<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0009-6725</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Ciência e Cultura]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Cienc. Cult.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0009-6725</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0009-67252019000400017</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.21800/2317-66602019000400017</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Possibilidades do uso da fotografia e da filmagem na pesquisa social qualitativa]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Francisco Mesquita de]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="AFF"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Castro Júnior]]></surname>
<given-names><![CDATA[Magno Vila]]></given-names>
</name>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="AF1">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal do Piauí Departamento de Ciências Sociais do Centro de Ciências Humanas e Letras Programa de Pós-Graduação em Sociologia]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>10</month>
<year>2019</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>10</month>
<year>2019</year>
</pub-date>
<volume>71</volume>
<numero>4</numero>
<fpage>60</fpage>
<lpage>61</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252019000400017&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0009-67252019000400017&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0009-67252019000400017&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    <br>   ENSAIOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Possibilidades do uso  da fotografia e da filmagem na pesquisa social qualitativa</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Francisco Mesquita de Oliveira<sup>I</sup>; Magno Vila Castro J&uacute;nior<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Doutor em sociologia e professor permanente no Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Sociologia da Universidade Federal do Piau&iacute; (UFPI) e no Departamento de Ci&ecirc;ncias Sociais do Centro de Ci&ecirc;ncias Humanas e Letras da mesma institui&ccedil;&atilde;o    <br>   <sup>II</sup>Soci&oacute;logo e mestre em Sociologia pela Universidade Federal do Piau&iacute; (UFPI)</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O s&eacute;culo XIX se constitui s&oacute;cio-historicamente com base em avan&ccedil;os tecnol&oacute;gicos e, nesse contexto, emerge o questionamento te&oacute;rico-metodol&oacute;gico das ci&ecirc;ncias sociais sobre o sujeito no fazer ci&ecirc;ncia, exigindo novas perspectivas de prover o conhecimento a partir do relacionamento com o sujeito pesquisado, no caso, o humano. A inven&ccedil;&atilde;o da fotografia e da filmagem representa, de certa forma, interface entre a tecnologia e o sujeito no cotidiano. Neste artigo, analisamos o uso de tais recursos na pesquisa social qualitativa, considerando-os como parte do polo morfol&oacute;gico desse tipo de estudo, a partir de resumida an&aacute;lise bibliogr&aacute;fica sobre o tema. Considerando que o processo investigativo envolve a "interse&ccedil;&atilde;o de suposi&ccedil;&otilde;es filos&oacute;ficas, de estrat&eacute;gias de investiga&ccedil;&atilde;o e de m&eacute;todos espec&iacute;ficos" &#91;1&#93;, enfatizaremos o uso da fotografia e da filmagem  como fontes de informa&ccedil;&atilde;o que possibilitam diferentes olhares sobre a realidade social, sobretudo na sociologia e antropologia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para Martins &#91;2&#93;, a imagem fotogr&aacute;fica n&atilde;o &eacute; um simples congelamento de um instante temporal, sua produ&ccedil;&atilde;o e interpreta&ccedil;&atilde;o inserem-se na polissemia atribu&iacute;da pelo fot&oacute;grafo, pelos fotografados e pelos espectadores, e se expande no espa&ccedil;o-tempo. As imagens do cotidiano, por exemplo, decorrem da necessidade social e subjetiva conferida &agrave; fotografia em ordenar imaginariamente o irrelevante. A tens&atilde;o dial&eacute;tica entre ocultamento e revela&ccedil;&atilde;o imprime na fotografia as intencionalidades da aus&ecirc;ncia e da emerg&ecirc;ncia no social &#91;3&#93;. O detalhe (do real social) e a mem&oacute;ria s&atilde;o dependentes dessa tens&atilde;o e, interpretados por algo (a foto) que n&atilde;o estava em cena, constroem os sentidos da realidade social. Depreendemos disso que a fotografia desempenha uma fun&ccedil;&atilde;o socialmente estabelecida de formar processos intersubjetivos e linguagem que comp&otilde;em uma pe&ccedil;a relevante na interpreta&ccedil;&atilde;o da realidade social.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Bittencourt &#91;4&#93;, por sua vez, considera a imagem fotogr&aacute;fica uma narrativa visual capaz de ampliar a compreens&atilde;o dos processos simb&oacute;licos no universo cultural. Torna-se inquestion&aacute;vel a import&acirc;ncia da fotografia que ultrapassa a fun&ccedil;&atilde;o, &agrave;s vezes atribu&iacute;da, de ap&ecirc;ndice do texto escrito, do aspecto documental e comprobat&oacute;rio do objeto em an&aacute;lise. Para a autora, a imagem fotogr&aacute;fica permite retratar a hist&oacute;ria visual de uma sociedade, documenta dimens&otilde;es imateriais, aprofunda a compreens&atilde;o da cultura material e possibilita o entendimento de processos de mudan&ccedil;a social &#91;4&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O processo imag&eacute;tico e interpretativo &eacute; gerado pelas experi&ecirc;ncias humanas. No caso da pesquisa social, a autenticidade da interpreta&ccedil;&atilde;o da imagem fotogr&aacute;fica assenta-se na rela&ccedil;&atilde;o de coautoria estabelecida entre pesquisador e sujeito pesquisado desde o momento do seu registro. No &acirc;mbito da pesquisa, tem a intencionalidade de restaurar o reconhecimento entre o sujeito da imagem e o contexto, fazendo do encontro etnogr&aacute;fico um momento de apropria&ccedil;&atilde;o do sujeito cognosc&iacute;vel em sujeito cognoscente de significados. A interpreta&ccedil;&atilde;o fotogr&aacute;fica n&atilde;o se apoia unicamente na an&aacute;lise documental, mas exige an&aacute;lise reflexiva que coloca o fot&oacute;grafo e o protagonista da imagem em "negocia&ccedil;&atilde;o".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Loizos &#91;5&#93; demonstra a relev&acirc;ncia da apreens&atilde;o da realidade social por meio da imagem - com ou sem som - sobre as a&ccedil;&otilde;es humanas concretas no espa&ccedil;o-tempo, informa&ccedil;&atilde;o visual que dispensa texto escrito. Por meio da imagem fotogr&aacute;fica ou filmatogr&aacute;fica, podemos apreender as disposi&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas de uma na&ccedil;&atilde;o ou compreender processos de mudan&ccedil;a social no espa&ccedil;o-tempo. Chama a aten&ccedil;&atilde;o do pesquisador o fato de as imagens serem produzidas, elaboradas e interpretadas dentro de um contexto s&oacute;cio-cultural-hist&oacute;rico, poss&iacute;vel de manipula&ccedil;&atilde;o intencional e inserido em diversos motivos e tens&otilde;es dualistas: oculta&ccedil;&atilde;o/revela&ccedil;&atilde;o, realismo/n&atilde;o-realismo, aus&ecirc;ncia/emerg&ecirc;ncia. O autor n&atilde;o faz distin&ccedil;&atilde;o entre v&iacute;deo e filmagem, apesar de considerar este &uacute;ltimo uma produ&ccedil;&atilde;o mais elaborada, destinada ao registro de dados de a&ccedil;&otilde;es e fen&ocirc;menos cuja complexidade seja de dif&iacute;cil compreens&atilde;o para um &uacute;nico observador &#91;5&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cardarello e colaboradores &#91;6&#93; oferecem um relato de experi&ecirc;ncia acerca da utiliza&ccedil;&atilde;o do v&iacute;deo para traduzir o texto resultante de uma pesquisa anterior. N&atilde;o se trata de uma pesquisa com uso de filmagem, mas da condensa&ccedil;&atilde;o visual do texto escrito. A express&atilde;o latina <i>in principio erat verbum</i>, neste contexto, surge para indicar n&atilde;o somente a g&ecirc;nese do trabalho antropol&oacute;gico, mas as situa&ccedil;&otilde;es contingentes como tal trabalho fora desempenhado, com rela&ccedil;&atilde;o pesquisado/pesquisador que, por vezes, transformou-se em parceria, autoria fragmentada e impasses &eacute;ticos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os diversos autores demonstram concep&ccedil;&otilde;es diversificadas a respeito do uso da fotografia e da filmagem na investiga&ccedil;&atilde;o social. &Eacute; oportuno explicitar, no entanto, que tais imagens podem ser produzidas ou selecionadas de arquivos, antes ou ap&oacute;s a elabora&ccedil;&atilde;o do texto escrito, o que condiciona perspectivas epistemol&oacute;gicas tamb&eacute;m diversificadas, que partem da conflu&ecirc;ncia de que a express&atilde;o visual &eacute; uma das formas de se criar e reproduzir a sociabilidade humana.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sch&uuml;tz &#91;7&#93; prop&otilde;e que o mundo da vida (ou seja, o cotidiano) &eacute; permeado de experi&ecirc;ncias vividas e em curso, possibilitando intera&ccedil;&otilde;es e rela&ccedil;&otilde;es intersubjetivas significantes e acess&iacute;veis aos outros. A perspectiva de Goffman, segundo Martins &#91;2&#93;, fundamenta a compreens&atilde;o da vida social como uma dramaturgia na qual indiv&iacute;duos e grupos atuam considerando seus pap&eacute;is na sociedade. Nesse sentido, Sch&uuml;tz e Goffman somam-se na explica&ccedil;&atilde;o sociol&oacute;gica da realidade social pela intera&ccedil;&atilde;o simb&oacute;lica constru&iacute;da entre os indiv&iacute;duos. Embora n&atilde;o se tratando especificamente de fotografia, a intera&ccedil;&atilde;o simb&oacute;lica analisada por esses autores remete &agrave; discuss&atilde;o da imagem como t&eacute;cnica de leitura do social. Assim, Blumer, segundo Joas &#91;8&#93;, apresenta o cotidiano como resultado da intera&ccedil;&atilde;o simb&oacute;lica entre os sujeitos em rela&ccedil;&atilde;o aos objetos por eles significados, estabelecendo uma comunica&ccedil;&atilde;o de consenso e significado socialmente estabelecido.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; importante ressaltar que a pr&aacute;tica investigativa coloca quest&otilde;es &eacute;ticas. Os c&oacute;digos de &eacute;tica do antrop&oacute;logo e do soci&oacute;logo, divulgados respectivamente pela Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Antropologia (ABA) e pela Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS), estabelecem princ&iacute;pios na realiza&ccedil;&atilde;o da pesquisa com o devido respeito aos sujeitos pesquisados. Destacamos que o c&oacute;digo de &eacute;tica da ABA defende a autoria e a coautoria das popula&ccedil;&otilde;es pesquisadas sobre sua pr&oacute;pria produ&ccedil;&atilde;o cultural, enquanto o c&oacute;digo de &eacute;tica da SBS sugere que o soci&oacute;logo pode suplementar com outros princ&iacute;pios a partir de sua experi&ecirc;ncia profissional.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O uso da fotografia e da filmagem, portanto, s&atilde;o t&eacute;cnicas igualmente acuradas e embasadas epistemologicamente, no &acirc;mbito da coleta de informa&ccedil;&atilde;o na pesquisa social qualitativa. &Eacute; primordial, no entanto, ter em vista a reflexividade te&oacute;rico-metodol&oacute;gica da pesquisa e que a escolha metodol&oacute;gica pressup&otilde;e a ideia de que imagem n&atilde;o fala por si, ela &eacute; t&atilde;o real quanto artificial. Ao pesquisador caber&aacute;, sobretudo, compreender que a imagem e a tecnologia s&atilde;o uma contribui&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o um fim em si mesmo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>NOTAS E REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Creswell, J. W. "Considera&ccedil;&otilde;es preliminares". In: <i>Projeto de pesquisa; m&eacute;todos qualitativos, quantitativos e misto</i>. 3a ed. Porto Alegre: Artmed. 2010. p. 23-47.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Martins, J. S. "A fotografia e a vida cotidiana: oculta&ccedil;&otilde;es e revela&ccedil;&otilde;es". In: <i>Sociologia da fotografia e da imagem</i>. S&atilde;o Paulo: Contexto. 2008. p. 33-62.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Santos, B. S. "Para uma sociologia das aus&ecirc;ncias e das emerg&ecirc;ncias". <i>Revista Cr&iacute;tica de Ci&ecirc;ncias Sociais</i>, n. 63, 2002. p. 237-280.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Bittencourt, L. A. "Algumas considera&ccedil;&otilde;es sobre o uso da imagem fotogr&aacute;fica na pesquisa antropol&oacute;gica". In: <i>Desafios da imagem: fotografia, iconografia e v&iacute;deo nas ci&ecirc;ncias sociais.</i> Campinas: Papirus. 1998. p. 197-211.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Loizos, P. "V&iacute;deo, filme e fotografias como documentos de pesquisa". In: Bauer, M. W.; Gaskell, G. (org.). <i>Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som</i>. Petr&oacute;polis: Vozes. 2003. p. 137-155.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Cardarello, A. <i>et all</i>. "Nos bastidores de um v&iacute;deo etnogr&aacute;fico". In: <i>Desafios da imagem: fotografia, iconografia e v&iacute;deo nas ci&ecirc;ncias sociais</i>. Campinas: Papirus. 1998. p. 269-286.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Schutz, A. "Fundamento da fenomenologia". In: Wagner, H. (org). <i>Fenomenologia e rela&ccedil;&otilde;es sociais: textos escolhidos de Alfred Sch&uuml;tz</i>. Rio de Janeiro, 1979. p. 51-76.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Joas, H. "Interacionismo simb&oacute;lico". In: Giddens, A.; Turner, J. <i>Teoria social hoje</i>. S&atilde;o Paulo: Unesp. 1999. p. 127-174.    </font></p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Creswell]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. W.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Considerações preliminares]]></article-title>
<source><![CDATA[Projeto de pesquisa; métodos qualitativos, quantitativos e misto]]></source>
<year>2010</year>
<edition>3</edition>
<page-range>23-47</page-range><publisher-loc><![CDATA[Porto Alegre ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Artmed]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Martins]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A fotografia e a vida cotidiana: ocultações e revelações]]></article-title>
<source><![CDATA[Sociologia da fotografia e da imagem]]></source>
<year>2008</year>
<page-range>33-62</page-range><publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Contexto]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[B. S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Para uma sociologia das ausências e das emergências]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Crítica de Ciências Sociais]]></source>
<year>2002</year>
<numero>63</numero>
<issue>63</issue>
<page-range>237-280</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bittencourt]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Algumas considerações sobre o uso da imagem fotográfica na pesquisa antropológica]]></article-title>
<source><![CDATA[Desafios da imagem: fotografia, iconografia e vídeo nas ciências sociais]]></source>
<year>1998</year>
<page-range>197-211</page-range><publisher-loc><![CDATA[Campinas ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Papirus]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Loizos]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Vídeo, filme e fotografias como documentos de pesquisa]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Bauer]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gaskell]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som]]></source>
<year>2003</year>
<page-range>137-155</page-range><publisher-loc><![CDATA[Petrópolis ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Vozes]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cardarello]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Nos bastidores de um vídeo etnográfico]]></article-title>
<source><![CDATA[Desafios da imagem: fotografia, iconografia e vídeo nas ciências sociais]]></source>
<year>1998</year>
<page-range>269-286</page-range><publisher-loc><![CDATA[Campinas ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Papirus]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Schutz]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Fundamento da fenomenologia]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Wagner]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Fenomenologia e relações sociais: textos escolhidos de Alfred Schütz]]></source>
<year>1979</year>
<page-range>51-76</page-range><publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Joas]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Interacionismo simbólico]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Giddens]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Turner]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Teoria social hoje]]></source>
<year>1999</year>
<page-range>127-174</page-range><publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Unesp]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
