solar &#91;26&#93;. Essas medi&ccedil;&otilde;es s&atilde;o feitas usando r&aacute;dio-interferometria de linha de base muito longa (<i>very long baseline radio interferometry - </i>VLBI, em ingl&ecirc;s), t&eacute;cnica capaz de produzir imagens com grande resolu&ccedil;&atilde;o angular - e que permitiu a produ&ccedil;&atilde;o da primeira imagem da sombra de um buraco negro (cuja exist&ecirc;ncia &eacute; mais uma previs&atilde;o da TRG), divulgada no dia 10 de abril deste ano &#91;27&#93;. Por usar ondas de r&aacute;dio, a t&eacute;cnica n&atilde;o precisa da ocorr&ecirc;ncia de um eclipse e, quando aplicada usando-se diferentes comprimentos de onda, ainda permite discriminar quanto do desvio &eacute; devido &agrave; deforma&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o-tempo e quanto &eacute; devido &agrave; refra&ccedil;&atilde;o das ondas eletromagn&eacute;ticas na coroa solar. A partir de quase dois milh&otilde;es de observa&ccedil;&otilde;es VLBI de 541 radiofontes, coletadas entre 1979 e 1999 em 87 localidades ao redor do mundo &#91;26&#93;, foi poss&iacute;vel atingir incertezas relativas v&aacute;rias ordens de grandeza menores que as obtidas nas primeiras medi&ccedil;&otilde;es do desvio da luz. A alta precis&atilde;o dessas medi&ccedil;&otilde;es consolidaram ainda mais a TRG e conseguiram descartar v&aacute;rias teorias alternativas &agrave; teoria gravitacional de Einstein.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>UMA NOVA ERA DE TESTES</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nos dias atuais, medidas dos desvios na posi&ccedil;&atilde;o aparente de estrelas permitem inferir dados que, de outra forma, seriam imposs&iacute;veis de se determinar. Por exemplo, uma equipe de pesquisadores liderada pelo astr&ocirc;nomo Kailash Chandra Sahu, usando o telesc&oacute;pio espacial Hubble, observou uma estrela an&atilde; branca, Stein 2051 B, passando na frente de outra estrela mais distante &#91;28&#93;. Durante a passagem, a posi&ccedil;&atilde;o aparente da estrela mais distante sofreu um desvio de 2 milissegundos de arco. A medi&ccedil;&atilde;o desse efeito de microlentes gravitacionais permitiu determinar que a massa da an&atilde; branca (que est&aacute; a 17 anos-luz do nosso sistema solar) &eacute; 68% a massa do nosso Sol.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foi preciso aguardar at&eacute; a d&eacute;cada de 1960 para que outro teste cl&aacute;ssico na TRG, proposto por Einstein em 1916 &#91;29&#93;, pudesse ser realizado com sucesso. Al&eacute;m da precess&atilde;o do peri&eacute;lio de Merc&uacute;rio e da medi&ccedil;&atilde;o do desvio da luz pelo campo gravitacional do Sol, Einstein pensou na seguinte forma de verificar a sua teoria: a medi&ccedil;&atilde;o do desvio para o vermelho (<i>redshift</i>, em ingl&ecirc;s) gravitacional. Usando o efeito M&ouml;ssbauer, Robert Vivian Pound e Glen Anderson Rebka Jr. &#91;30&#93; conseguiram medir, pela primeira vez, mudan&ccedil;as muito pequenas no comprimento de onda de raios gama caindo livremente no campo gravitacional da Terra. Tal experimento tamb&eacute;m verificou a previs&atilde;o da TRG de que o ritmo de um rel&oacute;gio depende da sua dist&acirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o ao centro da Terra - ou, de modo mais geral, de sua localiza&ccedil;&atilde;o em uma regi&atilde;o de campo gravitacional n&atilde;o homog&ecirc;neo. Sem levar em conta esse efeito, os <i>smartphones</i>, muito comuns hoje em dia, usando o sistema de posicionamento global  &#91;<i>global positioning system</i> (GPS), em ingl&ecirc;s&#93;, seriam incapazes de determinar a nossa posi&ccedil;&atilde;o com tanta precis&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O experimento de Pound e Rebka inaugurou uma nova era de testes de alta precis&atilde;o da TRG, que continua at&eacute; os dias de hoje, com destaque para resultados &eacute;picos, como: (i) as detec&ccedil;&otilde;es diretas de ondas gravitacionais (provenientes da fus&atilde;o de dois buracos negros e tamb&eacute;m da fus&atilde;o de duas estrelas de n&ecirc;utrons) feitas pelas colabora&ccedil;&otilde;es denominadas Observat&oacute;rio Avan&ccedil;ado de Ondas Gravitacionais por Interfer&ocirc;metro Laser (Advanced Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory - Ligo, em ingl&ecirc;s) e Virgo, a partir de 2015 &#91;31, 32&#93; - um s&eacute;culo ap&oacute;s a publica&ccedil;&atilde;o da TRG; (ii) a obten&ccedil;&atilde;o da primeira imagem da sombra de um buraco negro, feita pela colabora&ccedil;&atilde;o denominada Telesc&oacute;pio Horizonte de Eventos (Event Horizon Telescope  - EHT, em ingl&ecirc;s) e publicada este ano &#91;27&#93; - um s&eacute;culo ap&oacute;s a primeira comprova&ccedil;&atilde;o experimental da TRG em Sobral.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>AGRADECIMENTOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Somos gratos a Daniel John Kennefick, da Universidade do Arkansas, nos Estados Unidos, por discuss&otilde;es sobre o tema deste artigo. Lu&iacute;s Carlos Bassalo Crispino agradece o apoio financeiro parcial do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (CNPq) e da Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento de Pessoal de N&iacute;vel Superior (Capes) - C&oacute;digo de Financiamento 001.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. 	Brito, I. Tradu&ccedil;&atilde;o a partir do original alem&atilde;o "Die feldgleichungen der gravitation", A. Einstein, <i>Sitzungsberichte der Preussischen Akademie der Wissenschaften zu Berlin</i>, v. 2, 844-847, 25.11.1915. (As equa&ccedil;&otilde;es de campo da gravita&ccedil;&atilde;o, A. Einstein, Atas da Academia Prussiana das Ci&ecirc;ncias de Berlim.) <i>Boletim da Sociedade Portuguesa de Matem&aacute;tica</i>, v. 73, pp. 127-144. 2015.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. 	Einstein, A. "Sobre a eletrodin&acirc;mica dos corpos em movimento". In: <i>Textos fundamentais da f&iacute;sica moderna, volume I (O princ&iacute;pio da relatividade),</i> pp. 47-86. Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian, Lisboa. 1983. (Tradu&ccedil;&atilde;o de M&aacute;rio J. Saraiva do artigo "Zur elektrodynamik bewegter K&ouml;rper". <i>Annalen der Physik</i>, v. 17, pp. 891-921. 1905.    )</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. 	Galilei, G. <i>Il saggiatore</i>. Seconda edizione. Giangiacomo Feltrinelli Editore, Milano. 2008.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. 	Galilei, G. <i>Di&aacute;logo sobre os dois m&aacute;ximos sistemas do mundo - ptolomaico e copernicano</i>. (Tradu&ccedil;&atilde;o, introdu&ccedil;&atilde;o e notas de Pablo R. Mariconda.) Discurso Editorial/Imprensa Oficial, S&atilde;o Paulo.  2004.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. 	Galilei, G. <i>Duas novas ci&ecirc;ncias.</i> (Tradu&ccedil;&atilde;o e notas de Letizio Mariconda e Pablo R. Mariconda.) Nova Stella Editorial, S&atilde;o Paulo. 1988.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. 	Newton, I. <i>Principia: Princ&iacute;pios matem&aacute;ticos de filosofia natural - Livro I</i>. (Tradu&ccedil;&atilde;o de Trieste Ricci, Leonardo G. Brunet, S&ocirc;nia T. Gehring e Maria H. C. C&eacute;lia.) 2a. edi&ccedil;&atilde;o. Editora da Universidade de S&atilde;o Paulo (Edusp), S&atilde;o Paulo. 2002.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. 	Newton, I. <i>Principia: Princ&iacute;pios matem&aacute;ticos de filosofia natural - Livros II e III</i>. (Tradu&ccedil;&atilde;o de Andr&eacute; K. T. Assis.) Editora da Universidade de S&atilde;o Paulo (Edusp), S&atilde;o Paulo. 2008.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. 	Resnick, R. <i>Introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; relatividade especial.</i> (Tradu&ccedil;&atilde;o de Shigeo Watanabe.) Editora Pol&iacute;gono / Editora da Universidade de S&atilde;o Paulo (Edusp), S&atilde;o Paulo. 1971.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. 	Einstein, A. "Erkl&auml;rung der perihelbewegung des Merkur aus der allgemeinen relativit&auml;tstheorie". <i>Sitzungsberichte Preussische Akademie der Wissenschaften zu Berlin,</i> v. 2, pp. 831-839. 18.11.1915.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10.	Le Verrier, U. J. J. "Lettre de M. Le Verrier &agrave; M. Faye sur la th&eacute;orie de Mercure et sur le mouvement du p&eacute;rih&eacute;lie de cette plan&egrave;te". <i>Comptes rendus hebdomadaires des s'eances de L'Acad&eacute;mie des sciences (Paris)</i>, v. 49, pp. 379-383. 1859.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11.	Einstein, A. "Sobre a influ&ecirc;ncia da gravidade na propaga&ccedil;&atilde;o da luz". In: <i>Textos fundamentais da f&iacute;sica moderna, volume I (O princ&iacute;pio da relatividade)</i>, pp. 127-140. Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian, Lisboa. 1983. (Tradu&ccedil;&atilde;o de M&aacute;rio J. 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ArXiv, <a href="http://arxiv.org/abs/astro-ph/0102462" target="_blank">http://arxiv.org/abs/astro-ph/0102462</a>. 2001.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15.	Crispino, L. C. B.; Lima, M. C. de. "Amazonia introduced to general relativity: the may 29, 1919, solar eclipse from a north-brazilian point of view". <i>Physics in  Perspective</i>, v. 18, pp. 379-354. 2016.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16.	Dyson, F. W.; Eddington, A. S.; Davidson, C. "A determination of the deflection of light by the Sun's gravitational field, from observations made at the total eclipse of may 29, 1919". <i>Philosophical Transactions of the Royal Society of London</i>, v. 220, pp. 291-333. 1920.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17.	Crommelin, A. C. D. "The eclipse expedition to Sobral", <i>The Observatory</i>, London, v. 42, pp. 368-371. 1919.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18.	Lima, M. C. de; Crispino, L. C. B. "Crommelin's and Davidson's visit to Amazonia and the 1919 total solar eclipse", <i>International Journal of Modern Physics D</i>, v. 25, 1641002-1-1641002-5. 2016.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19.	Crispino, L. C. B.; Lima, M. C. de. "A teoria da relatividade de Einstein apresentada para a Amaz&ocirc;nia". <i>Revista Brasileira de Ensino de F&iacute;sica</i>, v. 38, e4203-1-e4203-12. 2016.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20.	Crispino, L. C. B.; Kennefick, D. J. "A hundred years of the first experimental test of general relativity", <i>Nature Physics</i>, v. 15, pp. 416-419. 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21.	Crispino, L. C. B. "Expeditions for the observation in Sobral, Brazil, of the may 29, 1919 total solar eclipse", <i>International Journal of Modern Physics D</i>, v. 27, 1843004-1-1843004-10. 2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22.	L. C. B. Crispino e M. C. de Lima, "Expedi&ccedil;&atilde;o norte-americana e iconografia in&eacute;dita de Sobral em 1919". <i>Revista Brasileira de Ensino de F&iacute;sica,</i> v. 40, e1601-1-e1601-8. 2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23.	Harvey, G. M. "Gravitational deflection of light: a re-examination of the observations of the solar eclipse of 1919". <i>The Observatory</i>,    London, v. 99, pp. 195-198. 1979.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24.	Kennefick, D. J. "Testing relativity from the 1919 eclipse - a question of bias", <i>Physics Today</i>, v. 62, pp. 37-42. 2009.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25.	Will, C. M. <i>Theory and experiment in gravitational physics</i>. Revised Edition. Cambridge University Press, Cambridge. 1993.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26.	Shapiro, S. S.; Davis, J. L.; Lebach, D. E.; Gregory, J. S. "Measurement of the solar-gravitational deflection of radio waves using geodetic very-long-basline interferometry data, 1979-1999". <i>Physical Review Letters</i>, v. 92, pp.1101-1104. 2004.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27.	Akiyama, K. et al. (The Event Horizon Telescope Collaboration). "First M87 event horizon telescope results. I. The shadow of the supermassive black hole". <i>Astrophysical Journal Letters</i>, v. 875, L1-1-L1-17. 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">28.	Sahu, K. C. et al., "Relativistic deflection of background starlight measures the mass of a nearby white dwarf star". <i>Science</i>, v. 356,    pp. 1046-1050. 2017.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">29.	Einstein, A. "Os fundamentos da teoria da relatividade geral". In: <i>Textos fundamentais da f&iacute;sica moderna, volume I (O princ&iacute;pio da relatividade)</i>, pp. 141-214. Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian, Lisboa. 1983. (Tradu&ccedil;&atilde;o de M&aacute;rio J. Saraiva do artigo "Die grundlagen der allgemeinen relativit&auml;tstheorie". <i>Annalen der Physik</i>, v. 49, pp. 769-822. 1916.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">30.	Pound, R. V.; Rebka Jr., G. A. "Gravitational red-shift in nuclear resonance". <i>Physical Review Letters</i>, v. 3, pp. 439-441. 1959.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">31.	Abbott, B. P. et al. (Ligo and Virgo Scientific Collaboration). "Observation of gravitational waves from a binary black hole merger". <i>Physical Review Letters</i>, v. 116, 061102-1-061102-16. 2016.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">32.	Abbott, B. P. et al. (Ligo and Virgo Scientific Collaboration). "GW170817: Observation of gravitational waves from a binary neutron star inspiral". <i>Physical Review Letters</i>. v. 119, 161101-1-061101-18. 2017.    </font></p>      ]]></body><back>
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