<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0009-6725</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Ciência e Cultura]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Cienc. Cult.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0009-6725</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0009-67252020000200013</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.21800/2317-66602020000200013</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Rompimento da barragem em Brumadinho e o acesso à água das comunidades atingidas: um caso de direitos humanos]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Neves-Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[Priscila]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="AFF"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Heller]]></surname>
<given-names><![CDATA[Léo]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="AFF"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="AF1">
<institution><![CDATA[,Instituto René-Rachou Departamento de Políticas Públicas e Direitos Humanos em Saúde e Saneamento ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="AF2">
<institution><![CDATA[,Fiocruz-MG Instituto René-Rachou Departamento de Políticas Públicas e Direitos Humanos em Saúde e Saneamento]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>04</month>
<year>2020</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>04</month>
<year>2020</year>
</pub-date>
<volume>72</volume>
<numero>2</numero>
<fpage>47</fpage>
<lpage>50</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252020000200013&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0009-67252020000200013&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0009-67252020000200013&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    <br>   BRUMADINHO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Rompimento da barragem em Brumadinho e o acesso &agrave; &aacute;gua das comunidades atingidas: um caso de direitos humanos</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Priscila Neves-Silva<sup>I</sup>; L&eacute;o Heller<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>P&oacute;s-doutoranda no Departamento de Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas e Direitos Humanos em Sa&uacute;de e Saneamento do Instituto Ren&eacute;-Rachou, na Fiocruz-MG. Contato: <a href="mailto:priscila.neves31@gmail.com">priscila.neves31@gmail.com</a>     <br>   <sup>II</sup>Pesquisador do Departamento de Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas e Direitos Humanos em Sa&uacute;de e Saneamento do Instituto Ren&eacute;-Rachou, na Fiocruz-MG. Contato: <a href="mailto:priscila.neves31@gmail.com">leo.heller@ fiocruz.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O  atual modelo de desenvolvimento, pautado na venda de commodities e no est&iacute;mulo ao consumo, tem como uma de suas bases a explora&ccedil;&atilde;o predat&oacute;ria de mat&eacute;rias-primas, como o min&eacute;rio de ferro. Disso resulta um n&uacute;mero elevado de empresas que fazem a extra&ccedil;&atilde;o desse produto. No entanto, al&eacute;m do min&eacute;rio - produto econ&ocirc;mico -, o processo de minera&ccedil;&atilde;o produz elementos n&atilde;o econ&ocirc;micos, como os rejeitos, que se consistem, geralmente, de metais, minerais, produtos qu&iacute;micos, org&acirc;nicos e &aacute;gua processada &#91;1.2&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo Adiansyah e colaboradores &#91;1&#93;, o volume de rejeito produzido por uma mineradora situa-se entre 97 e 99% do volume de material processado e, usualmente, &eacute; sustentado por barragens, cujo rompimento pode acarretar impactos econ&ocirc;micos, sociais e ambientais de propor&ccedil;&otilde;es incomensur&aacute;veis. Portanto, a gest&atilde;o apropriada dessas estruturas &eacute; crucial para o bom desempenho das empresas de minera&ccedil;&atilde;o e para a prote&ccedil;&atilde;o das vidas humanas e do ambiente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ainda segundo Kossoff e colaboradores &#91;2&#93;, as barragens em atividades tendem a se romper mais facilmente do que as inativas. Segundo estes autores, 83% dos rompimentos ocorrem em barragens ativas, 15% com inativas ou abandonadas e apenas 2% em inativas, mas em manuten&ccedil;&atilde;o peri&oacute;dica. S&atilde;o v&aacute;rios os motivos que podem levar ao rompimento, como excesso de rejeitos, chuvas n&atilde;o usuais, problemas estruturais, falta de manuten&ccedil;&atilde;o, sendo que em muitos dos casos o problema tem m&uacute;ltiplas causas. Portanto, a integridade de uma barragem depende, entre outros fatores, de manuten&ccedil;&atilde;o regular &#91;1,2, 3&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Brasil, no entanto, o monitoramento das barragens &eacute;, muitas vezes, feito pelas pr&oacute;prias empresas, com o discurso de transfer&ecirc;ncia de custos. Esse automonitoramento &eacute; feito sem auditoria do Estado, colocando em risco a sa&uacute;de humana e o meio ambiente &#91;4&#93;. No estado de Minas Gerais, onde ocorreram dois dos maiores desastres tecnol&oacute;gicos do mundo, altera&ccedil;&otilde;es na legisla&ccedil;&atilde;o ambiental nos &uacute;ltimos anos resultaram na fragiliza&ccedil;&atilde;o da fiscaliza&ccedil;&atilde;o das empresas mineradoras pelo poder p&uacute;blico &#91;5&#93;. Existem 769 barragens de minera&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s e os desastres nos munic&iacute;pios de Mariana e Brumadinho ocorreram devido ao rompimento de barragens classificadas como de baixo risco. Nos dois casos, os planos de emerg&ecirc;ncia e os sistemas de alerta e alarme eram inexistentes ou pouco efetivos &#91;6&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dessa forma, como consequ&ecirc;ncia de uma conjun&ccedil;&atilde;o de fatores, no dia 25 de janeiro de 2019 a barragem de rejeitos B1 da mina de C&oacute;rrego do Feij&atilde;o, de propriedade da empresa Vale S.A., localizada no munic&iacute;pio de Brumadinho, rompeu-se, soterrando mais de 270 pessoas, al&eacute;m de causar impactos ambientais, econ&ocirc;micos, culturais e sociais &#91;6&#93;. Foram despejados 13 milh&otilde;es de m<sup>3</sup> de rejeitos &uacute;midos, produzidos pela extra&ccedil;&atilde;o de min&eacute;rio de ferro na regi&atilde;o, no leito do ribeir&atilde;o Ferro-Carv&atilde;o. O rejeito destruiu completamente cerca de 10 km do c&oacute;rrego que ser&atilde;o de dif&iacute;cil recupera&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de provocar polui&ccedil;&atilde;o e soterrar trechos do rio Paraopeba, sobretudo perto da conflu&ecirc;ncia com o ribeir&atilde;o &#91;7&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A onda de lama alastrou-se pela comunidade de C&oacute;rrego do Feij&atilde;o chegando a Brumadinho e atingindo v&aacute;rias cidades ao longo do rio Paraopeba, na bacia do S&atilde;o Francisco. O desastre destruiu casas, matou fauna e flora, afetou planta&ccedil;&otilde;es e zonas de cria&ccedil;&atilde;o de animais, al&eacute;m de poluir o rio, dificultando o acesso &agrave; &aacute;gua de v&aacute;rias comunidades do entorno &#91;8&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O reconhecimento de que o acesso adequado &agrave; &aacute;gua &eacute; essencial para a sa&uacute;de e dignidade humana levou &agrave; aprova&ccedil;&atilde;o, em 2010, pela Assembleia Geral e pelo Conselho de Direitos Humanos da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU), de resolu&ccedil;&otilde;es sobre os diretos humanos &agrave; &aacute;gua e ao esgotamento sanit&aacute;rio &#91;9&#93;. Ap&oacute;s o reconhecimento expl&iacute;cito desse direito humano, os Estados passam a ser respons&aacute;veis por respeitar, proteger e garantir o acesso &agrave; &aacute;gua, de forma progressiva, a todas as popula&ccedil;&otilde;es, sem discrimina&ccedil;&atilde;o. Para isso devem estabelecer, no ordenamento jur&iacute;dico, leis que possam assegurar o acesso &#91;9,10&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A articula&ccedil;&atilde;o entre o direito humano &agrave; &aacute;gua e as a&ccedil;&otilde;es das ind&uacute;strias de min&eacute;rio nem sempre ocorre de maneira apropriada. Al&eacute;m de ser parte essencial dos rejeitos, as mineradoras utilizam a grande quantidade de &aacute;gua para processar, transportar, separar o min&eacute;rio, assim como para limpeza dos equipamentos e para o consumo humano. A extra&ccedil;&atilde;o de grande volume de &aacute;gua pode prejudicar o abastecimento das comunidades que dela dependem, mesmo quando n&atilde;o ocorrem desastres tecnol&oacute;gicos. Assim, o uso sustent&aacute;vel desse recurso &eacute; um dos principais desafios dessas empresas &#91;11&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dito isso, este artigo tem como objetivo analisar de que forma o desastre da barragem de rejeito da mina B1 de C&oacute;rrego do Feij&atilde;o est&aacute; interferindo no acesso &agrave; &aacute;gua das comunidades pr&oacute;ximas e, consequentemente, na garantia do direito humano &agrave; &aacute;gua. Al&eacute;m disso, discute-se como o direito humano &agrave; &aacute;gua pode ser utilizado como instrumento de luta por justi&ccedil;a ambiental e transforma&ccedil;&atilde;o social.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>O ROMPIMENTO DA BARRAGEM E O DIREITO HUMANO &Agrave; &Aacute;GUA </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 2002, o Comit&ecirc; das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre os Direitos Econ&ocirc;micos, Sociais e Culturais elaborou o Coment&aacute;rio Geral nº15 sobre o direito humano &agrave; &aacute;gua. De acordo com o comit&ecirc;, o direito &agrave; &aacute;gua se enquadra no direito a uma vida com qualidade e est&aacute; intimamente relacionado com o direito &agrave; sa&uacute;de, alimenta&ccedil;&atilde;o e moradia digna, previstos no Tratado Internacional sobre Direitos Econ&ocirc;micos, Sociais e Culturais &#91;9&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao ser reconhecido como direito humano, o acesso &agrave; &aacute;gua passa a ser uma obriga&ccedil;&atilde;o do Estado perante os indiv&iacute;duos que, agora, possuem um instrumento que lhes permite exigir, perante a lei, o cumprimento e a garantia desse direito.  Isso significa que o acesso &agrave; &aacute;gua n&atilde;o pode ser negado; os atores n&atilde;o estatais, como as empresas privadas, n&atilde;o podem interferir no direito &agrave; &aacute;gua e o Estado deve regular suas a&ccedil;&otilde;es prevenindo consequ&ecirc;ncias negativas. Al&eacute;m disso, o Estado e as empresas devem ter a responsabilidade de cumprir, respeitar e proteger o direito humano &agrave; &aacute;gua, evitando qualquer situa&ccedil;&atilde;o que possa viol&aacute;-lo &#91;9,10&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo o Coment&aacute;rio Geral nº 15, o direito &agrave; &aacute;gua deve respeitar requisitos como: disponibilidade, qualidade/seguran&ccedil;a, aceitabilidade e acessibilidade f&iacute;sica e financeira; al&eacute;m de respeitar os princ&iacute;pios gerais dos direitos humanos: n&atilde;o-discrimina&ccedil;&atilde;o e equidade, participa&ccedil;&atilde;o, transpar&ecirc;ncia e responsabilidade. Portanto, a &aacute;gua deve estar dispon&iacute;vel em quantidade suficiente para uso pessoal e dom&eacute;stico; deve ser segura e de qualidade e n&atilde;o representar risco &agrave; sa&uacute;de; deve ser fornecida por meio de solu&ccedil;&atilde;o culturalmente aceit&aacute;vel, deve ter cor, cheiro e sabor satisfat&oacute;rios evitando que o indiv&iacute;duo busque fontes alternativas n&atilde;o seguras; e deve ser acess&iacute;vel. Al&eacute;m disso, deve estar dispon&iacute;vel a um pre&ccedil;o acess&iacute;vel para a popula&ccedil;&atilde;o. O pre&ccedil;o gasto pelo indiv&iacute;duo para ter acesso &agrave; &aacute;gua n&atilde;o pode prejudicar a aquisi&ccedil;&atilde;o de outros bens essenciais, como alimenta&ccedil;&atilde;o, moradia e cuidado com a sa&uacute;de &#91;9&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esse marco pode ser utilizado para verificar se houve abuso ou viola&ccedil;&atilde;o do direito humano &agrave; &aacute;gua e se tornou uma importante ferramenta para referenciar e regulamentar o uso da &aacute;gua nos diferentes pa&iacute;ses, sendo que as atividades econ&ocirc;micas, como a minera&ccedil;&atilde;o, devem assumir responsabilidades perante o cumprimento desse direito. No entanto, o que se observa, principalmente em pa&iacute;ses em desenvolvimento cujo sistema de regula&ccedil;&atilde;o das atividades de minera&ccedil;&atilde;o &eacute; fr&aacute;gil, &eacute; um uso indiscriminado da &aacute;gua, podendo resultar em viola&ccedil;&atilde;o do direito para as popula&ccedil;&otilde;es que vivem no entorno das atividades miner&aacute;rias &#91;12&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quando h&aacute; rompimento de barragens,  a avalia&ccedil;&atilde;o de impacto sobre o acesso &agrave; &aacute;gua deve ser capaz de identificar as popula&ccedil;&otilde;es atingidas, tanto direta quanto indiretamente. No que se refere ao rompimento da barragem no ribeir&atilde;o Ferro-Carv&atilde;o, logo ap&oacute;s o desastre, as secretarias estaduais de Sa&uacute;de, de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustent&aacute;vel e de Agricultura, Pecu&aacute;ria e Abastecimento do estado de Minas Gerais avaliaram que as &aacute;guas do rio Paraopeba apresentavam riscos &agrave; sa&uacute;de humana e animal e n&atilde;o deveriam ser utilizadas para qualquer finalidade. A contamina&ccedil;&atilde;o das &aacute;guas do rio pelos rejeitos p&ocirc;de ser verificada pela alta turbidez e presen&ccedil;a de metais pesados, como c&aacute;dmio, merc&uacute;rio, chumbo, mangan&ecirc;s, ferro e alum&iacute;nio. Dessa forma, foram inviabilizadas a capta&ccedil;&atilde;o e o tratamento da &aacute;gua do rio Paraopeba para consumo humano. As secretarias recomendaram, ainda, que moradores da &aacute;rea&nbsp;n&atilde;o se aproximassem mais de 100 metros das margens e as outorgas para a perfura&ccedil;&atilde;o de po&ccedil;os artesianos foram suspensas &#91;8,13, 14, 15&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O rompimento da barragem da mina de C&oacute;rrego do Feij&atilde;o e no rio Paraopeba, portanto, colocou em risco a acessibilidade, a qualidade e a disponibilidade da &aacute;gua da popula&ccedil;&atilde;o que vive em Brumadinho, como tamb&eacute;m em outros 21 munic&iacute;pios que est&atilde;o ao longo de 356 quil&ocirc;metros do rio, a jusante. Cabe ressaltar que ao longo do rio Paraopeba existem, ainda, muitas comunidades ribeirinhas como ind&iacute;genas, quilombolas, silvicultores e pescadores artesanais que fazem uso da &aacute;gua para pesca, irriga&ccedil;&atilde;o, lazer e abastecimento, e que tamb&eacute;m ficaram impossibilitados de utilizar a &aacute;gua &#91;8&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estudo acad&ecirc;mico demostrou que a &aacute;gua e a lama do rio Paraopeba, ap&oacute;s o desastre, causava morte ou anomalias em embri&otilde;es de peixe. Segundo uma das pesquisadoras, um pequeno contato com a &aacute;gua, ou a lama, mesmo ap&oacute;s dilui&ccedil;&atilde;o, poderia causar danos &agrave; sa&uacute;de, demostrando que a &aacute;gua estava impr&oacute;pria para o consumo devido ao elevado teor de toxicidade &#91;16&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um ano ap&oacute;s o rompimento, relat&oacute;rio da funda&ccedil;&atilde;o SOS Mata Atl&acirc;ntica indica que a &aacute;gua do rio Paraopeba continua impr&oacute;pria e sem condi&ccedil;&otilde;es de uso, e v&aacute;rios moradores, dos 21 munic&iacute;pios atingidos ao logo do rio, ainda t&ecirc;m o abastecimento de &aacute;gua comprometido e n&atilde;o conseguem voltar com as atividades de agricultura. Nos 23 pontos analisados, a &aacute;gua ainda n&atilde;o pode ser consumida devido ao alto teor de metais, como ferro, mangan&ecirc;s, cobre, cromo e sulfeto. Segundo o estudo, "todos os metais encontrados t&ecirc;m capacidade, se ingeridos, de se acumularem nos sistemas biol&oacute;gicos humanos e da fauna, e trazer s&eacute;rios problemas, renais, hep&aacute;ticos, neurol&oacute;gicos e mesmo de esterilidade" &#91;17&#93;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m dos graves problemas com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; qualidade e disponibilidade da &aacute;gua, ap&oacute;s o rompimento da barragem, a popula&ccedil;&atilde;o relata falta de informa&ccedil;&atilde;o e transpar&ecirc;ncia por parte da empresa e do Estado. Muitos moradores, em especial as comunidades ribeirinhas, relatam inseguran&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua do rio e a pouca informa&ccedil;&atilde;o recebida &#91;17&#93;. Os moradores de C&oacute;rrego do Feij&atilde;o e vizinhan&ccedil;a relatam que a &aacute;gua que sai da torneira ainda &eacute; turva, barrenta, e que n&atilde;o existe nenhuma informa&ccedil;&atilde;o transmitida de maneira adequada para a popula&ccedil;&atilde;o atingida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cabe lembrar que, em situa&ccedil;&otilde;es onde h&aacute; redu&ccedil;&atilde;o da disponibilidade da &aacute;gua e falta de credibilidade das pessoas nas informa&ccedil;&otilde;es, muitas vezes d&iacute;spares, repassadas pelas autoridades e empresas, os indiv&iacute;duos tendem a adquirir &aacute;gua engarrafada, devido ao receio de contamina&ccedil;&atilde;o. Essa situa&ccedil;&atilde;o resulta em gasto aumentado com o acesso &agrave; &aacute;gua, influenciando negativamente a acessibilidade financeira e n&atilde;o necessariamente mais seguran&ccedil;a na qualidade da &aacute;gua. Tal tend&ecirc;ncia ficou muito evidenciada quando do surto de &aacute;gua que assolou o Rio de Janeiro no in&iacute;cio de 2020 &#91;18&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; importante ressaltar ainda que as popula&ccedil;&otilde;es mais atingidas pelo rompimento das barragens s&atilde;o as que j&aacute; vivem com v&aacute;rias outras vulnerabilidades, impactando o princ&iacute;pio de n&atilde;o-discrimina&ccedil;&atilde;o e equidade. Desde a chegada das mineradoras, o acesso &agrave; &aacute;gua dessas popula&ccedil;&otilde;es pode ficar prejudicado devido ao alto uso que essas empresas fazem do recurso em duas atividades. Assim, desde a implanta&ccedil;&atilde;o da empresa, os processos culturais, recreativos, alimentares, econ&ocirc;micos e sociais das comunidades podem sofrer impactos negativos &#91;19&#93;. Quando h&aacute; um desastre dessa magnitude, a distribui&ccedil;&atilde;o desigual dos determinantes sociais &agrave; sa&uacute;de, tais como renda, educa&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de, moradia, acesso a servi&ccedil;os p&uacute;blicos intensifica a situa&ccedil;&atilde;o de vulnerabilidade desses grupos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>O DHA E A BUSCA POR TRANSFORMA&Ccedil;&Atilde;O SOCIAL</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No que se refere &agrave; instala&ccedil;&atilde;o de megaprojetos, a exemplo da implanta&ccedil;&atilde;o de barragens de rejeitos, e sua rela&ccedil;&atilde;o com o direito humano &agrave; &aacute;gua (DHA), &eacute; poss&iacute;vel identificar um ciclo composto por sete etapas: macro-planejamento, licen&ccedil;a para operar, planejamento e design, constru&ccedil;&atilde;o, opera&ccedil;&atilde;o de curto prazo, opera&ccedil;&atilde;o de longo prazo e desativa&ccedil;&atilde;o. Cada uma dessas etapas possui desafios espec&iacute;ficos para a realiza&ccedil;&atilde;o do direito humano &agrave; &aacute;gua, que devem ser considerados pelo Estado e empresas. A avalia&ccedil;&atilde;o e o monitoramento da instala&ccedil;&atilde;o do empreendimento e seu efeito sobre o DHA deve acontecer em todas as etapas e a popula&ccedil;&atilde;o que vive no entorno, e que, portanto, pode ser atingida, deve participar de todos os processos de tomada de decis&atilde;o. Assim, a licen&ccedil;a para a instala&ccedil;&atilde;o da empresa s&oacute; deve ser concedida caso haja consentimento dessa popula&ccedil;&atilde;o. Se a comunidade n&atilde;o tiver sido consultada de forma apropriada, o cancelamento da autoriza&ccedil;&atilde;o para constru&ccedil;&atilde;o do empreendimento deve ser cogitado &#91;12&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tendo isso em vista, &eacute; ineg&aacute;vel que o DHA estimula o debate sobre as rela&ccedil;&otilde;es de poder nos processos de tomada de decis&atilde;o sobre o acesso &agrave; &aacute;gua. O DHA deve ser apropriado pela popula&ccedil;&atilde;o, podendo ser utilizado para repensar as estruturas do mundo contempor&acirc;neo, estimulando um debate sobre acesso &agrave; &aacute;gua de maneira democr&aacute;tica e equitativa, rompendo com a organiza&ccedil;&atilde;o atual do sistema de gest&atilde;o da &aacute;gua, que produz iniquidade &#91;20, 21,22&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m disso, os riscos associados aos empreendimentos, incluindo aqueles relacionados &agrave; garantia do DHA, devem ser identificados desde o in&iacute;cio, e procedimentos de salvaguardas devem ser colocados em pr&aacute;tica para proteger o DHA. O envolvimento ativo das comunidades atingidas deve ser estimulado de forma a monitorar a seguran&ccedil;a dos empreendimentos e os poss&iacute;veis impactos. Para isso, os atores respons&aacute;veis, e seus pap&eacute;is em cada etapa, devem ser identificados, e a comunidade deve ser orientada sobre os procedimentos a serem tomados para que possam apresentar suas postula&ccedil;&otilde;es &#91;12&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesse sentido, &eacute; importante que o DHA seja discutido junto com conceitos de desenvolvimento, participa&ccedil;&atilde;o, empoderamento e sustentabilidade para que possa ser transformado em um instrumento poderoso de mobiliza&ccedil;&atilde;o &#91;20, 21&#93;. Dessa forma, o DHA pode ser utilizado pelas popula&ccedil;&otilde;es vulner&aacute;veis para legitimar a luta n&atilde;o s&oacute; por acesso a esses servi&ccedil;os, mas tamb&eacute;m por dignidade humana, exigindo justi&ccedil;a social e ambiental. Para isso, o conte&uacute;do normativo dos direitos humanos deve ser utilizado como objeto fundante das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e da presta&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O DHA, portanto, deve ser visto como uma quest&atilde;o relacional que cria uma identidade coletiva capaz de produzir uma transforma&ccedil;&atilde;o social. Dessa forma, a participa&ccedil;&atilde;o social no processo de gest&atilde;o da &aacute;gua &eacute; fortalecida, trazendo para a comunidade a decis&atilde;o sobre a gest&atilde;o de um bem p&uacute;blico, limitado e essencial &agrave; vida. O referencial do DHA pode ser utilizado pelas comunidades para impedir que as empresas realizem suas atividades de modo a colocar em risco o acesso &agrave; &aacute;gua. Com isso, o DHA n&atilde;o deve ser entendido apenas como direito &agrave; sa&uacute;de e higiene pessoal e dom&eacute;stica, mas como um instrumento que fortalece a constru&ccedil;&atilde;o de uma a&ccedil;&atilde;o coletiva, dissolvendo o direito como uma quest&atilde;o individual e reconfigurando-o como uma quest&atilde;o coletiva &#91;22&#93;. Quando a comunidade se envolve na gest&atilde;o da &aacute;gua e se integra &agrave; realidade pol&iacute;tica e social local, &eacute; poss&iacute;vel promover uma transforma&ccedil;&atilde;o social.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesse contexto, o reconhecimento do acesso &agrave; &aacute;gua como direito permite a constru&ccedil;&atilde;o de processos democr&aacute;ticos de tomada de decis&atilde;o. &Agrave;s comunidades passa a ser assegurado o direito de se envolverem em decis&otilde;es coletivas sobre uso e disponibilidade da &aacute;gua, promovendo a luta por uma distribui&ccedil;&atilde;o mais equitativa desse recurso, e a &aacute;gua passa a ser tratada como um bem social e cultural. Quando tratada dessa fomra, e n&atilde;o apenas como um bem econ&ocirc;mico, como pactuado no coment&aacute;rio geral nº15, ser&atilde;o os processos democr&aacute;ticos que definir&atilde;o sua gest&atilde;o, e n&atilde;o os princ&iacute;pios do mercado. Nesse sentido, como salientam Sultana e Loftus &#91;20&#93;, &eacute; necess&aacute;rio desconstruir o sistema existente e gerar um debate cr&iacute;tico e uma pr&aacute;xis reflexiva com o objetivo de democratizar a gest&atilde;o, a regula&ccedil;&atilde;o e a cria&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas que possam garantir o acesso &agrave; &aacute;gua n&atilde;o s&oacute; durante a opera&ccedil;&atilde;o da empresa, como em situa&ccedil;&otilde;es de desastres tecnol&oacute;gicos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em eventos de rompimento de barragens, como a de C&oacute;rrego do Feij&atilde;o, a popula&ccedil;&atilde;o do entorno deve ser informada de forma clara e transparente sobre todos as decis&otilde;es. Suas d&uacute;vidas devem ser sanadas e suas demandas ouvidas. O direito &agrave; &aacute;gua dessa popula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o pode ser violado, devendo tanto o Estado quanto as empresas ser responsabilizados e obrigados a mitigar os efeitos rapidamente.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A fragilidade das leis ambientais e de regulamenta&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es das empresas de minera&ccedil;&atilde;o, no Brasil, dificulta a puni&ccedil;&atilde;o dos respons&aacute;veis e permite que outras trag&eacute;dias como essa ocorram. Os maiores prejudicados com tais eventos s&atilde;o as popula&ccedil;&otilde;es em condi&ccedil;&otilde;es de maior vulnerabilidade, que sofrem com a falta de acesso a pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e recursos econ&ocirc;micos, sociais e culturais, que geram melhoria da qualidade de vida. Tal iniquidade refor&ccedil;a as disparidades sociais e a distribui&ccedil;&atilde;o desigual dos riscos ambientais, gerando injusti&ccedil;a ambiental.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim, a responsabilidade das empresas de minera&ccedil;&atilde;o com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; comunidade, e em especial ao uso da &aacute;gua, n&atilde;o deve visar apenas quest&otilde;es ambientais, mas tamb&eacute;m todos os aspectos da vida que podem ser prejudicados, seja econ&ocirc;mico, ambiental, cultural ou social, durante a extra&ccedil;&atilde;o do min&eacute;rio e em situa&ccedil;&otilde;es de rompimento de barragens de rejeito. As implica&ccedil;&otilde;es de uma trag&eacute;dia dessa magnitude devem ser avaliadas antes da instala&ccedil;&atilde;o de uma mina e o Estado precisa ter, em seu ordenamento jur&iacute;dico, leis fortes capazes de regular as atividades de minera&ccedil;&atilde;o tendo como fundamento o DHA, assim como deve ser capaz de identificar, monitorar e punir, de forma efetiva, os respons&aacute;veis por irregularidades que resultem no rompimento das barragens.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A popula&ccedil;&atilde;o deve ser capaz de reivindicar seus direitos atrav&eacute;s de sistemas jur&iacute;dicos nacionais e internacionais. Para isso, esses indiv&iacute;duos devem ter acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o e direito &agrave; participa&ccedil;&atilde;o livre, ativa e significativa, para que possam lutar e modificar a realidade em que vivem. A capacita&ccedil;&atilde;o e o fortalecimento do poder das comunidades locais para que consigam lutar por seus direitos, n&atilde;o ficando a merc&ecirc; das decis&otilde;es das empresas e do governo, &eacute; um passo importante para evitar novas trag&eacute;dias.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1.  Adiansyah, J. S.; Rosano, M.; Vink S.; Keir, G. "A framework for a sustainable approach  to mine tailings management: disposal strategies". <i>Journal of Cleaner Production. </i>2015;108:1050-62. doi:10.1016/j.jclepro.2015.07.139.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2.  Kossoff, D.; Dubbin, W. E.; Alfredsson, M.; Edwards, S. J.; Macklin, M. G.;  Hudson-Edwards, K. A. "Mine tailings dams: characteristics, failure, environmental  impacts, and remediation". <i>Applied  Geochemistry.</i> 2014;51:229-45. doi:10.1016/j.apgeochem.2014.09.010.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3.  Rico, M.; G. Benito; D&iacute;ez-Herrero, A. "Floods from tailings dam failures". <i>Journal of Hazardous Materials</i>.  2008.154(1-3):79-87. doi:10.1016/j.jhazmat.2007.09.110.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4.  Heller, L. "Desastres de minera&ccedil;&atilde;o e sa&uacute;de p&uacute;blica no Brasil: li&ccedil;&otilde;es (n&atilde;o)  aprendidas". <i>Cad. Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>.  2019;35(5):e00073619.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5.  Milanez, B.; Magno, L.; Pinto, R. G. "Da pol&iacute;tica fraca &agrave; pol&iacute;tica privada: o  papel do setor mineral nas mudan&ccedil;as da pol&iacute;tica ambiental em Minas Gerais,  Brasil". <i>Cad. Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>.2019;35(5):e00051219.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 6.  Freitas, C. M.; Barcellos, C.; Asmus, C.; Fr&oacute;es, I. R.; Silva, M. A.; Xavier, D. R.  "Da Samarco em Mariana &agrave; Vale em Brumadinho: desastres em  barragens de minera&ccedil;&atilde;o e sa&uacute;de coletiva". <i>Cad.  Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>. 2019;35(5):e00052519.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7.  Serra, C. "Brumadinho: contamina&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua est&aacute; 20 vezes acima do permitido&quot;. <i>Metr&oacute;poles</i>.  2019. Acesso em 11 de mar 2020. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.metropoles.com/brasil/meio-ambiente-brasil/brumadinho-contaminacao-da-agua-esta-20-vezes-acima-do-permitido" target="_blank">https://www.metropoles.com/brasil/meio-ambiente-brasil/brumadinho-contaminacao-da-agua-esta-20-vezes-acima-do-permitido</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8.  Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz (Fiocruz). "Avalia&ccedil;&atilde;o dos impactos sobre a sa&uacute;de  do desastre da minera&ccedil;&atilde;o da Vale (Brumadinho, MG)". <i>Fiocruz</i>. 2019.  Acesso em 11 de mar 2020 Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.epsjv.fiocruz.br/sites/default/files/files/relat%C3%B3rio_Brumadinho_impacto_sa%C3%BAde_01_fev_b.pdf" target="_blank">http://www.epsjv.fiocruz.br/sites/default/files/files/relat%C3%B3rio_Brumadinho_impacto_sa%C3%BAde_01_fev_b.pdf</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9.  Office of the High Commissioner for Human Rights (OHCHR). General Comment  No. 15: The Right to Water (Arts. 11 and 12 of the Covenant). <i>OHCHR</i>. 2010.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10.  Winkler, I.; Roaf, V. "The human rights framework for water services". In:  Bartram J. with Baum, R.; Coclanis, P.; Gute, D. M.; Kay, D.; McFadyen,  S.; Pond, K.; Robertson, W.; Rouse, M.J. (ed.). <i>Routledge handbook of water and health</i>.  London: Reutledge, 2015.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 11. Kemp, D.; Bond, C. J.; Franks, D. M.; Cote, C. "Mining,  water and human rights:  making the connection". <i>J Clean  Prod</i>. 2010;18(15):1553-62.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 12.  United Nations Genetral Assembly (UNGA). Resolution A/74/197. "Human rights  to safe drinking water and sanitation". <i>UNGA</i>.  2019. Acesso em 11  de mar&ccedil;o de 2020. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://undocs.org/A/74/197" target="_blank">https://undocs.org/A/74/197</a>.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13.  Instituto Mineiro de Gest&atilde;o das &aacute;guas (IGAM). "Sistema mant&eacute;m atua&ccedil;&atilde;o ambiental  6 meses ap&oacute;s o rompimento da barragem da Vale". <i>IGAM</i>. 2019. Acesso em 11 de  mar&ccedil;o de 2020. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.igam.mg.gov.br/banco-de-noticias/2147-sisema-mantem-atuacao- ambiental-6-meses-apos-o-rompimento-da-barragem-da-vale" target="_blank">http://www.igam.mg.gov.br/banco-de-noticias/2147-sisema-mantem-atuacao- ambiental-6-meses-apos-o-rompimento-da-barragem-da-vale</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 14.  Welle, D. "&Aacute;gua t&oacute;xica: ap&oacute;s trag&eacute;dia em Brumadinho, rio apresenta risco  &agrave; sa&uacute;de". <i>Carta Capital</i>.  2019. Acesso em 11 de mar&ccedil;o de 2020. Dispon&iacute;vel  em: <a href="https://www.cartacapital.com.br/sociedade/aguatoxica-apos-tragedia-em-brumadinho-rio-apresenta-risco-a-saude" target="_blank">https://www.cartacapital.com.br/sociedade/aguatoxica-apos-tragedia-em-brumadinho-rio-apresenta-risco-a-saude</a>.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15.  Ayer, F. "&Aacute;gua ainda &eacute; desafio em Brumadinho, que ter&aacute; parque em  &aacute;rea devastada". <i>Estado de Minas</i>.  2019. Acesso em 11 de mar&ccedil;o de  2020. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2019/12/19/interna_gerais,1109269/agua-ainda-e-desafio-em-brumadinho-que-tera-parque-em-area-devastada.shtml" target="_blank">https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2019/12/19/interna_gerais,1109269/agua-ainda-e-desafio-em-brumadinho-que-tera-parque-em-area-devastada.shtml</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16.  Aragaki, C. "Efeitos de Brumadinho causam morte e anomalias em peixes  da regi&atilde;o". <i>Jornal da USP. </i>2019.  Acesso em 11 de mar&ccedil;o de 2020.  Dispon&iacute;vel em: <a href="https://jornal.usp.br/atualidades/efeitos-de-brumadinho-causam-morte-e-anomalias-em-peixes-da-regiao/" target="_blank">https://jornal.usp.br/atualidades/efeitos-de-brumadinho-causam-morte-e-anomalias-em-peixes-da-regiao/</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 17.  SOS Mata Atl&acirc;ntica. "Observando os rios. O retrato da qualidade da &aacute;gua  nas bacias dos rios Paraopeba e Alto S&atilde;o Francisco um ano ap&oacute;s o  rompimento da barragem C&oacute;rrego do Feij&atilde;o - Minas Gerais". <i>SOS Mata Atl&acirc;ntica</i>. 2020.  Acesso em 11 de mar&ccedil;o de 2020. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.sosma.org.br/wp-content/uploads/2020/01/observando-rios-brumadinho-2020digital.pdf" target="_blank">https://www.sosma.org.br/wp-content/uploads/2020/01/observando-rios-brumadinho-2020digital.pdf</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18.  Bruzzi, M. "Consumo de agua em mercados dispara no Rio de Janeiro". <i>O Globo</i>. 2020.  Acesso em 11 de mar&ccedil;o de 2020. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2020/01/12/consumo-de-agua-em-mercados-dispara-no-rio-de-janeiro.ghtml" target="_blank">https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2020/01/12/consumo-de-agua-em-mercados-dispara-no-rio-de-janeiro.ghtml</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 19.  Gomes, T. E. D. "Entre o espa&ccedil;o vivido e espa&ccedil;o explorado: a explora&ccedil;&atilde;o mineral  em uma &aacute;rea de uso comum na caatinga de Juazeiro (BA)".  Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Sociologia e Direito da  Universidade Federal Fluminense. 2012. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://geografar.ufba.br/sites/geografar.ufba.br/files/2012_tatiana_emilia_dias_gomes.pdf" target="_blank">https://geografar.ufba.br/sites/geografar.ufba.br/files/2012_tatiana_emilia_dias_gomes.pdf</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 20.  Sultana, F.; Loftus, A. "The right to water. Prospects and possibilities". In:  Sultana, F.; Loftus, A. (ed), <i>The  right to water politics, governance and social struggles</i>. New York: Earthscan.  2012.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21.  Bakker, K.. "Commons versus commodities: debating the human right  to water". In: Sultana, F.; Loftus, A. (eds.). <i>The right to water: politics, governance and social struggles</i>.  New York: Earthscan. 2012.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 22.  Linton, J. "The human right to what? Water, rights, humans, and the relation  things". In: Sultana, F.; Loftus, A. (eds.). <i>The  right to water: politics,  governance and social struggles</i>.  New York: Earthscan. 2012.    </font></p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Adiansyah]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rosano]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vink]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Keir]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A framework for a sustainable approach to mine tailings management: disposal strategies]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Cleaner Production]]></source>
<year>2015</year>
<volume>108</volume>
<page-range>1050-62</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kossoff]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dubbin]]></surname>
<given-names><![CDATA[W. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Alfredsson]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Edwards]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Macklin]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hudson-Edwards]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Mine tailings dams: characteristics, failure, environmental impacts, and remediation]]></article-title>
<source><![CDATA[Applied Geochemistry]]></source>
<year>2014</year>
<volume>51</volume>
<page-range>229-45</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rico]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Benito]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Díez-Herrero]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Floods from tailings dam failures]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Hazardous Materials]]></source>
<year>2008</year>
<volume>154</volume>
<numero>1-3</numero>
<issue>1-3</issue>
<page-range>79-87</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Heller]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Desastres de mineração e saúde pública no Brasil: lições (não) aprendidas]]></article-title>
<source><![CDATA[Cad. Saúde Pública]]></source>
<year>2019</year>
<volume>35</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Milanez]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Magno]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pinto]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Da política fraca à política privada: o papel do setor mineral nas mudanças da política ambiental em Minas Gerais, Brasil]]></article-title>
<source><![CDATA[Cad. Saúde Pública]]></source>
<year>2019</year>
<volume>35</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Freitas]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barcellos]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Asmus]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fróes]]></surname>
<given-names><![CDATA[I. R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Xavier]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Da Samarco em Mariana à Vale em Brumadinho: desastres em barragens de mineração e saúde coletiva]]></article-title>
<source><![CDATA[Cad. Saúde Pública]]></source>
<year>2019</year>
<volume>35</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Serra]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Brumadinho: contaminação da água está 20 vezes acima do permitido]]></article-title>
<source><![CDATA[Metrópoles]]></source>
<year>2019</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Fundação Oswaldo Cruz</collab>
<source><![CDATA[Avaliação dos impactos sobre a saúde do desastre da mineração da Vale (Brumadinho, MG)]]></source>
<year>2019</year>
<publisher-name><![CDATA[Fiocruz]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Office of the High Commissioner for Human Rights</collab>
<source><![CDATA[General Comment No. 15: The Right to Water (Arts. 11 and 12 of the Covenant)]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-name><![CDATA[OHCHR]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Winkler]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Roaf]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The human rights framework for water services]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Bartram]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[with Baum]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Coclanis]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gute]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kay]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McFadyen]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pond]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Robertson]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rouse]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Routledge handbook of water and health]]></source>
<year>2015</year>
<publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Reutledge]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kemp]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bond]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Franks]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cote]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Mining, water and human rights: making the connection]]></article-title>
<source><![CDATA[J Clean Prod]]></source>
<year>2010</year>
<volume>18</volume>
<numero>15</numero>
<issue>15</issue>
<page-range>1553-62</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="journal">
<collab>United Nations Genetral Assembly</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Resolution A/74/197. "Human rights to safe drinking water and sanitation]]></article-title>
<source><![CDATA[UNGA]]></source>
<year>2019</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="journal">
<collab>Instituto Mineiro de Gestão das águas</collab>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Sistema mantém atuação ambiental 6 meses após o rompimento da barragem da Vale]]></article-title>
<source><![CDATA[IGAM]]></source>
<year>2019</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Welle]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Água tóxica: após tragédia em Brumadinho, rio apresenta risco à saúde]]></article-title>
<source><![CDATA[Carta Capital]]></source>
<year>2019</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ayer]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Água ainda é desafio em Brumadinho, que terá parque em área devastada]]></article-title>
<source><![CDATA[Estado de Minas]]></source>
<year>2019</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<label>16</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Aragaki]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Efeitos de Brumadinho causam morte e anomalias em peixes da região]]></article-title>
<source><![CDATA[Jornal da USP]]></source>
<year>2019</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<label>17</label><nlm-citation citation-type="journal">
<collab>SOS Mata Atlântica</collab>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Observando os rios. O retrato da qualidade da água nas bacias dos rios Paraopeba e Alto São Francisco um ano após o rompimento da barragem Córrego do Feijão - Minas Gerais]]></article-title>
<source><![CDATA[SOS Mata Atlântica]]></source>
<year>2020</year>
<month>11</month>
<day> d</day>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<label>18</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bruzzi]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Consumo de agua em mercados dispara no Rio de Janeiro]]></article-title>
<source><![CDATA[O Globo]]></source>
<year>2020</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<label>19</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gomes]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. E. D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Entre o espaço vivido e espaço explorado: a exploração mineral em uma área de uso comum na caatinga de Juazeiro (BA)]]></source>
<year>2012</year>
<publisher-name><![CDATA[Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Direito da Universidade Federal Fluminense]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<label>20</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sultana]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Loftus]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The right to water. Prospects and possibilities]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Sultana]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Loftus]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The right to water politics, governance and social struggles]]></source>
<year>2012</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Earthscan]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<label>21</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bakker]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Commons versus commodities: debating the human right to water]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Sultana]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Loftus]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The right to water: politics, governance and social struggles]]></source>
<year>2012</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Earthscan]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<label>22</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Linton]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The human right to what? Water, rights, humans, and the relation things]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Sultana]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Loftus]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The right to water: politics, governance and social struggles]]></source>
<year>2012</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Earthscan]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
