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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    <br>   OCEANO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Conex&atilde;o oceano, ci&ecirc;ncia e sociedade</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Robson Capretz<sup>I</sup>; Simone Madalosso<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Coordenador de Ci&ecirc;ncia e Conserva&ccedil;&atilde;o da Funda&ccedil;&atilde;o Grupo Botic&aacute;rio de Prote&ccedil;&atilde;o &agrave; Natureza    <br>   <sup>II</sup>Analista em pol&iacute;tica e governan&ccedil;a pela Rare Brasil</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"Pus o meu sonho num navio e o navio em cima do mar; depois, abri o mar com as m&atilde;os, para o meu sonho naufragar" &#91;1&#93;. No poema "Can&ccedil;&atilde;o", Cec&iacute;lia Meireles narra como levou os seus anseios e desejos para o mar, a fim de que l&aacute; eles afundassem e se perdessem para nunca mais retornarem. No entanto, ao contr&aacute;rio do que a poeta fluminense descreve nos versos de sua famosa obra, o oceano &eacute; o lugar onde os sonhos nascem, onde a vida como a conhecemos surgiu, al&eacute;m de ser tamb&eacute;m pe&ccedil;a fundamental na constru&ccedil;&atilde;o de um futuro sustent&aacute;vel para o nosso planeta.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No cl&aacute;ssico livro <i>A terra &eacute; azul: por que o destino dos oceanos e o nosso &eacute; um s&oacute;?</i>, de 2009, a bi&oacute;loga marinha Sylvia Earle j&aacute; nos fazia refletir sobre a influ&ecirc;ncia oce&acirc;nica em nossas vidas. "Mesmo que voc&ecirc; nunca tenha a chance de ver ou tocar o oceano, o oceano toca voc&ecirc; a cada respira&ccedil;&atilde;o, cada gota de &aacute;gua que voc&ecirc; bebe, cada mordida que voc&ecirc; consome. Todos, em todos os lugares, est&atilde;o inextricavelmente conectados e s&atilde;o totalmente dependentes da exist&ecirc;ncia do mar", brilhantemente colocou a autora &#91;2&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">E n&atilde;o &eacute; para menos. De acordo com o Servi&ccedil;o Nacional de Oceano dos Estados Unidos, os organismos marinhos respondem por 50% a 80% de toda produ&ccedil;&atilde;o de oxig&ecirc;nio presente na atmosfera terrestre &#91;3&#93; - n&uacute;mero bem maior do que o produzido pela Amaz&ocirc;nia ou por qualquer outra floresta tropical. Mas os benef&iacute;cios do oceano n&atilde;o param por a&iacute;. Os servi&ccedil;os ecossist&ecirc;micos do mar se estendem para os variados aspectos da vida, como a produ&ccedil;&atilde;o de alimentos e f&aacute;rmacos, sequestro e estoque de carbono, controle de eros&atilde;o, regula&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica, manuten&ccedil;&atilde;o da biodiversidade, beleza c&ecirc;nica, controle de doen&ccedil;as e depura&ccedil;&atilde;o de poluentes, apenas para citar al-guns &#91;4&#93;. Contudo, diferentes estudos apontam que dadas as r&aacute;pidas mudan&ccedil;as que v&ecirc;m ocorrendo tanto com os humanos quanto com os processos biof&iacute;sicos, emiss&otilde;es de carbono, aumento e migra&ccedil;&otilde;es da popula&ccedil;&atilde;o e sobre-explora&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies, muitos dos sistemas e servi&ccedil;os podem entrar em colapso at&eacute; o final do s&eacute;culo XXI &#91;5&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diferentemente dos continentes, o oceano n&atilde;o tem fronteira. &Eacute;, portanto, um s&iacute;mbolo de uni&atilde;o entre os povos, conectando culturas e pensamentos e mostrando como todos n&oacute;s dependemos uns dos outros e da natureza. &Agrave;s vezes, pode parecer dif&iacute;cil tatear o impacto do oceano em nossas vidas, mas alguns n&uacute;meros nos ajudam a ter uma vis&atilde;o mais clara. Somente no Brasil, 26% da popula&ccedil;&atilde;o vive em munic&iacute;pios da zona costeira, o que &eacute; justificado por fatores hist&oacute;ricos da ocupa&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio brasileiro e pela tend&ecirc;ncia mundial das pessoas em buscarem &aacute;reas pr&oacute;ximas ao litoral para viver &#91;6&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No mundo, cerca de 40% da popula&ccedil;&atilde;o vive numa dist&acirc;ncia de at&eacute; 100 quil&ocirc;metros da costa &#91;7&#93;. Para al&eacute;m disso, a maioria das pessoas consideradas pobres e famintas vivem em &aacute;reas rurais, dependendo diretamente da agricultura, pesca, floresta e outros animais para sua subsist&ecirc;ncia &#91;8&#93;. E s&atilde;o esses os lugares mais afetados por eventos clim&aacute;ticos. Dessa popula&ccedil;&atilde;o, a maior parte encontra-se concentrada nas regi&otilde;es costeiras, consequentemente os ecossistemas costeiros e marinhos s&atilde;o algumas das &aacute;reas mais afetadas em todo o mundo &#91;9&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O oceano movimenta na economia entre US$ 3 trilh&otilde;es e US$ 6 trilh&otilde;es por ano no mundo &#91;10&#93;. Somente a pesca e a aquicultura contribuem, anualmente, com US$ 100 bilh&otilde;es, um n&uacute;mero que se traduz em cerca de 260 milh&otilde;es de empregos em todos os continentes. Tal panorama deve ser amplificado com a produ&ccedil;&atilde;o de dados, cria&ccedil;&atilde;o de novas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e financiamentos para o setor. Um exemplo disso s&atilde;o dados da FAO que estimam que no Brasil, at&eacute; 2025, a produ&ccedil;&atilde;o da pesca e aquicultura nacional deve crescer 104% &#91;11&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">J&aacute; a influ&ecirc;ncia do oceano sobre a cultura dos povos se torna evidente quando olhamos para popula&ccedil;&otilde;es tradicionais e seus modos de vida, que est&atilde;o intrinsecamente ligados ao uso dos recursos naturais. In&uacute;meras pesquisas apresentam a diversidade de pr&aacute;ticas para gest&atilde;o dos ecossistemas via conhecimento ecol&oacute;gico tradicional, que inclui mecanismos sociais de adapta&ccedil;&atilde;o, acumula&ccedil;&atilde;o e transmiss&atilde;o de conhecimento &#91;12&#93;. O modelo de desenvolvimento focado apenas no crescimento econ&ocirc;mico e o distanciamento da ci&ecirc;ncia do saber tradicional excluiu e limitou ao longo de anos popula&ccedil;&otilde;es, que por meio de in&uacute;meras adapta&ccedil;&otilde;es conseguiram, apesar de aspectos de vulnerabilidade, se tornarem resilientes. O surgimento dos movimentos sociais, a exemplo da Comiss&atilde;o Nacional de Fortalecimento das Reservas Extrativistas e Povos Tradicionais Extrativistas Costeiros e Marinhos (Confrem) e do Movimento de Pescadores e Pescadoras Artesanais (MPP) surgiu com intuito de dar voz a essas comunidades perante conflitos e na busca da sustentabilidade dos seus modos de vida. Contudo, &eacute; percept&iacute;vel um distanciamento da academia de tais popula&ccedil;&otilde;es ainda hoje.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A import&acirc;ncia dos ambientes marinhos para a vida humana muitas vezes &eacute; subestimada em fun&ccedil;&atilde;o da baixa disponibilidade e/ou aus&ecirc;ncia de dados de biodiversidade. Um exemplo disso &eacute; a aus&ecirc;ncia de um monitoramento pesqueiro nacional - a &uacute;ltima publica&ccedil;&atilde;o do boletim estat&iacute;stico de pesca ocorreu em 2011. A necessidade de melhoria nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas relacionadas ao uso e conserva&ccedil;&atilde;o dos oceanos est&aacute; diretamente atrelada &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento cient&iacute;fico, ao conhecimento tradicional, bem como a integra&ccedil;&atilde;o com demais atores da sociedade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesse contexto, a proclama&ccedil;&atilde;o da D&eacute;cada das Na&ccedil;&otilde;es Unidas da Ci&ecirc;ncia Oce&acirc;nica para o Desenvolvimento Sustent&aacute;vel, que vai de 2021 a 2030, &eacute; um marco hist&oacute;rico que permitir&aacute;  debates e produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento por meio da constru&ccedil;&atilde;o colaborativa com diferentes atores da sociedade. No Brasil, a D&eacute;cada est&aacute; sendo conduzida pelo Minist&eacute;rio de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&otilde;es (MCTI), representante cient&iacute;fico na Comiss&atilde;o Oceanogr&aacute;fica Intergovernamental (COI), da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Educa&ccedil;&atilde;o, a Ci&ecirc;ncia e a Cultura (Unesco). A Funda&ccedil;&atilde;o Grupo Botic&aacute;rio de Prote&ccedil;&atilde;o &agrave; Natureza, a Rare Brasil e a Confrem s&atilde;o as representantes da sociedade civil organizada que fazem parte do comit&ecirc; de assessoramento para a gest&atilde;o do Plano Nacional da D&eacute;cada do Oceano no pa&iacute;s.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em seus 30 de atua&ccedil;&atilde;o, a Funda&ccedil;&atilde;o j&aacute; apoiou mais de 1.600 projetos de conserva&ccedil;&atilde;o em todo o Brasil, que juntos resultaram na descoberta de aproximadamente 170 esp&eacute;cies da fauna e flora - 100% dos projetos apoiados s&atilde;o baseados em ci&ecirc;ncia e voltados para a resolu&ccedil;&atilde;o de quest&otilde;es importantes para a conserva&ccedil;&atilde;o da natureza e para a sociedade. Historicamente, os projetos marinhos t&ecirc;m sido um dos focos de aten&ccedil;&atilde;o da entidade: cerca de 25% de todo o apoio destinado a iniciativas cient&iacute;ficas pela Funda&ccedil;&atilde;o estiveram relacionados com a ci&ecirc;ncia oce&acirc;nica. Outra entrega foi a organiza&ccedil;&atilde;o, em setembro de 2019, do Conex&atilde;o Oceano, evento realizado em parceria com a Unesco Brasil, a COI da Unesco e o Museu do Amanh&atilde;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Rare, por sua vez, atua no Brasil desde 2014 por meio do programa Pesca para Sempre, que promove a gest&atilde;o sustent&aacute;vel da pesca artesanal ancorada em tr&ecirc;s pilares: 1) viabilizar a inclus&atilde;o financeira e o mercado justo para os pescadores artesanais; 2) estabelecer e fortalecer a gest&atilde;o pesqueira compartilhada de base comunit&aacute;ria; e 3) apoiar acesso a direitos para exerc&iacute;cio da cidadania por meio do suporte na defini&ccedil;&atilde;o e operacionaliza&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e na governan&ccedil;a, visando priorizar o acesso e uso dos recursos pesqueiros pelos pescadores e pescadoras artesanais marinho-costeiros. A conex&atilde;o entre a academia, o governo, os movimentos sociais, popula&ccedil;&otilde;es locais e demais organiza&ccedil;&otilde;es &eacute; essencial para o desenvolvimento do programa. Nos dois ciclos j&aacute; realizados de 2015 at&eacute; 2017 e de 2017 at&eacute; 2019, foi poss&iacute;vel aferir o impacto e a efic&aacute;cia do programa, em especial as campanhas, por meio de pesquisa quantitativa socioecon&ocirc;mica e comportamental. Atualmente, a organiza&ccedil;&atilde;o atua no estado do Par&aacute; em 12 reservas extrativistas, categoria de uso sustent&aacute;vel das &aacute;reas protegidas do Sistema Nacional de Unidades de Conserva&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Confrem &eacute; um movimento social que possui como miss&atilde;o desenvolver, articular e implementar estrat&eacute;gias visando o reconhecimento e a garantia dos territ&oacute;rios extrativistas tradicionais costeiros e marinhos na dimens&atilde;o social, cultural, ambiental e econ&ocirc;mica, garantindo os seus meios de vida e produ&ccedil;&atilde;o sustent&aacute;vel. Seus objetivos incluem: 1) lutar pelo reconhecimento e andamento dos processos de solicita&ccedil;&atilde;o de novas reservas marinhas; 2) assegurar o direito &agrave; produ&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o pr&oacute;prio dos extrativistas; 3) promover o contato entre as reservas extrativistas brasileiras; 4) garantir a manuten&ccedil;&atilde;o dos saberes das popula&ccedil;&otilde;es tradicionais pesqueiras e 5) garantir a conserva&ccedil;&atilde;o dos rios, mares, manguezais e fauna marinha e costeira.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Durante as oficinas realizadas pela D&eacute;cada, foi poss&iacute;vel reunir comunicadores, jornalistas, influenciadores, acad&ecirc;micos, pesquisadores, representantes do poder p&uacute;blico, setor privado e organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil para discutir e levantar estrat&eacute;gias sobre como comunicar as quest&otilde;es do oceano para diferentes p&uacute;blicos, demonstrando sua transversalidade e a forma como se relaciona com o dia a dia das pessoas. Com o in&iacute;cio da D&eacute;cada da Ci&ecirc;ncia Oce&acirc;nica para o Desenvolvimento Sustent&aacute;vel neste ano, certamente muitas outras conex&otilde;es ser&atilde;o feitas Brasil afora, criando uma rede interligada de conhecimento para a prote&ccedil;&atilde;o dos nossos mares.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CI&Ecirc;NCIA E SOCIEDADE</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para conectar o maior n&uacute;mero de atores e engajar a sociedade nas tem&aacute;ticas relacionadas &agrave; prote&ccedil;&atilde;o do oceano, informa&ccedil;&atilde;o de qualidade &eacute; essencial. Segundo a publica&ccedil;&atilde;o Indicadores Nacionais de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o &#91;13&#93;, elaborada pelo MCTI, com dados referentes a 2014, existem no pa&iacute;s 317 mil pesquisadores, seja na iniciativa p&uacute;blica ou privada, e um contingente semelhante de pessoal de apoio (292 mil). Em 2018, 74 mil artigos brasileiros publicados em peri&oacute;dicos cient&iacute;ficos foram indexados pelo Scopus (principal banco de dados de peri&oacute;dicos cient&iacute;ficos do mundo) - valor 1,7% acima da produ&ccedil;&atilde;o do ano anterior e equivalente a 2,63% de todos os artigos indexados no planeta.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quando olhamos estritamente para a ci&ecirc;ncia oce&acirc;nica, os dados s&atilde;o animadores. Segundo o Relat&oacute;rio Mundial sobre a Ci&ecirc;ncia Oce&acirc;nica: o estado atual da ci&ecirc;ncia oce&acirc;nica no mundo &#91;14&#93;, lan&ccedil;ado em 2017 pela COI, a produ&ccedil;&atilde;o nesse campo do conhecimento est&aacute; crescendo. "Entre 2010 e 2014, foram publicados mais de 370 mil manuscritos na &aacute;rea de ci&ecirc;ncia oce&acirc;nica e mais de dois milh&otilde;es de artigos foram citados. De fato, existe alguma rela&ccedil;&atilde;o entre quantidade e qualidade no desempenho da ci&ecirc;ncia oce&acirc;nica; entretanto, pa&iacute;ses com os maiores n&uacute;meros de publica&ccedil;&otilde;es n&atilde;o s&atilde;o necessariamente os mais citados", destaca a COI. O Brasil &eacute; o 11º pa&iacute;s com mais publica&ccedil;&otilde;es, com cerca de 13 mil artigos no per&iacute;odo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O documento tamb&eacute;m traz o chamado &iacute;ndice de especializa&ccedil;&atilde;o, com os pontos fortes e fracos de cada na&ccedil;&atilde;o nas diversas &aacute;reas da ci&ecirc;ncia oce&acirc;nica. Em geral, o pa&iacute;s tem uma produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica acima da m&eacute;dia mundial, com destaque para os estudos de fun&ccedil;&otilde;es e processos de ecossistemas marinhos, sa&uacute;de do oceano e crescimento azul. Por outro lado, os campos de clima, tecnologia e engenharia est&atilde;o abaixo da m&eacute;dia global e t&ecirc;m um grande potencial de desenvolvimento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com a produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica em andamento, tamb&eacute;m &eacute; necess&aacute;rio fazer a interface com a sociedade. Contudo, a formula&ccedil;&atilde;o dos projetos e pesquisas muitas vezes &eacute; <i>top-down</i>, n&atilde;o atendendo interesses dos territ&oacute;rios e popula&ccedil;&otilde;es locais, nem devolvendo os resultados aos principais envolvidos. A produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica descolada da realidade e sem a participa&ccedil;&atilde;o cidad&atilde; deixa de exercer seu papel social de transforma&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por isso, &eacute; important&iacute;ssimo que as comunidades tradicionais se sintam parte integrante do processo cient&iacute;fico, como reconhecimento de sua relev&acirc;ncia para o territ&oacute;rio e valoriza&ccedil;&atilde;o de seus saberes, refletindo assim novas pr&aacute;ticas sustent&aacute;veis na conjuga&ccedil;&atilde;o de esfor&ccedil;os para a conserva&ccedil;&atilde;o. Para al&eacute;m, &eacute; essencial que os financiadores solicitem que projetos e pesquisas sejam correspondentes aos anseios da sociedade. Um exemplo de tal alinhamento p&ocirc;de ser visto recentemente no litoral da Para&iacute;ba, com a cria&ccedil;&atilde;o de uma nova Unidade de Conserva&ccedil;&atilde;o (UC), a &Aacute;rea de Prote&ccedil;&atilde;o Ambiental (APA) Naufr&aacute;gio Queimado, que aumentou de 0,5% para 10,7% a extens&atilde;o de preserva&ccedil;&atilde;o costeira no estado. O territ&oacute;rio se estende pelo litoral dos munic&iacute;pios de Jo&atilde;o Pessoa e Cabedelo, com uma abrang&ecirc;ncia de aproximadamente 420 quil&ocirc;metros quadrados (cerca de 42 mil hectares).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para se chegar ao modelo de APA, audi&ecirc;ncias p&uacute;blicas estimularam o di&aacute;logo entre diversos atores, incluindo a comunidade pesqueira da regi&atilde;o, para que a nova unidade de conserva&ccedil;&atilde;o coexistisse com a atividade econ&ocirc;mica local. A proposta de cria&ccedil;&atilde;o elaborada pela Universidade Federal da Para&iacute;ba (UFPB) &#91;15&#93; observava que, no estado e em todo o pa&iacute;s, a pesca artesanal &eacute; de grande import&acirc;ncia econ&ocirc;mica e social, considerada um modo de vida e parte integrante da cultura das popula&ccedil;&otilde;es locais. "A poligonal foi cuidadosamente desenhada para minimizar, se poss&iacute;vel zerar, os impactos negativos sobre as atividades existentes, em especial a pesca comercial artesanal e a pesca amadora desenvolvidas na regi&atilde;o", diz o documento. Com isso, a UC, al&eacute;m de integrar a conserva&ccedil;&atilde;o com a gera&ccedil;&atilde;o sustent&aacute;vel de emprego e renda na regi&atilde;o, ainda mant&eacute;m viva, por meio do turismo hist&oacute;rico e natural, aspectos relevantes da mem&oacute;ria e cultura paraibana.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outro caso emblem&aacute;tico &eacute; o munic&iacute;pio de Guaraque&ccedil;aba, no litoral norte do Paran&aacute;, e onde a Funda&ccedil;&atilde;o Grupo Botic&aacute;rio mant&eacute;m a Reserva Natural Salto Morato, uma reserva particular do patrim&ocirc;nio natural aberta &agrave; pesquisa cient&iacute;fica e visita&ccedil;&atilde;o tur&iacute;stica, contribuindo para movimentar parte da economia local. Trata-se de uma regi&atilde;o no cora&ccedil;&atilde;o da Grande Reserva Mata Atl&acirc;ntica - o maior remanescente cont&iacute;nuo do bioma - e que, por isso, tem rica biodiversidade e &eacute; alvo de grande aten&ccedil;&atilde;o da comunidade cient&iacute;fica. J&aacute; identificando essa tend&ecirc;ncia, os engenheiros florestais Ana Livia Kasseboehmer, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE), e Ivan Crespo Silva, do Departamento de Ci&ecirc;ncias Florestais da Universidade Federal do Paran&aacute; (UFPR), publicaram em 2008 um estudo sobre a produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica que tinha o patrim&ocirc;nio natural de Guaraque&ccedil;aba como objeto de estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como &eacute; comum em localidades litor&acirc;neas, a cidade de 8 mil habitantes tem na pesca artesanal, com o aproveitamento comercial do excedente, e na agricultura de subsist&ecirc;ncia (baseada sobretudo na mandioca, na banana e no arroz) a sua base de sobreviv&ecirc;ncia &#91;16&#93;. Kasseboehmer e Silva, que analisaram 109 documentos cient&iacute;ficos publicados e entrevistaram 80 fam&iacute;lias, chegaram &agrave; conclus&atilde;o de que, "na maioria das vezes, os resultados das pesquisas acabam por n&atilde;o serem disponibilizados para o p&uacute;blico, que fica sem um retorno sobre as informa&ccedil;&otilde;es que ajudou a levantar".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Projetos de gest&atilde;o de base comunit&aacute;ria desenvolvidos pela Rare se debru&ccedil;am sobre os pilares destacados anteriormente e atuam estrategicamente na remo&ccedil;&atilde;o de barreiras que impedem a atividade pesqueira de ter uma gest&atilde;o mais sustent&aacute;vel. Entre os anos de 2017 e 2019, as principais barreiras encontradas em 10 UC dos estados do Par&aacute;, Maranh&atilde;o, Piau&iacute;, Pernambuco e Alagoas inclu&iacute;ram a falta de dados para tomada de decis&atilde;o, baixa participa&ccedil;&atilde;o social, falta de credibilidade e apoio pol&iacute;tico e falta de investimento na atividade pesqueira. A organiza&ccedil;&atilde;o possui parcerias com governo, academia, sociedade civil e movimentos sociais. Dessa forma, por meio de monitoramento pesqueiro, capacita&ccedil;&otilde;es e assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica aos tomadores de decis&atilde;o de n&iacute;vel nacional, estadual e local e &agrave;s comunidades locais s&atilde;o realizadas campanhas de marketing social para a mudan&ccedil;a de comportamento de todos os atores. A teoria da mudan&ccedil;a &eacute; definida em cada &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o e orienta de maneira simplificada as dimens&otilde;es que devem ser aperfei&ccedil;oadas nos projetos para promover conhecimento, atitude e pr&aacute;ticas voltadas &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o dos recursos naturais e &agrave; melhoria da qualidade de vida das comunidades pesqueiras, tornando-se fonte de refer&ecirc;ncia para a constru&ccedil;&atilde;o de indicadores quantitativos de avalia&ccedil;&atilde;o de resultado e impacto de programa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Refor&ccedil;a-se assim a import&acirc;ncia da participa&ccedil;&atilde;o social e comunica&ccedil;&atilde;o na condu&ccedil;&atilde;o de projetos e trabalhos cient&iacute;ficos que envolvam, direta ou indiretamente, as comunidades sobre as quais elas se debru&ccedil;am. Felizmente, de modo geral, temos no Brasil importantes entidades da sociedade civil organizada que atuam na articula&ccedil;&atilde;o entre ci&ecirc;ncia e sociedade. Podemos citar com destaque organiza&ccedil;&otilde;es como Rare, WWF, Liga das Mulheres Pelo Oceano, Oceana, Conserva&ccedil;&atilde;o Internacional, Funda&ccedil;&atilde;o Grupo Botic&aacute;rio, Instituto Linha D'&aacute;gua, Painel Mar, F&oacute;rum do Mar e outras. Os movimentos sociais s&atilde;o esse importante elo entre as organiza&ccedil;&otilde;es, academia e as popula&ccedil;&otilde;es locais, uma vez que se constituem com representatividade, dando voz &agrave;s necessidades locais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DEMANDAS E DESAFIOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mesmo com uma ci&ecirc;ncia oce&acirc;nica de qualidade - que carece de mais recursos e estrutura - e com uma rede de institui&ccedil;&otilde;es atuantes para a articula&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas para o p&uacute;blico em geral, em que ponto precisamos melhorar e concentrar nossos esfor&ccedil;os de maneira a garantir a sustentabilidade dos mares? Como atuar para que a prote&ccedil;&atilde;o de habitats marinhos e a manuten&ccedil;&atilde;o e o fortalecimento de servi&ccedil;os ambientais provenientes do oceano tamb&eacute;m reflitam e contribuam para fortalecer a sociedade e a sua resili&ecirc;ncia? As respostas, obviamente, n&atilde;o s&atilde;o simples.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim como estudar o oceano requer uma vis&atilde;o multidisciplinar, a atua&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica para solucionar os problemas referentes a ele tamb&eacute;m. Ainda que esteja inserido no Objetivo de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (ODS) 14, todos os outros influenciam diretamente a sa&uacute;de do oceano. Sua sobreviv&ecirc;ncia, portanto, exige que a sustentabilidade seja aplicada em todos os aspectos da vida em sociedade.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma das demandas mais importantes a serem endere&ccedil;adas num futuro imediato &eacute; a prote&ccedil;&atilde;o de habitats sens&iacute;veis e das popula&ccedil;&otilde;es tradicionais que contribuem para seu uso e conserva&ccedil;&atilde;o. O Brasil, em especial, conta com ambientes marinhos &uacute;nicos no mundo, como o arquip&eacute;lago de Abrolhos e os manguezais amaz&ocirc;nicos. Um modelo de desenvolvimento econ&ocirc;mico que n&atilde;o contemple a conserva&ccedil;&atilde;o da natureza alinhada ao desenvolvimento social ser&aacute; insustent&aacute;vel. A explora&ccedil;&atilde;o de &oacute;leo e g&aacute;s &eacute; um exemplo disso.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 2019, um vazamento de &oacute;leo de propor&ccedil;&atilde;o continental atacou o litoral brasileiro nordestino, prejudicando a biodiversidade e atividades socioecon&ocirc;micas como a pesca e o turismo. At&eacute; hoje n&atilde;o se sabe a origem do material poluente que manchou nossas praias, o que refor&ccedil;a a necessidade de termos organismos internacionais de atua&ccedil;&atilde;o e fiscaliza&ccedil;&atilde;o, assim como tecnologia capaz de prever e monitorar a movimenta&ccedil;&atilde;o do &oacute;leo no oceano e gest&atilde;o eficaz dos &oacute;rg&atilde;os governamentais respons&aacute;veis. Atualmente, um projeto vem sendo desenvolvido pelas organiza&ccedil;&otilde;es Rare, Oceana e Conserva&ccedil;&atilde;o Internacional para mitigar os problemas enfrentados pelas comunidades pesqueiras afetadas pelo &oacute;leo e pela covid-19.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A resolu&ccedil;&atilde;o de problemas sociais tem sido uma demanda hist&oacute;rica para a busca de um oceano mais saud&aacute;vel. Entre as principais est&aacute; o saneamento b&aacute;sico e a diminui&ccedil;&atilde;o do lixo no mar. O &uacute;ltimo relat&oacute;rio das Organiza&ccedil;&otilde;es das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) sobre a popula&ccedil;&atilde;o global projetou que, em 2100, a quantidade de pessoas no planeta pode chegar a 10,9 bilh&otilde;es, levantando preocupa&ccedil;&otilde;es quanto &agrave; press&atilde;o sobre as cidades, em especial em &aacute;reas sens&iacute;veis como o acesso &agrave; &aacute;gua. Atualmente, quase 100 milh&otilde;es de brasileiros n&atilde;o t&ecirc;m acesso &agrave; coleta de esgoto e apenas 46% dos esgotos do pa&iacute;s s&atilde;o tratados &#91;17&#93;. J&aacute; no tocante ao lixo, dentre os materiais encontrados no mar, &eacute; poss&iacute;vel citar papel, tecido, madeira, metal, pl&aacute;stico, vidro, borracha e misturas, que s&atilde;o originados a partir de diversas atividades humanas &#91;18&#93;. Segundo estimativas do Programa das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), os custos aproximados dos danos ambientais para os ecossistemas marinhos somam US$ 13 bilh&otilde;es por ano &#91;19&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outra grande preocupa&ccedil;&atilde;o tem sido a manuten&ccedil;&atilde;o dos estoques pesqueiros. Os peixes respondem por cerca de 17% de toda a prote&iacute;na animal consumida no mundo e 7% de toda a prote&iacute;na (de origem animal ou n&atilde;o) &#91;20&#93;. No entanto, o n&iacute;vel de estoques pesqueiros em condi&ccedil;&otilde;es de sustentabilidade biol&oacute;gica caiu de 90% em 1990 para 65,8% em 2017 &#91;20&#93;. Esse quadro se deve &agrave; dissemina&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas inadequadas de pesca e &agrave; neglig&ecirc;ncia de governos na gest&atilde;o pesqueira. Colabora ainda para essa situa&ccedil;&atilde;o de estresse a maior frequ&ecirc;ncia de eventos clim&aacute;ticos extremos, que provocaram 82% a mais de desastres naturais no mundo nos &uacute;ltimos 20 anos em compara&ccedil;&atilde;o com o mesmo per&iacute;odo anterior &#91;21&#93;. Isso tamb&eacute;m gera uma press&atilde;o sobre as cidades costeiras, que precisam se adaptar, muitas vezes com pesados investimentos em infraestrutura e conten&ccedil;&atilde;o de danos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O monitoramento do oceano e a cria&ccedil;&atilde;o de um sistema &uacute;nico de dados capaz de reunir informa&ccedil;&otilde;es ambientais sobre a costa brasileira de forma cont&iacute;nua, sistem&aacute;tica e participativa tem sido um dos principais t&oacute;picos das oficinas de constru&ccedil;&atilde;o do Plano Nacional para a D&eacute;cada da Ci&ecirc;ncia Oce&acirc;nica para o Desenvolvimento Sustent&aacute;vel. &Eacute; certo que a constru&ccedil;&atilde;o de uma base de dados nacionais ter&aacute; de envolver n&atilde;o apenas as universidades, mas tamb&eacute;m as organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil, os &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos e as popula&ccedil;&otilde;es locais. Possibilitando assim decis&otilde;es mais assertivas para que pol&iacute;ticas p&uacute;blicas sejam formuladas e pactuadas de maneira segura, garantindo longevidade a seus benef&iacute;cios.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O oceano &eacute; geralmente definido como uma grande massa azul de &aacute;gua que cobre 363 milh&otilde;es de quil&ocirc;metros quadrados, o equivalente a 72% da superf&iacute;cie da Terra. No entanto, &eacute; preciso refor&ccedil;armos a ideia de que ele &eacute; mais do que isso. O oceano &eacute; uma rede que toca todos e tudo a todo instante. Ele &eacute;, na verdade, uma grande teia azul de &aacute;gua e vida que atinge 7,7 bilh&otilde;es de pessoas e influencia 100% do nosso planeta. Um lugar n&atilde;o onde sonhos naufragam, mas onde eles nascem. A&ccedil;&otilde;es locais s&atilde;o imprescind&iacute;veis para gerarem impactos de transforma&ccedil;&atilde;o global, da mesma forma que dependemos do oceano, ele depende de n&oacute;s para continuar provendo servi&ccedil;os ecossist&ecirc;micos fundamentais para a vida na Terra.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Meireles, C. <i>Os melhores poemas Cec&iacute;lia Meireles: Sele&ccedil;&atilde;o de Maria Fernanda</i>. Global. S&atilde;o Paulo. 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=114757&pid=S0009-6725202100020000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Earle, S. <i>A Terra &eacute; azul - Por que o destino dos oceanos e o nosso &eacute; um s&oacute;?</i>. Sesi-SP. S&atilde;o Paulo. 2017.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=114759&pid=S0009-6725202100020000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. National Ocean Service. "How much oxygen comes from the ocean?" Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="https://oceanservice.noaa.gov/facts/ocean-oxygen.html" target="_blank">https://oceanservice.noaa.gov/facts/ocean-oxygen.html</a>&gt;. Acesso em: 30 out. 2020.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=114761&pid=S0009-6725202100020000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Gerling, C. &#91;et. al&#93; &#91;org.&#93;. "Manual de ecossistemas marinhos e costeiros para educadores". Comunnicar. Santos. 2016. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="https://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/ManualEcossistemasMarinhoseCosteiros3.pdf" target="_blank">https://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/ManualEcossistemasMarinhoseCosteiros3.pdf</a>&gt;. Acesso em: 30 out. 2020.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=114763&pid=S0009-6725202100020000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Ostrom, E. "Sustainable social - Ecological systems: an impossibility?" In: Annual Meetings of the American Association for the Advancement of Science, 15-19 February. San Francisco. 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=114765&pid=S0009-6725202100020000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. IBGE -Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica. Atlas Geogr&aacute;fico das Zonas Costeiras e Oce&acirc;nicas do Brasil. IBGE. Rio de Janeiro. 2011. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv55263.pdf" target="_blank">https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv55263.pdf</a>&gt;. Acesso em: 30 out. 2020.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=114767&pid=S0009-6725202100020000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. ONU - Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas. Factsheet: People and Oceans. 2017. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="https://www.un.org/sustainabledevelopment/wp-content/uploads/2017/05/Ocean-fact-sheet-package.pdf" target="_blank">https://www.un.org/sustainabledevelopment/wp-content/uploads/2017/05/Ocean-fact-sheet-package.pdf</a>&gt;. Acesso em: 30 out. 2020.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=114769&pid=S0009-6725202100020000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. FAO - Food and Agriculture Organization of The United Nations. General situation of world fish stocks. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.fao.org/newsroom/common/ecg/1000505/en/stocks.pdf" target="_blank">http://www.fao.org/newsroom/common/ecg/1000505/en/stocks.pdf</a> Acesso em: 17 de nov. 2020.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=114771&pid=S0009-6725202100020000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Adger, W. N. &#91;et al&#93;. "Social-ecological resilience to coastal disasters". <i>Science</i>. Vol. 309 no. 5737 pp. 1036-1039. Agosto 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=114773&pid=S0009-6725202100020000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. UK Government - Office for Science. Foresight future for the sea - a report from the Government Chief Scientific Adviser 2018. Londres. 128p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=114775&pid=S0009-6725202100020000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. FAO - Food and Agriculture Organization of The United Nations. "El estado mundial de la pesca y acuicultura. Contribuci&oacute;n a la seguridad alimentaria y la nutrici&oacute;n para todos". Roma. 224 pp. 2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=114777&pid=S0009-6725202100020000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 12. Berkes, F.; Colding, J.; Folke, C. Rediscovery of traditional ecological knowledge as adaptive management. Ecological Applications 10: 1251-1262. 2000. Dispon&iacute;vel em: Rediscovery of Traditional Ecological Knowledge as Adaptive Management (<a href="https://fws.gov/" target="_blank">fws.gov</a>). Acesso em 15 de nov 2020.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=114779&pid=S0009-6725202100020000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. MCTIC - Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia, Tecnologia, Inova&ccedil;&otilde;es e Comunica&ccedil;&otilde;es. Indicadores Nacionais de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o. MCTIC. Bras&iacute;lia. 2019. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://antigo.mctic.gov.br/mctic/export/sites/institucional/indicadores/arquivos/Indicadores_CTI_2019.pdf" target="_blank">http://antigo.mctic.gov.br/mctic/export/sites/institucional/indicadores/arquivos/Indicadores_CTI_2019.pdf</a>&gt;. Acesso em: 30 out. 2020.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=114781&pid=S0009-6725202100020000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Unesco - Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Educa&ccedil;&atilde;o, a Ci&ecirc;ncia e a Cultura. "Relat&oacute;rio mundial sobre a ci&ecirc;ncia oce&acirc;nica: o estado atual da ci&ecirc;ncia oce&acirc;nica no mundo, resumo executivo". Unesco. Paris. 2018. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000249373_por" target="_blank">https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000249373_por</a>&gt;. Acesso em: 30 out. 2020.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=114783&pid=S0009-6725202100020000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Santos, B. &#91;et al.&#93;. Proposta de Cria&ccedil;&atilde;o do Parque Estadual Marinho do Naufr&aacute;gio Queimado. Jo&atilde;o Pessoa. 2018. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://sudema.pb.gov.br/consultas/downloads/unidades-de-conservacao/proposta-criacao-parque-queimado.pdf" target="_blank">http://sudema.pb.gov.br/consultas/downloads/unidades-de-conservacao/proposta-criacao-parque-queimado.pdf</a>&gt;. Acesso em: 30 out. 2020.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=114785&pid=S0009-6725202100020000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Kasseboehmer, A.; Silva; I. C. "O olhar do pesquisador sobre Guaraque&ccedil;aba, Paran&aacute;: diagn&oacute;stico e an&aacute;lise cr&iacute;tica da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica relacionada ao munic&iacute;pio. Floresta, Curitiba", v. 39, n. 3, p. 643-658, jul./set. 2009. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="https://revistas.ufpr.br/floresta/article/view/15363/10321" target="_blank">https://revistas.ufpr.br/floresta/article/view/15363/10321</a>&gt;. Acesso em: 30 out. 2020.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=114787&pid=S0009-6725202100020000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Trata Brasil. Esgoto. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.tratabrasil.org.br/saneamento/principais-estatisticas/no-brasil/esgoto" target="_blank">http://www.tratabrasil.org.br/saneamento/principais-estatisticas/no-brasil/esgoto</a>&gt;. Acesso em: 30 out. 2020.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=114789&pid=S0009-6725202100020000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Turra, A. &#91;et. al&#93;. "Lixo nos mares: do entendimento &agrave; solu&ccedil;&atilde;o". Instituto Oceanogr&aacute;fico da Universidade de S&atilde;o Paulo. S&atilde;o Paulo. 2020.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=114791&pid=S0009-6725202100020000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Pnuma -Programa das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para o Meio Ambiente. "Valuing plastics: The business case for measuring, managing and disclosing plastic use in the consumer goods industry". PNUMA. 2015. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://wedocs.unep.org/bitstream/handle/20.500.11822/9238/-Valuing%20plastic%3a%20the%20business%20case%20for%20measuring%2c%20managing%20and%20disclosing%20plastic%20use%20in%20the%20consumer%20goods%20industry-2014Valuing%20plasticsF.pdf?sequence=8&amp;isAllowed=y" target="_blank">https://wedocs.unep.org/bitstream/handle/20.500.11822/9238/-Valuing%20plastic%3a%20the%20business%20case%20for%20measuring%2c%20    <!-- ref --><br>   managing%20and%20disclosing%20plastic%20use%20in%20the%20consumer%20goods%20industry-2014Valuing%20plasticsF.pdf?sequence=8&amp;isAllowed=y</a>&gt;. Acesso em: 30 out. 2020.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=114794&pid=S0009-6725202100020000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. FAO - Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para Alimenta&ccedil;&atilde;o e Agricultura. "The state of world fisheries and aquaculture". FAO. Roma. 2020. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.fao.org/documents/card/en/c/ca9229en" target="_blank">http://www.fao.org/documents/card/en/c/ca9229en</a>&gt;. Acesso em: 30 out. 2020.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=114796&pid=S0009-6725202100020000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. UNDDR - Escrit&oacute;rio das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para Redu&ccedil;&atilde;o dos Riscos de Desastres. The Human Cost of Disasters 2000-2019. UNDDR. 2020. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="https://www.undrr.org/publication/human-cost-disasters-2000-2019" target="_blank">https://www.undrr.org/publication/human-cost-disasters-2000-2019</a>&gt;. Acesso em: 30 out. 2020.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=114798&pid=S0009-6725202100020000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
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