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<article-id pub-id-type="doi">10.5935/2317-6660.20220004</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O combate que decidiu o futuro do Brasil. A batalha do Jenipapo e a consolidação da independência do Brasil no Piauí 1823]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><b>O combate que decidiu o futuro do Brasil. A batalha do Jenipapo e a consolida&ccedil;&atilde;o da independ&ecirc;ncia do Brasil no Piau&iacute; 1823</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><b>Johny Santana de Ara&uacute;jo</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Historiador, professor associado III do Departamento de Hist&oacute;ria da UFPI, do Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Hist&oacute;ria do Brasil e do Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncia Pol&iacute;tica. &Eacute; S&oacute;cio Honor&aacute;rio do Instituto Hist&oacute;rico e Geogr&aacute;fico Brasileiro (IHGB).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Em 19 de outubro de 1822, um grupo de pessoas influentes da vila de Parna&iacute;ba, no Piau&iacute;, havia entendido que era chegada a hora de tomar partido pela independ&ecirc;ncia. Em um ato carregado de simbolismo, decidiu-se pela ades&atilde;o da prov&iacute;ncia &agrave; causa. Em 24 de janeiro de 1823, em Oeiras, capital do Piau&iacute;, semelhante movimento ocorreu. A efetiva proje&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica de ambas as ades&otilde;es dependeria da expuls&atilde;o dos portugueses da regi&atilde;o, o que n&atilde;o seria volunt&aacute;rio; era necess&aacute;ria uma for&ccedil;a militar numericamente superior. Com a campanha na Bahia se iniciando e o ex&eacute;rcito brasileiro ainda por ser formado, as lideran&ccedil;as no Piau&iacute; contariam com apoio local e da vizinha prov&iacute;ncia do Cear&aacute; para a cria&ccedil;&atilde;o de um ex&eacute;rcito libertador. Foi com um corpo de combatentes aqu&eacute;m do ex&eacute;rcito portugu&ecirc;s que na manh&atilde; do dia 13 de marco de 1823 piauienses e cearenses se defrontaram &agrave;s margens do Riacho Jenipapo com as tropas do major Jo&atilde;o Jos&eacute; da Cunha Fidi&eacute;, autoridade m&aacute;xima portuguesa na prov&iacute;ncia, e assim selaram paradoxalmente o destino do projeto portugu&ecirc;s no norte do seu imp&eacute;rio colonial no Brasil.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> Independ&ecirc;ncia, Guerra, Piau&iacute;.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><b>O lugar do Piau&iacute; no contexto</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Uma das mais significativas narrativas sobre a guerra de independ&ecirc;ncia do Brasil refere-se a batalha do Jenipapo, ocorrida as margens do riacho do mesmo nome pr&oacute;ximo &agrave; vila de Campo Maior no Norte da Prov&iacute;ncia do Piau&iacute;. Um epis&oacute;dio relativamente pouco trabalhado cuja participa&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as libertadoras no processo de independ&ecirc;ncia se tornou capital para barrar as a&ccedil;&otilde;es do estado portugu&ecirc;s e do projeto para salvaguardar o Norte do seu imp&eacute;rio colonial. A batalha impactaria decisivamente no fracasso desse projeto pois tamb&eacute;m era fruto de uma rea&ccedil;&atilde;o que levou ao antilusitano no Brasil.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">A compreens&atilde;o desse processo se liga &agrave;s medidas que visavam reconduzir o pa&iacute;s &agrave; condi&ccedil;&atilde;o de col&ocirc;nia. Dentre as medidas tomadas em rela&ccedil;&atilde;o ao Brasil pelas Cortes Gerais da Na&ccedil;&atilde;o Portuguesa, foi a cria&ccedil;&atilde;o em 1821 das Juntas Provis&oacute;rias de Governo, ou Juntas do Governo Provis&oacute;rio, substituindo os capit&atilde;es e governadores das capitanias na administra&ccedil;&atilde;o das prov&iacute;ncias. As juntas eram detentoras de toda a autoridade e jurisdi&ccedil;&atilde;o nos &acirc;mbitos civil, econ&ocirc;mico, administrativo e de pol&iacute;cia.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Em atendimento &agrave;s reivindica&ccedil;&otilde;es das Cortes e a fim a restabelecer o dom&iacute;nio e centralidade pol&iacute;tica emanada a partir de Lisboa no controle do Imp&eacute;rio Luso-brasileiro, essas medidas atingiram em cheio ao Piau&iacute; bem como as demais prov&iacute;ncias e foram estabelecidas durante o governo do pr&iacute;ncipe regente D. Pedro, ap&oacute;s a volta de seu pai D. Jo&atilde;o para Portugal, que naquele momento j&aacute; era um monarca constitucional. Essa era uma das medidas-chave do projeto das Cortes de ressignificar a estrutura administrativa das capitanias, criando um mecanismo que fosse fiel a Portugal.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Como afirmou Oliveira Lima: "As juntas foram o alicerce do Brasil constitucional. Entre a Bahia e o Par&aacute; elas se foram sucedendo n'um esp&iacute;rito de passividade nacional, deferentes para com a pol&iacute;tica unionista das C&ocirc;rtes, refratarias a subordina&ccedil;&atilde;o a um centro executivo brasileiro." E, nesse esquema, o controle militar das regi&otilde;es que passaram a ser denominadas de Prov&iacute;ncia era de fundamental import&acirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Caso o projeto de restabelecer o status de col&ocirc;nia ao Brasil n&atilde;o vingasse, e visando salvaguardar o que pudesse de territ&oacute;rios do norte do seu imp&eacute;rio colonial, foi enviado para regi&otilde;es especificas militares com a miss&atilde;o de exercer o comando de tropas para a defesa dos interesses da metr&oacute;pole portuguesa, para a Prov&iacute;ncia do Piau&iacute; foi enviado o major Jo&atilde;o Jos&eacute; da Cunha Fidi&eacute;, que havia sido nomeado por meio de carta r&eacute;gia de 9 de dezembro de 1821 para ser o comandante de armas do Piau&iacute;, tendo este chegado em 8 de agosto de 1822 com a miss&atilde;o prec&iacute;pua de manter a regi&atilde;o sob controle portugu&ecirc;s a todo custo. O governo das armas era independente do governo civil e receberia instru&ccedil;&otilde;es e ordens diretamente de Portugal.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">A historiografia sobre o processo de independ&ecirc;ncia no Piau&iacute; fez refer&ecirc;ncia ao projeto portugu&ecirc;s de salvaguardar o norte de seu imp&eacute;rio colonial em caso da separa&ccedil;&atilde;o de fato ocorrer. Isso se daria muito por conta da proximidade das elites comerciais e pol&iacute;ticas das provinciais do Maranh&atilde;o e do Gr&atilde; Par&aacute;. a ideia de incluir o Piau&iacute; nesse projeto derivava da concep&ccedil;&atilde;o de que a regi&atilde;o era detentora de um grande rebanho de gado, e que historicamente no passado o Piau&iacute; j&aacute; havia feito parte do Maranh&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">As diversas falas da elite pol&iacute;tica e econ&ocirc;mica de Portugal se faziam representar nas a&ccedil;&otilde;es de seus militares estacionados nas Prov&iacute;ncias do Brasil, as instru&ccedil;&otilde;es eram bem expl&iacute;citas, com o objetivo de manter a todo custo a regi&atilde;o sob dom&iacute;nio de Lisboa. Sobre isso, o major Jo&atilde;o Jos&eacute; da Cunha Fidi&eacute;, ao viajar para o Piau&iacute;, deixou registrado em sua autobiografia quais eram as suas ordens nesse sentido, "&#91;...&#93; sua Magestade &#91;D. Jo&atilde;o VI&#93; me ordenou muito positivamente, que me mantivesse, dizendo-me - 'mantenha-se! Mantenha-se!"</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">No Brasil, ap&oacute;s a proclama&ccedil;&atilde;o da Independ&ecirc;ncia pelo pr&iacute;ncipe D. Pedro, em 7 de setembro de 1822, a not&iacute;cia rapidamente chegou ao Piau&iacute; e na vila de Parna&iacute;ba, e no dia 19 de outubro do mesmo ano, a elite pol&iacute;tica e econ&ocirc;mica da vila, personificada nas figuras do juiz de fora Jo&atilde;o C&acirc;ndido de Deus e Silva, do comerciante e coronel de mil&iacute;cias Simpl&iacute;cio Dias da Silva, do capit&atilde;o Domingos Dias da Silva, de Jos&eacute; Ferreira Meirelles, do capit&atilde;o Bernardo Ant&ocirc;nio Saraiva, do escriv&atilde;o Angelo da Costa Rosa, de Bernardo de Freitas Caldas, Jos&eacute; Francisco de Miranda Os&oacute;rio e do tenente Joaquim Thimotheo de Britto, aclamaram o pr&iacute;ncipe D. Pedro como imperador do Brasil.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v74n1/a04fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Em 7 de novembro de 1822, de S&atilde;o Lu&iacute;s do Maranh&atilde;o, o comandante Militar do Maranh&atilde;o Agostinho Ant&oacute;nio de Faria escreveu ao secret&aacute;rio de estado dos Neg&oacute;cios da Guerra, C&acirc;ndido Jos&eacute; Xavier, comunicando sobre a insurrei&ccedil;&atilde;o no Piau&iacute;, na vila da Parna&iacute;ba, e que era liderada pelo ent&atilde;o juiz de Fora, Jo&atilde;o C&acirc;ndido de Deus e pelo coronel Simpl&iacute;cio Dias da Silva e que haviam aderido &agrave; independ&ecirc;ncia do Brasil, proclamada no Rio de Janeiro.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Em Oeiras, ao tomar ci&ecirc;ncia do ocorrido em Parna&iacute;ba, o major Cunha Fidi&eacute; iniciou o deslocamento de suas for&ccedil;as para sufocar o movimento naquela vila. Ao chegar em Parna&iacute;ba, Fidi&eacute; a encontrou ausente das lideran&ccedil;as insurgentes, o que o impediu de tomar provid&ecirc;ncias mais duras contra os l&iacute;deres da proclama&ccedil;&atilde;o. Naquelas circunst&acirc;ncias v&aacute;rios l&iacute;deres haviam debandado em busca de apoio junto a Prov&iacute;ncia do Cear&aacute; a fim de auxili&aacute;-los na conten&ccedil;&atilde;o das for&ccedil;as portuguesas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">No Cear&aacute;, as primeiras not&iacute;cias da rea&ccedil;&atilde;o portuguesa no Piau&iacute; haviam chegado em janeiro de 1823. Naquele momento come&ccedil;ava a se formar a Junta de Governo Independente no Cear&aacute;, o apoio da junta seria de vital import&acirc;ncia para o projeto de manter o Piau&iacute; dentro do novo imp&eacute;rio.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Ap&oacute;s a sa&iacute;da de Fidi&eacute; de Oeiras os membros de uma Junta eleita sob a lideran&ccedil;a de Manoel de Sousa Martins e seu Irm&atilde;o Joaquim de Sousa Martins, proclamaram a Independ&ecirc;ncia em Oeiras no dia 24 de janeiro de 1823. Assim o Norte em Parna&iacute;ba e o Sul onde estava a capital da Prov&iacute;ncia, Oeiras estavam sublevadas e fieis a D. Pedro.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><b>Ex&eacute;rcitos frente a frente</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Com a independ&ecirc;ncia tamb&eacute;m proclamada no Cear&aacute;, na vila de lc&oacute;, em 16 de outubro de 1822, foi feita uma alian&ccedil;a entre Trist&atilde;o Gon&ccedil;alves de Alencar Araripe, com o chefe Jos&eacute; Pereira Filgueiras ap&oacute;s se reunirem ali os eleitores do Sul da prov&iacute;ncia para a escolha dos constituintes brasileiros. Isto fez surgir um governo tempor&aacute;rio organizado como uma Junta que tomou o controle pol&iacute;tico do Cear&aacute;.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Os insurgentes parnaibanos do Piau&iacute;, que haviam se deslocado ao vizinho Cear&aacute;, solicitaram ent&atilde;o ajuda a esse novo governo. Os deputados membros da Junta Provis&oacute;ria da Prov&iacute;ncia do Cear&aacute;, que haviam aderido totalmente &agrave; independ&ecirc;ncia, decidiram ent&atilde;o auxiliar o Piau&iacute; contra as tropas portuguesas comandadas pelo major Jo&atilde;o Jos&eacute; da Cunha Fidi&eacute;. Isso se deu no mesmo dia da proclama&ccedil;&atilde;o de independ&ecirc;ncia em Oeiras. Com o pedido de socorro sendo atendido pelos cearenses, era necess&aacute;rio criar uma for&ccedil;a armada: o juiz Jo&atilde;o C&acirc;ndido solicitou armas, muni&ccedil;&otilde;es e homens, enquanto Leonardo Castelo Branco conseguiu organizar em Sobral no Cear&aacute; uma for&ccedil;a expedicion&aacute;ria.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">O Governo independentista do Cear&aacute; enviou um aviso &agrave; Junta Provis&oacute;ria do Piau&iacute; confirmando que socorreria a prov&iacute;ncia e referiu-se ao projeto de D. Pedro para demarcar o plano de extens&atilde;o do Imp&eacute;rio que estava surgindo ao longo do territ&oacute;rio do Reino do Brasil, asseverando que "&#91;...&#93; o grito da independ&ecirc;ncia do Brazil tem retumbado desde o Prata at&eacute; o Amazonas, &#91;...&#93;,essa afirma&ccedil;&atilde;o derrubaria completamente o projeto portugu&ecirc;s de manter o Norte Brasil ao seu imp&eacute;rio colonial. O Piau&iacute; havia se iniciado, portanto, no combate de resist&ecirc;ncia ao comandante das armas portugu&ecirc;s. Segundo Oliveira Lima, a expedi&ccedil;&atilde;o cearense estava composta por "vaqueiros mal armados, mal abastecidos e mal comandados, mais se assemelhando a um movimento de tribo n&ocirc;mada, &#91;...&#93;"  mas continha um bom n&uacute;mero homens.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Parte desse ex&eacute;rcito libertador formado no Ceara era dotado de alguma coes&atilde;o, a for&ccedil;a era comandada pelo capit&atilde;o Luiz Rodrigues Chaves, v&aacute;rias centenas de homens de todo o sert&atilde;o do Cear&aacute; e do Piau&iacute; engrossaria seu efetivo. A tropa era constitu&iacute;da de corpos armados de infantaria, cavalaria e artilharia, com uma composi&ccedil;&atilde;o heterog&ecirc;nea popular formada por ind&iacute;genas, mesti&ccedil;os e pretos. Por outro lado, para organizar um ex&eacute;rcito t&atilde;o grande no Cear&aacute; a junta governativa tamb&eacute;m enfrentou consider&aacute;veis problemas com o recrutamento de homens, ocasionando fugas e resist&ecirc;ncias.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">H&aacute; uma grande discrep&acirc;ncia no n&uacute;mero de for&ccedil;as mobilizadas na marcha contra Fidi&eacute; no Piau&iacute; e posteriormente ao Maranh&atilde;o. A junta do Cear&aacute; cita algo em torno de 20 mil homens mobilizados, e que poderia colocar 10 mil j&aacute; em marcha com semelhante contingente na reserva. Fala-se tamb&eacute;m em um n&uacute;mero aproximado de 8 a 10 mil combatentes. Por outro lado em suas memorias, o major Cunha Fidi&eacute; relatou que as tropas do ex&eacute;rcito inimigo somavam perto de 9 mil homens na &uacute;ltima fase da campanha j&aacute; no Maranh&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Por volta de 20 de fevereiro de 1823, algumas semanas antes da batalha no Jenipapo e com a aflu&ecirc;ncia de for&ccedil;as de ambos os lados se deslocando para Campo Maior, a Junta de Governo em Oeiras tra&ccedil;ou planos para mobilizar todos os que pudessem tomar armas na capital. Foi pensado um esquema de organiza&ccedil;&atilde;o que aproveitava as tropas pernambucanas que chegavam para ajudar na defesa em diferentes posi&ccedil;&otilde;es em diversas localidades.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Em 16 de mar&ccedil;o tr&ecirc;s dias ap&oacute;s a batalha, a Junta em Oeiras havia emitido um alerta a partir de um comunicado sobre a movimenta&ccedil;&atilde;o de Fidi&eacute;, que dizia,</font></p>     <blockquote>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Hoje pela 6 horas da manh&atilde; recebeu esse G     overno as participa&ccedil;&otilde;es constantes das copias inclusas, que remeteu o Cap. Luiz Rodrigues Chaves Comandante das For&ccedil;as estacionadas em Campo Maior, das quais ver&aacute; V. Sas. As atuais circunst&acirc;ncias. Uma das copias &eacute; de uma Carta do Comandante de S&atilde;o Gon&ccedil;alo - Joz&eacute; da Costa Velozo. Faz-se, pois, necess&aacute;rio q V. S. tome as medidas providenciais que o tempo requer. A P&aacute;tria est&aacute; em perigo, cumpre salva-la para n&atilde;o sermos submergidos por ela.</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Desde a proclama&ccedil;&atilde;o de 24 de janeiro, as for&ccedil;as portuguesas estacionadas no Maranh&atilde;o tamb&eacute;m trataram de se preparar contra os independentistas do Piau&iacute;, desde a vila de Pastos Bons at&eacute; Caxias, todas as guarni&ccedil;&otilde;es maranhenses pr&oacute;ximas ao Piau&iacute;, como Carnaubeiras, S&atilde;o Bernardo e mesmo a vila de Itapecuru, j&aacute; pr&oacute;xima a S&atilde;o Lu&iacute;s, foram guarnecidas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Sobre isso o Comandante da Armas do Maranh&atilde;o, Agostinho Ant&oacute;nio de Faria, informou ao Ministro dos Neg&oacute;cios da Guerra que havia fortificado os limites com o Piau&iacute;, em "todos os pontos na margem do rio Parna&iacute;ba do lado do Piau&iacute;" ao tempo em que remeteu novos contingentes de suprimentos e soldados a Caxias, para a defesa desta vila. Durante todo o tempo de a&ccedil;&atilde;o contra os revoltosos no Piau&iacute;, o comandante militar no Maranh&atilde;o e Fidi&eacute; mantiveram permanente comunica&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">O Ex&eacute;rcito portugu&ecirc;s estava relativamente bem equipado, era formado essencialmente pela primeira linha que consistia em soldados profissionais. Durante a campanha no Piau&iacute; as for&ccedil;as portuguesas que Fidi&eacute; dispunha somavam entre 1.500 a 2.000 homens, por conta tamb&eacute;m de refor&ccedil;os enviados pelo Maranh&atilde;o e Par&aacute;, quando ainda estava em Parna&iacute;ba.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Durante a Batalha do Jenipapo, a tropa de Portugal que combateu os insurretos girava em torno de 1.600 homens, e os rebeldes por volta de 2.000. H&aacute; diverg&ecirc;ncias em torno da estimativa da for&ccedil;a de combatentes do capit&atilde;o Chaves que era de mil homens, com variada composi&ccedil;&atilde;o social, e mais 500 soldados do Ceara,  pois Fidi&eacute; chegou a informar em of&iacute;cio ao Ministro dos Neg&oacute;cios da guerra ap&oacute;s a batalha que o n&uacute;mero chegava a algo perto de dois a tr&ecirc;s mil homens compondo o ex&eacute;rcito dos insurretos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Para lidar com a situa&ccedil;&atilde;o no Piau&iacute;, em 27 de janeiro de 1823, da vila da Parna&iacute;ba Fidi&eacute; informou ao secret&aacute;rio de estado dos Neg&oacute;cios Estrangeiros e Guerra, C&acirc;ndido Jos&eacute; Xavier, sobre as not&iacute;cias acerca das tropas sediciosas que marchavam do Cear&aacute; para o Piau&iacute;, e pediu ajuda de tropas do Maranh&atilde;o em menor propor&ccedil;&atilde;o do Par&aacute; com o prop&oacute;sito de defender os locais mais distantes do Piau&iacute; e, assim, as prov&iacute;ncias enviaram refor&ccedil;os em atendimento a sua solicita&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Esse apoio, contudo, acabou escasseando quando do cerco a Caxias, tendo em vista que a junta em S&atilde;o Lu&iacute;s do Maranh&atilde;o tamb&eacute;m j&aacute; se via amea&ccedil;ada com a chegada do Lord Thomas Cochrane na Nau Pedro, que intimou a Junta Governativa do Maranh&atilde;o a jurar fidelidade ao Imperador D. Pedro e o Par&aacute; com a presen&ccedil;a de John Pascoe Grenfell no brigue Maranh&atilde;o, que igualmente conseguiu a ades&atilde;o da Junta Governativa da Prov&iacute;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Fidi&eacute; tamb&eacute;m relata em suas mem&oacute;rias a sua expectativa com a vinda de cinco navios com refor&ccedil;os diretamente de Portugal, com tropa significativa, mas depois da a&ccedil;&atilde;o de Cochrane contra a esquadra portuguesa que havia sa&iacute;do da Bahia, esta n&atilde;o p&ocirc;de mais apoiar qualquer opera&ccedil;&atilde;o no Norte do Brasil.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><b>A batalha e sua proje&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">O capit&atilde;o Chaves e sua for&ccedil;a haviam entrado no Piau&iacute; e chegado na vila de Campo Maior em 12 de fevereiro de 1823, e de l&aacute; receberam as orienta&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para enfrentar o major Fidi&eacute; e impedir que se dirigisse a Oeiras. Pois o mesmo, ao saber da proclama&ccedil;&atilde;o do dia 24 de janeiro na capital, resolveu deixar Parna&iacute;ba e retornar o mais rapidamente poss&iacute;vel para Oeiras.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Em 10 de mar&ccedil;o, Chaves recebeu ordens para se dirigir at&eacute; a vila de Piracuruca onde se concentravam as for&ccedil;as portuguesas, com a miss&atilde;o de desalojar o militar portugu&ecirc;s. No dia anterior, um sargento chamado Francisco In&aacute;cio Costa, vindo de Piracuruca, trouxe not&iacute;cias sobre a posi&ccedil;&atilde;o de Fidi&eacute;, informando que ele se encontrava a pouca dist&acirc;ncia de Campo Maior. Sem ter como receber apoio de Oeiras, Chaves passou a tomar delibera&ccedil;&otilde;es com o que dispunha. Ao saber que for&ccedil;as portuguesas do major Cunha Fidi&eacute; vinham de Parna&iacute;ba com destino a Oeiras, a popula&ccedil;&atilde;o de Campo Maior se mobilizou a partir da convoca&ccedil;&atilde;o propalada pelo capit&atilde;o Chaves, e rapidamente puderam se mobilizar na pra&ccedil;a da matriz da vila de Campo Maior em uma tentativa desesperada para tentar impedi-lo de continuar sua jornada at&eacute; a capital da Prov&iacute;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Entre as provid&ecirc;ncias tomadas, o capit&atilde;o Rodrigues Chaves enviou mensageiro ao Estanhado, onde atualmente &eacute; o munic&iacute;pio de Uni&atilde;o, instando que o capit&atilde;o Jo&atilde;o da Costa Alecrim e suas tropas se juntassem a ele. Nesse &iacute;nterim, chegaram 80 homens comandados pelo alferes Salvador Cardoso de Oliveira. Alguns soldados do Cear&aacute; tamb&eacute;m vieram a tempo, em grande maioria composta por &iacute;ndios oriundos da serra da Ibiapaba.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Durante a noite de 12 de mar&ccedil;o de 1823, os homens da vila e dos arredores foram alistados, sendo logo em seguida organizados em regimentos. Grande parte da popula&ccedil;&atilde;o se viu cooptada pelo discurso dos insurretos independentistas, ficando motivada a partir para a luta contra os portugueses que se aproximavam de Campo Maior.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Na manh&atilde; do dia 13 de mar&ccedil;o de 1823, os homens se reuniram em frente &agrave; Igreja de Santo Ant&ocirc;nio. O comandante Chaves j&aacute; sabia que Fidi&eacute; estava acampado com a sua tropa em uma fazenda pr&oacute;xima. Ao seu sinal de comando a grande coluna de combatentes saiu em marcha, segundo Brand&atilde;o, n&atilde;o tinham "nenhum porte marcial. Aos primeiros movimentos, mostram a aus&ecirc;ncia de disciplina." Mas estavam prontos para enfrentar os portugueses.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Cerca de dois mil homens marcharam para a batalha. As armas que usavam eram primitivas: espadas, chu&ccedil;os e at&eacute; foices. Poucas pistolas e clavinas de ca&ccedil;a, mas tamb&eacute;m uma pe&ccedil;a, calibre 3 (que n&atilde;o teria utilidade, por falta de artilheiro).   Portavam ainda machados, facas, paus e pedras. Sem experi&ecirc;ncia em campanhas militares, depois de percorridas duas l&eacute;guas, os piauienses e cearenses chegaram &agrave;s margens do Jenipapo,  onde pretendiam impedir a passagem dos portugueses.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Como o Jenipapo estava relativamente raso, a maioria dos patriotas se escondeu junto ao leito do riacho, enquanto a outra parte ficou abrigada nos matagais adjacentes.  Ficaram &agrave; espera do ex&eacute;rcito portugu&ecirc;s que teria que passar por ali. De onde estavam podiam ver quando os portugueses se aproximavam do local, pois o terreno era bastante plano, com uma vasta plan&iacute;cie, aberta e sem nenhum abrigo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">A tropa sob comando de Chaves estava entrincheirada e &agrave; frente deles havia uma estrada bifurcada, com um caminho para a direita e outro para a esquerda. O capit&atilde;o Chaves ficou em d&uacute;vida sobre qual percurso Fidi&eacute; iria seguir, pouco depois das oito horas, o capit&atilde;o Rodrigues Chaves enviou uma patrulha de reconhecimento no local onde seria travada a batalha.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Fidi&eacute; chegou ao local onde a estrada estava bifurcada e decidiu dividir sua for&ccedil;a, metade dela, a infantaria e a artilharia seguiram com ele para a esquerda e a cavalaria seguiu para direita. Os independentes, n&atilde;o sabendo que Fidi&eacute; fizera uma divis&atilde;o no seu contingente, estavam no mesmo caminho para encontrar com a cavalaria portuguesa, e acabaram sendo surpreendidos. Quando os combatentes do ex&eacute;rcito insurgente os viram, avan&ccedil;aram contra a cavalaria de Fidi&eacute;. Segundo Neves "&#91;...&#93; n&atilde;o convindo, por&eacute;m, aos portugueses um ataque mais s&eacute;rio, porque n&atilde;o podiam dirigir-se com seguran&ccedil;a e ignoravam o n&uacute;mero dos atacantes, retrocederam e fugiram."</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Com o recuo da cavalaria, os combatentes piauienses ouviram o tiroteio, e constataram que o confronto havia come&ccedil;ado. Sa&iacute;ram das trincheiras e se lan&ccedil;aram precipitadamente na estrada atr&aacute;s do inimigo, mas as tropas portuguesas j&aacute; n&atilde;o se encontravam ali. Fidi&eacute;, ao saber do movimento, atravessou o rio Jenipapo pela estrada da esquerda, construiu &agrave;s pressas uma barricada, onde distribuiu armas pesadas, incluindo os 11 canh&otilde;es que dispunha. Organizou a sua posi&ccedil;&atilde;o de batalha dispondo os atiradores na linha de frente, nas trincheiras onde estavam antes os combatentes do Piau&iacute;.  Os piauienses, que anteriormente estavam em posi&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel, ficaram em situa&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Quando os piauienses retornaram e viram a situa&ccedil;&atilde;o adversa, s&oacute; encontraram uma alternativa: atacar Fidi&eacute; ao mesmo tempo e em todas as dire&ccedil;&otilde;es ao longo das margens do rio. No primeiro momento da luta, houve muitas baixas das tropas do Piau&iacute;. Dezenas de corpos ca&iacute;ram pelas armas do ex&eacute;rcito portugu&ecirc;s. Os poucos que conseguiram cruzar a linha de fogo foram detidos pelos canh&otilde;es. Vieira da Silva afirmou que,</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Depois de um vivo fogo, os independentes tentaram com extraordin&aacute;ria impetuosidade envolver as tropas constitucionais portuguesas por todos os lados; mas Fidi&eacute; dirigia o fogo de seus soldados t&atilde;o habilmente que varria diante de si os independentes. Cedendo estes a disciplina e a superioridade das armas e n&atilde;o lhes valendo a coragem com que afrontavam o perigo, retiraram-se em completa debandada deixando-o senhor do campo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">As sucessivas cargas dos insurretos do Piau&iacute; e do Cear&aacute; deixaram muitos mortos no ch&atilde;o. Os mosquetes e a barragem de artilharia dos portugueses varreram o campo de batalha de um lado para o outro. Aqueles que pudessem passar bloqueando o fogo poderiam lutar com os portugueses. Mas, ao meio-dia, os piauienses e cearenses estavam exaustos e n&atilde;o mais nutriam esperan&ccedil;a de que iriam vencer os portugueses. &Agrave;s duas horas da tarde, ap&oacute;s cinco horas de combates, as tropas de Chaves se retiraram desordenadamente do campo, deixando, segundo estimativas, 542 presos e 200 mortos e feridos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">As tropas portuguesas igualmente cansadas se retiraram do campo de batalha com um sol escaldante o que provavelmente os impediu de perseguirem o ex&eacute;rcito independentista. Embora j&aacute; os tivessem derrotado, Fidi&eacute; afirmou em seu relat&oacute;rio ao Ministro dos Neg&oacute;cios da Guerra que ainda teria perseguido o inimigo por duas l&eacute;guas at&eacute; o anoitecer. Ap&oacute;s a refrega o ex&eacute;rcito portugu&ecirc;s foi acampar em uma fazenda pr&oacute;xima chamada Tombador a cerca a um quil&ocirc;metro de Campo Maior, as suas perdas foram estimadas em 16 soldados, um capit&atilde;o, um alferes, um sargento mortos e sessenta feridos, naquele contexto, precisavam enterrar os seus mortos e tratar os feridos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Houve uma perda muito grave para os portugueses: o seu suprimento e a bagagem do major Fidi&eacute; que haviam sido tomadas por uma tropa do ex&eacute;rcito insurgente, o que acabou limitando a sua movimenta&ccedil;&atilde;o pela regi&atilde;o, o comandante Chaves em seu relato a Junta Provis&oacute;ria do Cear&aacute; narrou sobre o suposto fato "As nossas tropas n&atilde;o eram t&atilde;o bem armadas, e s&oacute; tinham duas pe&ccedil;as, com as quais deram dois tiros, ficando elas logo desmontadas: pelo que bater&atilde;o o inimigo em guerrilha pela retaguarda, e tomaram-lhe a muni&ccedil;&atilde;o, botica e bagagem quase toda."</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Mesmo com o ex&eacute;rcito portugu&ecirc;s reunido, o major, viu-se diante da tarefa dif&iacute;cil de manter suas tropas unidas, pois dia ap&oacute;s dia aconteciam deser&ccedil;&otilde;es que deixava claros nas suas fileiras, e sem log&iacute;stica alguma, abandonou Campo Maior, indo acampar no Estanhado. Fidi&eacute; estudava se dirigir a vila de Caxias no Maranh&atilde;o, pois ele havia recebido um of&iacute;cio em 3 de abril de 1823 da Junta da vila requerendo que marchasse para l&aacute;.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Ap&oacute;s a batalha, em fins de mar&ccedil;o a Junta Provis&oacute;ria de Governo no Piau&iacute;, descentralizou o comando das opera&ccedil;&otilde;es dando mais liberdade em rela&ccedil;&atilde;o a Oeiras, e criou a Junta de Comiss&atilde;o Militar da Barra do Poti, com aval para atuar no norte da Prov&iacute;ncia em persegui&ccedil;&atilde;o ao inimigo portugu&ecirc;s, essa descentraliza&ccedil;&atilde;o ocorreu por uma compreens&atilde;o real da situa&ccedil;&atilde;o. O ex&eacute;rcito independentista no Piau&iacute; precisava se reagrupar e ter uma organiza&ccedil;&atilde;o mais flex&iacute;vel para que pudesse se lan&ccedil;ar no encal&ccedil;o das for&ccedil;as de Fidi&eacute;, para tanto a Junta em Oeiras, foi continuamente enviando oficiais com alguma experi&ecirc;ncia nas mil&iacute;cias para engrossar as for&ccedil;as.</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><styled-content style="color:#890e10"><b>As a&ccedil;&otilde;es militares no Piau&iacute; foram, por todos os motivos, talvez a parte mais vital da guerra de independ&ecirc;ncia no Norte porque envolveu direta ou indiretamente as demais Prov&iacute;ncias e decidiram a favor do Imp&eacute;rio o destino e o controle de toda a regi&atilde;o setentrional do pa&iacute;s.</b></styled-content></font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Em Oeiras, tomou-se a decis&atilde;o de nomear um comandante em chefe das for&ccedil;as em opera&ccedil;&otilde;es na passagem de Santo Ant&ocirc;nio, constituindo todo o ex&eacute;rcito de tr&ecirc;s divis&otilde;es sob o comando supremo do tenente-coronel Raimundo de Sousa Martins. As divis&otilde;es ficaram assim organizadas, a primeira, sob o comando do capit&atilde;o Luiz Rodrigues Chaves, a segunda, do capit&atilde;o Jo&atilde;o da Costa Alecrim e a terceira no comando do capit&atilde;o Francisco Manoel de Ara&uacute;jo Costa, o sargento-mor Francisco In&aacute;cio da Costa ficou como major de brigada com a miss&atilde;o de realizar patrulhas, e dar apoio.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">No Estanhado, Fidi&eacute; permaneceu vigilante, planejando qual movimento seguiria. A C&acirc;mara em Caxias solicitou que se dirigisse at&eacute; a vila, uma vez que ela tamb&eacute;m n&atilde;o poderia apoi&aacute;-lo, e sua presen&ccedil;a na vila controlaria as desordens que come&ccedil;avam a grassar junto &agrave;s tropas portuguesas. Houve ainda escaramu&ccedil;as entre tropas portuguesas e for&ccedil;as do ex&eacute;rcito independentista, at&eacute; que Fidi&eacute; definitivamente partiu para Caxias, em 29 de mar&ccedil;o abandonando o Piau&iacute;, terminando a luta na prov&iacute;ncia sem mais nenhuma liga&ccedil;&atilde;o com a Metr&oacute;pole Portuguesa.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Ao se dirigir at&eacute; a vila de Caxias no Maranh&atilde;o, para reorganizar as defesas, acabou sofrendo um ass&eacute;dio de cinco meses das tropas do "Ex&eacute;rcito Auxiliador do Cear&aacute;, Piauhi e Pernambuco" que havia sido formado para combate-lo no Maranh&atilde;o redundando na sua capitula&ccedil;&atilde;o em 1 de agosto de 1823.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><b>Conclus&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">A Prov&iacute;ncia do Piau&iacute; ainda demandaria muito esfor&ccedil;o para se estabilizar, sobretudo nos dois anos seguintes quando outras quest&otilde;es levariam ao distanciamento das lideran&ccedil;as que outrora eram aliadas, mas no contexto da guerra propriamente dita ela havia sofrido muito com a mobiliza&ccedil;&atilde;o militar e com a inseguran&ccedil;a. Ap&oacute;s a ida de Fidi&eacute; para Caxias, a quest&atilde;o da luta entre as Cortes de Lisboa e a elite piauiense e do Rio de Janeiro estava terminada.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Restaria ainda a campanha no Maranh&atilde;o, cujo esfor&ccedil;o do Piau&iacute; ainda consumiria virtualmente &agrave;s for&ccedil;as da Prov&iacute;ncia, pois desde 16 de abril de 1823 D. Pedro havia concedido todos os poderes ao Coronel Simpl&iacute;cio Dias da Silva e ao Governador das Armas do Cear&aacute; para invadirem o Maranh&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">A batalha do Jenipapo consolidou a independ&ecirc;ncia no Norte e abriu espa&ccedil;o para as opera&ccedil;&otilde;es no Maranh&atilde;o, cuja a&ccedil;&atilde;o da esquadra imperial brasileira, no decorrer da manuten&ccedil;&atilde;o e controle do litoral do Brasil, impediu Portugal de manter pontos de apoio aos seus ex&eacute;rcitos que eram de fundamental import&acirc;ncia para a manuten&ccedil;&atilde;o de suas opera&ccedil;&otilde;es militares.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">O memorialista piauiense, Herm&iacute;nio Brito Conde, afirmou na apresenta&ccedil;&atilde;o da edi&ccedil;&atilde;o brasileira de Varia Fortuna de um Soldado Portugu&ecirc;s, que, "O Nordeste n&atilde;o aderiu &agrave; independ&ecirc;ncia; construiu-a duramente no campo de batalha." E que, "Fidi&eacute; constituiu grave risco para a unidade brasileira", e finalmente ele conclamou que os livros de hist&oacute;ria fossem revistos para incluir a narrativa sobre a campanha da independ&ecirc;ncia no Piau&iacute;, Ceara e Maranh&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">A narrativa hist&oacute;rica sobre o processo de independ&ecirc;ncia no Piau&iacute; e a reconstru&ccedil;&atilde;o de como se deu a batalha do Jenipapo constitui-se como um objeto de grande import&acirc;ncia para se compreender sobre como se deu a consolida&ccedil;&atilde;o da independ&ecirc;ncia do Brasil no Norte em 1823. Essa narrativa foi muita trabalhada pelos memorialistas no Piau&iacute; ao longo do s&eacute;culo XX, mas na atualidade h&aacute; uma urg&ecirc;ncia em ser revisitada com mais afinco tanto pela pr&oacute;pria dimens&atilde;o da investiga&ccedil;&atilde;o, como pela disponibilidade de fontes, muitas das quais ainda nem foram utilizadas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">1. Estas foram estabelecidas pelo movimento liberal ocorrido na cidade do Porto, em Portugal no in&iacute;cio de agosto de 1820, ver sobre a apropria&ccedil;&atilde;o do conceito de recoloni</b>za&ccedil;&atilde;o: Rocha, A. P. A recoloniza&ccedil;&atilde;o do Brasil pelas Cortes: hist&oacute;rias de uma inven&ccedil;&atilde;o historiogr&aacute;fica. S&atilde;o Paulo: Editora Unesp, 2009; sobre a convoca&ccedil;&atilde;o das Cortes, ver: Moreira, V.; Domingues, J. Para a Hist&oacute;ria da Representa&ccedil;&atilde;o Pol&iacute;tica em Portugal: a consulta p&uacute;blica de 1820 sobre as Cortes Constituintes, Lisboa, Edi&ccedil;&otilde;es da Assembleia da Rep&uacute;blica, 2021.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">2. Souza, I. L. C. P&aacute;tria coroada: o Brasil como corpo pol&iacute;tico aut&ocirc;nomo (1780-1831). S&atilde;o Paulo: Unesp, 1999. p. 57</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">3. Lima, O. O movimento da independ&ecirc;ncia (1821-1822). Bras&iacute;lia: FUNAG, 2019, p. 108.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">4. Nunes, O. Pesquisas para hist&oacute;ria do Piau&iacute;: a independ&ecirc;ncia do Brasil especialmente no Piaui. Manifesta&ccedil;&otilde;es republicanas. A ordem. Teresina: FUNDAPI, 2007, p.36.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">5. Chaves, J. Obras completas. Teresina: Funda&ccedil;&atilde;o Cultural Monsenhor Chaves, 1998; Ara&uacute;jo, J. S. "O Piau&iacute; no processo de independ&ecirc;ncia: contribui&ccedil;&atilde;o para constru&ccedil;&atilde;o do imp&eacute;rio em 1823" Clio: Revista de Pesquisa Hist&oacute;rica. 33, 2. pp. 31-34. julho e dezembro de 2015.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">6. Ver: Santana, R. N. M. Evolu&ccedil;&atilde;o Hist&oacute;rica da Economia Piauiense e Outros Estados. 2ª ed. Teresina: Academia Piauiense de Letras, 2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">7. Fidi&eacute;, J. J. C. Varia Fortuna de um Soldado Portugu&ecirc;s. Teresina: Fundapi, 2006, p. 160.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">8. Brand&atilde;o, W. A. Hist&oacute;ria da Independ&ecirc;ncia no Piau&iacute;. 2ª ed. Teresina: FUNDAPI, 2006.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">9. S&atilde;o Lu&iacute;s do Maranh&atilde;o Of&iacute;cio do &#91;comandante Militar do Maranh&atilde;o&#93;, Agostinho Ant&oacute;nio de Faria, ao secret&aacute;rio de estado dos Neg&oacute;cios da Guerra, C&acirc;ndido Jos&eacute; Xavier, sobre uma insurrei&ccedil;&atilde;o na vila da Parna&iacute;ba, no Piau&iacute;, liderada pelo actual juiz de Fora, Jo&atilde;o C&acirc;ndido de Deus e pelo coronel Simpl&iacute;cio Dias da Silva que aderiram &agrave; independ&ecirc;ncia do Brasil, proclamada no Rio de Janeiro. Anexo: 1 doc. AHU-Maranh&atilde;o, cx. nv 916. AHU_CU_016, Cx. 31, D. 1663.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">10. D'Alencastre, J. M. P. Memoria chronologica, hist&oacute;rica e corographica da Provincia do Piauhy. In: Revista do Instituto Hist&oacute;rico e Geogr&aacute;fico Brasileiro. Tomo XX, 1857, p. 45.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">11. Araripe, T. A. "Expedi&ccedil;&atilde;o do Cear&aacute; em Aux&iacute;lio do Piauhi e Maranh&atilde;o. Documentos relativos &aacute; expedi&ccedil;&atilde;o cearense ao Piauhi e Maranh&atilde;o para Proclama&ccedil;&atilde;o da Independ&ecirc;ncia nacional". In: Revista do Instituto Hist&oacute;rico e Geogr&aacute;fico Brasileiro. Tomo XLVIII, Parte I, 1885, p. 238-239.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">12. Chaves, J., op cit. p. 287. 1998,    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">13. Trist&atilde;o Gon&ccedil;alves de Alencar Araripe foi um dos implicados no Cear&aacute; no movimento que eclodiu em Pernambuco no ano de 1817 cujo car&aacute;ter liberal e republicano.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">14. Pinheiro, R. T. "A independ&ecirc;ncia no Cear&aacute;" In: Revista do Instituto do Ceara, Instituto do Cear&aacute;, 8, p. 109-111. mar&ccedil;o de 1987</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">15. Araripe, T. A. op cit., p. 318. 1885.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">16. Neves, A. A guerra do Fidi&eacute;. 4ª ed. Teresina: FUNDAPI, 2006, p. 73.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">17. Chaves, J., op cit. p. 290. 1998,    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">18. Expedi&ccedil;&atilde;o do Cear&aacute; em Aux&iacute;lio do Piauhi e Maranh&atilde;o. Documentos relativos &aacute; expedi&ccedil;&atilde;o cearense ao Piauhi e Maranh&atilde;o para Proclama&ccedil;&atilde;o da Independ&ecirc;ncia nacional. 1885. p. 241.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">19. Lima, O., op cit. p. 111. 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">20. Of&iacute;cios de 12 e 19 de abril de 1823. Araripe, T. A. op cit., p. 281-282 e 303. 1885.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">21. Ver: C&acirc;ndido, T. A. P. A plebe heterog&ecirc;nea da Independ&ecirc;ncia: armas e rebeldias no Cear&aacute; (1817-1824). Almanack, Guarulhos, 20, p. 194-215, dez 2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">22. Rodrigues, J. H. Independ&ecirc;ncia: Revolu&ccedil;&atilde;o e Contra-revolu&ccedil;&atilde;o. Rio de Janeiro, Biblioteca do Ex&eacute;rcito Editora, 2002. p. 288.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">23. Fidi&eacute;, J. J. C. op cit., p. 124. 2006.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">24. Neves, A. op cit., p. 111. 2006.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">25. Carta nº 04. De Manoel de Souza Martins e Junta Governativa Pal&aacute;cio do Governo de Oeiras para Comandantes das defesas e pres&iacute;dios no Piaui. 16 de mar&ccedil;o de 1823. Museu Ozildo Albano.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">26. Nunes, O. op cit., p. 60. 2007.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">27. Of&iacute;cio do &#91;comandante Militar do Maranh&atilde;o&#93;, Agostinho Ant&ocirc;nio de Faria, ao secret&aacute;rio de estado dos Neg&oacute;cios da Guerra, C&acirc;ndido Jos&eacute; Xavier, Em 11 de fevereiro de 1822. In: Arquivo Hist&oacute;rico Ultramarino, AHU_ACL_CU_016, Cx 32, D. 1681</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">28. Rodrigues, J. H. op cit., p. 288. 2002.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">29. Brand&atilde;o, W. op. cit., p. 179. 2006</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">30. Chaves, J. op cit., p. 304. 1998.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">31. Of&iacute;cio do governador das Armas do Piau&iacute;, Jo&atilde;o Jos&eacute; da Cunha Fidi&eacute;, ao &#91;secret&aacute;rio de estado dos Neg&oacute;cios Estrangeiros e Guerra&#93;, C&acirc;ndido Jos&eacute; Xavier, sobre as batalhas travadas com os revoltosos adeptos da independ&ecirc;ncia do Brasil; a conquista da vila de Campo Maior e as baixas havidas. In: Arquivo Hist&oacute;rico Ultramarino, AHU_ACL_CU_016, Cx 31, D. 1684</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">32. Of&iacute;cio do governador das Armas do Piau&iacute;, Jo&atilde;o Jos&eacute; da Cunha Fidi&eacute;, ao &#91;secret&aacute;rio de estado dos Neg&oacute;cios Estrangeiros e Guerra&#93;, C&acirc;ndido Jos&eacute; Xavier, sobre as not&iacute;cias acerca das tropas sediciosas que marcham do Cear&aacute; para o Piau&iacute;, e solicitando o aux&iacute;lio das tropas do Maranh&atilde;o para defender os locais mais distantes do Piau&iacute;. In: Arquivo Historico Ultramarino AHU-Piau&iacute;, cx. 24, doc. 47 AHU_CU_016, Cx. 32, D. 1679.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">33. Fidi&eacute;, J. J. C. op cit., p. 159. 2006.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">34. Nunes, O. op cit., p. 64. 2007.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">35. Brand&atilde;o, W. A. op cit., p. 178. 2006.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">36. Chaves, J. op cit., p. 306. 1998.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">37. Ver: Costa, J. P. P. "Na lei e na guerra: Pol&iacute;ticas ind&iacute;genas e indigenistas no Cear&aacute; (1798-1845)" Teresina: EDUFPI, 2018.    </font></p>     ]]></body>
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