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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>MUNDO    <br>   SUSTENTABILIDADE</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Pesquisa espacial e o futuro da humanidade</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Bianca Bosso</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v71n4/a07fig01.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"Esta&ccedil;&otilde;es espaciais na &oacute;rbita da Terra com centenas de trabalhadores produzindo materiais e pesquisas. Viagens tur&iacute;sticas levando pessoas para o espa&ccedil;o, com escala na Lua e em Marte. Esta&ccedil;&otilde;es de extra&ccedil;&atilde;o e min&eacute;rio nos mais diversos corpos celestes e enormes placas captadoras de energia solar situadas ao redor da &oacute;rbita global. Enquanto isso, a Terra descansa, intocada". Para alguns, o cen&aacute;rio descrito pode at&eacute; parecer enredo de fic&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. Mas para alguns cientistas e empres&aacute;rios, essa realidade est&aacute; mais pr&oacute;xima do que podemos imaginar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O fundador da Amazon, Jeff Bezos, &eacute; um dos grandes entusiastas da pesquisa espacial. Bezos investe cerca de um bilh&atilde;o de d&oacute;lares por ano em sua startup, Blue Origin, fundada no final de 2000, que desenvolve pesquisas e fabrica materiais com o objetivo de levar pessoas para trabalhar em ind&uacute;strias situadas na &oacute;rbita da Lua nos pr&oacute;ximos 100 anos.  Al&eacute;m da Blue Origin, outras empresas t&ecirc;m investido na produ&ccedil;&atilde;o de materiais para a explora&ccedil;&atilde;o espacial. A empresa Made in Space, por exemplo, j&aacute; d&aacute; os primeiros passos para tornar eficiente a manufatura em &oacute;rbita, produzindo impressoras de uso em microgravidade e fibra &oacute;ptica na esta&ccedil;&atilde;o espacial internacional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A op&ccedil;&atilde;o de colonizar o espa&ccedil;o como alternativa &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es que a Terra enfrentar&aacute; nas pr&oacute;ximas d&eacute;cadas parece encantar muitos investidores, mas para o cientista Greg Autry, pesquisador da Universidade do Sul da Calif&oacute;rnia, a pesquisa espacial pode ser um investimento importante n&atilde;o somente com a finalidade de fugir para o espa&ccedil;o, mas para resolver problemas que j&aacute; enfrentamos na Terra. &Eacute; isso que Autry defende no texto "Space research can save the planet (again)", publicado na revista <i>Foreign Policy</i> no final de julho: "Descobrir a hist&oacute;ria de outros mundos e imaginar seu futuro oferece vis&otilde;es importantes para as estrat&eacute;gias de mitiga&ccedil;&atilde;o da mudan&ccedil;a clim&aacute;tica em nosso planeta", afirmou. Segundo o pesquisador, a Terra n&atilde;o &eacute; o &uacute;nico planeta do sistema solar que j&aacute; encarou mudan&ccedil;as como essas: h&aacute; cerca de quatro bilh&otilde;es de anos, uma s&iacute;ndrome descontrolada de gases causadores do efeito estufa transformaram V&ecirc;nus em um planeta quente e inabit&aacute;vel, banhado por chuva &aacute;cida. Se estudos comprovarem que esse processo tem semelhan&ccedil;as com o efeito estufa terrestre, teoricamente seria poss&iacute;vel, atrav&eacute;s de an&aacute;lises comparativas, encontrar caminhos para evitar o colapso total da biosfera. Esse seria somente um exemplo dos frutos que a explora&ccedil;&atilde;o espacial poderia oferecer em um futuro pr&oacute;ximo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>O DESEJADO E O POSS&Iacute;VEL</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O principal obst&aacute;culo para colocar ideias como as de Autry em pr&aacute;tica &eacute; o investimento necess&aacute;rio, j&aacute; que os custos para transportar materiais para o espa&ccedil;o ainda s&atilde;o muito altos. A solu&ccedil;&atilde;o proposta por Autry para driblar esse problema &eacute; ainda mais ambiciosa: obter esses recursos a partir da minera&ccedil;&atilde;o espacial. Apesar de atraente, &eacute; ineg&aacute;vel que existem in&uacute;meros desafios a serem superados nesse campo j&aacute; que a tecnologia necess&aacute;ria para isso est&aacute; em fase inicial de desenvolvimento. Segundo, Alvaro Cr&oacute;sta, pesquisador do Instituto de Geoci&ecirc;ncias da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), "a eventual viabilidade da minera&ccedil;&atilde;o espacial ainda est&aacute; muito distante em termos temporais. Embora seja conceitualmente uma ideia interessante, ainda n&atilde;o se vislumbram as tecnologias que poderiam torn&aacute;-la poss&iacute;vel".</font></p>      ]]></body>

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