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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    <br>   AGRICULTURA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Mudan&ccedil;as do uso e cobertura da terra no Brasil, emiss&otilde;es de GEE e pol&iacute;ticas em curso</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Jos&eacute; Maur&iacute;cio B. Quint&atilde;o<sup>I</sup>; Roberta Zecchini Cantinho<sup>II</sup>; Eliza Ros&aacute;rio Gomes Marinho de Albuquerque<sup>III</sup>; Leandro Maracahipes<sup>IV</sup>; Mercedes M.C. Bustamante<sup>V</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Bi&oacute;logo, mestre em ecologia e pesquisador colaborador no Laborat&oacute;rio de Ecologia de Ecossistemas da Universidade de Bras&iacute;lia (UnB). &Eacute; um dos autores do setor de uso da terra, mudan&ccedil;a do uso da terra e florestas (LULUCF) do Relat&oacute;rio de Refer&ecirc;ncia do IV Invent&aacute;rio Nacional de Emiss&otilde;es Antr&oacute;picas de Gases de Efeito Estufa (GEE)    <br>   <sup>II</sup>Engenheira florestal pela Universidade Federal do Paran&aacute; (UFPR), mestre em sensoriamento remoto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), com MBA em gerenciamento de projetos pela Funda&ccedil;&atilde;o Get&uacute;lio Vargas (FGV), e doutoranda em pol&iacute;tica e gest&atilde;o da sustentabilidade pela UnB. &Eacute; respons&aacute;vel pela elabora&ccedil;&atilde;o do IV Invent&aacute;rio Nacional de Emiss&otilde;es Antr&oacute;picas de GEE do setor LULUCF    <br>   <sup>III</sup>Bi&oacute;loga, coordenadora geral do Instituto 3 Ciclos - Pesquisa, Conserva&ccedil;&atilde;o e Recupera&ccedil;&atilde;o e pesquisadora da Associa&ccedil;&atilde;o Plantas do Nordeste (APNE). Colaborou na elabora&ccedil;&atilde;o do Relat&oacute;rio de Refer&ecirc;ncia do IV Invent&aacute;rio Nacional de Emiss&otilde;es Antr&oacute;picas de GEE do setor de LULUCF    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>IV</sup>Bi&oacute;logo, pesquisador de p&oacute;s-doutorado da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Foi consultor da Rede Clima e respons&aacute;vel pela elabora&ccedil;&atilde;o do Relat&oacute;rio de Refer&ecirc;ncia do IV Invent&aacute;rio Nacional de Emiss&otilde;es Antr&oacute;picas de GEE do setor de LULUCF    <br>   <sup>V</sup>Professora titular do Departamento de Ecologia da UnB, &aacute;rea de ecologia de ecossistemas e biogeoqu&iacute;mica. &Eacute; coordenadora da subrede Uso da Terra da Rede Clima (MCTI), coordenadora t&eacute;cnico-cient&iacute;fica do IV Invent&aacute;rio Nacional de Emiss&otilde;es Antr&oacute;picas de GEE para o setor LULUCF</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Compreender os efeitos das a&ccedil;&otilde;es antr&oacute;picas sobre a estabilidade clim&aacute;tica e propor a&ccedil;&otilde;es de mitiga&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o s&atilde;o alguns dos grandes desafios da humanidade para o s&eacute;culo XXI &#91;1, 2&#93;. Dentre os impactos relacionados com as mudan&ccedil;as do clima, est&atilde;o o aumento da temperatura e do n&iacute;vel do mar, a perda de biodiversidade e de servi&ccedil;os ecossist&ecirc;micos, a altera&ccedil;&atilde;o nos regimes de chuvas e a intensifica&ccedil;&atilde;o dos desastres naturais &#91;3&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O aumento das emiss&otilde;es de gases de efeito estufa (GEE) &eacute; um dos principais fatores causadores do aquecimento global, agravando-se, a partir da revolu&ccedil;&atilde;o industrial, devido &agrave; queima de combust&iacute;veis f&oacute;sseis e mudan&ccedil;as do uso e cobertura da terra &#91;4&#93;. O ac&uacute;mulo de GEE na atmosfera provoca uma maior reten&ccedil;&atilde;o do calor liberado pela superf&iacute;cie terrestre e, consequentemente, aumenta o fen&ocirc;meno conhecido como "efeito estufa". Embora seja um fen&ocirc;meno natural e fundamental para a manuten&ccedil;&atilde;o da vida no planeta, o r&aacute;pido aumento das emiss&otilde;es de GEE leva &agrave; sua intensifica&ccedil;&atilde;o, e a altera&ccedil;&atilde;o desse equil&iacute;brio amea&ccedil;a os sistemas naturais e as sociedades humanas &#91;5&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os principais GEE emitidos pela a&ccedil;&atilde;o antr&oacute;pica, por ordem de relev&acirc;ncia, s&atilde;o: di&oacute;xido de carbono (CO<sub>2</sub>), metano (CH4), &oacute;xido nitroso (N2O), &oacute;xidos de nitrog&ecirc;nio (NO<sub>x</sub>), mon&oacute;xido de carbono (CO) e compostos org&acirc;nicos vol&aacute;teis n&atilde;o met&acirc;nicos (NMVOCs da sigla em ingl&ecirc;s). Essas emiss&otilde;es s&atilde;o oriundas de atividades dos setores industrial, energ&eacute;tico, agropecu&aacute;rio e de mudan&ccedil;as do uso e cobertura da terra, sendo que a contribui&ccedil;&atilde;o relativa de cada g&aacute;s varia entre esses setores &#91;6&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Brasil, as emiss&otilde;es de GEE, principalmente CO<sub>2</sub>, est&atilde;o intimamente relacionadas &agrave; import&acirc;ncia  da vegeta&ccedil;&atilde;o nativa como reservat&oacute;rio de carbono. O pa&iacute;s ocupa a segunda posi&ccedil;&atilde;o considerando os que possuem as maiores &aacute;reas de florestas do mundo, atr&aacute;s da R&uacute;ssia &#91;7&#93;. E &eacute; o primeiro quando se consideram apenas florestas tropicais &#91;8&#93;. No entanto, entre 2010 e 2015, o Brasil foi um dos pa&iacute;ses que mais sofreu perdas significativas em sua cobertura florestal &#91;9&#93;, sendo em 2019, o setor de mudan&ccedil;a no uso e cobertura da terra representou a maior fonte de emiss&otilde;es de CO<sub>2</sub> (60% das emiss&otilde;es totais de CO<sub>2</sub> do pa&iacute;s) &#91;10&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A convers&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o nativa nos biomas brasileiros, em fun&ccedil;&atilde;o da expans&atilde;o agropecu&aacute;ria, contribui de forma significativa para as emiss&otilde;es brasileiras quando comparadas com a propor&ccedil;&atilde;o das emiss&otilde;es globais do setor de uso da terra. Segundo o Painel Intergovernamental de Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas (IPCC), entre 2007 e 2016, o setor de agricultura, florestas e outros usos da terra foi respons&aacute;vel por 23% das emiss&otilde;es globais de GEE de origem antr&oacute;pica &#91;11&#93;. No Brasil, a convers&atilde;o de terras para agricultura foi respons&aacute;vel por 41% das emiss&otilde;es l&iacute;quidas de CO<sub>2</sub> do setor de uso da terra entre os anos 2010 e 2016 &#91;12&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A convers&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o nativa, representada de forma agregada pelas fitofisionomias florestais, campestres e sav&acirc;nicas, para usos antr&oacute;picos, como a agricultura e pecu&aacute;ria, interfere diretamente no ciclo do carbono. A cobertura de vegeta&ccedil;&atilde;o nativa absorve CO<sub>2</sub>, o mais representativo dos GEE, estoca carbono (C) na biomassa vegetal e no solo, preserva a biodiversidade e servi&ccedil;os ecossist&ecirc;micos, como regula&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica e abastecimento de &aacute;gua (<a href="/img/revistas/cic/v73n1/a04fig01.jpg">figura 1a</a>). A derrubada da vegeta&ccedil;&atilde;o deixa o solo exposto e sua mat&eacute;ria org&acirc;nica &eacute; decomposta rapidamente, liberando CO<sub>2</sub> para a atmosfera. Quando a vegeta&ccedil;&atilde;o &eacute; removida ocorre a eros&atilde;o e lixivia&ccedil;&atilde;o do solo e diminui&ccedil;&atilde;o na recarga dos aqu&iacute;feros (<a href="/img/revistas/cic/v73n1/a04fig01.jpg">figura 1b</a>). O fogo, muitas vezes usado para "limpar" a &aacute;rea rec&eacute;m desmatada para estabelecimento de pastagem ou agricultura, libera CO<sub>2</sub> al&eacute;m de outros GEEs  (<a href="/img/revistas/cic/v73n1/a04fig01.jpg">figura 1c</a>). Consequentemente, a substitui&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o nativa por uma nova cobertura ou uso da terra, como os cultivos agr&iacute;colas, modifica o estoque de carbono na biomassa. A queima e a oxida&ccedil;&atilde;o dos res&iacute;duos agr&iacute;colas no solo devolvem carbono para a atmosfera na forma de CO<sub>2</sub> e o uso de fertilizantes contribui para a emiss&atilde;o de N2O do solo (<a href="/img/revistas/cic/v73n1/a04fig01.jpg">figura 1d</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Nesse contexto, as emiss&otilde;es s&atilde;o calculadas pela diferen&ccedil;a entre o estoque inicial de carbono de uma determinada classe de uso ou cobertura (<a href="/img/revistas/cic/v73n1/a04fig01.jpg">figura 1a</a>) e o final (<a href="/img/revistas/cic/v73n1/a04fig01.jpg">figura 1d</a>). Quando o estoque de carbono final &eacute; menor que o inicial h&aacute; emiss&otilde;es de CO<sub>2</sub>, por&eacute;m, se o estoque final &eacute; maior que o inicial ocorre sequestro de carbono, indicando a incorpora&ccedil;&atilde;o de CO<sub>2</sub> pela sua absor&ccedil;&atilde;o na biomassa da vegeta&ccedil;&atilde;o. Isto &eacute; poss&iacute;vel com a ado&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas sustent&aacute;veis de manejo da terra, capazes de manter a fertilidade do solo e minimizar as emiss&otilde;es de GEE.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONVERS&Otilde;ES DO USO E COBERTURA DA TERRA ENTRE 1994 E 2016</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A an&aacute;lise das mudan&ccedil;as do uso e cobertura da terra no Brasil &eacute; um processo complexo devido &agrave; extens&atilde;o do territ&oacute;rio nacional, &agrave; heterogeneidade espacial dos biomas e &agrave;s especificidades regionais dos diferentes tipos de usos e manejo da terra. Apresentamos aqui as convers&otilde;es do uso e cobertura da terra no Brasil compreendendo tr&ecirc;s per&iacute;odos (1994 a 2002; 2002 a 2010; 2010 a 2016) estabelecidos para o IV Invent&aacute;rio Nacional de Emiss&otilde;es de Gases de Efeito Estufa &#91;12&#93;, com base nas diretrizes do IPCC &#91;13&#93; para a elabora&ccedil;&atilde;o de invent&aacute;rios nacionais de emiss&otilde;es e remo&ccedil;&otilde;es de gases de efeito estufa. Esses per&iacute;odos refletem os anos mapeados ao longo da elabora&ccedil;&atilde;o dos quatro invent&aacute;rios brasileiros feitos at&eacute; o momento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diversas iniciativas acompanham a din&acirc;mica de uso e cobertura da terra em escala nacional, com diferentes objetivos, escopos e metodologias. Dentre as governamentais, destacam-se o projeto Prodes &#91;14&#93;, o programa TerraClass &#91;15&#93;, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE) &#91;16&#93;, o Projeto de Monitoramento do Desmatamento nos Biomas Brasileiros por Sat&eacute;lite (PMDBBS) &#91;17&#93; e o Laborat&oacute;rio de Processamento de Imagens e GeoProcessamento (Lapig/UFG) &#91;18&#93;. Das iniciativas n&atilde;o governamentais, citam-se as da Funda&ccedil;&atilde;o SOS Mata Atl&acirc;ntica &#91;19&#93;, do Instituto SOS Pantanal &#91;20&#93;, do Sistema de Estimativas de Emiss&otilde;es e Remo&ccedil;&otilde;es de Gases de Efeito Estufa (SEEG) &#91;21&#93; e a do MapBiomas &#91;22&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No &acirc;mbito do IV Invent&aacute;rio Nacional &#91;12&#93;, o mapa de uso e cobertura da terra do Brasil, elaborado a partir de imagens dos sat&eacute;lites Landsat em escala 1:250.000 (&aacute;rea m&iacute;nima de 62.500 m<sup>2</sup>), foi atualizado para o ano de 2016. Nos invent&aacute;rios anteriores &#91;23, 24, 25&#93;, os mapas foram elaborados para os anos de 1994, 2002, 2005 (Amaz&ocirc;nia) e 2010. O cruzamento desses mapas permitiu compreender a din&acirc;mica de convers&atilde;o de uso e cobertura da terra para o per&iacute;odo avaliado e as emiss&otilde;es de CO<sub>2</sub> associadas. As categorias de uso da terra estabelecidas no IV Invent&aacute;rio Nacional seguem as propostas pelo IPCC &#91;13&#93;, que, em fun&ccedil;&atilde;o da diversidade de forma&ccedil;&otilde;es vegetais encontradas no Brasil, foram divididas e definidas de acordo com o manual t&eacute;cnico da vegeta&ccedil;&atilde;o brasileira desenvolvido pelo IBGE &#91;26&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As principais mudan&ccedil;as ocorreram pela convers&atilde;o de floresta, categoria que agrega v&aacute;rias fitofisionomias, nativas e plantadas, para pastagem; e pela convers&atilde;o de pastagem para agricultura.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Essas convers&otilde;es promoveram redu&ccedil;&atilde;o de 9% da &aacute;rea de floresta, equivalentes &agrave; soma das &aacute;reas dos estados de Tocantins e Piau&iacute;, e um consequente ganho nas &aacute;reas de pastagem (cerca de 330.000 km<sup>2</sup>, aumento de 21%) e agricultura (cerca de 250.000 km<sup>2</sup>, aumento 58%). Os dados produzidos pelo IV Invent&aacute;rio Nacional indicam as principais mudan&ccedil;as na din&acirc;mica de cobertura e uso dos biomas brasileiros entre 1994 e 2016 (<a href="#tab1">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v73n1/a04tab01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A proje&ccedil;&atilde;o de um cen&aacute;rio com condi&ccedil;&otilde;es favor&aacute;veis &agrave; redu&ccedil;&atilde;o do desmatamento, apoio &agrave; restaura&ccedil;&atilde;o florestal e &agrave; valoriza&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria indica que o bioma Amaz&ocirc;nia, entre 2020 e 2050, poderia reduzir a convers&atilde;o de &aacute;reas para agricultura e pastagem &#91;27&#93;. Com isso, o aumento das florestas secund&aacute;rias contribuiria para a redu&ccedil;&atilde;o das emiss&otilde;es de GEE devido &agrave; absor&ccedil;&atilde;o e estoque de carbono nessas &aacute;reas em regenera&ccedil;&atilde;o &#91;27&#93;. Por outro lado, as pastagens que est&atilde;o subutilizadas ou abandonadas podem ser recuperadas para uso agr&iacute;cola. A implementa&ccedil;&atilde;o de tecnologias de baixo carbono &eacute; uma estrat&eacute;gia importante para a mitiga&ccedil;&atilde;o das emiss&otilde;es de GEE pela agricultura &#91;28&#93;. Ademais, o reflorestamento e a restaura&ccedil;&atilde;o de terras e florestas degradadas, bem como a ado&ccedil;&atilde;o de sistemas agroflorestais, de plantio direto na palha e de integra&ccedil;&atilde;o lavoura-pecu&aacute;ria-floresta proporcionam uso sustent&aacute;vel do solo e aumento da produtividade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Brasil, a &aacute;rea plantada total, considerando cultivos pe renes (cana-de-a&ccedil;&uacute;car, caf&eacute; e algod&atilde;o, principalmente) e tempor&aacute;rios (soja e milho, principalmente), aumentou 54% entre 1994 e 2019 &#91;29&#93;. Esse crescimento acentuou-se a partir dos anos 2000, principalmente pela expans&atilde;o do cultivo de soja e consolida&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s como um dos grandes produtores mundiais de gr&atilde;os. Por ser o principal produto de exporta&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola do Brasil, a maior parte das &aacute;reas convertidas para agricultura s&atilde;o utilizadas para cultivar soja. Comparada ao ano 2000, a &aacute;rea plantada de soja aumentou 2,6 vezes em 2019 (mais de 222.000 km<sup>2</sup>) &#91;29&#93;. Embora as regi&otilde;es tenham aumentado a &aacute;rea destinada ao cultivo desse gr&atilde;o, &eacute; no norte do pa&iacute;s que o avan&ccedil;o do cultivo ocorreu de forma extensiva e r&aacute;pida. Por exemplo, entre 2000 e 2019, houve um aumento de 26 vezes da &aacute;rea plantada com soja, enquanto no sul e centro-oeste esse aumento foi de 2 e 3 vezes, respectivamente &#91;29&#93;. Cabe salientar que, a partir de 2004, o ganho na produ&ccedil;&atilde;o de soja ocorreu ao mesmo tempo em que houve uma queda significativa das &aacute;reas desmatadas nos biomas Cerrado e Amaz&ocirc;nia  -  os maiores produtores do gr&atilde;o no Brasil &#91;30&#93;. Esse &eacute; um dado que contraria a ideia de que &eacute; necess&aacute;rio abrir novas &aacute;reas para aumentar a produ&ccedil;&atilde;o e a exporta&ccedil;&atilde;o brasileira.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DIN&Acirc;MICA DE EMISS&Otilde;ES DE GEE NOS BIOMAS BRASILEIROS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A convers&atilde;o de vegeta&ccedil;&atilde;o nativa n&atilde;o protegida para agricultura tem ocorrido de forma distinta nos biomas brasileiros. Essa vegeta&ccedil;&atilde;o corresponde &agrave;quela onde a a&ccedil;&atilde;o humana ainda n&atilde;o causou mudan&ccedil;as significativas em sua estrutura e composi&ccedil;&atilde;o. De acordo com a din&acirc;mica apresentada no IV Invent&aacute;rio Nacional, dentre as poss&iacute;veis convers&otilde;es para agricultura, a mudan&ccedil;a dessa vegeta&ccedil;&atilde;o nativa n&atilde;o protegida (chamada tamb&eacute;m de forma&ccedil;&otilde;es naturais n&atilde;o manejadas) para cultivos agr&iacute;colas (incluindo agricultura anual, perene e cana-de-a&ccedil;&uacute;car) &eacute; a principal fonte de emiss&otilde;es l&iacute;quidas de CO<sub>2</sub>, seguida da convers&atilde;o de pastagens para agricultura.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No per&iacute;odo de 2002 a 2010, foram emitidas 886 milh&otilde;es de toneladas de CO<sub>2</sub> devido &agrave; convers&atilde;o de forma&ccedil;&otilde;es naturais n&atilde;o manejadas para agricultura, caindo para 444 milh&otilde;es de toneladas de 2010 a 2016. Nesse &uacute;ltimo per&iacute;odo, o Cerrado foi o bioma com maior contribui&ccedil;&atilde;o relativa para as emiss&otilde;es l&iacute;quidas, seguido da Amaz&ocirc;nia e Caatinga (<a href="/img/revistas/cic/v73n1/a04fig02.jpg">figura 2a</a>). Embora as emiss&otilde;es por esse tipo de convers&atilde;o tenham diminu&iacute;do no &uacute;ltimo per&iacute;odo analisado, o Cerrado continuou como o bioma mais vulner&aacute;vel, respondendo por 61% do total em 2010-2016 (<a href="/img/revistas/cic/v73n1/a04fig02.jpg">figura 2a</a>). A magnitude dessas emiss&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s demais convers&otilde;es para agricultura indicam o papel da vegeta&ccedil;&atilde;o nativa como estoque de carbono e o impacto da expans&atilde;o de &aacute;reas agr&iacute;colas, a partir da supress&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o nativa, nas emiss&otilde;es de GEE.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As emiss&otilde;es decorrentes da convers&atilde;o de pastagens para agricultura, predominantemente anual, (<a href="/img/revistas/cic/v73n1/a04fig02.jpg">figura 2b</a>) cresceram ao longo da s&eacute;rie hist&oacute;rica (77 milh&otilde;es de toneladas de CO<sub>2</sub> em 1994-2002; 220 milh&otilde;es de toneladas de CO<sub>2</sub> em 2002-2010; 278 milh&otilde;es de toneladas de CO<sub>2</sub> em 2010-2016), ainda que em uma escala at&eacute; tr&ecirc;s vezes menor em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; convers&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o nativa n&atilde;o protegida para agricultura. O Cerrado e a Amaz&ocirc;nia apresentaram as maiores emiss&otilde;es l&iacute;quidas entre 2010 e 2016. Nesses biomas o uso das pastagens &eacute; din&acirc;mico e possivelmente, com o passar do tempo, parte dessas &aacute;reas ser&aacute; substitu&iacute;da pela agricultura.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A an&aacute;lise das emiss&otilde;es indica que a vegeta&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria &eacute; apenas um est&aacute;gio transit&oacute;rio at&eacute; que a &aacute;rea seja convertida novamente, comprometendo as proje&ccedil;&otilde;es mais otimistas quanto ao status de regenera&ccedil;&atilde;o dos biomas. Na Amaz&ocirc;nia, as &aacute;reas de vegeta&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria s&atilde;o importantes para o sequestro de carbono, contudo, os dados indicam que a perman&ecirc;ncia nesse est&aacute;gio n&atilde;o &eacute; duradoura. Desde 1994 observa-se um aumento acentuado das emiss&otilde;es l&iacute;quidas decorrentes de convers&otilde;es de vegeta&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria para agricultura (<a href="/img/revistas/cic/v73n1/a04fig02.jpg">figura 2c</a>). J&aacute; no Cerrado, as emiss&otilde;es pela convers&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o nativa protegida para agricultura, que se mantiveram est&aacute;veis (7 milh&otilde;es de toneladas de CO<sub>2</sub>) entre 1994 e 2010, mais que dobraram no per&iacute;odo 2010-2016 (16 milh&otilde;es de toneladas de CO<sub>2</sub>) como consequ&ecirc;ncia do desmatamento ilegal em &aacute;reas protegidas (<a href="/img/revistas/cic/v73n1/a04fig02.jpg">figura 2d</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nos per&iacute;odos avaliados, algumas &aacute;reas agr&iacute;colas foram convertidas para outros usos, como reflorestamento, pastagem e vegeta&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria. A convers&atilde;o para essas classes de uso da terra resulta em potenciais sumidouros de CO<sub>2</sub> atmosf&eacute;rico, por&eacute;m, ainda s&atilde;o pouco representativas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s remo&ccedil;&otilde;es totais do Brasil (4% em 2002-2010 e 2% em 2010-2016).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O mapeamento da &aacute;rea agr&iacute;cola do IV Invent&aacute;rio Nacional indica que, entre 1994 e 2016, o bioma Amaz&ocirc;nia foi o que teve maior crescimento relativo de &aacute;rea destinada a cultivos: em 1994, o bioma possu&iacute;a 2% das &aacute;reas agr&iacute;colas brasileiras e, em 2016, possu&iacute;a 9%. No bioma Cerrado, apesar de ter havido uma pequena redu&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea agr&iacute;cola em rela&ccedil;&atilde;o ao total no Brasil (44% em 1994 e 41% em 2016), a expans&atilde;o da fronteira agr&iacute;cola na regi&atilde;o do Matopiba &#91;31&#93; pressiona a convers&atilde;o, principalmente, de &aacute;reas de vegeta&ccedil;&atilde;o nativa. Parte da abertura de novas terras para cultivos decorre da supress&atilde;o de &aacute;reas florestadas e a regi&atilde;o responde por uma parcela importante das emiss&otilde;es do Cerrado &#91;32, 33&#93;. Nos demais biomas, essa varia&ccedil;&atilde;o foi menor e com uma pequena redu&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; toda &aacute;rea agr&iacute;cola brasileira: Mata Atl&acirc;ntica (1994 = 36%; 2016 = 33%), Caatinga (1994 = 10%; 2016 = 8%), Pampa (1994 = 8%; 2016 = 9%) e Pantanal (menos de 1% da &aacute;rea agr&iacute;cola nos anos avaliados).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>POL&Iacute;TICAS P&Uacute;BLICAS ASSOCIADAS AO USO E COBERTURA DA TERRA </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os setores de agropecu&aacute;ria e o uso da terra, mudan&ccedil;a do uso da terra e florestas s&atilde;o estrat&eacute;gicos para o planejamento das a&ccedil;&otilde;es de mitiga&ccedil;&atilde;o das emiss&otilde;es de GEE, pois representaram cerca de 72% do total emiss&otilde;es nacionais em 2019 &#91;21&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma ferramenta importante para as estrat&eacute;gias de mitiga&ccedil;&atilde;o &eacute; o financiamento por meio de fundos que incentivam a redu&ccedil;&atilde;o do desmatamento. Criado em 2008, o Fundo Amaz&ocirc;nia atraiu recursos para fortalecer os esfor&ccedil;os de combate ao desmatamento na regi&atilde;o amaz&ocirc;nica por meio de doa&ccedil;&otilde;es condicionadas aos resultados de redu&ccedil;&atilde;o do desmatamento &#91;34&#93;. O Fundo Clima, criado em 2009, constitui outro importante instrumento para financiamento de projetos e estudos visando &agrave; redu&ccedil;&atilde;o de GEE e adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; mudan&ccedil;a clim&aacute;tica. A prote&ccedil;&atilde;o das florestas e o combate ao desmatamento tamb&eacute;m foram promovidos pela estrat&eacute;gia nacional de cr&eacute;dito de carbono, REDD+, e pela implementa&ccedil;&atilde;o dos planos de a&ccedil;&atilde;o para a preven&ccedil;&atilde;o e controle do desmatamento na Amaz&ocirc;nia Legal e Cerrado (PPCDAm e PPCerado, respectivamente).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Brasil, al&eacute;m das A&ccedil;&otilde;es de Mitiga&ccedil;&atilde;o Nacionalmente Apropriadas (Namas) estabelecidas at&eacute; 2020 pela Pol&iacute;tica Nacional de Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas (PNMC), comprometeu-se no Acordo de Paris, por meio de sua Contribui&ccedil;&atilde;o Nacional Determinada (NDC na sigla em ingl&ecirc;s) &#91;35&#93;, a zerar o desmatamento ilegal na Amaz&ocirc;nia, a ampliar a participa&ccedil;&atilde;o de fontes de energia renov&aacute;veis em sua matriz energ&eacute;tica, a restaurar e reflorestar 12 milh&otilde;es de hectares de florestas, al&eacute;m de restaurar 15 milh&otilde;es de hectares de pastagens degradadas at&eacute; 2030 &#91;36&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dentre as a&ccedil;&otilde;es propostas pela PNMC, aprovada em 2010, o Minist&eacute;rio da Agricultura, Pecu&aacute;ria e Abastecimento (MAPA) lan&ccedil;ou no mesmo ano o Plano de Agricultura de Baixo Carbono (Plano ABC). O objetivo do Plano ABC &eacute; melhorar a efici&ecirc;ncia no uso de recursos naturais, aumentando a resili&ecirc;ncia dos sistemas produtivos e das comunidades rurais, como uma estrat&eacute;gia de adapta&ccedil;&atilde;o do setor &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas &#91;37&#93;. O plano estabelece e incentiva o uso de tecnologias para ganhos de produtividade com redu&ccedil;&atilde;o de custos de produ&ccedil;&atilde;o e emiss&otilde;es, tais como recupera&ccedil;&atilde;o de pastagens degradadas, integra&ccedil;&atilde;o lavoura-pecu&aacute;ria-floresta, aumento de florestas plantadas e a fixa&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica de nitrog&ecirc;nio. Entre 2010 e 2018, houve aumento dos investimentos e linhas de cr&eacute;dito para agricultores, e as chamadas "tecnologias ABC" foram adotadas em 27,65 milh&otilde;es de hectares distribu&iacute;dos em 52% dos munic&iacute;pios brasileiros, cumprindo 77% da meta estabelecida &#91;38&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No entanto, os investimentos no Plano ABC ainda s&atilde;o pouco expressivos em rela&ccedil;&atilde;o ao montante destinado anualmente como cr&eacute;dito rural no Plano Safra, principal incentivo do governo federal aos produtores. Em 2019, o governo federal destinou R$ 222 bilh&otilde;es para o Plano Safra. Desse valor, R$ 53,4 bilh&otilde;es foram reservados para o financiamento de programas, sendo apenas R$ 2 bilh&otilde;es para</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">o Plano ABC (2%) &#91;39&#93;. Embora os investimentos no Plano Safra tenham dobrado em uma d&eacute;cada (116 bilh&otilde;es de reais em 2010) &#91;40&#93;, o m&aacute;ximo destinado ao Plano ABC foi R$ 4,5 bilh&otilde;es em 2013 e 2014 &#91;41&#93;. O volume de recursos do Plano ABC foi reduzido desde ent&atilde;o e voltou ao valor de 2010 (ou seja, R$ 2 bilh&otilde;es  -  sem corre&ccedil;&atilde;o para a infla&ccedil;&atilde;o da &eacute;poca). Com previs&atilde;o de finalizar as a&ccedil;&otilde;es em 2020, o Plano ABC precisa receber mais investimentos e ganhar escala para se tornar representativo quanto &agrave; redu&ccedil;&atilde;o das emiss&otilde;es de GEE do setor de mudan&ccedil;as do uso e cobertura da terra e agricultura. H&aacute; ainda a necessidade de uma revis&atilde;o dos resultados alcan&ccedil;ados e adequa&ccedil;&atilde;o de novas metas para os pr&oacute;ximos anos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>O FUTURO EM PERIGO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com um arcabou&ccedil;o legal robusto e a aprova&ccedil;&atilde;o da PNMC, esfor&ccedil;os setoriais para consolidar as metas de redu&ccedil;&atilde;o das emiss&otilde;es de GEE e promover o fortalecimento de uma economia verde permitiram que o pa&iacute;s avan&ccedil;asse na implementa&ccedil;&atilde;o da sua "agenda do clima". Entretanto, mudan&ccedil;as significativas na gest&atilde;o e governan&ccedil;a dessa agenda no &acirc;mbito federal, em associa&ccedil;&atilde;o com o enfraquecimento de pol&iacute;ticas ambientais, colocam em d&uacute;vida o atingimento das metas de redu&ccedil;&atilde;o de desmatamento e de emiss&otilde;es de GEE &#91;42&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As mudan&ccedil;as de gest&atilde;o federal sobre meio ambiente e clima impactaram negativamente o funcionamento dos Fundo Amaz&ocirc;nia e do Fundo Clima e ambos no momento encontram-se paralisados. Tal situa&ccedil;&atilde;o j&aacute; &eacute; alvo de an&aacute;lise pelo Supremo Tribunal Federal, dados os preju&iacute;zos &agrave; condu&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es de mitiga&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o &#91;43&#93;. O PPCDAm e o PPCerrado tiveram suas atividades paralisadas em 2019 e posteriormente foram extintos. Tais programas foram substitu&iacute;dos pelo Plano Nacional para Controle do Desmatamento Ilegal e Recupera&ccedil;&atilde;o da Vegeta&ccedil;&atilde;o Nativa &#91;42&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O quadro atual traduz-se de forma cr&iacute;tica no recrudescimento das taxas de desmatamento na Amaz&ocirc;nia e na degrada&ccedil;&atilde;o de outros biomas como o Pantanal, em fun&ccedil;&atilde;o de inc&ecirc;ndios em propor&ccedil;&otilde;es hist&oacute;ricas. Na Amaz&ocirc;nia, os &iacute;ndices de desmatamento voltaram a subir e o bioma continua amea&ccedil;ado pela expans&atilde;o da fronteira agr&iacute;cola, principalmente na regi&atilde;o de transi&ccedil;&atilde;o com o Cerrado &#91;44, 45&#93;, mantendo o desmatamento como a principal fonte de emiss&otilde;es de CO<sub>2</sub> &#91;42&#93;. Um estudo que avaliou diferentes cen&aacute;rios concluiu que, at&eacute; 2025, a Amaz&ocirc;nia e o Cerrado podem perder anualmente mais de 27 mil e 18 mil km<sup>2</sup>, respectivamente, retornando aos &iacute;ndices de desmatamento observados em 2005 &#91;46&#93;. Em contrapartida, em um cen&aacute;rio onde pol&iacute;ticas de fiscaliza&ccedil;&atilde;o s&atilde;o executadas e a conserva&ccedil;&atilde;o florestal &eacute; economicamente incentivada, o desmatamento e as emiss&otilde;es anuais de CO<sub>2</sub> na Amaz&ocirc;nia e Cerrado reduziriam significativamente at&eacute; 2030 &#91;46&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Contudo a Amaz&ocirc;nia e o Cerrado t&ecirc;m o potencial de manter alta a produ&ccedil;&atilde;o do setor agropecu&aacute;rio em conson&acirc;ncia com a redu&ccedil;&atilde;o do desmatamento. O investimento em propriedades de m&eacute;dio e grande porte, bem como em assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica a pequenos produtores, podem aumentar a produ&ccedil;&atilde;o em &aacute;reas j&aacute; desmatadas e subutilizadas. Essas a&ccedil;&otilde;es gerariam receitas para o Brasil e dariam visibilidade internacional em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s iniciativas de redu&ccedil;&atilde;o das emiss&otilde;es de GEE e preserva&ccedil;&atilde;o da floresta em p&eacute; &#91;30, 47&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Brasil, as mudan&ccedil;as do uso e cobertura da terra representam uma parcela importante das emiss&otilde;es de CO<sub>2</sub>, sendo a convers&atilde;o para agricultura uma forte press&atilde;o sobre as &aacute;reas de vegeta&ccedil;&atilde;o nativa. Nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, o pa&iacute;s despontou como uma pot&ecirc;ncia na exporta&ccedil;&atilde;o de commodities agr&iacute;colas. Entretanto, em alguns biomas a produ&ccedil;&atilde;o muitas vezes est&aacute; relacionada &agrave; degrada&ccedil;&atilde;o ambiental. Ap&oacute;s um per&iacute;odo de reconhecimento mundial e otimismo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; capacidade de redu&ccedil;&atilde;o das emiss&otilde;es de GEE no Brasil, o pa&iacute;s chamou a aten&ccedil;&atilde;o da sociedade civil e da comunidade cient&iacute;fica, nacional e internacional, diante dos novos rumos da governan&ccedil;a ambiental estabelecida no pa&iacute;s, sobretudo a partir de 2019.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O cen&aacute;rio atual alerta para a necessidade de o Brasil consolidar pr&aacute;ticas agr&iacute;colas e de uso e cobertura da terra que sejam mais produtivas e sustent&aacute;veis, atreladas &agrave; gest&atilde;o de terras p&uacute;blicas e preserva&ccedil;&atilde;o dos ecossistemas. &Eacute; tempo de investir em fiscaliza&ccedil;&atilde;o ambiental e promover a moderniza&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento de tecnologias agr&iacute;colas de baixo carbono, sob o custo das emiss&otilde;es que outrora foram evitadas serem impulsionadas em um curto espa&ccedil;o de tempo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>AGRADECIMENTOS</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os autores agradecem a M&aacute;rcio Rojas do MCTI pela disponibiliza&ccedil;&atilde;o dos dados do IV Invent&aacute;rio Nacional e &agrave; Rede Clima, pela coordena&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica-cient&iacute;fica e concess&atilde;o de bolsas de pesquisa. Agradecemos tamb&eacute;m a Mauro Meirelles e aos membros da equipe do MCTI pelas frut&iacute;feras discuss&otilde;es sobre o tema do artigo e &agrave; Agrosat&eacute;lite Geotecnologia Aplicada Ltda e equipe respons&aacute;vel pelo mapeamento do uso e cobertura da terra.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>NOTAS E REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Lobell, D. B. et al. "Prioritizing climate change adaptation needs for food security in 2030". <i>Science</i>. vol. 319, n. 607, 2008.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Frank, S. "Reducing greenhouse gas emissions in agriculture without compromising food security?" <i>Environmental Research Letters</i>. vol. 12, n. 10, 105004, 2017.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Hoegh-Guldberg, O. "Impacts of 1.5ºC Global Warming on Natural and Human Systems". <i>Global warming of 1.5°C</i>. IPCC, Switzerland. 2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC). "Summary for policymakers". <i>Climate change 2013: the physical science basis. Contribution of working group I to the Fifth Assessment Report of the Intergovernmental Panel on Climate Change </i>&#91;Stocker, T.F. et al. (eds.)&#93;. Cambridge University Press, United Kingdom and USA. 2013.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Hoegh-Guldberg, O. "The human imperative of stabilizing global climate change at 1.5°C". <i>Science</i>. vol. 365, n. 1263, 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Brasil. Terceira Comunica&ccedil;&atilde;o Nacional do Brasil &agrave; Conven&ccedil;&atilde;o-Quadro das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Mudan&ccedil;a do Clima  -  Sum&aacute;rio Executivo. Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o. Bras&iacute;lia. 2016. 333 p.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Food and Agriculture Organization of the United Nations - FAO. "The state of forest ecosystems". <i>The state of the world's forests  -  forests, biodiversity and people</i>. Roma, 2020. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.fao.org/state-of-forests/en/" target="_blank">www.fao.org/state-of-forests/en/</a>.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Saatchi, S. S. et al. "Benchmark map of forest carbon stocks in tropical regions across three continents<i>"</i>. <i>Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)</i>. vol. 108, n. 24, p. 9899 - 9904, 2011.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Keenan, R. J. et al. "Dynamics of global forest area: Results from the FAO Global Forest Resources Assessment 2015". <i>Forest Ecology and Management</i>. vol. 352, p. 9-20, 2015.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Sistema de Estimativas de Emiss&otilde;es e Remo&ccedil;&otilde;es de Gases de Efeito Estufa (SEEG). Observat&oacute;rio do Clima. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://plataforma.seeg.eco.br/total_emission#" target="_blank">http://plataforma.seeg.eco.br/total_emission#</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC). "Summary for policymakers". In: <i>Climate change and land: an IPCC special report on climate change, desertification, land degradation, sustainable land management, food security, and greenhouse gas fluxes in terrestrial ecosystems </i>&#91;P.R. Shukla et al. (eds.)&#93;. In press. 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o (MCTI), 2020. Quarta Comunica&ccedil;&atilde;o Nacional do Brasil &agrave; Conven&ccedil;&atilde;o-Quadro das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Mudan&ccedil;a do Clima. 513 p. Dispon&iacute;vel em <a href="https://issuu.com/mctic/docs/quarta_comunicacao_nacional_brasil_unfccc" target="_blank">https://issuu.com/mctic/docs/quarta_comunicacao_nacional_brasil_unfccc</a>. Acesso em 15 de mar&ccedil;o de 2021.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC). "Agriculture, forestry and other land use". In: <i>Guidelines for National Greenhouse Gas Inventories, Prepared by the National Greenhouse Gas Inventories Programme</i>. Eggleston, H. S. et al. (eds). IGES, Japan. 2006.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Prodes. Amaz&ocirc;nia. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://obt.inpe.br/OBT/assuntos/programas/amazonia/prodes" target="_blank">obt.inpe.br/OBT/assuntos/programas/amazonia/prodes</a>. Cerrado - dispon&iacute;vel em: <a href="http://cerrado.obt.inpe.br/" target="_blank">cerrado.obt.inpe.br/</a>. Acesso em: nov. 2020.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. TerraClass. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://terraclass.gov.br/" target="_blank">terraclass.gov.br/</a>. Acesso em: nov. 2020.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. IBGE. Monitoramento da cobertura e uso da terra do Brasil. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://ibge.gov.br/geociencias/cartas-e-mapas/informacoes-ambientais/15831-cobertura-e-uso-da-terra-do-brasil.html?=&t=o-que-e" target="_blank">ibge.gov.br/geociencias/cartas-e-mapas/informacoes-ambientais/15831-cobertura-e-uso-da-terra-do-brasil.html?=&t=o-que-e</a>. Acesso em: nov. 2020.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Projeto de Monitoramento do Desmatamento nos Biomas Brasileiros por Sat&eacute;lite (PMDBBS). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.gov.br/mma/pt-br" target="_blank">mma.gov.br/projeto-de-monitoramento-do-desmatamento-nos-biomas-brasileiros-por-sat%C3%A9lite-pmdbbs.html</a>. Acesso em: nov. 2020.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Laborat&oacute;rio de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (Lapig). Monitoramento territorial e ambiental dos biomas brasileiros e respectivas paisagens naturais e antr&oacute;picas. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://lapig.iesa.ufg.br/lapig/index.php" target="_blank">lapig.iesa.ufg.br/lapig/index.php</a>. Acesso em: nov. 2020.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. SOS Mata Atl&acirc;ntica. <i>Atlas da Mata Atl&acirc;ntica</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.sosma.org.br/iniciativa/atlas-da-mata-atlantica/" target="_blank">sosma.org.br/iniciativa/atlas-da-mata-atlantica/</a>. Acesso em: nov. 2020.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. SOS Pantanal. <i>Atlas da Vegeta&ccedil;&atilde;o e Uso na Bacia do Alto Paraguai</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.sospantanal.org.br/atlas/" target="_blank">sospantanal.org.br/atlas/</a>. Acesso em: nov. 2020.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Sistema de Estimativas de Emiss&otilde;es e Remo&ccedil;&otilde;es de Gases de Efeito Estufa (SEEG). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://seeg.eco.br/o-que-e-o-seeg" target="_blank">http://seeg.eco.br/o-que-e-o-seeg</a>. Acesso em: nov. 2020.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Projeto de Mapeamento Anual da Cobertura e Uso do Solo do Brasil (MapBiomas). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://mapbiomas.org/o-projeto" target="_blank">mapbiomas.org/o-projeto</a>. Acesso em: nov. 2020.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. Brasil. Comunica&ccedil;&atilde;o Nacional Inicial do Brasil &agrave; Conven&ccedil;&atilde;o-Quadro das Na&ccedil;&otilde;es Unidas Sobre Mudan&ccedil;a do Clima. Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia. Coordena&ccedil;&atilde;o-Geral de Mudan&ccedil;as Globais de Clima. Bras&iacute;lia. 2004. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://antigo.mctic.gov.br/mctic/opencms/ciencia/SEPED/clima/Comunicacao_Nacional/Comunicacao_Nacional.html?_ga=2.216900048.792992473.1606746029-2077262962.1601483821" target="_blank">http://antigo.mctic.gov.br/mctic/opencms/ciencia/SEPED/clima/Comunicacao    <!-- ref --><br>   _Nacional/Comunicacao_Nacional.html?_ga=2.216900048.792992473.1606746029-2077262962.1601483821</a></font><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. Brasil. Segunda Comunica&ccedil;&atilde;o Nacional do Brasil &agrave; Conven&ccedil;&atilde;o-Quadro das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Mudan&ccedil;a do Clima. Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia. Coordena&ccedil;&atilde;o-Geral de Mudan&ccedil;as Globais de Clima. Bras&iacute;lia. 2010. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://antigo.mctic.gov.br/mctic/opencms/ciencia/SEPED/clima/Comunicacao_Nacional/Comunicacao_Nacional.html?_ga=2.216900048.792992473.1606746029-2077262962.1601483821" target="_blank">http://antigo.mctic.gov.br/mctic/opencms/ciencia/SEPED/clima/Comunicacao_Nacional/    <!-- ref --><br>   Comunicacao_Nacional.html?_ga=2.216900048.792992473.1606746029-2077262962.1601483821</a></font><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25. Brasil. Terceira Comunica&ccedil;&atilde;o Nacional do Brasil &agrave; Conven&ccedil;&atilde;o-Quadro das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Mudan&ccedil;a do Clima  -  Volume III. Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o. Coordena&ccedil;&atilde;o-Geral de Mudan&ccedil;as Globais de Clima. Bras&iacute;lia. 2016. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://antigo.mctic.gov.br/mctic/opencms/ciencia/SEPED/clima/Comunicacao_Nacional/Comunicacao_Nacional.html?_ga=2.216900048.792992473.1606746029-2077262962.1601483821" target="_blank">http://antigo.mctic.gov.br/mctic/opencms/ciencia/SEPED/clima/Comunicacao_Nacional/Comunicacao    <!-- ref --><br>   _Nacional.html?_ga=2.216900048.792992473.1606746029-2077262962.1601483821</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE). "Manual T&eacute;cnico da Vegeta&ccedil;&atilde;o Brasileira". <i>Manuais t&eacute;cnicos em geoci&ecirc;ncias</i>. 2ª edi&ccedil;&atilde;o, Rio de Janeiro. 2012. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://terrabrasilis.org.br/ecotecadigital/pdf/manual-tecnico-da-vegetacao-brasileira.pdf" target="_blank">terrabrasilis.org.br/ecotecadigital/pdf/manual-tecnico-da-vegetacao-brasileira.pdf</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27. Aguiar, A. P. D. et al. "Land use change emission scenarios: anticipating a forest transition process in the Brazilian Amazon". In: <i>Global Change Biology</i>, vol. 22, n. 5, p. 1821 - 1840, 2016.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">28. Frank, S. et al. "Agricultural non-CO<sub>2</sub> emission reduction potential in the context of the 1.5 °C target". In: <i>Nature Climate Change</i>, vol. 9, p. 66-72. 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">29. Sistema IBGE de Recupera&ccedil;&atilde;o Autom&aacute;tica  -  SIDRA. Produ&ccedil;&atilde;o Agr&iacute;cola Municipal.  Dispon&iacute;vel em: <a href="https://sidra.ibge.gov.br/tabela/1612" target="_blank">sidra.ibge.gov.br/tabela/1612</a>; <a href="https://sidra.ibge.gov.br/tabela/1613" target="_blank">sidra.ibge.gov.br/tabela/1613</a>. Acesso em: nov. 2020.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">30. Stabile, M. C. C. et al. "Solving Brazil's land use puzzle: Increasing production and slowing Amazon deforestation". <i>Land Use Policy</i>. vol. 91, 104362, 2020.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">31. Matopiba: acr&ocirc;nimo formado pelas iniciais de Maranh&atilde;o, Tocantins, Piau&iacute; e Bahia. Designa os 731.735 km<sup>2</sup> de &aacute;reas de Cerrado nesses estados. S&atilde;o 239.824 km<sup>2</sup> distribu&iacute;dos nas mesorregi&otilde;es norte, oeste, centro, leste e sul do Maranh&atilde;o; 277.720 km<sup>2</sup> na por&ccedil;&atilde;o norte do Tocantins; 82.046 km<sup>2</sup> no sudoeste do Piau&iacute;; e 132.145 km<sup>2 </sup>no sudoeste da Bahia.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">32. Noojipady, P. et al. "Forest carbon emissions from cropland expansion in the Brazilian Cerrado biome". <i>Environmental Research Letter</i>. vol. 12, 025004, 2017.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">33. Ara&uacute;jo, M. L. S. et al. "Spatiotemporal dynamics of soybean crop in the Matopiba region, Brazil (1990 - 2015)". <i>Land Use Policy</i>, vol. 80, p. 57-67. 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">34. Fundo Amaz&ocirc;nia. Decreto nº 6.527 de 1º de agosto de 2008, disp&otilde;es sobre o Fundo Amaz&ocirc;nia. Brasil 2008. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/decreto/d6527.htm" target="_blank">planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/decreto/d6527.htm</a>. Acesso: nov. 2020.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">35. The Paris Agreement and NDCs. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://unfccc.int/process-and-meetings/the-paris-agreement/nationally-determined-contributions-ndcs/nationally-determined-contributions-ndcs" target="_blank">unfccc.int/process-and-meetings/the-paris-agreement/the-paris-agreement/nationally-determined-contributions-ndcs</a>. Acesso: deze. 2020.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">36. Entenda melhor a iNDC do Brasil - Acordo de Paris. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://redd.mma.gov.br/pt/noticias-principais/414-entenda-melhor-a-indc-do-brasil" target="_blank">redd.mma.gov.br/pt/noticias-principais/414-entenda-melhor-a-indc-do-brasil</a>. Acesso: out. 2020.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">37. Brasil. Minist&eacute;rio da Agricultura, Pecu&aacute;ria e Abastecimento. Plano setorial de mitiga&ccedil;&atilde;o e de adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas para a consolida&ccedil;&atilde;o de uma economia de baixa emiss&atilde;o de carbono na agricultura: plano ABC (Agricultura de Baixa Emiss&atilde;o de Carbono). Bras&iacute;lia. 173p. 2012.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">38. Plano ABC - Dados de 2018 sobre redu&ccedil;&otilde;es de emiss&otilde;es de gases de efeito estufa da agricultura. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://educaclima.mma.gov.br/dados-de-2018-para-as-reducoes-de-emissoes-de-gases-de-efeito-estufa-da-agricultura/#:~:text=Segundo%20o%20Minist%C3%A9rio%20da%20Agricultura,no%20plano%20setorial%20da%20Agricultura%20" target="_blank">http://educaclima.mma.gov.br/dados-de-2018-para-as-reducoes-de-emissoes-de-gases-de-efeito-estufa-da-agricultura/#:~:text=Segundo%20o%20Minist%C3%A9rio%20da%20Agricultura,no%20plano%20setorial%    <!-- ref --><br>   20da%20Agricultura%20</a>. Acesso: out. 2020.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">39. Brasil. Plano Safra 2019-2020. Minist&eacute;rio da Agricultura, Pecu&aacute;ria e Abastecimento. Secretaria de Pol&iacute;tica Agr&iacute;cola. Bras&iacute;lia. 48p. 2019. 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Acesso nov. 2020.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">41. Brasil. Plano Agr&iacute;cola e Pecu&aacute;rio 2013-2014. Minist&eacute;rio da Agricultura, Pecu&aacute;ria e Abastecimento. Secretaria de Pol&iacute;tica Agr&iacute;cola. Bras&iacute;lia. 126p. 2013. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/politica-agricola/todas-publicacoes-de-politica-agricola/plano-agricola-pecuario" target="_blank">gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/politica-agricola/todas-publicacoes-de-politica-agricola/plano-agricola-pecuario</a>. Acesso nov. 2020.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">42. Albuquerque et al. "An&aacute;lise das emiss&otilde;es brasileiras de gases de efeito estufa e suas implica&ccedil;&otilde;es para as metas de clima do Brasil 1970-2019 (SEEG 8)". Dispon&iacute;vel em: <a href="https://seeg-br.s3.amazonaws.com/Documentos%20Analiticos/SEEG_8/SEEG8_DOC_ANALITICO_SINTESE_1990-2019.pdf" target="_blank">https://seeg-br.s3.amazonaws.com/Documentos%20Analiticos/SEEG_8/SEEG8_DOC_ANALITICO_SINTESE_1990-2019.pdf</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">43. Supremo Tribunal Federal. Come&ccedil;a na segunda-feira (21), a partir das 9h, audi&ecirc;ncia p&uacute;blica que debater&aacute; Fundo do Clima. 2020. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://portal.stf.jus.br/noticias/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=451935&ori=1" target="_blank">portal.stf.jus.br/noticias/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=451935&amp;ori=1</a>. Acesso em: novembro de 2020.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">44. West, T. A. P.; Fearnside, P. M. "Brazil's conservation reform and the reduction of deforestation in Amazonia". <i>Land Use Policy</i>. vol 100, 105072, 2021.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">45. Escobar, H. "Deforestation in the Brazilian Amazon is still rising sharply". <i>Science</i>. vol. 369, 6504, p. 613, 2020. doi: 10.1126/science.369.6504.613</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">46. Rochedo, P. R. R. et al. "The threat of political bargaining to climate mitigation in Brazil". <i>Nature Climate Change</i>. Vol. 8, 695-698. 2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">47. Soterroni, A. C. et al. "Expanding the soy moratorium to Brazil's Cerrado". <i>Science Advances</i>. vol. 5, n. 7, eaav7336, 2019.    </font></p>      ]]></body><back>
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