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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    <br>   AGRICULTURA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Sistemas agr&iacute;colas adaptados &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Eduardo Delgado Assad</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Engenheiro agr&iacute;cola pela Universidade Federal de Vi&ccedil;osa (UFV), doutor em ci&ecirc;ncias e manejo de &aacute;gua pela Universidade de Ci&ecirc;ncias e T&eacute;cnicas de Montpellier, Fran&ccedil;a, e pesquisador da Embrapa Inform&aacute;tica Agropecu&aacute;ria. &Eacute; membro do comit&ecirc; cient&iacute;fico do Painel Brasileiro de Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas e professor do Mestrado em Agroneg&oacute;cio da Funda&ccedil;&atilde;o Get&uacute;lio Vargas (FGV - EESP)</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nos &uacute;ltimos 500 mil anos a temperatura na Terra tem variado e os melhores registros foram obtidos por meio dos testemunhos de gelo perfurados nos mantos gelados da Ant&aacute;rtida e da Groenl&acirc;ndia &#91;1&#93;. Nesses registros foram observadas tr&ecirc;s idades do gelo: h&aacute; cerca de 350 mil, de 260 mil e de 150 mil anos. Entretanto, registros apontam que h&aacute; cerca de 10 mil anos as temperaturas retornaram para um clima interglacial quente &#91;1&#93;, que marca o que os ge&oacute;logos designam por &Eacute;poca Holoc&ecirc;nica. Essa mudan&ccedil;a marca tamb&eacute;m a passagem do <i>Homo sapiens</i> de ca&ccedil;ador-coletor  -  portanto, n&ocirc;made  -  para agricultor, capaz de fabricar instrumentos, como machados e enxadas, a partir de pedras polidas. Esta mudan&ccedil;a tem sido considerada a origem da revolu&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola neol&iacute;tica &#91;2, 3&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A rigor, pesquisas apontam para v&aacute;rios centros de origem da agricultura: na regi&atilde;o da S&iacute;ria-Palestina e na Papua-Nova Guin&eacute;, h&aacute; cerca de 10 mil anos; no sul do M&eacute;xico, entre 9 mil e 4 mil anos atr&aacute;s; na China, entre 8 mil e 6 mil anos atr&aacute;s; al&eacute;m de registros de figueiras plantadas no vale do Jord&atilde;o, h&aacute; cerca de 11 mil anos &#91;2&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir da&iacute;, a popula&ccedil;&atilde;o mundial vem crescendo expressivamente e observa-se um aumento da demanda por produtos agr&iacute;colas, sem que isto signifique necessariamente melhoria da qualidade e da distribui&ccedil;&atilde;o de alimentos &#91;3&#93;. Dos primeiros cultivos aos dias de hoje, a evolu&ccedil;&atilde;o do conhecimento e da tecnologia permitiram mudan&ccedil;as significativas na produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola. T&eacute;cnicas e sistemas de produ&ccedil;&atilde;o tornaram-se cada vez mais eficientes; a produtividade de culturas aumentou; a qualidade dos produtos agropecu&aacute;rios foi modificada; e a m&atilde;o de obra empregada diminuiu de tamanho &agrave; medida que as t&eacute;cnicas se tornaram mais eficientes &#91;4&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como consequ&ecirc;ncia, foram necess&aacute;rias transforma&ccedil;&otilde;es nos sistemas de produ&ccedil;&atilde;o, que passaram sucessivamente da derrubada-queimada para os sistemas de cultivo de sequeiro e irrigados; seguidos de sistemas de preparo do solo ap&oacute;s pousio, primeiro com tra&ccedil;&atilde;o animal e posteriormente com tra&ccedil;&atilde;o motorizada; at&eacute; as grandes transforma&ccedil;&otilde;es que ocorreram a partir de meados do s&eacute;culo XIX e que se intensificaram na segunda metade do s&eacute;culo XX, ap&oacute;s as grandes guerras mundiais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A fertiliza&ccedil;&atilde;o dos solos, o uso de defensivos agr&iacute;colas, o melhoramento gen&eacute;tico de plantas e animais, a amplia&ccedil;&atilde;o dos conhecimentos sobre fisiologia e demanda de &aacute;gua de plantas e sobre aptid&atilde;o de terras para culturas, o uso de m&aacute;quinas cada vez mais pesadas e muitas outras t&eacute;cnicas, fizeram com que a produtividade das culturas se ampliasse muito, comparadas com a agricultura praticada h&aacute; 5 mil anos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Essas transforma&ccedil;&otilde;es ao longo desses 10 mil anos n&atilde;o foram uniformes em todas as regi&otilde;es do planeta nem proporcionaram um padr&atilde;o &uacute;nico de atividade agr&iacute;cola. Ao contr&aacute;rio, at&eacute; os dias de hoje observam-se grandes contrastes entre os sistemas de produ&ccedil;&atilde;o e a produtividade de culturas, tanto entre pa&iacute;ses quanto entre popula&ccedil;&otilde;es de padr&otilde;es socioecon&ocirc;micos distintos &#91;4&#93;. O contraste &eacute; traduzido em termos de distribui&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica da inseguran&ccedil;a alimentar no mundo. Estima-se que 2 bilh&otilde;es de pessoas no mundo vivem em condi&ccedil;&otilde;es de inseguran&ccedil;a alimentar, sendo 1,03 bilh&otilde;es na &Aacute;sia, 675 milh&otilde;es na &Aacute;frica, 205 milh&otilde;es na Am&eacute;rica Latina e Caribe, 88 milh&otilde;es na Am&eacute;rica do Norte e Europa, e 5,9 milh&otilde;es na Oceania &#91;5&#93;. Tais diferen&ccedil;as regionais trazem tamb&eacute;m importantes desequil&iacute;brios no planeta em termos de emiss&otilde;es de gases de efeito estufa. Mas quais as consequ&ecirc;ncias dessas transforma&ccedil;&otilde;es no equil&iacute;brio do planeta?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Num horizonte temporal de mais de 200 anos, algumas descobertas e evid&ecirc;ncias foram se acumulando e mostrando que o planeta est&aacute; se aquecendo cada vez mais. No ano de 1824, o matem&aacute;tico franc&ecirc;s Jean batista Fourier calculou que a Terra seria muito mais fria se n&atilde;o existisse atmosfera. Como a atmosfera &eacute; composta por gases, come&ccedil;ou ent&atilde;o a se delinear o conceito de efeito estufa, contestado por alguns negacionistas at&eacute; hoje. Na verdade, o efeito estufa &eacute; um fen&ocirc;meno natural, causado pela presen&ccedil;a de gases  -  chamados de gases de efeito estufa (GEE)  -  na atmosfera. Sem a ajuda do efeito estufa natural, o Sol n&atilde;o conseguiria aquecer a Terra o suficiente para que ela fosse habit&aacute;vel e atingisse temperaturas m&eacute;dias de 15º C. Parte das emiss&otilde;es desses GEE &eacute; resultante das atividades agr&iacute;colas modernas &#91;6&#93; e a concentra&ccedil;&atilde;o deles na atmosfera est&aacute; aumentando.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>AS EMISS&Otilde;ES NO MUNDO E NO BRASIL: PRINCIPAIS DIFEREN&Ccedil;AS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A emiss&atilde;o de gases nos &uacute;ltimos 100 anos tem provocado o aumento da temperatura do planeta al&eacute;m daquela resultante dos fen&ocirc;menos naturais. Esse aumento j&aacute; ultrapassou 1º C nesse per&iacute;odo. Os acordos internacionais que visam a redu&ccedil;&atilde;o das emiss&otilde;es de GEE t&ecirc;m como meta evitar que a temperatura atinja um aumento de 1,5º C.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estudos indicam que existe 100% de probabilidade de se atingir 2º C at&eacute; 2050 &#91;7&#93;. As emiss&otilde;es s&atilde;o contabilizadas todos os anos de acordo com crit&eacute;rios definidos pelo Painel Intergovernamental para a Mudan&ccedil;a de Clima (IPCC). Normalmente, para efeito de compara&ccedil;&atilde;o das emiss&otilde;es entre os pa&iacute;ses, o protocolo utilizado consta das diretrizes para os invent&aacute;rios nacionais de GEE &#91;8&#93;. De maneira global, os setores que mais emitem s&atilde;o energia (incluindo transporte, ind&uacute;stria e constru&ccedil;&atilde;o), com 72%; e agricultura, floresta e mudan&ccedil;a do uso do solo, com 18% &#91;9&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Brasil, os maiores aumentos nas emiss&otilde;es de GEE, traduzidos em CO<sub>2</sub> eq. de 2010 para 2016 (<a href="/img/revistas/cic/v73n1/a07tab01.jpg">Tabela 1</a>) est&atilde;o na mudan&ccedil;a do uso do solo (57,4%), seguido de energia e res&iacute;duos (7,2%) e agropecu&aacute;ria (6,3%), que apresentou a menor varia&ccedil;&atilde;o nas emiss&otilde;es nesse per&iacute;odo &#91;10&#93;. Isso evidencia um esfor&ccedil;o de promover a redu&ccedil;&atilde;o das emiss&otilde;es com ado&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas de produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola mais equilibradas. Comparado com as emiss&otilde;es do planeta, a situa&ccedil;&atilde;o no Brasil &eacute; inversa, ou seja, a mudan&ccedil;a do uso do solo (LULUCF da sigla em ingl&ecirc;s), provocada principalmente pelo desmatamento, &eacute; a principal respons&aacute;vel pelas emiss&otilde;es totais, e n&atilde;o ind&uacute;stria/energia/transporte. Al&eacute;m disso, provoca perda de biodiversidade, altera&ccedil;&atilde;o no ciclo hidrol&oacute;gico e aumento da vulnerabilidade ambiental, entre outros. O controle do desmatamento portanto &eacute; urgente e necess&aacute;rio, caso contr&aacute;rio n&atilde;o ser&atilde;o atingidas as metas do Acordo de Paris.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>IMPACTOS DO CLIMA NA AGRICULTURA BRASILEIRA</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O aumento da temperatura provocado pelo aumento das emiss&otilde;es de GEE causa importantes impactos na agropecu&aacute;ria. Os mais frequentes no Brasil s&atilde;o abortamento de flores no caf&eacute;, no feij&atilde;o e na laranja, tendo como consequ&ecirc;ncia redu&ccedil;&atilde;o da produtividade; redu&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o de leite; abortamento nas porcas prenhas; e morte dos pintos de um dia. Mais recentemente, observaram-se &oacute;bitos em bovinos. Na produ&ccedil;&atilde;o de gr&atilde;os, o aumento da defici&ecirc;ncia h&iacute;drica tem provocado redu&ccedil;&atilde;o na produtividade das lavouras de milho safrinha e soja, principalmente em &aacute;reas do sul do Brasil e nos estados de Goi&aacute;s e Mato Grosso do Sul. No Rio Grande do Sul, em 2020, as perdas na produ&ccedil;&atilde;o da soja devidas &agrave; seca ultrapassaram 40%, e na produ&ccedil;&atilde;o de milho, 30% &#91;11&#93;. Estudos em andamento apontam que esse fen&ocirc;meno vem se repetindo com frequ&ecirc;ncia nos &uacute;ltimos dez anos, o que indica n&atilde;o se tratar de um fen&ocirc;meno c&iacute;clico. A defici&ecirc;ncia h&iacute;drica tem sido persistente ao longo dos anos e est&aacute; diretamente vinculada ao aumento da temperatura. Somente com mudan&ccedil;a de sistemas de produ&ccedil;&atilde;o, para sistemas mais resilientes e adaptados, a perda de gr&atilde;os pode ser reduzida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A incid&ecirc;ncia de pragas e doen&ccedil;as em plantas cultivadas tamb&eacute;m pode ser afetada pelas mudan&ccedil;as do clima, por meio de efeitos diretos e indiretos sobre a planta hospedeira, sobre o pat&oacute;geno e sobre a intera&ccedil;&atilde;o entre eles, al&eacute;m de alterar a a&ccedil;&atilde;o de agentes de controle biol&oacute;gico e vetores &#91;12&#93;. Aumentos de temperatura e de umidade no ar e no solo podem tamb&eacute;m aumentar a incid&ecirc;ncia de doen&ccedil;as em arroz &#91;13&#93; e caf&eacute; &#91;14&#93;. Uma vez que o ambiente, os pat&oacute;genos e os insetos est&atilde;o interligados, as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas influenciar&atilde;o a geografia e a distribui&ccedil;&atilde;o das mesmas, podendo causar impactos nas culturas &#91;12&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A an&aacute;lise do risco de perda de produ&ccedil;&atilde;o, com rela&ccedil;&atilde;o ao aumento da temperatura feita para as culturas de algod&atilde;o, arroz, caf&eacute;, cana-de-a&ccedil;&uacute;car, feij&atilde;o, girassol, milho e soja, para diferentes cen&aacute;rios, supondo um aquecimento m&eacute;dio igual ou superior a 4° C para todos os munic&iacute;pios do Brasil (<a href="/img/revistas/cic/v73n1/a07fig01.jpg">Figura 1</a>), aponta que somente na cana-de-a&ccedil;&uacute;car o impacto &eacute; positivo &#91;15&#93;. As culturas de algod&atilde;o, arroz, caf&eacute;, feij&atilde;o, girassol, milho e soja teriam perda de produtividade, principalmente por defici&ecirc;ncia h&iacute;drica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com a mudan&ccedil;a clim&aacute;tica, os riscos para a seguran&ccedil;a alimentar e nutricional s&atilde;o multiplicados devido ao aumento na frequ&ecirc;ncia e intensidade de eventos extremos e desastres relacionados com o clima. O aumento da temperatura m&eacute;dia tamb&eacute;m implica em altera&ccedil;&otilde;es na precipita&ccedil;&atilde;o e vento, dentre outros fatores. O maior indicador de perda de produtividade, principalmente nos gr&atilde;os, &eacute; a defi ci&ecirc;ncia h&iacute;drica, diretamente relacionada com o aumento da temperatura e as altera&ccedil;&otilde;es no regime de chuvas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As regi&otilde;es brasileiras mais vulner&aacute;veis &agrave; mudan&ccedil;a do clima no Brasil seriam a Amaz&ocirc;nia e o Nordeste. A redu&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea de baixo risco clim&aacute;tico de produ&ccedil;&atilde;o para a agricultura deve promover fortes perdas agr&iacute;colas nessas regi&otilde;es &#91;15&#93;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ESFOR&Ccedil;O DE MITIGA&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Desde 2010, com a cria&ccedil;&atilde;o do Plano Setorial de Mitiga&ccedil;&atilde;o e de Adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas para a Consolida&ccedil;&atilde;o de uma Economia de Baixa Emiss&atilde;o de Carbono na Agricultura (Plano ABC) &#91;16&#93;, um grande esfor&ccedil;o tem sido feito para reduzir as emiss&otilde;es de GEE na agricultura brasileira. Antes da cria&ccedil;&atilde;o do plano ABC, foram feitas estimativas que mostravam qual o potencial de mitiga&ccedil;&atilde;o da agricultura no pa&iacute;s, que poderia ser levado para discuss&atilde;o no acordo de Copenhague. Nesse in&iacute;cio, foram intensamente discutidas as pr&aacute;ticas agr&iacute;colas que mais poderiam reduzir as emiss&otilde;es na agricultura. Muito pouco foi discutido a respeito de adapta&ccedil;&atilde;o, cujas a&ccedil;&otilde;es seriam benef&iacute;cios adicionais &#91;17&#93;. O foco era mitiga&ccedil;&atilde;o, tanto para o Acordo de Copenhague como para o Acordo de Paris.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esse esfor&ccedil;o de mitiga&ccedil;&atilde;o reflete os resultados relacionados ao ent&atilde;o Acordo de Copenhague, onde foram atingidas mais de 90% das metas em 10 anos &#91;17&#93;. A mitiga&ccedil;&atilde;o pode minimizar os efeitos do aquecimento nos m&eacute;dio e longo prazos. J&aacute; a adapta&ccedil;&atilde;o teria efeitos no curto prazo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>OS PRINCIPAIS DESAFIOS PARA A ADAPTA&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>"A adapta&ccedil;&atilde;o da agropecu&aacute;ria &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas pode ser vista como um processo para promover o uso de pr&aacute;ticas de gest&atilde;o baseadas em ecossistemas (solu&ccedil;&otilde;es baseadas na natureza), que podem fornecer resultados positivos. Em sistemas agr&iacute;colas, adaptar implica adotar pr&aacute;ticas de manejo que aproveitem a biodiversidade, os servi&ccedil;os ecossist&ecirc;micos e os processos ecol&oacute;gicos de biomas naturais ou modificados, como base para ajudar a aumentar a capacidade das culturas e da pecu&aacute;ria de se adaptar &agrave;s mudan&ccedil;as e &agrave;s varia&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas"</i> &#91;17&#93;.</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O esfor&ccedil;o da adapta&ccedil;&atilde;o segue dois caminhos b&aacute;sicos. O primeiro, a melhoria dos sistemas de produ&ccedil;&atilde;o como recupera&ccedil;&atilde;o de pastagens, integra&ccedil;&atilde;o lavoura-pecu&aacute;ria, lavoura-pecu&aacute;ria-floresta, dentre outros. A ideia &eacute; propor uma produ&ccedil;&atilde;o sustent&aacute;vel, integrando atividades pecu&aacute;rias, agr&iacute;colas e florestais em uma mesma &aacute;rea, em sistema de cultivo consorciado, rotacionado ou de sucess&atilde;o. Com isso, o agricultor consegue alcan&ccedil;ar uma sinergia maior entre os diversos componentes desse sistema e usufruir das vantagens de cada cultura. Por exemplo, o plantio de &aacute;rvores, ex&oacute;ticas ou nativas, al&eacute;m de contribuir para fixa&ccedil;&atilde;o de carbono, pode tamb&eacute;m se tornar uma fonte de renda para o produtor, al&eacute;m de reduzir a defici&ecirc;ncia h&iacute;drica no solo, as perdas por veranicos ou secas mais prolongadas e os efeitos das geadas, al&eacute;m de melhorar a ambi&ecirc;ncia animal, exposta aos efeitos das ondas de calor.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O segundo caminho &eacute; o da biotecnologia, onde por meio do melhoramento gen&eacute;tico &eacute; poss&iacute;vel encontrar genes tolerantes &agrave; temperatura elevada e &agrave; alta defici&ecirc;ncia h&iacute;drica. Esse &eacute; um caminho promissor e solu&ccedil;&otilde;es j&aacute; foram encontradas para soja &#91;18&#93;, feij&atilde;o &#91;19&#93;, algod&atilde;o &#91;20&#93; e para a pecu&aacute;ria bovina &#91;20&#93;. No caso espec&iacute;fico deste trabalho, o foco s&atilde;o os sistemas de produ&ccedil;&atilde;o adaptados, portanto n&atilde;o ser&atilde;o discutidos os avan&ccedil;os em biotecnologia. A <a href="#fig2">figura 2</a> ilustra as duas categorias em que s&atilde;o classificados os sistemas mais adaptados &#91;17&#93;.</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v73n1/a07fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os sistemas mais conhecidos e adotados hoje no Brasil s&atilde;o a integra&ccedil;&atilde;o lavoura-pecu&aacute;ria-floresta, integra&ccedil;&atilde;o pecu&aacute;ria-floresta, integra&ccedil;&atilde;o lavoura-floresta e os sistemas agroflorestais (SAF). Esses sistemas s&atilde;o bem conhecidos e estudados e fazem parte diretamente das a&ccedil;&otilde;es da agricultura ABC &#91;21&#93;. Entretanto, considerando uma estrat&eacute;gia de resili&ecirc;ncia e adapta&ccedil;&atilde;o socioambiental, um destaque especial deve ser dado aos SAF: a) eles apresentam alta capacidade de adapta&ccedil;&atilde;o e b) possuem grande potencial de ado&ccedil;&atilde;o pelos 3,8 milh&otilde;es de pequenos agricultores brasileiros que se encontram na faixa de extrema pobreza ou baixa renda &#91;22&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim, pode-se afirmar que no Brasil, al&eacute;m dos esfor&ccedil;os de mitiga&ccedil;&atilde;o de gases de efeito estufa, as propostas de ado&ccedil;&atilde;o de sistemas de produ&ccedil;&atilde;o mais resilientes e adaptados ao aquecimento global existem e devem ser fortemente difundidas e financiadas. Talvez essa venha a ser a mais profunda transforma&ccedil;&atilde;o no setor, reduzindo as desigualdades que existem na agricultura brasileira.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>SISTEMAS AGR&Iacute;COLAS ADAPTADOS: DESIGUALDADES DIFICULTAM A ADO&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Se s&atilde;o sistemas eficientes, aumentam a produtividade e s&atilde;o adaptados &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas e &agrave; agricultura tropical, porque no Brasil os sistemas de adapta&ccedil;&atilde;o ainda n&atilde;o t&ecirc;m escala e n&atilde;o atingem um grande espectro de agricultores brasileiros? Mesmo considerando a enorme press&atilde;o que o pa&iacute;s vem sofrendo do com&eacute;rcio exterior e a exig&ecirc;ncia de fornecer alimentos limpos e dissociados de desmatamento e outras pr&aacute;ticas insustent&aacute;veis.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Neste ponto &eacute; que a tecnologia encontra seu maior advers&aacute;rio: as condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas do pa&iacute;s. O Brasil &eacute; desigual, sempre foi.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Num total de 5,5 milh&otilde;es de propriedades rurais, 24,7 mil estabelecimentos s&atilde;o respons&aacute;veis por 52% do valor bruto do agroneg&oacute;cio &#91;23&#93;. Esses estabelecimentos podem adotar os sistemas de produ&ccedil;&atilde;o propostos, caso tenham interesse e o retorno do investimento seja r&aacute;pido. N&atilde;o &eacute; o caso dos sistemas integrados. Construir a sustentabilidade e adaptar sistemas de produ&ccedil;&atilde;o &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, leva tempo. O retorno &eacute; duradouro e n&atilde;o ef&ecirc;mero como os sistemas convencionais. Os avan&ccedil;os na agricultura levaram mais de 8 mil anos para chegar aonde chegamos. N&atilde;o podemos nem devemos pensar que em uma d&eacute;cada vamos voltar a um poss&iacute;vel equil&iacute;brio ou que a tecnologia nos mostrar&aacute; solu&ccedil;&otilde;es para todos os desequil&iacute;brios presentes at&eacute; ent&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As solu&ccedil;&otilde;es existem, mas como atingir todos os agricultores? Dados do Censo Agropecu&aacute;rio apontam que, em 2017, existiam 4,8 milh&otilde;es de estabelecimentos rurais no Brasil, dos quais 4,3 milh&otilde;es (90%) pertenciam aos grupos de extrema pobreza e de baixa renda &#91;23&#93;, com pouco ou nenhum acesso a processos tecnol&oacute;gicos avan&ccedil;ados de produ&ccedil;&atilde;o e de escoamento de safra. S&atilde;o propriedades consideradas pobres, dissociadas de grandes federa&ccedil;&otilde;es do setor agr&iacute;cola e dos processos de moderniza&ccedil;&atilde;o, e com renda mensal inferior a dois sal&aacute;rios m&iacute;nimos. E mais, entre os 69% dos estabelecimentos na faixa de extrema pobreza em 2017, a maioria era de produtores familiares, grande parte concentrada na regi&atilde;o Nordeste &#91;23&#93;. Ou seja, uma importante parcela da popula&ccedil;&atilde;o do setor agropecu&aacute;rio precisar&aacute; de muito apoio governamental para entrar no conjunto de a&ccedil;&otilde;es que ir&atilde;o se adaptar &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 2017, 9% dos estabelecimentos mais abastados participavam com aproximadamente 85% do valor bruto da produ&ccedil;&atilde;o (VBP) agr&iacute;cola brasileira &#91;23&#93;. Al&eacute;m da agropecu&aacute;ria de grande escala, que responde pela maior parcela da riqueza produzida pelo pa&iacute;s, o Brasil rural pobre e m&eacute;dio est&aacute; alicer&ccedil;ado em t&eacute;cnicas tradicionais e produz o alimento que vai parar nas mesas das fam&iacute;lias brasileiras. Pa&iacute;s afora, milh&otilde;es de pequenos produtores t&ecirc;m na vida enraizada no campo o &uacute;nico incentivo para encarar a desigualdade e o atraso tecnol&oacute;gico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como adotar sistemas de produ&ccedil;&atilde;o adaptados "modernos" e dependentes de tecnologia e informa&ccedil;&atilde;o? Alguns economistas indicam que essa exclus&atilde;o dos agricultores e a modernidade tecnol&oacute;gica s&atilde;o consideradas como "imperfei&ccedil;&otilde;es de mercado", maior argumento do liberalismo. Ou seja, o mercado regula; se n&atilde;o regular, s&atilde;o imperfei&ccedil;&otilde;es. Na verdade, analisando a hist&oacute;ria do Brasil, s&atilde;o imperfei&ccedil;&otilde;es da pol&iacute;tica agr&iacute;cola brasileira que de forma secular exclu&iacute;ram a grande maioria dos agricultores. &Eacute; poss&iacute;vel corrigir se conseguirmos integrar na agricultura moderna os milh&otilde;es de produtores que ainda est&atilde;o &agrave; margem, h&aacute; s&eacute;culos. Na verdade, exemplos como esses podem ser comparados &agrave; frusta&ccedil;&atilde;o do arquiteto Oscar Niemayer e do urbanista Lucio Costa, que depois de idealizarem na cria&ccedil;&atilde;o de Bras&iacute;lia uma sociedade sem diferen&ccedil;as sociais, onde o motorista poderia ser vizinho do seu patr&atilde;o ou chefe, tomaram "um murro da realidade". Ou seja: o Brasil tem solu&ccedil;&otilde;es brilhantes, criativas, modernas e de vanguarda em qualquer &aacute;rea, inclusive com propostas de sistema adaptados &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. O problema &eacute; como conviver com a realidade social e adaptar esses sistemas n&atilde;o &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas e sim &agrave; realidade brasileira.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Press, F. <i>et al</i>. <i>Para entender a Terra</i>. Tradu&ccedil;&atilde;o: Menegat, R. (coord.). 4ª edi&ccedil;&atilde;o. Porto Alegre: Bookman, 2006. 650 p.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Mazoyer M.; Roudart, L. <i>Hist&oacute;ria das agriculturas no mundo  -  do neol&iacute;tico &agrave; crise contempor&acirc;nea</i>. Tradu&ccedil;&atilde;o: Ferreira, C. F. F. B. S&atilde;o Paulo: Editora Unesp / Bras&iacute;lia: NEAD. 2010. 568p.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Harari, Y. N. <i>Sapiens - uma breve hist&oacute;ria da humanidade</i>. Tradu&ccedil;&atilde;o: Marcoantonio, J. Porto Alegre: L&amp;PM Editores S. A., 2018. 464 p.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Assad, E. D.; Lopes-Assad, M.L. "Aquecimento global e a agricultura". <i>Scientific American Brasil</i>, v. 122, p. 14-19, 2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. FAO 2020. "The State of Food Security and Nutrition in the World: Executive Summary". <a href="http://www.fao.org/3/ca9692en/online/ca9692en.html#chapter-executive_summary" target="_blank">http://www.fao.org/3/ca9692en/online/ca9692en.html#chapter-executive_summary</a>.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. IPCC. "Climate Change 2014: Synthesis Report. Contribution of Working Groups I, II and III to the Fifth Assessment Report of the Intergovernmental Panel on Climate Change" &#91;Core Writing Team, R.K. Pachauri and L.A. Meyer (eds.)&#93;. IPCC, Genebra, Sui&ccedil;a, 151 pp. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.ipcc.ch/site/assets/uploads/2018/05/SYR_AR5_FINAL_full_wcover.pdf" target="_blank">https://www.ipcc.ch/site/assets/uploads/2018/05/SYR_AR5_FINAL_full_wcover.pdf</a>.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Soares, R. W.; Marengo, J. A.; Nobre, C. A. "Assessment of warming projections and probabilities for Brazil". In: <i>Climate change risks in Brazil</i>. Nobre, C.A.; Marengo, J. A.; Soares, R. W. (Chapter 2). Springer. 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. IPCC. "Guidelines for National Greenhouse Gas Inventories", 2006. Vol. 4 - Agriculture, Forestry and Other Land Use. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.ipcc-nggip.iges.or.jp/public/2006gl/vol4.html" target="_blank">https://www.ipcc-nggip.iges.or.jp/public/2006gl/vol4.html</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. World in Data Project of the Global Change Data Lab. Greenhouse emissions bay sector, World. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://ourworldindata.org/grapher/greenhouse-gas-emissions-by-sector?time=earliest..latest" target="_blank">https://ourworldindata.org/grapher/greenhouse-gas-emissions-by-sector?time=earliest..latest</a>.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o (MCTI), 2020. Quarta Comunica&ccedil;&atilde;o Nacional do Brasil &agrave; Conven&ccedil;&atilde;o-Quadro das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Mudan&ccedil;a do Clima. 513 p. Dispon&iacute;vel em <a href="https://issuu.com/mctic/docs/quarta_comunicacao_nacional_brasil_unfccc" target="_blank">https://issuu.com/mctic/docs/quarta_comunicacao_nacional_brasil_unfccc</a>. Acesso em 15 de mar&ccedil;o de 2021.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Empresa de Assist&ecirc;ncia T&eacute;cnica e Extens&atilde;o Rural do Rio Grande do Sul (Emater/RS). Levantamento realizado at&eacute; o dia 8 de maio de 2020 (n&atilde;o publicado).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Ghini, R.; Hamada, E. "Proposta metodol&oacute;gica para discuss&atilde;o dos impactos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas globais sobre doen&ccedil;as de plantas". <i>In</i>: Ghini, R.; Hamada, E. (eds.). <i>Mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas: impactos sobre doen&ccedil;as de plantas no Brasil</i>. Bras&iacute;lia: Embrapa Informa&ccedil;&atilde;o Tecnol&oacute;gica, 2008. p. 17-24</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Prabhu, A. S.; Silva, S. C. da; Fillipi, M. C. de. "Impacto do potencial das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas sobre as doen&ccedil;as do arroz no Brasil". In: Ghini, R.; Hamada, E. (eds.). <i>Mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas: impactos sobre doen&ccedil;as de plantas no Brasil</i>. Bras&iacute;lia: Embrapa Informa&ccedil;&atilde;o Tecnol&oacute;gica, 2008. p. 141-158.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Pozza, E. A.; Alves, M. de C. "Impacto do potencial das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas sobre as doen&ccedil;as f&uacute;ngicas do cafeeiro no Brasil". In: Ghini, R.; Hamada, E. (eds.). <i>Mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas: impactos sobre doen&ccedil;as de plantas no Brasil</i>. Bras&iacute;lia, DF: Embrapa Informa&ccedil;&atilde;o Tecnol&oacute;gica, 2008. p. 213-233.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Assad, E. D.; Ribeiro, R. R. R.; Nakai, A.N. "Assessment and how increase in temperature may have an impact on agriculture in Brazil and mapping of the current and future situation". Chapter 3. In: <i>Climate change risks in Brazil</i>. Nobre, C. A.; Marengo, J. A.; Soares, R. W. Springer. 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Minist&eacute;rio da Agricultura, Pecu&aacute;ria e Abastecimento. Plano setorial de mitiga&ccedil;&atilde;o e de adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas para a consolida&ccedil;&atilde;o de uma economia de baixa emiss&atilde;o de carbono na agricultura: Plano ABC. 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"Constitutive expression of <i>Arabidopsis </i>bZIP transcription factor <i>AREB1 </i>activates cross-signaling responses in soybean under drought and flooding stresses". <i>Journal of Plant Physiology</i>, v. 257, 153338, 2021.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Hoffmann Jr., L. et al. "Resposta de cultivares de feij&atilde;o &agrave; alta temperatura do ar no per&iacute;odo reprodutivo". <i>Ci&ecirc;ncia Rural</i>, Santa Maria, v.37, n.6, p.1543-1548, nov-dez, 2007</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Freire, E. C. et al.. "Objetivos e m&eacute;todos usados nos programas de melhoramento do algod&atilde;o", In: Beltr&atilde;o, N. E. de M. e Azevedo, D. M. P. (eds.), <i>O agroneg&oacute;cio do algod&atilde;o no Brasil, </i>vol. 1, 2ª ed. 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"100 anos de censo agropecu&aacute;rio no Brasil". <i>Revista Pol&iacute;tica Agr&iacute;cola</i>, ano XXIX, n.1, jan/fev/mar 2020, p 133-135.    </font></p>      ]]></body><back>
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