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<article-id pub-id-type="doi">10.5935/2317-6660.20220003</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Agitação revolucionária em Pernambuco durante o processo de Independência (1817-1824). Movimentos influenciados por ideias libertárias fez com que região tomasse o poder e se separasse de Portugal, esquentando caminho para tornar o Brasil independente]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><b>Agita&ccedil;&atilde;o revolucion&aacute;ria em Pernambuco durante o processo de Independ&ecirc;ncia (1817-1824). Movimentos influenciados por ideias libert&aacute;rias fez com que regi&atilde;o tomasse o poder e se separasse de Portugal, esquentando caminho para tornar o Brasil independente</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><b>George F. Cabral de Souza</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Doutor em Hist&oacute;ria pela Universidade de Salamanca, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (CNPq), s&oacute;cio do Instituto Arqueol&oacute;gico, Hist&oacute;rico e Geogr&aacute;fico Pernambucano,  membro da Academia Pernambucana de Letras e s&oacute;cio correspondente do Instituto Hist&oacute;rico e Geogr&aacute;fico Brasileiro.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">As primeiras d&eacute;cadas do s&eacute;culo XIX em Pernambuco foram marcadas por uma sequ&ecirc;ncia de movimentos influenciados pelas ideias libert&aacute;rias do Iluminismo e pelo contexto de desagrega&ccedil;&atilde;o dos imp&eacute;rios coloniais no Novo Mundo. A jun&ccedil;&atilde;o do ide&aacute;rio radical franc&ecirc;s com a heran&ccedil;a hist&oacute;rica de uma capitania que muitas vezes se confrontou com os poderes centrais resultou numa mistura explosiva. Por outro lado, a presen&ccedil;a arraigada da escravid&atilde;o e dos interesses a ela ligados serviu como um elemento de contrabalan&ccedil;o impedindo a concretiza&ccedil;&atilde;o dos projetos de na&ccedil;&atilde;o mais vanguardistas. Percorremos aqui alguns dos momentos mais relevantes da hist&oacute;ria da capitania no tempo em que o Estado nacional brasileiro come&ccedil;ava a se formar. Destacamos alguns dos principais desdobramentos da Revolu&ccedil;&atilde;o Pernambucana de 1817, dos movimentos pol&iacute;ticos e militares imediatamente anteriores &agrave; Independ&ecirc;ncia e da Confedera&ccedil;&atilde;o do Equador, em 1824, a segunda insurg&ecirc;ncia republicana em Pernambuco nas primeiras d&eacute;cadas do s&eacute;culo XIX.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> Pernambuco, Bicenten&aacute;rio, Independ&ecirc;ncia, Revolu&ccedil;&atilde;o Pernambucana</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Em 6 de mar&ccedil;o de 1817 eclodiu no Recife uma revolu&ccedil;&atilde;o republicana. Al&eacute;m de Pernambuco, a nova rep&uacute;blica recebeu tamb&eacute;m o apoio da Para&iacute;ba, do Rio Grande do Norte e de parte do Cear&aacute;. A Revolu&ccedil;&atilde;o Republicana de Pernambuco em 1817 se destaca n&atilde;o s&oacute; por ter sido o primeiro movimento efetivo no sentido da independ&ecirc;ncia do Brasil, mas tamb&eacute;m porque foi a &uacute;nica insurrei&ccedil;&atilde;o anticolonial que conseguiu tomar o poder em toda hist&oacute;ria da monarquia portuguesa. O novo pa&iacute;s foi soberano durante 74 dias.</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><styled-content style="color:#890e10"><b>A Revolu&ccedil;&atilde;o Republicana de Pernambuco em 1817 se destaca n&atilde;o s&oacute; por ter sido o primeiro movimento efetivo no sentido da independ&ecirc;ncia do Brasil, mas tamb&eacute;m porque foi a &uacute;nica insurrei&ccedil;&atilde;o anticolonial que conseguiu tomar o poder em toda hist&oacute;ria da monarquia portuguesa.</b></styled-content></font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Entre as capitanias brasileiras, Pernambuco era uma das poucas cuja balan&ccedil;a comercial apresentava super&aacute;vit. As exporta&ccedil;&otilde;es de a&ccedil;&uacute;car e de algod&atilde;o garantiam a entrada de importantes capitais. Nos primeiros anos do s&eacute;culo XIX, o algod&atilde;o chegou a superar o a&ccedil;&uacute;car em valor nas exporta&ccedil;&otilde;es. A nascente ind&uacute;stria t&ecirc;xtil brit&acirc;nica, momentaneamente privada de seus fornecedores da Am&eacute;rica do Norte, buscou o produto nas capitanias do norte do Brasil. No entanto, boa parte do que se arrecadava no porto do Recife era transferido para cobrir os custos crescentes da fam&iacute;lia real portuguesa e da corte, instaladas no Rio de Janeiro desde 1808. Um imposto se tornou especialmente odiado: o que custeava a ilumina&ccedil;&atilde;o das ruas do Rio de Janeiro, enquanto as do Recife continuavam escuras e inseguras. Problemas clim&aacute;ticos nos anos antecedentes &agrave; Revolu&ccedil;&atilde;o prejudicaram as colheitas e agravaram a insatisfa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Os revolucion&aacute;rios pernambucanos se nutriam do pensamento iluminista contra a monarquia absolutista. As ideias libert&aacute;rias j&aacute; haviam deflagrado movimentos como a independ&ecirc;ncia dos Estados Unidos, a Revolu&ccedil;&atilde;o Francesa e a Revolu&ccedil;&atilde;o do Haiti, todos com profundo impacto no cen&aacute;rio pol&iacute;tico latino-americano. Em Pernambuco, essas ideias chegavam com os estudantes universit&aacute;rios que retornavam da Europa ou em publica&ccedil;&otilde;es que circulavam clandestinamente. As lojas ma&ccedil;&ocirc;nicas tamb&eacute;m funcionavam como difusoras das ideias francesas. O Are&oacute;pago de Itamb&eacute; (fundado em 1796) e as Academias do Para&iacute;so e do Cabo eram alguns desses locais de reuni&otilde;es secretos onde se conspirava pela liberdade. No Semin&aacute;rio de Olinda, fundado em 1800, o ensino do idioma franc&ecirc;s permitia aos sacerdotes em forma&ccedil;&atilde;o terem acesso aos textos iluministas. Ind&iacute;cios da mobiliza&ccedil;&atilde;o motivada pelas ideias libert&aacute;rias aparecem claramente j&aacute; em 1801. Nesse ano, foi denunciada a prepara&ccedil;&atilde;o de um movimento antiabsolutista que ficou conhecido como a Conspira&ccedil;&atilde;o dos Suassunas, nome que se associava a tr&ecirc;s irm&atilde;os senhores de engenho da fam&iacute;lia Cavalcanti de Albuquerque.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">O movimento de 1817 contava com articula&ccedil;&otilde;es em diversas capitanias do Brasil, inclusive na Bahia e no Rio de Janeiro, e tinha tamb&eacute;m conex&otilde;es com a ma&ccedil;onaria na Gr&atilde;-Bretanha, Portugal e Fran&ccedil;a. Os planos apontavam para um levantamento simult&acirc;neo no Domingo de P&aacute;scoa, mas o in&iacute;cio da insurg&ecirc;ncia foi precipitado por acontecimentos ocorridos no Recife. O governador Caetano Pinto de Miranda Montenegro, ap&oacute;s receber v&aacute;rias den&uacute;ncias, resolveu decretar a pris&atilde;o de alguns dos civis, militares e cl&eacute;rigos apontados como cabe&ccedil;as de uma conspira&ccedil;&atilde;o. Entre eles podemos destacar o comerciante Domingos Jos&eacute; Martins, o Padre Jo&atilde;o Ribeiro Pessoa de Melo e os militares Domingos Teot&ocirc;nio Jorge e Jos&eacute; de Barros Lima, o Le&atilde;o Coroado. No momento de sua pris&atilde;o, no Quartel de Artilharia, o Le&atilde;o Coroado reagiu &agrave; ordem e matou o seu comandante, o Brigadeiro Barbosa. Os militares ent&atilde;o sa&iacute;ram do quartel, libertaram os presos da Cadeia P&uacute;blica e no Forte das Cinco Pontas e sa&iacute;ram no encal&ccedil;o do governador que se refugiou no Forte do Brum, onde acabaria se rendendo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><b>Um governo provis&oacute;rio</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">No dia 7 de mar&ccedil;o formou-se um Governo Provis&oacute;rio composto por cinco representantes dos diversos setores da sociedade local (comerciantes, militares, cl&eacute;rigos, magistrados e senhores de engenho). O Governo Provis&oacute;rio tomou v&aacute;rias provid&ecirc;ncias legais para garantir os direitos da cidadania e as liberdades individuais. Enquanto n&atilde;o fosse poss&iacute;vel reunir uma Assembleia Constituinte, a rep&uacute;blica seria regida por uma lei org&acirc;nica com 28 artigos que definiam os princ&iacute;pios b&aacute;sicos do funcionamento do governo e davam garantias de liberdade de imprensa e de religi&atilde;o. Aboliu-se o uso do pronome de tratamento "vossa merc&ecirc;", estabelecendo que os cidad&atilde;os deveriam se tratar por "v&oacute;s" (equivalente ao nosso atual "voc&ecirc;") ou por "patriota". Os revolucion&aacute;rios de 1817 n&atilde;o aboliram a escravid&atilde;o, mas tinham em mente a extin&ccedil;&atilde;o gradual do cativeiro - uma precau&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria para um movimento que dependia do apoio de grandes propriet&aacute;rios de escravizados.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Para ativar a revolu&ccedil;&atilde;o na Bahia, o Governo Provis&oacute;rio enviou como emiss&aacute;rio Jos&eacute; In&aacute;cio de Abreu e Lima, conhecido como Padre Roma. Mas a not&iacute;cia do levante chegou a Salvador antes do revolucion&aacute;rio. O Padre Roma acabou detido e, ap&oacute;s julgamento sum&aacute;rio, foi executado no Campo da P&oacute;lvora. Os emiss&aacute;rios destacados para a Para&iacute;ba, o Rio Grande do Norte e o sert&atilde;o do Cear&aacute; tiveram melhor sorte, conseguindo a ades&atilde;o de parte da popula&ccedil;&atilde;o local ao movimento.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">O Governo Provis&oacute;rio mandou para os Estados Unidos um representante diplom&aacute;tico, Ant&ocirc;nio Gon&ccedil;alves da Cruz, o Cabug&aacute;. Sua miss&atilde;o era adquirir armamentos e embarca&ccedil;&otilde;es, recrutar oficiais militares para comandar as tropas pernambucanas e conseguir apoio do governo norte-americano. A contrata&ccedil;&atilde;o de oficiais franceses exilados nos Estados Unidos ap&oacute;s a derrota de Napole&atilde;o foi feita com a condi&ccedil;&atilde;o de que, t&atilde;o logo fosse poss&iacute;vel, se buscariam meios para resgatar Bonaparte do ex&iacute;lio na distante ilha de Santa Helena. Os primeiros objetivos foram alcan&ccedil;ados, mas ao chegarem ao Brasil, os refor&ccedil;os enviados por Cabug&aacute; j&aacute; encontraram a rep&uacute;blica derrotada.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v74n1/a03fig01.jpg"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Outra provid&ecirc;ncia foi a cria&ccedil;&atilde;o de uma bandeira para o novo pa&iacute;s. Composta por um fundo azul e branco, ela tinha sobre a faixa azul um arco-&iacute;ris (s&iacute;mbolo da uni&atilde;o), tr&ecirc;s estrelas (representando Pernambuco, Para&iacute;ba e Rio Grande do Norte) e o sol da liberdade. Sobre a faixa branca, uma cruz vermelha remetia ao primeiro nome do Brasil.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><b>A queda da revolu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">As falhas na organiza&ccedil;&atilde;o militar e as pr&oacute;prias contradi&ccedil;&otilde;es internas da Revolu&ccedil;&atilde;o, especialmente no que dizia respeito ao destino das popula&ccedil;&otilde;es escravizadas, facilitaram a repress&atilde;o do movimento. Tropas vindas por terra da Bahia, e refor&ccedil;adas por contrarrevolucion&aacute;rios da comarca de Alagoas, bateram com facilidade os contingentes pernambucanos. Na Para&iacute;ba, no Rio Grande do Norte e no Cear&aacute;, a rea&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m conseguiu fazer retroceder a revolu&ccedil;&atilde;o. Embarca&ccedil;&otilde;es enviadas do Rio de Janeiro bloquearam o Recife.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">A falta de alimento e os seguidos fracassos nos combates feriram de morte a Revolu&ccedil;&atilde;o. No dia 19 de maio as for&ccedil;as realistas entraram no Recife. O Governo Provis&oacute;rio dispersou-se. Os l&iacute;deres e os participantes da Revolu&ccedil;&atilde;o foram aprisionados. O Padre Jo&atilde;o Ribeiro suicidou-se, mas seu corpo foi profanado pelos militares realistas. Os principais chefes foram executados com requintes de crueldade no Recife e em Salvador. Cabe&ccedil;as e m&atilde;os dos executados foram decepadas e exibidas nas suas localidades de origem. Mais de quatrocentos participantes da Revolu&ccedil;&atilde;o foram aprisionados em Salvador, onde permaneceram cumprindo pena durante quatro anos. Centenas de militares pernambucanos foram enviados para a Prov&iacute;ncia Cisplatina. Ainda como puni&ccedil;&atilde;o, a comarca de Alagoas foi separada de Pernambuco e elevada &agrave; capitania.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Derrotada a Revolu&ccedil;&atilde;o, Pernambuco passou a ser governado por Lu&iacute;s do Rego Barreto, general portugu&ecirc;s com larga experi&ecirc;ncia de combate na Europa. Apesar de ter realizado algumas importantes obras de infraestrutura, durante seu governo acumularam-se as tens&otilde;es derivadas da repress&atilde;o ao movimento republicano. A eclos&atilde;o da revolu&ccedil;&atilde;o liberal do Porto, em agosto de 1820, e a instala&ccedil;&atilde;o de Cortes Constitucionais em Lisboa nas semanas seguintes modificariam o cen&aacute;rio. As Cortes exigiram o retorno do rei a Portugal e ordenaram que cada prov&iacute;ncia brasileira aderisse ao regime constitucional e elegesse localmente uma junta de governo. O General Lu&iacute;s do Rego somente jurou a ordem constitucional em mar&ccedil;o de 1821, ap&oacute;s receber a confirma&ccedil;&atilde;o de que o rei havia feito o mesmo no Rio de Janeiro, no m&ecirc;s anterior. Al&eacute;m disso, Lu&iacute;s do Rego procurou manter o controle sobre a prov&iacute;ncia formando uma junta de governo presidida por ele mesmo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Em maio de 1821, os revolucion&aacute;rios de 1817 libertados em Salvador chegaram ao Recife. A press&atilde;o sobre o general governador come&ccedil;ou a subir. Em julho, ocorreu um atentado a bala contra Lu&iacute;s do Rego, ao qual ele sobreviveu. Imediatamente, 42 ex-revolucion&aacute;rios de 1817 foram aprisionados e enviados para Lisboa. A resist&ecirc;ncia contra o governador deslocou-se ent&atilde;o do Recife para a regi&atilde;o da Mata Norte, cujo principal n&uacute;cleo urbano era Goiana, onde se reuniu gente armada das localidades pr&oacute;ximas. A c&acirc;mara municipal da vila foi ent&atilde;o pressionada para formar uma Junta de Governo Constitucional Provis&oacute;ria presidida pelo vereador e advogado Francisco de Paula Gomes dos Santos. A partir de Goiana, as tropas marcharam contra Olinda e Recife, colocando as localidades em cerco. N&atilde;o conseguiram derrotar as tropas portuguesas, mas deixaram o governador sem condi&ccedil;&otilde;es de resistir.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Em 5 de outubro de 1821 foi assinada a Conven&ccedil;&atilde;o de Beberibe, que convocava a elei&ccedil;&atilde;o de uma junta governativa com a participa&ccedil;&atilde;o de eleitores de todas as vilas da prov&iacute;ncia e determinava a expuls&atilde;o do governador e das tropas portuguesas ainda presentes em Pernambuco. O principal negociador da Conven&ccedil;&atilde;o foi o comerciante pernambucano Gerv&aacute;sio Pires Ferreira. O pleito ocorreu em Olinda em 26 do mesmo m&ecirc;s, e a junta eleita ficou sendo presidida por Gerv&aacute;sio. Dois dias depois, o governador embarcou rumo a Portugal. As tropas portuguesas foram sendo despachadas nas semanas seguintes e n&atilde;o houve mais desembarques de soldados lusitanos depois desta data.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">A partir deste momento, Pernambuco tornou-se aut&ocirc;nomo frente a Lisboa (onde estavam as Cortes Constitucionais e o rei) e ao Rio de Janeiro, onde o pr&iacute;ncipe regente Pedro de Alc&acirc;ntara era estimulado por seus &aacute;ulicos a proclamar a independ&ecirc;ncia do Brasil. As lideran&ccedil;as pernambucanas desejavam que o arranjo pol&iacute;tico que se desenhava - fosse com a forma&ccedil;&atilde;o de um novo Estado republicano ou mon&aacute;rquico, fosse com a perman&ecirc;ncia dos la&ccedil;os com Portugal - se pautasse por uma l&oacute;gica federalista que garantisse a autonomia de gest&atilde;o da prov&iacute;ncia, especialmente no campo fiscal.</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><styled-content style="color:#890e10"><b>A alternativa pernambucana acabou sendo suplantada pelo projeto mon&aacute;rquico centralizador do Rio de Janeiro.</b></styled-content></font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">A alternativa pernambucana acabou sendo suplantada pelo projeto mon&aacute;rquico centralizador do Rio de Janeiro. Dois fatores pesaram para isso: o primeiro foi o temor das elites escravocratas locais de que um governo republicano n&atilde;o mantivesse a escravid&atilde;o, o com&eacute;rcio atl&acirc;ntico de escravizados e a ordeira submiss&atilde;o das classes populares. Temia-se um novo Haiti. O segundo foi o juramento de Pedro de Alc&acirc;ntara como defensor do Brasil e da ordem constitucional e a convoca&ccedil;&atilde;o de uma Assembleia Constituinte brasileira. Em paralelo, as desordens estimuladas pelos correligion&aacute;rios do jovem pr&iacute;ncipe no Recife surtiram efeito, derrubando, em setembro de 1822, a junta de Gerv&aacute;sio e inclinando a balan&ccedil;a para o Rio de Janeiro.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v74n1/a03fig02.jpg"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Mas as inclina&ccedil;&otilde;es desp&oacute;ticas do imperador n&atilde;o tardaram em se manifestar. Em 12 de novembro de 1823, a Assembleia Constituinte foi fechada e os parlamentares devolvidos &agrave;s suas prov&iacute;ncias. A not&iacute;cia teve um grande impacto no Recife. O clima pol&iacute;tico j&aacute; era de total agita&ccedil;&atilde;o. A junta que sucedera a Gerv&aacute;sio, denominada "Governo dos Matutos" e liderada pelo senhor de engenho Francisco Paes Barreto, n&atilde;o conseguia atender aos anseios de nenhuma das parcialidades em conflito no Recife. O temor da explos&atilde;o de uma rebeli&atilde;o de negros e pardos era constante, ao mesmo tempo que a comunidade portuguesa era permanentemente acusada de conspirar contra a independ&ecirc;ncia do Brasil.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Nesse contexto, no final de 1823, Paes Barreto declarou perante o conselho reunido que n&atilde;o tinha mais condi&ccedil;&otilde;es de governabilidade. Manuel de Carvalho Paes de Andrade, ex-revolucion&aacute;rio de 1817, foi ent&atilde;o eleito como presidente provis&oacute;rio da prov&iacute;ncia. O imperador ignorou essa elei&ccedil;&atilde;o e decidiu nomear Paes Barreto, cujos partid&aacute;rios passaram a organizar tropas em Alagoas para atacar Pernambuco.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><top><b>Resist&ecirc;ncia</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Nesse momento, outro participante de 1817 tamb&eacute;m passou a ter destaque: Frei Joaquim do Amor Divino Caneca. Em 25 de dezembro de 1823 saiu o primeiro n&uacute;mero do seu jornal, o&nbsp;Typhis Pernambucano. Seu principal objetivo era formular por escrito e publicamente a resposta para a trai&ccedil;&atilde;o do juramento de D. Pedro com sua guinada absolutista e veicular uma proposta de constru&ccedil;&atilde;o do Estado brasileiro pautada pela ordem constitucional.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Ap&oacute;s o fechamento da Constituinte, D. Pedro encarregou um punhado de &aacute;ulicos de elaborar uma Constitui&ccedil;&atilde;o. O texto produzido previa um quarto poder, o Moderador, que dava ao monarca atribui&ccedil;&otilde;es muito mais amplas do que qualquer regime verdadeiramente constitucional podia tolerar. O documento foi enviado &agrave;s c&acirc;maras municipais de todo o Brasil para ser aprovado e jurado. Reunidas em conselho, as c&acirc;maras do Recife e de Olinda solicitaram o voto de Caneca. O carmelita atacou o quarto poder e a carta outorgada por D. Pedro, classificando-os como contr&aacute;rios &agrave;s liberdades cidad&atilde;s, &agrave; independ&ecirc;ncia e aos direitos do Brasil.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">A resist&ecirc;ncia de Pernambuco e a manuten&ccedil;&atilde;o de Paes de Andrade como presidente da prov&iacute;ncia levaram o imperador a enviar duas fragatas de guerra para o Recife sob o comando do mercen&aacute;rio ingl&ecirc;s John Taylor. Apesar disso, Paes de Andrade foi mantido como presidente da prov&iacute;ncia. D. Pedro nomeou ent&atilde;o Jos&eacute; Carlos da Silva Ferr&atilde;o Mayrink como uma terceira via para dirimir o conflito, mas a solu&ccedil;&atilde;o foi rejeitada pelas lideran&ccedil;as pernambucanas. A tens&atilde;o aumentava a cada dia e, diante da briga, brancos, negros e pardos tamb&eacute;m se mobilizavam guiados por l&iacute;deres radicais como o Major Emiliano Felipe Mundurucu.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">No dia 11 de junho de 1824, D. Pedro enviou proclama&ccedil;&otilde;es para as prov&iacute;ncias do norte alertando sobre uma poss&iacute;vel invas&atilde;o de tropas portuguesas para recolonizar o Brasil. As fragatas que bloqueavam o porto do Recife foram convocadas de volta ao Rio de Janeiro e zarparam para o sul. Aos brasileiros do norte restou a sugest&atilde;o do imperador: fazer "terra arrasada" no litoral e buscar ref&uacute;gio no interior.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Diante daquela situa&ccedil;&atilde;o, Pernambuco novamente se prop&ocirc;s a liderar um projeto alternativo de na&ccedil;&atilde;o brasileira. A 2 de julho, Paes de Andrade proclamou a forma&ccedil;&atilde;o da Confedera&ccedil;&atilde;o do Equador, conclamando os brasileiros a se unirem em torno de um projeto republicano, constitucional e federativo, tal como fora implementado nos Estados Unidos. O governo da Confedera&ccedil;&atilde;o do Equador convocou uma Assembleia Constituinte e assumiu provisoriamente a carta da Col&ocirc;mbia como lei geral. Entretanto, a decis&atilde;o de abolir o tr&aacute;fico de escravizados, custou a Paes de Andrade a animosidade de comerciantes negreiros e grandes propriet&aacute;rios rurais. Mais uma vez as quest&otilde;es ligadas &agrave; escravid&atilde;o tiveram grande peso.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">A 18 de agosto de 1824 a frota imperial comandada por Lord Cochrane retornou. Por terra atacaram for&ccedil;as comandadas por Francisco de Lima e Silva. A chegada das tropas imperiais desatou uma encarni&ccedil;ada luta nas ruas do Recife e nos seus arredores. For&ccedil;ada pela situa&ccedil;&atilde;o, as tropas pernambucanas recuaram para o interior e o presidente Paes de Andrade buscou asilo numa embarca&ccedil;&atilde;o inglesa. As tropas confederadas empreenderam ent&atilde;o uma marcha para o sert&atilde;o para se unir aos contingentes cearenses e manter a resist&ecirc;ncia. Enfrentando condi&ccedil;&otilde;es dur&iacute;ssimas e renhidos combates, acabaram se rendendo em 29 de novembro de 1824, contra a opini&atilde;o de Frei Caneca. O carmelita jamais confiou nas garantias dadas pelos repressores. Ele estava certo: todas as promessas de clem&ecirc;ncia foram esquecidas e Caneca visitou mais uma vez o inferno dos calabou&ccedil;os da tirania.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Formou-se uma Comiss&atilde;o Militar para realizar o julgamento e mesmo sabendo que o jogo era de cartas marcadas, Caneca elaborou sua defesa, deixando o registro da bestialidade de seus acusadores. A 26 de dezembro de 1824 foi proferida sua senten&ccedil;a de morte. A execu&ccedil;&atilde;o, entretanto, somente se deu no dia 13 de janeiro de 1825. Nesse dia, foi levado em cortejo pelas ruas do Recife. N&atilde;o havendo carrasco que se dispusesse a enforc&aacute;-lo, teve sua pena modificada para arcabuzamento.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">A narrativa da hist&oacute;ria oficial brasileira negou a Frei Caneca o reconhecimento no pante&atilde;o dos her&oacute;is nacionais, escolhendo em seu lugar uma figura inexpressiva para o papel de m&aacute;rtir da independ&ecirc;ncia do Brasil. Mas a mem&oacute;ria deste not&aacute;vel pernambucano n&atilde;o se extinguiu. N&atilde;o conhecemos seu rosto real, mas seus escritos sobreviveram como testemunho do arrojo de suas ideias.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">V&aacute;rias das quest&otilde;es em debate naqueles momentos cr&iacute;ticos em Pernambuco entre 1817 e 1824 continuam sem resolu&ccedil;&atilde;o em nosso pa&iacute;s at&eacute; os nossos dias, raz&atilde;o pela qual o estudo desses fatos &eacute;, mais do que nunca, muito necess&aacute;rio.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><top><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">1. Barbosa Lima Sobrinho, Alexandre Jos&eacute;. Pernambuco da Independ&ecirc;ncia &agrave; Confedera&ccedil;&atilde;o do Equador. Recife: Conselho Estadual de Cultura, 1979.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">2. Bernardes, Denis. O patriotismo constitucional: Pernambuco, 1820-1822. S&atilde;o Paulo: Hucitec, 2006.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">3. Carvalho, Marcus. Cavalcantis e cavalgados: a forma&ccedil;&atilde;o das alian&ccedil;as pol&iacute;ticas em Pernambuco, 1817-1824, Revista Brasileira de Hist&oacute;ria, nº 18 (36), 1998. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="https://www.scielo.br/j/rbh/a/39wbBbSCVXkXHpK9vKs9fYd/?lang=pt" target="_blank">https://www.scielo.br/j/rbh/a/39wbBbSCVXkXHpK9vKs9fYd/?lang=pt</a>&gt;    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">4. Mello, Evaldo Cabral de. A outra independ&ecirc;ncia: o federalismo pernambucano, 1817-1824. S&atilde;o Paulo: Editora 34, 2004.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">5. Siqueira, Ant&ocirc;nio Jorge de. Os padres e a Teologia da Ilustra&ccedil;&atilde;o. Recife: Editora Universit&aacute;ria da UFPE, 2009.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">6. Tavares, Francisco Muniz (Monsenhor). Hist&oacute;ria da Revolu&ccedil;&atilde;o de Pernambuco em 1817. 5ª edi&ccedil;&atilde;o comemorativa. Recife: Cepe, 2017.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">7. Podcast</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">8. Carvalho, Marcus. Pernambuco na Independ&ecirc;ncia, e a&iacute;? "No recreio" Podcast. Temporada Bicenten&aacute;rio da Independ&ecirc;ncia, epis&oacute;dio 4.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">9. <a href="https://norecreiopodcast.wordpress.com/2021/12/08/pernambunco-na-independencia-e-ai/" target="_blank">https://norecreiopodcast.wordpress.com/2021/12/08/pernambunco-na-independencia-e-ai/</a></font> ]]></body><back>
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