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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    <br>   AGRICULTURA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Impactos de mudan&ccedil;as do uso da terra sobre a sa&uacute;de humana</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Agostinho Alves de Lima e Silva</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Professor associado de microbiologia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). &Eacute; mestre e doutor em biologia parasit&aacute;ria (bacteriologia) pelo Instituto Osvaldo Cruz (IOC)/Fiocruz</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A homeostase do planeta tem apresentado acelerados sinais de graves perturba&ccedil;&otilde;es em diferentes esferas ambientais. O modelo em curso de produ&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica, desenvolvimento industrial e os modos de uso do solo, entre outros fatores, t&ecirc;m gerado ou acentuado uma diversidade de eventos alarmantes, tais como aumento da temperatura global, perdas na biodiversidade, desiquil&iacute;brios em cadeias alimentares, aumento do n&iacute;vel dos oceanos, contamina&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica da &aacute;gua, solo e alimentos, esgotamento de recursos naturais, al&eacute;m da emerg&ecirc;ncia e aumento de uma diversidade de doen&ccedil;as. A contraposi&ccedil;&atilde;o a esses dram&aacute;ticos problemas ambientais e suas mazelas sociais passa por caminhos como mudan&ccedil;as de concep&ccedil;&atilde;o nos campos industrial, tecnol&oacute;gico e da educa&ccedil;&atilde;o, estabelecimento de novos tipos de rela&ccedil;&atilde;o entre empresas e sociedade, profundas altera&ccedil;&otilde;es em h&aacute;bitos de consumo, al&eacute;m do enfrentamento e negocia&ccedil;&otilde;es por parte da sociedade organizada com os grupos benefici&aacute;rios do atual modelo de desenvolvimento, inclusive, muitas vezes, o pr&oacute;prio Estado. Passa tamb&eacute;m por repensar profundamente sistemas de produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola e de uso da terra, dentro de uma vis&atilde;o sustent&aacute;vel que tem sido expressa em documentos globais hist&oacute;ricos, como a Agenda 21 &#91;1&#93;, a Declara&ccedil;&atilde;o do Mil&ecirc;nio &#91;2&#93; e a Agenda 2030 &#91;3&#93;. Mudan&ccedil;as na biodiversidade, decorrentes de desequil&iacute;brios ambientais e destrui&ccedil;&atilde;o de habitats, al&eacute;m de representarem perda de patrim&ocirc;nio gen&eacute;tico, podem aumentar o risco para doen&ccedil;as transmiss&iacute;veis, uma vez que estas envolvem, fundamentalmente, intera&ccedil;&otilde;es entre esp&eacute;cies.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A despeito da import&acirc;ncia do tema sustentabilidade, o prop&oacute;sito aqui n&atilde;o &eacute; analisar propostas para sua implementa&ccedil;&atilde;o, mas discutir impactos para a sa&uacute;de decorrentes de a&ccedil;&otilde;es relacionadas com mudan&ccedil;as no uso da terra, com &ecirc;nfase em doen&ccedil;as transmiss&iacute;veis.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A express&atilde;o "uso da terra" (ou do solo) corresponde &agrave; maneira a partir da qual o territ&oacute;rio &eacute; explorado e/ou ocupado pelas atividades humanas, enquanto as chamadas "mudan&ccedil;as no uso da terra", conhecidas tamb&eacute;m como LUC (<i>land use change</i>), referem-se &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de convers&otilde;es entre as diferentes categorias de uso do solo que, consequentemente, podem gerar fluxos de CO<sub>2</sub>. No Brasil, pr&aacute;ticas agr&iacute;colas e mudan&ccedil;as no uso da terra, tais como a convers&atilde;o de florestas em pastagens ou &aacute;reas agr&iacute;colas, contribuem fortemente para impacto ambiental. Por exemplo, em 2010 o setor agropecu&aacute;rio (pastagens e agricultura) foi respons&aacute;vel por 37% do total de emiss&otilde;es l&iacute;quidas de gases de efeito estufa (GEE) do pa&iacute;s; em 2016, apesar de ter havido um aumento de 6,2% das emiss&otilde;es de GEE desse setor, pastagens e agricultura foram respons&aacute;veis por 37% do total de emiss&otilde;es l&iacute;quidas &#91;4&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O problema n&atilde;o se restringe &agrave; emiss&atilde;o de gases e altera&ccedil;&otilde;es no clima, embora as pr&oacute;prias mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas em si constituam importante fator de impacto negativo para a biodiversidade, al&eacute;m de ser um agravante para problemas de sa&uacute;de, inclusive doen&ccedil;as emergentes &#91;5&#93;. A&ccedil;&otilde;es antr&oacute;picas como agricultura intensiva, expans&atilde;o de fronteiras agr&iacute;colas para regi&otilde;es com biomas de alta complexidade, desmatamento, substitui&ccedil;&atilde;o de matas nativas para instala&ccedil;&atilde;o de pastagens e processos de irriga&ccedil;&atilde;o em grande escala, entre outros, podem acarretar profundas implica&ccedil;&otilde;es para o ambiente biof&iacute;sico e promover desorganiza&ccedil;&atilde;o de ecossistemas, perturba&ccedil;&otilde;es na estrutura de comunidades microbianas aqu&aacute;ticas e do solo, al&eacute;m de altera&ccedil;&otilde;es em m&uacute;ltiplas escalas nas rela&ccedil;&otilde;es de equil&iacute;brio envolvendo parasitas, vetores, reservat&oacute;rios e hospedeiros.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este problema &eacute; agravado pelo fato de que &oacute;rg&atilde;os estatais da &aacute;rea ambiental com a incumb&ecirc;ncia de fiscalizar e reprimir a&ccedil;&otilde;es danosas ou destrutivas para ecossistemas, dependendo de seu vi&eacute;s ideol&oacute;gico, podem inclusive atuar como propulsores do que deveriam combater. Por exemplo, recente resolu&ccedil;&atilde;o do Conselho Nacional do Meio Ambiente &#91;6&#93; revogou quatro resolu&ccedil;&otilde;es que tratavam de preserva&ccedil;&atilde;o ambiental, sendo duas delas referentes &agrave; prote&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas de vegeta&ccedil;&atilde;o nativa, como manguezais e restingas, decis&atilde;o que s&oacute; ainda n&atilde;o foi implementada por for&ccedil;a de interven&ccedil;&atilde;o do Supremo Tribunal Federal.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>IMPACTOS NA SA&Uacute;DE DECORRENTES DO USO INTENSIVO DE FERTILIZANTES E AGROT&Oacute;XICOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os sistemas agr&iacute;colas tecnificados, baseados no cultivo intensivo de monoculturas, frequentemente fazem uso excessivo de agrot&oacute;xicos e fertilizantes, aumentando a produtividade, mas impactando o ambiente e a sa&uacute;de. No Brasil, a subordina&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica ao mercado de commodities agr&iacute;colas tornou o pa&iacute;s o maior consumidor mundial de agrot&oacute;xicos em n&uacute;meros absolutos. Na contram&atilde;o das legisla&ccedil;&otilde;es de muitas na&ccedil;&otilde;es, o pa&iacute;s d&aacute; incentivos fiscais para a produ&ccedil;&atilde;o e o uso de agrot&oacute;xicos, como uma ferramenta do Estado para ampliar o acesso dos produtores rurais a esses produtos qu&iacute;micos. Segundo estudo do GT Sa&uacute;de e Ambiente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Sa&uacute;de Coletiva (Abrasco), os benef&iacute;cios fiscais concedidos aos agrot&oacute;xicos em 2017 foram de cerca de R$ 10 bilh&otilde;es, enquanto em diversos pa&iacute;ses, ao contr&aacute;rio, estes produtos s&atilde;o taxados de acordo com seu grau de risco &#91;7&#93;. &Eacute; preocupante tamb&eacute;m o fato de diversos agrot&oacute;xicos proibidos em outros pa&iacute;ses serem liberados para uso no Brasil, processo que se acelerou nos &uacute;ltimos anos. Soma-se a isso a Portaria nº 43 de 23/02/2020, do Minist&eacute;rio da Agricultura, que concede autoriza&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica de agrot&oacute;xicos, caso um pedido de registro n&atilde;o seja avaliado em 60 dias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O impacto de agrot&oacute;xicos para a sa&uacute;de inclui manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas variadas, podendo levar a complica&ccedil;&otilde;es como diabetes, malforma&ccedil;&otilde;es cong&ecirc;nitas e v&aacute;rios tipos de c&acirc;ncer. Em n&iacute;vel ambiental, tais produtos s&atilde;o importantes contaminantes de &aacute;guas, plantas e solo, al&eacute;m de promotores de danos &agrave; fauna &#91;8&#93;. Um fen&ocirc;meno pouco conhecido refere-se ao fato de que a exposi&ccedil;&atilde;o de determinados pat&oacute;genos bacterianos e f&uacute;ngicos a certos agrot&oacute;xicos pode aumentar sua resist&ecirc;ncia, respectivamente, a antibi&oacute;ticos e antif&uacute;ngicos usados no tratamento de infec&ccedil;&otilde;es causadas por esses agentes &#91;9; 10&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar de os efeitos adversos dos agrot&oacute;xicos serem mais conhecidos, &eacute; importante destacar que o uso intensivo de fertilizantes, aplicados para aumentar a produtividade do solo, tamb&eacute;m pode trazer problemas para o ambiente e para a sa&uacute;de. Os nutrientes inorg&acirc;nicos comumente usados cont&ecirc;m elementos como N, P e K, e os nitrogenados est&atilde;o entre os mais utilizados. Entre as consequ&ecirc;ncias ambientais do uso de fertilizantes nitrogenados, destaca-se a emiss&atilde;o de GEE, principalmente o &oacute;xido nitroso (N<sub>2</sub>O), cujo efeito &eacute; cerca de 300 vezes maior que o do CO<sub>2 </sub>&#91;11&#93;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Influenciado por mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, o impacto de fertilizantes nitrogenados no ambiente &eacute; um fator cujo agravamento j&aacute; poderia caminhar por si s&oacute;. Estudo realizado nos Estados Unidos estimou que, sem contar os prov&aacute;veis aumentos no uso desses insumos, ou o aumento populacional, mudan&ccedil;as nos padr&otilde;es de precipita&ccedil;&atilde;o impulsionadas por mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas aumentar&atilde;o em cerca de 20% o carreamento de N total dos campos agr&iacute;colas para corpos aqu&aacute;ticos at&eacute; o final do s&eacute;culo XXI. Para compensar tal aumento, seria necess&aacute;ria uma redu&ccedil;&atilde;o de cerca de 30% nas entradas de N &#91;12&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O <i>input</i> de elementos como o N e o P nos ecossistemas aqu&aacute;ticos, proveniente de fertilizantes e outros fatores, tais como a destrui&ccedil;&atilde;o da mata ciliar dos mananciais e descargas de esgoto sem tratamento, s&atilde;o causas do fen&ocirc;meno de eutrofiza&ccedil;&atilde;o. Este envolve uma prolifera&ccedil;&atilde;o descontrolada ("flora&ccedil;&otilde;es") de organismos como algas e cianobact&eacute;rias devido ao enriquecimento artificial do meio aqu&aacute;tico por esses nutrientes. A eutrofiza&ccedil;&atilde;o pode resultar em mudan&ccedil;as na qualidade da &aacute;gua, redu&ccedil;&atilde;o do oxig&ecirc;nio dissolvido, morte de peixes, decr&eacute;scimo na diversidade de esp&eacute;cies da comunidade fitoplanct&ocirc;nica e, no caso das cianobact&eacute;rias, intoxica&ccedil;&otilde;es graves no homem &#91;13&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cianobact&eacute;rias s&atilde;o microrganismos fotolitotr&oacute;ficos  -  utilizam a luz como fonte de energia e compostos inorg&acirc;nicos para seu crescimento  -  cuja import&acirc;ncia para a sa&uacute;de deriva do fato de que algumas esp&eacute;cies liberam na &aacute;gua potentes toxinas (cianotoxinas). Tais subst&acirc;ncias apresentam elevada resist&ecirc;ncia t&eacute;rmica, n&atilde;o sendo inativadas nem pela fervura. Em fun&ccedil;&atilde;o de seu modo principal de a&ccedil;&atilde;o, as cianotoxinas podem ser agrupadas em hepatotoxinas, neurotoxinas e dermatotoxinas &#91;13&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Brasil, em 1988, foi apontada forte evid&ecirc;ncia de correla&ccedil;&atilde;o entre consumo de &aacute;gua contaminada com cianobact&eacute;rias em um reservat&oacute;rio de Itaparica, na Bahia, e 88 mortes, al&eacute;m de mais de dois mil casos de gastroenterite. Em outro epis&oacute;dio, conhecido como "S&iacute;ndrome de Caruaru" (PE), a contamina&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua com cianotoxinas acarretou mais de 70 &oacute;bitos em pacientes renais cr&ocirc;nicos submetidos a sess&otilde;es de hemodi&aacute;lise, al&eacute;m de in&uacute;meros casos de hepatotoxicose grave &#91;14&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mais recentemente, um estudo realizado por pesquisadores brasileiros mostrou que a gravidade de malforma&ccedil;&otilde;es cerebrais causadas pelo v&iacute;rus Zika pode ser exacerbada pela ingest&atilde;o de &aacute;gua contaminada com uma cianotoxina chamada saxitoxina &#91;15&#93;. Estes fatos ilustram como certos componentes da cadeia produtiva agr&iacute;cola e de outras atividades humanas podem contribuir para impactar o ambiente e a sa&uacute;de.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>MUDAN&Ccedil;AS DO USO DA TERRA E DOEN&Ccedil;AS TRANSMISS&Iacute;VEIS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A&ccedil;&otilde;es antr&oacute;picas que determinam a convers&atilde;o de habitats naturais em ecossistemas agr&iacute;colas e em outras formas de mudan&ccedil;as da paisagem ambiental influenciam amplamente o risco de doen&ccedil;as para o ser humano, principalmente as de natureza zoon&oacute;tica. Zoonoses s&atilde;o doen&ccedil;as naturalmente transmiss&iacute;veis entre animais vertebrados e humanos, com transmiss&atilde;o de forma direta ou indireta. A primeira se d&aacute; atrav&eacute;s do contato com secre&ccedil;&otilde;es ou excretas do animal infectado, al&eacute;m de arranhaduras, mordeduras, ou outra forma de exposi&ccedil;&atilde;o direta. A transmiss&atilde;o indireta pode ocorrer, por exemplo, atrav&eacute;s de vetores como mosquitos e carrapatos, ou pelo consumo de alimento contaminado com um pat&oacute;geno (viral, bacteriano, f&uacute;ngico ou parasit&aacute;rio) proveniente de um animal. De acordo com a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de, existem mais de 200 doen&ccedil;as transmiss&iacute;veis caracterizadas como zoonoses. Estas respondem por quase dois ter&ccedil;os das doen&ccedil;as infecciosas emergentes, e mais de 70% delas t&ecirc;m origem em animais silvestres &#91;16&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Desmatamento e intensifica&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola exercem forte influ&ecirc;ncia sobre a incid&ecirc;ncia de zoonoses, uma vez que promovem destrui&ccedil;&atilde;o ou modifica&ccedil;&atilde;o dr&aacute;stica de habitats naturais e &aacute;reas de vida de diferentes esp&eacute;cies. Al&eacute;m disso, alteram o comportamento de muitos hospedeiros de pat&oacute;genos, for&ccedil;ando-os a viverem mais pr&oacute;ximos do homem. Matas tropicais com alta diversidade de mam&iacute;feros expostas a a&ccedil;&otilde;es de mudan&ccedil;as do uso da terra se destacam em termos de risco mais elevado para emerg&ecirc;ncia de doen&ccedil;as zoon&oacute;ticas &#91;17&#93;, sendo que, no caso de desmatamento em grande escala, as implica&ccedil;&otilde;es para doen&ccedil;as infecciosas emergentes parecem ser mais imediatas &#91;18&#93;. Uma prov&aacute;vel liga&ccedil;&atilde;o entre mudan&ccedil;as antropog&ecirc;nicas no uso da terra e a recente pandemia de covid-19  -  virose que parece ter emergido de morcego como reservat&oacute;rio prim&aacute;rio e pangolins como hospedeiros intermedi&aacute;rios  -  ilustra a necessidade urgente de entender como o impacto da a&ccedil;&atilde;o humana nos ambientes naturais pode afetar o risco de transmiss&atilde;o de doen&ccedil;as zoon&oacute;ticas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo uma ampla revis&atilde;o de Gottdenker e colaboradores &#91;19&#93;, al&eacute;m de desmatamento e agricultura/pecu&aacute;ria, a fragmenta&ccedil;&atilde;o de floresta e de habitat s&atilde;o outros eventos relacionados a mudan&ccedil;as de uso da terra que influenciam mais comumente a transmiss&atilde;o de doen&ccedil;as infecciosas no mundo. Nesse estudo, cerca de 60% das publica&ccedil;&otilde;es documentaram aumento na abund&acirc;ncia e/ou transmiss&atilde;o de pat&oacute;genos em resposta a tais modifica&ccedil;&otilde;es no ambiente. Como mecanismos que influenciam a transmiss&atilde;o de doen&ccedil;as infecciosas foram apontadas altera&ccedil;&otilde;es para o nicho do vetor, hospedeiro ou pat&oacute;geno, mudan&ccedil;as na estrutura de comunidades (por exemplo, na diversidade ou na composi&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies), bem como mudan&ccedil;as no comportamento, movimento e distribui&ccedil;&atilde;o espacial de vetores e/ ou hospedeiros &#91;19&#93;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os eventos de fragmenta&ccedil;&atilde;o de floresta e de habitat, mencionados acima, se referem a um fen&ocirc;meno de divis&atilde;o em partes de uma dada unidade do ambiente, e tem como uma de suas principais causas mudan&ccedil;as do uso da terra, como o desmatamento. As &aacute;reas fragmentadas, geradas pela divis&atilde;o de um habitat cont&iacute;nuo, passam a apresentar condi&ccedil;&otilde;es diferentes em seu entorno, e podem se tornar mais ou menos isoladas. Tais altera&ccedil;&otilde;es afetam a estrutura das comunidades de hospedeiros, reservat&oacute;rios e vetores que ali residem, e representam importante causa da perda de biodiversidade, fator este que, como veremos &agrave; frente, aumenta o risco para doen&ccedil;as zoon&oacute;ticas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A diminui&ccedil;&atilde;o da biodiversidade em uma &aacute;rea fragmentada de mata pode favorecer o isolamento e aumento da densidade de um determinado animal reservat&oacute;rio (como os macacos para o v&iacute;rus da febre amarela silvestre), bem como do vetor que se alimenta preferencialmente nesse animal, facilitando assim uma maior circula&ccedil;&atilde;o do pat&oacute;geno. Por exemplo, estudos mostraram aumento na incid&ecirc;ncia da doen&ccedil;a de Lyme em &aacute;rea de fragmenta&ccedil;&atilde;o de floresta na Am&eacute;rica do Norte &#91;20&#93; e da febre maculosa brasileira em &aacute;rea de diminui&ccedil;&atilde;o de vertebrados silvestres, devido ao desmatamento/fragmenta&ccedil;&atilde;o de Mata Atl&acirc;ntica em S&atilde;o Paulo &#91;21&#93;. Ambas s&atilde;o doen&ccedil;as transmitidas por carrapatos, sendo a primeira causada pela bact&eacute;ria <i>Borrelia burgdorferi </i>e a segunda pela <i>Rickettsia rickettsii</i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outro cen&aacute;rio que favorece a expans&atilde;o local de doen&ccedil;as zoon&oacute;ticas epid&ecirc;micas s&atilde;o as bordas dos fragmentos de vegeta&ccedil;&atilde;o preservados. Essas regi&otilde;es, marcadamente influenciadas pelo ambiente circundante modificado, s&atilde;o frequentemente distintas ecologicamente do interior do fragmento, gerando o chamado "efeito de borda". Tais mudan&ccedil;as no habitat remanescente s&atilde;o importante causa de altera&ccedil;&otilde;es nas comunidades biol&oacute;gicas e na biodiversidade. Popula&ccedil;&otilde;es residentes na proximidade de bordas de florestas desmatadas apresentam maior risco de aquisi&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as zoon&oacute;ticas devido ao maior contato com vetores e &agrave; redu&ccedil;&atilde;o da biodiversidade nesses habitats &#91;22&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os impactos de atividades como a agricultura intensiva s&atilde;o relativamente bem caracterizados em alguns setores, como os relacionados &agrave; contabiliza&ccedil;&atilde;o de emiss&otilde;es de carbono e perda de biodiversidade, mas s&atilde;o menos conhecidos para a sa&uacute;de. Com base nessa premissa, Shah e colaboradores &#91;23&#93; investigaram a rela&ccedil;&atilde;o entre agricultura intensiva e doen&ccedil;as infecciosas no sudeste asi&aacute;tico e conclu&iacute;ram que pessoas que residem ou trabalham em terras agr&iacute;colas apresentam quase duas vezes maior probabilidade de estarem infectadas com um pat&oacute;geno do que o grupo controle n&atilde;o exposto, com efeitos mais pronunciados em certas monoculturas florestais, al&eacute;m da pecu&aacute;ria.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar de consistentes evid&ecirc;ncias de uma associa&ccedil;&atilde;o entre a perda da biodiversidade por altera&ccedil;&otilde;es antr&oacute;picas na paisagem e um consequente aumento do risco para doen&ccedil;as infecciosas zoon&oacute;ticas, os mecanismos espec&iacute;ficos pelos quais isso ocorre ainda n&atilde;o s&atilde;o plenamente compreendidos. Um interessante modelo denominado "efeito de dilui&ccedil;&atilde;o" postula que a diversidade do hospedeiro &eacute; um fator que pode inibir a abund&acirc;ncia do pat&oacute;geno &#91;24&#93;. Ou seja, ao contr&aacute;rio do que ocorre com a perda da biodiversidade, uma elevada diversidade de esp&eacute;cies tende a diluir as intera&ccedil;&otilde;es entre hospedeiro-pat&oacute;geno-ambiente e vetor, reduzindo assim o risco de transmiss&atilde;o do pat&oacute;geno, tanto para doen&ccedil;as estabelecidas quanto para doen&ccedil;as emergentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para compreender melhor o efeito de dilui&ccedil;&atilde;o na transmiss&atilde;o de doen&ccedil;as, tomemos como exemplo um habitat com alta biodiversidade, onde um vetor pode se alimentar tanto em um animal considerado bom hospedeiro para um determinado pat&oacute;geno viral quanto em variados animais n&atilde;o competentes para sua manuten&ccedil;&atilde;o. Ao se alimentar nestes &uacute;ltimos, o vetor n&atilde;o ser&aacute; infectado ou apresentar&aacute; uma carga viral t&atilde;o baixa que impedir&aacute; a transmiss&atilde;o do v&iacute;rus por ocasi&atilde;o da alimenta&ccedil;&atilde;o desse vetor em humanos. Maior biodiversidade pode implicar tamb&eacute;m a ocorr&ecirc;ncia de animais menos permissivos para um vetor, removendo-o ou eliminando-o quando este tenta se alimentar, diminuindo assim a din&acirc;mica de circula&ccedil;&atilde;o do pat&oacute;geno. &Eacute; preciso considerar ainda que certos hospedeiros prim&aacute;rios para alguns pat&oacute;genos s&atilde;o mais resilientes ecologicamente, e aumentam em abund&acirc;ncia quando a biodiversidade &eacute; perdida &#91;25&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como apontado, o aumento de hospedeiros zoon&oacute;ticos em ambientes alterados devido a mudan&ccedil;as do uso da terra implica em aumento do risco de doen&ccedil;as zoon&oacute;ticas. Um estudo recente acrescentou, inclusive, que tal influ&ecirc;ncia &eacute; sustentada por mudan&ccedil;as ecol&oacute;gicas previs&iacute;veis &#91;26&#93;. Esse estudo, baseado em modelagem ecol&oacute;gica e investiga&ccedil;&atilde;o de banco de dados, abrangendo milhares de comunidades ecol&oacute;gicas do mundo e centenas de esp&eacute;cies hospedeiras, mostrou que os hospedeiros silvestres de pat&oacute;genos e parasitas compartilhados por humanos predominam em locais submetidos a um impacto antr&oacute;pico substancial, tais como ecossistemas secund&aacute;rios e agr&iacute;colas, em compara&ccedil;&atilde;o com habitats n&atilde;o perturbados pr&oacute;ximos. A magnitude desse efeito apresenta varia&ccedil;&otilde;es taxon&ocirc;micas, mas &eacute; mais forte em esp&eacute;cies hospedeiras zoon&oacute;ticas de roedores, morcegos e passeriformes, sugerindo ser este um fator que sustenta a import&acirc;ncia global desses t&aacute;xons como reservat&oacute;rios zoon&oacute;ticos &#91;26&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A <a href="/img/revistas/cic/v73n1/a05fig01.jpg">figura 1</a> ilustra a complexidade dos fatores e sistemas associados a mudan&ccedil;as no uso da terra e transmiss&atilde;o de doen&ccedil;as zoon&oacute;ticas. Compreender melhor os mecanismos pelos quais tais mudan&ccedil;as influenciam e predisp&otilde;em a um maior risco para ocorr&ecirc;ncia de doen&ccedil;as &eacute; um grande desafio, o qual n&atilde;o parece pass&iacute;vel de resolu&ccedil;&atilde;o se ficar sob a responsabilidade de uma &uacute;nica especialidade. Certamente este caminho ser&aacute; trilhado de modo mais consistente se aliar estudos experimentais a an&aacute;lises de modelagem e partir de uma abordagem multidisciplinar, envolvendo estrat&eacute;gias e projetos de investiga&ccedil;&atilde;o constru&iacute;dos conjuntamente por microbiologistas, epidemiologistas, bi&oacute;logos moleculares, ec&oacute;logos, cientistas sociais e outros profissionais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Agenda 21 Global -Minist&eacute;rio do Meio Ambiente. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.mma.gov.br/responsabilidade-socioambiental/agenda-21/agenda-21-global.html" target="_blank">https://www.mma.gov.br/responsabilidade-socioambiental/agenda-21/agenda-21-global.html</a>.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas. <i>Declara&ccedil;&atilde;o do Mil&ecirc;nio. </i>Nova Iorque: ONU, set. 2000. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.caumg.gov.br/wp-content/uploads/2016/06/Declaracao-do-milenio-ONU.pdf" target="_blank">https://www.caumg.gov.br/wp-content/uploads/2016/06/Declaracao-do-milenio-ONU.pdf</a>.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustent&aacute;vel. Na&ccedil;&otilde;es Unidas-Brasil. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://brasil.un.org/pt-br/91863-agenda-2030-para-o-desenvolvimento-sustentavel" target="_blank">https://brasil.un.org/pt-br/91863-agenda-2030-para-o-desenvolvimento-sustentavel</a>.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o (MCTI), 2020. Quarta Comunica&ccedil;&atilde;o Nacional do Brasil &agrave; Conven&ccedil;&atilde;o-Quadro das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Mudan&ccedil;a do Clima. 513 p. Dispon&iacute;vel em <a href="https://issuu.com/mctic/docs/quarta_comunicacao_nacional_brasil_unfccc" target="_blank">https://issuu.com/mctic/docs/quarta_comunicacao_nacional_brasil_unfccc</a>. Acesso em 15 de mar&ccedil;o de 2021.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Silva, P. L. A. "Biodiversidade e mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas no Brasil: levantamento e sistematiza&ccedil;&atilde;o de refer&ecirc;ncias". WWF Brasil (Relat&oacute;rio). Bras&iacute;lia, 2018. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://d3nehc6yl9qzo4.cloudfront.net/downloads/WWF_Levantamento_21maio18_nr09.pdf" target="_blank">https://d3nehc6yl9qzo4.cloudfront.net/downloads/WWF_Levantamento_21maio18_nr09.pdf</a>.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Minist&eacute;rio do Meio Ambiente. Departamento do Sistema Nacional do Meio Ambiente - DSISNAMA. Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Resultado da 135ª Reuni&atilde;o Ordin&aacute;ria do Conama. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www2.mma.gov.br/port/conama/reuniao/dir1923/ Resultado_135RO.pdf#page=1&amp;zoom=auto,-230,792" target="_blank">http://www2.mma.gov.br/port/conama/reuniao/dir1923/ Resultado_135RO.pdf#page=1&zoom=auto,-230,792</a>.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Soares, W. L.; Cunha, L. N.; Porto, M. F. S. "Uma pol&iacute;tica de incentivo fiscal a agrot&oacute;xicos no Brasil &eacute; injustific&aacute;vel e insustent&aacute;vel". Relat&oacute;rio produzido pela Abrasco atrav&eacute;s do GT Sa&uacute;de e Ambiente, com o apoio do Instituto Ibirapitanga. Rio de Janeiro: Abrasco, 2020. 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Typhimurium and <i>Escherichia coli</i> antibiotic responses". <i>Microbiology (Reading)</i>, v. 163, n. 12, p. 1791-1801, 2017.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Ara&uacute;jo, I. C. S. et al.  &#171; Resist&ecirc;ncia cruzada entre agrot&oacute;xicos e antif&uacute;ngicos de uso cl&iacute;nico contra <i>Cryptococcus neoformans"</i>. Revista <i>Ceuma Perspectivas</i>, Edi&ccedil;&atilde;o Especial. I F&oacute;rum de Meio Ambiente do Estado do Maranh&atilde;o, Ceuma. Vol. 30, n. 1, 2017.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Parker, N. W.; Behringer, E. C. "Nitrous oxide: a global toxicological effect to consider". <i>Anesthesiology</i>, v. 110, n. 5, p. 1195, 2009.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Sinha, E.; Michalak, A. M.; Balaji, V. "Eutrophication will increase during the 21st century as a result of precipitation changes". <i>Science</i>, v. 357, n. 6349, p. 405-408, 2017.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Carvalho, M .C. et al. "Manual de cianobact&eacute;rias planct&ocirc;nicas: legisla&ccedil;&atilde;o, orienta&ccedil;&otilde;es para o monitoramento e aspectos ambientais, S&atilde;o Paulo: Cetesb, 2013. 56 p.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Carmichael, W. W. et al. "Human fatalities from cyanobacteria: chemical and biological evidence for cyanotoxins". <i>Environmental Health Perspectives</i>, v. 109, n. 7, 663-668, 2001.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Pedrosa, C. D. S. G. et al. 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"Impacts of biodiversity on the emergence and transmission of infectious diseases". <i>Nature</i>, v. 468, 647-652, 2010.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26. Gibb, R.; Redding, D. W.; Chin, K. Q.; Donnelly, C. A.; Blackburn, T. M. et al. "Zoonotic host diversity increases in human-dominated ecosystems". <i>Nature</i>. 584, 398-402. 2020. <a href="https://doi.org/10.1038/s41586-020-2562-8" target="_blank">https://doi.org/10.1038/s41586-020-2562-8</a></font> ]]></body><back>
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