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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    <br>   BRUMADINHO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Sobreposi&ccedil;&atilde;o de riscos  e impactos no desastre  da Vale em Brumadinho</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Mariano Andrade da Silva<sup>I</sup>; Carlos Machado de Freitas<sup>II</sup>; Diego Ricardo Xavier<sup>III</sup>; Anselmo Rocha Rom&atilde;o<sup>IV</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Doutorando em sa&uacute;de p&uacute;blica pela Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica Sergio Arouca da Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz (Ensp/Fiocruz) e pesquisador do Centro de Estudo e Pesquisa em Emerg&ecirc;ncia e Desastres em Sa&uacute;de (Cepedes/Fiocruz-RJ)    <br>   <sup>II</sup>Pesquisador da Ensp/Fiocruz e atualmente coordena o Cepedes/Fiocruz-RJ. Integra o Comit&ecirc; T&eacute;cnico Assessor de Vigil&acirc;ncia e Resposta &agrave;s Emerg&ecirc;ncias em Sa&uacute;de P&uacute;blica (CTA-ESP), da Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (SVS/MS) e o Grupo de Aconselhamento T&eacute;cnico e Cient&iacute;fico da Estrat&eacute;gia Internacional de Redu&ccedil;&atilde;o de Riscos de Desastres da ONU (STAG-UNISDR)    <br>   <sup>III</sup>Doutorando em sa&uacute;de p&uacute;blica pela Ensp/Fiocruz e atualmente pesquisador no Instituto de Comunica&ccedil;&atilde;o e Informa&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica e Tecnol&oacute;gica em Sa&uacute;de da Fiocruz-RJ    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>IV</sup>Mestre em sa&uacute;de p&uacute;blica pela Ensp/Fiocruz e atualmente pesquisador do Laborat&oacute;rio de Informa&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de do Instituto de Comunica&ccedil;&atilde;o e Informa&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica e Tecnol&oacute;gica em Sa&uacute;de (Lis/Icict)</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No munic&iacute;pio de Brumadinho, no dia 25 de janeiro de 2019, ocorreu o rompimento da barragem de conten&ccedil;&atilde;o de rejeitos de min&eacute;rio de ferro BI da mina de C&oacute;rrego do Feij&atilde;o, de propriedade da empresa Vale S.A. Inicialmente, a enxurrada percorrera o leito do ribeir&atilde;o Ferro-Carv&atilde;o, atingiu as instala&ccedil;&otilde;es da companhia Vale S.A. e prosseguira promovendo impacto e destrui&ccedil;&atilde;o ao longo da microbacia. A onda de rejeitos alcan&ccedil;ou as localidades de C&oacute;rrego do Feij&atilde;o e Parque Cachoeira, pequenos vilarejos pr&oacute;ximos &agrave; mina e, posteriormente, o rio Paraopeba, j&aacute; na zona urbana da cidade de Brumadinho. Estima-se que ao menos 18 munic&iacute;pios tenham sido afetados ao longo da bacia do rio Paraopeba.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esse evento &eacute; considerado um dos maiores acidentes de trabalho ampliado da ind&uacute;stria miner&aacute;ria brasileira &#91;1&#93;, uma vez que, embora origin&aacute;rio do interior da empresa, acabou por atingir trabalhadores, al&eacute;m de extrapolar os limites f&iacute;sicos da planta produtiva e afetar popula&ccedil;&otilde;es, mesmo as mais distantes do empreendimento. Passados 12 meses da ocorr&ecirc;ncia totalizam-se 270 &oacute;bitos - desses, 127 (47%) eram trabalhadores diretos da Vale e os outros 118 terceirizados da empresa (44%) &#91;2&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para se compreender o desastre e seu significado no &acirc;mbito da sa&uacute;de p&uacute;blica, Freitas, Heller e Profeta &#91;2&#93;, em 2019, salientaram que h&aacute; de se considerar tr&ecirc;s aspectos: (i) interrup&ccedil;&atilde;o do funcionamento normal do cotidiano local ou regional, envolvendo perdas e preju&iacute;zos (materiais e culturais, econ&ocirc;micos e ambientais), bem como amplia&ccedil;&atilde;o dos riscos, doen&ccedil;as e &oacute;bitos; (ii) exceder a capacidade de uma comunidade ou sociedade afetada em lidar com a situa&ccedil;&atilde;o utilizando seus pr&oacute;prios recursos, o que pode resultar na amplia&ccedil;&atilde;o das perdas e danos, bem como doen&ccedil;as e &oacute;bitos, levando &agrave; sobrecarga das capacidades institucionais locais ou estaduais, superior &agrave; sua capacidade de atua&ccedil;&atilde;o com uso de seus pr&oacute;prios recursos; e (iii) altera&ccedil;&atilde;o do contexto de produ&ccedil;&atilde;o de riscos e dos processos de sa&uacute;de e doen&ccedil;as e condi&ccedil;&otilde;es de vida e sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tendo como refer&ecirc;ncia a necessidade de extrair li&ccedil;&otilde;es para reduzir os riscos de novos desastres no futuro, este artigo objetiva a compreens&atilde;o da dimens&atilde;o dos impactos socioecon&ocirc;micos, ambientais e sobre a sa&uacute;de do desastre da Vale, em Brumadinho, MG.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DESASTRES TECNOL&Oacute;GICOS E SEUS EFEITOS &Agrave; SA&Uacute;DE</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Desastres como os rompimentos de barragem de minera&ccedil;&atilde;o s&atilde;o respons&aacute;veis por produzir novos riscos ambientais e &agrave; sa&uacute;de. Seus efeitos, apesar de serem percebidos com maior intensidade no curto prazo, evidenciam situa&ccedil;&otilde;es ou fatores de riscos com s&eacute;rias, profundas e duradouras consequ&ecirc;ncias para a sa&uacute;de humana em m&eacute;dio e longo prazo &#91;3&#93;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As consequ&ecirc;ncias dos desastres na sa&uacute;de e bem-estar s&atilde;o muitas. Al&eacute;m de causarem trag&eacute;dias pessoais e sofrimentos coletivos, aumento nos n&iacute;veis de mortalidade e morbidade, impactam de forma indireta no desenvolvimento pol&iacute;tico, social e econ&ocirc;mico dos munic&iacute;pios, estados ou pa&iacute;ses atingidos. Favorecem condi&ccedil;&otilde;es para o risco de novas doen&ccedil;as e agravos em sa&uacute;de que se sobrep&otilde;em &agrave;s j&aacute; existentes &#91;4&#93;. E, al&eacute;m disso, quando envolvem contaminantes ambientais, s&atilde;o respons&aacute;veis por danos que provocam transforma&ccedil;&otilde;es abruptas na organiza&ccedil;&atilde;o social e nos modos de viver e trabalhar historicamente constitu&iacute;dos nos territ&oacute;rios atingidos, com efeitos sobre a sa&uacute;de &#91;5&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os desastres colocam o desafio &agrave; sa&uacute;de p&uacute;blica na compreens&atilde;o dos mesmos, mas tamb&eacute;m na identifica&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o de novos problemas e necessidades de sa&uacute;de, pois nem sempre &eacute; poss&iacute;vel estabelecer uma rela&ccedil;&atilde;o direta entre a exposi&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o aos eventos e seus efeitos sobre a sa&uacute;de, j&aacute; que muitos dos efeitos n&atilde;o s&atilde;o imediatos &#91;4&#93;. A depender da magnitude, a exposi&ccedil;&atilde;o ocorre em um contexto espacial (pa&iacute;s, estado, munic&iacute;pio, bairro, setor censit&aacute;rio, assentamento rural, distrito sanit&aacute;rio etc.) e os impactos sobre a sa&uacute;de podem ocorrer em escalas temporal particular, caracterizando-se em per&iacute;odos que variam entre dias, semanas, meses e anos &#91;4&#93;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>LI&Ccedil;&Otilde;ES DO RIO DOCE: O CASO DA SAMARCO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No dia 5 de novembro de 2015, o rompimento da barragem de rejeito de Fund&atilde;o (BRF), controlada pela mineradora Samarco, uma joint-venture da companhia Vale S.A. e a anglo-australiana BHP Billiton, liberou ao ambiente um volume estimado de 34 milh&otilde;es de metros c&uacute;bicos (m<sup>3</sup>) de lama &#91;6&#93;. Essa barragem, que se destinava a armazenar rejeitos da extra&ccedil;&atilde;o de min&eacute;rio de ferro, estava passando por obras de amplia&ccedil;&atilde;o. Esse foi o maior registro de desastre envolvendo barragens de rejeito no mundo - quando considerado o volume de rejeito liberado, extens&atilde;o geogr&aacute;fica atingida e custos econ&ocirc;micos associados &#91;5, 7&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O desastre foi respons&aacute;vel pelo &oacute;bito de 18 pessoas e um desaparecido &#91;8&#93;. No momento do acidente, a barragem possu&iacute;a 106 metros de altura e volume estimado em 55 milh&otilde;es de m<sup>3</sup> de rejeito &#91;9&#93;. A enxurrada de lama e rejeitos foi carreada por mais de 660 km, atingindo toda a extens&atilde;o do rio Doce e chegou, ap&oacute;s 17 dias (em 22 novembro), ao litoral do Esp&iacute;rito Santo, contaminando a zona costeira do mar capixaba com uma pluma de dispers&atilde;o de mais de 60 km (7.000 km<sup>2</sup>). Inicialmente, 39 munic&iacute;pios lindeiros foram atingidos &#91;10&#93; e a pluma de contamina&ccedil;&atilde;o percorreu 250 km ao norte da foz do rio Doce at&eacute; o arquip&eacute;lago de Abrolhos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Seus efeitos, apesar de apresentarem maior intensidade no curto prazo, se prolongam no tempo e geram riscos adicionais &agrave; sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o, mesmo as mais distantes do empreendimento miner&aacute;rio. O monitoramento ambiental realizado ao longo da bacia do rio Doce, por exemplo, ainda apresenta concentra&ccedil;&otilde;es muito elevadas de subst&acirc;ncias perigosas nos diversos compartimentos ambientais afetados (solo, &aacute;gua, ar) envolvendo, inclusive, a presen&ccedil;a de contaminantes met&aacute;licos &#91;11,12&#93;. H&aacute; de se considerar que os elementos met&aacute;licos, ao contr&aacute;rio de muitos compostos org&acirc;nicos, n&atilde;o apresentam degrada&ccedil;&atilde;o ao longo do tempo para "esp&eacute;cies" menos t&oacute;xicas. Alguns tornam-se, inclusive, mais t&oacute;xicos com o passar do tempo &#91;11&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A complexidade da gest&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o est&aacute; na rela&ccedil;&atilde;o dos diversos n&iacute;veis de indetermin&acirc;ncia e nossa &iacute;nfima capacidade de controle e previsibilidade da situa&ccedil;&atilde;o ambiental. No m&eacute;dio e longo prazo, os impactos ambientais resultaram no comprometimento dos servi&ccedil;os de provis&atilde;o de alimentos e &aacute;gua pot&aacute;vel &#91;5&#93;; altera&ccedil;&atilde;o dos ciclos hidrol&oacute;gicos (contribuindo para enchentes nos per&iacute;odos chuvosos) &#91;13&#93;; e altera&ccedil;&atilde;o nos ciclos de vetores e de hospedeiros de doen&ccedil;as meses ap&oacute;s o desastre &#91;9, 14&#93;. Ao longo do curso do rio atingido, foram muitas as propriedades que apresentaram perda de produtividade, no acesso &agrave; renda e de bens de uso coletivo. Resultaram tamb&eacute;m em danos imateriais, como a perda de padr&otilde;es de organiza&ccedil;&atilde;o social e v&iacute;nculos comunit&aacute;rios, assim como pr&aacute;ticas culturais que configuram os modos de vida local &#91;15&#93;. Alguns desses grupos atingidos eram comunidades tradicionais e ind&iacute;genas &#91;16&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Funda&ccedil;&atilde;o Renova, solu&ccedil;&atilde;o institucional adotada visando a necess&aacute;ria agilidade para receber recursos financeiros e efetuar despesas, levou com que os recursos ficassem "sob total controle" da empresa e com "deplor&aacute;vel falta de transpar&ecirc;ncia" e participa&ccedil;&atilde;o das comunidades atingidas no processo de negocia&ccedil;&atilde;o &#91;17&#93;. Apesar de haver participa&ccedil;&atilde;o de componente governamental e das empresas respons&aacute;veis, estas &uacute;ltimas possu&iacute;am um poder desproporcional para influenciar as decis&otilde;es &#91;18&#93;. Assim, a Renova se tornou respons&aacute;vel por gerir todas as informa&ccedil;&otilde;es e decis&otilde;es do ponto de vista ambiental, social e econ&ocirc;mico, conferindo &agrave; empresa autonomia na celebra&ccedil;&atilde;o de acordos extrajudiciais e na defini&ccedil;&atilde;o de quem &eacute; ou n&atilde;o "atingido" &#91;19&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No munic&iacute;pio de Mariana, o desastre n&atilde;o s&oacute; resultou em danos humanos, ambientais e sobre a infraestrutura, mas tamb&eacute;m apresentou redu&ccedil;&atilde;o de arrecada&ccedil;&atilde;o municipal, que se reflete na capacidade de oferta dos servi&ccedil;os essenciais como a sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o, saneamento, entre outros. No per&iacute;odo de 2014 a 2018, as receitas correntes foram reduzidas de R$ 445 milh&otilde;es para R$ 264,6 milh&otilde;es &#91;20&#93;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na <a href="/img/revistas/cic/v72n2/a08fig01.jpg">figura 1</a>, sistematizamos alguns dos efeitos registrados no caso do rompimento da barragem da Samarco, em Mariana. Os efeitos dos desastres tecnol&oacute;gicos envolvem desde contaminantes ambientais, dispersos e acumulados em diferentes compartimentos (ar, &aacute;gua, solo, alimentos etc.); m&uacute;ltiplas formas de uso e ocupa&ccedil;&atilde;o humana que se utilizam desses servi&ccedil;os ecossist&ecirc;micos; at&eacute; os efeitos sobre a sa&uacute;de - efeitos subcl&iacute;nicos, desenvolvimento de doen&ccedil;a e agravos ou mesmo a morte - a depender da nocividade do poluente, da intensidade e tempo da exposi&ccedil;&atilde;o e da suscetibilidade individual. Apresentamos algumas das situa&ccedil;&otilde;es de riscos que influenciaram na altera&ccedil;&atilde;o do perfil de morbimortalidade, em fun&ccedil;&atilde;o da modifica&ccedil;&atilde;o dos fatores socioecon&ocirc;micos e ambientais, sobrepostos no tempo e no espa&ccedil;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As li&ccedil;&otilde;es aprendidas dos estudos j&aacute; desenvolvidos no rio Doce podem beneficiar a predi&ccedil;&atilde;o sobre os efeitos da trag&eacute;dia de Brumadinho. Entretanto, deve-se levar em conta suas especificidades, assim como salienta Heller &#91;17&#93;, que chama aten&ccedil;&atilde;o para as diferentes mobilidades dos rejeitos, a diferente capacidade de dilui&ccedil;&atilde;o do rio Paraopeba, o efeito da represa de Tr&ecirc;s Marias na atenua&ccedil;&atilde;o da polui&ccedil;&atilde;o e as incertezas do impacto no rio S&atilde;o Francisco - manancial extremamente relevante para a seguran&ccedil;a h&iacute;drica para mais de um milh&atilde;o de pessoas em 255 munic&iacute;pios da regi&atilde;o nordeste do Brasil &#91;21&#93;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>IMPACTOS DO DESASTRE DA VALE S.A. EM 2019</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No dia 25 de janeiro de 2019 ocorreu o rompimento da barragem I, uma das 11 barragens do complexo miner&aacute;rio C&oacute;rrego do Feij&atilde;o. A barragem foi constru&iacute;da em 1976 pela Ferteco Minera&ccedil;&atilde;o e adquirida em 2001 pela Vale. No momento do acidente, a estrutura possu&iacute;a, entre barramento e rejeitos armazenados, aproximadamente 11.600.000 m&sup3;. Grande parte desse material foi lixiviado para o ribeir&atilde;o Ferro-Carv&atilde;o, formando ondas de rejeitos que avan&ccedil;aram sobre trabalhadores, equipamentos, locais de trabalho e um refeit&oacute;rio. Em seu caminho, encontrou as barragens de conten&ccedil;&atilde;o de sedimentos B IV e B IV-A, que tamb&eacute;m se romperam &#91;22&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os danos humanos e socioecon&ocirc;micos ocorreram de forma degressiva &agrave; barragem. O rejeito atingiu de forma direta e imediata nove setores censit&aacute;rios com popula&ccedil;&atilde;o municipal estimada em 3.485 pessoas e 1.090 domic&iacute;lios. Os danos n&atilde;o se restringiram ao trecho mais pr&oacute;ximo &agrave; barragem, sendo registrados impactos ao longo de toda a bacia do rio Paraopeba. S&atilde;o considerados atingidos 18 munic&iacute;pios, somando 1.165.667 pessoas expostas direta e indiretamente. Estima-se que h&aacute; de 147 a 424 comunidades tradicionais (ind&iacute;genas, quilombolas, silvicultores e pescadores artesanais) atingidas direta e indiretamente, quando considerados, respectivamente, raios de 500 e 1000 metros, numa extens&atilde;o aproximada de 250 km &#91;23&#93;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>IMPACTOS AMBIENTAIS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Conforme levantamentos preliminares realizados pelos &oacute;rg&atilde;os competentes e setores t&eacute;cnicos do Minist&eacute;rio P&uacute;blico de Minas Gerais &#91;24&#93;, o desastre causou severos danos ao longo de toda a bacia do rio Paraopeba. Houve impactos nos recursos h&iacute;dricos, flora, fauna, ar, solo e patrim&ocirc;nio cultural (material e imaterial) da regi&atilde;o, com preju&iacute;zos incalcul&aacute;veis e de dif&iacute;cil revers&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entre as altera&ccedil;&otilde;es ambientais est&atilde;o aquelas associadas &agrave; supress&atilde;o de ambientes naturais florestais e &agrave; sobreposi&ccedil;&atilde;o das faixas marginais dos mananciais atingidos, fragmentando unidades de preserva&ccedil;&otilde;es e degradando a qualidade atmosf&eacute;rica - envolvendo, inclusive a perda de habitat terrestre e aqu&aacute;tico, influenciando negativamente a flora e a fauna. Segundo o &oacute;rg&atilde;o ambiental, a passagem da lama causou a destrui&ccedil;&atilde;o de 269,8 ha. Estima-se que foram subtra&iacute;dos 133,27 ha de vegeta&ccedil;&atilde;o nativa de Mata Atl&acirc;ntica e 70,65 hectares de &aacute;reas de preserva&ccedil;&atilde;o permanente (APP). Dos 269,8 ha de &aacute;rea atingida diretamente pelos rejeitos, aproximadamente 218,1 ha est&atilde;o situados dentro da zona de amortecimento (ZA) do Parque Estadual Serra do Rola Mo&ccedil;a &#91;25&#93;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No <a href="/img/revistas/cic/v72n2/a08qua01.jpg">quadro 1</a>, reproduzimos a caracteriza&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica do rejeito da barragem realizada pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de &#91;26&#93;. Os resultados apontam elevados teores de ferro e mangan&ecirc;s em 100% das amostras. O par&acirc;metro mangan&ecirc;s chegou a ser registrado com valores at&eacute; 27 vezes maiores que o teor m&eacute;dio encontrado na regi&atilde;o. Os par&acirc;metros cobre e b&aacute;rio foram encontrados acima do preconizado pela legisla&ccedil;&atilde;o vigente em 60% e 10%, respectivamente, das amostras.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O rio Paraopeba tamb&eacute;m foi intensamente atingido. O Instituto Mineiro de Gest&atilde;o das &Aacute;guas (IGAM), ag&ecirc;ncia estadual ambiental, destacou as concentra&ccedil;&otilde;es de ferro total (3095,5 mg/L) que superaram em at&eacute; 2.200 vezes o valor m&aacute;ximo permitido para mananciais classe II. O mangan&ecirc;s total (736,500 mg/L) foi encontrado em valores de 7.365 vezes maiores que o m&aacute;ximo permitido. Dentre os metais pesados, os par&acirc;metros chumbo total e merc&uacute;rio total apresentaram valores de at&eacute; 21 vezes acima do limite preconizado &#91;27&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Thompson e colaboradores &#91;28&#93; realizaram monitoramento da qualidade de &aacute;gua em sete locais ao longo do manancial afetado, em dois per&iacute;odos distintos: fevereiro e maio de 2019. Imediatamente ap&oacute;s o desastre, o ponto de coleta a seis quil&ocirc;metros da barragem registrou eleva&ccedil;&atilde;o de turbidez (3000 NTU) 30 vezes maior que o valor recomendado pela legisla&ccedil;&atilde;o. Ainda, os teores de ferro, alum&iacute;nio, c&aacute;dmio e cobre apresentaram registro, respectivamente, de 2,8, 1,9, 6 e 7.7 pontos acima dos valores preconizados. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s amostras realizadas no m&ecirc;s de maio, os teores de ferro apresentaram altera&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; legisla&ccedil;&atilde;o em cinco pontos, alum&iacute;nio em sete pontos, cobre em cinco pontos e c&aacute;dmio em um ponto.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em outro estudo, o Instituto SOS Mata Atl&acirc;ntica apresentou os &iacute;ndices de qualidade da &aacute;gua aferidos nos trechos de rio impactados. Dos 12 pontos analisados, nove estavam com o &iacute;ndice de qualidade da &aacute;gua ruim e tr&ecirc;s regular. O par&acirc;metro cobre chegou a ser registrado com valores de at&eacute; 600 vezes maiores que o permitido. Outros elementos como ferro, mangan&ecirc;s e cromo, encontrados em n&iacute;vel elevados, tamb&eacute;m s&atilde;o de interesse &agrave; sa&uacute;de p&uacute;blica. No caso do cromo, aferido em n&iacute;veis 42 vezes acima da legisla&ccedil;&atilde;o, pode causar efeitos mutag&ecirc;nicos, morbidades e mortalidade, a depender da dose e tempo de exposi&ccedil;&atilde;o &#91;29&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um estudo realizado pelo Instituto Butant&atilde; destacou que o rejeito pode causar morte e anomalias em embri&otilde;es de peixes. Os pesquisadores alertam para os poss&iacute;veis desfechos negativos decorrentes da exposi&ccedil;&atilde;o de longo prazo, inclusive relacionados ao consumo da &aacute;gua contaminada. A lama do rejeito, mesmo ap&oacute;s ser dilu&iacute;da 6.250 vezes, foi capaz de matar e provocar defeitos mutag&ecirc;nicos nos peixes. O estudo argumenta que a principal causa dessa modifica&ccedil;&atilde;o pode estar ligada ao conjunto de elementos qu&iacute;micos identificados, destacando-se, entre outros, a concentra&ccedil;&atilde;o de merc&uacute;rio 720 vezes acima do permitido &#91;30&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s solu&ccedil;&otilde;es de abastecimento humano, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de coletou 1.847 amostras em 16 munic&iacute;pios afetados. Foram utilizados 104 pontos de coleta, a uma dist&acirc;ncia de at&eacute; 100 metros das margens do rio Paraopeba. Os resultados indicam valores insatisfat&oacute;rios para os par&acirc;metros: ferro, em 336 amostras; alum&iacute;nio, em 117 amostras; e mangan&ecirc;s, em 207 amostras; sendo que em 38 amostras todos esses contaminantes estiveram acima do valor permitido. Os par&acirc;metros microbiol&oacute;gicos e organol&eacute;pticos estavam insatisfat&oacute;rios, embora tenham sido identificados, pontualmente, valores insatisfat&oacute;rios para os par&acirc;metros antim&ocirc;nio, ars&ecirc;nio, b&aacute;rio, chumbo, cromo, merc&uacute;rio, n&iacute;quel e sel&ecirc;nio &#91;26&#93;. As concentra&ccedil;&otilde;es detectadas para algumas dessas subst&acirc;ncias superam os valores de risco &agrave; sa&uacute;de sugeridos pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS) e est&atilde;o em inconformidade com a norma de potabilidade brasileira.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>IMPACTOS SOCIOECON&Ocirc;MICOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O rompimento da barragem I ocasionou in&uacute;meros impactos negativos para a economia local: na arrecada&ccedil;&atilde;o, gera&ccedil;&atilde;o de renda e aos postos de trabalho - no campo e na cidade de Brumadinho. De forma semelhante ao munic&iacute;pio de Mariana, em Brumadinho tamb&eacute;m &eacute; esperado o decl&iacute;nio das receitas correntes municipais, havendo, no per&iacute;odo, eleva&ccedil;&atilde;o das despesas do munic&iacute;pio por conta dos problemas decorrentes do rompimento, n&atilde;o apenas no atendimento pelo sistema p&uacute;blico de sa&uacute;de, mas tamb&eacute;m pela destrui&ccedil;&atilde;o da infraestrutura municipal &#91;19&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A agricultura local se mostrou como atividade particularmente impactada: a passagem do rejeito causou graves danos aos agricultores da regi&atilde;o, principalmente aos pequenos propriet&aacute;rios. Anteriormente ao desastre, a regi&atilde;o atingida possu&iacute;a voca&ccedil;&atilde;o para produ&ccedil;&atilde;o de alimentos org&acirc;nicos e agroecol&oacute;gicos, uma vez que 71% dos 443 estabelecimentos agropecu&aacute;rios cadastrados n&atilde;o utilizavam agrot&oacute;xicos. N&atilde;o obstante, muitos preju&iacute;zos foram contabilizados devido &agrave; perda de maquin&aacute;rio e deprecia&ccedil;&atilde;o do valor imobili&aacute;rio &#91;20&#93;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Ag&ecirc;ncia Nacional de &Aacute;guas (ANA) disponibiliza informa&ccedil;&otilde;es sobre utiliza&ccedil;&atilde;o de piv&ocirc;s centrais de irriga&ccedil;&atilde;o que s&atilde;o obtidos com base em imagens de sat&eacute;lite de alta e m&eacute;dia resolu&ccedil;&atilde;o espacial &#91;31&#93;. Esses dados foram utilizados para estimar a &aacute;rea de planta&ccedil;&atilde;o potencialmente atingida pelo desastre. Segundo as informa&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis, a &aacute;rea atingida possui 7.861 hectares irrigados por piv&ocirc;s centrais, sendo que 8% se encontram a um quil&ocirc;metro da margem e 57% a 10 km da margem. Os munic&iacute;pios com as maiores &aacute;rea plantadas e utilizando dessa t&eacute;cnica s&atilde;o: Pomp&eacute;u (26%), Paraopeba e Curvelo (16%) e Felixl&acirc;ndia, que responde por 9% do total (<a href="/img/revistas/cic/v72n2/a08fig02.jpg">Figura 2</a>). Cabe salientar que esses dados apontam para grandes e m&eacute;dios produtores da regi&atilde;o, e que os n&uacute;meros tendem a ser bem mais elevados quando considerados pequenos produtores que podem utilizar de meio de irriga&ccedil;&atilde;o de menor porte.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Associado &agrave; dimens&atilde;o de an&aacute;lise, ainda que preliminar, o impacto socioambiental s&oacute; n&atilde;o foi maior devido ao pagamento do aux&iacute;lio financeiro emergencial aos atingidos. Os valores pagos pela empresa constituem parte das indeniza&ccedil;&otilde;es acordadas em fevereiro de 2019, previsto, inicialmente para serem pagos em 12 parcelas. Ainda em novembro de 2019, o fomento teve seu pagamento prorrogado por mais 10 meses. Entretanto, a indeniza&ccedil;&atilde;o ser&aacute; integral apenas aos moradores das &aacute;reas mais pr&oacute;ximas &agrave; barragem, contemplando de 10 a 15 mil atingidos &#91;32&#93;. Contudo, com o fim das parcelas e somada a diminui&ccedil;&atilde;o da renda vinda da explora&ccedil;&atilde;o de min&eacute;rio da cidade, configura-se um quadro preocupante para as contas do munic&iacute;pio.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>PROBLEMAS DE SA&Uacute;DE, DOEN&Ccedil;AS E AGRAVOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As li&ccedil;&otilde;es adquiridas no desastre da Samarco favoreceram uma atua&ccedil;&atilde;o envolvendo articula&ccedil;&atilde;o multiag&ecirc;ncia para redu&ccedil;&atilde;o dos riscos &agrave; sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o atingida. Dentre as a&ccedil;&otilde;es imediatas do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS), a implementa&ccedil;&atilde;o de um conjunto integrado de a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o (a&ccedil;&otilde;es de comunica&ccedil;&atilde;o de risco), imuniza&ccedil;&atilde;o, vigil&acirc;ncia em sa&uacute;de (epidemiol&oacute;gica e sanit&aacute;ria) e aten&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de (Unidade de Pronto Atendimento/UPA, hospital, laborat&oacute;rios, centros de aten&ccedil;&atilde;o psicossocial/CAPS, N&uacute;cleo de Pr&aacute;ticas Integrativas e Complementares em Sa&uacute;de/Nupic, unidades b&aacute;sicas de sa&uacute;de/UBS, estrat&eacute;gia sa&uacute;de da fam&iacute;lia/ESF e n&uacute;cleos de apoio &agrave; sa&uacute;de da fam&iacute;lia/NASF) permitiu ofertar &agrave; popula&ccedil;&atilde;o servi&ccedil;os de sa&uacute;de estrat&eacute;gicos para reduzir os danos do evento &#91;33&#93;. Esse conjunto de a&ccedil;&otilde;es envolvendo os tr&ecirc;s n&iacute;veis de gest&atilde;o permitiu ofertar servi&ccedil;os &agrave; sa&uacute;de articulados ao longo do rio Paraopeba, mesmo ap&oacute;s o encerramento das iniciativas de curto prazo &#91;26&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O boletim epidemiol&oacute;gico do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de apontou um aumento significativo de manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas ao longo do primeiro ano p&oacute;s desastre. Em 2019, o munic&iacute;pio de Brumadinho apresentou eleva&ccedil;&atilde;o de cerca de 31,22% nos registros de doen&ccedil;as diarreicas agudas quando comparadas ao ano de 2018. De acordo com o &oacute;rg&atilde;o, o aumento dos casos pode estar relacionado &agrave; inconformidade da qualidade das &aacute;guas analisadas. Uma poss&iacute;vel altera&ccedil;&atilde;o nos ciclos de vetores e de hospedeiros de doen&ccedil;as tamb&eacute;m &eacute; destacado no boletim. Os registros de dengue em 2019, em rela&ccedil;&atilde;o ao mesmo per&iacute;odo do ano anterior, apresentaram incremento de 4.028% &#91;26&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">J&aacute; em rela&ccedil;&atilde;o aos transtornos psicossociais, dados da Secretaria Municipal de Sa&uacute;de de Brumadinho mostraram um aumento de 80% no consumo de ansiol&iacute;ticos e de 60% no uso de antidepressivos &#91;24&#93;. Os dados de registro das a&ccedil;&otilde;es ambulatoriais de sa&uacute;de (RAAS) demonstram aumento de epis&oacute;dios depressivos em 151%, de 352 casos registrados em 2018, para 883 registros em 2019. Rea&ccedil;&otilde;es ao estresse grave apresentaram aumento de 1.272% em 2019 em compara&ccedil;&atilde;o com o ano anterior. Foram registradas 52 tentativas de suic&iacute;dios em 2019, sendo que 75% utilizaram medicamentos como agente t&oacute;xico &#91;26&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A estratifica&ccedil;&atilde;o das categorias do CID-10 apontou eleva&ccedil;&atilde;o no volume de interna&ccedil;&otilde;es por outras afec&ccedil;&otilde;es da pele e do tecido subcut&acirc;neo (L98). Esses resultados s&atilde;o de extrema import&acirc;ncia dado que essa classifica&ccedil;&atilde;o do CID aponta rela&ccedil;&atilde;o com contamina&ccedil;&atilde;o por cromo ou seus compostos t&oacute;xicos &#91;34&#93;. Os casos de hemorragia subaracnoide (I60) tamb&eacute;m podem apresentar rela&ccedil;&atilde;o com acidentes vasculares cerebrais e ter rela&ccedil;&atilde;o com a ocorr&ecirc;ncia do desastre &#91;35&#93; (<a href="#tab1">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v72n2/a08tab01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os desafios n&atilde;o s&atilde;o menores para a organiza&ccedil;&atilde;o do setor sa&uacute;de no m&eacute;dio e longo prazo. O desastre provocou uma sobrecarga no sistema de sa&uacute;de; os atendimentos na aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica apresentaram aumento de 63% no primeiro quadrimestre de 2019. Tal altera&ccedil;&atilde;o da rotina exigiu a contrata&ccedil;&atilde;o de mais de 80 profissionais, al&eacute;m dos que j&aacute; existiam, com um custo de mais de 1,5 milh&atilde;o de reais por m&ecirc;s. Com isso, os gastos da prefeitura com sa&uacute;de chegaram a R$ 70 milh&otilde;es no ano de 2019, contra R$ 55 milh&otilde;es em 2018 &#91;24&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como ocorreu no desastre da Samarco, tal situa&ccedil;&atilde;o pode se agravar nos pr&oacute;ximos meses e anos, devendo-se considerar que, para al&eacute;m das situa&ccedil;&otilde;es j&aacute; definidas e contabilizadas, h&aacute; diversas popula&ccedil;&otilde;es a jusante da barragem que est&atilde;o expostas a diferentes impactos sobre suas condi&ccedil;&otilde;es de vida e sa&uacute;de. Realidade essa que exige a continuidade do monitoramento e a garantia da presta&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os estrat&eacute;gicos, uma vez que muitos efeitos podem se manifestar de forma tardia, exigindo sensibilidade dos servi&ccedil;os p&uacute;blicos, inclusive os de sa&uacute;de, no m&eacute;dio e longo prazo &#91;26&#93;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DESAFIOS PARA A GEST&Atilde;O DOS RISCOS PARA A SA&Uacute;DE PRESENTE E FUTURA</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As consequ&ecirc;ncias para a sa&uacute;de das popula&ccedil;&otilde;es expostas e o setor de sa&uacute;de, al&eacute;m de outros, s&atilde;o duradouras em situa&ccedil;&otilde;es de desastres. Representam in&uacute;meros desafios para os munic&iacute;pios atingidos em diversos setores. Os problemas que surgem s&atilde;o complexos e diversos, sendo de dif&iacute;cil gest&atilde;o, pois envolvem uma multiplicidade e sobreposi&ccedil;&atilde;o de situa&ccedil;&otilde;es de exposi&ccedil;&otilde;es, riscos e efeitos, que se estendem no espa&ccedil;o e no tempo. Tais caracter&iacute;sticas exigem o monitoramento e acompanhamento das popula&ccedil;&otilde;es afetadas para al&eacute;m dos impactos imediatos (&oacute;bitos, les&otilde;es, perda de infraestrutura e equipamentos p&uacute;blicos etc.), envolvendo efeitos no m&eacute;dio (semanas e meses) e longo (anos e d&eacute;cadas) prazos decorrentes dos diferentes modos de exposi&ccedil;&otilde;es e impactos que esses eventos podem causar em toda extens&atilde;o territorial e suas popula&ccedil;&otilde;es atingidas - que v&atilde;o para muito al&eacute;m do munic&iacute;pio de Brumadinho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esses processos afetam popula&ccedil;&otilde;es e territ&oacute;rios de modo mais amplo e sist&ecirc;mico, gerando impactos sobre as condi&ccedil;&otilde;es de vida e situa&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de (tens&otilde;es, depress&otilde;es, inseguran&ccedil;as, amplia&ccedil;&atilde;o e agravamento de doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas) com aumento dos problemas e necessidades de sa&uacute;de. Esse cen&aacute;rio exige maiores investimentos financeiros para a amplia&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os, exatamente quando as receitas dos munic&iacute;pios afetados pelo desastre tendem a diminuir.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A procrastina&ccedil;&atilde;o na repara&ccedil;&atilde;o dos danos causados pelo rompimento da barragem da Samarco ampliou os efeitos sobre a sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o, incluindo o aumento expressivo de doen&ccedil;as respirat&oacute;rias geradas pela poeira da lama contaminada em Barra Longa. A demora na reconstru&ccedil;&atilde;o n&atilde;o s&oacute; prolonga o sofrimento, mas tamb&eacute;m estigmatiza essas popula&ccedil;&otilde;es. Algumas comunidades ainda est&atilde;o &agrave; espera do assentamento, mesmo ap&oacute;s quatro anos do desastre. O acordo judicial firmado entre as empresas, a Uni&atilde;o e os governos estaduais capixaba e mineiro elaborou 42 programas de repara&ccedil;&atilde;o estabelecidos no Termo de Transa&ccedil;&atilde;o e Ajustamento de Conduta (TTAC), em mar&ccedil;o de 2016. Por&eacute;m, apenas um deles foi efetivamente implementado e conclu&iacute;do &#91;15&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A experi&ecirc;ncia acumulada com os desastres da Samarco, em Mariana, e da Vale, em Brumadinho, nos apontam que se por um lado esses desastres envolvem in&uacute;meras incertezas para a ci&ecirc;ncia e para a gest&atilde;o p&uacute;blica, exigindo pol&iacute;ticas e a&ccedil;&otilde;es que sejam baseadas no princ&iacute;pio da precau&ccedil;&atilde;o e que protejam as popula&ccedil;&otilde;es de risco, h&aacute; tamb&eacute;m uma multiplicidade de atores sociais e interesses diversos. As empresas, em contextos de precariza&ccedil;&atilde;o e/ou fragiliza&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, muitas vezes sobrep&otilde;em seus interesses, em uma rela&ccedil;&atilde;o assim&eacute;trica, aos das popula&ccedil;&otilde;es atingidas de diferentes modos ao longo dos espa&ccedil;os e territ&oacute;rios, bem como ao longo do tempo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir da ocorr&ecirc;ncia dos desastres, as vulnerabilidades preexistentes da popula&ccedil;&atilde;o s&atilde;o somadas aos novos cen&aacute;rios de riscos, produzindo contextos extremamente complexos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s consequ&ecirc;ncias ambientais e sobre a sa&uacute;de, combinadas com diferentes n&iacute;veis de incertezas. Nesses contextos, as empresas buscam n&atilde;o s&oacute; diminuir suas responsabilidades, mas tamb&eacute;m transferir o &ocirc;nus da prova dos efeitos negativos &agrave; sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o aos atingidos, contando, para isso, com uma estrutura legal que as favorece, a ponto de produzirem seguidos desastres sem nenhuma altera&ccedil;&atilde;o radical no marco legal e no fortalecimento das institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas que devem proteger a popula&ccedil;&atilde;o dos riscos e cuidar de sua sa&uacute;de. O risco e os efeitos adicionais decorrentes desse tipo de evento atingem os mais diversos setores, como apontado neste trabalho. Altera&ccedil;&otilde;es no marco legal s&atilde;o necess&aacute;rias, mas pouco avan&ccedil;ar&atilde;o sem que sejam seguidas do fortalecimento dos &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos respons&aacute;veis pelo gest&atilde;o dos riscos de desastres. Uma maior transpar&ecirc;ncia e participa&ccedil;&atilde;o da sociedade, desde os processos de licenciamento at&eacute; os de prepara&ccedil;&atilde;o para desastres e recupera&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es de vida, s&atilde;o passos fundamentais para a defini&ccedil;&atilde;o de responsabilidades e o restabelecimento da normalidade para a popula&ccedil;&atilde;o das regi&otilde;es atingidas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1.	Freitas, C. M.; Silva, M. A. D. "Acidentes de trabalho que se tornam desastres: os casos dos rompimentos em barragens de minera&ccedil;&atilde;o no Brasil". <i>RevBrasMedTrab</i>, n. 17, 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2.	Freitas, C. M. D.; Heller, L.; Profeta, Z. M. D. L. "Desastres em barragens de minera&ccedil;&atilde;o: li&ccedil;&otilde;es do passado para reduzir riscos atuais e futuros". <i>Epidemiologia e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de</i>, v. 28, n. 1, 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3.	Lucchini, R. G. <i>et al</i>. "A comparative assessment of major international disasters: the need for exposure assessment, systematic emergency preparedness, and lifetime health care". <i>BMC publichealth</i>,  v. 17, n. 1, p. 46, 2017.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4.	OPAS. <i>Desastres Naturais e Sa&uacute;de no Brasil</i> (S&eacute;rie Desenvolvimento Sustent&aacute;vel e Sa&uacute;de 2). 1ª. ed. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, 2014.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5.	Freitas, C. M. D.; Silva, M. A. D.; Menezes, F. C. D. "O desastre na barragem de minera&ccedil;&atilde;o da Samarco: fratura exposta dos limites do Brasil na redu&ccedil;&atilde;o de risco de desastres". <i>Cienc. Cult,</i> v. 68, n.3, p. 25-30, 2016.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6.	Ibama. Laudo T&eacute;cnico Preliminar: Impactos ambientais decorrentes do desastre envolvendo o rompimento da barragem de Fund&atilde;o, em Mariana, Minas Gerais. Ibama/MMA: Bras&iacute;lia, p. 38, 2015.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7.	Pimentel, T. "MPF pede R$ 155 bilh&otilde;es em a&ccedil;&atilde;o civil contra Samarco, Vale e BHP". Desastre Ambiental em Mariana, Belo Horizonte, 3 de maio 2016. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://g1.globo.com/minas-gerais/desastre-ambiental-em-mariana/noticia/2016/05/mpf-pede-r-155-bilhoes-em-acao-civil-contra-samarco-vale-e-bhp.html" target="_blank">http://g1.globo.com/minas-gerais/desastre-ambiental-em-mariana/noticia/2016/05/mpf-pede-r-155-bilhoes-em-acao-civil-contra-samarco-vale-e-bhp.html</a>&gt;. Acesso em: 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8.	MPF. <i>For&ccedil;a-tarefa, Avalia&ccedil;&atilde;o dos efeitos e desdobramentos do rompimento da barragem de Fund&atilde;o em Mariana-MG.</i> Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional, Pol&iacute;tica Urbana e Gest&atilde;o Metropolitana-Governo de Minas Gerais. Belo Horizonte, p. 273, 2016.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9.	Brasil. Minist&eacute;rio do Trabalho e Previd&ecirc;ncia Social. <i>Relat&oacute;rio de an&aacute;lise de acidente rompimento da barragem de rejeitos Fund&atilde;o em Mariana - MG.</i> Bras&iacute;lia, p. 138, 2016.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10.	Freitas, C. M.; Silva, M. A. D. "Acidentes de trabalho que se tornam desastres: os casos dos rompimentos em barragens de minera&ccedil;&atilde;o no Brasil". <i>Revista Brasileira de Medicina do Trabalho</i>, v. 17, n. 1, p. 21-29, 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11.	Silva, A. P. D. S. <i>et al. Estudo de avalia&ccedil;&atilde;o de risco &agrave; sa&uacute;de humana em localidades atingidas pelo rompimento da barragem do Fund&atilde;o - MG. </i>Ambios Engenharia e Processo: S&atilde;o Paulo, p. 369, 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12.	Igam. Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustent&aacute;vel. <i>Encarte especial sobre a qualidade das &aacute;guas do rio Doce ap&oacute;s 3 anos do rompimento da barragem de Fund&atilde;o 2015-2018</i>. Semad: Belo Horizonte, p. 65, 2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13.	Rodrigues, L. "Enchentes em rios afetados por lama da Samarco e da Vale preocupam MP". <i>Ag&ecirc;ncia Brasil,</i> 2020. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2020-02/enchentes-em-rios-afetados-por-lama-da-samarco-e-da" target="_blank">http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2020-02/enchentes-em-rios-afetados-por-lama-da-samarco-e-da</a>&gt;. Acesso em: 8 fevereiro 2020.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14.	Instituto Sa&uacute;de e Sustentabilidade. <i>Avalia&ccedil;&atilde;o dos riscos em sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o de Barra Longa/MG afetada pelo desastre.</i> Instituto Sa&uacute;de e Sustentabilidade: S&atilde;o Paulo, p. 217, 2017. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.saudeesustentabilidade.org.br/wp-content/uploads/2017/04/Resumo.18.04.2017.pdf" target="_blank">https://www.saudeesustentabilidade.org.br/wp-content/uploads/2017/04/Resumo.18.04.2017.pdf</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15.	Ramboll. Avalia&ccedil;&atilde;o do programa de repara&ccedil;&atilde;o integral da Bacia do rio Doce. Ramboll Consultoria, 2019. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.mpf.mp.br/para-o-cidadao/casomariana/documentos/relatorio-ramboll/view" target="_blank">www.mpf.mp.br/para-o-cidadao/casomariana/documentos/relatorio-ramboll/view</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16.	Airesa, U. 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"Da pol&iacute;tica fraca &agrave; pol&iacute;tica privada: o papel do setor mineral nas mudan&ccedil;as da pol&iacute;tica ambiental em Minas Gerais, Brasil". <i>Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>, v. 35, n. 5, 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20.	Milanez, B. <i>et al</i>. "Minas n&atilde;o h&aacute; mais: avalia&ccedil;&atilde;o dos aspectos econ&ocirc;micos e institucionais do desastre da Vale na bacia do rio Paraopeba". <i>Versos - Textos para discuss&atilde;o</i>, v. 3, n. 1, p. 1-114, 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21.	Favre, T. C. et al. "Assessment of schistosomiasis in the semi-arid Northeast region of Brazil: the S&atilde;o Francisco River large-scale water transposition project". <i>Rev. Soc. Bras. Med. Trop</i>, v. 49, n. 2, p. 252-257, 2016.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22.	Brasil. Minist&eacute;rio da Economia / Secretaria Especial de Previd&ecirc;ncia e Trabalho / Secretaria do Trabalho / Subsecretaria de Inspe&ccedil;&atilde;o do Trabalho / Superintend&ecirc;ncia Regional do Trabalho em Minas Gerais / Segur - Se&ccedil;&atilde;o de Seguran&ccedil;a e Sa&uacute;de do Trabalhador. <i>Relat&oacute;rio de An&aacute;lise de Acidente de Trabalho: Rompimento da barragem B I da Vale S.A. em Brumadinho/MG em 25/01/2019</i>. Belo Horizonte,  p. 238, 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23.	Rom&atilde;o, A. <i>et al.Nota t&eacute;cnica: Avalia&ccedil;&atilde;o preliminar dos impactos sobre a sa&uacute;de do desastre da minera&ccedil;&atilde;o da Vale (Brumadinho, MG)</i>. Fiocruz / Observat&oacute;rio de Clima e Sa&uacute;de: Rio de Janeiro, p. 21. 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24.	Comiss&atilde;o Parlamentar de Inqu&eacute;rito. <i>Relat&oacute;rio: Rompimento da Barragem de Brumadinho.</i> Bras&iacute;lia, p. 2287, 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25.	Ibama. Nota T&eacute;cnica nº 5/2019/Nubio-MG/Ditec-MG/Supes-MG. &#91;S.l.&#93;, p. 3, 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26.	Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de - Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. "Um ano do desastre da Vale Organiza&ccedil;&atilde;o e resposta do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de". Boletim Epidemiol&oacute;gico, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, v. 51, n. esp., p. 1-35, jan 2020.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27.	Igam. Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustent&aacute;vel. Informativo nº 3 - Informativo di&aacute;rio dos par&acirc;metros de qualidade das &aacute;guas nos locais monitorados ao longo do rio Paraopeba, ap&oacute;s o desastre na barragem B1 no complexo da mina C&oacute;rrego do Feij&atilde;o da mineradora Vale S. A. no munic&iacute;pio de Brumadinho - Minas Gerais. Igam/Copasa/CPRM/ANA. &#91;S.l.&#93;, p. 25, 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">28.	Thompson, F. <i>et al</i>. "Severe impacts of the Brumadinho dam failure (Minas Gerais, Brazil) on the water quality of the Paraopeba river". <i>Science of the Total Environment</i>, v. 705, 2020.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">29.	SOS Mata Atl&acirc;ntica. <i>O retrato da qualidade da </i>&aacute;<i>gua nas bacias dos rios Paraopeba e alto S&atilde;o Francisco ap</i>&oacute;<i>s o rompimento da barragem C</i>&oacute;<i>rrego do Feij&atilde;o - Minas Gerais.</i> &#91;S.l.&#93;, p. 7. 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">30.	Azedo, L. A. "Estudo atesta risco a longo prazo em brumadinho". <i>O Globo</i>, 2 de maio de 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">31.	Brasil. Ag&ecirc;ncia Nacional de &Aacute;guas (ANA). <i>Agricultura irrigada por piv&ocirc;s centrais no Brasil</i>, 2017. Dispon&iacute;vel em: &lt;(<a href="https://metadados.ana.gov.br/geonetwork/srv/pt/main.home?uuid=e2d38e3f-5e62-41ad-87ab-990490841073" target="_blank">https://metadados.ana.gov.br/geonetwork/srv/pt/main.home?uuid=e2d38e3f-5e62-41ad-87ab-990490841073</a>)&gt;. Acesso em: 10 de fevereiro de 2020.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">32.	Nogueira, M. N. "Vale prorrogar&aacute; por mais 10 meses aux&iacute;lio emergencial a atingidos por barragem". <i>Reuters</i>, 28 de novembro de 2019. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://economia.uol.com.br/noticias/reuters/2019/11/28/vale-prorrogara-por-mais-10-meses-auxilio-emergencial-a-atingidos-por-barragem.htm" target="_blank">https://economia.uol.com.br/noticias/reuters/2019/11/28/vale-prorrogara-por-mais-10-meses-auxilio-emergencial-a-atingidos-por-barragem.htm</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">33.	Freitas, C. M. D. <i>et al</i>. "Da Samarco em Mariana &agrave; Vale em Brumadinho: desastres em barragens de minera&ccedil;&atilde;o e sa&uacute;de coletiva". <i>Cad. 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