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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Migrações, diásporas étnicas e políticas linguísticas nos processos políticos da federação russa]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Estatal Russa para as Humanidades Centro de Pesquisa e Ensino em Estudos Etnopolíticos ]]></institution>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    <br>   MULTILINGUISMO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Migra&ccedil;&otilde;es, di&aacute;sporas &eacute;tnicas e pol&iacute;ticas lingu&iacute;sticas  nos processos pol&iacute;ticos  da federa&ccedil;&atilde;o russa</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Magomed A. Omarov</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Doutor em ci&ecirc;ncia pol&iacute;tica, diretor do Centro de Pesquisa e Ensino em Estudos Etnopol&iacute;ticos da Universidade Estatal Russa para as Humanidades (RGGU), Moscou, Federa&ccedil;&atilde;o Russa</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O problema da adapta&ccedil;&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o dos migrantes na sociedade anfitri&atilde;, bem como o papel das di&aacute;sporas &eacute;tnicas nos processos pol&iacute;ticos dos pa&iacute;ses, est&atilde;o se tornando uma das quest&otilde;es prementes da agenda pol&iacute;tica moderna, n&atilde;o apenas na R&uacute;ssia, mas tamb&eacute;m no resto do mundo. Faz pouco tempo que os pesquisadores da R&uacute;ssia come&ccedil;aram a tratar do problema da migra&ccedil;&atilde;o e da forma&ccedil;&atilde;o de di&aacute;sporas &eacute;tnicas no quadro da moderna ci&ecirc;ncia pol&iacute;tica. Na verdade, esse problema foi se tornando cada vez mais agudo desde o in&iacute;cio dos anos 1990, ap&oacute;s o colapso da Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica e o aparecimento das forma&ccedil;&otilde;es estatais p&oacute;s-sovi&eacute;ticas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A situa&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica e pol&iacute;tica deteriorou-se acentuadamente nas antigas rep&uacute;blicas sovi&eacute;ticas ap&oacute;s 1990 e n&atilde;o havia, no per&iacute;odo, procedimentos e regras claras na pol&iacute;tica de migra&ccedil;&atilde;o. Em fun&ccedil;&atilde;o dessas duas raz&otilde;es teve in&iacute;cio uma migra&ccedil;&atilde;o descontrolada e milh&otilde;es de pessoas logo se encontraram em condi&ccedil;&otilde;es incomuns, como "n&atilde;o-cidad&atilde;os" - como ocorreu nos Estados b&aacute;lticos -, e muitos cidad&atilde;os russos e de l&iacute;ngua do antigo pa&iacute;s grande e unido se encontraram em um ambiente hostil, o que os for&ccedil;ou a mudar de local de resid&ecirc;ncia e todo o seu habitat. As "di&aacute;sporas do cataclismo" apareceram ent&atilde;o como comunidades &eacute;tnicas, como resultado da desintegra&ccedil;&atilde;o das grandes forma&ccedil;&otilde;es estatais e das mudan&ccedil;as nas fronteiras pol&iacute;ticas, como afirma R. Brubaker &#91;1&#93;, professor da Universidade da Calif&oacute;rnia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Come&ccedil;aram a surgir trabalhos sobre v&aacute;rios aspectos da migra&ccedil;&atilde;o: sobre as possibilidades de adapta&ccedil;&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o das comunidades diasp&oacute;ricas, sobre o funcionamento e o desenvolvimento das di&aacute;sporas &eacute;tnicas nos processos pol&iacute;ticos modernos e sobre o seu papel na pol&iacute;tica interna e externa do Estado. Na verdade, a migra&ccedil;&atilde;o de uma regi&atilde;o para outra sempre existiu, mas n&atilde;o em t&atilde;o larga escala, como observamos nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nos tempos modernos, quaisquer grandes movimentos de pessoas associadas &agrave; passagem de fronteiras estatais e &agrave;s migra&ccedil;&otilde;es ao redor do mundo que caracterizam o mundo globalizado moderno est&atilde;o sendo cada vez mais considerados no contexto dos problemas dos grupos &eacute;tnicos e da etnicidade e sua posterior transforma&ccedil;&atilde;o em di&aacute;sporas e da diasporiza&ccedil;&atilde;o (integra&ccedil;&atilde;o, assimila&ccedil;&atilde;o, adapta&ccedil;&atilde;o etc.). Naturalmente, nem todo grupo &eacute;tnico se torna uma comunidade poderosa e organizada da di&aacute;spora, capaz de exercer influ&ecirc;ncia nos processos pol&iacute;ticos, tanto no pa&iacute;s anfitri&atilde;o quanto nos pa&iacute;ses de origem.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">N&atilde;o trataremos especificamente das chamadas "di&aacute;sporas internas", ou seja, di&aacute;sporas &eacute;tnicas constitu&iacute;das por representantes de certos grupos &eacute;tnicos que j&aacute; s&atilde;o cidad&atilde;os do pa&iacute;s, pois esse &eacute; um t&oacute;pico bastante controverso, tanto na comunidade cient&iacute;fica quanto nos c&iacute;rculos pol&iacute;ticos e de especialistas. Ainda assim n&atilde;o deixamos de reconhecer o fato incontest&aacute;vel de que na di&aacute;spora da Oss&eacute;tia ou do Daguest&atilde;o, bem como de outras comunidades &eacute;tnicas, como s&atilde;o frequentemente chamadas, ainda que constitu&iacute;das por cidad&atilde;os do pr&oacute;prio pa&iacute;s, l&iacute;deres e membros comuns das respectivas associa&ccedil;&otilde;es culturais nacionais n&atilde;o se sintam totalmente "em casa", ou seja, se sintam "um pouco alien&iacute;genas". A divis&atilde;o em "amigo ou inimigo", a que s&atilde;o frequentemente expostos os representantes de diferentes comunidades &eacute;tnicas, &eacute; um dos problemas mais importantes associados &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de uma identidade totalmente russa, e o estado real e o futuro das rela&ccedil;&otilde;es inter&eacute;tnicas no pa&iacute;s dependem da solu&ccedil;&atilde;o dessa divis&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como enfatiza Popkov &#91;2&#93;, "o fen&ocirc;meno das di&aacute;sporas modernas ainda cont&eacute;m um fen&ocirc;meno pouco pesquisado de sobreposi&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;os sociais, &eacute;tnicos e pol&iacute;ticos, o que possibilitou o surgimento e a exist&ecirc;ncia de enclaves &eacute;tnicos globais que atravessam as fronteiras de culturas e estados".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Das defini&ccedil;&otilde;es modernas do termo "di&aacute;spora", a mais significativa &eacute; a dos pesquisadores russos Toshchenko e Chaptykova: "a di&aacute;spora &eacute; um grupo est&aacute;vel de pessoas da mesma origem &eacute;tnica, vivendo em um ambiente &eacute;tnico estrangeiro fora de sua terra natal hist&oacute;rica (ou fora da &aacute;rea de circula&ccedil;&atilde;o de seu pr&oacute;prio povo) e que tem institui&ccedil;&otilde;es sociais para o seu desenvolvimento e funcionamento como comunidade" &#91;3&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As atividades das comunidades migrantes, os conflitos entre o pa&iacute;s anfitri&atilde;o e os migrantes, as quest&otilde;es de redu&ccedil;&atilde;o das tens&otilde;es inter&eacute;tnicas e inter-religiosas, a possibilidade de integrar essas comunidades &eacute;tnicas e, novamente, as poss&iacute;veis adapta&ccedil;&otilde;es, s&atilde;o quest&otilde;es que se tornaram agudas nos &uacute;ltimos anos para toda a comunidade mundial, incluindo e &agrave; frente de todos a R&uacute;ssia. Nos &uacute;ltimos 50 anos, o n&uacute;mero de migrantes internacionais mais que triplicou: em 1960 havia 75,5 milh&otilde;es de pessoas no mundo vivendo fora de seu pa&iacute;s de nascimento; em 2000 j&aacute; havia 174,5 milh&otilde;es de pessoas; e em seguida, at&eacute; o final de 2013, 231,5 milh&otilde;es de pessoas. O seguinte quadro nos d&aacute; uma ideia mais detalhada desses n&uacute;meros:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Metade de todos os migrantes internacionais, no entanto, vive em apenas dez pa&iacute;ses (dados de 2014):</font></p>     <blockquote>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1) Estados Unidos da Am&eacute;rica: 45,8 milh&otilde;es ou 20% do seu volume global;</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2) R&uacute;ssia: 11 milh&otilde;es de pessoas</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3) Alemanha: 9,8 milh&otilde;es de pessoas</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4) Ar&aacute;bia Saudita: 9,1 milh&otilde;es de pessoas</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5) Emirados &Aacute;rabes Unidos: 7,8 milh&otilde;es de pessoas</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6) Gr&atilde;-Bretanha: 7,8 milh&otilde;es de pessoas</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7) Fran&ccedil;a: 7,5 milh&otilde;es de pessoas</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8) Canad&aacute;: 7,3 milh&otilde;es de pessoas</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9) Austr&aacute;lia: 6,5 milh&otilde;es de pessoas</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10) Espanha: 6,5 milh&otilde;es de pessoas</font></p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v71n4/a15qua01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim sendo, estudar os problemas causados &#8203;&#8203;pelos desafios migrat&oacute;rios modernos enfrentados pela R&uacute;ssia, em especial o surgimento de novas di&aacute;sporas, impactando significativamente o cen&aacute;rio pol&iacute;tico nacional e estrangeiro, est&aacute; se tornando cada vez mais atual. Se no in&iacute;cio do surgimento e funcionamento da di&aacute;spora em um espa&ccedil;o cultural e pol&iacute;tico estrangeiro seus principais objetivos eram os de preservar a l&iacute;ngua, tradi&ccedil;&otilde;es, costumes, cultura e a identidade etno-religiosa, nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas as di&aacute;sporas &eacute;tnicas, tanto pela for&ccedil;a de um aumento acentuado da identidade etno-religiosa, quanto por for&ccedil;a de seus crescentes recursos econ&ocirc;micos, de informa&ccedil;&atilde;o e de organiza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, come&ccedil;am a desempenhar um papel significativo na pol&iacute;tica interna e  mesmo na pol&iacute;tica externa do pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A quest&atilde;o dos aspectos etnolingu&iacute;sticos (aspectos sociolingu&iacute;sticos, culturais e lingu&iacute;sticos) do funcionamento das estruturas diasp&oacute;ricas nas condi&ccedil;&otilde;es russas modernas &eacute; uma quest&atilde;o discut&iacute;vel e sem solu&ccedil;&otilde;es &oacute;bvias. Por um lado, manter a lealdade lingu&iacute;stica &agrave; comunidade &eacute;tnica, reproduzir os fundamentos espirituais e culturais caracter&iacute;sticos do pa&iacute;s de origem, manter as redes de comunica&ccedil;&atilde;o com a p&aacute;tria hist&oacute;rica e com os compatriotas - todas essas est&atilde;o entre as preocupa&ccedil;&otilde;es mais importantes da di&aacute;spora. Por outro lado, a tend&ecirc;ncia &agrave; perda de compet&ecirc;ncias lingu&iacute;sticas (especialmente em condi&ccedil;&otilde;es de migra&ccedil;&atilde;o para um local de resid&ecirc;ncia permanente, os efeitos de fatores de acultura&ccedil;&atilde;o de longo prazo, inclusive na perspectiva intergeracional) n&atilde;o bloqueia completamente o funcionamento das di&aacute;sporas enquanto tal. A identidade etnocultural e etnolingu&iacute;stica pode ser suplementada e mantida na esfera da representa&ccedil;&atilde;o cotidiana, simb&oacute;lica ou ritual.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No ambiente regulat&oacute;rio da diversidade cultural e do multilinguismo na R&uacute;ssia moderna, as dimens&otilde;es pol&iacute;tico-legais e sociocomunicativas da situa&ccedil;&atilde;o lingu&iacute;stica e dos processos lingu&iacute;sticos de diferentes n&iacute;veis (federal, regional, local) interagem de maneira contradit&oacute;ria. Estrategicamente declarados s&atilde;o os objetivos de preservar e desenvolver a diversidade etnocultural e as l&iacute;nguas dos povos da R&uacute;ssia, princ&iacute;pios que n&atilde;o discriminam (direitos iguais s&atilde;o garantidos a todos, independentemente de ra&ccedil;a, nacionalidade, idioma, origem, local de resid&ecirc;ncia, religi&atilde;o ou outras circunst&acirc;ncias). No entanto, a atitude de respeitar os direitos orientados &agrave; toler&acirc;ncia nem sempre &eacute; harmoniosamente combinada com o princ&iacute;pio de respeitar os direitos orientados &agrave; promo&ccedil;&atilde;o (ou seja, institucionalizar ou reconhecer oficialmente os direitos do grupo de qualquer comunidade etnolingu&iacute;stica).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O assentamento de migrantes para resid&ecirc;ncia permanente na Federa&ccedil;&atilde;o Russa -um recurso para aumentar a popula&ccedil;&atilde;o e uma fonte de acumula&ccedil;&atilde;o de capital humano - enfrenta um fator desfavor&aacute;vel: o baixo n&iacute;vel de conhecimento do idioma russo por migrantes de nova gera&ccedil;&atilde;o dos pa&iacute;ses da Comunidade dos Estados Independentes (CEI), devido a pol&iacute;ticas lingu&iacute;sticas adotadas por esses pa&iacute;ses depois de 1991, com base na consolida&ccedil;&atilde;o da posi&ccedil;&atilde;o dominante dos seus idiomas oficiais no sistema educacional e o enfraquecimento ou simples exclus&atilde;o da l&iacute;ngua russa. Nesse contexto, atitudes em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; adapta&ccedil;&atilde;o dos migrantes rec&eacute;m-chegados &agrave;s exig&ecirc;ncias lingu&iacute;sticas e comunicacionais do mercado de trabalho e sua integra&ccedil;&atilde;o na comunidade anfitri&atilde; objetivamente entram em conflito com as atitudes em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o dos interesses, demandas e necessidades dos migrantes em termos de reprodu&ccedil;&atilde;o de sua identidade etnocultural.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os princ&iacute;pios fundamentais da pol&iacute;tica de migra&ccedil;&atilde;o estatal da Federa&ccedil;&atilde;o Russa priorizam as tarefas de ensino do idioma russo aos migrantes - o principal meio de inclus&atilde;o (adapta&ccedil;&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o dos migrantes), inclusive "criando a infraestrutura apropriada em seus pa&iacute;ses de origem, incluindo centros culturais e de adapta&ccedil;&atilde;o" &#91;5&#93;. Al&eacute;m disso, uma das tarefas associadas &agrave; intera&ccedil;&atilde;o construtiva entre migrantes e a comunidade de acolhimento &eacute; criar uma "contra-exclus&atilde;o social de migrantes, da segrega&ccedil;&atilde;o espacial e da forma&ccedil;&atilde;o de enclaves &eacute;tnicos" &#91;ibidem&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao mesmo tempo, os objetivos de aumentar a atratividade migrat&oacute;ria da Federa&ccedil;&atilde;o Russa, a presen&ccedil;a no pa&iacute;s de trabalhadores tempor&aacute;rios e outras categorias de imigrantes, bem como as obriga&ccedil;&otilde;es humanit&aacute;rias em rela&ccedil;&atilde;o aos migrantes for&ccedil;ados, exigir&atilde;o, no futuro, expandir a infraestrutura de servi&ccedil;os lingu&iacute;sticos e fornecer bens p&uacute;blicos nas esferas de comunica&ccedil;&atilde;o, bem como diversificar as pol&iacute;ticas lingu&iacute;sticas das institui&ccedil;&otilde;es de gest&atilde;o e em especial dos departamentos relevantes respons&aacute;veis &#8203;&#8203;por trabalhar com migrantes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma das &aacute;reas regulamentadas da pol&iacute;tica lingu&iacute;stica &eacute; o sistema educacional. Essa &aacute;rea &eacute; caracterizada por tend&ecirc;ncias multidirecionais que ocorrem sob a influ&ecirc;ncia de um conjunto complexo de fatores de natureza interna e externa, objetiva e subjetiva. De acordo com dados oficiais de 2012, "277 l&iacute;nguas e dialetos s&atilde;o usados &#8203;&#8203;na Federa&ccedil;&atilde;o Russa, 89 idiomas s&atilde;o usados &#8203;&#8203;no sistema educacional estatal, 30 deles como l&iacute;nguas de instru&ccedil;&atilde;o e 59 como objeto de ensino" &#91;6&#93;. Por si s&oacute;, essa &eacute; uma conquista impressionante na implementa&ccedil;&atilde;o dos princ&iacute;pios do pluralismo na pol&iacute;tica lingu&iacute;stica.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em meados dos anos 2000, as l&iacute;nguas nativas "diasp&oacute;ricas" (denominadas "sem t&iacute;tulo") tamb&eacute;m funcionavam no sistema educacional, tanto como meio de instru&ccedil;&atilde;o quanto relacionadas com outras modalidades educacionais - azerbaijano, arm&ecirc;nio, georgiano, cazaque, coreano, let&atilde;o, lituano, alem&atilde;o, grego moderno, polon&ecirc;s, turco, turcomano, ucraniano, finland&ecirc;s, estoniano e chin&ecirc;s (com um n&uacute;mero de alunos vari&aacute;vel que vai de v&aacute;rias dezenas a v&aacute;rios milhares).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por outro lado, em 2007 foram tomadas decis&otilde;es para abolir os "componentes" nacional-regionais dos padr&otilde;es educacionais, a fim de consolidar um &uacute;nico espa&ccedil;o educacional. Em 2008, foi adotada uma norma segundo a qual o Exame Unificado do Estado &eacute; realizado exclusivamente em russo. Objetivamente, essas medidas levam &agrave; redu&ccedil;&atilde;o da diversidade lingu&iacute;stica no sistema educacional. No ano acad&ecirc;mico de 2015/2016, a propor&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as que aprendem as l&iacute;nguas dos povos da R&uacute;ssia (exceto russo) foi de: 1% como ferramenta de aprendizagem e 11% como disciplina. Entre as 26 l&iacute;nguas dos povos da R&uacute;ssia, al&eacute;m da l&iacute;ngua azerbaijana, as l&iacute;nguas "diasp&oacute;ricas" (, isto &eacute;, l&iacute;ngua de etnia predominante em distrito, regi&atilde;o, rep&uacute;blica etc.) n&atilde;o foram usadas como ferramenta de ensino.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em agosto de 2018, foram adotadas emendas &agrave; lei "Sobre Educa&ccedil;&atilde;o", segundo a qual os alunos e os pais receberam o direito de escolher uma l&iacute;ngua nativa para estudar, incluindo o idioma russo. O sistema de planejamento organizacional e metodol&oacute;gico da pr&aacute;tica de estudar idiomas nativos ainda est&aacute; no est&aacute;gio inicial de design nas novas condi&ccedil;&otilde;es institucionais e regulat&oacute;rias. O conceito de aprender idiomas nativos como documento identit&aacute;rio est&aacute; em desenvolvimento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; poss&iacute;vel que em uma situa&ccedil;&atilde;o de migra&ccedil;&atilde;o em mudan&ccedil;a (especialmente em megacidades, onde h&aacute; um n&uacute;mero significativo de migrantes em perman&ecirc;ncia constante), haja solicita&ccedil;&otilde;es para o estudo de l&iacute;nguas "diasp&oacute;ricas" como idiomas nativos (dentro do escopo das oportunidades apresentadas pelo sistema educacional).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na imprensa, por exemplo, foi relatado que o chefe do Comit&ecirc; da C&acirc;mara Alta do Parlamento Tadjique para quest&otilde;es sociais, ci&ecirc;ncia, educa&ccedil;&atilde;o e cultura, Forkhod Rakhim, pediu &agrave;s autoridades russas que facilitassem o estabelecimento de uma escola em tadjique em Moscou. Cerca de 300.000 cidad&atilde;os e nativos do Tajiquist&atilde;o vivem na capital e nos seus sub&uacute;rbios. No entanto, autoridades russas observaram que "construir e abrir rapidamente escolas n&atilde;o funcionar&aacute;", e que a decis&atilde;o pode se dar em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; abertura de escolas dominicais e &agrave; "cria&ccedil;&atilde;o de classes separadas" &#91;7&#93;. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Aparentemente, os pr&eacute;-requisitos normativos da lei russa "Sobre Autonomia Cultural Nacional" &#91;8&#93; podem ser considerados como a dire&ccedil;&atilde;o mais promissora na qual &eacute; poss&iacute;vel ativar recursos para satisfazer as necessidades e demandas culturais e lingu&iacute;sticas das comunidades e di&aacute;sporas migrantes na Federa&ccedil;&atilde;o Russa. Nessa lei, foram desenvolvidas garantias constitucionais do direito dos cidad&atilde;os de preservar e desenvolver a l&iacute;ngua nacional (nativa), e a liberdade de escolha e uso da l&iacute;ngua de comunica&ccedil;&atilde;o, educa&ccedil;&atilde;o e treinamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A lei prev&ecirc; o direito de criar grupos e organiza&ccedil;&otilde;es educacionais pr&eacute;-escolares particulares, organiza&ccedil;&otilde;es educacionais gerais privadas e organiza&ccedil;&otilde;es de ensino superior, cujo treinamento seja realizado na l&iacute;ngua nacional (art. 11), como institui&ccedil;&otilde;es de autonomia cultural nacional (NKA). As autoridades estaduais e municipais, "levando em conta as propostas da NKA e as condi&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas da regi&atilde;o, criam organiza&ccedil;&otilde;es educacionais estaduais com treinamento na l&iacute;ngua nacional (nativa), ou em russo, com estudo aprofundado da l&iacute;ngua (nativa) nacional, hist&oacute;ria e cultura nacionais, al&eacute;m de informa&ccedil;&otilde;es adicionais na educa&ccedil;&atilde;o (escolas dominicais, eletivas, centros culturais e educacionais e outras organiza&ccedil;&otilde;es educacionais) para o estudo e promo&ccedil;&atilde;o de l&iacute;nguas e culturas nacionais (nativas)" &#91;9&#93; (conforme vers&atilde;o alterada, que entrou em vigor em 1º de setembro de 2013).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As di&aacute;sporas &eacute;tnicas est&atilde;o alterando a estrutura demogr&aacute;fica, &eacute;tnica e religiosa do pa&iacute;s, &agrave;s vezes come&ccedil;ando a impor &agrave; sociedade anfitri&atilde; valores novos ou estranhos, o que pode aumentar os conflitos inter&eacute;tnicos e inter-confessionais. Ao mesmo tempo, existem outras abordagens relacionadas ao estudo dos problemas da migra&ccedil;&atilde;o e ao funcionamento das di&aacute;sporas, n&atilde;o apenas na dimens&atilde;o sociocultural. Antes de tudo, podemos observar um foco crescente nos estudos econ&ocirc;micos e demogr&aacute;ficos da migra&ccedil;&atilde;o laboral.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Considerando a abordagem econ&ocirc;mica e demogr&aacute;fica - arbitrariamente chamaremos assim - de forma alguma rejeitamos as disposi&ccedil;&otilde;es e os princ&iacute;pios professados &#8203;&#8203;por seus partid&aacute;rios ou defensores. As tend&ecirc;ncias atuais no desenvolvimento econ&ocirc;mico e demogr&aacute;fico de muitos dos principais pa&iacute;ses do mundo, incluindo a R&uacute;ssia, expressas em uma redu&ccedil;&atilde;o de recursos de m&atilde;o de obra e um decr&eacute;scimo demogr&aacute;fico cada vez maior, nos fazem considerar a migra&ccedil;&atilde;o laboral como um fator no desenvolvimento econ&ocirc;mico do pa&iacute;s e como uma compensa&ccedil;&atilde;o pelo decl&iacute;nio vegetativo da popula&ccedil;&atilde;o. Ao longo dos anos, desde o colapso da URSS, o crescimento da migra&ccedil;&atilde;o compensou amplamente mais da metade do decl&iacute;nio natural da popula&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s. No entanto, o tempo em que estamos vivendo nos faz olhar mais sobriamente e para outros aspectos dos problemas da migra&ccedil;&atilde;o e das comunidades diasp&oacute;ricas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Obviamente n&atilde;o h&aacute; contradi&ccedil;&atilde;o entre as abordagens socioculturais e econ&ocirc;mico-demogr&aacute;ficas no estudo dos problemas da migra&ccedil;&atilde;o. Caracter&iacute;stico desse dualismo &eacute; o artigo de Ivakhnyuk &#91;10&#93;, professor da Faculdade de Economia da Universidade Estatal de Moscou. N&atilde;o questionamos as principais disposi&ccedil;&otilde;es do artigo, que afirma que "no mundo moderno, a migra&ccedil;&atilde;o internacional da popula&ccedil;&atilde;o, especialmente suas esp&eacute;cies e formas economicamente determinadas, &eacute; um importante recurso de desenvolvimento para os pa&iacute;ses anfitri&otilde;es e para os pa&iacute;ses de origem". Al&eacute;m disso, as rela&ccedil;&otilde;es que surgem entre dois grupos de pa&iacute;ses por causa do movimento migrat&oacute;rio s&atilde;o determinadas pelo autor como interdepend&ecirc;ncia migrat&oacute;ria. A conscientiza&ccedil;&atilde;o da interdepend&ecirc;ncia da migra&ccedil;&atilde;o estimula uma busca ativa de mecanismos que tornariam os fluxos migrat&oacute;rios mais din&acirc;micos e, assim, garantindo o uso efetivo do potencial de migra&ccedil;&atilde;o para os pa&iacute;ses receptores, para os pa&iacute;ses de destino e tamb&eacute;m para os pr&oacute;prios migrantes.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O artigo questiona o contexto alarmista do termo "depend&ecirc;ncia" nas disposi&ccedil;&otilde;es do trabalho de muitos pesquisadores. S&atilde;o defensores de uma vis&atilde;o muito alarmista dos problemas da migra&ccedil;&atilde;o, por exemplo, o pesquisador ingl&ecirc;s D. Coleman, autor do conceito da <i>terceira transi&ccedil;&atilde;o demogr&aacute;fica</i>, que traria mudan&ccedil;as &eacute;tnicas irrevers&iacute;veis para a popula&ccedil;&atilde;o europeia; o pol&iacute;tico conservador americano P. Buchanan, que reclama, em seu livro com o caracter&iacute;stico t&iacute;tulo <i>Morte do Ocidente</i>, da j&aacute; formada depend&ecirc;ncia do Ocidente do "doping imigrat&oacute;rio" &#91;11&#93;; o pesquisador russo L L. Rybakovsky &#91;12&#93;, que alertou a R&uacute;ssia contra a "reavalia&ccedil;&atilde;o irracional da possibilidade de uma varia&ccedil;&atilde;o demogr&aacute;fica aguda do desenvolvimento, em que a din&acirc;mica populacional &eacute; completamente dependente do doping externo da migra&ccedil;&atilde;o, o que significaria "ficar apenas na depend&ecirc;ncia da migra&ccedil;&atilde;o", de acordo com o autor do artigo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na dire&ccedil;&atilde;o contr&aacute;ria est&aacute; o professor A. G. Vishnevsky &#91;13&#93;, que afirma que a imigra&ccedil;&atilde;o deve ser o fator chave no crescimento demogr&aacute;fico e econ&ocirc;mico da R&uacute;ssia e que representa, segundo o autor do artigo, uma abordagem mais equilibrada para esse problema. Nesse caso, consideramos os pontos de vista de Ivakhnyuk e Vishnevsky como os mais caracter&iacute;sticos e expressando, do nosso ponto de vista, as posi&ccedil;&otilde;es dos apoiadores de uma abordagem econ&ocirc;mica e demogr&aacute;fica positiva para a migra&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em nossa opini&atilde;o, prevaleceu um ponto de vista semelhante no Conceito da Pol&iacute;tica de Migra&ccedil;&atilde;o da Federa&ccedil;&atilde;o Russa para o Per&iacute;odo at&eacute; 2025, adotado em 13 de junho de 2012, no qual foram identificados os principais objetivos da pol&iacute;tica nacional de migra&ccedil;&atilde;o:</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/cic/v71n4/quad01.jpg" > "Estabiliza&ccedil;&atilde;o e aumento da popula&ccedil;&atilde;o residente da Federa&ccedil;&atilde;o Russa;</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/cic/v71n4/quad01.jpg" > Assist&ecirc;ncia para atender &agrave;s necessidades da economia russa em m&atilde;o de obra, moderniza&ccedil;&atilde;o, desenvolvimento inovador e aumento da competitividade de suas ind&uacute;strias."</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No decreto do presidente da Federa&ccedil;&atilde;o Russa de 31 de outubro de 2018 "Sobre o Conceito de Pol&iacute;tica de Estado da Migra&ccedil;&atilde;o da Federa&ccedil;&atilde;o Russa para 2019-2025",  no entanto, houve um ajuste significativo na posi&ccedil;&atilde;o do Estado, observando que "a principal fonte de popula&ccedil;&atilde;o da Federa&ccedil;&atilde;o Russa e do fornecimento de recursos de trabalho &agrave; economia nacional deve permanecer sendo a sua reprodu&ccedil;&atilde;o natural. A pol&iacute;tica de migra&ccedil;&atilde;o &eacute; uma linha auxiliar para resolver problemas demogr&aacute;ficos e problemas econ&ocirc;micos relacionados".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No que tange ao desequil&iacute;brio existente na distribui&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o no territ&oacute;rio da Federa&ccedil;&atilde;o Russa (na Sib&eacute;ria e no Extremo Oriente, que perfazem cerca de 2/3 do territ&oacute;rio do pa&iacute;s, vive apenas 8-10% da popula&ccedil;&atilde;o), o problema do reassentamento ainda n&atilde;o foi resolvido. Levando em considera&ccedil;&atilde;o o exterior, n&atilde;o h&aacute; programas para atrair a resid&ecirc;ncia permanente de migrantes com qualifica&ccedil;&otilde;es profissionais demandadas pela economia e pelas caracter&iacute;sticas demogr&aacute;ficas do pa&iacute;s, estabelecendo pr&eacute;-requisitos na &aacute;rea da educa&ccedil;&atilde;o e de perfis socioculturais, e na capacidade de se adaptar com sucesso e de se integrar &agrave; sociedade russa. As dificuldades em obter uma autoriza&ccedil;&atilde;o de resid&ecirc;ncia s&atilde;o um empecilho para a obten&ccedil;&atilde;o da cidadania para a maioria dos migrantes cumpridores da lei. Os mesmos objetivos descritos no Conceito de Pol&iacute;tica de Migra&ccedil;&atilde;o de Estado poderiam ser grandemente facilitados, resolvendo os problemas da migra&ccedil;&atilde;o interna, alterando o vetor da migra&ccedil;&atilde;o inter-regional do sul para o leste do pa&iacute;s, removendo o &ocirc;nus do desequil&iacute;brio populacional do centro e da regi&atilde;o de Moscou.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Eventos recentes, tanto na Europa como na R&uacute;ssia, nos fazem adotar uma abordagem mais s&oacute;bria dos problemas do afluxo de migrantes, da forma&ccedil;&atilde;o de comunidades da di&aacute;spora e de conflitos cada vez mais frequentes entre migrantes e o pa&iacute;s anfitri&atilde;o. Mesmo os mais de tr&ecirc;s milh&otilde;es da di&aacute;spora turca na Alemanha, em uma imigra&ccedil;&atilde;o que come&ccedil;ou h&aacute; mais de 50 anos, n&atilde;o podem ser considerados um exemplo de integra&ccedil;&atilde;o bem-sucedida na sociedade alem&atilde;. Na Alemanha, existem mais de 900 mesquitas e de acordo com estudos recentes, cerca de 15% dos turcos alem&atilde;es podem ser considerados fundamentalistas; um em cada tr&ecirc;s turcos na Alemanha (mais de um milh&atilde;o de pessoas) consideraria poss&iacute;vel construir uma sociedade baseada nos princ&iacute;pios dos tempos do profeta Maom&eacute; &#91;14&#93;. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O professor alem&atilde;o Gunnar Heinzon, que previu uma "grande migra&ccedil;&atilde;o de povos" no in&iacute;cio do s&eacute;culo XXI, alerta para o perigo de africanos e &aacute;rabes dominarem a Europa em meados do s&eacute;culo XXI &#91;15&#93;. A ex-primeira-ministra brit&acirc;nica Theresa May disse que o pa&iacute;s precisa reduzir a frequ&ecirc;ncia da migra&ccedil;&atilde;o anual para "dezenas de milhares" de pessoas, relata a Reuters. Segundo ela, o governo brit&acirc;nico sempre procurou reduzir a migra&ccedil;&atilde;o para o Reino Unido e lev&aacute;-la a um n&iacute;vel "est&aacute;vel": "Acredito que o n&iacute;vel est&aacute;vel &eacute; de dezenas de milhares de visitantes", disse May. Em junho de 2016, o ex-primeiro-ministro brit&acirc;nico David Cameron disse: "Precisamos interromper os fluxos migrat&oacute;rios para que eles n&atilde;o cheguem ao Reino Unido" &#91;16&#93;. Existem muitos fatos e relat&oacute;rios que testemunham mudan&ccedil;as s&eacute;rias na pol&iacute;tica de migra&ccedil;&atilde;o na dire&ccedil;&atilde;o de um maior fechamento.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A falta de uma an&aacute;lise abrangente de todas as poss&iacute;veis consequ&ecirc;ncias do contato de pessoas de diferentes tradi&ccedil;&otilde;es, culturas, costumes e vis&otilde;es de mundo em uma sociedade, a falta de uma experi&ecirc;ncia secular de cidadania conjunta de pessoas com uma grande dist&acirc;ncia cultural, de uma pol&iacute;tica de toler&acirc;ncia geral e total sem levar em conta as especificidades &eacute;tnicas, tradicionais e culturais, teriam levado &agrave;s consequ&ecirc;ncias que observamos na Europa, ou ouvimos pela boca de v&aacute;rios l&iacute;deres dos principais pa&iacute;ses da europeus - Alemanha, Fran&ccedil;a e Reino Unido - de que a pol&iacute;tica do multiculturalismo na Europa teria falhado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cada vez mais grupos &eacute;tnicos se encontram fora dos sistemas de coordenadas dos Estados e da ordem mundial, bem como das abordagens e pr&aacute;ticas tradicionais consolidadas estabelecidas nos pa&iacute;ses. A maioria das novas di&aacute;sporas enfrenta os mesmos problemas informacionais, de comunica&ccedil;&atilde;o, pol&iacute;ticos, culturais, integra&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o no seu novo ambiente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As di&aacute;sporas geralmente podem ter um impacto significativo nos processos de pol&iacute;tica dom&eacute;stica e externa do pa&iacute;s de resid&ecirc;ncia. Outra caracter&iacute;stica dessas di&aacute;sporas &eacute; que elas podem ter um impacto significativo nos "pa&iacute;ses de origem". Para coordenar esse trabalho, s&atilde;o criados minist&eacute;rios e departamentos especiais. Como exemplo, pegamos as di&aacute;sporas &eacute;tnicas de tr&ecirc;s pa&iacute;ses que t&ecirc;m informa&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis em fontes abertas nos sites do governo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Minist&eacute;rio da Di&aacute;spora da Rep&uacute;blica da Arm&ecirc;nia, por exemplo, "desenvolve e implementa programas classificados de pan-arm&ecirc;nios para o desenvolvimento da parceria Arm&ecirc;nia-Di&aacute;spora, fortalecendo a avalia&ccedil;&atilde;o da Arm&ecirc;nia nesse campo, e &eacute; projetado para contribuir para a preserva&ccedil;&atilde;o, a prote&ccedil;&atilde;o, o desenvolvimento e a dissemina&ccedil;&atilde;o do patrim&ocirc;nio cultural da Arm&ecirc;nia, e para contribuir com os esfor&ccedil;os da Arm&ecirc;nia pelo reconhecimento do genoc&iacute;dio arm&ecirc;nio pelos Estados e pela comunidade internacional" &#91;17&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Minist&eacute;rio da Di&aacute;spora e Informa&ccedil;&atilde;o de Israel &eacute; respons&aacute;vel "pelas rela&ccedil;&otilde;es do Estado de Israel com a Di&aacute;spora Judaica e por explicar as pol&iacute;ticas israelenses na arena internacional. O Minist&eacute;rio inclui a Empresa Estatal de Publicidade e a Administra&ccedil;&atilde;o Estatal de Jornalismo e o Minist&eacute;rio da Di&aacute;spora e Informa&ccedil;&atilde;o que trabalham em estreita colabora&ccedil;&atilde;o com embaixadas e consulados de Israel em todo o mundo e com o Escrit&oacute;rio de Informa&ccedil;&atilde;o e Di&aacute;spora  (). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Ag&ecirc;ncia Estatal da Ge&oacute;rgia para Assuntos da Di&aacute;spora (com estatuto de minist&eacute;rio) &eacute; respons&aacute;vel "por estabelecer e manter contatos com a di&aacute;spora da Ge&oacute;rgia no exterior" &#91;18&#93;. Sem d&uacute;vida, qualquer Estado deve defender, antes de tudo, seus interesses nacionais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Muitos pesquisadores dos problemas das di&aacute;sporas &eacute;tnicas enfatizam a capacidade dessas di&aacute;sporas de preservar sua identidade &eacute;tnico-religiosa e a solidariedade comunit&aacute;ria, de fortalecer contatos constantes com organiza&ccedil;&otilde;es e estruturas do "pa&iacute;s de origem" e do pa&iacute;s de resid&ecirc;ncia. Frequentemente, observamos uma situa&ccedil;&atilde;o em que as di&aacute;sporas &eacute;tnicas tentam participar ativamente e influenciar as posi&ccedil;&otilde;es de pol&iacute;tica interna e externa do pa&iacute;s anfitri&atilde;o. Exemplos de tais tentativas s&atilde;o vistos, no primeiro caso, no apelo da di&aacute;spora do Azerbaij&atilde;o ao presidente da Duma, a C&acirc;mara Baixa da Assembleia Federal da R&uacute;ssia, S.E. Naryshkin, sobre o projeto de lei que criminaliza a nega&ccedil;&atilde;o do "genoc&iacute;dio arm&ecirc;nio". O apelo foi assinado por todos os chefes das filiais regionais russas da di&aacute;spora do Azerbaij&atilde;o, liderados por A. Maharramov, membro do Conselho de Rela&ccedil;&otilde;es Inter&eacute;tnicas da Presid&ecirc;ncia da R&uacute;ssia, e disse que "n&oacute;s, cidad&atilde;os da R&uacute;ssia, por nossa parte, continuaremos a negar publicamente o 'genoc&iacute;dio arm&ecirc;nio', mesmo no caso de ado&ccedil;&atilde;o de tal emenda", o que pode ser considerado uma tentativa de pressionar o poder legislativo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No segundo caso, isso foi observado ap&oacute;s a chamada "Guerra dos Quatro Dias" em Nagorno-Karabakh, quando a di&aacute;spora arm&ecirc;nia exigiu ativamente que o governo russo parasse de fornecer armas russas ao Azerbaij&atilde;o. Tamb&eacute;m observamos tentativas da di&aacute;spora tadjique de usar o fato da Base Militar 201ª da R&uacute;ssia localizar-se no Tajiquist&atilde;o para obter prefer&ecirc;ncias para migrantes tadjiques, &agrave;s vezes com algum sucesso.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Podemos citar um n&uacute;mero suficiente desses exemplos em cada uma das grandes di&aacute;sporas, mas a ess&ecirc;ncia da quest&atilde;o n&atilde;o muda - at&eacute; que ponto o Estado pode ir no sentido de fortalecer o papel das di&aacute;sporas &eacute;tnicas? Isso n&atilde;o amea&ccedil;ar&aacute;, de fato, os interesses nacionais do pa&iacute;s? Naturalmente, a R&uacute;ssia, sendo a maior pot&ecirc;ncia regional e o principal membro de organiza&ccedil;&otilde;es internacionais - como a Comunidade dos Estados Independentes (CEI), a Uni&atilde;o Econ&ocirc;mica Eurasi&aacute;tica (EAEU), a Organiza&ccedil;&atilde;o do Tratado de Seguran&ccedil;a Coletiva, a Uni&atilde;o Aduaneira - est&aacute; interessada em fortalecer seu papel na integra&ccedil;&atilde;o da Eur&aacute;sia, o que exige que o pa&iacute;s tenha uma atitude extremamente delicada e equilibrada em rela&ccedil;&atilde;o aos problemas de migra&ccedil;&atilde;o e di&aacute;sporas &eacute;tnicas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A migra&ccedil;&atilde;o, especialmente ilegal, como vemos nos pa&iacute;ses da Uni&atilde;o Europeia (UE) e na R&uacute;ssia, carrega um grande n&uacute;mero de amea&ccedil;as &agrave; pr&oacute;pria exist&ecirc;ncia dos Estados. Vimos que a pol&iacute;tica de migra&ccedil;&atilde;o dos pa&iacute;ses europeus levou ao fato de que l&iacute;deres dos principais centros de poder - Alemanha, Gr&atilde;-Bretanha e Fran&ccedil;a - foram for&ccedil;ados a admitir que a pol&iacute;tica do multiculturalismo falhou. Mas esse fato n&atilde;o levou a uma mudan&ccedil;a significativa nas abordagens dos l&iacute;deres europeus ao problema, o que, por sua vez, levou a discord&acirc;ncias entre os membros da UE.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estamos testemunhando uma situa&ccedil;&atilde;o na Europa em que a dist&acirc;ncia cultural entre refugiados e a sociedade anfitri&atilde; &eacute; muito grande, resultando em numerosos casos de comportamentos problem&aacute;ticos por parte dos refugiados. Na verdade, decis&otilde;es pol&iacute;ticas tomadas sem an&aacute;lise adequada e previs&atilde;o das poss&iacute;veis consequ&ecirc;ncias de receber um n&uacute;mero t&atilde;o grande de migrantes levaram a uma situa&ccedil;&atilde;o em que sentimentos antimigrantes est&atilde;o come&ccedil;ando a surgir na sociedade, muitas vezes levando &agrave; viol&ecirc;ncia entre os pr&oacute;prios migrantes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na Fran&ccedil;a, onde a porcentagem de migrantes em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; popula&ccedil;&atilde;o local se aproxima de 15%, observamos que a pol&iacute;tica de migra&ccedil;&atilde;o das autoridades n&atilde;o levou &agrave; integra&ccedil;&atilde;o de migrantes nas comunidades locais, n&atilde;o levou &agrave; sua adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s regras e regulamentos locais, em uma situa&ccedil;&atilde;o em que os migrantes geralmente n&atilde;o querem aceitar valores do local de acolhimento. Inicialmente, a pol&iacute;tica de estabelecer migrantes em "guetos" sociais fora das grandes cidades levou ao fato de que nos enclaves &eacute;tnicos formados n&atilde;o h&aacute; motiva&ccedil;&atilde;o para integrar e adaptar-se &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es, regras e tradi&ccedil;&otilde;es locais. A atual situa&ccedil;&atilde;o alarmante de migra&ccedil;&atilde;o na Europa levou ao aumento esperado da popularidade dos partidos de direita nos pa&iacute;ses da UE, ao aumento de sentimentos anti-migrantes e, &agrave;s vezes, &agrave; viol&ecirc;ncia contra migrantes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pela primeira vez, a chanceler alem&atilde; Angela Merkel, que iniciou a pol&iacute;tica de portas abertas para refugiados, admitiu que tamb&eacute;m terroristas entraram na Europa com os migrantes. Nesse sentido, devemos prestar mais aten&ccedil;&atilde;o aos problemas da migra&ccedil;&atilde;o, aos conflitos emergentes e poss&iacute;veis ligados aos modos poss&iacute;veis da sua participa&ccedil;&atilde;o nas sociedades.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; preciso admitir, entretanto, que a experi&ecirc;ncia russa secular da coexist&ecirc;ncia de diferentes cren&ccedil;as, culturas e tradi&ccedil;&otilde;es e, na verdade, a moderna pol&iacute;tica de migra&ccedil;&atilde;o estatal russa, essencialmente - e para melhor - a distingue da experi&ecirc;ncia europeia. Os documentos fundamentais do planejamento estrat&eacute;gico do Estado no campo das rela&ccedil;&otilde;es inter&eacute;tnicas e a pol&iacute;tica de migra&ccedil;&atilde;o do Estado explicitam claramente as prioridades, metas, princ&iacute;pios, mecanismos e principais diretrizes atuais para a implementa&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica nacional e da pol&iacute;tica de migra&ccedil;&atilde;o do Estado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em um pa&iacute;s multinacional como a R&uacute;ssia (de acordo com o Censo de 2010, viviam no pa&iacute;s representantes de 193 nacionalidades), e que ocupa o segundo lugar no mundo em n&uacute;mero de migrantes legais e ilegais, aten&ccedil;&atilde;o especial e extremamente ampliada deve ser dada ao estado das rela&ccedil;&otilde;es inter&eacute;tnicas e &agrave; situa&ccedil;&atilde;o da migra&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os processos de migra&ccedil;&atilde;o desempenham, conforme prescrito no Conceito citado, um papel significativo no desenvolvimento econ&ocirc;mico e demogr&aacute;fico do pa&iacute;s. Enfatiza-se no documento que a cria&ccedil;&atilde;o de condi&ccedil;&otilde;es para a adapta&ccedil;&atilde;o e a integra&ccedil;&atilde;o dos migrantes, protegendo seus direitos e liberdades, garantindo sua seguran&ccedil;a social s&atilde;o elementos importantes da pol&iacute;tica de migra&ccedil;&atilde;o do Estado. A esse respeito, gostaria de enfatizar que, no Conceito de Pol&iacute;tica Externa da R&uacute;ssia, o desenvolvimento da coopera&ccedil;&atilde;o bilateral e multilateral com os Estados membros da CEI &eacute; uma &aacute;rea priorit&aacute;ria da pol&iacute;tica externa da R&uacute;ssia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Analisando os fatores acima, parece que a necessidade de uma pol&iacute;tica de migra&ccedil;&atilde;o equilibrada e eficaz est&aacute; aumentando. A dif&iacute;cil situa&ccedil;&atilde;o geopol&iacute;tica, econ&ocirc;mica e pol&iacute;tica prevalecente no mundo e na R&uacute;ssia nos leva a adotar uma abordagem equilibrada dos problemas identificados. Os problemas e desafios da migra&ccedil;&atilde;o que abalaram a unidade pol&iacute;tica da UE devem ser resolvidos na R&uacute;ssia &agrave; luz da experi&ecirc;ncia russa positiva e das especificidades do pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dada a experi&ecirc;ncia de viver juntos em um grande pa&iacute;s - a Uni&atilde;o das Rep&uacute;blicas Socialistas Sovi&eacute;ticas (URSS) -, uma longa hist&oacute;ria conjunta, a forma&ccedil;&atilde;o de muitos valores comuns, apesar da diferen&ccedil;a de tradi&ccedil;&otilde;es e culturas, a R&uacute;ssia &eacute; capaz de evitar as dificuldades e os problemas causados pelo influxo de grandes comunidades &eacute;tnicas, muitas das quais transformadas em influentes etnias nas di&aacute;sporas. &Eacute; necess&aacute;rio adotar pol&iacute;ticas claras tanto com di&aacute;sporas existentes como com as emergentes, mas sempre em conson&acirc;ncia, em primeiro lugar, com a defesa dos interesses nacionais russos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Brubaker, R. "Di&aacute;sporas do cataclismo na Europa Central e Oriental e suas rela&ccedil;&otilde;es com suas p&aacute;trias (por exemplo, Alemanha de Weimar e R&uacute;ssia p&oacute;s-sovi&eacute;tica)". <i>Di&aacute;sporas</i>, nº. 3, 2000.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Popkov, V. D. <i>O fen&ocirc;meno das di&aacute;sporas &eacute;tnicas</i>. Moscou, 2003.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Toshchenko, Zh.T.; Chaptykova, T.I. "Di&aacute;spora como objeto de pesquisa sociol&oacute;gica". <i>Socis. M</i>., nº. 12, 1996.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.oecd.org/els/mig/PORTUGUESE.pdf" target="_blank">https://www.oecd.org/els/mig/PORTUGUESE.pdf</a></font><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Decreto do presidente da Federa&ccedil;&atilde;o Russa de 31.10. 2018, nº. 622 "Sobre o conceito de pol&iacute;tica de migra&ccedil;&atilde;o estatal da Federa&ccedil;&atilde;o da R&uacute;ssia para 2019-2025"</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Decreto do presidente da Federa&ccedil;&atilde;o Russa de 19 de dezembro de 2012, nº. 1666 (emendado em 6 de dezembro de 2018) "Sobre a estrat&eacute;gia da pol&iacute;tica nacional do estado da Federa&ccedil;&atilde;o da R&uacute;ssia para o per&iacute;odo at&eacute; 2025".</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. AiF, 20 de outubro, 2018</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Lei n. 74-F3, aprovada pelo presidente, 17 de junho de 1996.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Lei Federal de 2 de julho de 2013, nº. 185-FZ</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Ivakhnyuk, I. V. "Migra&ccedil;&atilde;o internacional de m&atilde;o de obra", 2005.  Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.socionauki.ru/journal/articles/132578/" target="_blank">http://www.socionauki.ru/journal/articles/132578/</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Buchanan P. J. <i>Morte do Ocidente: como a extin&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o e o aumento da imigra&ccedil;&atilde;o amea&ccedil;am nosso pa&iacute;s e nossa civiliza&ccedil;&atilde;o</i>. Editora AST, 2003.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Rybakovsky L.L. "O futuro demogr&aacute;fico da R&uacute;ssia e os processos de migra&ccedil;&atilde;o". <i>Demografia, Migra&ccedil;&otilde;es</i>, 2005.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Vishnevsky A.G. "O futuro demogr&aacute;fico da R&uacute;ssia". <i>Notas dom&eacute;sticas</i>, nº. 4, 2004.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. "Turcos na Alemanha - o mito da integra&ccedil;&atilde;o bem-sucedida", 2016. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://regnum.ru/news/polit/2160328.html" target="_blank">https://regnum.ru/news/polit/2160328.html</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. "Quantos africanos correm para a Europa", 2016. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://newrezume.org/news/2016-01-16-12703" target="_blank">http://newrezume.org/news/2016-01-16-12703</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.gazeta.ru/social/news/2016/07/20/ n_8904071.shtml" target="_blank">http://www.gazeta.ru/social/news/2016/07/20/ n_8904071.shtml</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.mindiaspora.am/en/index" target="_blank">http://www.mindiaspora.am/en/index</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://diaspora.gov.ge/" target="_blank">http://diaspora.gov.ge/</a></font> ]]></body><back>
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