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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    <br>   BRUMADINHO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>O desastre de Brumadinho e  os poss&iacute;veis impactos na sa&uacute;de</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>S&eacute;rgio Viana Peixoto<sup>I</sup>; Carmen Ildes Rodrigues Fr&oacute;es Asmus<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Pesquisador em sa&uacute;de p&uacute;blica e coordenador do Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de Coletiva do Instituto Ren&eacute; Rachou - Fiocruz Minas e professor associado da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Contato: <a href="mailto:sergio.peixoto@fiocruz.br">sergio.peixoto@fiocruz.br</a>    <br>   <sup>II</sup>Professora associada da Faculdade de Medicina / Instituto de Estudos de Sa&uacute;de Coletiva (Iesc) e Maternidade Escola da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e m&eacute;dica do N&uacute;cleo de Estudos da Sa&uacute;de do Adolescente (Nesa) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Coordena o Programa de Educa&ccedil;&atilde;o a Dist&acirc;ncia em Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de Ambiental do Iesc/UFRJ e os projetos Inf&acirc;ncia e Poluentes Ambientais e Bruminha. Contato: <a href="mailto:carmenfroes@medicina.ufrj.br">carmenfroes@medicina.ufrj.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em todo o mundo, observa-se o crescimento dos desastres, tanto os naturais quanto os tecnol&oacute;gicos, chamando aten&ccedil;&atilde;o dos governos e da sociedade civil para essa tem&aacute;tica. A ocorr&ecirc;ncia de um desastre gera impactos de curto, m&eacute;dio e longo prazos para o setor sa&uacute;de, sendo importante a identifica&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas vulner&aacute;veis e popula&ccedil;&otilde;es expostas, favorecendo a gest&atilde;o de risco desses eventos &#91;1&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No dia 25 de janeiro de 2019, ocorreu o rompimento da barragem de rejeitos da mina C&oacute;rrego do Feij&atilde;o, sob responsabilidade da mineradora Vale S.A., em Brumadinho, Minas Gerais, atingindo consider&aacute;vel extens&atilde;o territorial e ocasionando dezenas de &oacute;bitos e desaparecidos. Estimativas apontam que 51% das &aacute;reas atingidas eram de vegeta&ccedil;&atilde;o nativa, 19% ocupadas por atividades com alta circula&ccedil;&atilde;o de pessoas e 13% por atividades agropecu&aacute;rias, cobrindo grande parte do munic&iacute;pio &#91;2, 3&#93;. Portanto, a extens&atilde;o da &aacute;rea atingida mostra a relev&acirc;ncia de se mensurar os impactos para a popula&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o, que inclui a contamina&ccedil;&atilde;o do ambiente, os desfechos desfavor&aacute;veis sobre a sa&uacute;de f&iacute;sica e mental e a poss&iacute;vel desestabiliza&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica da regi&atilde;o &#91;3&#93;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>EFEITOS NAS CONDI&Ccedil;&Otilde;ES DE SA&Uacute;DE</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em outros pa&iacute;ses, os impactos de desastres de diferentes tipos, naturais ou n&atilde;o, se apresentam associados &agrave; ocorr&ecirc;ncia de transtornos mentais, aumento do consumo de &aacute;lcool, tabaco e outras drogas, aumento da incid&ecirc;ncia de doen&ccedil;as cardiovasculares, respirat&oacute;rias e da obesidade, entre outras consequ&ecirc;ncias &#91;4, 5, 6, 7&#93;. Esses diversos efeitos podem ocorrer ao longo de muitos anos, sendo que esse perfil de adoecimento vai se modificando com o tempo. Estudos conduzidos ap&oacute;s desastres naturais, como inunda&ccedil;&otilde;es e deslizamentos, mostram, num primeiro momento, a ocorr&ecirc;ncia de doen&ccedil;as transmiss&iacute;veis, como as diarreicas; e, num maior espa&ccedil;o de tempo, aumento de doen&ccedil;as n&atilde;o transmiss&iacute;veis, especialmente as doen&ccedil;as cardiovasculares e os transtornos mentais &#91;8&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mais recentemente, no munic&iacute;pio de Mariana, Minas Gerais, o rompimento da barragem de rejeitos de minera&ccedil;&atilde;o do Fund&atilde;o, em 2015, se constituiu no maior desastre ambiental do pa&iacute;s at&eacute; aquele ano. Al&eacute;m dos 19 &oacute;bitos computados, a regi&atilde;o sofreu importantes impactos ambientais, sociais, econ&ocirc;micos e, consequentemente, para a sa&uacute;de das pessoas &#91;9, 10, 11, 12&#93;. Em inqu&eacute;rito conduzido na comunidade de Barra Longa (Mariana - MG), 35,0% dos entrevistados referiram piora da condi&ccedil;&atilde;o geral de sa&uacute;de ap&oacute;s o desastre e 43,5% relataram ter tido algum problema de sa&uacute;de desde o rompimento da barragem. Os principais problemas de sa&uacute;de relatados pela popula&ccedil;&atilde;o foram os quadros respirat&oacute;rios, como falta de ar, alergia e bronquite, as alergias de pele e a depress&atilde;o &#91;11&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De forma semelhante, em Brumadinho, ap&oacute;s o rompimento da barragem, pode-se supor que haja altera&ccedil;&otilde;es importantes nas condi&ccedil;&otilde;es de vida e sa&uacute;de, podendo ampliar a incid&ecirc;ncia de doen&ccedil;as transmiss&iacute;veis pr&eacute;-existentes, como a febre amarela, a esquistossomose e as doen&ccedil;as diarreicas. Al&eacute;m disso, o importante impacto psicossocial do desastre pode ainda agravar o quadro de doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas, sobretudo hipertens&atilde;o, diabetes e insufici&ecirc;ncia renal, e aumentar a ocorr&ecirc;ncia de transtornos mentais, como depress&atilde;o e ansiedade &#91;2&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Considerando a dimens&atilde;o do desastre ocorrido em Brumadinho, fica evidente que seu impacto para a sa&uacute;de mental pode ser notado em toda popula&ccedil;&atilde;o residente no munic&iacute;pio, incluindo tamb&eacute;m as equipes que atuaram no resgate e os trabalhadores da &aacute;rea da sa&uacute;de. As rea&ccedil;&otilde;es imediatas s&atilde;o intensas, provocando sentimentos de medo, horror e impot&ecirc;ncia, que tendem a ter influ&ecirc;ncia negativa na sa&uacute;de mental do grupo que vivencia essa experi&ecirc;ncia. Adicionalmente, a grande quantidade de trabalhadores que foi a &oacute;bito leva a uma altera&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es socioafetivas da comunidade, com grande potencial para aumento de transtornos psicopatol&oacute;gicos em m&eacute;dio e longo prazos &#91;13&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esse aspecto &eacute; importante, pois em outros pa&iacute;ses j&aacute; foi observado que o impacto para a sa&uacute;de mental ap&oacute;s um grande desastre pode ser observado mesmo alguns anos ap&oacute;s o evento, com elevadas propor&ccedil;&otilde;es de sintomas depressivos e estresse, por exemplo &#91;14, 15&#93;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>EXPOSI&Ccedil;&Atilde;O A CONTAMINANTES E CONDI&Ccedil;&Otilde;ES DE SA&Uacute;DE</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A exposi&ccedil;&atilde;o humana a metais e compostos met&aacute;licos &eacute; oriunda da eros&atilde;o do solo e, principalmente, das atividades humanas como minera&ccedil;&atilde;o, fundi&ccedil;&atilde;o, combust&atilde;o de combust&iacute;veis f&oacute;sseis e processos industriais e, mais recentemente, descarte inapropriado de res&iacute;duos eletroeletr&ocirc;nicos. &Eacute; tamb&eacute;m devida ao aumento da mobilidade ambiental dos metais associada com a acidifica&ccedil;&atilde;o das &aacute;guas superficiais (decorrente da chuva &aacute;cida, pr&aacute;ticas florestais e agr&iacute;colas), furac&otilde;es e inunda&ccedil;&otilde;es &#91;16&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entre os metais de interesse para a sa&uacute;de humana podem ser identificados quatro grupos: i) metais t&oacute;xicos principais (ars&ecirc;nio, ber&iacute;lio, c&aacute;dmio, cromo, chumbo, merc&uacute;rio e n&iacute;quel); ii) Metais essenciais com potencial toxicidade (cobalto, cobre, ferro, magn&eacute;sio, mangan&ecirc;s, molibd&ecirc;nio, sel&ecirc;nio, cromo trivalente e zinco); iii) metais com indica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica (alum&iacute;nio, bismuto, g&aacute;lio, ouro, l&iacute;tio e platina); e iv) grupo de menor relev&acirc;ncia (antim&ocirc;nio, b&aacute;rio, c&eacute;sio, fl&uacute;or, germ&acirc;nio, &iacute;ndio, pal&aacute;dio, prata, tel&uacute;rio, t&aacute;lio, estanho, tit&acirc;nio, uranio e van&aacute;dio) &#91;17&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os metais ars&ecirc;nio (As), c&aacute;dmio (Cd), chumbo (Pb) e merc&uacute;rio (Hg) s&atilde;o considerados de especial interesse &agrave; sa&uacute;de p&uacute;blica devido &agrave; combina&ccedil;&atilde;o da frequ&ecirc;ncia de uso nos processos produtivos, toxicidade qu&iacute;mica e potencial para exposi&ccedil;&atilde;o humana &#91;18&#93;. Esses metais est&atilde;o amplamente disseminados e t&ecirc;m uso constante nos processos produtivos, com um alto potencial de exposi&ccedil;&atilde;o humana, podendo haver efeitos t&oacute;xicos sobre a sa&uacute;de das pessoas com baixas doses, em situa&ccedil;&otilde;es de exposi&ccedil;&atilde;o a longo prazo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O rompimento da barragem de C&oacute;rrego do Feij&atilde;o foi um evento danoso associado &agrave; libera&ccedil;&atilde;o de rejeitos de min&eacute;rio, uma potencial fonte de exposi&ccedil;&atilde;o a metais pesados. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s exposi&ccedil;&otilde;es a essas subst&acirc;ncias qu&iacute;micas, as principais vias s&atilde;o a oral, inalat&oacute;ria e d&eacute;rmica. Al&eacute;m disso, &eacute; importante lembrar que em muitos casos a popula&ccedil;&atilde;o exposta tem baixa escolaridade, baixa renda, subemprego, condi&ccedil;&otilde;es prec&aacute;rias de saneamento, &eacute; acometida por m&uacute;ltiplas doen&ccedil;as infecciosas, subnutri&ccedil;&atilde;o, doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas, entre outras. Nessas popula&ccedil;&otilde;es, a exposi&ccedil;&atilde;o a alguma subst&acirc;ncia qu&iacute;mica, ou m&uacute;ltiplas subst&acirc;ncias, se configura como um fator de risco adicional, agravando sua vulnerabilidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Existem evid&ecirc;ncias crescentes de que a exposi&ccedil;&atilde;o a fatores ou condi&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas do ambiente, nos primeiros anos de vida, pode levar &agrave; ocorr&ecirc;ncia de desordens ou altera&ccedil;&otilde;es na sa&uacute;de infantil e na vida adulta &#91;19&#93;. O desenvolvimento humano &eacute; resultado de uma complexa intera&ccedil;&atilde;o entre influ&ecirc;ncias gen&eacute;ticas e ambientais. Fatores ou condi&ccedil;&otilde;es ambientais podem ser genericamente definidos como a ampla gama de influ&ecirc;ncias extragen&eacute;ticas que atuam a partir de antes da concep&ccedil;&atilde;o at&eacute; a vida adulta &#91;20&#93;. Enquanto as informa&ccedil;&otilde;es oriundas do genoma de cada indiv&iacute;duo direcionam o tempo e o processo de desenvolvimento pessoal, os fatores ou condi&ccedil;&otilde;es ambientais podem modificar estes &uacute;ltimos e aumentar ou diminuir o risco de uma altera&ccedil;&atilde;o ou desordem do desenvolvimento e de ocorr&ecirc;ncia de uma doen&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As crian&ccedil;as s&atilde;o consideradas um grupo particularmente vulner&aacute;vel e suscept&iacute;vel a fatores ambientais devido &agrave;s suas caracter&iacute;sticas fisiol&oacute;gicas e de h&aacute;bitos relacionados &agrave; idade &#91;21&#93;. A exposi&ccedil;&atilde;o a metais nos anos iniciais da inf&acirc;ncia, por exemplo, &eacute; particularmente delet&eacute;ria para a sa&uacute;de infantil. Ela pode ter n&atilde;o s&oacute; poss&iacute;veis efeitos imediatos, mas, tamb&eacute;m, efeitos subcl&iacute;nicos e permanentes na estrutura e funcionamento cerebral, levando a perdas no potencial de desenvolvimento infantil e a altera&ccedil;&otilde;es neurol&oacute;gicas e neurocomportamentais tardias &#91;22, 23, 24&#93;. Outros efeitos na sa&uacute;de das crian&ccedil;as incluem altera&ccedil;&otilde;es respirat&oacute;rias que podem ser atribu&iacute;das aos efeitos irritativos diretos nas mucosas, mas tamb&eacute;m devido &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es no sistema imunol&oacute;gico - como a imunossupress&atilde;o, que aumenta a suscetibilidade a uma variedade de infec&ccedil;&otilde;es &#91;25&#93;. Sabe-se que as doen&ccedil;as respirat&oacute;rias se constituem em uma das principais causas de mortalidade em menores de cinco anos no Brasil &#91;26&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Crian&ccedil;as podem diferir dos adultos na susceptibilidade &agrave;s subst&acirc;ncias qu&iacute;micas, podendo ser mais ou menos suscept&iacute;veis do que os adultos e essa rela&ccedil;&atilde;o se altera com a idade. A vulnerabilidade frequentemente depende do est&aacute;gio de desenvolvimento da crian&ccedil;a. H&aacute; per&iacute;odos cr&iacute;ticos no est&aacute;gio de desenvolvimento de uma determinada estrutura org&acirc;nica ou funcional, no qual ela &eacute; mais sens&iacute;vel &agrave; les&atilde;o, tanto no per&iacute;odo pr&eacute; como no p&oacute;s-natal. Al&eacute;m disso, o dano pode n&atilde;o ser evidente at&eacute; um est&aacute;gio bastante posterior da vida &#91;24&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sendo as exposi&ccedil;&otilde;es a metais consideradas um problema de sa&uacute;de p&uacute;blica, sobretudo em crian&ccedil;as, a avalia&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de metais em matrizes biol&oacute;gicas e sua rela&ccedil;&atilde;o com efeitos t&oacute;xicos nessa popula&ccedil;&atilde;o se configura numa estrat&eacute;gia importante para sinalizar aos &oacute;rg&atilde;os de sa&uacute;de das &aacute;reas impactadas, direta ou indiretamente pela lama, uma poss&iacute;vel reestrutura&ccedil;&atilde;o de prioridades em sa&uacute;de, tendo em vista a poss&iacute;vel demanda.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A&Ccedil;&Otilde;ES E PERSPECTIVAS </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A magnitude desse evento exigiu respostas emergenciais de diversos setores do governo, em seus diferentes n&iacute;veis (municipal, estadual e municipal), possibilitando o atendimento adequado &agrave; popula&ccedil;&atilde;o afetada. O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de atuou junto &agrave; Secretaria Municipal de Sa&uacute;de (SMS) de Brumadinho e &agrave; Secretaria Estadual de Sa&uacute;de (SES) de Minas Gerais, com a constitui&ccedil;&atilde;o do Centro de Opera&ccedil;&otilde;es de Emerg&ecirc;ncias em Sa&uacute;de (COE) nacional, composto por uma equipe multidisciplinar e multissetorial. Essa atua&ccedil;&atilde;o foi fundamental para o direcionamento de a&ccedil;&otilde;es imediatas, reduzindo os impactos na sa&uacute;de no curto prazo. No entanto, avalia&ccedil;&otilde;es ao longo do tempo se fazem necess&aacute;rias, de modo a mensurar os impactos para a popula&ccedil;&atilde;o, em seus diferentes aspectos &#91;27&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O monitoramento das condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de de popula&ccedil;&otilde;es que sofreram grandes desastres, naturais ou tecnol&oacute;gicos, incluindo uma coleta estruturada de dados que permitam avalia&ccedil;&otilde;es cont&iacute;nuas da sa&uacute;de f&iacute;sica e mental, al&eacute;m de avalia&ccedil;&otilde;es peri&oacute;dicas das exposi&ccedil;&otilde;es ambientais, permite o adequado planejamento das a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de da regi&atilde;o atingida. Esse conhecimento contribui com a gest&atilde;o de risco, podendo minimizar os efeitos da trag&eacute;dia para a popula&ccedil;&atilde;o envolvida &#91;28&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em Brumadinho, o conhecimento dos impactos &agrave; sa&uacute;de em m&eacute;dio e longos prazos ser&aacute; poss&iacute;vel com a realiza&ccedil;&atilde;o de estudos longitudinais na popula&ccedil;&atilde;o do munic&iacute;pio, que poder&atilde;o subsidiar a organiza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de para minimizar as consequ&ecirc;ncias desse desastre. Nesse sentido, dois estudos longitudinais, financiados pelo Departamento de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (Decit), do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, constituem o Programa de A&ccedil;&otilde;es Integradas em Sa&uacute;de de Brumadinho. Um deles ir&aacute; acompanhar uma amostra de cerca de 4.000 indiv&iacute;duos, representativa da popula&ccedil;&atilde;o residente no munic&iacute;pio com 12 anos ou mais de idade, verificando as condi&ccedil;&otilde;es de vida, trabalho e sa&uacute;de, incluindo a avalia&ccedil;&atilde;o das concentra&ccedil;&otilde;es de metais e impactos na sa&uacute;de mental, al&eacute;m do uso dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de. O outro estudo ir&aacute; acompanhar as crian&ccedil;as de 0 a 4 anos de idade, residentes nas comunidades diretamente atingidas pela lama, al&eacute;m de uma comunidade controle (sem exposi&ccedil;&atilde;o direta &agrave; lama de rejeitos). O objetivo desse estudo &eacute; mensurar as concentra&ccedil;&otilde;es dos metais de interesse para sa&uacute;de p&uacute;blica e avaliar o poss&iacute;vel efeito da exposi&ccedil;&atilde;o a essas subst&acirc;ncias sobre o crescimento e desenvolvimento infantil. Ambos os estudos t&ecirc;m previs&atilde;o de acompanhamento anual dos participantes, por cerca de quatro anos, mas a inten&ccedil;&atilde;o &eacute; que o estudo se estenda por uma ou duas d&eacute;cadas. As evid&ecirc;ncias produzidas por essas pesquisas constituir&atilde;o conhecimento in&eacute;dito no pa&iacute;s sobre os efeitos de um grande desastre para a sa&uacute;de das popula&ccedil;&otilde;es. Essas evid&ecirc;ncias podem subsidiar a gest&atilde;o de riscos em sa&uacute;de de popula&ccedil;&otilde;es potencialmente expostas a grandes desastres, especialmente o rompimento de barragens de minera&ccedil;&atilde;o com exposi&ccedil;&atilde;o a metais de interesse para sa&uacute;de p&uacute;blica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No caso de Brumadinho, considerando a dimens&atilde;o do desastre, pode-se supor altera&ccedil;&otilde;es nas condi&ccedil;&otilde;es de vida e sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o, o que poder&aacute; levar a mudan&ccedil;as no uso dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de. Portanto, &eacute; importante acompanhar a evolu&ccedil;&atilde;o dessas condi&ccedil;&otilde;es ao longo do tempo, de modo a fornecer informa&ccedil;&otilde;es sistematizadas ao servi&ccedil;o de sa&uacute;de local e contribuir com a organiza&ccedil;&atilde;o desse servi&ccedil;o, para que possa atender adequadamente &agrave; demanda da popula&ccedil;&atilde;o residente no munic&iacute;pio.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Freitas, C. M.; Mazoto, M. L.; Rocha, V. (org.). <i>Guia de prepara&ccedil;&atilde;o e respostas do setor sa&uacute;de aos desastres</i>. Rio de Janeiro, RJ: Fiocruz / Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. 2018. 159p.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Barcellos, C. (org.). <i>Avalia&ccedil;&atilde;o dos impactos do desastre de Brumadinho sobre a sa&uacute;de</i>. Nota T&eacute;cnica (15 fev 2019). Rio de Janeiro, RJ: Fiocruz. 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Pereira, L. F.; Cruz, G. B.; Guimar&atilde;es, R. M. F. "Impactos do rompimento da barragem de rejeitos de Brumadinho, Brasil: uma an&aacute;lise baseada nas mudan&ccedil;as de cobertura da terra". <i>Journal of Environmental Analysis and Progress</i>, v.04, n.2, p.122-129. 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Geng, F.; Zhou, Y.; Liang, Y.; et al. "A longitudinal study of recurrent experience of earthquake and mental health problems among chinese adolescents". <i>Front Psychol</i>, v.9, p.1259. 2018. doi: 10.3389/fpsyg.2018.01259.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Okuyama, J.; Funakoshi, S.; Tomita, H.; et al. "Longitudinal characteristics of resilience among adolescents: A high school student cohort study to assess the psychological impact of the great east Japan earthquake". <i>Psychiatry Clin Neurosci</i>, v.72, n.11, p.821-835. 2018. doi: 10.1111/pcn.12772. Epub 2018 Sep 4.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Vlahov, D.; Galea, S.; Ahern, J.; et al. "Consumption of cigarettes, alcohol, and marijuana among New York City residents six months after the september 11 terrorist attacks". <i>Am J Drug Alcohol Abuse</i>, v.30, n.2, p.385-407. 2004.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Brackbill, R. M.; Cone, J. E.; Farfel, M. R.; et al. "Chronic physical health consequences of being injured during the terrorist attacks on World Trade Center on september 11, 2001". <i>Am J Epidemiol</i>, v.179,  n.9, p.1076-85. 2014. doi: 10.1093/aje/kwu022. Epub 2014 Feb 20.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Freitas, C. M.; Silva, D. R. X.; Sena, A. R. M.; et al. "Desastres naturais e sa&uacute;de: uma an&aacute;lise da situa&ccedil;&atilde;o do Brasil". <i>Ci&ecirc;nc. Sa&uacute;de Coletiva</i>, v.19, n.9, p.3645-3656. 2014.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Freitas, C. M.; Silva, M .A.; Menezes, F. C. "O desastre na barragem de minera&ccedil;&atilde;o da Samarco: fratura exposta dos limites do Brasil na redu&ccedil;&atilde;o de risco de desastres".<i> Cienc. Cult</i>, v.68, n.3, p.25-30. 2016.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Ramos, A. A.; Oliveira, J. F., Nardi, M. F.; et al. "O caso de estudo 'Samarco': Os impactos ambientais, econ&ocirc;micos e sociais, relativos ao desastre de Mariana". <i>Unisanta Bioscience</i>, v.6, n.4, p.316-327. 2017.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Vormittag, E. M. P. A. A.; Oliveira, M. A.; Rodrigues, C. G.; et al. <i>Avalia&ccedil;&atilde;o dos riscos em sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o de Barra Longa/MG afetada pelo desastre</i>. S&atilde;o Paulo, SP: Instituto Sa&uacute;de e Sustentabilidade / Greenpeace. 2017.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Neves, M. C. L.; Roque, M.; Freitas, A. A.; Garcia, F. (org.). <i>Prismma</i>: Pesquisa sobre a sa&uacute;de mental das fam&iacute;lias atingidas pelo rompimento da barragem de Fund&atilde;o em Mariana. Belo Horizonte: Corpus. 2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Noal, D. S.; Rabelo, I. V. M.; Chachamovich, E. "O impacto na sa&uacute;de mental dos afetados ap&oacute;s o rompimento da barragem da Vale". <i>Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>, v.35, n.5, e00048419. 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Jordan, H. T.; Osahan, S.; Li, J.; et al. 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