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<article-id pub-id-type="doi">10.5935/2317-6660.20220006</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A desagregação do "Reino Unido de Brasil, Angola e Benguela" no processo de independência brasileiro (1822-1825). Quando D. Pedro I concordou em não aceitar proposições de quaisquer colônias portuguesas para se unirem ao Império do Brasil]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><b>A desagrega&ccedil;&atilde;o do "Reino Unido de Brasil, Angola e Benguela" no processo de independ&ecirc;ncia brasileiro (1822-1825). Quando D. Pedro I concordou em n&atilde;o aceitar proposi&ccedil;&otilde;es de quaisquer col&ocirc;nias portuguesas para se unirem ao Imp&eacute;rio do Brasil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><b>Gilberto da Silva Guizelin</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Historiador, professor no curso de Educa&ccedil;&atilde;o do Campo da Universidade Federal do Paran&aacute; (Lecampo/UFPR), membro da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Estudos Africanos (Abe-&Aacute;frica) e da Sociedade Brasileira de Estudos do Oitocentos (SEO). Possui diversos trabalhos centrados na hist&oacute;ria das rela&ccedil;&otilde;es entre o Brasil e &Aacute;frica na era do tr&aacute;fico atl&acirc;ntico de escravizados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Neste artigo abordo os v&iacute;nculos entre Brasil e Angola durante o processo da emancipa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica brasileira. Nesse sentido, enfatizo que, ao contr&aacute;rio de outras regi&otilde;es da Am&eacute;rica portuguesa, &agrave; &eacute;poca da Proclama&ccedil;&atilde;o da Independ&ecirc;ncia do Brasil o chamado Reino de Angola e Benguela se encontrava econ&ocirc;mica, pol&iacute;tica e culturalmente integrado ao Rio de Janeiro, a ponto de surgir daquele lado do Atl&acirc;ntico um forte movimento em defesa da sua separa&ccedil;&atilde;o de Portugal e ades&atilde;o ao Imp&eacute;rio do Brasil. Ao fim apresento uma breve an&aacute;lise das raz&otilde;es que levaram ao negligenciamento do assunto por parte da historiografia brasileira quando das efem&eacute;rides do Centen&aacute;rio e do Sesquicenten&aacute;rio da Independ&ecirc;ncia, e avalio que o contexto em torno do Bicenten&aacute;rio &eacute; o momento prop&iacute;cio para a corre&ccedil;&atilde;o desta defasagem da historiografia nacional.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> Independ&ecirc;ncia, Brasil, Angola, Historiografia.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><b>Da unifica&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">S&eacute;rgio Buarque de Holanda, em seu instigante ensaio, hoje um cl&aacute;ssico da nossa historiografia, "A heran&ccedil;a colonial - sua desagrega&ccedil;&atilde;o", afirma logo nas primeiras linhas que "no Brasil, as duas aspira&ccedil;&otilde;es - a da independ&ecirc;ncia e a da unidade - n&atilde;o nascem juntas e, por longo tempo ainda, n&atilde;o caminham de m&atilde;os dadas." Para o historiador o estopim da independ&ecirc;ncia, pode ser localizado na eclos&atilde;o da Revolu&ccedil;&atilde;o Liberal do Porto de 1820. No que diz respeito &agrave; unidade, embora a sanha desta j&aacute; estivesse nos c&aacute;lculos do projeto pol&iacute;tico por detr&aacute;s da translada&ccedil;&atilde;o da aparelhagem burocr&aacute;tica-estatal joanina para o Rio de Janeiro em 1808, da qual resultou em 1815 na eleva&ccedil;&atilde;o do Estado do Brasil &agrave; categoria de Reino, unido ao de Portugal e Algarve, e, por conseguinte, na redefini&ccedil;&atilde;o das antigas capitanias-gerais da Am&eacute;rica Portuguesa em prov&iacute;ncias do novo Reino, a verdade &eacute; que:</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><i>(...) no tempo do rei velho &#91;D. Jo&atilde;o VI&#93; o pa&iacute;s parecia organizado como uma "esp&eacute;cie de federa&ccedil;&atilde;o, embora a unidade nacional devesse, ao contr&aacute;rio, ser mais favor&aacute;vel aos progressos de toda ordem". Essa unidade, que a vinda da Corte e a eleva&ccedil;&atilde;o do Brasil a Reino deixara de cimentar em bases mais solidas, estar&aacute; ao ponto de esfacelar-se nos dias que imediatamente antecedem e sucedem &agrave; proclama&ccedil;&atilde;o da Independ&ecirc;ncia. Da&iacute; por diante ir&aacute; fazer-se a passo lento, de sorte que s&oacute; em meados do s&eacute;culo &#91;XIX&#93; pode dizer-se consumada.</i><sup><i>1</i></sup></font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Se, no momento da ruptura do Imp&eacute;rio luso-brasileiro, o cen&aacute;rio da sua por&ccedil;&atilde;o americana era o da clara e inequ&iacute;voca aus&ecirc;ncia de unidade, tal qual sustentado por S&eacute;rgio Buarque, situa&ccedil;&atilde;o bem adversa se dava quando analisado o complexo imperial portugu&ecirc;s no Atl&acirc;ntico Sul em que as suas margens americanas e africanas, em especial, mas n&atilde;o somente, a costa fluminense e a angolana encontravam-se unificadas h&aacute; quase dois s&eacute;culos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">A unifica&ccedil;&atilde;o entre o Brasil e Angola remonta a meados do s&eacute;culo XVII, mais especificamente ao contexto das incurs&otilde;es holandesas sobre o complexo imperial portugu&ecirc;s no Atl&acirc;ntico quando, imediatamente na sequ&ecirc;ncia da ocupa&ccedil;&atilde;o de Pernambuco e da Zona da Mata a&ccedil;ucareira em seu entorno pela Companhia das &Iacute;ndias Ocidentais da Holanda, na d&eacute;cada de 1630, Joham Maurits van Nassau-Siegen (mais conhecido pelas bandas de c&aacute; por Jo&atilde;o Mauricio de Nassau) organizou desde o Recife recorrentes expedi&ccedil;&otilde;es com o objetivo de atacar e conquistar as possess&otilde;es portuguesas ao longo da costa atl&acirc;ntica da &Aacute;frica no intuito de assegurar o fluxo cont&iacute;nuo e irrestrito de escravizados para os engenhos do "Brasil Holand&ecirc;s."<sup>2</sup> Com efeito, j&aacute; em 1637, Nassau enviou uma frota para capturar o Castelo de S&atilde;o Jorge da Mina, feitoria portuguesa no Golfo da Guin&eacute; (atual Gana), onde os holandeses permaneceram instalados at&eacute; 1872.<sup>6</sup> pesar da tomada bem-sucedida de Elmina, como a feitoria passou a ser conhecida a partir de ent&atilde;o, ela n&atilde;o era capaz de abastecer sozinha a alta demanda dos "moinhos de moer gente" - para usar a express&atilde;o consagrada por Darcy Ribeiro<sup>3</sup> - dos engenhos pernambucanos, de modo que, em 1641 Nassau organizou uma segunda expedi&ccedil;&atilde;o com o objetivo de tomar o Reino de Angola e Benguela do controle portugu&ecirc;s.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">O que os portugueses denominavam por Reino de Angola e Benguela em meados do Seiscentos - e na realidade at&eacute; meados do Oitocentos - nada mais era que duas cidades portu&aacute;rias povoadas por europeus e por popula&ccedil;&atilde;o mesti&ccedil;a localizadas ao sul da foz do rio Congo, na costa Centro-Oeste da &Aacute;frica, a saber: S&atilde;o Paulo d'Assun&ccedil;&atilde;o de Luanda e S&atilde;o Felipe de Benguela. Mesmo os pres&iacute;dios (vilas fortificadas) situados mais para dentro do interior n&atilde;o ultrapassavam mais que algumas centenas de quil&ocirc;metros da costa e, como bem lembra Alberto da Costa e Silva, n&atilde;o passavam de "ilhas em territ&oacute;rios controlados por africanos e &#91;que&#93;, sem o consentimento de seus reis e pagamento de impostos, nesses territ&oacute;rios n&atilde;o se comerciava, nem por eles passavam caravanas".<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"> Fato &eacute; que, menos de um s&eacute;culo ap&oacute;s a abertura do tr&aacute;fico atl&acirc;ntico de escravizados a regi&atilde;o j&aacute; havia se convertido no maior mercado escoador de cativos para a Am&eacute;rica Portuguesa. Segundo as estimativas reunidas na base de dados "<i>Slave Voyages"</i>, entre 1601 e 1650 pouco mais de 356 mil escravizados foram embarcados para o Brasil desde algum ponto do Centro-Oeste da &Aacute;frica, logo, na faixa litor&acirc;nea compreendida pelo Reino de Angola e Benguela, contra pouco mais de 20 mil almas provenientes da Seneg&acirc;mbia, das ba&iacute;as do Benin e Biafra e da Costa do Ouro, todas na &Aacute;frica Ocidental.<sup>5</sup> A imensa maioria de centro-africanos importados para a Am&eacute;rica Portuguesa na primeira metade do Seiscentos foi direcionada para o nordeste, ent&atilde;o regi&atilde;o mais rica e produtiva do Brasil: foram 127.330 cativos desembarcados na Bahia e 132.856 sujeitos despejados em Pernambuco. O Rio de Janeiro e adjac&ecirc;ncias, regi&atilde;o perif&eacute;rica da cultura canavieira Seiscentista, recebeu uma parcela menor, mas nem por isso menos impressionante de 94.948 centro-africanos. Outros 1.864 escravizados do centro-oeste africano foram ainda distribu&iacute;dos em pontos indeterminados da Am&eacute;rica Portuguesa.<sup>7</sup> Estes n&uacute;meros asseveram a m&aacute;xima proferida &agrave; &eacute;poca pelo padre jesu&iacute;ta luso-brasileiro Antonio Vieira de que "sem negros, n&atilde;o h&aacute; Pernambuco, e sem Angola, n&atilde;o h&aacute; negros", melhor ainda, "sem Angola, n&atilde;o h&aacute; Brasil".<sup>8</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v74n1/a06fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">N&atilde;o surpreende assim que, com Portugal sem recursos militares e financeiros para fazer frente &agrave;s for&ccedil;as holandesas, o "socorro de Angola" - como aparece usualmente descrito na documenta&ccedil;&atilde;o da &eacute;poca<sup>9</sup> - tenha todo ele sido organizado pelos negociantes do Rio de Janeiro, liderados por ningu&eacute;m mais, ningu&eacute;m menos que Salvador Correia de S&aacute; e Benevides, ent&atilde;o principal negociante de escravizados do Rio, cujos neg&oacute;cios se estendiam de Buenos Aires at&eacute; o Potos&iacute;.<sup>10</sup> Conforme descrito por Elias Alexandre da Silva Correia, na segunda parte de sua "Hist&oacute;ria de Angola" publicada no final do Setecentos, "de 15 embarca&ccedil;&otilde;es que compunham a nova Armada", sa&iacute;da do Rio de Janeiro em maio de 1648 para reconquistar Angola, "quatro foram compradas &agrave; sua custa; e providas todas das lota&ccedil;&otilde;es, e guarni&ccedil;&otilde;es competentes" para atender os cerca quase dois mil homens recrutados para a miss&atilde;o, tendo 900 deles sido custeados, ainda segundo Silva Correia, pelo pr&oacute;prio S&aacute; e Benevides.<sup>11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Como sublinha Alencastro, a reconquista de Angola por for&ccedil;as e capitais do Brasil alterou o "esquadro do sistema colonial no Imp&eacute;rio &#91;Portugu&ecirc;s&#93; do Ocidente", abrindo "espa&ccedil;o para a cogest&atilde;o lusitana e bras&iacute;lica no Atl&acirc;ntico Sul".<sup>12</sup> Com efeito, de 1648 a 1825, ou seja, da reconquista de Angola at&eacute; o reconhecimento por Portugal da independ&ecirc;ncia do Brasil, ao menos 15 dos 42 governadores de Angola nesse per&iacute;odo passaram, antes ou ap&oacute;s ocuparem o cargo, por um posto administrativo na Am&eacute;rica Portuguesa. S&aacute; e Benevides foi um deles: governador do Rio de Janeiro (1637-1642), governador de Angola (1648-1652) e governador e capit&atilde;o-general da Reparti&ccedil;&atilde;o do Sul - englobando as capitanias meridionais do Estado do Brasil - (1659-1662). Outros governadores de Angola foram ainda selecionados entre a dita "nobreza da terra" do Brasil, casos de: Luiz Fernandes de Souza Chichorro (1654-1658), Andr&eacute; Vidal de Negreiros (1661-1666), Antonio de Almeida Soares Portugal (1749-1753), Jos&eacute; de Oliveira Barbosa (1810-1816) e Luiz Motta Feio Torres (1816-1819). Trocando em mi&uacute;dos, era quase como se o posto de governador de Angola estivesse hierarquicamente vinculado aos quadros administrativos do governo-geral do Brasil.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v74n1/a06fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">A depend&ecirc;ncia do governo de Angola ao do Estado do Brasil era tamanha que era usual a correspond&ecirc;ncia entre os administradores de Angola e os do Rio de Janeiro e, j&aacute; no Setecentos, ap&oacute;s a cria&ccedil;&atilde;o do Vice-Reinado do Brasil, com os vice-reis tamb&eacute;m instalados na cidade carioca. Os assuntos tratados nestas correspond&ecirc;ncias, hoje sob a guarda do Arquivo Nacional,<sup>13</sup> possu&iacute;am natureza diversa. Eram pedidos para que fossem remetidos degredados por crimes comuns para Angola no intuito de colonizar e "branquear" a popula&ccedil;&atilde;o do Reino. Solicita&ccedil;&otilde;es para que se enviassem cavalos frente a escassez destes animais naquela parte da &Aacute;frica. Mesmo a defesa do Reino ap&oacute;s a reconquista, diante de novas incurs&otilde;es estrangeiras e, principalmente, frente aos recorrentes ataques promovidos pelos chefes locais contr&aacute;rios &agrave; presen&ccedil;a portuguesa na regi&atilde;o eram deixados a cargo direto dos administradores do Brasil respons&aacute;veis pelo envio de tropas, madeira, armamentos, guarni&ccedil;&otilde;es e medicamentos. N&atilde;o por acaso, Lisboa autorizou o Tesouro do Rio de Janeiro a resgatar fundos diretamente do Tesouro de Luanda.<sup>14</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Assuntos de ordem religiosa tamb&eacute;m entravam na pauta, visto que, como descreveu Silva Correia, "os cl&eacute;rigos nacionais &#91;eram&#93; poucos &#91;e&#93; os mission&aacute;rios n&atilde;o &#91;sobre&#93;vivem", a solu&ccedil;&atilde;o era recorrer ao envio de cl&eacute;rigos do Brasil, o chamado clero branco. A maioria, por&eacute;m, satiriza o cronista de final do Setecentos, era de "cl&eacute;rigos ambulantes, comiss&aacute;rios do seu pr&oacute;prio cabedal (...) &#91;com&#93; gosto no com&eacute;rcio".<sup>15</sup> A magistratura n&atilde;o escapava &agrave; regra, de modo que, como observa Nuno Camarinhas, "diversos magistrados da Rela&ccedil;&atilde;o da Bahia foram enviados &agrave; &Aacute;frica para promover devassas ou outro tipo de comiss&atilde;o especial".<sup>16</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">E, para n&atilde;o dizer que n&atilde;o falamos da vitalidade do com&eacute;rcio p&oacute;s-reconquista, segundo a estimativa da "exporta&ccedil;&atilde;o da escravatura" desenvolvida por Silva Correia em 1786, a m&eacute;dia anual de escravizados exportados pelo porto de Luanda e Benguela no final do Setecentos girava em torno de 16 mil almas, que segundo ele, satisfaziam "a maior parte do Brasil".<sup>17</sup> As estimativas mais atualizadas da base "Slave Voyages" corroboram a proje&ccedil;&atilde;o para a d&eacute;cada de 1780 desenvolvida por Silva Correia, indicando que a m&eacute;dia anual do volume de exporta&ccedil;&atilde;o de escravizados da regi&atilde;o Congo-Angola para o Brasil no per&iacute;odo variou entre 17 e 20 mil almas no per&iacute;odo. Os dados dispon&iacute;veis ainda atestam a invers&atilde;o do quadro apresentado na primeira metade do s&eacute;culo anterior com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s zonas de desembarque, ao passo que, dos pouco mais de 185 mil escravizados centro-africanos chegados ao Brasil entre 1781 e 1790: 119.080 foram remetidos para o Rio de Janeiro; 33.075 para a Bahia; 28.565 para Pernambuco; e outros 4.494 para o Gr&atilde;o-Par&aacute;.<sup>18</sup> Era, justamente, esta pujan&ccedil;a do com&eacute;rcio negreiro que alimentava uma mobilidade <i>sui generis</i> entre os negociantes de Luanda e Benguela com seus s&oacute;cios do Brasil, em especial com a comunidade de traficantes do Rio de Janeiro, com os quais estavam ligados n&atilde;o s&oacute; por la&ccedil;os empresariais, como familiares.<sup>19</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v74n1/a06fig03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">O Reino de Angola e Benguela j&aacute; se encontrava h&aacute; muito unificado ao Brasil quando a corte dos Bragan&ccedil;a se instalou no Rio de Janeiro, no in&iacute;cio do s&eacute;culo XIX, fazendo desta o novo centro de poder de todo o Imp&eacute;rio portugu&ecirc;s. De modo que a presen&ccedil;a do governo Joanino no Brasil (1808-1821) apenas refor&ccedil;ou la&ccedil;os antigos, j&aacute; bem costurados, ao retirar do caminho alguns &oacute;bices, a exemplo da proibi&ccedil;&atilde;o ao ensino superior. Entre as melhorias implementadas por D. Jo&atilde;o VI na urbe carioca imediatamente &agrave; sua chegada est&aacute; a cria&ccedil;&atilde;o da Escola Anat&ocirc;mica, Cir&uacute;rgica e M&eacute;dica do Rio de Janeiro que, ao lado da Escola semelhante criada no mesmo ano na Bahia, respondia pelas primeiras institui&ccedil;&otilde;es voltadas ao ensino superior do pa&iacute;s. Em 1811, para tentar sanar a falta de profissionais qualificados da sa&uacute;de em Angola, o governo Joanino criou uma linha de fomento a estudantes naturais daquele Reino que comprovassem ter os primeiros estudos conclu&iacute;dos e que mostrassem alguma aptid&atilde;o para a dita "arte cir&uacute;rgica". Estes estudantes, recebidos pela Escola de Medicina do Rio, tiveram seus gastos com passagens, hospedagem, alimenta&ccedil;&atilde;o e vestu&aacute;rios pagos pelo Tesouro P&uacute;blico do Brasil ao longo dos cinco anos do curso. Ao fim do qual, regressaram a Angola para exercer o of&iacute;cio para o qual haviam recebido forma&ccedil;&atilde;o.<sup>20</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Assim, ao tempo do regresso da corte Joanina para Lisboa, ao contr&aacute;rio do que se verificava na rela&ccedil;&atilde;o distante e, por vezes, conflituosa do Rio de Janeiro com as demais prov&iacute;ncias do Brasil, a rela&ccedil;&atilde;o daquela com o Reino de Angola e Benguela era pr&oacute;xima e comungante. Tanto isso &eacute; certo, que houve quem almejasse e trabalhasse abertamente pela sua ades&atilde;o &agrave; causa emancipacionista emanada e liderada desde o Rio de Janeiro.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><b>Da desagrega&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Durante a sess&atilde;o de 17 de junho de 1822 das Cortes Gerais Extraordin&aacute;rias e Constituintes da Na&ccedil;&atilde;o Portuguesa, reunidas em Lisboa, quando ainda se buscava costurar a viabilidade pol&iacute;tica do Imp&eacute;rio luso-brasileiro, a comiss&atilde;o dos deputados brasileiros, liderada pelo deputado o Sr. Andrada Machado (irm&atilde;o de Jos&eacute; Bonif&aacute;cio, o poderoso ministro do primeiro gabinete de D. Pedro I), prop&ocirc;s a cria&ccedil;&atilde;o de dois Congressos distintos e independentes, sendo um no Reino do Brasil, outro no de Portugal e Algarve. Pela proposta, os Congressos funcionariam como uma esp&eacute;cie de c&acirc;mara baixa, nos quais os deputados legislariam sobre quest&otilde;es internas de seus respectivos Reinos, ficando suas decis&otilde;es condicionadas &agrave; <i>posteriori</i> aprova&ccedil;&atilde;o das Cortes Gerais - a c&acirc;mara alta do Imp&eacute;rio luso-brasileiro - e, por fim, &agrave; san&ccedil;&atilde;o do rei no caso do Reino lusitano, e do regente no caso do Reino brasileiro. Ainda de acordo com a proposta apresentada pela comiss&atilde;o brasileira, "as prov&iacute;ncias da &Aacute;sia, e &Aacute;frica Portuguesa" seriam instadas a declarar a qual Reino desejavam se unir "para terem parte na respectiva representa&ccedil;&atilde;o".<sup>21</sup></font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><styled-content style="color:#890e10"><b>O Reino de Angola e Benguela j&aacute; se encontrava h&aacute; muito unificado ao Brasil quando a corte dos Bragan&ccedil;a se instalou no Rio de Janeiro, no in&iacute;cio do s&eacute;culo XIX, fazendo desta o novo centro de poder de todo o Imp&eacute;rio portugu&ecirc;s.</b></styled-content></font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">&Agrave;quela altura, os tr&ecirc;s deputados eleitos por Angola para as Cortes ainda n&atilde;o haviam chegado em Lisboa, encontrando-se todos eles no Rio de Janeiro. Curiosamente, a resposta dos deputados angolenses ocorre quase que simultaneamente &agrave; apresenta&ccedil;&atilde;o da proposta pela comiss&atilde;o brasileira nas Cortes em Lisboa, tendo a manifesta&ccedil;&atilde;o de dois deles sido publicadas na edi&ccedil;&atilde;o de 20 de junho de 1822 do "Correio do Rio de Janeiro".<sup>22</sup> Em vista disso, &eacute; razo&aacute;vel presumir que a proposta de consultar os deputados das prov&iacute;ncias ultramarinas portuguesas sobre qual Reino desejariam estar diretamente vinculados tenha sido um estratagema pensado pelo "gabinete dos irm&atilde;os Andrada" para atrair as prov&iacute;ncias africanas, nominalmente a de Angola, para o Reino do Brasil; n&atilde;o sendo improv&aacute;vel que o pr&oacute;prio Jos&eacute; Bonif&aacute;cio tenha tratado deste assunto com os deputados angolenses reunidos no Rio de Janeiro.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Os deputados Euz&eacute;bio de Queir&oacute;s Coutinho da Silva (pai de Euz&eacute;bio de Queir&oacute;s Coutinho Matoso C&acirc;mara, que viria a ser Ministro da Justi&ccedil;a no Segundo Reinado) e Fernando Martins do Amaral Gurgel e Silva manifestaram-se prontamente pela incorpora&ccedil;&atilde;o de Angola "como o forem as outras prov&iacute;ncias mar&iacute;timas do Brasil".<sup>23</sup> Ao passo que o deputado Manuel Patr&iacute;cio Correia de Castro se manifestou contr&aacute;rio &agrave; ades&atilde;o, tendo sido o &uacute;nico a seguir viagem para Lisboa e tomar posse nas Cortes.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Em suas manifesta&ccedil;&otilde;es dirigidas aos seus concidad&atilde;os de Angola, tanto Euz&eacute;bio de Queir&oacute;s, como Amaral Gurgel procuraram justificar sua posi&ccedil;&atilde;o em vista da volumosa rela&ccedil;&atilde;o comercial e da proximidade geogr&aacute;fica de Angola ao Brasil, em oposi&ccedil;&atilde;o ao ex&iacute;guo com&eacute;rcio e da assombrosa dist&acirc;ncia daquela com Portugal. Todavia, temos raz&otilde;es para acreditar que eles tivessem interesses particulares na quest&atilde;o. Sen&atilde;o vejamos, embora eleito como primeiro representante de Angola, tendo obtido a maioria dos votos,<sup>24</sup> Euz&eacute;bio j&aacute; residia no Brasil desde 1816. Aqui deu prosseguimento &agrave; sua carreira na magistratura iniciada ainda na &Aacute;frica. Em fevereiro de 1818 foi nomeado Ouvidor da comarca de Serro Frio (atual Serro), na prov&iacute;ncia de Minas Gerais; onde tamb&eacute;m ocupou o posto de Provedor da Fazenda dos Defuntos e Ausentes. Dali seguiu para o concorrid&iacute;ssimo posto de Desembargador da Rela&ccedil;&atilde;o da Bahia, o mais antigo tribunal de justi&ccedil;a do Brasil. Quando da sua elei&ccedil;&atilde;o para deputado nas Cortes de Lisboa por Angola, Euz&eacute;bio ocupava o posto de Desembargador da rec&eacute;m-criada Rela&ccedil;&atilde;o de Pernambuco, onde acumulava ainda o cargo de Procurador da Coroa e Real Fazenda.<sup>25</sup> N&atilde;o sem raz&atilde;o, Jos&eacute; Hon&oacute;rio Rodrigues &eacute; categ&oacute;rico ao afirmar: "Euz&eacute;bio de Queir&oacute;s preferia servir na Rela&ccedil;&atilde;o &#91;de Pernambuco&#93;, como procurador da Coroa &#91;do Brasil&#93;, por nomea&ccedil;&atilde;o de Jos&eacute; Bonif&aacute;cio, do que nas Cortes".<sup>26</sup> Com efeito, seu apoio &agrave; causa brasileira foi muit&iacute;ssimo bem recompensado, pois, em 1825 tomou assento na Casa de Suplica&ccedil;&atilde;o do Rio de Janeiro como Desembargador dos Agravos. Em 1827 voltou para a Rela&ccedil;&atilde;o da Bahia, desta vez no cargo de Chanceler. No mesmo ano foi graduado Desembargador da Mesa do Desembargo do Pa&ccedil;o. E, em 1828, foi nomeado Ministro do Supremo Tribunal de Justi&ccedil;a,<sup>27</sup> institui&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima do judici&aacute;rio brasileiro ao tempo do Imp&eacute;rio.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Por sua vez, Fernando Martins do Amaral Gurgel e Silva vinha de uma fam&iacute;lia poderosa e influente com ramifica&ccedil;&otilde;es tanto do lado de c&aacute;, como do lado de l&aacute; do Atl&acirc;ntico Sul. Roquinaldo Ferreira recorda, por exemplo, que, em 1726, um ancestral hom&ocirc;nimo do deputado angolense, natural do Rio de Janeiro, foi sentenciado ao degredo para Angola pelo crime de assassinato. J&aacute; na &Aacute;frica, o Amaral Gurgel degredado ingressou no servi&ccedil;o militar, sendo enviado para os <i>sert&otilde;es</i> de Angola, mais precisamente para a <i>feira de Cassange</i>, no centro-norte de Angola, o maior mercado de escravos da hinterl&acirc;ndia de Luanda. Segundo Ferreira, eventualmente aquele Amaral Gurgel se tornou a maior autoridade portuguesa no Cassange e "sua posi&ccedil;&atilde;o era t&atilde;o importante que o chefe dos Cassange 'frequentemente lhe concedia o poder de prender' africanos para escraviz&aacute;-los para os portugueses".<sup>28</sup> O epis&oacute;dio em torno deste ancestral do deputado angolense &eacute; ilustrativo, pois a fam&iacute;lia Amaral Gurgel se encontra indistintamente ligada &agrave; hist&oacute;ria do tr&aacute;fico atl&acirc;ntico de escravizados de Angola para o Brasil. Isso explique, talvez, porque o deputado preferisse tomar assento na Assembleia Geral Constituinte e Legislativa do Brasil, do que nas Cortes Gerais em Lisboa. Ele at&eacute; solicitou dos "ilustres angolenses" da Junta Provis&oacute;ria de Governo de Angola que lhe enviassem "instru&ccedil;&otilde;es em uma maneira clara, e decisiva"<sup>29</sup> com rela&ccedil;&atilde;o a qual das duas casas integrar.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">&Eacute; certo que Eus&eacute;bio de Queir&oacute;s e Amaral Gurgel esperavam que a Junta Provis&oacute;ria referendasse a uni&atilde;o de Angola com o Brasil. At&eacute; porque, a ideia contava com o apoio da maioria dos membros da Junta, "um clube de negociantes de escravos", segundo as palavras do governador-geral Crist&oacute;v&atilde;o Avelino Dias, que "governava (...) em seu benef&iacute;cio".<sup>30</sup> A exce&ccedil;&atilde;o era seu presidente, o portugu&ecirc;s D. Frei Jo&atilde;o Damasceno da Silva P&oacute;voas, bispo da diocese de Angola e Congo. Contando com o apoio do contingente militar portugu&ecirc;s local, Frei Jo&atilde;o Damasceno conseguiu impedir que a Junta Provis&oacute;ria se manifestasse oficialmente a favor da causa brasileira: o que lhe rendeu grande impopularidade em Luanda e no Rio de Janeiro, onde foi alvo de incont&aacute;veis "insultos impressos" - para usar a express&atilde;o de Isabel Lustosa<sup>31</sup> - tendo, inclusive, o seu retrato queimado e suas cinzas jogadas ao mar,<sup>32</sup> cena digna do costume da malha&ccedil;&atilde;o de Judas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Se em Luanda o potencial de subleva&ccedil;&atilde;o dos partid&aacute;rios &agrave; uni&atilde;o com o Brasil encontrava obstru&ccedil;&atilde;o na presen&ccedil;a de for&ccedil;as militares leais a Portugal, em Benguela a situa&ccedil;&atilde;o era outra. L&aacute;, a Junta Provis&oacute;ria n&atilde;o s&oacute; era quase que exclusivamente composta por membros simp&aacute;ticos ao Brasil, como o seu presidente, Domingos Pereira Diniz, "homem preto e ambicioso de governar", nas palavras do governador local deposto, era o grande patrocinador do ide&aacute;rio de uni&atilde;o sen&atilde;o de toda Angola, ao menos de Benguela ao Brasil.<sup>33</sup> Com efeito, sob a sua presid&ecirc;ncia, a Junta Provis&oacute;ria local fez chegar ao Rio de Janeiro uma s&eacute;rie de documentos em louva&ccedil;&atilde;o, apoio e ades&atilde;o &agrave; autoridade D. Pedro I - quando este ainda respondia na qualidade de pr&iacute;ncipe-regente - propositalmente publicados na "Gazeta do Rio", o jornal oficial do governo brasileiro, em outubro de 1822.<sup>34</sup> N&atilde;o obstante, ap&oacute;s a chegada em Benguela das not&iacute;cias da proclama&ccedil;&atilde;o formal de Independ&ecirc;ncia do Brasil, Domingos Pereira Diniz ordenou o hasteamento da "bandeira do caf&eacute; e tabaco", isto &eacute; do pavilh&atilde;o imperial brasileiro, "na fortaleza de S. Filipe".<sup>35</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Para conter o movimento secessionista de Benguela e evitar que este impulsionasse dist&uacute;rbios semelhantes em Luanda, no final de 1822 as Cortes Gerais nomearam novos administradores coloniais em substitui&ccedil;&atilde;o das Juntas Provis&oacute;rias e autorizaram o envio de um Batalh&atilde;o Expedicion&aacute;rio com 435 soldados para Angola. Pouco depois de tomar posse, o novo governador-geral, Crist&oacute;v&atilde;o Avelino Dias, informou ao governo portugu&ecirc;s existir em todo o Reino de Angola "um numeroso partido a fazer causa comum com o Brasil, pondo-se de baixo da sua prote&ccedil;&atilde;o". Tal partido, prosseguia Avelino Dias, "&eacute; principalmente dirigido por alguns homens ricos, cujos interesses est&atilde;o intimamente ligados com o com&eacute;rcio da escravatura para os portos do Rio de Janeiro e Pernambuco".<sup>36</sup> O novo governador de Benguela, Jo&atilde;o Ant&ocirc;nio Pussich, descreveu impress&atilde;o parecida ap&oacute;s destituir a Junta local e p&ocirc;r fim ao plano de secess&atilde;o patrocinado por Domingos Pereira Diniz: "posso afirmar (...) que nesta prov&iacute;ncia reina um grande Partido Brasileiro, e mui pequeno o Europeu; e que pela Junta Governativa sempre foi oprimido o Partido Europeu, e triunfante o Partido Brasileiro".<sup>37</sup> E foi al&eacute;m, ao acusar "o governo do Rio de Janeiro &#91;de&#93; legisla&#91;r&#93; para esta prov&iacute;ncia da mesma maneira que o podem fazer as Cortes de Portugal".<sup>38</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">As autoridades interventoras das Cortes Gerais em Angola instauraram uma verdadeira devassa no intuito de desmantelar o famigerado "Partido Brasileiro". Por for&ccedil;a de decreto de 5 de maio de 1823, Pussich ordenou o sequestro das propriedades urbanas, embarca&ccedil;&otilde;es, bens e mercadorias dos simpatizantes bem como dos "s&uacute;ditos do rebelde governo brasileiro" em Benguela;<sup>39</sup> ato estendido a toda Angola pelo decreto de 2 de junho baixado por Avelino Dias.<sup>40</sup> A medida levou os comerciantes brasileiros e seus s&oacute;cios de Benguela a tramarem uma subleva&ccedil;&atilde;o, em que pretendiam aprisionar o governador local, romper rela&ccedil;&otilde;es com o governo de Luanda para dispor de tempo e embarcar os bens e escravos dos sublevados para o Rio de Janeiro, onde ainda almejavam pedir socorro diretamente ao imperador D. Pedro I para depor o governo de Avelino Dias e concretizar a uni&atilde;o de Angola ao Brasil. No final das contas, a subleva&ccedil;&atilde;o s&oacute; n&atilde;o ocorreu porque foi delatada a tempo, o que permitiu &agrave;s autoridades portuguesas prender e punir os "sediciosos e perturbadores da tranquilidade p&uacute;blica".<sup>41</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Os sediciosos mais ricos e poderosos sofreram penas brandas, a exemplo de Domingos Pereira Diniz banido para Luanda, enquanto os mais pobres tiveram penas mais severas, caso de Joaquim Lopes dos Santos, homem negro, alferes do Batalh&atilde;o dos Henriques de Benguela, deportado para Luanda e mais tarde para o Rio, onde, em 1824, publicou um panfleto cr&iacute;tico aos atos tomados por Jo&atilde;o Ant&ocirc;nio Pussich, publicado pela Imprensa Nacional, &oacute;rg&atilde;o subordinado &agrave; Secretaria de Estado dos Neg&oacute;cios da Fazenda.<sup>42</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Fato &eacute; que, embora o governo de D. Pedro I tenha dado vivas provas de apoio moral aos planos de seus partid&aacute;rios em Angola, como comprovam a publica&ccedil;&atilde;o das manifesta&ccedil;&otilde;es dos deputados angolenses eleitos para as Cortes Gerais, dos of&iacute;cios recebidos da Junta Provis&oacute;ria de Governo de Benguela e do &aacute;cido panfleto de Santos contra Pussich, todos, cumpre frisar uma vez mais, vindos &agrave; p&uacute;blico por &oacute;rg&atilde;os de imprensa simpatizantes ou do pr&oacute;prio governo brasileiro, nenhuma medida de apoio pol&iacute;tico-militar concreta foi esbo&ccedil;ada pelas autoridades do Rio de Janeiro.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Fatores de ordem interna e externa explicam a ambiguidade do governo brasileiro em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; quest&atilde;o angolana. Ocupado at&eacute; meados de 1824 com a subjuga&ccedil;&atilde;o das prov&iacute;ncias rebeladas do Norte e do Sul, o regime de D. Pedro I n&atilde;o podia se dar ao luxo de expandir o teatro das opera&ccedil;&otilde;es militares para a costa atl&acirc;ntica da &Aacute;frica. Ademais, seria dif&iacute;cil supor que a Gr&atilde;-Bretanha, principal pot&ecirc;ncia econ&ocirc;mica e militar do per&iacute;odo, envolvida ativamente na campanha em prol da aboli&ccedil;&atilde;o do tr&aacute;fico atl&acirc;ntico de escravizados, permitiria a anexa&ccedil;&atilde;o de Angola pelo Brasil, se isso significasse - como, ali&aacute;s esperavam os partid&aacute;rios angolenses da causa brasileira - a manuten&ccedil;&atilde;o do com&eacute;rcio negreiro. Tanto o &eacute; que, foi a Gr&atilde;-Bretanha, mediadora da celebra&ccedil;&atilde;o do Tratado de Amizade e Alian&ccedil;a de 1825 entre Brasil e Portugal, que incluiu a cl&aacute;usula em que "Sua Majestade Imperial &#91;D. Pedro I&#93; promete n&atilde;o aceitar proposi&ccedil;&otilde;es de quaisquer col&ocirc;nias portuguesas para se reunirem ao Imp&eacute;rio do Brasil",<sup>43</sup> p&aacute; de cal no projeto de constitui&ccedil;&atilde;o do Reino Unido do Brasil, Angola e Benguela.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><b>Do esquecimento</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Apesar da intensa atividade pol&iacute;tica verificada em Angola, entre 1822 e 1825, em prol da uni&atilde;o com o Brasil, acompanhada de perto - e em alguns momentos at&eacute; respaldada - pelo governo brasileiro, &eacute; interessante observar como a quest&atilde;o angolana foi - e, ainda &eacute; - minimizada pela historiografia nacional sobre a independ&ecirc;ncia. Ao ponto de ser esquecida, ou, quando muito, tratada como um acontecimento menor ocorrido &agrave; margem de outros eventos "mais importantes" que marcam o processo brasileiro de emancipa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><styled-content style="color:#890e10"><b>Esta tend&ecirc;ncia em apequenar o papel de Angola na hist&oacute;ria da independ&ecirc;ncia do Brasil tem origem na historiografia brasileira da Independ&ecirc;ncia, para quem a hist&oacute;ria da nossa emancipa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica reduz-se &agrave; da constru&ccedil;&atilde;o de um Estado unit&aacute;rio.</b></styled-content></font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Esta tend&ecirc;ncia em apequenar o papel de Angola na hist&oacute;ria da independ&ecirc;ncia do Brasil tem origem naquilo que Evaldo Cabral de Mello chama de "tradi&ccedil;&atilde;o saquarema" na historiografia brasileira da Independ&ecirc;ncia, isto &eacute;, a historiografia da corte fluminense e dos seus ep&iacute;gonos da Rep&uacute;blica, para quem a hist&oacute;ria da nossa emancipa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica reduz-se &agrave; da constru&ccedil;&atilde;o de um Estado unit&aacute;rio".<sup>44</sup> Em outras palavras, de uma hist&oacute;ria apolog&eacute;tica do mito de uma suposta unidade territorial pr&eacute;-nacional preservada pela Monarquia, que diferia o caso brasileiro do processo de emancipa&ccedil;&atilde;o das Rep&uacute;blicas sul-americanas vizinhas, marcadas pela divis&atilde;o pol&iacute;tica e pela fragmenta&ccedil;&atilde;o territorial. Neste sentido, visto que o ide&aacute;rio de unifica&ccedil;&atilde;o de Angola ao Brasil n&atilde;o p&ocirc;de ser concretizado em raz&atilde;o das limita&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas internas e externas impostas ao regime de D. Pedro I, que, em &uacute;ltima an&aacute;lise impediram o seu governo de envolver-se de forma mais clara e assertiva na quest&atilde;o, n&atilde;o surpreende que o epis&oacute;dio tenha sido talhado pelos idealizadores da hist&oacute;ria oficial vinculados ao regime mon&aacute;rquico.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Isto &eacute; o que verificamos na "Hist&oacute;ria da funda&ccedil;&atilde;o do Imp&eacute;rio brazileiro", do historiador, bi&oacute;grafo, escritor e pol&iacute;tico do Partido Conservador - logo um Saquarema - Jo&atilde;o Manuel Pereira da Silva, publicada em sete volumes, entre 1864 e 1865. Considerada a obra de maior f&ocirc;lego - com mais de 2.658 p&aacute;ginas - dedicada &agrave; emancipa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica do Brasil produzida pela historiografia saquarema, no que tange a participa&ccedil;&atilde;o de Angola limita-se a indicar que os deputados angolenses eleitos para as Cortes Gerais arribaram no Rio de Janeiro, sem nem se quer citar seus nomes, nem entrar no m&eacute;rito de suas manifesta&ccedil;&otilde;es pr&oacute; e contr&aacute;rias &agrave; ades&atilde;o com o Imp&eacute;rio do Brasil.<sup>45</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Francisco Adolfo de Varnhagen, visconde de Porto Seguro, autor de "Hist&oacute;ria Geral do Brasil" (1854) e principal historiador do regime mon&aacute;rquico, em sua obra p&oacute;stuma "Hist&oacute;ria da Independ&ecirc;ncia do Brasil" (1916), "constru&iacute;da", como lembra Wilma Peres da Costa, "a partir da m&aacute;quina do Estado &#91;Imperial&#93; e de seus canais letrados",<sup>46</sup> segue a narrativa de silenciamento<sup>47</sup> apregoada pela historiografia saquarema quanto aos malfadados eventos anexionistas e pr&oacute;-brasileiros tido lugar em Angola nos anos de 1820, limitando-se a dizer o seguinte sobre aqueles acontecimentos:</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><i>Chegou a not&iacute;cia de haver Benguela aclamado o imperador, n&atilde;o havendo Luanda seguido igual exemplo, por se haver oposto o bispo &#91;Frei Jo&atilde;o Damasceno&#93;. Talvez por esta circunst&acirc;ncia, ordenou o governo &#91;de D. Pedro I&#93; que Angola fosse compreendida nas provid&ecirc;ncias dadas contra Portugal, e proibiu ao banco &#91;do Brasil&#93; a efetuar &agrave; cidade de Luanda um empr&eacute;stimo de 100:000$000 em metal (...)</i><sup><i>48</i></sup></font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Lan&ccedil;ada por iniciativa do Instituto Hist&oacute;rico e Geogr&aacute;fico Brasileiro (IHGB), &agrave;s v&eacute;speras das comemora&ccedil;&otilde;es do Centen&aacute;rio da Independ&ecirc;ncia, a obra p&oacute;stuma de Varnhagen exerceu grande influ&ecirc;ncia sobre os investigadores do per&iacute;odo, dentro e fora do Instituto. Tanto que, como analisa Eduardo Luiz Flash K&auml;fer, "outra importante obra acerca do assunto e reconhecida pela historiografia nacional, publicada tamb&eacute;m durante as efem&eacute;rides do centen&aacute;rio, "O movimento da Independ&ecirc;ncia", de Oliveira Lima, igualmente recorria e dialogava com o trabalho de Varnhagen",<sup>49</sup> e igualmente peca pela exclus&atilde;o de Angola no quadro hist&oacute;rico da emancipa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica brasileira.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Por&eacute;m, a aus&ecirc;ncia de Angola na historiografia devotada ao escrut&iacute;nio do processo de desagrega&ccedil;&atilde;o do Imp&eacute;rio luso-brasileiro n&atilde;o pode ser explicada unicamente por conta da for&ccedil;a da tradi&ccedil;&atilde;o historiogr&aacute;fica saquarema, ela tamb&eacute;m &eacute; resultado do racismo e da vis&atilde;o de mundo euroc&ecirc;ntrica da nossa elite intelectual, pol&iacute;tica e diplom&aacute;tica ao tempo de um regime econ&ocirc;mico liberal e politicamente excludente como o da Velha Rep&uacute;blica. Prova disto &eacute; que, entre 1922 e 1925, o Minist&eacute;rio das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores publicou uma colet&acirc;nea denominada "Arquivo Diplom&aacute;tico da Independ&ecirc;ncia", em que tornou p&uacute;blica uma s&eacute;rie de documentos relativos ao relacionamento internacional do Brasil quando da conquista da sua autonomia.<sup>50</sup> Dividido em seis volumes, o Arquivo trata das rela&ccedil;&otilde;es do Brasil com a Gr&atilde;-Bretanha (volumes 1 e 2); com a Fran&ccedil;a, Santa S&eacute; e Espanha (volume 3); com a &Aacute;ustria e os Estados alem&atilde;es (volume 4); e, com Portugal, a antiga metr&oacute;pole (volume 6). O &uacute;nico volume que quebra com o predom&iacute;nio europeu &eacute; o quinto, que versa sobre o relacionamento com os Estados Unidos e com os Estados do Prata - leia-se: Uruguai, Paraguai e Argentina - evidenciando o completo desconhecimento/ negligenciamento das comunica&ccedil;&otilde;es com os Estados americanos do Pac&iacute;fico.<sup>51</sup> N&atilde;o h&aacute;, portanto, nenhum volume no Arquivo que trate das rela&ccedil;&otilde;es do Brasil com a &Aacute;frica atl&acirc;ntica. Que, ali&aacute;s, eram muitas e duradouras como foi demonstrado com brilhantismo por Pierre Verger.<sup>52</sup> Recorde-se, afinal, que o Ob&aacute; (rei) Ajan, de Onim (atual Lagos, capital da Nig&eacute;ria) enviou seu embaixador ao encontro de D. Pedro I a fim n&atilde;o s&oacute; de reconhecer a independ&ecirc;ncia do Imp&eacute;rio, mas tamb&eacute;m no intuito de oferecer ao Brasil o monop&oacute;lio sobre o porto do seu Reino, ent&atilde;o principal escoadouro dos escravizados na costa da &Aacute;frica Ocidental.<sup>53</sup> E mesmo no &uacute;ltimo volume, no qual poderia ser abordada as rela&ccedil;&otilde;es especiais n&atilde;o s&oacute; com Angola, como com toda a &Aacute;frica portuguesa que igualmente respondeu ao movimento de independ&ecirc;ncia do Brasil,<sup>54</sup> impera absoluto sil&ecirc;ncio a respeito.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Foi Jos&eacute; Hon&oacute;rio Rodrigues, em seu livro "Brasil e &Aacute;frica" (1961), o primeiro a dar visibilidade ao papel desempenhado por Angola, e por outras regi&otilde;es da costa atl&acirc;ntica e oriental da &Aacute;frica, na hist&oacute;ria da constitui&ccedil;&atilde;o e da independ&ecirc;ncia do Brasil. Como o autor explicou no pref&aacute;cio &agrave; segunda edi&ccedil;&atilde;o da obra - sa&iacute;da j&aacute; em 1964 - sua pretens&atilde;o era apresentar de que maneira, do Seiscentos at&eacute; meados do Oitocentos, o Brasil estabeleceu "maiores la&ccedil;os e mais contato com Angola, Daom&eacute; e trechos da Costa da Mina e da Guin&eacute; do que com o pr&oacute;prio Portugal"; a ponto de, tanto a dita &Aacute;frica portuguesa, como diversas outras partes do continente africano fora da jurisdi&ccedil;&atilde;o lusitana, chegarem a ser "dominadas" pelo Brasil, servindo-lhe ora como centros de monop&oacute;lios comerciais, ora como centros de depend&ecirc;ncia.<sup>55</sup> Assim, alicer&ccedil;ado em uma vasta e, at&eacute; ent&atilde;o, in&eacute;dita documenta&ccedil;&atilde;o, Rodrigues sustenta que mais do que <i>aportuguesado</i> ou <i>ocidentalizado</i>, o Brasil foi <i>africanizado</i>, ao passo que boa parte da &aacute;rea costeira da &Aacute;frica fora <i>abrasileirada</i>. Sendo, portanto, de se esperar que essa "&Aacute;frica abrasileirada" almejasse participar do processo de emancipa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica do seu centro, ou seja, o Brasil.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">A despeito da boa recep&ccedil;&atilde;o de "Brasil e &Aacute;frica" no princ&iacute;pio dos anos 1960, e da imensid&atilde;o de t&iacute;tulos publicados concernentes &agrave; Independ&ecirc;ncia quando das comemora&ccedil;&otilde;es dos 150 anos da emancipa&ccedil;&atilde;o,<sup>56</sup> em 1972, n&atilde;o foi desta vez que a ades&atilde;o de Angola &agrave; causa brasileira ganhou destaque na historiografia especializada sobre o assunto. Como argumenta Wilma Peres da Costa, "os &uacute;ltimos anos da d&eacute;cada de 1960 e toda a d&eacute;cada de 1970 foram tempos marcados pela polissemia da Revolu&ccedil;&atilde;o".<sup>57</sup> De modo que, conforme prossegue a autora, enquanto "a efem&eacute;ride do Sesquicenten&aacute;rio (...) foi comemorada com grande alarde pelo regime &#91;militar&#93;, no plano dos discursos, das festividades p&uacute;blicas e das grandes express&otilde;es simb&oacute;licas",<sup>58</sup> os intelectuais enfileirados na oposi&ccedil;&atilde;o ao regime buscavam denunciar a aus&ecirc;ncia ou a inconclus&atilde;o de elementos verdadeiramente revolucion&aacute;rios no percurso hist&oacute;rico nacional, tomando por base a an&aacute;lise do processo de independ&ecirc;ncia. Ainda assim, embora seguisse marginalizada, a quest&atilde;o angolana foi objeto de dois trabalhos vindos a lume no per&iacute;odo, a saber: "Angola e a independ&ecirc;ncia do Brasil", artigo publicado em 1972 pelo historiador ga&uacute;cho Walter Spalding na "Revista do IHGB",<sup>59</sup> e, "Uni&atilde;o Brasil-Angola: uma hip&oacute;tese na Independ&ecirc;ncia", disserta&ccedil;&atilde;o apresentada em 1979 por Nilcea Lopo Lima Santos &agrave; Universidade de Bras&iacute;lia.<sup>60</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Referindo-se a produ&ccedil;&atilde;o historiogr&aacute;fica nacional nas duas &uacute;ltimas d&eacute;cadas do s&eacute;culo XX, Selma Alves Pantoja, em um texto seu publicado em 2007, argumenta que "do que foi produzido at&eacute; agora sobre as rela&ccedil;&otilde;es entre Brasil e Angola, continua a ser prec&aacute;ria a pouca produ&ccedil;&atilde;o historiogr&aacute;fica sobre o tema". Com o agravante, diz ela, de ser uma bibliografia majoritariamente caracterizada "por uma aus&ecirc;ncia de pesquisa nos arquivos portugueses e angolanos".<sup>61</sup> Felizmente, os &uacute;ltimos trabalhos vindos a p&uacute;blico de Mariana P. Candido e Roquinaldo Ferreira - internacionalmente reconhecidos como refer&ecirc;ncias de primeira ordem quando o assunto &eacute; a hist&oacute;ria do passado colonial de Angola - atestam o salto qualitativo da produ&ccedil;&atilde;o brasileira, com amplo dom&iacute;nio dos arquivos portugueses e angolanos.<sup>62</sup> Inclusive, Ferreira publicou mais recentemente um cap&iacute;tulo de livro em que analisa o projeto de uni&atilde;o de Angola ao Brasil a partir da trajet&oacute;ria de Francisco Ferreira Gomes, um homem preto, nascido no Rio de Janeiro, preso em 1824 em Benguela sob a acusa&ccedil;&atilde;o de conspirar para tornar aquela capitania em uma prov&iacute;ncia ultramarina do Imp&eacute;rio brasileiro.<sup>63</sup> O &uacute;nico sen&atilde;o &eacute; que, este trabalho, como a maior parte de sua bibliografia e tamb&eacute;m da de Candido, encontra-se publicado na l&iacute;ngua inglesa, o que dificulta a recep&ccedil;&atilde;o pela nova gera&ccedil;&atilde;o de historiadores em forma&ccedil;&atilde;o nas nossas universidades. &Eacute; urgente o "repatriamento" dos trabalhos destes dois grandes historiadores brasileiros.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Pode-se esperar sorte diferente para o tema no bicenten&aacute;rio? Certamente que sim! Desde os anos 2000 temos assistido ao crescimento do interesse e da produ&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica sobre a &Aacute;frica no Brasil. Em boa medida, este fen&ocirc;meno &eacute; resultado do impacto da lei 10.639, promulgada em 2003, que estabeleceu a obrigatoriedade do ensino de hist&oacute;ria e da cultura africana e afro-brasileira na rede b&aacute;sica nacional de ensino. Para atender a demanda aberta pela lei as universidades brasileiras, em especial as p&uacute;blicas, inclu&iacute;ram de vez a disciplina de Hist&oacute;ria da &Aacute;frica em seus curr&iacute;culos. Na mesma toada, os centros e n&uacute;cleos de pesquisa devotados aos estudos africanos, por muito tempo limitado a tr&ecirc;s institui&ccedil;&otilde;es<sup>64</sup> em todo o pa&iacute;s, se popularizaram no cen&aacute;rio universit&aacute;rio em &acirc;mbito nacional. N&atilde;o obstante, passadas quase duas d&eacute;cadas da sua promulga&ccedil;&atilde;o, um corpo de investigadores nacionais especialistas em Hist&oacute;ria da &Aacute;frica j&aacute; se encontra plenamente constitu&iacute;do e organizado na Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Estudos Africanos (Abe-&Aacute;frica) e em um Grupo de Trabalho na Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Hist&oacute;ria (Anpuh). Diante deste quadro promissor temos raz&otilde;es para acreditar que a participa&ccedil;&atilde;o de Angola e, por certo, da &Aacute;frica no processo de emancipa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica brasileiro possa, enfim, concatenar a aten&ccedil;&atilde;o de nossa historiografia, e venha a integrar o rol de quest&otilde;es enfrentadas pela leva de novas produ&ccedil;&otilde;es aguardada em face do Bicenten&aacute;rio.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">1. Holanda, S. B., op cit. p. 16. 1970.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">2. Rodrigues, J. H. Brasil e &Aacute;frica: outro horizonte. V. 1: Rela&ccedil;&otilde;es e contribui&ccedil;&otilde;es m&uacute;tuas. 2ª ed. Rio de Janeiro: Civiliza&ccedil;&atilde;o Brasileira. 1964, pp. 16-23; Pantoja, S. A. Angola at&eacute; as v&eacute;speras da independ&ecirc;ncia do Brasil". In: Campos, A. P.; Silva, G. V. (orgs.). Da &Aacute;frica ao Brasil: itiner&aacute;rios hist&oacute;ricos da cultura negra. Vit&oacute;ria: Flor&amp;cultura. 2007, p. 77.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">3. Alencastro, L. F. O trato dos viventes. Forma&ccedil;&atilde;o do Brasil no Atl&acirc;ntico Sul. S&eacute;culos XVI e XVII. S&atilde;o Paulo: Companhia das Letras, 2000, pp. 212-213.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">4. Ribeiro, D. O povo brasileiro: a forma&ccedil;&atilde;o e o sentido do Brasil. S&atilde;o Paulo: Companhia das Letras. 1995.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">5. Silva, A. C. &Aacute;frica. In Vainfas, R.; Neves, L. B. P. (Orgs). Dicion&aacute;rio do Brasil Joanino, 1808-1821. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008, p. 36.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">6. Slave Voyages (Banco de Dados do Tr&aacute;fico de Escravos Transatl&acirc;ntico). EUA. Emory University. <a href="http://www.slavevoyages.org/estimates/w6qCnUZk" target="_blank">http://www.slavevoyages.org/estimates/w6qCnUZk</a>. Acessado em 22/11/2021.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">7. Slave Voyages (Banco de Dados do Tr&aacute;fico de Escravos Transatl&acirc;ntico). EUA. Emory University. <a href="http://www.slavevoyages.org/estimates/Y7NBtNmS" target="_blank">http://www.slavevoyages.org/estimates/Y7NBtNmS</a>. Acessado em 22/11/2021.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">8. Rodrigues, J. H., op cit. p 17. 1964.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">9. Tomamos por base os pap&eacute;is do Governo-Geral da Capitania do Rio de Janeiro, organizados por Eduardo de Castro e Almeida (1617-1757), remetidos ao Conselho Ultramarino em Lisboa, reunidos na plataforma digital do Projeto Resgate Bar&atilde;o do Rio Branco, da Biblioteca Nacional. Dispon&iacute;vel em <a href="https://bndigital.bn.gov.br/dossies/projeto-resgate-barao-do-rio-branco/." target="_blank">https://bndigital.bn.gov.br/dossies/projeto-resgate-barao-do-rio-branco/.</a> Acessado em 22/11/2021.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">10. Boxer, C. R. Salvador de S&aacute; e a luta pelo Brasil e Angola. S&atilde;o Paulo: Companhia Editora Nacional, 1952.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">11. Silva Correia, E. A. Hist&oacute;ria de Angola. In: Pereira, M. R. M.; Cruz, A. L. R. B. Elias Alexandre da Silva Correia: um militar brasileiro em Angola. Curitiba: Editora UFPR. 2014, p. 457.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">12. Alencastro, L. F., op cit. p. 223. 2000.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">13. Para a correspond&ecirc;ncia recebida pelos governadores do Rio de Janeiro dos governadores de Angola consultar os pap&eacute;is do Rio de Janeiro Avulsos (1614-1830) e Rio de Janeiro Eduardo de Castro e Almeida (1617-1757) do Projeto Resgate, op cit. J&aacute; para a correspond&ecirc;ncia dos governadores de Angola com os vice-reis ver o Fundo Vice-Reinado BR RJANRIO D.9.CAI.0.502 do Arquivo Nacional. Esta documenta&ccedil;&atilde;o engloba pap&eacute;is entre 1790 e 1807.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">14. Pantoja, S. A., op cit. pp. 81-82. 2007.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">15. Silva Correia, E. A., op cit. pp. 342-343.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">16. Camarinhas, Nuno. O aparelho judicial ultramarino portugu&ecirc;s. O caso do Brasil (1620-1800). In: Almanack Braziliense. S&atilde;o Paulo, n. 9, p. 90. 2009.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">17. Silva Correia, E. A., op cit. p. 318.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">18. Slave Voyages (Banco de Dados do Tr&aacute;fico de Escravos Transatl&acirc;ntico). EUA. Emory University. <a href="http://www.slavevoyages.org/estimates/tjkSeOR4" target="_blank">http://www.slavevoyages.org/estimates/tjkSeOR4</a>. Acessado em 22/11/2021.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">19. Florentino, M. Em costas negras: uma hist&oacute;ria do tr&aacute;fico negreiro de escravos entre a &Aacute;frica e o Rio de Janeiro (s&eacute;culos XVIII e XIX). S&atilde;o Paulo: Editora Unesp. 2014; Fragoso, J. L. R. Homens de grossa aventura: acumula&ccedil;&atilde;o e hierarquia na pra&ccedil;a mercantil do Rio de Janeiro (1790-1830). Rio de Janeiro: Arquivo Nacional. 1992; Ferreira, R. Biografia, mobilidade e cultura atl&acirc;ntica: a micro-escala do tr&aacute;fico de escravos em Benguela, s&eacute;culos XVIII-XIX. In: Tempo. Rio de Janeiro, v. 10, n. 20, pp. 23-49. 2006. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://doi.org/10.1590/S1413-77042006000100003" target="_blank">https://doi.org/10.1590/S1413-77042006000100003</a>.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">20. Rebelo, M. A. S. Rela&ccedil;&otilde;es entre Angola e Brasil. 1808-1830. Lisboa: Ag&ecirc;ncia-Geral do Ultramar. 1970, pp. 114-121.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">21. Di&aacute;rio das Cortes Gerais e Extraordin&aacute;rias da Na&ccedil;&atilde;o Portuguesa, 34, pp. 465-467. 1822. Dispon&iacute;vel em: https://debates.parlamento.pt/. Acessado em 24/11/2021.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">22. Trata-se da manifesta&ccedil;&atilde;o de Manuel Patr&iacute;cio Correia de Castro, intitulada "Compatriotas Angolenses" e de Fernando Martins do Amaral Gurgel e Silva, "Dulcis Amor Patriae". Ver Correio do Rio de Janeiro, 57, 20 de junho de 1822. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/" target="_blank">http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/</a>. Acessado em 24/11/2021.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">23. Queiroz, E. Manifesto. In Lemos, A. N&oacute;tulas hist&oacute;ricas. Luanda: Fundo do Turismo e Publicidade. Pp. 209-213. 1969.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">24. Segundo somos informados na manifesta&ccedil;&atilde;o apresentada por Manuel Patr&iacute;cio Correia de Castro. Ver Correio do Rio de Janeiro, op cit., p. 234, 1822.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">25. Lago. L. Supremo Tribunal de Justi&ccedil;a e Supremo Tribunal Federal. Dados Biogr&aacute;ficos (1828-2001). Bras&iacute;lia: Supremo Tribunal Federal, p. 46, 2001.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">26. Rodrigues, J. H., op cit. p. 133. 1964.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">27. Lago, L., op cit., p. 47. 2001.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">28. Ferreira, R. Cross-cultural Exchange in the Atlantic World. Angola and Brazil during the Era of the Slave Trade. Nova York: Cambridge University Press. pp. 188-202. 2012. Tradu&ccedil;&atilde;o minha.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">29. Correio do Rio de Janeiro, op cit., pp. 235-236, 1822.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">30. Rebelo, M. A. S., op cit., p. 229. 1970.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">31. Lustosa, I. Insultos impressos: a guerra dos jornais na Independ&ecirc;ncia, 1821-1823. S&atilde;o Paulo: Companhia das Letras. 2000.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">32. Rebelo, M. A. S., op cit., p. 226. 1970.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">33. Of&iacute;cio do ex-Governador de Benguela de 30/04/1822. AHU, Angola, cx. 141, doc. 60.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">34. Gazeta do Rio, n. 119 , 03/10/1822 e n. 120, 05/10/1822. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_periodicos/gazeta_rj/gazeta.htm" target="_blank">http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_periodicos/gazeta_rj/gazeta.htm</a>. Acessado em 26/11/2021.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">35. Ribeiro, M. C. P. Ideias republicanas na consolida&ccedil;&atilde;o de um pensamento angolano urbano (1880 c.-1910 c.): converg&ecirc;ncia e autonomia. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Hist&oacute;ria. Universidade de Lisboa. 2012.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">36. Of&iacute;cio do Governador-Geral de Angola de 19/06/1823. AHU, Angola, cx. 142, doc. 57.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">37. Of&iacute;cio do Governador de Benguela de 08/05/1823. AHU, Angola, cx. 142, doc. 36.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">38. Of&iacute;cio do Governador de Benguela de 13/05/1823. AHU, Angola, cx. 142, doc. 40.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">39. Of&iacute;cio do Governador-Geral de Angola de 07/05/1823. AHU, Angola, cx. 142, doc. 33.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">40. Of&iacute;cio do Governador-Geral de Angola de 20/06/1823. AHU, Angola, cx. 142, doc. 58.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">41. Of&iacute;cio do Governador-Geral de Angola de 21/11/1823. AHU, Angola, cx. 143, doc. 39. Para maiores informa&ccedil;&otilde;es a respeito do plano de subleva&ccedil;&atilde;o tramado pelo Partido Brasileiro em Benguela ver Guizelin, G. S. "'Prov&iacute;ncia (de) um grande Partido Brasileiro, e mui pequeno o Europeu': a repercuss&atilde;o da Independ&ecirc;ncia do Brasil em Angola (1822-1825)". Afro-&Aacute;sia, 51, pp. 81-106, 2015. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://doi.org/10.9771/aa.v0i52.21880" target="_blank">http://doi.org/10.9771/aa.v0i52.21880</a>.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">42. Santos, J. L. Mem&oacute;ria da viol&ecirc;ncia praticada pelo Governador de Benguela Jo&atilde;o Antonio Pusich, contra o Alferes Joaquim Lopes dos Santos. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1824.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">43. Tratado de Amizade e Alian&ccedil;a entre El-Rei o Senhor D. Jo&atilde;o VI e D. Pedro I, Imperador do Brasil, feito por media&ccedil;&atilde;o de Sua Majestade Brit&acirc;nica, assinado no Rio de Janeiro a 29 de Agosto de 1825, e ratificado por parte de Portugal em 15 de Novembro e pela do Brasil em 30 de Agosto do dito ano. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://concordia.itamaraty.gov.br/detalhamento-acordo/11" target="_blank">https://concordia.itamaraty.gov.br/detalhamento-acordo/11</a>. Acessado em 29/11/2021.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">44. Mello, E. C. "Frei Caneca ou a outra independ&ecirc;ncia". In Frei Joaquim do Amor Divino Caneca. S&atilde;o Paulo: Editora 34, p. 16, 2005.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">45. Silva, J. M. P. Hist&oacute;ria da funda&ccedil;&atilde;o do Imp&eacute;rio Brazileiro. Rio de Janeiro: B. L. Garnier Editor. 1864-1865, 7t.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">46. Costa, W. P. A independ&ecirc;ncia na historiografia brasileira. In: Jancs&oacute;, I. (org.). Independ&ecirc;ncia: hist&oacute;ria e historiografia. S&atilde;o Paulo: Hucitec, p. 60, 2005.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">47. Curioso observar que, no mesmo momento em que a historiografia saquarema apagava a participa&ccedil;&atilde;o de Angola no processo de independ&ecirc;ncia do Brasil, em Angola, os chamados "filhos do pa&iacute;s", isto &eacute;, a elite colonial letrada e urbana revisitava a quest&atilde;o nos jornais republicanos e opositores ao regime colonial portugu&ecirc;s surgidos nas duas d&eacute;cadas finais do s&eacute;culo XIX, como forma de despertar/forjar uma consci&ecirc;ncia nacional angolana. Ver: Ribeiro, M. C. P., op cit., pp. 103-118. 2012.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">48. Varnhagen, F. A. Hist&oacute;ria da independ&ecirc;ncia do Brasil. Bras&iacute;lia: Senado Federal, p. 217. 2010.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">49. K&auml;fer, E. L. F. Entre mem&oacute;ria e hist&oacute;ria: a historiografia da independ&ecirc;ncia nos cem anos da emancipa&ccedil;&atilde;o. Disserta&ccedil;&atilde;o de Hist&oacute;ria. Porto Alegre: PUCRS, p. 82. 2016. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/6978" target="_blank">http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/6978</a>.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">50. Originalmente lan&ccedil;ado entre 1922 e 1925, o Arquivo Diplom&aacute;tico da Independ&ecirc;ncia foi relan&ccedil;ado em edi&ccedil;&atilde;o fac-similada em 1972, quando das comemora&ccedil;&otilde;es pelo Sesquicenten&aacute;rio, e, novamente em 2018, pela Funda&ccedil;&atilde;o Alexandre de Gusm&atilde;o, dentro dos preparativos para a comemora&ccedil;&atilde;o do Bicenten&aacute;rio da Independ&ecirc;ncia de 2022. A terceira edi&ccedil;&atilde;o dos 6 volumes est&atilde;o dispon&iacute;veis em: <a href="https://funag.gov.br/biblioteca-nova/produto/29-29-arquivo_diplomatico_da_independencia_colecao" target="_blank">https://funag.gov.br/biblioteca-nova/produto/29-29-arquivo_diplomatico_da_independencia_colecao</a>.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">51. T&atilde;o intensas quanto com os Estados Unidos ou as Rep&uacute;blicas da Bacia Platina, como demonstrado por Santos, L. C. V. G. O Imp&eacute;rio e as Rep&uacute;blicas do Pac&iacute;fico: as rela&ccedil;&otilde;es do Brasil com Chile, Bol&iacute;via, Equador e Col&ocirc;mbia - 1822/1889. Curitiba: Editora da UFPR. 2002.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">52. Verger, P. Fluxo e refluxo do tr&aacute;fico de escravos entre o Golfo de Benin e a Bahia de Todos os Santos. Dos s&eacute;culos XVII a XIX. S&atilde;o Paulo: Corrupio. 1987.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">53. Falamos das rela&ccedil;&otilde;es do Brasil com Onim ao tempo da independ&ecirc;ncia em trabalho anterior, ver Guizelin, G. S. A &uacute;ltima embaixada de um monarca africano no Brasil: Manoel Alves Lima, um embaixador do Reino de Onim na corte de D. Pedro I. In Anos 90. Porto Alegre, v. 22, n. 42, pp. 325-351, dez. 2015. Dispon&iacute;vel em: https://doi.org/10.22456/1983-201X.54813.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">54. A exemplo de Mo&ccedil;ambique, que tal como em Angola, viu o surgimento de ideias de uni&atilde;o ao Brasil. Ver a respeito em Guizelin, G. S. "Uma luz sobre as rela&ccedil;&otilde;es Brasil-Mo&ccedil;ambique no Oitocentos: a miss&atilde;o consular de Jo&atilde;o Luiz Airoza (1827-1828)". In Revista de Hist&oacute;ria. S&atilde;o Paulo, n. 178, pp. 1-30, 2019. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://doi.org/10.11606/issn.2316-9141.rh.2019.144021" target="_blank">https://doi.org/10.11606/issn.2316-9141.rh.2019.144021</a>. Capela, J. "Mozambique-Brazil: cultural and political influences caused by the slave trade". In Curto, J. C., La France, R. S. Africa and Americas: interconnections during the slave trade. Trenton: Africa World Press, Inc., pp. 243-257. 2005.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">55. Rodrigues, J. H., op cit., p. XIX. 1964.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">56. Segundo Jurandir Malerba, o per&iacute;odo de 1964 a aproximadamente 1980 &eacute; o per&iacute;odo de maior produ&ccedil;&atilde;o acerca da Independ&ecirc;ncia, respondendo por 300 t&iacute;tulos publicados no per&iacute;odo. Ver Malerba, J. "Esbo&ccedil;o cr&iacute;tico da recente historiografia sobre a independ&ecirc;ncia do Brasil (c. 1980-2000)" In A independ&ecirc;ncia brasileira: novas dimens&otilde;es. Rio de Janeiro: FGV, pp. 21-22. 2006.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">57. Costa, W. P., op cit., p. 85. 2005.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">58. Costa, W. P., op cit., p. 86. 2005</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">59. Spaldin, W. "Angola e a independ&ecirc;ncia do Brasil" In Revista do IHGB. Rio de Janeiro, v. 296, pp. 31-37. Jul.-dez. 1972.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">60. Santos, N. L. L. Uni&atilde;o Brasil-Angola: uma hip&oacute;tese na Independ&ecirc;ncia. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado. Bras&iacute;lia: Unb. 1979.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">61. Pantoja, S. A. op cit., p. 70. 2007.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">62. Ferreira, R. op. cit., 2012; Candido, M. P. South Atlantic Exchange: the role of Brazilian-born agents in Benguela, 1650-1850. In: Luso-Brazilian Review, v. 50, n. 10, pp. 53-82. 2013. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.jstor.org/stable/43905253" target="_blank">http://www.jstor.org/stable/43905253</a>.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">63. Ferreira, R. Echoes of the Atlantic: Benguela (Angola) and Brazilian Independence. In: Lindsay, L. A., Sweet, J. W. Biography and the black Atlantic. Philadelphia: University of Pennsylvania Press, pp. 225-247. 2014.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">64. Refiro-me aqui ao Centro de Estudos Afro-Orientais da Universidade Federal da Bahia, criado em 1959; ao Centro de Estudos Africanos da Universidade de S&atilde;o Paulo, institu&iacute;do em 1969; e, ao Centro de Estudos Afro-Asi&aacute;tico da Universidade C&acirc;ndido Mendes, fundado em 1973.    </font></p>      ]]></body><back>
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