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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Dilemas e obstáculos na economia de Brumadinho frente à minério-dependência]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    <br>   BRUMADINHO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Dilemas e obst&aacute;culos na economia de Brumadinho frente &agrave; min&eacute;rio-depend&ecirc;ncia</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>T&aacute;dzio Peters Coelho</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Professor do Departamento de Ci&ecirc;ncias Sociais da Universidade Federal de Vi&ccedil;osa (UFV) e pesquisador do Grupo de Pesquisa e Extens&atilde;o Pol&iacute;tica, Economia, Minera&ccedil;&atilde;o, Ambiente e Sociedade (PoEMAS). Tamb&eacute;m &eacute; membro do Comit&ecirc; Nacional em Defesa dos Territ&oacute;rios frente &agrave; Minera&ccedil;&atilde;o (CNDTM)</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"D&oacute;i demais a maneira que voc&ecirc;s se foram", estava escrito no cartaz empunhado por familiares dos mortos no rompimento da barragem I, da Vale, em Brumadinho, no dia em que a trag&eacute;dia-crime completava um ano. A romaria que movimentou as ruas da pequena cidade mineira era acompanhada pelo choro e a revolta dos familiares e amigos das v&iacute;timas. Na 1ª Romaria Arquidiocesana pela Ecologia Integral a Brumadinho, ocorrida em 25 de janeiro de 2020, dentre tantos questionamentos, uma pergunta ecoava entre os peregrinos: e agora, o que ser&aacute; de Brumadinho e sua popula&ccedil;&atilde;o?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O rompimento da barragem I coloca em quest&atilde;o diversos desafios e dilemas para Brumadinho. Os principais temas est&atilde;o ligados &agrave; repara&ccedil;&atilde;o dos familiares das v&iacute;timas e &agrave; recupera&ccedil;&atilde;o do rio Paraopeba, mas tamb&eacute;m incluem as indaga&ccedil;&otilde;es acerca da economia local, da arrecada&ccedil;&atilde;o e dos postos de trabalho em Brumadinho. As prefeituras dos munic&iacute;pios da regi&atilde;o receiam que a paralisa&ccedil;&atilde;o do complexo Paraopeba II e de outras minas leve a economia a uma situa&ccedil;&atilde;o de recess&atilde;o e crise &#91;1&#93;. Ao mesmo tempo, a Associa&ccedil;&atilde;o de Munic&iacute;pios Mineradores de Minas Gerais e do Brasil (Amig) e a Federa&ccedil;&atilde;o das Ind&uacute;strias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) publicaram pesquisas que trabalham com previs&otilde;es bastante pessimistas dos efeitos prejudiciais das paralisa&ccedil;&otilde;es das minas da Vale para a economia de Minas Gerais &#91;2, 3&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Afinal, a minera&ccedil;&atilde;o trouxe Brumadinho a um beco sem sa&iacute;da? Para colaborar na compreens&atilde;o dos problemas e dilemas impostos pela minera&ccedil;&atilde;o &agrave; economia de Brumadinho, e tamb&eacute;m em regi&otilde;es mineradas, &eacute; que elencamos alguns elementos. Neste artigo, analisamos as caracter&iacute;sticas da economia local de Brumadinho e debatemos a hip&oacute;tese levantada em outras pesquisas &#91;4, 5&#93; de que a condi&ccedil;&atilde;o de min&eacute;rio-depend&ecirc;ncia gera diversas dificuldades para a economia local.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A ECONOMIA DE BRUMADINHO ANTES DO ROMPIMENTO DA BARRAGEM DA VALE</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Not&iacute;cias acerca das preocupa&ccedil;&otilde;es dos diversos agentes locais &#91;1, 6, 7&#93; fazem notar duas quest&otilde;es decisivas na rela&ccedil;&atilde;o das economias locais com a atividade mineradora: os postos de trabalho e a arrecada&ccedil;&atilde;o gerada pela atividade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 2018, antes do rompimento da barragem da Vale, 20% dos empregos formais em Brumadinho estavam no setor extrativo mineral. Os setores com mais empregos na cidade eram o de servi&ccedil;os (27%) e a administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica (22%) &#91;8&#93;. Comparativamente, Brumadinho det&eacute;m proporcionalmente mais empregos formais no setor extrativo mineral que munic&iacute;pios conhecidos pela tradi&ccedil;&atilde;o na atividade mineral, como Nova Lima (5%), Ouro Preto (17%) e Itabirito (15%), mas abaixo de Congonhas (38%) &#91;8&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ainda em 2018, o setor extrativo mineral era respons&aacute;vel por 39% dos empregos formais na faixa de remunera&ccedil;&atilde;o entre dois e cinco sal&aacute;rios m&iacute;nimos, e pela maioria dos postos com remunera&ccedil;&atilde;o acima de cinco sal&aacute;rios m&iacute;nimos (64%), enquanto correspondia apenas a 6% dos empregos de at&eacute; um sal&aacute;rio m&iacute;nimo e 4% da faixa entre um at&eacute; dois sal&aacute;rios &#91;8&#93;. Os outros setores da economia local, principalmente os servi&ccedil;os, detinham a maioria dos postos de trabalho abaixo de dois sal&aacute;rios m&iacute;nimos, o que significa que o n&iacute;vel de renda do setor de minera&ccedil;&atilde;o &eacute; maior do que o n&iacute;vel de renda de outros setores em Brumadinho. O setor extrativo mineral tamb&eacute;m ocupava a maior parte (35%) da massa total de remunera&ccedil;&otilde;es em Brumadinho &#91;8&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De modo geral, a minera&ccedil;&atilde;o de larga escala &eacute; realizada em regi&otilde;es que apresentam renda m&eacute;dia baixa, como pode ser notado nos n&iacute;veis de renda de Brumadinho. Essa diferen&ccedil;a de sal&aacute;rios faz com que a popula&ccedil;&atilde;o local anseie pelos postos de trabalho gerados pela minera&ccedil;&atilde;o, o que refor&ccedil;a a condi&ccedil;&atilde;o de depend&ecirc;ncia social e dificulta a forma&ccedil;&atilde;o de alternativas econ&ocirc;micas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entretanto, apesar dos sal&aacute;rios altos de uma parte da for&ccedil;a de trabalho na minera&ccedil;&atilde;o, 76% dos postos de trabalho t&ecirc;m remunera&ccedil;&atilde;o abaixo de cinco sal&aacute;rios m&iacute;nimos. Em 2017, 17 funcion&aacute;rios do setor recebiam acima de vinte sal&aacute;rios m&iacute;nimos, enquanto 1.562 funcion&aacute;rios detinham soldo abaixo dos cinco sal&aacute;rios m&iacute;nimos. Como exemplo, em um &uacute;nico posto - o de diretor de produ&ccedil;&atilde;o e opera&ccedil;&otilde;es da ind&uacute;stria de transforma&ccedil;&atilde;o, extra&ccedil;&atilde;o mineral e utilidades - a remunera&ccedil;&atilde;o salarial era de R$ 75 mil &#91;8&#93;. Esses dados demonstram uma ampla assimetria entre os sal&aacute;rios pagos no setor da minera&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A segunda quest&atilde;o relativa &agrave; economia local &eacute; a da arrecada&ccedil;&atilde;o municipal decorrente da minera&ccedil;&atilde;o. O quesito principal desse debate &eacute; a receita municipal oriunda da compensa&ccedil;&atilde;o financeira pela explora&ccedil;&atilde;o dos recursos minerais (CFEM), tamb&eacute;m conhecida como "royalty da minera&ccedil;&atilde;o". A CFEM &eacute; uma contrapresta&ccedil;&atilde;o paga &agrave; Uni&atilde;o pelo aproveitamento econ&ocirc;mico dos recursos minerais n&atilde;o renov&aacute;veis, explorados sob o regime de concess&atilde;o p&uacute;blica. No <a href="#gra1">gr&aacute;fico 1</a>, comparamos as receitas da CFEM paga pela Vale e por empresas mineradoras controladas pela Vale ao munic&iacute;pio frente &agrave; receita total do munic&iacute;pio e ao valor das opera&ccedil;&otilde;es da Vale em Brumadinho.</font></p>     <p><a name="gra1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v72n2/a09gra01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 2018, as receitas de Brumadinho provenientes da CFEM pagas pela Vale foram de R$ 16,5 milh&otilde;es &#91;9&#93;, o que corresponde a 26,4% da CFEM total &#91;10&#93;, a 10,5% das receitas correntes do munic&iacute;pio &#91;11&#93;, a 3,4% do valor das opera&ccedil;&otilde;es da Vale em Brumadinho e a 1,6% do valor das opera&ccedil;&otilde;es da Vale e controladas em Brumadinho. Embora relevante para as receitas do munic&iacute;pio, a CFEM paga pela Vale em Brumadinho n&atilde;o foi a maior em 2018. As principais fontes de CFEM foram a Vallourec Minera&ccedil;&atilde;o Ltda e a Minera&ccedil;&otilde;es Brasileiras Reunidas S.A. (empresa controlada pela Vale), com respectivamente R$ 18.885.774,05 e R$ 18.863.252,99. Tamb&eacute;m podemos notar a enorme disparidade entre o valor arrecadado por meio da CFEM no munic&iacute;pio e o valor das opera&ccedil;&otilde;es da Vale em Brumadinho, principalmente se incluirmos as controladas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 2019, a CFEM total paga em Brumadinho aumentou para R$ 72.625.996,35 devido ao incremento das opera&ccedil;&otilde;es da Vallourec (R$ 32.896.669,35), compensando a queda na CFEM paga pela Vale (R$ 14.563.706,13) &#91;12&#93;. O aumento da CFEM se deve tamb&eacute;m &agrave; ascens&atilde;o dos pre&ccedil;os da tonelada do min&eacute;rio de ferro no mercado internacional, que passaram de US$ 76,16 em janeiro de 2019 a US$ 95,76 em janeiro de 2020, atingindo um pico de US$ 120,24 em julho de 2019 &#91;13, 14&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em suma, a minera&ccedil;&atilde;o &eacute; uma importante fonte de arrecada&ccedil;&atilde;o municipal e de postos de trabalho para Brumadinho. Todavia, al&eacute;m dos baixos sal&aacute;rios pagos a diversos cargos dentro do setor extrativo, a arrecada&ccedil;&atilde;o municipal decorrente da CFEM &eacute; &iacute;nfima quando comparada ao valor das opera&ccedil;&otilde;es da empresa em Brumadinho. Para a compreens&atilde;o desse contexto em que a atividade mineradora ocupa o centro da economia local de Brumadinho, recorremos &agrave; categoria de min&eacute;rio-depend&ecirc;ncia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>MIN&Eacute;RIO-DEPEND&Ecirc;NCIA</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Primeiramente, &eacute; necess&aacute;rio ressaltar que existe no debate p&uacute;blico uma confus&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; categoria de min&eacute;rio-depend&ecirc;ncia ressignificando e simplificando seu conte&uacute;do. A simplifica&ccedil;&atilde;o corresponde a compreend&ecirc;-la como depend&ecirc;ncia pela atividade mineradora, em seu sentido estrito. Tal compreens&atilde;o nos leva &agrave; conclus&atilde;o que a popula&ccedil;&atilde;o deve apoiar a manuten&ccedil;&atilde;o dos atuais paradigmas e configura&ccedil;&otilde;es da minera&ccedil;&atilde;o, por conta da depend&ecirc;ncia pela atividade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A categoria de min&eacute;rio-depend&ecirc;ncia com a qual trabalhamos abarca rela&ccedil;&otilde;es de poder e, portanto, de subordina&ccedil;&atilde;o entre os diferentes grupos, interesses e classes sociais. Parte de seu conte&uacute;do carrega a especializa&ccedil;&atilde;o produtiva local na atividade mineradora, mas vai al&eacute;m. Trata-se de uma hegemonia por parte das grandes empresas mineradoras em contextos locais, regionais e estaduais, nos quais os interesses dessas grandes empresas definem, pautam e condicionam os processos deliberativos desses territ&oacute;rios. Em termos econ&ocirc;micos, o desenvolvimento da minera&ccedil;&atilde;o de larga escala sabota e isola outros setores econ&ocirc;micos, expandindo sua presen&ccedil;a em detrimento de outras atividades produtivas. A forma&ccedil;&atilde;o dessas rela&ccedil;&otilde;es de poder faz com que os empregos formais e as receitas dessas localidades sejam compostos em grande parte pela atividade mineradora de larga escala.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Essa &eacute; uma depend&ecirc;ncia econ&ocirc;mica gerada pela atua&ccedil;&atilde;o e expans&atilde;o do setor mineral, mas carrega tamb&eacute;m decisiva estrutura de hegemonia pol&iacute;tica por parte das mineradoras, num contexto formado por estrat&eacute;gias corporativas no territ&oacute;rio e em centros decis&oacute;rios. &Eacute; um fen&ocirc;meno multidimensional em que as necessidades, os interesses e a&ccedil;&otilde;es de classes sociais localizadas em outras na&ccedil;&otilde;es ou regi&otilde;es de um mesmo pa&iacute;s atuam em condi&ccedil;&atilde;o de hegemonia em regi&otilde;es extrativas &#91;4&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por outro lado, devemos evitar a simplifica&ccedil;&atilde;o da dimens&atilde;o dos postos de trabalho na estrutura produtiva local. Mesmo se tratando de uma atividade intensiva em capital, com altas taxas de automatiza&ccedil;&atilde;o e mecaniza&ccedil;&atilde;o, os poucos empregos em termos absolutos e relativos ocupam um amplo espa&ccedil;o da estrutura produtiva local. Nesses munic&iacute;pios, nas cidades sedes e distritos, a popula&ccedil;&atilde;o sonha com o emprego e teme o desemprego. Precisam desses postos de trabalhos por motivos b&aacute;sicos e &oacute;bvios, ao mesmo tempo em que n&atilde;o vislumbram alternativas, em parte porque foram destru&iacute;das ao longo do processo de forma&ccedil;&atilde;o da min&eacute;rio-depend&ecirc;ncia. O anseio por ocupa&ccedil;&otilde;es na atividade e o temor que a paralisa&ccedil;&atilde;o da atividade diminua a arrecada&ccedil;&atilde;o municipal leva a popula&ccedil;&atilde;o local a ser mais tolerante com muitos dos efeitos causados pela minera&ccedil;&atilde;o. O desejo por ocupa&ccedil;&atilde;o na minera&ccedil;&atilde;o e o receio da demiss&atilde;o ou fechamento dos postos existentes desmobilizam comunidades que vivem diretamente os danos gerados pela minera&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m disso, a concentra&ccedil;&atilde;o de empregos formais locais e n&iacute;veis salariais acima da m&eacute;dia regional, tal como visto em Brumadinho, compele a popula&ccedil;&atilde;o a desejar um posto de trabalho no setor, mesmo que aqueles ocupados pela m&atilde;o de obra local sejam os com menor necessidade de qualifica&ccedil;&atilde;o, menores sal&aacute;rios dentro do setor mineral e piores condi&ccedil;&otilde;es de trabalho, geralmente nos setores de limpeza, constru&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A pr&oacute;pria situa&ccedil;&atilde;o de min&eacute;rio-depend&ecirc;ncia causa desestrutura&ccedil;&atilde;o produtiva de alternativas econ&ocirc;micas ao longo de seu desenvolvimento, sabotando e limitando outros setores econ&ocirc;micos. Dentro desse processo, atividades que antes eram desenvolvidas nas regi&otilde;es desaparecem ou recuam porque a atividade mineradora altera as condi&ccedil;&otilde;es naturais e socioecon&ocirc;micas das regi&otilde;es. Impactos decorrentes da atividade, como incha&ccedil;o populacional, altera&ccedil;&atilde;o da oferta e da din&acirc;mica h&iacute;drica, ocupa&ccedil;&atilde;o de territ&oacute;rios, polui&ccedil;&atilde;o a&eacute;rea, sonora e de &aacute;guas superficiais e subterr&acirc;neas, contribuem para a sabotagem e inani&ccedil;&atilde;o de alternativas econ&ocirc;micas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todo esse processo refor&ccedil;a a pr&oacute;pria min&eacute;rio-depend&ecirc;ncia criando um ciclo de reprodu&ccedil;&atilde;o da mesma. No <a href="#flu1">fluxograma 1</a>, podemos notar o funcionamento desse ciclo.</font></p>     <p><a name="flu1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v72n2/a09flu01.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A especializa&ccedil;&atilde;o na minera&ccedil;&atilde;o de larga escala e seu desenvolvimento gera vulnerabilidade econ&ocirc;mica e social devido &agrave; crescente ocupa&ccedil;&atilde;o de seus postos de trabalho no estoque de empregos local e na arrecada&ccedil;&atilde;o municipal, o que fragiliza o questionamento e poss&iacute;veis resist&ecirc;ncias aos empreendimentos miner&aacute;rios. A fragiliza&ccedil;&atilde;o do questionamento e das resist&ecirc;ncias colabora para a amplia&ccedil;&atilde;o de efeitos e danos sobre os territ&oacute;rios, efeitos e danos que criam problemas para outros setores econ&ocirc;micos, principalmente para a pequena agricultura e pesca &#91;4&#93;. A inani&ccedil;&atilde;o dessas alternativas impede a diversifica&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica, criando ainda mais depend&ecirc;ncia pela minera&ccedil;&atilde;o, e o ciclo se repete. O mesmo ciclo pode seguir tamb&eacute;m o caminho inverso do fluxograma (anti-hor&aacute;rio).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DILEMAS E OBST&Aacute;CULOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Tendo em vista a condi&ccedil;&atilde;o de min&eacute;rio-depend&ecirc;ncia em Brumadinho e os efeitos do rompimento da barragem I, vale a pena analisar os caminhos do munic&iacute;pio de Mariana ap&oacute;s o rompimento da barragem de Fund&atilde;o, em 2015, para ajudar a compreender os dilemas e obst&aacute;culos de Brumadinho. Assim como Mariana &#91;15&#93;, Brumadinho apresenta depend&ecirc;ncia pela minera&ccedil;&atilde;o, e mais particularmente pela Vale. O primeiro ponto a ser analisado &eacute; o da CFEM.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Antes do rompimento de Fund&atilde;o, a CFEM era um importante aporte de recursos para o or&ccedil;amento de Mariana. Em 2014, a CFEM paga pela Samarco &#91;9&#93; correspondeu a 8,8% das receitas correntes &#91;11&#93;, tendo, portanto, uma parcela similar &agrave; CFEM paga pela Vale em Brumadinho.  No per&iacute;odo de 2014 a 2018, a CFEM apresenta trajet&oacute;ria de forte queda, obviamente, causada pela paralisa&ccedil;&atilde;o das atividades no complexo da Samarco. O valor total da CFEM saiu de R$ 134 milh&otilde;es &#91;16&#93;, em 2014, para R$ 106,1 milh&otilde;es, em 2018. O menor valor da compensa&ccedil;&atilde;o aconteceu em 2017, quando a CFEM total chegou a R$ R$ 68,5 milh&otilde;es, o que demonstra que vem ocorrendo uma recupera&ccedil;&atilde;o do valor da CFEM. Em 2019, houve uma nova queda para R$ 83 milh&otilde;es, apesar da alta nos pre&ccedil;os do min&eacute;rio de ferro. No entanto, outro empreendimento da Vale em Mariana vem aumentando sua fatia de contribui&ccedil;&atilde;o. As opera&ccedil;&otilde;es integradas da Vale em Mariana incluem as minas Alegria, F&aacute;brica Nova e Fazend&atilde;o, al&eacute;m dos projetos Capanema e Conta Hist&oacute;ria, sendo tr&ecirc;s minas, com duas usinas principais de beneficiamento. Empreendimentos de min&eacute;rio de ferro de outras empresas e a extra&ccedil;&atilde;o de pedra S&atilde;o Tom&eacute; tamb&eacute;m mantiveram suas atividades.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As receitas correntes de Mariana v&ecirc;m caindo continuamente desde 2014 (receita corrente de R$ 445 milh&otilde;es &#91;17&#93;; as receitas em 2018 foram de R$ 264,6 milh&otilde;es &#91;11&#93;). &Eacute; prov&aacute;vel que essa queda seja explicada n&atilde;o apenas pelo rompimento de Fund&atilde;o, mas tamb&eacute;m pela pr&oacute;pria crise econ&ocirc;mica no pa&iacute;s, tendo em vista que em 2015, ano do rompimento, a receita sofreu queda de 13% (receita corrente de R$369,3 milh&otilde;es). H&aacute; diminui&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m do lado das despesas correntes entre 2014 (R$ 356,9 milh&otilde;es) e 2018 (R$ 258,1 milh&otilde;es). Antes do rompimento de Fund&atilde;o, a Vale j&aacute; era a principal fonte de CFEM, o que se manteve nos anos posteriores. Mesmo assim, n&atilde;o compensou a queda causada pela paralisa&ccedil;&atilde;o da Samarco. A CFEM paga pela Vale representa 89% do total da CFEM, 26% das receitas correntes do munic&iacute;pio e apenas 2,7% do valor das opera&ccedil;&otilde;es da pr&oacute;pria Vale em Mariana.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A respeito dos postos de trabalho, de novembro de 2015 a dezembro de 2016, foram 518 demiss&otilde;es sem justa causa no setor extrativo mineral, sendo um total de 652 desligamentos e 71 admiss&otilde;es &#91;8&#93;. Essa trajet&oacute;ria continua durante 2017, com 515 desligamentos, sendo 430 sem justa causa, e apenas 110 admiss&otilde;es. Nesse per&iacute;odo, as fun&ccedil;&otilde;es que mais desligaram postos de trabalho foram as de mineiro (-148) e a de operador de m&aacute;quinas de constru&ccedil;&atilde;o civil e minera&ccedil;&atilde;o (-147). O cen&aacute;rio come&ccedil;a a mudar em 2018, quando ocorrem mais admiss&otilde;es (229) do que desligamentos (219).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Considerando os efeitos do rompimento da barragem do Fund&atilde;o sobre outras atividades econ&ocirc;micas, a produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola em Mariana apresentou, de modo geral, queda em 2011, quando houve redu&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea plantada e da produ&ccedil;&atilde;o de caf&eacute;, banana, cana-de-a&ccedil;&uacute;car, mandioca e feij&atilde;o &#91;18&#93;. O ano de 2011 coincide com o per&iacute;odo de instala&ccedil;&atilde;o e expans&atilde;o da barragem do Fund&atilde;o, em seus dois diques para a disposi&ccedil;&atilde;o de rejeitos arenosos (dique 1) e lama (dique 2), que ocuparam, no total, 250 hectares. Em 2017, houve diminui&ccedil;&atilde;o brusca na &aacute;rea plantada e na produ&ccedil;&atilde;o de feij&atilde;o e milho. No caso do feij&atilde;o, a queda foi mais leve comparada a 2011. J&aacute; a produ&ccedil;&atilde;o de milho caiu de 6.480 para 80 toneladas em 2017 e a &aacute;rea plantada de 2.000 para 53 hectares - sem que houvesse crescimento de &aacute;rea plantada em outra cultura, o que significa que n&atilde;o houve substitui&ccedil;&atilde;o de plantio. No total, a &aacute;rea plantada passou de 2.473 hectares, em 2016, para 165 hectares em 2017.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v72n2/a09gra02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A forte queda na &aacute;rea total plantada pode significar que agricultores passaram a se dedicar a outras atividades e venderam suas propriedades devido &agrave; queda na demanda por produtos agr&iacute;colas vindos de Mariana, basicamente gra&ccedil;as &agrave; desconfian&ccedil;a da popula&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; qualidade desses produtos. Ainda, as propriedades afetadas pelo rejeito da barragem rompida tiveram queda na qualidade da terra e, portanto, na produtividade. A &aacute;gua dos rios da regi&atilde;o &eacute; outro fator limitador da produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola, pois a polui&ccedil;&atilde;o resultante do rejeito impossibilita sua utiliza&ccedil;&atilde;o na irriga&ccedil;&atilde;o das plantas &#91;19&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Resumindo, ap&oacute;s o rompimento da barragem de Fund&atilde;o, a CFEM total em Mariana diminuiu continuamente at&eacute; 2018, quando retomou o crescimento. Como o principal empreendimento de Mariana n&atilde;o era o da Samarco, a CFEM voltou a crescer em 2018 por causa da eleva&ccedil;&atilde;o do valor das opera&ccedil;&otilde;es nos complexos miner&aacute;rios da Vale. As receitas correntes diminu&iacute;ram continuamente, ainda n&atilde;o apresentando uma retomada, o que foi agravado pelo cen&aacute;rio de crise econ&ocirc;mica do pa&iacute;s. Por outro lado, as despesas acompanharam esse movimento de queda. Os postos de trabalho no setor extrativo mineral passaram por um per&iacute;odo de queda desde o rompimento, com centralidade nas demiss&otilde;es sem justa causa. O saldo entre demiss&otilde;es e admiss&otilde;es se estabilizou durante 2018. A produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola teve forte queda em 2011, enquanto a &aacute;rea plantada diminuiu decisivamente em 2017, o que coincide respectivamente com a expans&atilde;o do empreendimento da Samarco, no primeiro caso, e do rompimento de Fund&atilde;o, no segundo. Al&eacute;m disso, tal como visto em Brumadinho, h&aacute; uma abismal desigualdade na distribui&ccedil;&atilde;o da renda mineira, com intensa apropria&ccedil;&atilde;o de valor pelas mineradoras por um lado e, por outro, montantes diminutos para a arrecada&ccedil;&atilde;o municipal.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="/img/revistas/cic/v72n2/a09gra03.jpg">Gr&aacute;fico 3</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Alguns dos efeitos sentidos em Mariana s&atilde;o previs&iacute;veis para o futuro pr&oacute;ximo de Brumadinho. Segundo a Federa&ccedil;&atilde;o dos Trabalhadores da Agricultura de Minas Gerais (Fetaemg), cerca de 400 produtores rurais que moram em Brumadinho e nas localidades banhadas pelo rio Paraopeba foram prejudicados &#91;20&#93;. Os produtos agr&iacute;colas de Brumadinho encontram dificuldades para serem vendidos nos mercados da regi&atilde;o, o que diminui as possibilidades de diversifica&ccedil;&atilde;o da economia local.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por todos os obst&aacute;culos levantados at&eacute; aqui, e principalmente pelas mortes, dor e sofrimento causados pela Vale, continuar empunhando a atividade mineradora como vetor central da economia local &eacute; um contrassenso. A partir desta conclus&atilde;o, abrem-se diferentes caminhos permeados por dilemas sobre o que se fazer em Brumadinho. A iniciativa de sua popula&ccedil;&atilde;o &eacute; fundamental para a determina&ccedil;&atilde;o de quais caminhos seguir.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>NOTAS E REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Soares, L. E. "'Somos muito dependentes da minera&ccedil;&atilde;o', diz vice-prefeito de Brumadinho". <i>Hoje em dia</i>. 2019. Dispon&iacute;vel em &lt;<a href="https://www.hojeemdia.com.br/horizontes/somos-muito-dependentes-da-minera%C3%A7%C3%A3o-diz-vice-prefeito-de-brumadinho-1.688927" target="_blank">https://www.hojeemdia.com.br/horizontes/somos-muito-dependentes-da-minera%C3%A7%C3%A3o-diz-vice-prefeito-de-brumadinho-1.688927</a>&gt;. Acesso em 06 abr. 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Amig. <i>Impacto econ&ocirc;mico da paralisa&ccedil;&atilde;o das atividades em Minas Gerais</i>. Belo Horizonte: Associa&ccedil;&atilde;o dos Munic&iacute;pios Mineradores de Minas Gerais e do Brasil. 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. FIEMG. <i>Paralisa&ccedil;&atilde;o parcial da atividade mineral trava crescimento da ind&uacute;stria do estado</i>. 2019. Dispon&iacute;vel em &lt;<a href="https://www7.fiemg.com.br/Cms_Data/Contents/central/Media/FIEMG/INDEX/Index_02_2019.pdf" target="_blank">https://www7.fiemg.com.br/Cms_Data/Contents/central/Media/FIEMG/INDEX/Index_02_2019.pdf</a>&gt;. Acesso em 2 de mar. 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Coelho, T. "Min&eacute;rio-Depend&ecirc;ncia em Brumadinho e Mariana". <i>Revista Lutas Sociais</i>. PUC-SP: S&atilde;o Paulo, 2018.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Trocate, C.; Coelho, T. <i>Quando vier o sil&ecirc;ncio: o problema mineral brasileiro</i>. Express&atilde;o Popular: S&atilde;o Paulo, 2020.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Linhares, C. "Dependente da Vale, Brumadinho teme desemprego ap&oacute;s desastre". <i>Folha de S. Paulo. 2019.</i> Dispon&iacute;vel em &lt;<a href="https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2019/02/dependente-da-vale-brumadinho-teme-desemprego-apos-desastre.shtml" target="_blank">www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2019/02/dependente-da-vale-brumadinho-teme-desemprego-apos-desastre.shtml</a>&gt;. Acesso em 2 mar. 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Locatelli, P. "Com luto, &oacute;dio e busca por corpos, Brumadinho (MG) teme futuro sem a Vale". <i>Uol</i>. 2019. Dispon&iacute;vel em &lt;<a href="https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/reporter-brasil/2019/02/25/com-luto-odio-e-busca-por-corpos-brumadinho-teme-futuro-sem-a-vale.htm" target="_blank">https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/reporter-brasil/2019/02/25/com-luto-odio-e-busca-por-corpos-brumadinho-teme-futuro-sem-a-vale.htm</a>&gt; Acesso em 2 de mar. 2020.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. MTE. Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Dispon&iacute;vel em &lt;<a href="http://bi.mte.gov.br/bgcaged/caged_perfil_municipio/index.php" target="_blank">http://bi.mte.gov.br/bgcaged/caged_perfil_municipio/index.php</a>&gt;. Acesso em 01 dez. 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. ANM. Maiores Arrecadadores CFEM. 2018.  Dispon&iacute;vel em &lt;<a href="https://sistemas.dnpm.gov.br/arrecadacao/extra/Relatorios/cfem/maiores_arrecadadores.asp" target="_blank">https://sistemas.dnpm.gov.br/arrecadacao/extra/Relatorios/cfem/maiores_arrecadadores.asp</a>&gt;. Acesso em 01 dez. 2018.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Esse valor &eacute; dividido entre a entidade reguladora do setor de minera&ccedil;&atilde;o, o Fundo Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (FNDCT), o Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov&aacute;veis (Ibama), o Distrito Federal, os munic&iacute;pios e os estados onde ocorrer a produ&ccedil;&atilde;o e os munic&iacute;pios afetados pela atividade de minera&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Siconfi. 2018. Dispon&iacute;vel em &lt;<a href="https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/declaracao/declaracao_list.jsf;jsessionid=uqR1rIUadzbSJK5xsKBDdguk.node1" target="_blank">https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/declaracao/declaracao_list.jsf;jsessionid=uqR1rIUadzbSJK5xsKBDdguk.node1</a>&gt;. Acesso em 01 dez. 2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. ANM. Maiores Arrecadadores CFEM. 2019.  Dispon&iacute;vel em &lt;<a href="https://sistemas.dnpm.gov.br/arrecadacao/extra/Relatorios/cfem/maiores_arrecadadores.asp" target="_blank">https://sistemas.dnpm.gov.br/arrecadacao/extra/Relatorios/cfem/maiores_arrecadadores.asp</a>&gt;. Acesso em 02 mar. 2020.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. D&oacute;lares americanos por tonelada m&eacute;trica seca no porto de Tianjin, 62% FE spot.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Index Mundi. Min&eacute;rio de ferro pre&ccedil;o mensal - D&oacute;lares americanos por tonelada m&eacute;trica seca. 2020. Dispon&iacute;vel em &lt;<a href="https://www.indexmundi.com/pt/pre%C3%A7os-de-mercado/?mercadoria=min%C3%A9rio-de-ferro&amp;meses=60" target="_blank">https://www.indexmundi.com/pt/pre%C3%A7os-de-mercado/?mercadoria=min%C3%A9rio-de-ferro&amp;meses=60</a>&gt;. Acesso em 02 mar. 2020.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Wanderley, L.; Mansur, M.; Milanez, B.; Pinto, R. G. "Desastre da Samarco/Vale/BHP no vale do rio Doce: aspectos econ&ocirc;micos, pol&iacute;ticos e socioambientais". <i>Ci&ecirc;ncia &amp; Cultura</i>, 68(3), 30-35. 2016.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Valores reajustados com o IPCA usando a data de refer&ecirc;ncia dezembro de 2018.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Deflacionado com o IPCA usando a data de refer&ecirc;ncia de dezembro de 2018.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. IBGE. Produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola. 2018. Dispon&iacute;vel em &lt;<a href="https://cidades.ibge.gov.br/" target="_blank">https://cidades.ibge.gov.br/</a>&gt;. Acesso em 01 dez. 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Parreiras, M.; Hemerson, L." Agricultores amargam efeitos da lama mesmo depois de 17 meses da trag&eacute;dia de Mariana". <i>Estado de Minas</i>. 2017. Dispon&iacute;vel em &lt;<a href="https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2017/04/04/interna_gerais,859536/agricultores-amargam-efeitos-da-lama-17-meses-apos-tragedia-de-mariana.shtml" target="_blank">https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2017/04/04/interna_gerais,859536/agricultores-amargam-efeitos-da-lama-17-meses-apos-tragedia-de-mariana.shtml</a>&gt;. Acesso em 2 mar. 2020.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Salom&atilde;o, R. "Agricultores prejudicados por lama de Brumadinho podem ser at&eacute; 400". <i>Globo Rural</i>. 2019. Dispon&iacute;vel em &lt;<a href="https://revistagloborural.globo.com/Noticias/noticia/2019/01/numero-de-agricultores-prejudicados-em-brumadinho-sera-entre-350-e-400.html" target="_blank">https://revistagloborural.globo.com/Noticias/noticia/2019/01/numero-de-agricultores-prejudicados-em-brumadinho-sera-entre-350-e-400.html</a>&gt;. Acesso em 2 mar. 2020.    </font></p>      ]]></body><back>
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