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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Papel da agricultura familiar no sequestro de carbono e na adaptação às mudanças climáticas]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    <br>   AGRICULTURA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Papel da agricultura familiar no sequestro de carbono e na adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Lucas Carvalho Gomes<sup>I</sup>; Irene Maria Cardoso<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Doutor em solos e nutri&ccedil;&atilde;o de plantas pela Universidade Federal de Vi&ccedil;osa, doutor em ci&ecirc;ncias ambientais pela Universidade de Wageningen e p&oacute;s-doutorando na UFV (<a href="mailto:lucascarvalhogomes15@hotmail.com">lucascarvalhogomes15@hotmail.com</a>)    <br>   <sup>II</sup>Doutora em ci&ecirc;ncias ambientais pela Universidade de Wageningen, professora titular da Universidade Federal de Vi&ccedil;osa, ex-presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Agroecologia (2014-2015 e 2016-2017) (<a href="mailto:irene@ufv.br">irene@ufv.br</a>)</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>AGRICULTURA FAMILIAR E MUDAN&Ccedil;AS CLIM&Aacute;TICAS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; um consenso que as a&ccedil;&otilde;es humanas sobre os ecossistemas t&ecirc;m aumentado a degrada&ccedil;&atilde;o ambiental devido &agrave; frequ&ecirc;ncia de eventos clim&aacute;ticos extremos como secas e intensas precipita&ccedil;&otilde;es. As proje&ccedil;&otilde;es para o futuro s&atilde;o pessimistas, caso a atual tend&ecirc;ncia de degrada&ccedil;&atilde;o seja mantida &#91;1&#93;. A destrui&ccedil;&atilde;o de ecossistemas naturais como as florestas e o aumento do uso de combust&iacute;veis f&oacute;sseis pelo ser humano s&atilde;o apontados com alguns dos principais fatores respons&aacute;veis pela altera&ccedil;&atilde;o dos padr&otilde;es clim&aacute;ticos, devido principalmente &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de gases do efeito estufa (GEE), uma das causas do aumento da temperatura global.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O di&oacute;xido de carbono (CO<sub>2</sub>), tamb&eacute;m conhecido como g&aacute;s carb&ocirc;nico, &eacute; apontado como um dos principais GEE. As plantas possuem um papel central na regula&ccedil;&atilde;o das concentra&ccedil;&otilde;es de CO<sub>2</sub> na atmosfera, uma vez que sequestram CO<sub>2</sub> do ar para formar biomassa e liberam oxig&ecirc;nio para a atmosfera. Portanto, quando h&aacute; uma diminui&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas florestais, o potencial de sequestro e renova&ccedil;&atilde;o do ar &eacute; diminu&iacute;do. Al&eacute;m disso, o desmatamento tamb&eacute;m pode afetar o carbono presente no solo. O solo &eacute; um dos principais reservat&oacute;rios de carbono do planeta, pois cont&eacute;m cerca de quatro vezes mais carbono que a vegeta&ccedil;&atilde;o global.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diante disso, a humanidade deve se apressar para desenvolver h&aacute;bitos de vida mais sustent&aacute;veis para tentar mitigar as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas e adotar sistemas agr&iacute;colas biodiversos, que conservem os solos, sejam mais resilientes diante de poss&iacute;veis mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas e que contribuam para mitigar tais mudan&ccedil;as. Os sistemas agr&iacute;colas da agricultura familiar geralmente possuem uma maior diversidade de plantas com maior produ&ccedil;&atilde;o de biomassa e prote&ccedil;&atilde;o dos solos. Por isso s&atilde;o considerados mais sustent&aacute;veis e importantes na mitiga&ccedil;&atilde;o dos impactos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, tanto pelo aumento do sequestro de carbono da atmosfera quanto pelo desenvolvimento de sistemas de cultivo agr&iacute;colas mais adaptados e resilientes &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Seus sistemas agr&iacute;colas geralmente envolvem a produ&ccedil;&atilde;o de hortali&ccedil;as, frut&iacute;feras, culturas perenes e a cria&ccedil;&atilde;o animal, o que garante tamb&eacute;m uma produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola mais diversificada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A biodiversidade presente nas propriedades familiares &eacute; importante para a soberania alimentar, dada a qualidade e quantidade de alimentos produzidos de forma aut&ocirc;noma na propriedade. Isso tem uma rela&ccedil;&atilde;o direta com a sa&uacute;de da fam&iacute;lia. A biodiversidade contribui ainda com a autonomia da fam&iacute;lia ao diminuir a necessidade de aquisi&ccedil;&atilde;o de insumos externos &agrave; propriedade, j&aacute; que a biodiversidade &eacute; provedora de in&uacute;meros servi&ccedil;os ecossist&ecirc;micos, como controle de insetos n&atilde;o desej&aacute;veis e maior ciclagem de nutrientes. A biodiversidade contribui assim para a gera&ccedil;&atilde;o de rendas indiretas, com os menores gastos na aquisi&ccedil;&atilde;o de insumos e alimentos, e tamb&eacute;m direta advinda da venda de produtos. A agricultura familiar &eacute; respons&aacute;vel por mais de 70% dos alimentos que os brasileiros consomem, entretanto ela ocupa apenas 25% das terras cultivadas, bem menor que a agricultura empresarial &#91;2&#93;. Portanto, al&eacute;m de contribuir na mitiga&ccedil;&atilde;o dos impactos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, a agricultura familiar &eacute; importante na seguran&ccedil;a alimentar.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>SISTEMAS DE MANEJO E SEQUESTRO DE CARBONO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Algumas das pr&aacute;ticas utilizadas no manejo dos sistemas agr&iacute;colas da agricultura familiar s&atilde;o mais conservacionistas e possuem mais similaridade com os sistemas naturais. Dentre estas pr&aacute;ticas apontam-se as aduba&ccedil;&otilde;es org&acirc;nicas, o manejo das plantas de cobertura do solo e os sistemas agroflorestais. Nas aduba&ccedil;&otilde;es org&acirc;nicas, res&iacute;duos animais e vegetais s&atilde;o adicionados ao solo como o objetivo principal de suprir nutrientes para as culturas e melhorar a qualidade f&iacute;sica do solo. O material vegetal aporta, como consequ&ecirc;ncia, muito carbono, que &eacute; processado por microrganismos e incorporado ao solo em uma forma mais est&aacute;vel chamada de mat&eacute;ria org&acirc;nica do solo. Por exemplo, aduba&ccedil;&otilde;es org&acirc;nicas na produ&ccedil;&atilde;o de hortali&ccedil;as elevaram o estoque de carbono no solo de 34,57 t ha<sup>-1</sup> para 58,19 t ha<sup>-1</sup> em um per&iacute;odo de 10 anos &#91;3&#93;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O sequestro de carbono &eacute; um dos benef&iacute;cios diretos da aduba&ccedil;&atilde;o org&acirc;nica, mas a utiliza&ccedil;&atilde;o de adubos org&acirc;nicos tamb&eacute;m tem um benef&iacute;cio indireto na mitiga&ccedil;&atilde;o da emiss&atilde;o de GEE. Por exemplo, grande parte dos adubos qu&iacute;micos utilizados na produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola brasileira s&atilde;o importados de outros pa&iacute;ses e envolve um gasto de combust&iacute;veis f&oacute;sseis tanto no processo de produ&ccedil;&atilde;o como no trans-porte at&eacute; a propriedade &#91;4&#93;. Ao contr&aacute;rio, os adubos org&acirc;nicos s&atilde;o produzidos muitas das vezes na mesma propriedade ou nas vizinhas atrav&eacute;s dos despejos da cria&ccedil;&atilde;o animal e de adubos verdes. Por isso utilizam menos combust&iacute;veis f&oacute;sseis e contribuem menos para a emiss&atilde;o de CO<sub>2</sub> para a atmosfera.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A prote&ccedil;&atilde;o do solo utilizando plantas de cobertura &eacute; uma pr&aacute;tica que aumenta o sequestro de carbono e &eacute; uma &oacute;tima alternativa para mitigar os impactos de intensas precipita&ccedil;&otilde;es que provocam perda de solo. Por exemplo, no manejo do caf&eacute; os agricultores familiares manejam a vegeta&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea presente nas entrelinhas de plantas de caf&eacute;. Estas s&atilde;o ro&ccedil;adas periodicamente e o material cortado &eacute; adicionado na superf&iacute;cie do solo, colaborando para sua cobertura e para o aporte de mat&eacute;ria org&acirc;nica. O manejo evita tamb&eacute;m poss&iacute;vel competi&ccedil;&atilde;o por &aacute;gua, nutriente e energia solar,</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">J&aacute; os sistemas agroflorestais combinam as produ&ccedil;&otilde;es agr&iacute;colas, vegetal e ou animal, com esp&eacute;cies arb&oacute;reas (<a href="#fig1">fig. 1</a>). Estes sistemas possuem a capacidade de sequestrar mais carbono comparado com os sistemas agr&iacute;colas em monocultura. Alguns autores &#91;5&#93; identificaram que as &aacute;rvores em sistemas agroflorestais de caf&eacute; resultam em um aporte de 18,60 t ha<sup>-1</sup> nos estoques de carbono da biomassa vegetal. Al&eacute;m disso, o aporte de material vegetal pelas esp&eacute;cies arb&oacute;reas colabora com o aporte de nutrientes, incluindo o carbono, ao solo &#91;6&#93;. O maior aporte de carbono ao ser incorporado poder&aacute; aumentar essa reserva de mat&eacute;ria org&acirc;nica do solo. As &aacute;rvores em sistemas agroflorestais tamb&eacute;m fornecem sombra para o solo e isso tem sido correlacionado com menores picos de emiss&atilde;o de CO<sub>2</sub> do solo &#91;7&#93;, portanto, podem contribuir para a diminui&ccedil;&atilde;o de emiss&atilde;o de CO<sub>2</sub> para a atmosfera.</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v73n1/a08fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>AGRICULTURA FAMILIAR E ADAPTA&Ccedil;&Atilde;O &Agrave;S MUDAN&Ccedil;AS CLIM&Aacute;TICAS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os sistemas agroflorestais s&atilde;o sistemas de manejo muito promissores para a adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. Um exemplo &eacute; a produ&ccedil;&atilde;o de caf&eacute; em sistemas agroflorestais. O caf&eacute; ar&aacute;bica &eacute; sens&iacute;vel a altas temperatura e as proje&ccedil;&otilde;es de aumento de 2 a 4ºC temperatura no final do s&eacute;culo acarretaria uma perda significante nas &aacute;reas aptas para a produ&ccedil;&atilde;o de caf&eacute; em regi&otilde;es produtoras de todo o mundo &#91;8&#93;. No Brasil, o caf&eacute; &eacute; produzido majoritariamente em sistemas de monocultura e, caso as proje&ccedil;&otilde;es de aumento de temperatura para o futuro se concretizarem, muitas &aacute;reas que hoje s&atilde;o polos de cafeicultura, como as regi&otilde;es das matas de Minas e montanhas do Esp&iacute;rito Santo, poder&atilde;o ter uma redu&ccedil;&atilde;o de 60% nas &aacute;reas aptas para a produ&ccedil;&atilde;o de caf&eacute; &#91;9&#93;. No entanto, agricultores familiares na Zona da Mata de Minas Gerais t&ecirc;m utilizado os sistemas agroflorestais de forma promissora, pois eles, al&eacute;m de sequestrar carbono, possuem papel muito importante na manuten&ccedil;&atilde;o do microclima adequado aos cafezais. A presen&ccedil;a de &aacute;rvores pode diminuir a temperatura m&aacute;xima do ar em cerca de 5ºC nas planta&ccedil;&otilde;es de caf&eacute; &#91;10&#93; e assim minimizar os efeitos de aumentos de temperatura.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A presen&ccedil;a de &aacute;rvores e plantas nas entrelinhas do caf&eacute; tamb&eacute;m s&atilde;o uma &oacute;tima op&ccedil;&atilde;o para mitigar os efeitos de intensa precipita&ccedil;&atilde;o em um curto espa&ccedil;o de tempo. Intensas precipita&ccedil;&otilde;es, previstas de ocorrerem mais frequentemente com as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, podem desencadear processos erosivos intensos. Mas com o solo coberto e as &aacute;rvores para amortecer o impacto das chuvas, os danos s&atilde;o bem menores. As &aacute;rvores em sistemas agroflorestais tamb&eacute;m est&atilde;o associadas a menor perda de umidade, o que favoreceria as culturas em caso de longos per&iacute;odos de estiagem. As &aacute;rvores selecionadas pelos agricultores geralmente possuem ra&iacute;zes profundas e n&atilde;o competem com as plantas de caf&eacute; por &aacute;gua e nutriente. Ao contr&aacute;rio, existem algumas indica&ccedil;&otilde;es que as &aacute;rvores podem funcionar como bombas e trazer &aacute;gua do subsolo para a superf&iacute;cie &#91;11,12&#93; (<a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/pelas-folhas-e-raizes/" target="_blank">https://revistapesquisa.fapesp.br/pelas-folhas-e-raizes/</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>QUINTAIS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A agricultura familiar &eacute; caracterizada tamb&eacute;m pela presen&ccedil;a de toda a fam&iacute;lia na propriedade e as atividades ao redor da moradia t&ecirc;m impactos positivos sobre o sequestro de carbono (<a href="#fig2">Fig. 2</a>). Isto n&atilde;o &eacute; novidade, pois registros na Amaz&ocirc;nia mostram que atividades constantes em torno das moradias transformaram os solos em profundidade, a exemplo das terras pretas de &iacute;ndio na Amaz&ocirc;nia. Nessas terras as concentra&ccedil;&otilde;es de carbono e muitos nutrientes s&atilde;o superiores aos solos do redor. O termo "terra preta" &eacute; devido &agrave; colora&ccedil;&atilde;o escura que &eacute; caracter&iacute;stica da alta concentra&ccedil;&atilde;o de carbono e principalmente carv&atilde;o. O carbono e outros nutrientes s&atilde;o oriundos de anos de deposi&ccedil;&atilde;o de restos de alimentos, cinzas e materiais vegetais que os &iacute;ndios utilizavam. Os quintais atuais de agricultores familiares tamb&eacute;m s&atilde;o muito diversos e locais favoritos para o aporte de compostos e res&iacute;duos oriundos da pr&oacute;pria biodiversidade e tamb&eacute;m dos res&iacute;duos org&acirc;nicos oriundos das resid&ecirc;ncias.</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v73n1/a08fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todo esse aporte de res&iacute;duos org&acirc;nicos contribui para o incremento das concentra&ccedil;&otilde;es de carbono no solo, que al&eacute;m de contribuir para o sequestro de CO<sub>2</sub>o, &eacute; essencial para a qualidade e sa&uacute;de do solo. Os solos dos quintais podem apresentar maiores valores de mat&eacute;ria org&acirc;nica quando comparados com solos de &aacute;reas adjacentes cultivadas com milho e feij&atilde;o &#91;13&#93;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>COMERCIALIZA&Ccedil;&Atilde;O DOS PRODUTOS DA AGRICULTURA FAMILIAR</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A comercializa&ccedil;&atilde;o dos produtos da agricultura familiar tamb&eacute;m contribui para mitigar os impactos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, pois ela ocorre principalmente nos locais onde s&atilde;o produzidos, a exemplo das feiras livres e mercado institucional, como ocorre no Programa de Aquisi&ccedil;&atilde;o de Alimentos (PAA) e no Programa Nacional de Alimenta&ccedil;&atilde;o Escolar (Pnae). Isso evita que longas dist&acirc;ncias sejam percorridas ocasionando o aumento no uso de combust&iacute;veis f&oacute;sseis no transporte e maior emiss&atilde;o de GEE. Al&eacute;m disso, a agricultura familiar tem ajudado a mitigar os impactos de pandemias, a exemplo do covid-19, em que o distanciamento social foi encorajado. Os agricultores familiares continuaram suas atividades, pois nela n&atilde;o h&aacute; aglomera&ccedil;&atilde;o de pessoas e geralmente est&atilde;o organizados em redes, o que &eacute; muito comum entre os agricultores agroecol&oacute;gicos e/ou org&acirc;nicos. Muitos consumidores optaram por produtos locais, de mais f&aacute;cil acesso e de melhor qualidade durante a pandemia de covid-19 para evitar a aglomera&ccedil;&atilde;o em grandes supermercados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O suporte governamental atrav&eacute;s de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, como o Pnae e o PAA, e de cr&eacute;dito para a implementa&ccedil;&atilde;o de sistemas agroflorestais, de apoio &agrave; transi&ccedil;&atilde;o agroecol&oacute;gica e produ&ccedil;&atilde;o org&acirc;nica s&atilde;o essenciais para o sucesso da agricultura familiar na continuidade da produ&ccedil;&atilde;o de alimentos de qualidade e para a mitiga&ccedil;&atilde;o dos impactos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As pr&aacute;ticas agr&iacute;colas acima citadas n&atilde;o s&atilde;o exclusividades da agricultura familiar, e podem ser utilizadas por outros agricultores. Entretanto, como para a agricultura familiar, a propriedade n&atilde;o &eacute; apenas o lugar de produ&ccedil;&atilde;o, mas de viver e criar os filhos, os agricultores e agricultoras est&atilde;o mais preocupados com a sa&uacute;de do ambiente, com a produ&ccedil;&atilde;o de alimentos de qualidade e com as gera&ccedil;&otilde;es futuras. O grande desafio &eacute; o engajamento de mais agricultores, familiares ou n&atilde;o, para a importante fun&ccedil;&atilde;o de conciliar produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola e cuidado com a natureza.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS </b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. IPCC (2018). "Global Warming of 1.5°C. An IPCC Special Report on the impacts of global warming of 1.5°C above pre-industrial levels and related global greenhouse gas emission pathways, in the context of strengthening the global response to the threat of climate change, sustainable development, and efforts to eradicate poverty" &#91;Masson-Delmotte, V.; Zhai, P.; P&ouml;rtner, H. O.; Roberts, J.; Skea, P. R.; Shukla, A.; Pirani, W.; Moufouma-Okia, C.; P&eacute;an, R.; Pidcock, S.; Connors, J. B. R.; Matthews, Y.; Chen, X.; Zhou, M. I.; Gomis, E.; Lonnoy, T.; Maycock, M.; Tignor, and T. Waterfield (eds.    )&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. IBGE. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/economia/agropecuaria/censoagro/agri_familiar_2006/familia_censoagro2006.pdf" target="_blank">http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/economia/agropecuaria/censoagro    <!-- ref --><br>   /agri_familiar_2006/familia_censoagro2006.pdf</a>. 2006.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Souza, J. L.; Prezotti, L. C.; Guar&ccedil;oni, M. A.. "Potencial de sequestro de carbono em solos agr&iacute;colas sob manejo org&acirc;nico para redu&ccedil;&atilde;o da emiss&atilde;o de gases de efeito estufa". <i>Idesia </i>(Arica), 30(1), 7-15. 2012.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Cardoso, I. M.; Muggler, C. C.; F&aacute;vero, C.; Mendon&ccedil;a, E.S., Senna, O. T.; Lima, A. C. R.; Casalinho, H. D.; Fernandes, R. B. A.. "Ressignificar nossas percep&ccedil;&otilde;es sobre o solo: atitude essencial para manejar agroecossistemas sustent&aacute;veis". In: <i>Cole&ccedil;&atilde;o Transi&ccedil;&atilde;o Agroecol&oacute;gica, volume 4: Solos e Agroecologia</i>. Embrapa e Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Agroecologia, 376 p. 2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Oliveira, A. C. C.. "Agroforestry systems with coffee: fixation and neutralization of carbon and other ecosystem services". 141 f. Disserta&ccedil;&atilde;o (mestrado em agroecologia) -Universidade Federal de Vi&ccedil;osa, MG. 2013.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Duarte, E. M.; Cardoso, I. M.; Stijnen, T.; Mendon&ccedil;a, M. A. F.; Coelho, M. S.; Cantarutti, R. B.... &amp; Mendon&ccedil;a, E. S.. "Decomposition and nutrient release in leaves of Atlantic Rainforest tree species used in agroforestry systems". <i>Agroforestry Systems</i>, 87(4), 835-847. 2013.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Gomes, L.C.; Cardoso, I. M.; de S&aacute; Mendon&ccedil;a, E.; Fernandes, R. B. A.; Lopes, V. S., &amp; Oliveira, T. S.. "Trees modify the dynamics of soil CO<sub>2 </sub>efflux in coffee agroforestry systems". <i>Agricultural and Forest Meteorology</i>, 224, 30-39. 2016.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Ovalle-Rivera, O.; L&auml;derach, P.; Bunn, C.; Obersteiner, M.; &amp; Schroth, G.. "Projected shifts in Coffea arabica suitability among major global producing regions due to climate change". <i>PloS one</i>, 10(4), e0124155. 2015.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Gomes, L.C.; Bianchi, F. J. J. A.; Cardoso, I. M.; Fernandes, R. B. A.; Fernandes Filho, E. I.; &amp; Schulte, R.P.O.. "Agroforestry systems can mitigate the impacts of climate change on coffee production: A spatially explicit assessment in Brazil". <i>Agriculture, Ecosystems &amp; Environment</i>, 294, 106858. 2020.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. de Souza, H. N.; de Goede, R. G.; Brussaard, L.; Cardoso, I. M.; Duarte, E. M.; Fernandes, R. B.; ... &amp; Pulleman, M. M.. "Protective shade, tree diversity and soil properties in coffee agroforestry systems in the Atlantic Rainforest biome". <i>Agriculture, Ecosystems &amp; Environment</i>, 146(1), 179-196. 2012.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Oliveira, R. S.; Dawson, T. E.; Burgess, S. S.; &amp; Nepstad, D. C.. Hydraulic redistribution in three Amazonian trees. <i>Oecologia</i>, 145(3), 354-363. 2005.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Scholz, F. G.; Bucci, S. J.; Goldstein, G., Meinzer, F. C.; &amp; Franco, A. C. Hydraulic redistribution of soil water by neotropical savanna trees. <i>Tree Physiology</i>, 22(9),603-612. 2002.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Oliveira, R.M. "Quintais e uso do solo em propriedades familiares". 2015. 102 f. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Solos e Nutri&ccedil;&atilde;o de Plantas) - Universidade Federal de Vi&ccedil;osa, Vi&ccedil;osa.    </font></p>      ]]></body><back>
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