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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    <br>   AGRICULTURA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>"Eu escolho sem veneno": para a constru&ccedil;&atilde;o de sistemas alimentares sustent&aacute;veis e saud&aacute;veis</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Islandia Bezerra<sup>I</sup>; Maria Alice Ara&uacute;jo oliveira<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Potiguara, mulher, m&atilde;e, nutricionista, professora da Faculdade de Nutri&ccedil;&atilde;o/Fanut-Ufal. Pesquisadora, extensionista e atual presidenta da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Agroecologia/ABA-Agroecologia (2020-2021). <a href="mailto:islandia.bezerra@fanut.ufal.br">islandia.bezerra@fanut.ufal.br</a>    <br>   <sup>II</sup>Alagoana, mulher, m&atilde;e, nutricionista, professora da Faculdade de Nutri&ccedil;&atilde;o/Fanut-Ufal, pesquisadora e extensionista. <a href="mailto:alice.fanut@hotmail.com">alice.fanut@hotmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As reflex&otilde;es acerca do atual sistema alimentar de produ&ccedil;&atilde;o industrial t&ecirc;m trazido algumas transforma&ccedil;&otilde;es no dia a dia de muitas pessoas em todo o planeta. Em que pese os argumentos pol&iacute;ticos e econ&ocirc;micos de que o agroeneg&oacute;cio &eacute; o respons&aacute;vel pela manuten&ccedil;&atilde;o da estabilidade da economia no pa&iacute;s, esse mesmo setor pouco destaca os impactos ambientais, sociais, culturais e alimentares na sociedade contempor&acirc;nea. O discurso que predomina &eacute; de que esse setor, sin&ocirc;nimo do sistema alimentar de produ&ccedil;&atilde;o industrial, com suas pr&aacute;ticas produtivas caracterizadas pelo uso intensivo de agrot&oacute;xicos/veneno e destrui&ccedil;&atilde;o cada vez maior de florestas para expandir suas &aacute;reas de produ&ccedil;&atilde;o sobretudo de gr&atilde;os e animais, &eacute; necess&aacute;rio para alimentar a popula&ccedil;&atilde;o mundial.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo o pesquisador Rob Wallace &#91;1&#93;, a crise sanit&aacute;ria que estamos vivenciando globalmente &eacute; explicada a partir das pr&aacute;ticas produtivas adotadas no atual sistema alimentar de produ&ccedil;&atilde;o industrial; ou seja, tanto as crises que j&aacute; ocorreram, como as que est&atilde;o em curso, e outras que est&atilde;o por vir, todas elas possuem uma conex&atilde;o direta com a expans&atilde;o da agricultura intensiva (vegetal, como os gr&atilde;os soja e milho e tamb&eacute;m cana-de-a&ccedil;&uacute;car; e animal, como aves, su&iacute;nos e bovinos). Somam-se a esse setor, com potencial igualmente destrutivo, sobretudo da natureza (e das culturas nos distintos territ&oacute;rios), outros ramos do setor como o plantio de tabaco (fumo), ou ainda o monocultivo de &aacute;rvores ex&oacute;ticas, como <i>pinus</i> e eucalipto para a produ&ccedil;&atilde;o de madeira e celulose.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por&eacute;m, o questionamento que fazemos &eacute;: <i>se este &eacute; o principal argumento, ent&atilde;o, porque temos atualmente 690 milh&otilde;es de pessoas que padecem de fome no mundo?</i> Este dado &eacute; da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Alimenta&ccedil;&atilde;o e a Agricultura (FAO na sigla em ingl&ecirc;s) &#91;3&#93;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A PRODU&Ccedil;&Atilde;O E O CONSUMO QUE REPRODUZ E FORTALECE O SISTEMA DOMINANTE</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Voc&ecirc; j&aacute; parou para pensar no que voc&ecirc; come? Alguma vez se perguntou de onde vem esse alimento e/ou produto? Como foi feito (produzido, colhido, processado, distribu&iacute;do, comercializado)? Qual a log&iacute;stica envolvida na distribui&ccedil;&atilde;o (como &eacute; transportado, de caminh&atilde;o, de navio, de avi&atilde;o)? E como veio parar no seu prato, m&atilde;o, boca, corpo?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">V&aacute;rios estudos comprovam, cada vez mais, que o ato de se alimentar vem sendo induzido pelas diferentes estrat&eacute;gias das grandes empresas do setor (novos produtos no mercado, pre&ccedil;os ainda mais acess&iacute;veis, propagandas nas m&iacute;dias como TV, revistas, jornais, r&aacute;dio e, mais recentemente, nas redes sociais) que fazem parte do sistema alimentar de produ&ccedil;&atilde;o industrial. Segundo Paula &#91;4&#93;, s&atilde;o esses conglomerados do setor agroindustrial que envolve a produ&ccedil;&atilde;o-processamento-distribui&ccedil;&atilde;o-comercializa&ccedil;&atilde;o que investem fortemente nessa imposi&ccedil;&atilde;o do consumo alimentar. E, cada vez mais, essa imposi&ccedil;&atilde;o se torna presente nas mesas e/ou nos pratos das pessoas, sendo estes chamados de "produtos comest&iacute;veis", ou seja, n&atilde;o s&atilde;o alimentos. Para uma compreens&atilde;o mais visual, por favor, recomendamos que acesse o link (<a href="http://www.convergencealimentaire.info/map.jpg" target="_blank">http://www.convergencealimentaire.info/map.jpg</a>), nesse esquema gr&aacute;fico, temos uma ideia de como operam as ind&uacute;strias do setor. Conv&eacute;m mencionar que se trata de uma imagem produzida em 2012, que certamente, hoje, em 2021 j&aacute; deve ter sofrido altera&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v73n1/a10fig01.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v73n1/a10fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O sistema de produ&ccedil;&atilde;o alimentar industrial faz uso das mais variadas dimens&otilde;es: de status (para referendar as desigualdades sociais e de classe econ&ocirc;mica), da cultura (forjando prepara&ccedil;&otilde;es prontas que trazem esse apelo) e sobretudo simb&oacute;lica para fazer valer a sua imposi&ccedil;&atilde;o. Lembremos de uma marca famosa de bebida gaseificada (refrigerante) cuja mensagem para estimular o consumo &eacute; "abra a felicidade".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esta marca, por exemplo, aliada &agrave; outra grande ind&uacute;stria do setor (que produz, processa, distribui e comercializa n&atilde;o apenas bebidas) s&atilde;o respons&aacute;veis por uma s&eacute;rie de conflitos ao redor do mundo associados ao desmatamento de campos e florestas, &agrave; privatiza&ccedil;&atilde;o de aqu&iacute;feros e/ou de nascentes/fontes de &aacute;gua, &agrave; proibi&ccedil;&atilde;o do uso comum de territ&oacute;rios que possuem uma rela&ccedil;&atilde;o direta com a manuten&ccedil;&atilde;o e reprodu&ccedil;&atilde;o da vida (como a pr&aacute;tica extrativista de coleta de frutos silvestres ou mesmo a coleta de &aacute;gua para o consumo). S&atilde;o quest&otilde;es dessa natureza que precisam ser consideradas tamb&eacute;m no ato cotidiano do comer.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; bem verdade que o ato de comer todos os dias  -  e se existem condi&ccedil;&otilde;es de acesso f&iacute;sico aos alimentos, seja produzindo, trocando ou comprando, &eacute; poss&iacute;vel comer mais de tr&ecirc;s vezes ao dia, fato que demarca tristemente nossa desigualdade social  -  &eacute; influenciado por uma infinidade de quest&otilde;es. Nesse processo, o mais importante &eacute; compreender que o nosso ato de escolha individual  -  pelo que se come, quanto se come, onde se come e com quem se come  -  n&atilde;o &eacute; t&atilde;o individual assim. Na verdade, &eacute; algo complexo e depende de diferentes fatores que v&atilde;o desde os sociais, ambientais, econ&ocirc;micos at&eacute; os culturais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em&iacute;lia Silva &#91;6&#93; afirma que "N&atilde;o adianta pensar o consumo se n&atilde;o compreendemos a produ&ccedil;&atilde;o. Tampouco adianta pensar a produ&ccedil;&atilde;o do alimento sem levar em considera&ccedil;&atilde;o todo o processo produtivo." Assim, &eacute; importante termos em mente que o atual sistema alimentar de produ&ccedil;&atilde;o industrial n&atilde;o &eacute; &eacute;tico nem justo social, econ&ocirc;mico, ambiental e culturalmente falando. Tamb&eacute;m podemos afirmar que n&atilde;o &eacute; saud&aacute;vel, pelo contr&aacute;rio, s&atilde;o v&aacute;rias as evid&ecirc;ncias cient&iacute;ficas que comprovam a rela&ccedil;&atilde;o do consumo de determinados "produtos comest&iacute;veis" com o surgimento e/ou o agravamento de in&uacute;meras doen&ccedil;as associadas &agrave; m&aacute; alimenta&ccedil;&atilde;o. Para melhor compreender esta afirmativa, consultar Louzada e colaboradoras &#91;7&#93;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>AGROECOLOGIA &Eacute; AGIR PARA TRANSFORMAR</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na contram&atilde;o desse processo destrutivo da sa&uacute;de (humana e ambiental), pode-se dizer que temos em curso v&aacute;rias a&ccedil;&otilde;es que v&ecirc;m alterando a trajet&oacute;ria hegem&ocirc;nica desse sistema alimentar de produ&ccedil;&atilde;o industrial. Trata-se da emerg&ecirc;ncia de um projeto multidimensional  -  a agroecologia  -  que rompe com os paradigmas desse desenvolvimento (econ&ocirc;mico) que contamina, expulsa, explora (pessoas e natureza) e mata.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir desses apontamentos, &eacute; fundamental trazer para a pr&aacute;tica cotidiana (assim como o ato de comer) as alternativas vi&aacute;veis que temos para a cria&ccedil;&atilde;o e/ou o fortalecimento de sistemas alimentares sustent&aacute;veis e saud&aacute;veis. &Eacute; sob esta &oacute;tica que Emma Siliprandi &#91;9&#93; destaca que a agroecologia prop&otilde;e a constru&ccedil;&atilde;o de outro modo de vida, orientado pela no&ccedil;&atilde;o de bem viver cujos valores &eacute;ticos, de justi&ccedil;a ambiental e equidade social ganham relevo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Alinham-se a esta constata&ccedil;&atilde;o as palavras de Rubia Giordani, Islandia Bezerra e M&ocirc;nica Anjos &#91;10&#93;, quando afirmam que "... ao estabelecer uma estreita rela&ccedil;&atilde;o entre sociedade, natureza e cultura, orientada pela sustentabilidade da vida humana e dos ecossistemas, a agroecologia, em conson&acirc;ncia com o princ&iacute;pio da soberania alimentar, promove um processo de ressignifica&ccedil;&atilde;o da comida, lan&ccedil;ando luz sobre a interdepend&ecirc;ncia entre os sistemas alimentares e os diferentes modos de viver, produzir e comer".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para trazermos esta dimens&atilde;o pr&aacute;tica, ser&atilde;o tomados como exemplos dois projetos de extens&atilde;o universit&aacute;ria desenvolvidos em realidades muito distintas  -  um na Universidade Federal do Paran&aacute; (UFPR), na regi&atilde;o Sul do Brasil, e o outro na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), na regi&atilde;o Nordeste  - , mas que abordam essas quest&otilde;es (nada simples) de forma pedag&oacute;gica e dial&oacute;gica e que v&ecirc;m promovendo mudan&ccedil;as significativas, tanto para quem produz, como para quem consome.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ALIMENTE-SE: PRODU&Ccedil;&Atilde;O E CONSUMO CONSCIENTE E SOLID&Aacute;RIO NA UFPR</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O projeto de extens&atilde;o <b>aliMENTE-SE: produ&ccedil;&atilde;o e consumo consciente e solid&aacute;rio</b> &#91;12&#93;, desenvolvido no &acirc;mbito do curso de nutri&ccedil;&atilde;o da Universidade Federal do Paran&aacute;/UFPR, vem ao longo dos &uacute;ltimos tr&ecirc;s anos materializando a&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas de extens&atilde;o sob a perspectiva do di&aacute;logo de saberes &#91;13&#93;, nos quais agricultores e agricultoras agroecol&oacute;gicas, docentes, discentes, comunidade universit&aacute;ria e externa v&ecirc;m se envolvendo de forma ativa e integral.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v73n1/a10fig03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entre as a&ccedil;&otilde;es desenvolvidas no projeto pode-se citar aquelas que ocorreram de forma mais frequente e sistem&aacute;tica como: 1. as "Instala&ccedil;&otilde;es Pedag&oacute;gicas Itinerantes  -  aliMENTE-SE", que promoveram a&ccedil;&otilde;es de troca de saberes (e sabores) entre fam&iacute;lias agricultoras agroecol&oacute;gicas com docentes, discentes e comunidade acad&ecirc;mica e externa; 2. interc&acirc;mbio dias de campo "Integra&ccedil;&atilde;o Campo-Cidade - aliMENTE-atitudes", que ocorreram diretamente nas unidades de produ&ccedil;&atilde;o agroecol&oacute;gicas das agricultoras e agricultores e ainda no Centro Paranaense de Refer&ecirc;ncia em Agroecologia/CPRA; e 3. forma&ccedil;&atilde;o de "Grupos de Consumo Conscientes e Solid&aacute;rios (GCCS) - aliMENTE-sa&uacute;de" para as a&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas referentes &agrave; comunidade que sustenta a agricultura (CSA).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Considerando que, atualmente, estamos vivendo uma situa&ccedil;&atilde;o jamais experimentada antes  -  a sociedade global passa pela experi&ecirc;ncia de conviver com uma crise ocasionada pela pandemia de covid-19  - , muitas das a&ccedil;&otilde;es propostas tiveram que ser adaptadas &agrave;s normas sanit&aacute;rias. A a&ccedil;&atilde;o mais concreta e que segue com frequ&ecirc;ncia semanal &eacute; a entrega de sacolas contendo alimentos agroecol&oacute;gicos. Certamente esta &eacute; a a&ccedil;&atilde;o que potencializa processos transformadores no cotidiano alimentar tanto de quem produz, como de quem consome.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Antes de avan&ccedil;ar nesta reflex&atilde;o &eacute; fundamental fazer um breve hist&oacute;rico sobre essa alternativa real de transforma&ccedil;&atilde;o dos sistemas alimentares atuais para sistemas alimentares sustent&aacute;veis e saud&aacute;veis, partindo da hip&oacute;tese de que sim, quem consome pode potencializar tais processos a partir do seu territ&oacute;rio, contando, obviamente, com a parceria de quem produz. Podemos nominar essa a&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica do projeto como sendo as CSAs. Por&eacute;m, um ponto fundamental que precisa ser destacado &eacute; que, em geral, essa a&ccedil;&atilde;o &eacute; conduzida por organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil (do campo e das cidades) e possui uma estreita rela&ccedil;&atilde;o com as dimens&otilde;es pol&iacute;ticas do produzir e do comer saud&aacute;vel.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Jap&atilde;o foi o primeiro pa&iacute;s a implementar esse modelo ainda nos anos de 1970 e o principal motivo dessa iniciativa tinha a ver, j&aacute; naquela &eacute;poca, com o receio aos perigos provocados pelos agrot&oacute;xicos/venenos. A partir de ent&atilde;o, em v&aacute;rios pa&iacute;ses surgiram ainda muito timidamente as CSAs &#91;14&#93;. Como mencionam Juliana Gon&ccedil;alves e Thais Mascarenhas, por mais que esses grupos possuam nomenclaturas diferentes, na pr&aacute;tica, a estrat&eacute;gia &eacute; a mesma: a constru&ccedil;&atilde;o de outro sistema alimentar que potencialize reflex&otilde;es-a&ccedil;&otilde;es sobre o produzir e o comer. Nestas, as rela&ccedil;&otilde;es de solidariedade se expressam cotidianamente j&aacute; que, segundo as autoras, em geral, os grupos "... s&atilde;o comprometidos a compartilhar riscos e benef&iacute;cios, em diferentes graus e de diferentes formas, mas alinhados na perspectiva comum de contribuir para um novo paradigma nas rela&ccedil;&otilde;es entre campo e cidade" &#91;14&#93;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v73n1/a10fig04.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O grupo vinculado a esse projeto de extens&atilde;o foi denominado "aliMENTE-sa&uacute;de". Percebe-se que o destaque ao termo "mente" traz o componente da tomada de consci&ecirc;ncia para o ato de se alimentar. No in&iacute;cio do projeto, em julho de 2017, eram oito pessoas que acessavam as sacolas. Atualmente s&atilde;o pelo menos 60 sacolas entregues semanalmente, distribu&iacute;das em tr&ecirc;s grupos de consumo distintos, atendidos por duas fam&iacute;lias que produzem alimentos agroecol&oacute;gicos (um grupo do curso de nutri&ccedil;&atilde;o, um grupo no curso de enfermagem e outro grupo que n&atilde;o faz parte do projeto de extens&atilde;o de forma direta, mas que de alguma forma nos aproximou). Para cada pessoa (que representa um n&uacute;cleo familiar de dois adultos e/ou dois adultos e pelo menos uma crian&ccedil;a) que passa a compor o grupo, o motivo  -  em geral  -  &eacute; o mesmo: "Eu escolho sem veneno".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os CSAs se espalharam de forma significativa ao longo dos &uacute;ltimos meses. O que se pode supor &eacute; que, em fun&ccedil;&atilde;o das restri&ccedil;&otilde;es sanit&aacute;rias  -  que determinam o distanciamento f&iacute;sico e o isolamento social  -  esta foi (e segue sendo) a forma mais segura, eficaz e potente para seguirmos com os processos transformadores no &acirc;mbito dos sistemas alimentares em diferentes territ&oacute;rios, nos campos e nas cidades.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>COLHENDO BONS FRUTOS: NUTRI&Ccedil;&Atilde;O E AGROECOLOGIA NA FANUT/ UFAL</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O projeto de extens&atilde;o "Colhendo Bons Frutos: Nutri&ccedil;&atilde;o e Agroecologia", da Faculdade de Nutri&ccedil;&atilde;o (Fanut) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), foi criado em 2014, tendo como objetivo fortalecer a inclus&atilde;o socioecon&ocirc;mica de agricultores e agricultoras dos assentamentos Zumbi dos Palmares, Dom Helder C&acirc;mara e Flor do Bosque, localizados nos munic&iacute;pios de Branquinha, Murici e Messias (AL), respectivamente. Potencializar o cultivo e o beneficiamento dos alimentos agroecol&oacute;gicos, visando atender &agrave;s demandas da feira agroecol&oacute;gica e org&acirc;nica da Ufal, e principalmente promover a alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel para a comunidade universit&aacute;ria e do entorno, foram os motivos que disparam a cria&ccedil;&atilde;o do projeto.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As feiras agroecol&oacute;gicas j&aacute; ocorriam mensalmente na UFal desde 2010, a partir da organiza&ccedil;&atilde;o de um grupo de mulheres camponesas que, em busca de autonomia financeira, criaram a Associa&ccedil;&atilde;o de Produtoras Agroecol&oacute;gicas da Zona da Mata de Alagoas (Aproagro) e a primeira organiza&ccedil;&atilde;o de controle social (OCS) de Alagoas, possibilitando que sua produ&ccedil;&atilde;o fosse comercializada em feiras livres como alimentos org&acirc;nicos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em setembro de 2013, a feira, que era mensal, passou a ser semanal, sempre &agrave;s quartas-feiras. Em abril de 2015, o grupo de camponeses e camponesas da feira org&acirc;nica da Ufal foi convidado pela Secretaria Municipal de Sa&uacute;de de Macei&oacute; para participar de um evento alusivo ao Dia Mundial da Sa&uacute;de. A partir de ent&atilde;o surgiu a Feira Agroecol&oacute;gica e Org&acirc;nica da Pra&ccedil;a do Centen&aacute;rio, que funciona semanalmente sempre aos domingos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao longo dos &uacute;ltimos anos foram desenvolvidos diversos eventos e a&ccedil;&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o para quem produz alimentos agroecol&oacute;gicos, entre eles: cursos sobre agroecologia, introdu&ccedil;&atilde;o ao cooperativismo, acesso &agrave;s pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de fortalecimento da agricultura familiar, apicultura, e sobre gest&atilde;o e organiza&ccedil;&atilde;o de feiras. Al&eacute;m dessas a&ccedil;&otilde;es e em parceria a outros projetos que contavam com financiamento, foram adquiridos equipamentos para melhorar a infraestrutura e ordenamento das feiras, bem como materiais para irriga&ccedil;&atilde;o e de sementes e mudas para estimular uma produ&ccedil;&atilde;o mais diversificada de legumes e hortali&ccedil;as.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As a&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de, com &ecirc;nfase em alimenta&ccedil;&atilde;o e nutri&ccedil;&atilde;o voltadas &agrave; comunidade universit&aacute;ria, mas tamb&eacute;m com o p&uacute;blico consumidor das feiras foram desenvolvidas atrav&eacute;s de reuni&otilde;es e oficinas para identifica&ccedil;&atilde;o das demandas e de rodas de conversa realizadas nas pr&oacute;prias feiras. Nesses encontros, v&aacute;rios temas foram debatidos, tendo mais &ecirc;nfase os impactos dos agrot&oacute;xicos na sa&uacute;de (das pessoas e do ambiente), destacando assim a import&acirc;ncia de fortalecermos as rela&ccedil;&otilde;es que se pautam na produ&ccedil;&atilde;o-consumo de alimentos agoecol&oacute;gicos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em um diagn&oacute;stico realizado por Pinho e colaboradores &#91;15&#93; que trata do perfil de quem consome os alimentos - nas duas feiras da Ufal e da Pra&ccedil;a do Centen&aacute;rio  -  foi identificado que a maioria dos/ das participantes das feiras sabia a diferen&ccedil;a entre alimentos org&acirc;nicos e convencionais (90%). Quando se perguntou sobre o principal motivo para compr&aacute;-los, para 70% o que lhes motivou foi pr&oacute;pria sa&uacute;de, ou seja, "escolheram sem veneno". Mas, que de uma forma geral, esse mesmo p&uacute;blico n&atilde;o reconhecia a import&acirc;ncia de comprar o alimento diretamente de quem produz.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estas constata&ccedil;&otilde;es foram fundamentais para impulsionar processos pedag&oacute;gicos de trocas de saberes, por isso, foram programados dias de viv&ecirc;ncias nos assentamentos, nos quais os camponeses e camponesas que fazem parte das feiras residem. O objetivo era materializar, de fato, a aproxima&ccedil;&atilde;o entre quem produz e quem consome e assim oportunizar conhecer e reconhecer as realidades dos modos de produ&ccedil;&atilde;o de alimentos agroecol&oacute;gicos, bem como as condi&ccedil;&otilde;es de vida daquelas pessoas que nos alimentam.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com a pandemia, a feira da Ufal teve que ser temporariamente suspensa. J&aacute; a feira da Pra&ccedil;a do Centen&aacute;rio permaneceu em plena atividade. Contudo, reitera-se que, para isso, foi necess&aacute;rio adotar uma s&eacute;rie de medidas de prote&ccedil;&atilde;o para evitar o cont&aacute;gio do v&iacute;rus causador da covid-19 tais como o maior distanciamento entre bancas, disponibiliza&ccedil;&atilde;o de &aacute;lcool em gel, uso obrigat&oacute;rio e distribui&ccedil;&atilde;o de m&aacute;scaras. A princ&iacute;pio aquelas agricultoras e agricultores com idade mais avan&ccedil;ada, ou com diagn&oacute;stico de doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas, ou mesmo &agrave;quelas que assumem a fun&ccedil;&atilde;o de cuidadoras de outras vidas nas suas casas, se afastaram em definitivo e delegaram para outras pessoas membras de suas fam&iacute;lias a fun&ccedil;&atilde;o de irem para a feira.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma estrat&eacute;gia que foi fortemente acolhida tanto por quem produz, como por quem consome, foi adotar a pr&aacute;tica das encomendas pr&eacute;vias e fazer o deslocamento at&eacute; a pra&ccedil;a apenas para pegar seus alimentos. Essa medida acabou dando mais agilidade ao processo, diminu&iacute;do a circula&ccedil;&atilde;o na pra&ccedil;a e, ainda, reduzindo o tempo de exposi&ccedil;&atilde;o das/dos feirantes no espa&ccedil;o da pra&ccedil;a. Esta a&ccedil;&atilde;o de seguir com o consumo semanalmente se explica pela tomada de consci&ecirc;ncia e por reconhecerem o impacto pol&iacute;tico associado &agrave;s suas escolhas alimentares. Mas, principalmente, por terem desenvolvido uma rela&ccedil;&atilde;o com quem produz que est&aacute; baseada nos princ&iacute;pios da solidariedade e respeito  -  para com as pessoas e com a natureza  - , pois de fato reconhecem os benef&iacute;cios da produ&ccedil;&atilde;o agroecol&oacute;gica.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>PARA N&Atilde;O CONCLUIR</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir dessas experi&ecirc;ncias, de uma coisa estamos certas: no centro deste debate est&aacute; nossa comida! &Eacute; a partir do que comemos que expressamos nossa exist&ecirc;ncia (de ser, fazer e estar) em sociedade. Ontem, hoje e amanh&atilde;. Nossa cultura alimentar est&aacute; amea&ccedil;ada e a natureza est&aacute; em risco! Portanto, nossa exist&ecirc;ncia est&aacute; em risco.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesse cen&aacute;rio pand&ecirc;mico, mais pessoas est&atilde;o tendo sua alimenta&ccedil;&atilde;o reduzida em quantidade e, especialmente, em qualidade. Enquanto o setor do agroneg&oacute;cio, o tal modelo onde impera uma produ&ccedil;&atilde;o alimentar industrial, segue com sua margem de lucro elevada sem se importar com os custos dessa produ&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de das pessoas e do ambiente. &Eacute; a partir desta constata&ccedil;&atilde;o que convidamos voc&ecirc; leitor/leitora a somar nessa luta. E se perguntar: como &eacute; poss&iacute;vel transformar uma realidade com a qual n&atilde;o estamos de acordo? Ser&aacute; que nossas pr&aacute;ticas de comer cotidianamente influenciam no que se produz? Ou no que consumimos (ou, melhor, comemos)? Afirmamos que sim! Ent&atilde;o, vamos nessa. Vamos lutar juntas e juntos por um sistema alimentar que produza sa&uacute;de  -  de quem produz, de quem come e da natureza!</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. 	Wallace, R. <i>Pandemia e agroneg&oacute;cio: doen&ccedil;as infecciosas, capitalismo e ci&ecirc;ncia</i>. Edi&ccedil;&atilde;o: Elefante &amp; Igra Kniga. 2020.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. 	Esteve, E. V. <i>O neg&oacute;cio da comida: quem controla nossa alimenta&ccedil;&atilde;o?</i> 1o ed. S&atilde;o Paulo: Express&atilde;o Popular, 2017.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. 	FAO  -  Food and Agriculture Organization of the United Nations. <i>The state of food security and nutrition in the world. Transforming food systems for affordable healthy diets</i>. Rome, FAO, 2020.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. 	Paula, N. M. <i>Evolu&ccedil;&atilde;o do sistema agroalimentar mundial: contradi&ccedil;&otilde;es e desafios</i>. Curitiba: CRV, 2017.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de. <i>Guia alimentar para a popula&ccedil;&atilde;o brasileira.</i> 2 ed. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, 2014.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Silva, E. J. M. "Sistemas alimentares, soberania alimentar e a vida das mulheres: Elementos para o debate". In: Instituto Pol&iacute;ticas Alternativas para o Cone-Sul  -  PACS. <i>Mulheres e soberania alimentar: sementes e mundos poss&iacute;veis. </i>Rio de Janeiro, 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Louzada, M. L. D. C.; Canella, D. S.; Jaime, P. C.; Monteiro, C. A. <i>Alimenta&ccedil;&atilde;o e sau&#769;de: a fundamenta&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica do guia alimentar para a popula&ccedil;&atilde;o brasileira</i>. S&atilde;o Paulo: Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica da USP, 2019.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Telles, L. "Desvelando a economia invis&iacute;vel das agricultoras agroecol&oacute;gicas: a experi&ecirc;ncia das mulheres de Barra do Turvo, SP". Disserta&ccedil;&atilde;o (mestrado em extens&atilde;o rural)  -  Universidade Federal de Vi&ccedil;osa, Vi&ccedil;osa, 2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Siliprandi, E. C. <i>Mulheres e agroecologia: transformando o campo, as florestas e as pessoas</i>. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2015.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Giordani, R.; Bezerra, I.; Anjos, M. C. "Semeando agroecologia e colhendo nutri&ccedil;&atilde;o: Rumo ao bem e bom comer". In: Sambuichi, R. H. R.O.; Moura, I. F. D. O.; Mattos, L. M. D. O.; &Aacute;vila, M. L. D. O.; Sp&iacute;ndola, P. A. C. O.; Silva, A. P. M. D. O. (orgs.). <i>A pol&iacute;tica nacional de agroecologia e produ&ccedil;&atilde;o org&acirc;nica no Brasil: uma trajet&oacute;ria de luta pelo desenvolvimento rural sustent&aacute;vel</i>. Bras&iacute;lia: Ipea, 2017.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Furtado da Silva, A. C. G. F. S. "Mulheres e soberania alimentar &#91;recurso eletr&ocirc;nico&#93;: saberes agroecol&oacute;gicos entre assentadas". Disserta&ccedil;&atilde;o (mestrado)  -  Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Alimenta&ccedil;&atilde;o e Nutri&ccedil;&atilde;o. Setor de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de. Universidade Federal do Paran&aacute;. Curitiba, 2019.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. &Eacute; importante mencionar que o projeto foi desenvolvido entre 2017 e 2020, quando a autora Islandia Bezerra ainda compunha o quadro docente da UFPR. O projeto, por&eacute;m, segue ativo e, cada vez mais, sendo ampliado.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Rezende, S. A. "Di&aacute;logo de saberes no encontro de culturas: o desafio da constru&ccedil;&atilde;o do conhecimento em agroecologia na educa&ccedil;&atilde;o do campo". Disserta&ccedil;&atilde;o. Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o, Setor de Educa&ccedil;&atilde;o, da Universidade Federal do Paran&aacute;. Curitiba, 2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Gon&ccedil;alves, J.; Mascarenhas, T. "Grupos de consumo respons&aacute;vel no Brasil: aproximando consumidores e produtores em redes agroecol&oacute;gicas e solid&aacute;rias". In: <i>Abastecimento alimentar e mercados institucionais. </i>/ Org. Julian Perez-Cassarino ... &#91;et al&#93;. - Chapec&oacute;: Ed. UFFS; Praia, Cabo Verde: UNICV, 2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Pinho, L. S.; Oliveira, M. A. A.; Menezes, R. C. E. <i>Extens&atilde;o em debate</i>, Macei&oacute;, v.05, n.01, jan./jun. 2018.    </font></p>      ]]></body><back>
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