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<publisher-name><![CDATA[Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência]]></publisher-name>
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<article-id>S0009-67252019000300014</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.21800/2317-66602019000300014</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Humanos e formigas utilizam as plantas que proliferaram com a fragmentação da mata atlântica nordestina]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade de Pernambuco curso de licenciatura em ciências biológicas ]]></institution>
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<institution><![CDATA[,Universidade Federal de Pernambuco  ]]></institution>
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<institution><![CDATA[,Universidade Federal de Pernambuco Programa de Pós-Graduação em biologia vegetal ]]></institution>
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<institution><![CDATA[,Universidade Federal da Paraíba Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas  Laboratório de Ecologia Aplicada e Conservação ]]></institution>
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<institution><![CDATA[,Universidadede Tartu Instituto de Ecologia e Ciências da Terra Departamento de Zoologia]]></institution>
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<institution><![CDATA[,Universidade de Kaiserslautern Departamento de Ecologia e Sistemática de Plantas ]]></institution>
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<institution><![CDATA[,Universidade Federal de Pernambuco Departamento de Botânica Programas de Pós-Graduação em Biologia Vegetal e Biologia Animal]]></institution>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    <br>   ENSAIOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Humanos e formigas utilizam as plantas que proliferaram com a fragmenta&ccedil;&atilde;o da mata atl&acirc;ntica nordestina</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>El&acirc;ine Maria dos Santos Ribeiro<sup>I</sup>; Maria Joana Specht<sup>II</sup>; Marcelo Tabarelli<sup>III</sup>; Br&aacute;ulio Almeida Santos<sup>IV</sup>; Pille Gerhold<sup>V</sup>; Rainer Wirth<sup>VI</sup>; Inara Roberta Leal<sup>VII</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Professora do curso de licenciatura em ci&ecirc;ncias biol&oacute;gicas da Universidade de Pernambuco (UPE), campus Petrolina. Email: <a href="mailto:elaine.ribeiro@upe.br">elaine.ribeiro@upe.br</a>    <br>   <sup>II</sup>Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).E-mail: <a href="mailto:joanaspecht@gmail.com">joanaspecht@gmail.com</a>    <br>   <sup>III</sup>Professor do Departamento de Bot&acirc;nica da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), credenciado no Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em biologia vegetal da UFPE. E-mail: <a href="mailto:mtrelli@ufpe.br">mtrelli@ufpe.br</a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>IV</sup>Professor adjunto da Universidade Federal da Para&iacute;ba (UFPA), campus Jo&atilde;o Pessoa, onde coordena o Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas (Zoologia) e o Laborat&oacute;rio de Ecologia Aplicada e Conserva&ccedil;&atilde;o (LEAC). E-mail: <a href="mailto:braulio@dse.ufpb.br">braulio@dse.ufpb.br</a>    <br>   <sup>V</sup>Pesquisadora s&ecirc;nior do Departamento de Zoologia, Instituto de Ecologia e Ci&ecirc;ncias da Terra, da Universidadede Tartu, na Est&ocirc;nia. E-mail: <a href="mailto:pille.gerhold@ut.ee ">pille.gerhold@ut.ee</a>    <br>   <sup>VI</sup>Pesquisador, docente e chefe do Departamento de Ecologia e Sistem&aacute;tica de Plantas da Universidade de Kaiserslautern, na Alemanha. E-mail: <a href="mailto:with@rhrk.uni-kl.de">with@rhrk.uni-kl.de</a>    <br>   <sup>VII</sup>Professora do Departamento de Bot&acirc;nica da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), credenciada nos Programas de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Biologia Vegetal e Biologia Animal da institui&ccedil;&atilde;o. E-mail: <a href="mailto:irleal@ufpe.br">irleal@ufpe.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; sabido que muitas esp&eacute;cies t&ecirc;m suas popula&ccedil;&otilde;es reduzidas e v&aacute;rias se tornam extintas devido &agrave; fragmenta&ccedil;&atilde;o das florestas. Como as popula&ccedil;&otilde;es que utilizam as plantas em florestas fragmentadas reagem &agrave; modifica&ccedil;&atilde;o na composi&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies? Neste estudo buscamos entender o porqu&ecirc; de as formigas e os seres humanos compartilharem 50% das esp&eacute;cies de plantas de sua dieta em uma paisagem fragmentada da Mata Atl&acirc;ntica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Embora muitos dos efeitos da perda e fragmenta&ccedil;&atilde;o de habitats sobre as florestas tropicais j&aacute; sejam bem conhecidos, ainda existe muito a ser elucidado sobre esse processo. Uma das consequ&ecirc;ncias diretas da perda e fragmenta&ccedil;&atilde;o das florestas &eacute; a simplifica&ccedil;&atilde;o dos habitats, atrav&eacute;s da homogeneiza&ccedil;&atilde;o da composi&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies &#91;1, 2&#93;. Quando estamos tratando das plantas, por exemplo, sabemos que, com a perda e fragmenta&ccedil;&atilde;o das florestas, h&aacute; predom&iacute;nio de esp&eacute;cies bem adaptadas &agrave;s novas condi&ccedil;&otilde;es do habitat (e.g. fragmentos florestais pequenos e isolados, com muita entrada de luz e vento) tais como esp&eacute;cies de crescimento r&aacute;pido, com muitas sementes pequenas que se auto dispersam ou que dependem de polinizadores e dispersores generalistas. Essas mudan&ccedil;as na flora, base da teia tr&oacute;fica dos ecossistemas terrestres, pode trazer consequ&ecirc;ncias indiretas no padr&atilde;o de utiliza&ccedil;&atilde;o dos recursos vegetais de diversos herb&iacute;voros, desde formigas cortadeiras que coletam fragmentos de folhas para cultivar o jardim de fungos do qual se alimentam at&eacute; humanos que podem utilizar as plantas como fonte de lenha. Mas ser&aacute; que seres t&atilde;o diferentes como humanos e formigas cortadeiras respondem da mesma forma &agrave; fragmenta&ccedil;&atilde;o da floresta com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sele&ccedil;&atilde;o das plantas que utilizam?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Mata Atl&acirc;ntica &eacute; uma dessas florestas tropicais megadiversas que sofreu forte perda e fragmenta&ccedil;&atilde;o, mas que ainda possui uma vasta diversidade de plantas (cerca de 17,7 mil esp&eacute;cies) &#91;2, 3, 4&#93;. Essa diversidade em n&uacute;mero de esp&eacute;cies &eacute; expressa, por exemplo, pelos tipos de folhas, cujas dimens&otilde;es podem variar desde o tamanho da cabe&ccedil;a de um alfinete, como os fol&iacute;olos das folhas partidas do visgueiro, at&eacute; as folhas da emba&uacute;ba, cujas dimens&otilde;es s&atilde;o maiores que um prato. Da mesma forma, essas esp&eacute;cies s&atilde;o diversificadas em rela&ccedil;&atilde;o a outras caracter&iacute;sticas, como a composi&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica, espessura, dureza, presen&ccedil;a de pelos e espinhos nas folhas, densidade da madeira e abund&acirc;ncia de seus indiv&iacute;duos na floresta. Assim, cada esp&eacute;cie possui um conjunto de caracter&iacute;sticas que influencia desde seu crescimento at&eacute; o quanto de carbono a esp&eacute;cie vai armazenar em galhos, folhas e troncos. Por exemplo, esp&eacute;cies de folhas grandes e macias t&ecirc;m maior capacidade de estocar carbono atmosf&eacute;rico, o que pode resultar em maiores taxas de crescimento e reprodu&ccedil;&atilde;o da planta. Por outro lado, esp&eacute;cies com folhas grossas e duras podem evitar os danos causados por herb&iacute;voros quando comparadas &agrave;s folhas finas e macias, crescendo mais lentamente e se reproduzindo menos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estudos de etnobot&acirc;nica (ci&ecirc;ncia que estuda a rela&ccedil;&atilde;o dos seres humanos com as plantas) t&ecirc;m mostrado que popula&ccedil;&otilde;es humanas rurais que fazem o uso direto de plantas selecionam esp&eacute;cies florestais para diversos prop&oacute;sitos, tais como medicinal, constru&ccedil;&atilde;o civil e como fonte de energia (lenha) &#91;3, 5&#93;. Essa sele&ccedil;&atilde;o das plantas &eacute; realizada de acordo com o tipo do uso. Por exemplo, para constru&ccedil;&atilde;o civil e lenha, a escolha &eacute; baseada, principalmente, na qualidade da madeira: quanto mais densa (ou dura) a madeira, mais adequada para esse fim &#91;6&#93;. Para uso medicinal, a sele&ccedil;&atilde;o &eacute; feita por meio da an&aacute;lise de propriedades qu&iacute;micas presentes em alguma parte da planta ou do relato de sucesso no uso &#91;7&#93;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por&eacute;m, quando se trata de min&uacute;sculos insetos sociais, como as formigas cortadeiras do g&ecirc;nero Atta, ser&aacute; que elas tamb&eacute;m selecionam as plantas que melhor se adequam ao crescimento do fungo que cultivam em suas col&ocirc;nias e do qual se alimentam? V&aacute;rios estudos enfocaram a sele&ccedil;&atilde;o de plantas cortadas por formigas cortadeiras e, sim, elas tamb&eacute;m escolhem n&atilde;o apenas entre esp&eacute;cies diferentes de plantas, mas tamb&eacute;m entre indiv&iacute;duos diferentes da mesma esp&eacute;cie e entre partes diferentes da mesma planta &#91;8, 9&#93;. Por exemplo, esp&eacute;cies de plantas pioneiras que crescem rapidamente quando expostas ao Sol s&atilde;o preferidas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s plantas que crescem lentamente na sombra, porque as pioneiras t&ecirc;m menos defesas qu&iacute;micas (e.g. terpenos) e f&iacute;sicas (e.g. pelos) contra herb&iacute;voros e s&atilde;o mais palat&aacute;veis para as formigas &#91;8&#93;. Da mesma forma, folhas murchas s&atilde;o preferidas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s n&atilde;o murchas, porque s&atilde;o mais f&aacute;ceis de cortar e mais palat&aacute;veis, bem como folhas jovens s&atilde;o preferidas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s velhas porque s&atilde;o mais macias e palat&aacute;veis &#91;9&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na Mata Atl&acirc;ntica nordestina localizada ao norte do rio S&atilde;o Francisco, o setor mais degradado de toda a Mata Atl&acirc;ntica brasileira &#91;1&#93;, estudos sobre o uso de plantas como combust&iacute;vel dom&eacute;stico e de comportamento de forrageamento de formigas cortadeiras foram realizados entre os anos de 2000 e 2013 &#91;3, 8&#93;. Esses estudos foram conduzidos em fragmentos de floresta e seus entornos em uma paisagem rural. Atrav&eacute;s de entrevistas e caminhadas na floresta com habitantes locais, foi poss&iacute;vel identificar as esp&eacute;cies de &aacute;rvores mais utilizadas para combust&iacute;vel dom&eacute;stico por pessoas que vivem ao redor dos fragmentos. Para descobrir as esp&eacute;cies utilizadas pelas formigas, foram coletados peda&ccedil;os de folhas das esp&eacute;cies vegetais presentes nas trilhas das formigas cortadeiras, os quais foram identificados posteriormente no n&iacute;vel de esp&eacute;cie. Embora esses estudos tivessem sido destinados a responder perguntas isoladas para cada grupo biol&oacute;gico (humanos e formigas cortadeiras), os pesquisadores ficaram intrigados com o fato de que 50% das plantas utilizadas como lenha pelas comunidades rurais faziam parte da dieta das formigas cortadeiras (<a href="/img/revistas/cic/v71n3/a14fig01.jpg">Figura 1</a>). Isso n&atilde;o era esperado porque, de acordo com a teoria existente at&eacute; ent&atilde;o &#91;6, 10, 11&#93;, os grupos selecionariam plantas com caracter&iacute;sticas opostas: os humanos preferindo plantas de sombra, com crescimento lento, madeira dura, folhas pequenas, espessas, duras e bem defendidas contra herb&iacute;voros (plantas caracter&iacute;sticas das florestas conservadas), e as formigas cortadeiras preferindo plantas de sol, com crescimento r&aacute;pido, madeira mole, folhas grandes, finas, macias e pouco defendidas contra herb&iacute;voros (plantas pioneiras caracter&iacute;sticas das florestas fragmentadas).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quais seriam os motivos que levaram &agrave; sele&ccedil;&atilde;o em comum de esp&eacute;cies vegetais por humanos e formigas cortadeiras? Na ecologia, a teoria do forrageamento &oacute;timo &#91;12&#93; prediz uma rela&ccedil;&atilde;o de custo/benef&iacute;cio envolvida na escolha de um recurso, ou seja, os organismos selecionam recursos que forne&ccedil;am mais energia do que a gasta para obt&ecirc;-los. Com base nessa teoria, n&atilde;o valeria a pena buscar uma madeira mais dura para uso como lenha ou uma planta com folhas mais macias para cultivar fungos se essas s&atilde;o muito raras na floresta. Outra teoria ecol&oacute;gica, a hip&oacute;tese da apar&ecirc;ncia &#91;13&#93; prediz que as plantas mais suscet&iacute;veis ao ataque de herb&iacute;voros s&atilde;o aquelas mais vis&iacute;veis, ou seja, mais abundantes. A hip&oacute;tese da apar&ecirc;ncia tem sido adotada recentemente tamb&eacute;m em estudos etnobot&acirc;nicos que defendem que o uso por humanos &eacute; afetado pela disponibilidade do recurso &#91;7&#93;. Como esp&eacute;cies de madeira dura est&atilde;o cada vez mais raras em florestas fragmentadas, &eacute; poss&iacute;vel que os humanos estejam usando as esp&eacute;cies que s&atilde;o mais abundantes atualmente, ou seja, aquelas plantas pioneiras de crescimento r&aacute;pido, velhas conhecidas das formigas cortadeiras e que tendem a responder positivamente &agrave; fragmenta&ccedil;&atilde;o da floresta. De fato, estudos na Mata Atl&acirc;ntica e na Floresta Amaz&ocirc;nica &#91;14, 15&#93; t&ecirc;m demonstrado que a perda de habitats gera a prolifera&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies que se adaptam &agrave;s novas condi&ccedil;&otilde;es microclim&aacute;ticas como, por exemplo, maior incid&ecirc;ncia luminosa e mais vento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para verificar essa hip&oacute;tese, primeiro foi avaliado se a densidade (dureza) da madeira influenciava a escolha das esp&eacute;cies pelos moradores que vivem pr&oacute;ximo &agrave;s florestas estudadas. Diferentemente do relatado na literatura &#91;6&#93;, constatou-se que as esp&eacute;cies mais usadas n&atilde;o s&atilde;o as que possuem maior densidade de madeira, n&atilde;o sendo, portanto, essa caracter&iacute;stica uma boa descritora do padr&atilde;o de uso das esp&eacute;cies como combust&iacute;vel. Posteriormente, utilizando a abund&acirc;ncia de indiv&iacute;duos das esp&eacute;cies de plantas que ocorrem nos fragmentos de floresta como um descritor da sua visibilidade, foi avaliado se as esp&eacute;cies utilizadas como lenha eram as mais abundantes, o que foi corroborado, ou seja, os moradores usavam as esp&eacute;cies mais abundantes presentes nos fragmentos de floresta ainda existentes em sua paisagem rural (<a href="/img/revistas/cic/v71n3/a14fig01.jpg">Figura 1</a>). Apesar dessas esp&eacute;cies n&atilde;o serem as de madeira mais dura, sua densidade ficou em torno de 0.65 g/cm<sup>3</sup>, valor similar ao de outras esp&eacute;cies de uso comercial, como Eucalyptus, que tem densidade de madeira em torno de 0.61 g/cm<sup>3</sup>. Por fim, al&eacute;m da abund&acirc;ncia, a dist&acirc;ncia &agrave;s plantas utilizadas foi um fator importante na decis&atilde;o dos moradores, sendo as esp&eacute;cies mais pr&oacute;ximas &agrave;s bordas da floresta mais usadas, devido &agrave; dificuldade de carregar o peso da madeira at&eacute; os domic&iacute;lios.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto &agrave;s formigas cortadeiras, como previsto e relatado na literatura, foram selecionadas esp&eacute;cies de plantas com folhas mais macias e, tamb&eacute;m, mais abundantes, uma vez que as plantas pioneiras possuem folhas mais macias e s&atilde;o mais abundantes do que esp&eacute;cies caracter&iacute;sticas da floresta madura, especialmente nas bordas (<a href="/img/revistas/cic/v71n3/a14fig01.jpg">Figura 1</a>). Esses resultados nos indicam que tanto humanos quanto formigas utilizam as esp&eacute;cies mais abundantes nos fragmentos de floresta.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m de identificar as plantas selecionadas por humanos e formigas cortadeiras, verificamos que as esp&eacute;cies utilizadas eram mais pr&oacute;ximas em termos de rela&ccedil;&atilde;o de parentesco, como primos de uma mesma fam&iacute;lia (<a href="#fig2">Figura 2</a>). As formigas cortadeiras, por exemplo, concentraram seu forrageamento nas plantas com folhas mais macias, caracter&iacute;stica que ocorre frequentemente em alguns grupos de plantas espec&iacute;ficos, como as fam&iacute;lias Euphorbiaceae e Melastomataceae. As esp&eacute;cies com maiores valores de densidade da madeira tamb&eacute;m formaram grupos filogen&eacute;ticos espec&iacute;ficos (e.g. Sapotaceae e Primulaceae), apesar de tal caracter&iacute;stica n&atilde;o ter sido levada em conta na sele&ccedil;&atilde;o pelos moradores dos entornos dos fragmentos da floresta.</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v71n3/a14fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O desmatamento e a fragmenta&ccedil;&atilde;o da floresta acabam direcionando o uso das esp&eacute;cies tanto pelas formigas como pelos humanos, for&ccedil;ando seres completamente diferentes a utilizarem as esp&eacute;cies que conseguem proliferar mesmo depois de v&aacute;rias d&eacute;cadas de explora&ccedil;&atilde;o desordenada. &Eacute; sabido que muitas esp&eacute;cies t&ecirc;m suas popula&ccedil;&otilde;es reduzidas e v&aacute;rias se tornam extintas por conta da perda e fragmenta&ccedil;&atilde;o de habitats. Todavia, nossos achados refor&ccedil;am a ideia de que algumas esp&eacute;cies se beneficiam ou apenas se adaptam &agrave;s novas condi&ccedil;&otilde;es. No caso das popula&ccedil;&otilde;es humanas, a fragmenta&ccedil;&atilde;o das florestas leva a uma migra&ccedil;&atilde;o no padr&atilde;o de explora&ccedil;&atilde;o baseada em recursos mais nobres para aqueles recursos que sobram. Esse &eacute; o mesmo padr&atilde;o encontrado em outras formas de explora&ccedil;&atilde;o de recursos naturais como a pesca e a extra&ccedil;&atilde;o comercial de madeira. Al&eacute;m disso, como observado aqui, &eacute; prov&aacute;vel que n&atilde;o apenas esp&eacute;cies, mas grupos filogen&eacute;ticos inteiros sejam perdidos com a fragmenta&ccedil;&atilde;o das florestas. Ainda n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel estimar os impactos dessa converg&ecirc;ncia no uso das esp&eacute;cies vegetais, mas alguns cen&aacute;rios s&atilde;o poss&iacute;veis como a persist&ecirc;ncia apenas de esp&eacute;cies pioneiras com maior grau de adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s &aacute;reas fragmentadas, cujas poss&iacute;veis consequ&ecirc;ncias precisam ser melhor avaliadas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>AGRADECIMENTOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os autores agradecem aos revisores an&ocirc;nimos pelas contribui&ccedil;&otilde;es que possibilitaram a melhoria do trabalho e &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es que o financiaram (CNPq 540322/01-6, 243000/02, 165867/2015-9, Capes 007/01, DFG WI 1959/1-1, Estonian Research Council - grant PUT1006).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1.	L&ocirc;bo, D.; Le&atilde;o, T.; Melo, F. P. L.; Santos, A. M. M.; Tabarelli, M. "Forest fragmentation drives Atlantic forest of northeastern Brazil to biotic homogenization", <i>Diversity and Distributions</i>, 17, 287-296. 2011.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2.	Tabarelli, M; Aguiar, A. V.; Leal, I. R.; Lopes, A. V. <i>Serra Grande: uma floresta de ideias</i>. Recife: Editora Universit&aacute;ria da UFPE, 2013.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3.	Specht, M. J.; Pinto, R. S. S.; Tabarelli, M.; Melo, F. P. L. "Biodiversidade queimada: Uso de lenha para cozinhar amea&ccedil;a Mata Atl&acirc;ntica do Nordeste", <i>Ci&ecirc;ncia Hoje</i>, 308, 28-31. 2013.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. <i>Flora do Brasil 2020 em constru&ccedil;&atilde;o</i>. Jardim Bot&acirc;nico do Rio de Janeiro. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://floradobrasil.jbrj.gov.br/" target="_blank">http://floradobrasil.jbrj.gov.br/</a>&nbsp;Acesso em: 17 Jun. 2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5.	Anderson, E. N.; Pearsall, D.; Hunn, E.; Tuner, N. <i>Ethnobiology</i>. New Jersey: John Wiley &amp; Sons, 2011.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6.	Ramos, M. A.; Medeiros, P. M.; Almeida, A. L. S.; Feliciano, A. L. P.; Albuquerque, U. P. "Can wood quality justify local preferences for firewood in an area of caatinga (dryland) vegetation?", Biomass and Bioenergy, 32, 503-509. 2008.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7.	Santos, C. S.; Barros, F. N.; Paula, M.; Rando, J.; Nascimento, V. T.; Medeiros, P. M. M. "What matters when prioritizing a medicinal plant? A study of local criteria for their differential use", <i>Acta Bot&acirc;nica Brasilica</i>, 32, 297-302. 2018.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8.	Falc&atilde;o, P. F.; Pinto, S. R. R.; Wirth, R.; Leal, I. R. "Edge-induced narrowing of dietary diversity in leaf-cutting ants", <i>Bulletin of Entomological Research</i>, 101, 305-311. 2011.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9.	Ribeiro-Neto, J. D.; Pinho, B. X.; Meyer, S. T.; Wirth, R.; Leal, I. R. "Drought stress drives intraspecific choice of food plants by Atta leaf-cutting ants", <i>Entomologia Experimentalis et Applicata. </i>144, 209-215. 2012.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10.	Howard, J.J. "Index to Ecology, volume 69, 1988", <i>Ecology</i>, 69, 250-260.1988.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11.	Mundim, F. M.; Costa, A. N.; Vasconcelos, H. L. "Leaf nutrient content and host plant selection by leaf-cutter ants, <i>Atta&nbsp;laevigata</i>, in a Neotropical savanna<i>", Entomologia Experimentalis et Applicata</i>, 130, 47-54. 2008.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12.	Pyke, G. H.; Pulliam, H. R.; Charnov, E. L. "Optimal foraging: a selective review of theory and tests", <i>Quarterly Review of Biology</i>, 52, 137-154. 1977.    </font></p>     ]]></body>
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