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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Uma história institucional das ciências no Brasil: transformações na área da História da Ciência nas últimas décadas do século XX abriram novas possibilidades para a História Institucional da Ciência]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><b>Uma hist&oacute;ria institucional das ci&ecirc;ncias no Brasil: transforma&ccedil;&otilde;es na &aacute;rea da Hist&oacute;ria da Ci&ecirc;ncia nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas do s&eacute;culo XX abriram novas possibilidades para a Hist&oacute;ria Institucional da Ci&ecirc;ncia</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><b>Maria Am&eacute;lia M. Dantes</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Soci&oacute;logo, professor em&eacute;rito da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Tem experi&ecirc;ncia nos seguintes temas: pol&iacute;tica educacional, hist&oacute;ria da educa&ccedil;&atilde;o brasileira, ensino superior, ensino t&eacute;cnico, laicidade do Estado e da educa&ccedil;&atilde;o</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">O texto trata inicialmente das transforma&ccedil;&otilde;es que ocorriam na &aacute;rea da Hist&oacute;ria da Ci&ecirc;ncia nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas do s&eacute;culo XX e de como este quadro abriu novas possibilidades para a Hist&oacute;ria Institucional da Ci&ecirc;ncia. Tamb&eacute;m analisa as mudan&ccedil;as que ocorreram na produ&ccedil;&atilde;o historiogr&aacute;fica das, ent&atilde;o chamadas, regi&otilde;es perif&eacute;ricas, com &ecirc;nfase para os pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina e, por fim, como as institui&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas brasileiras vem sendo focalizadas pela historiografia nacional. S&atilde;o apresentados, tamb&eacute;m, alguns novos estudos que come&ccedil;aram a ser realizados nos anos 1990. Como um adendo ao texto original, s&atilde;o feitas considera&ccedil;&otilde;es sobre o est&aacute;gio atual da hist&oacute;ria institucional das ci&ecirc;ncias no Brasil.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> Brasil; Hist&oacute;ria da Ci&ecirc;ncia; Institui&ccedil;&otilde;es Cient&iacute;ficas.</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><i>"A palavra atividade cient&iacute;fica expressa (...) uma realidade concreta, aqui e agora, em que as ideias existem sempre ligadas a homens e institui&ccedil;&otilde;es; seu estudo nos coloca frente ao problema do tempo e do espa&ccedil;o hist&oacute;rico e nos obriga a um di&aacute;logo concreto, preciso, profundo com as fontes manuscritas e documentais que est&atilde;o guardadas em nossas bibliotecas e arquivos." Antonio Lafuente &#91;i&#93;.</i></font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">O texto a seguir &eacute; uma republica&ccedil;&atilde;o do cap&iacute;tulo introdut&oacute;rio do livro "<i>Espa&ccedil;os da ci&ecirc;ncia no Brasil, 1800-1930"</i>, de 2001, uma colet&acirc;nea de artigos sobre institui&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas brasileiras. Foram feitas modifica&ccedil;&otilde;es pontuais no texto original, que n&atilde;o chegam a afetar a sua argumenta&ccedil;&atilde;o e que visam a incorpora&ccedil;&atilde;o de algumas contribui&ccedil;&otilde;es recentes e uma adequa&ccedil;&atilde;o aos padr&otilde;es editoriais da revista.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><b>A Hist&oacute;ria da Ci&ecirc;ncia e as institui&ccedil;&otilde;es</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">As institui&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas, at&eacute; recentemente, recebiam uma aten&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria dos historiadores da ci&ecirc;ncia, que se dedicavam prioritariamente ao estudo do desenvolvimento conceitual das ci&ecirc;ncias, visto como resultante de um processo aut&ocirc;nomo, regido por normas internas e independente dos demais processos sociais. As institui&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas eram a&iacute; consideradas como uma decorr&ecirc;ncia necess&aacute;ria do valor intr&iacute;nseco do conhecimento estabelecido, isto &eacute;, como espa&ccedil;os que s&atilde;o conquistados pelos cientistas e que passam a sediar suas atividades. Assim, tradicionalmente, a hist&oacute;ria institucional da ci&ecirc;ncia se voltava, sobretudo, para algumas das dimens&otilde;es sociais das pr&aacute;ticas cient&iacute;ficas, deixando para a hist&oacute;ria epistemol&oacute;gica as quest&otilde;es relacionadas &agrave; natureza do conhecimento cient&iacute;fico.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Este quadro dicot&ocirc;mico - quest&otilde;es do conhecimento e quest&otilde;es sociais - persistiu at&eacute; os anos 1970. &Eacute; representativa desta perman&ecirc;ncia a obra do soci&oacute;logo da ci&ecirc;ncia Joseph Ben-David que, em seu livro "<i>O Papel do Cientista na Sociedade"</i>, dedicado ao estudo das formas organizacionais e pap&eacute;is atribu&iacute;dos &agrave;s ci&ecirc;ncias em diferentes per&iacute;odos hist&oacute;ricos, assim se expressava:</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><i>"Embora as sociedades possam acelerar ou retardar o crescimento cient&iacute;fico ao dar ou negar apoio &agrave; ci&ecirc;ncia ou a alguns de seus aspectos, podem fazer relativamente pouco para dirigir o seu curso. Este &eacute; determinado pelo estado conceitual da ci&ecirc;ncia e pela criatividade individual - e estes aspectos seguem suas leis pr&oacute;prias, sem aceitar ordens ou subornos" &#91;1&#93;.</i></font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">No entanto, nestes anos, j&aacute; estavam ocorrendo transforma&ccedil;&otilde;es conceituais nos estudos hist&oacute;ricos e sociol&oacute;gicos da ci&ecirc;ncia que apontavam, entre outras coisas, para um redimensionamento da hist&oacute;ria institucional. Estas mudan&ccedil;as eram indicadas pelo historiador norte-americano Roger Hahn em sua obra pioneira sobre a Academia de Ci&ecirc;ncias de Paris, em que chamava a aten&ccedil;&atilde;o para a import&acirc;ncia hist&oacute;rica das institui&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas e as considerava como espa&ccedil;os nos quais interesses sociais e cient&iacute;ficos se encontram. No pref&aacute;cio do livro, ele declarava que "<i>a institui&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica &eacute; a bigorna na qual s&atilde;o moldados, em uma forma vi&aacute;vel, os valores, muitas vezes conflitantes, da ci&ecirc;ncia e da sociedade</i>" &#91;2&#93;. Ou seja, para Hahn, as institui&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas haviam desempenhado um papel fundamental na implanta&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas e conhecimentos cient&iacute;ficos e seu estudo poderia ser esclarecedor sobre os diferentes fatores presentes neste processo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Tamb&eacute;m nos anos 1970, os debates instaurados por soci&oacute;logos, historiadores e fil&oacute;sofos sediados em institui&ccedil;&otilde;es inglesas e escocesas traziam novas perspectivas para a hist&oacute;ria institucional. Estes autores tinham por objetivo ultrapassar os limites vigentes na sociologia da ci&ecirc;ncia e declaravam que as v&aacute;rias dimens&otilde;es das ci&ecirc;ncias, at&eacute; mesmo seus conte&uacute;dos, seriam influenciados por fatores sociais. Mais ainda, defendiam a conceitua&ccedil;&atilde;o das ci&ecirc;ncias como pr&aacute;ticas, e dos conhecimentos cient&iacute;ficos como constru&ccedil;&otilde;es que se estabelecem socialmente &#91;ii&#93;. Os estudos emp&iacute;ricos realizados pelos seguidores dos Estudos Sociais do Conhecimento (<i>Social Studies of Knowledge</i> - SSK) - voltaram-se sobretudo para a an&aacute;lise da influ&ecirc;ncia de fatores extracient&iacute;ficos no processo de produ&ccedil;&atilde;o de conhecimentos. Uma avalia&ccedil;&atilde;o das pesquisas por eles realizadas revela que a dimens&atilde;o institucional estava pouco presente. No entanto, estes estudos trouxeram implica&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas muito frut&iacute;feras para a hist&oacute;ria das institui&ccedil;&otilde;es cientificas, pois, como bem enfatiza o historiador espanhol Antonio Lafuente, cujas palavras abrem este texto, a conceitua&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncia como uma pr&aacute;tica concreta, remete o historiador aos cientistas, homens e mulheres, sujeitos de um determinado espa&ccedil;o-tempo social e tamb&eacute;m aos espa&ccedil;os institucionais que sediam suas pr&aacute;ticas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Assim, do ponto de vista da produ&ccedil;&atilde;o historiogr&aacute;fica, a hist&oacute;ria institucional da ci&ecirc;ncia &eacute; recente. Mesmo em pa&iacute;ses com maior tradi&ccedil;&atilde;o cientifica, como os europeus, somente nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas algumas das mais importantes institui&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas come&ccedil;aram a ser estudadas de forma sistem&aacute;tica. O caso franc&ecirc;s &eacute; bem ilustrativo. Nesse pa&iacute;s, somente nos anos 1990, por est&iacute;mulo da atua&ccedil;&atilde;o de historiadores ingleses e norte-americanos, come&ccedil;ou a ser produzida uma historiografia significativa sobre institui&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas renomadas como a Escola Polit&eacute;cnica de Paris, a Escola Normal Superior e o Museu de Hist&oacute;ria Natural &#91;iii&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Podemos afirmar, ent&atilde;o, que o livro de Roger Hahn, citado anteriormente, &eacute; um dos pioneiros de uma vertente historiogr&aacute;fica bastante florescente nos dias de hoje.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><b>A hist&oacute;ria das ci&ecirc;ncias no Brasil no contexto da nova historiografia</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; hist&oacute;ria das ci&ecirc;ncias no Brasil, h&aacute; uma outra quest&atilde;o a ser considerada: foi somente a partir da d&eacute;cada de 1980 que se desenvolveram, de forma significativa, estudos sobre o processo de implanta&ccedil;&atilde;o de atividades cient&iacute;ficas em pa&iacute;ses que n&atilde;o ocuparam pap&eacute;is de lideran&ccedil;a no processo de produ&ccedil;&atilde;o de conhecimentos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Para o desenvolvimento desta &aacute;rea foi, sem d&uacute;vida, fundamental a mudan&ccedil;a que ocorria na historiografia da ci&ecirc;ncia e que apontava para uma valoriza&ccedil;&atilde;o da hist&oacute;ria social. Tamb&eacute;m, na segunda metade do s&eacute;culo XX, as ci&ecirc;ncias e tecnologias ganharam grande destaque nas pol&iacute;ticas estatais, o que estimulou a forma&ccedil;&atilde;o de estudiosos - fil&oacute;sofos, historiadores, soci&oacute;logos - destas &aacute;reas do conhecimento. Foi justamente esta nova gera&ccedil;&atilde;o que passou a se dedicar ao estudo da hist&oacute;ria da ci&ecirc;ncia em seus pa&iacute;ses.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">O primeiro texto a trabalhar de forma mais abrangente o tema da difus&atilde;o da ci&ecirc;ncia nos v&aacute;rios continentes foi o artigo do historiador norte-americano George Basalla, "<i>The Spread of Western Science</i>", de 1967 &#91;3&#93;, que entendia a introdu&ccedil;&atilde;o das ci&ecirc;ncias nos v&aacute;rios pa&iacute;ses como um caminho inevit&aacute;vel, resultante da superioridade cognitiva da ci&ecirc;ncia moderna. O estudo de Basalla, apesar de bastante questionado, estimulou a realiza&ccedil;&atilde;o de estudos sobre os mecanismos de difus&atilde;o e a implanta&ccedil;&atilde;o de atividades cient&iacute;ficas nos diferentes contextos nacionais. Duas vertentes merecem destaque. Primeiro, os estudos sobre o papel desempenhado pelas ci&ecirc;ncias nas pol&iacute;ticas imperialistas de pa&iacute;ses como Inglaterra, Fran&ccedil;a e Alemanha &#91;iv&#93;. Mas, tamb&eacute;m, os estudos sobre os v&aacute;rios contextos nacionais que, a partir de uma cr&iacute;tica &agrave; vis&atilde;o difusionista de Basalla, enfatizaram as din&acirc;micas sociais locais e sua influ&ecirc;ncia nas formas assumidas pelas pr&aacute;ticas cient&iacute;ficas &#91;v&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">A historiografia latino-americana dos &uacute;ltimos vinte anos tem estado integrada a estas mudan&ccedil;as te&oacute;ricas e tem&aacute;ticas. Um dos canais de integra&ccedil;&atilde;o foi a cria&ccedil;&atilde;o, em 1982, da Sociedade Latino-Americana de Hist&oacute;ria da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, que vem se constituindo em importante espa&ccedil;o de interc&acirc;mbio dos&middot; historiadores do continente. A revista da sociedade, <i>Quipu</i>, &eacute; testemunho dos estudos que vinham sendo realizados sobre as v&aacute;rias na&ccedil;&otilde;es (<a href="/img/revistas/cic/v74n3/a09-fig01.jpg">Figura 1</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Entre as antigas col&ocirc;nias, os Estados Unidos da Am&eacute;rica &eacute; o pa&iacute;s com maior tradi&ccedil;&atilde;o em hist&oacute;ria da ci&ecirc;ncia nacional e, em especial, em estudos sobre as institui&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas &#91;vi&#93;. Em outras regi&otilde;es - em especial, no Jap&atilde;o e na &Iacute;ndia, entre &middot;os pa&iacute;ses asi&aacute;ticos; e na Austr&aacute;lia e Nova Zel&acirc;ndia, na Oceania - formaram-se, tamb&eacute;m, comunidades de historiadores que passaram a se dedicar a estes estudos &#91;vii&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">A historiografia brasileira mais recente tamb&eacute;m tem caminhado neste sentido.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><b>A hist&oacute;ria das ci&ecirc;ncias no Brasil e as institui&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">O desenvolvimento de uma produ&ccedil;&atilde;o historiogr&aacute;fica sobre as atividades cient&iacute;ficas no Brasil &eacute; relativamente recente. Podemos lembrar, para um per&iacute;odo mais recuado, algumas obras memorial&iacute;sticas, escritas sobretudo por cientistas, que buscavam registrar trajet&oacute;rias individuais, de institutos, associa&ccedil;&otilde;es ou escolas existentes no pa&iacute;s &#91;viii&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">O livro "<i>As Ci&ecirc;ncias no Brasil"</i>, organizado, nos anos 1950, por Fernando de Azevedo, constituiu o primeiro estudo abrangente que, de um ponto de vista sociol&oacute;gico, procurava compreender o desenvolvimento das &aacute;reas cient&iacute;ficas no pa&iacute;s &#91;4&#93;. No entanto, esta obra ainda se situava na tradi&ccedil;&atilde;o de uma Hist&oacute;ria da Ci&ecirc;ncia voltada para a formula&ccedil;&atilde;o de grandes teorias e que pensava as regi&otilde;es perif&eacute;ricas como recept&aacute;culos passivos da ci&ecirc;ncia produzida nos grandes centros, em especial, os europeus.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><styled-content style="color:#890e10"><b>"A presen&ccedil;a de institui&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas no Brasil j&aacute; estava registrada na historiografia dos anos 1970. No entanto, o reconhecimento do papel desempenhado por estes espa&ccedil;os na implanta&ccedil;&atilde;o das ci&ecirc;ncias s&oacute; se deu a partir de uma mudan&ccedil;a de perspectiva metodol&oacute;gica."</b></styled-content></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Como um marco da hist&oacute;ria institucional das ci&ecirc;ncias no Brasil deve ser registrada a edi&ccedil;&atilde;o, em 1975, do livro da historiadora inglesa Nancy Stepan, "<i>Beginnings of Brazilian Science"</i>, em que a autora, a partir do estudo do Instituto Oswaldo Cruz do Rio de Janeiro, analisava o papel desempenhado&middot;pelas institui&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas, cientistas e Estado brasileiro, na forma&ccedil;&atilde;o de uma tradi&ccedil;&atilde;o em ci&ecirc;ncia experimental no pa&iacute;s &#91;5&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">O final dos anos 1970 viu surgirem algumas obras de autores brasileiros, como "<i>Forma&ccedil;&atilde;o da Comunidade Cientifica no Brasil"</i> (1979), editada por Simon Schwartzmann &#91;6&#93;, e "<i>Hist&oacute;ria das Ci&ecirc;ncias no Brasil"</i> (1979-1981), em tr&ecirc;s volumes editados por M&aacute;rio Guimar&atilde;es Ferri e Shozo Motoyama &#91;7&#93;, que se propunham a analisar a implanta&ccedil;&atilde;o das diferentes &aacute;reas cient&iacute;ficas no pa&iacute;s e a contribuir para os debates sobre as rela&ccedil;&otilde;es entre ci&ecirc;ncia, tecnologia e desenvolvimento nacional.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Mesmo assim, at&eacute; meados da d&eacute;cada de 1980, poucas institui&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas brasileiras haviam merecido um estudo mais aprofundado &#91;ix&#93;. Mais ainda, nesses anos, permanecia difundida, entre os historiadores, a convic&ccedil;&atilde;o de que, antes da cria&ccedil;&atilde;o das primeiras universidades brasileiras, nos anos 1930, os institutos de ci&ecirc;ncias biom&eacute;dicas haviam sido os &uacute;nicos centros de pesquisa realmente relevantes para a hist&oacute;ria das ci&ecirc;ncias no Brasil &#91;x&#93;. No entanto, esta primeira produ&ccedil;&atilde;o historiogr&aacute;fica j&aacute; registrava a exist&ecirc;ncia no pa&iacute;s, desde o per&iacute;odo colonial, de uma variedade imensa de institui&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">O livro de Schwartzmann (1979) ilustra bem este ponto. Nele &eacute; apresentada, em ap&ecirc;ndice, uma cronologia da ci&ecirc;ncia brasileira, correspondente ao per&iacute;odo de 1500 a 1945 que, a partir das informa&ccedil;&otilde;es contidas no livro editado por Fernando de Azevedo, apresenta uma rela&ccedil;&atilde;o de eventos relativos a dois temas da hist&oacute;ria das ci&ecirc;ncias no Brasil: institucionaliza&ccedil;&atilde;o e produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. A listagem referente ao primeiro tema come&ccedil;a com o per&iacute;odo colonial e registra um n&uacute;mero significativo de espa&ccedil;os dedicados a atividades cient&iacute;ficas &#91;xi&#93;. Para o s&eacute;culo XIX est&aacute; registrada desde 1808, com a vinda da Corte portuguesa ao Rio de Janeiro &#91;8&#93;, a cria&ccedil;&atilde;o de diversas institui&ccedil;&otilde;es: escolas profissionais de medicina e engenharia, um horto, um museu de hist&oacute;ria natural, entre outros. Est&atilde;o tamb&eacute;m a&iacute; registrados espa&ccedil;os privados de atua&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea cultural, cient&iacute;fica e t&eacute;cnica. Ainda no Imp&eacute;rio, consta tamb&eacute;m da cronologia o conjunto de medidas governamentais que ampliaram significativamente os espa&ccedil;os cient&iacute;ficos nos anos 70 do s&eacute;culo XIX, como um observat&oacute;rio astron&ocirc;mico, comiss&otilde;es geogr&aacute;ficas e geol&oacute;gicas e esta&ccedil;&otilde;es agron&ocirc;micas. Os registros relativos aos primeiros anos do per&iacute;odo republicano mostram como a descentraliza&ccedil;&atilde;o administrativa estimulou a cria&ccedil;&atilde;o, pelos governos estaduais, de uma variedade de escolas profissionais, a atua&ccedil;&atilde;o dos primeiros institutos bacteriol&oacute;gicos e a cria&ccedil;&atilde;o, em 1916, da Sociedade Brasileira de Ci&ecirc;ncias, atual Academia Brasileira de Ci&ecirc;ncias (<a href="/img/revistas/cic/v74n3/a09-fig02.jpg">Figura 2</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Como vemos, a presen&ccedil;a de institui&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas no Brasil j&aacute; estava registrada na historiografia dos anos 1970. No entanto, o reconhecimento do papel desempenhado por estes espa&ccedil;os na implanta&ccedil;&atilde;o das ci&ecirc;ncias s&oacute; se deu a partir de uma mudan&ccedil;a de perspectiva metodol&oacute;gica. Um primeiro sinal desta mudan&ccedil;a j&aacute; aparecia no livro de Stepan (1975) sobre o Instituto Oswaldo Cruz, quando a autora chamava a aten&ccedil;&atilde;o para a necessidade de se valorizar mais o papel que esta institui&ccedil;&atilde;o havia desempenhado no pa&iacute;s do que no cen&aacute;rio internacional. Isso mostra a aproxima&ccedil;&atilde;o de Stepan com os estudos de hist&oacute;ria social da ci&ecirc;ncia dos anos 1970, que se voltavam para o estudo das condi&ccedil;&otilde;es sociais de implanta&ccedil;&atilde;o das atividades cient&iacute;ficas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Nesta linha, a partir da cr&iacute;tica ao anacronismo at&eacute; ent&atilde;o presente na historiografia brasileira e procurando trabalhar com os crit&eacute;rios de cientificidade do per&iacute;odo estudado, historiadores brasileiros dos anos 1980 e 1990 come&ccedil;aram a realizar estudos detalhados sobre algumas das mais importantes institui&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas brasileiras do s&eacute;culo XIX e in&iacute;cio do s&eacute;culo XX &#91;xii&#93;. Os estudos se acumularam, mas continuaram sendo majoritariamente voltados para institui&ccedil;&otilde;es do Rio de Janeiro, antiga Corte e capital federal, e S&atilde;o Paulo. S&oacute; nos &uacute;ltimos anos este quadro est&aacute; mudando e come&ccedil;am a aparecer textos sobre institui&ccedil;&otilde;es de outras regi&otilde;es do pa&iacute;s. Estas pesquisas questionam algumas das afirmativas presentes na historiografia brasileira anterior a 1980, como a de que o per&iacute;odo que precedeu as universidades brasileiras havia sido uma 'pr&eacute;-hist&oacute;ria' da ci&ecirc;ncia no Brasil. Ou a de que, no s&eacute;culo XIX, n&atilde;o existissem, no pa&iacute;s, grupos sociais interessados e que apoiassem as atividades cient&iacute;ficas &#91;xiii&#93;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><styled-content style="color:#890e10"><b>"O estudo das nossas institui&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas tem contribu&iacute;do, tamb&eacute;m, para a valoriza&ccedil;&atilde;o do patrim&ocirc;nio cient&iacute;fico brasileiro, seus acervos documentais e bens edificados."</b></styled-content></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">&Eacute; justamente neste debate que o livro "<i>Espa&ccedil;os da Ci&ecirc;ncia no Brasil. 1800-1950"</i> se inseriu, procurando contribuir para a divulga&ccedil;&atilde;o de estudos que estavam sendo realizados em hist&oacute;ria institucional da ci&ecirc;ncia no Brasil e apresentando uma amostragem desta &aacute;rea de estudos que se mostrava t&atilde;o promissora.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><b>Considera&ccedil;&otilde;es Finais</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">Podemos dizer que a Hist&oacute;ria da Ci&ecirc;ncia &eacute; hoje uma &aacute;rea acad&ecirc;mica institucionalizada no Brasil, contando com espa&ccedil;os de pesquisa e de forma&ccedil;&atilde;o de pesquisadores e reconhecimento pela academia e pelas ag&ecirc;ncias de financiamento. Os Anais dos &uacute;ltimos Semin&aacute;rios Nacionais de Hist&oacute;ria da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, realizados pela Sociedade Brasileira de Hist&oacute;ria da Ci&ecirc;ncia (SBHC), tem registrado a presen&ccedil;a de centenas de pesquisadores que desenvolvem suas atividades em institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa e ensino superior das v&aacute;rias regi&otilde;es do territ&oacute;rio nacional. Os Anais tamb&eacute;m nos mostram que a grande maioria destes pesquisadores tem se dedicado ao estudo da Hist&oacute;ria das Ci&ecirc;ncias no Brasil, a partir de uma grande variedade de enfoques metodol&oacute;gicos e tem&aacute;ticos e que a hist&oacute;ria institucional tem marcado presen&ccedil;a, com estudos sobre escolas, museus, institutos de pesquisa, institui&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas, entre outros. Tamb&eacute;m merece destaque a publica&ccedil;&atilde;o pela Editora Fiocruz de uma cole&ccedil;&atilde;o de livros sobre o tema "<i>Hist&oacute;ria da Sa&uacute;de. Institui&ccedil;&otilde;es e Patrim&ocirc;nio Arquitet&ocirc;nico</i> (1808-1958)" &#91;xiv&#93; que apresenta um invent&aacute;rio de institui&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas de pesquisa e assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de de v&aacute;rios estados brasileiros &#91;9&#93;. Esta cole&ccedil;&atilde;o &eacute; um bom registro de como o estudo das nossas institui&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas tem contribu&iacute;do, tamb&eacute;m, para a valoriza&ccedil;&atilde;o do patrim&ocirc;nio cient&iacute;fico brasileiro, seus acervos documentais e bens edificados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><b>Notas</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">&#91;i&#93; LAFUENTE, A. 1986, 33 &#91;10&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">&#91;ii&#93; Sobre este movimento e suas implica&ccedil;&otilde;es para a Hist&oacute;ria da Ci&ecirc;ncia, ver PESTRE, D. 1996 &#91;11&#93;. A conceitua&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;tica cient&iacute;fica tamb&eacute;m &eacute; valorizada por Andrew Pickering, no texto "<i>From Science as Knowledge to Science as Pratice</i>", pref&aacute;cio do livro por ele editado, <i>Science as Practice and Culture</i> (1992) &#91;12&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">&#91;iii&#93; Ver, entre outros, SHINN, T. 1980 &#91;13&#93;; FOX, R.; WEISZ, G. (eds.)., 1980 &#91;14&#93;; ZWERLING, C. S., 1990 &#91;15&#93;. Entre as obras de autores franceses est&atilde;o PICON, A., 1992 &#91;16&#93; e BELHOSTE, B; DALMEDICO, A. D.; PICON, A., 1994 &#91;17&#93;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">&#91;iv&#93; S&atilde;o representativos destes estudos, os textos de Lewis Pyenson, sobre o imperialismo cient&iacute;fico da Alemanha e Fran&ccedil;a, e os estudos de Roy McLeod, sobre o papel das ci&ecirc;ncias no imp&eacute;rio brit&acirc;nico. Ver PYENSON, L., 1989 &#91;18&#93; e MACLEOD, R., 1987 &#91;19&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">&#91;v&#93; Entre os autores latino-americanos, o colombiano Luiz Carlos Arboleda trata desta quest&atilde;o no artigo "<i>Acerca del Problema de la Difusi&oacute;n Cient&iacute;fica en la Periferia: el caso de la f&iacute;sica newtoniana en la Nueva Granada</i>" (1987) &#91;20&#93;. A colet&acirc;nea editada por Antonio Lafuente, Alberto Elena e M. Luiza Ortega, <i>Mundializaci&oacute;n de la Ciencia y Cultura Nacional</i> (1993) tamb&eacute;m apresenta uma variedade de estudos nesta vertente &#91;21&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">&#91;vi&#93; A hist&oacute;ria institucional da ci&ecirc;ncia &eacute; bastante desenvolvida nos Estados Unidos, onde tem, segundo Sally Gregory-Kohlstedt, uma tradi&ccedil;&atilde;o "vener&aacute;vel". Esta ocorr&ecirc;ncia &eacute;, por ela entendida, como decorrente de caracter&iacute;sticas da sociedade norte-americana, como o cultivo de valores c&iacute;vicos e a valoriza&ccedil;&atilde;o dos esfor&ccedil;os coletivos, originados no processo hist&oacute;rico de constru&ccedil;&atilde;o da nova na&ccedil;&atilde;o. V., S.Gregory-Kohlstedt, "Institutional History", Osiris, 2ª. s&eacute;rie, <i>Historical Writings on American Science</i>, vol. 1, nº especial, p. 17-36, 1985 &#91;22&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">&#91;vii&#93; Como uma amostra desta produ&ccedil;&atilde;o, hoje j&aacute; bastante extensa, vide PETITJEAN, P.; JAMI, C.; MOULIN, A. M. (eds.)., 1992 &#91;23&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">&#91;viii&#93; Sobre a historiografia da ci&ecirc;ncia no Brasil, ver GARCIA, J. C.; OLIVEIRA, J. C. &amp; MOTOYAMA, S., 1980 &#91;24&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">&#91;ix&#93; Dos anos 1970 &eacute;, tamb&eacute;m, o livro de Jos&eacute; Murillo de Carvalho, <i>A Escola de Minas de Ouro Preto: o peso da gl&oacute;ria</i> (1978) &#91;25&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">&#91;x&#93; Ver DANTES, M. A., 1980, 2001. Em meu artigo "Institutos de Pesquisa Cient&iacute;fica no Brasil", questiono esta posi&ccedil;&atilde;o e chamo a aten&ccedil;&atilde;o para a atua&ccedil;&atilde;o de institui&ccedil;&otilde;es do s&eacute;culo XIX e in&iacute;cio do s&eacute;culo XX &#91;26,27&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">&#91;xi&#93; O per&iacute;odo colonial ainda &eacute; pouco estudado pelos historiadores da ci&ecirc;ncia. Pesquisas recentes t&ecirc;m trazido novas informa&ccedil;&otilde;es sobre a atua&ccedil;&atilde;o de jesu&iacute;tas no Brasil, sobre o per&iacute;odo holand&ecirc;s e sobre o final do per&iacute;odo colonial.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">&#91;xii&#93; Ver BENCHIMOL, J. L. (coord.)., 1990 &#91;28&#93;; BENCHIMOL, J. L.; TEIXEIRA, L. A., 1993 &#91;29&#93;. Vide tamb&eacute;m, os seguintes livros, originados de mestrados e doutorados: FIGUEIR&Ocirc;A, S., 1997 &#91;30&#93;; LOPES, M. M., 1997 &#91;31&#93;; ALVES, A. M. A., 2001 &#91;32&#93;; ALMEIDA, M., 2003 &#91;33&#93;; EDLER, F. C., 2014 &#91;34&#93;; MELONI, R. A., 2004 &#91;35&#93;; e os doutorados: ALVES, J. A., 1989 &#91;36&#93;; DOMINGUES, H. M. B., 1995 &#91;37&#93;; FERREIRA, L. O., 1996 &#91;38&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">&#91;xiii&#93; Afirmativa presente em SCHWARTZMANN, S., 1979.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">&#91;xiv&#93; O primeiro volume sobre o Rio de Janeiro foi editado em 2008; j&aacute; foram publicados outros sobre a Bahia, Minas Gerais, S&atilde;o Paulo e Rio Grande do Sul.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">1. BEN DAVID, J. <i>O papel do cientista na sociedade</i>. S&atilde;o Paulo: Editora Pioneira, 1974.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">2. HAHN, R. <i>The Anatomy of a Scientific Institution - The Paris Academy of Sciences, 1666-1803.</i> Berkeley/Los Angeles: University of California Press, 1971.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">3. BASALLA, G. The Spread of Western Science. <i>Science</i>, 156, p. 611-622. 1967.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">4. AZEVEDO, F. <i>As Ci&ecirc;ncias no Brasil</i>. S&atilde;o Paulo: Editora Melhoramentos, vol. 1-2, s.d. (data estimada 1955).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">5. STEPAN, N. <i>Beginnings of Brazilian Science</i>. New York: Science History Publications, 1975.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">6. SCHWARTZMANN, S. <i>Forma&ccedil;&atilde;o da comunidade cient&iacute;fica no Brasil</i>. S&atilde;o Paulo: Comp. Ed. Nacional, 1979.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">7. FERRI, M. G.; MOTOYAMA, S. (orgs.). <i>Hist&oacute;ria das ci&ecirc;ncias no Brasil</i>, vol. 1-3. S&atilde;o Paulo: EDUSP/EPU, 1979-1981.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">8. CAMENIETZKI, C. Z. A Companhia de Jesus e a ci&ecirc;ncia na Am&eacute;rica portuguesa entre 1663 e 1679. <i>In: Anais do III Semin&aacute;rio Nacional de Hist&oacute;ria da Matem&aacute;tica</i>. Vit&oacute;ria, ES, Brasil, 2000.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">9. PORTO, A.; SANGLARD, G.; FR&Oacute;ES DA FONSECA, M. R.; COSTA, R. G. R. (orgs.). <i>Hist&oacute;ria da Sa&uacute;de no Rio de Janeiro. Institui&ccedil;&otilde;es e patrim&ocirc;nio arquitet&ocirc;nico (1808-1958)</i>. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2008.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">10. LAFUENTE, A. La ci&ecirc;ncia perif&eacute;rica y su especialidade historiogr&aacute;fica. <i>In:</i> SALDA&Ntilde;A, J. J.; LAFUENTE, A. (eds.). <i>El perfil de la ci&ecirc;ncia em America</i>. M&eacute;xico: Editora Cuadernos Quipu, p. 33, 1986.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">11. PESTRE, D. Por uma nova hist&oacute;ria social e cultural das ci&ecirc;ncias: novas defini&ccedil;&otilde;es, novos objetos, novas abordagens. <i>Cadernos IG-UNICAMP</i>, v. 6, n. 1, p. 3-56, 1996, (Tradu&ccedil;&atilde;o de artigo publicado nos <i>Annales ESC</i>, v. 50, n 3, mai-jun. 1995).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">12. PICKERING, A. From science as knowledge to science as practice (Pref&aacute;cio). In: PICKERING, A. (ed.). <i>Science as Practice and Culture</i>. Chicago: University of Chicago Press, 1992.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">13. SHINN, T. <i>Savoir scientifique et pouvoir social: l'&Eacute;cole Polytecnique, 1894-1914</i>. Paris: Fondation Nationale des Sciences Politiques, 1980.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">14. FOX, R.; WEISZ, G. (eds.). <i>The organization of science and technology in France, 1808-1914</i>. Cambridge: Cambridge University Press, 1980.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">15. ZWERLING, C. S. <i>The emergence of the &Eacute;cole Normale Sup&eacute;rieure as a center of scientific education in 19</i><sup><i>th</i></sup><i> century France</i>. New York: Garland Publishing, Inc., 1990.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">16. PICON, A. <i>L'invention de l' Ing&eacute;nieur Moderne: l'&Eacute;cole des Ponts et Chauss&eacute;es</i>. Paris: Presses de l'&Eacute;cole Nationale des Ponts et Chauss&eacute;es, 1992.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">17. BELHOSTE, B.; DALMEDICO, A. D.; PICON, A. (eds.). <i>La formation polytechnicienne, 1794-1994</i>. Paris: Editora Dunod, 1994.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">18. PYENSON, L. Pure learning and political economy: science and European expansion in the age of imperialism. <i>In: Proceedings of the Utrecht Conference - New Trends in the History of Science</i>. Amsterdam: Editora Rodopi, 1989.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">19. MACLEOD, R. On visiting the moving metropolis: reflections on the architecture of imperial science. In: REINGOLD, N.; ROTHEMBERG, M. (eds.). <i>Scientific colonialism: a cross cultural comparison</i>. Washington: Smithsonian Institution Press, 1987.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">20. ARBOLEDA, L. C. Acerca del problema de la difusi&oacute;n cientifica en la periferia: el caso de la f&iacute;sica newtoniana en la Nueva Granada. M&eacute;xico. <i>QUIPU,</i> v. 4, n. 1, p. 7-30, 1987.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">21. LAFUENTE, A.; ELENA, A.; ORTEGA, M. L. <i>Mundializaci&oacute;n de la Ciencia y Cultura Nacional</i>. Madrid: Editora Doce Calles, 1993.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">22. KOHSTEDT, S. G. Institutional History - Osiris. 2ª. s&eacute;rie. <i>Historical Writings on American Science</i>, vol. 1, n<sup>o</sup> especial, p. 17-36, 1985.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">23. PETITJEAN, P.; JAMI, C.; MOULIN, A. M. (eds.). <i>Science and Empires: Historical studies about scientific development and European expansion</i>. Dordrecht: Kluver Academic Publishers, 1992.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">24. GARCIA, J. C.; OLIVEIRA, J. C.; MOTOYAMA, S. O desenvolvimento da Hist&oacute;ria da Ci&ecirc;ncia no Brasil. <i>In:</i> FERRI, M. G.; MOTOYAMA, S. (orgs.). <i>Hist&oacute;ria das ci&ecirc;ncias no Brasil</i>. S&atilde;o Paulo: EDUSP/EPU, v. 2, p. 381-408, 1979-1981.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">25. CARVALHO, J. M. <i>A Escola de Minas de Ouro Preto: o Peso da Gl&oacute;ria</i>. S&atilde;o Paulo: Comp. Editora Nacional, 1978.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">26. DANTES, M. A. Institutos de pesquisa cient&iacute;ficas no Brasil. <i>In:</i> FERRI, M. G.; MOTOYAMA, S. (orgs.). <i>Hist&oacute;ria das ci&ecirc;ncias no Brasil</i>. S&atilde;o Paulo: EDUSP/EPU, vol. 2, p. 341-380, 1979-1981.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">27. DANTES, M. A. (org.). <i>Espa&ccedil;os da Ci&ecirc;ncia no Brasil. 1800-1930</i>. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2001.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">28. BENCHIMOL, J. L. (coord.). <i>Manguinhos do Sonho &agrave; Vida. A Ci&ecirc;ncia na Belle &Eacute;poque</i>. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 1990.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">29. BENCHIMOL, J. L.; TEIXEIRA, L. A. <i>Cobras, Lagartos e Outros Bichos. Uma Hist&oacute;ria Comparada dos Institutos Oswaldo Cruz e Butantan</i>. Rio de Janeiro: Editora UFRJ/FIOCRUZ, 1993.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">30. FIGUEIR&Ocirc;A, S. <i>As Ci&ecirc;ncias Geol&oacute;gicas no Brasil: uma Hist&oacute;ria Social e Institucional, 1875-1934</i>. S&atilde;o Paulo: Editora Hucitec, 1997.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">31. LOPES, M. M. <i>O Brasil descobre a pesquisa cient&iacute;fica. Os museus e as ci&ecirc;ncias naturais no s&eacute;culo XIX</i>. S&atilde;o Paulo: Hucitec, 1997.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">32. ALVES, A. M. A. <i>O Ipiranga Apropriado. Ci&ecirc;ncia, Pol&iacute;tica e Poder. O Museu Paulista. 1893-1922</i>.  S&atilde;o Paulo: Editora Iluminuras/ FFLCH-USP, 2001.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">33. ALMEIDA, M. <i>Rep&uacute;blica dos invis&iacute;veis: Em&iacute;lio Ribas, microbiologia e sa&uacute;de p&uacute;blica em S&atilde;o Paulo (1898-1917)</i>. S&atilde;o Paulo: Ed. Univ. S&atilde;o Francisco, 2003.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">34. EDLER, F. C. <i>Ensino e profiss&atilde;o m&eacute;dica na Corte de D. Pedro II</i>. Santo Andr&eacute;: UFABC, 2014.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">35. MELONI, R. A. <i>Ci&ecirc;ncia e produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola. A Imperial esta&ccedil;&atilde;o Agron&ocirc;mica de Campinas. 36-1897</i>. S&atilde;o Paulo: Editora Humanitas/FFLCH-USP, 2004.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">36. ALVES, J. A. <i>Ci&ecirc;ncia: as atividades que se fizeram em seu nome (1920-1950)</i>. Tese de Doutorado. S&atilde;o Paulo: FFLCH-USP, 1989.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">37. DOMINGUES, H. M. B. <i>Ci&ecirc;ncia, um caso de pol&iacute;tica: as rela&ccedil;&otilde;es entre as ci&ecirc;ncias naturais e a agricultura no Brasil Imp&eacute;rio</i>. Tese de Doutorado. S&atilde;o Paulo: FFLCH-USP, 1995.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana,arial,helvetica,sans-serif">38. FERREIRA, L. O. <i>O nascimento de uma institui&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica: o peri&oacute;dico m&eacute;dico brasileiro da primeira metade do s&eacute;culo XIX</i>. Tese de Doutorado. S&atilde;o Paulo: FFLCH-USP, 1996.    </font></p>      ]]></body><back>
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