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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Nanossegurança para inovação sustentável: a avaliação da toxicidade e ciclo de vida de um nanoproduto é essencial para garantir que a sua produção e aplicações prosperem; sem provocar impactos negativos aos trabalhadores, consumidores e ao meio ambiente]]></article-title>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Nanomateriais]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>10.5935/2317-6660.20220062 ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Nanosseguran&ccedil;a para inova&ccedil;&atilde;o sustent&aacute;vel: a avalia&ccedil;&atilde;o da toxicidade e ciclo de vida de um nanoproduto &eacute; essencial para garantir que a sua produ&ccedil;&atilde;o e aplica&ccedil;&otilde;es prosperem; sem provocar impactos negativos aos trabalhadores, consumidores e ao meio ambiente</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Diego St&eacute;fani Teodoro Martinez<sup>I</sup>; Francine C&ocirc;a<sup>II</sup>; Marcelo Knobel<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Pesquisador do  Laborat&oacute;rio Nacional de  Nanotecnologia (LNNano), Centro Nacional de  Pesquisa em Energia e Materiais  (CNPEM). Atualmente &eacute; L&iacute;der da  Divis&atilde;o de Nanobiotecnologia e coordenador da  Instala&ccedil;&atilde;o de Nanotoxicologia  e Nanosseguran&ccedil;a do  LNNano/CNPEM, membro afiliado da Academia  Brasileira de Ci&ecirc;ncias e Bolsista de  Produtividade em Pesquisa do  CNPq 1D. E-mail: <a href="mailto:diego.martinez@lnnano.cnpem.br">diego.martinez@lnnano.cnpem.br</a>    <br>   <sup>II</sup>Graduada em Tecnologia em  Controle Ambiental pela Universidade  Estadual de Campinas (Unicamp) e  doutoranda em Ci&ecirc;ncias (Qu&iacute;mica na  Agricultura e Ambiente) no Centro de  Energia Nuclear na Agricultura  (CENA), Universidade de S&atilde;o Paulo  (USP). Atualmente &eacute; analista do  Laborat&oacute;rio Nacional de Nanotecnologia  (LNNano), Centro Nacional de  Pesquisa em Energia e Materiais  (CNPEM). E-mail: <a href="mailto:francine.coa@lnnano.cnpem.br">francine.coa@lnnano.cnpem.br</a>    <br>   <sup>III</sup>Professor do Instituto de  F&iacute;sica Gleb Wataghin (IFGW),  Universidade Estadual de Campinas  (Unicamp). Foi diretor do  Laborat&oacute;rio Nacional de Nanotecnologia  do CNPEM (2015-2016) e Reitor da  Unicamp (2016-2020). &Eacute; membro titular da Academia Brasileira de Ci&ecirc;ncias e  Bolsista de Produtividade em Pesquisa do  CNPq 1A. Dedica-se tamb&eacute;m &agrave; divulga&ccedil;&atilde;o  da ci&ecirc;ncia e da tecnologia e  &agrave; Educa&ccedil;&atilde;o Superior. E-mail: <a href="mailto:knobel@ifi.unicamp.br">knobel@ifi.unicamp.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A nanotecnologia oferece um imenso potencial para inova&ccedil;&atilde;o em diferentes setores, com perspectivas em aplica&ccedil;&otilde;es inimagin&aacute;veis. No entanto, os perigos e riscos dos nanomateriais frente &agrave; sa&uacute;de humana e ambiental est&atilde;o sendo ainda avaliados e t&ecirc;m sido foco de debates e controv&eacute;rsias a n&iacute;vel nacional e internacional. Incertezas t&ecirc;m levado a dificuldades na elabora&ccedil;&atilde;o das regulamenta&ccedil;&otilde;es em nanotecnologia, culminando, muitas vezes, em iniciativas isoladas em diferentes pa&iacute;ses. Atividades de pesquisa em nanotoxicologia e nanosseguran&ccedil;a exercem um papel fundamental neste contexto, pois propiciam a gera&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es e conhecimento cient&iacute;fico que s&atilde;o cruciais para a prote&ccedil;&atilde;o e preserva&ccedil;&atilde;o da vida e do meio ambiente, considerando toda cadeia de valor durante a produ&ccedil;&atilde;o, uso e descarte de nanomateriais. M&eacute;todos computacionais preditivos podem ser utilizados para identificar mecanismos comuns de toxicidade e agrupar e/ou classificar nanomateriais visando facilitar sua regula&ccedil;&atilde;o. O emprego desses m&eacute;todos, juntamente com ferramentas de inform&aacute;tica, bancos de dados e intelig&ecirc;ncia artificial, &eacute; uma estrat&eacute;gia promissora para a estrutura&ccedil;&atilde;o de novas maneiras de abordar aspectos de toxicologia e seguran&ccedil;a de materiais avan&ccedil;ados (<i>data-driven</i>), acelerando a produ&ccedil;&atilde;o de nanomateriais que apresentem performance e funcionalidades diferenciadas com garantia de sua seguran&ccedil;a e sustentabilidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> Nanomateriais; Toxicidade; Seguran&ccedil;a; Ecotoxicologia; Sustentabilidade.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O potencial de inova&ccedil;&atilde;o e as oportunidades econ&ocirc;micas decorrentes da nanotecnologia t&ecirc;m culminado em robustos financiamentos em programas de pesquisa ao redor do mundo, e no surgimento de v&aacute;rias empresas para desenvolvimento e comercializa&ccedil;&atilde;o de produtos e tecnologias. Os avan&ccedil;os em nanomateriais, essenciais em nanotecnologia, t&ecirc;m permitido produzir materiais com diferentes composi&ccedil;&otilde;es, estruturas, tamanhos, morfologias, porosidades, que podem ser estrategicamente modificados com diversos grupamentos qu&iacute;micos e biomol&eacute;culas para aplica&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas de interesse (conhecido como funcionaliza&ccedil;&atilde;o). Considerando essa versatilidade e as propriedades f&iacute;sico-qu&iacute;micas diferenciadas decorrentes do tamanho nanom&eacute;trico, estes novos materiais t&ecirc;m sido estudados e explorados para aplica&ccedil;&otilde;es em setores estrat&eacute;gicos como sa&uacute;de, energia, transporte, materiais avan&ccedil;ados, eletr&ocirc;nica, tecnologias de comunica&ccedil;&atilde;o, defesa, agricultura e meio ambiente, entre outros (Figura 1).</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v74n4/a08fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com a expans&atilde;o do uso dos materiais nanoestruturados e produ&ccedil;&atilde;o em larga escala, h&aacute; uma crescente preocupa&ccedil;&atilde;o sobre seus efeitos colaterais n&atilde;o intencionais ao meio ambiente e ao ser humano. O estabelecimento do perfil toxicol&oacute;gico dos nanomateriais e a compreens&atilde;o das suas intera&ccedil;&otilde;es com organismos vivos &eacute; um aspecto priorit&aacute;rio para predizer e mitigar seus potenciais impactos negativos e riscos &#91;1&#93;. Inicialmente, os estudos de nanotoxicidade eram baseados em protocolos e metodologias estabelecidas para produtos qu&iacute;micos convencionais (<i>mol&eacute;culas</i>). Contudo, devido &agrave;s particularidades e &agrave; natureza f&iacute;sico-qu&iacute;mica dos nanomateriais (<i>part&iacute;culas</i>), surgiram novas &aacute;reas do conhecimento, nanotoxicologia e nanosseguran&ccedil;a, que visam estudar a intera&ccedil;&atilde;o dos nanomateriais com sistemas biol&oacute;gicos e meio ambiente para compreender de maneira integrada os eventos adversos, a toxicidade com os respectivos mecanismos envolvidos, e riscos, visando inova&ccedil;&atilde;o com seguran&ccedil;a em toda cadeia de valor da nanotecnologia &#91;2,3&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em geral, novas subst&acirc;ncias registradas que chegam ao mercado devem ser preliminarmente avaliadas do ponto de vista de sua seguran&ccedil;a qu&iacute;mica e passam por um processo de autoriza&ccedil;&atilde;o para comercializa&ccedil;&atilde;o. As dificuldades na caracteriza&ccedil;&atilde;o dos perigos e riscos dos nanomateriais t&ecirc;m levado a incertezas no que diz respeito ao modo como ser&aacute; feita a regula&ccedil;&atilde;o no setor da nanotecnologia &#91;2&#93;. Embora o paradigma tradicional para avalia&ccedil;&atilde;o de risco toxicol&oacute;gico seja v&aacute;lido tamb&eacute;m para nanomateriais, muitos m&eacute;todos, bioensaios, testes e diretrizes precisam de modifica&ccedil;&otilde;es quando aplicados &agrave; toxicologia regulat&oacute;ria &#91;3&#93;. De fato, essas quest&otilde;es s&atilde;o desafiadoras mesmo para subst&acirc;ncias qu&iacute;micas popularmente utilizadas, visto que s&atilde;o normalmente avaliadas em um contexto isolado, mas no ambiente podem passar por transforma&ccedil;&otilde;es complexas que s&atilde;o dif&iacute;ceis de serem previstas em laborat&oacute;rio &#91;4&#93;. Sendo assim, quase todos os &oacute;rg&atilde;os reguladores lidam com os desafios associados &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o de risco de produtos qu&iacute;micos e nanomateriais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Aspectos de ambiente, sa&uacute;de e seguran&ccedil;a em nanotecnologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A libera&ccedil;&atilde;o de nanomateriais no ambiente pode ocorrer durante diferentes est&aacute;gios dos seus ciclos de vida, desde a produ&ccedil;&atilde;o, aplica&ccedil;&otilde;es e usos, ou mesmo durante a disposi&ccedil;&atilde;o final ou descarte. No ar, solo e &aacute;gua, os materiais nanom&eacute;tricos passar&atilde;o por intera&ccedil;&otilde;es bi&oacute;ticas e abi&oacute;ticas, que poder&atilde;o afetar suas propriedades f&iacute;sico-qu&iacute;micas e consequente sua toxicidade ou ecotoxicidade &#91;5,6&#93;. Por exemplo, passar&atilde;o por transforma&ccedil;&otilde;es como agrega&ccedil;&atilde;o, dissolu&ccedil;&atilde;o e degrada&ccedil;&atilde;o. Tamb&eacute;m interagir&atilde;o espontaneamente com biomol&eacute;culas que comp&otilde;em esses meios como as prote&iacute;nas, lip&iacute;dios, carboidratos e mat&eacute;ria org&acirc;nica, levando a forma&ccedil;&atilde;o de um revestimento, conhecido como biocorona, que modular&aacute; o comportamento e os efeitos que exercer&atilde;o sobre c&eacute;lulas, tecidos e organismos &#91;7,8&#93;. Os humanos podem ser expostos aos nanomateriais de maneira intencional ou acidental por diferentes vias de exposi&ccedil;&atilde;o (e.g., inala&ccedil;&atilde;o, d&eacute;rmica, ingest&atilde;o e inje&ccedil;&atilde;o) dentro de uma ampla gama de situa&ccedil;&otilde;es (e.g., exposi&ccedil;&atilde;o ocupacional, consumo de nanoprodutos e tratamentos m&eacute;dicos) &#91;9&#93;. A avalia&ccedil;&atilde;o dos impactos dos nanomateriais desde a produ&ccedil;&atilde;o at&eacute; disposi&ccedil;&atilde;o final &eacute; conhecida como an&aacute;lise de ciclo de vida e todos esses aspectos precisam ser considerados de maneira integrada visando alinhar o desenvolvimento da nanotecnologia com seguran&ccedil;a e sustentabilidade &#91;10&#93; (Figura 2). T&eacute;cnicas avan&ccedil;adas de caracteriza&ccedil;&atilde;o desempenham um papel fundamental neste contexto, pois as caracter&iacute;sticas f&iacute;sico-qu&iacute;micas dos nanomateriais (i.e., composi&ccedil;&atilde;o, tamanho, forma, carga superficial, grupos funcionais, defeitos, pureza, etc.) governam como estes materiais interagem com organismos vivos e ecossistemas &#91;11&#93;.</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v74n4/a08fig02.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um dos componentes b&aacute;sicos para avaliar a seguran&ccedil;a de um nanomaterial &eacute; a avalia&ccedil;&atilde;o de risco toxicol&oacute;gico que pode ser mensurado pela seguinte rela&ccedil;&atilde;o: <i>Risco &prop; Toxicidade x Exposi&ccedil;&atilde;o</i>. Portanto, a caracteriza&ccedil;&atilde;o do perigo (toxicidade) e das condi&ccedil;&otilde;es de exposi&ccedil;&atilde;o s&atilde;o fundamentais para a identifica&ccedil;&atilde;o do risco toxicol&oacute;gico. Desse modo, pode-se prever que, se um nanomaterial &eacute; extremamente perigoso (por exemplo, apresentando um grau elevado de toxicidade pela via inalat&oacute;ria), mas a exposi&ccedil;&atilde;o a este nanomaterial por essa via considerando uma concentra&ccedil;&atilde;o real&iacute;stica (ambientalmente relevante) &eacute; improv&aacute;vel, seu risco toxicol&oacute;gico ser&aacute; extremamente baixo. Ou seja, a chance de uma intoxica&ccedil;&atilde;o ou manifesta&ccedil;&atilde;o de efeitos nocivos ocorrer nesta condi&ccedil;&atilde;o &eacute; (quase) imposs&iacute;vel - mesmo para um nanomaterial extremamente t&oacute;xico &#91;12,13&#93;. A nanotoxicologia est&aacute; focada em estudar o perigo dos nanomateriais, o qual pode ser mensurado por valores/indicadores precisos e inequ&iacute;vocos de toxicidade (e.g., LC<sub>50</sub>,<sub> </sub>ED<sub>50</sub>,<sub> </sub>IC<sub>50</sub>,<sub> </sub>NOAEL, etc.) para os diferentes tipos de materiais nanom&eacute;tricos, sejam eles inorg&acirc;nicos, polim&eacute;ricos, de carbono, biol&oacute;gicos e/ou h&iacute;bridos. Esses valores/indicadores s&atilde;o comumente obtidos por meio da utiliza&ccedil;&atilde;o de modelos biol&oacute;gicos in vitro e in vivo e s&atilde;o baseados em biomarcadores e bioindicadores da exposi&ccedil;&atilde;o. Utilizando estas informa&ccedil;&otilde;es de toxicidade e exposi&ccedil;&atilde;o, os pesquisadores, gestores e tomadores de decis&atilde;o envolvidos com nanosseguran&ccedil;a obt&eacute;m respaldo para desenvolver um conjunto de medidas capazes de garantir a seguran&ccedil;a ambiental, ocupacional e sanit&aacute;ria de toda cadeia de valor e ciclo de vida dos nanomateriais por meio de ferramentas que preveem, prescrevem e proscrevem o desenvolvimento de produtos e processos nanotecnol&oacute;gicos &#91;14&#93;.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b>"Utilizando estas informa&ccedil;&otilde;es de toxicidade e exposi&ccedil;&atilde;o, os pesquisadores, gestores e tomadores de decis&atilde;o envolvidos com nanosseguran&ccedil;a obt&eacute;m respaldo para desenvolver um conjunto de medidas capazes de garantir a seguran&ccedil;a ambiental, ocupacional e sanit&aacute;ria de toda cadeia de valor e ciclo de vida dos nanomateriais."</b></styled-content>   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Considerando a enorme diversidade de nanomateriais dispon&iacute;veis atualmente, tanto comercialmente como em fase laboratorial, &eacute; muito dif&iacute;cil generalizar sobre toxicidade, riscos e seguran&ccedil;a. Um exemplo de destaque s&atilde;o os materiais a base de grafeno que apresentam aplica&ccedil;&otilde;es bastante diversificadas em eletr&ocirc;nica, sensores, comp&oacute;sitos, catalisadores, membranas, transporte de f&aacute;rmacos e ant&iacute;genos, fertilizantes, remedia&ccedil;&atilde;o ambiental, entre outros &#91;15&#93;. O &oacute;xido de grafeno pode ser sintetizado em larga escala por processos de exfolia&ccedil;&atilde;o e oxida&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica a partir do grafite mineral, considerado pelo Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o (MCTI) do Brasil um material estrat&eacute;gico, dado que o pa&iacute;s possui uma das maiores reservas de grafite do mundo &#91;16&#93;. Uma das caracter&iacute;sticas que tornam o &oacute;xido de grafeno promissor para diversas aplica&ccedil;&otilde;es &eacute; que ele apresenta excelente capacidade de dispers&atilde;o em &aacute;gua em decorr&ecirc;ncia da adi&ccedil;&atilde;o de grupamentos oxigenados em sua superf&iacute;cie e extremidades durante o processo de oxida&ccedil;&atilde;o. Alguns estudos demonstraram que a exposi&ccedil;&atilde;o ao &oacute;xido de grafeno pode ocasionar toxicidade em c&eacute;lulas vermelhas do sangue (hem&aacute;cias) &#91;17&#93; e ao organismo modelo C. elegans (nematoide) &#91;18,19&#93;. Por outro lado, observou-se que este mesmo material n&atilde;o apresenta toxicidade elevada para c&eacute;lulas da pele (fibroblastos), bact&eacute;rias, algas, plantas, microcrust&aacute;ceos aqu&aacute;ticos (Daphnia) e embri&otilde;es de peixes (Zebrafish) &#91;20,21&#93;. Outros trabalhos t&ecirc;m reportado que o &oacute;xido de grafeno pode causar efeitos negativos sobre o sistema imunol&oacute;gico &#91;22&#93; e induzir danos no DNA de c&eacute;lulas e tecidos pulmonares de camundongos tanto em modelos in vitro quanto in vivo &#91;23&#93;. Basicamente, a gravidade dos efeitos t&oacute;xicos desse nanomaterial varia conforme a via de administra&ccedil;&atilde;o, a dose a ser administrada, o m&eacute;todo de s&iacute;ntese e suas propriedades f&iacute;sico-qu&iacute;micas &#91;24&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todavia, tamb&eacute;m se discute na literatura que alguns fen&ocirc;menos importantes que ocorrem na "nanobiointerface" durante a avalia&ccedil;&atilde;o toxicol&oacute;gica precisam ser considerados, visto que nanomateriais s&atilde;o altamente reativos e sofrem transforma&ccedil;&otilde;es no microambiente biol&oacute;gico com fortes implica&ccedil;&otilde;es na sua toxicidade &#91;25&#93;.<sup> </sup>&Eacute; relevante mencionar, por exemplo, que a modifica&ccedil;&atilde;o da superf&iacute;cie do &oacute;xido de grafeno com biomol&eacute;culas como a prote&iacute;na albumina (forma&ccedil;&atilde;o de corona proteica) pode reduzir drasticamente sua toxicidade para hem&aacute;cias e C. elegans. A presen&ccedil;a de mat&eacute;ria org&acirc;nica natural tamb&eacute;m pode modular aspectos de estabilidade coloidal e efeitos ecotoxicol&oacute;gicos do &oacute;xido de grafeno &#91;20&#93;. Dentro de um contexto de intera&ccedil;&otilde;es ambientais e toxicologia de misturas, o &oacute;xido de grafeno pode interagir com metais pesados (como c&aacute;dmio e chumbo) potencializando os efeitos t&oacute;xicos destes poluentes sobre peixes &#91;26&#93;. Por outro lado, a toxicidade do c&aacute;dmio para o microcrust&aacute;ceo aqu&aacute;tico Daphnia magna foi mitigada pelo &oacute;xido de grafeno, indicando que precisamos investigar a intera&ccedil;&atilde;o dos nanomateriais com metais pesados na dire&ccedil;&atilde;o de abordar cen&aacute;rios de exposi&ccedil;&atilde;o ambientalmente real&iacute;sticos &#91;27&#93;. Ao estudar os impactos do descarte e transforma&ccedil;&otilde;es qu&iacute;micas do &oacute;xido de grafeno, notamos que um produto qu&iacute;mico comumente utilizado para desinfec&ccedil;&otilde;es e limpezas em geral (&aacute;gua sanit&aacute;ria) &eacute; capaz de degradar esse material, gerando pequenos fragmentos de carbono e eliminando totalmente sua toxicidade frente ao organismo modelo C. elegans &#91;18&#93;. Esse exemplo ilustra bem como &eacute; ainda necess&aacute;rio avan&ccedil;ar no desenvolvimento de  metodologias para reciclagem e descarte aquedado de produtos nanotecnol&oacute;gicos.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b>"Apesar do avan&ccedil;o significativo nos &uacute;ltimos anos, at&eacute; o presente momento n&atilde;o existe uma legisla&ccedil;&atilde;o global espec&iacute;fica ou unificada, e assim os nanoprodutos s&atilde;o registrados em cada pa&iacute;s de modo diferente, sendo cada situa&ccedil;&atilde;o avaliada individualmente."</b></styled-content>   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esperamos que estes exemplos relatados com o &oacute;xido de grafeno evidenciem a diversidade de respostas toxicol&oacute;gicas e complexidade das intera&ccedil;&otilde;es nano-bio-eco envolvendo um mesmo tipo de nanomaterial, e reforce a import&acirc;ncia dos estudos integrados tendo em vista o ciclo de vida dos materiais &#91;25&#93;. Para isto, &eacute; imperativo que os estudos sejam pautados na cl&aacute;ssica rela&ccedil;&atilde;o Risco &prop; Toxicidade x Exposi&ccedil;&atilde;o, onde concentra&ccedil;&atilde;o/dose do nanomaterial e dura&ccedil;&atilde;o/tempo de exposi&ccedil;&atilde;o associado com as diferentes vias de exposi&ccedil;&atilde;o e tipos de organismos s&atilde;o vari&aacute;veis determinantes para evitar extrapola&ccedil;&otilde;es simplistas ou mesmo interpreta&ccedil;&otilde;es equivocadas dos trabalhos publicados. Nessa dire&ccedil;&atilde;o, refor&ccedil;amos a import&acirc;ncia da educa&ccedil;&atilde;o continuada, capacita&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica em nanotoxicologia e nanosseguran&ccedil;a para promo&ccedil;&atilde;o das nanotecnologias, desenvolvimento nacional e prosperidade &#91;28&#93;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Normatiza&ccedil;&atilde;o e regula&ccedil;&atilde;o de nanoprodutos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diversas iniciativas t&ecirc;m sido desenvolvidas visando inserir os materiais em nanoescala nos processos regulat&oacute;rios existentes para subst&acirc;ncias qu&iacute;micas tradicionais. Contudo, os esfor&ccedil;os para harmonizar a regulamenta&ccedil;&atilde;o dos nanomateriais e o impulso para aumentar a transpar&ecirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es sobre eles remontam mais de uma d&eacute;cada. Apesar do avan&ccedil;o significativo nos &uacute;ltimos anos, at&eacute; o momento n&atilde;o existe uma legisla&ccedil;&atilde;o global espec&iacute;fica ou unificada, e assim os nanoprodutos s&atilde;o registrados em cada pa&iacute;s de modo diferente, sendo cada situa&ccedil;&atilde;o avaliada individualmente (caso-a-caso) &#91;29&#93;. Na Europa, a legisla&ccedil;&atilde;o em vigor - Registration, Evaluation, Authorisation and Restriction of Chemicals (REACH) - exige que as empresas que produzam ou importem subst&acirc;ncias qu&iacute;micas em quantidade igual ou superior a uma tonelada por ano as registrem em uma base de dados central. Desde 2018, um anexo regulamenta que nanomateriais ou misturas destes devem ser adicionalmente identificados e caracterizados como parte do registro; nesse deve-se fornecer informa&ccedil;&otilde;es sobre volume de produ&ccedil;&atilde;o, uso e manuseio seguro, bem como o tamanho, forma e detalhes sobre suas propriedades superficiais. Embora haja melhorias cont&iacute;nuas em dire&ccedil;&atilde;o a uma regulamenta&ccedil;&atilde;o harmonizada em toda a Uni&atilde;o Europeia e Espa&ccedil;o Econ&ocirc;mico Europeu, alguns pa&iacute;ses iniciaram esquemas nacionais de publica&ccedil;&atilde;o de relat&oacute;rios adicionais (Fran&ccedil;a, B&eacute;lgica, Dinamarca, Su&eacute;cia, Noruega) &#91;29&#93;. O Reino Unido tem participado das discuss&otilde;es, especialmente no campo ocupacional. Desta forma, foram elaborados guias com recomenda&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas para proteger a sa&uacute;de do trabalhador das empresas e universidades &#91;30&#93;. Seguindo a abordagem europeia, a China exige que as empresas devem se registrar no Centro de Produtos Qu&iacute;micos do Minist&eacute;rio da Prote&ccedil;&atilde;o Ambiental antes da fabrica&ccedil;&atilde;o ou importa&ccedil;&atilde;o de novos produtos qu&iacute;micos. &Eacute; importante destacar que, no in&iacute;cio, as autoridades chinesas n&atilde;o quiseram implementar nenhuma medida para que a avalia&ccedil;&atilde;o de nanosseguran&ccedil;a n&atilde;o se tornasse uma barreira comercial. Entretanto, o governo chin&ecirc;s revisou os regulamentos incorporando requisitos de avalia&ccedil;&atilde;o e gerenciamento de risco e submiss&atilde;o semelhantes ao REACH &#91;31&#93;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nos Estados Unidos, v&aacute;rias institui&ccedil;&otilde;es est&atilde;o envolvidas na regula&ccedil;&atilde;o e supervis&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o e comercializa&ccedil;&atilde;o dos nanomateriais. A Environmental Protection Agency (EPA) tem tomado medidas para controlar e limitar a exposi&ccedil;&atilde;o no ambiente ocupacional e a sua libera&ccedil;&atilde;o no meio ambiente. Existe uma lista de nanomateriais cuja produ&ccedil;&atilde;o e comercializa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o permitidas. Todavia, etapas de avalia&ccedil;&atilde;o para obten&ccedil;&atilde;o de licen&ccedil;a e certificados s&atilde;o requeridas aos que n&atilde;o fazem parte dessa lista &#91;4&#93;. No Brasil, a Ag&ecirc;ncia Nacional de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria (ANVISA) &eacute; respons&aacute;vel pela aprova&ccedil;&atilde;o de nanoprodutos juntamente com outros &oacute;rg&atilde;os reguladores do governo federal como o Minist&eacute;rio da Agricultura, Pecu&aacute;ria e Abastecimento (MAPA), Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Trabalho (MPT), Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o (MCTI), Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO) e Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov&aacute;veis (IBAMA). Antes de entrar no mercado brasileiro, os fabricantes devem apresentar informa&ccedil;&otilde;es sobre tecnologia de fabrica&ccedil;&atilde;o, efic&aacute;cia e seguran&ccedil;a de seus produtos. As resolu&ccedil;&otilde;es RDC nº 7, 10 &#91;32&#93; e RDC nº 15, 24 de 2015 &#91;33&#93; definem requisitos de seguran&ccedil;a para cosm&eacute;ticos, incluindo aqueles que cont&ecirc;m nanotecnologia &#91;34&#93;. Apesar de n&atilde;o existirem leis espec&iacute;ficas definidas para nanomateriais, tramita no Senado Federal um projeto de lei (PL nº 880/2019) para estabelecer o marco legal da "Nanotecnologia e Materiais Avan&ccedil;ados", incluindo, um claro compromisso do Estado com medidas de incentivo &agrave; inova&ccedil;&atilde;o, &agrave; pesquisa cient&iacute;fica e fortalecimento de a&ccedil;&otilde;es para a prote&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de humana, animal e ambiental &#91;35&#93;. Al&eacute;m disso, apesar da aus&ecirc;ncia de uma lei em vigor, outras &aacute;reas do direito e leis podem suportar a nanotecnologia, como o c&oacute;digo civil, o c&oacute;digo penal, as legisla&ccedil;&otilde;es ambientais e trabalhistas, conforme Constitui&ccedil;&atilde;o Federal. Embora existam regula&ccedil;&otilde;es setoriais espec&iacute;ficas que abordem explicitamente os nanomateriais, bem como uma defini&ccedil;&atilde;o para o termo "nanomateriais" &#91;36&#93;, a abordagem regulat&oacute;ria ainda est&aacute; longe de ter dados satisfat&oacute;rios e v&aacute;lidos sobre as quantidades dispon&iacute;veis no mercado. Muitas vezes o que se observa &eacute; um descompasso entre o processo legislat&oacute;rio e o desenvolvimento da nanotecnologia &#91;37-39&#93;. Uma raz&atilde;o para isso &eacute; que m&eacute;todos de caracteriza&ccedil;&atilde;o robustos para determina&ccedil;&atilde;o de tamanho e quantifica&ccedil;&atilde;o de part&iacute;culas precisam ser desenvolvidos e padronizados, al&eacute;m de uma melhor compreens&atilde;o dos efeitos e fen&ocirc;menos que acontecem nas intera&ccedil;&otilde;es nano-bio-eco &#91;40&#93;. Algumas quest&otilde;es ainda precisam ser resolvidas como a confian&ccedil;a em quest&otilde;es fundamentais de integridade cientifica, reprodutibilidade, conhecimento e compartilhamento de dados, a&ccedil;&otilde;es governamentais locais e globais e comunica&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados conflitantes obtidos em diferentes laborat&oacute;rios tamb&eacute;m destacam a necessidade urgente de desenvolvimento de materiais de refer&ecirc;ncia, procedimentos operacionais padr&atilde;o, boas pr&aacute;ticas laboratoriais e implanta&ccedil;&atilde;o de sistema de gest&atilde;o da qualidade nos laborat&oacute;rios e empresas envolvidas com nanomateriais. Est&aacute; em andamento um projeto tecnol&oacute;gico que visa estimular a integra&ccedil;&atilde;o entre academia, ind&uacute;stria e reguladores para desenvolver e estabelecer procedimentos e normas t&eacute;cnicas para caracteriza&ccedil;&atilde;o e certifica&ccedil;&atilde;o de produtos da nanotecnologia. Este projeto &eacute; coordenado pelo INMETRO e executado em parceria com os Laborat&oacute;rios do Sistema Nacional de Laborat&oacute;rios em Nanotecnologias (SisNANO/MCTI), como o Laborat&oacute;rio Nacional de Nanotecnologia &#91;41&#93;. Vale destacar as atividades em andamento na Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Normas T&eacute;cnicas (ABNT), onde h&aacute; uma comiss&atilde;o de estudos especiais ativa (CEE-089) composta por equipes multidisciplinares e multi-institucionais volunt&aacute;rias que est&atilde;o discutindo e elaborando normas t&eacute;cnicas para &aacute;rea de nanotecnologia no Brasil &#91;42&#93;. Todas essas informa&ccedil;&otilde;es e documentos ser&atilde;o cruciais para suportar a tomada de decis&atilde;o por parte das empresas, ind&uacute;strias e reguladores. Al&eacute;m disso, ajudar&atilde;o a responder quest&otilde;es levantadas pelo p&uacute;blico em geral, reduzir incertezas que limitam os investimentos em novas tecnologias e evitar futuros passivos para empreendimentos comerciais.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b>"Adotar de maneira proativa estudos integrados de ciclo de vida durante o desenvolvimento inicial de um novo nanomaterial &eacute; uma quest&atilde;o-chave para melhor compreender seus benef&iacute;cios e riscos."</b></styled-content>   </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Inform&aacute;tica aplicada em nanosseguran&ccedil;a</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Devido ao crescente n&uacute;mero de nanomateriais e enorme diversidade f&iacute;sico-qu&iacute;mica, &eacute; impratic&aacute;vel testar a toxicidade de todos os tipos de nanomateriais em desenvolvimento. Contudo, esse processo exigiria grande volume de recursos humanos especializados e infraestrutura laboratorial, al&eacute;m de tempo e elevados custos. Uma solu&ccedil;&atilde;o para tal fato seria a parceria com grupos de pesquisa e especialistas visando a utiliza&ccedil;&atilde;o de ferramentas computacionais e de tecnologia da informa&ccedil;&atilde;o para estudo e modelagem de nano-bio-eco intera&ccedil;&otilde;es &#91;43,44&#93;. Esses artif&iacute;cios ajudariam a prever a toxicidade ou biocompatibilidade dos materiais (chamada de toxicologia preditiva), reduzindo custos e tempo, e consequentemente acelerando a inova&ccedil;&atilde;o nanotecnol&oacute;gica &#91;45,46&#93;; al&eacute;m de ajudarem a identificar mecanismos comuns de toxicidade e agrupar/classificar nanomateriais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De fato, algoritmos s&atilde;o capazes de tratar uma grande quantidade de dados, possibilitando obter correla&ccedil;&otilde;es entre a estrutura e composi&ccedil;&atilde;o dos nanomateriais e a predi&ccedil;&atilde;o de seus efeitos toxicol&oacute;gicos (rela&ccedil;&atilde;o estrutura-toxicidade) com base em bioindicadores e biomarcadores de exposi&ccedil;&atilde;o &#91;47-49&#93;. Neste ponto, o emprego de tecnologias &ocirc;micas de alto desempenho ser&atilde;o importantes para elucidar alvos bioqu&iacute;micos-moleculares e altera&ccedil;&otilde;es de vias metab&oacute;licas diretamente envolvidas na resposta aos nanomateriais &#91;49&#93;. Para tanto, &eacute; estrat&eacute;gico e priorit&aacute;rio avan&ccedil;armos na aplica&ccedil;&atilde;o do conceito de FAIR data (Findability, Accessibility, Interoperability and Reusability), na cria&ccedil;&atilde;o de banco de dados, no desenvolvimento de m&eacute;todos de machine learning e intelig&ecirc;ncia artificial em nanotoxicologia e nanosseguran&ccedil;a &#91;50&#93; (Figura 3).</font></p>     <p><a name="fig3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v74n4/a08fig03.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A nomenclatura e ontologia para nanomateriais &eacute; um aspecto cr&iacute;tico; para suprir essa lacuna, um projeto vinculado ao Versailles Project on Advanced Materials and Standards (VAMAS) est&aacute; em andamento &#91;51&#93;. Este projeto tem por objetivo estabelecer uma identifica&ccedil;&atilde;o &uacute;nica para cada tipo de nanomaterial seguindo recomenda&ccedil;&otilde;es da International Union of Pure and Applied Chemistry (IUPAC), facilitando assim, a anota&ccedil;&atilde;o em bancos de dados estruturados e o desenvolvimento de modelos computacionais mais robustos que permitir&atilde;o uma abordagem de sistemas de informa&ccedil;&atilde;o e ci&ecirc;ncia intensiva de dados capaz de identificar e predizer efeitos toxicol&oacute;gicos de nanomateriais e derivados, bem como seus potenciais riscos e impactos ambientais &#91;47,48&#93;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Conclus&otilde;es e perspectivas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O estudo e engenharia de materiais em nanoescala &eacute; uma excelente oportunidade para gera&ccedil;&atilde;o de novos produtos e tecnologias em setores estrat&eacute;gicos como sa&uacute;de, energia, eletr&ocirc;nica, materiais avan&ccedil;ados, agricultura e ambiente, entre outros. Contudo, a avalia&ccedil;&atilde;o da seguran&ccedil;a qu&iacute;mica de um nanomaterial &eacute; essencial para garantir que a sua produ&ccedil;&atilde;o e aplica&ccedil;&otilde;es prosperem, sem provocar impactos negativos aos trabalhadores, consumidores e ao meio ambiente. Idealmente, cada est&aacute;gio da vida de um nanomaterial deve ser otimizado considerando os tr&ecirc;s pilares da sustentabilidade - ambiental, social e econ&ocirc;mico. Essas iniciativas visam abordar aspectos de seguran&ccedil;a e sustentabilidade de um novo produto desde seu est&aacute;gio inicial at&eacute; o final (safe and sustainable by design), evitando assim, processos de desintoxica&ccedil;&atilde;o, remedia&ccedil;&atilde;o e descontamina&ccedil;&atilde;o devido o surgimento de efeitos delet&eacute;rios e/ou nocivos para sa&uacute;de humana e ambiental.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Consideramos que adotar de maneira proativa estudos integrados de ciclo de vida durante o desenvolvimento inicial de um novo nanomaterial &eacute; uma quest&atilde;o-chave para melhor compreender seus benef&iacute;cios e riscos. Essa &eacute; uma atitude especialmente importante para que pesquisadores, empresas, sociedade civil, ag&ecirc;ncias reguladoras e tomadores de decis&atilde;o tenham condi&ccedil;&otilde;es para proativamente maximizar benef&iacute;cios e minimizar riscos das nanotecnologias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em v&aacute;rios pa&iacute;ses, e no Brasil, est&aacute; em andamento a elabora&ccedil;&atilde;o de normas t&eacute;cnicas espec&iacute;ficas para nanotecnologia, nanotoxicologia e nanosseguran&ccedil;a: essas normas s&atilde;o fundamentais para permitir o desenvolvimento econ&ocirc;mico do setor em harmonia com a preserva&ccedil;&atilde;o da vida e do meio ambiente. Acreditamos que o setor deve estimular o uso de equipamentos modernos e metodologias computacionais robustas, incluindo cadernos eletr&ocirc;nicos de laborat&oacute;rio, banco de dados compartilhados e intensivo uso de intelig&ecirc;ncia artificial. Essas ferramentas, orientadas para a predi&ccedil;&atilde;o da toxicidade e a avalia&ccedil;&atilde;o de riscos de nanomateriais, ir&atilde;o certamente acelerar o desenvolvimento de novos produtos, processos e tecnologias para uma inova&ccedil;&atilde;o sustent&aacute;vel.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Agradecimentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os autores agradecem: Sistema Nacional de Laborat&oacute;rios em Nanotecnologias (SisNANO/MCTI), Instituto Nacional de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia em Materiais Complexos Funcionais (INCT-Inomat), Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo &agrave; Pesquisa do Estado de S&atilde;o Paulo (FAPESP), Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (CNPq) e a Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento de Pessoal de N&iacute;vel Superior (CAPES).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. BUNDSCHUH, M.; FILSER,  J.; L&Uuml;DERWALD, S.; MCKEE, M. S.; METREVELI, G.; SCHAUMANN, G. E., et al. Nanoparticles in  the environment: where do we come from, where do we go to? <i>Environmental Science Europe,</i> 30(1), 40-90, 2018, DOI: <a href="https://doi.org/10.1186/s12302-018-0132-6" target="_blank">https://doi.org/10.1186/s12302-018-0132-6</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. MARTINEZ, D. S. T.;  ALVES, O. L. Intera&ccedil;&atilde;o de nanomateriais com biossistemas e a nanotoxicologia:  na dire&ccedil;&atilde;o de uma regulamenta&ccedil;&atilde;o. <i>Ci&ecirc;ncia &amp; Cultura,</i> 65(3), 32-36, 2013, DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.21800/S0009-67252013000300012" target="_blank">http://dx.doi.org/10.21800/S0009-67252013000300012</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. CENTRO NACIONAL DE PESQUISA EM ENERGIA E MATERIAIS  (CNPEM). <i>Benef&iacute;cios e riscos das nanotecnologias</i>. Campinas (SP):  Separata CNPEM, 2019. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://cnpem.br/wp-content/uploads/2019/10/ SEPARATA-CNPEM-02_Beneficios-e-riscos-das-nanotecnologias.pdf" target="_blank">https://cnpem.br/wp-content/uploads/2019/10/ SEPARATA-CNPEM-02_Beneficios-e-riscos-das-nanotecnologias.pdf</a>.  Acesso em: 11 nov. 2022.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 4. SUBHAN, M. A.; SUBHAN, T. Safety and global  regulations for application of nanomaterials. <i>Nanomaterials Recycling, </i>83-107,  2022, DOI: <a href="https://doi.org/10.1016/B978-0-323-90982-2.00005-6" target="_blank">https://doi.org/10.1016/B978-0-323-90982-2.00005-6</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 5. JAHNEL, J. Conceptual questions and challenges  associated with the traditional risk assessment paradigm for nanomaterials. <i>Nanoethics</i>,  9(3), 261-76, 2015, DOI: <a href="https://doi.org/10.1007/s11569-015-0235-0" target="_blank">https://doi.org/10.1007/s11569-015-0235-0</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 6. MARTINEZ, D. S. T.; ELLIS, L. J. A.; SILVA, G. H.;  PETRY, R.; MEDEIROS, A. M. Z.; DAVOUDI, H. H.; et al. Daphnia magna and mixture  toxicity with nanomaterials - Current status and perspectives in data-driven  risk prediction. <i>Nano Today</i>, 43, 101430, 2022, DOI: <a href="https://doi.org/10.1016/j.nantod.2022.101430" target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.nantod.2022.101430</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. LOWRY, G. V.; GREGORY, K. B.; APTE, S. C.; LEAD, J. R.  Transformations of nanomaterials in the environment. <i>Environmental Science &amp; Technology, </i>46(13), 6893-9, 2012, DOI: <a href="https://doi.org/10.1021/es300839e" target="_blank">https://doi.org/10.1021/es300839e</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 8. KUMAR, C. M. V.; KARTHICK, V.; KUMAR, V. G.;  INBAKANDAN, D.; RENE, E. R.; SUGANYA, K. S. U.; et al. The impact of engineered  nanomaterials on the environment: Release mechanism, toxicity, transformation,  and remediation. <i>Environmental Research, </i>212(Pt B), 113202, 2022, DOI: <a href="https://doi.org/10.1016/j.envres.2022.113202" target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.envres.2022.113202</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 9. WALCZYK, D.; BOMBELLI, F. B.; MONOPOLI, M. P.; LYNCH,  I.; DAWSON, K. A. What the cell "sees" in bionanoscience. <i>Journal of the  American Chemical Society</i>, 132(16), 5761-8, 2010, DOI: <a href="https://doi.org/10.1021/ja910675v" target="_blank">https://doi.org/10.1021/ja910675v</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 10. XU, L.; XU, M.; WANG, R.; YIN, Y.; LYNCH, I.; LIU, S.  The crucial role of environmental coronas in determining the biological effects  of engineered nanomaterials. <i>Small</i>, 16(36), 2003691, 2020, DOI: <a href="https://doi.org/10.1002/smll.202003691" target="_blank">https://doi.org/10.1002/smll.202003691</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 11. CAI, X.; LIU, X.; JIANG, J.; GAO, M.; WANG, W.;  ZHENG, H.; et al. Molecular mechanisms, characterization methods, and utilities  of nanoparticle biotransformation in nanosafety assessments. <i>Small</i>,  16(36), 1907663, 2020, DOI: <a href="https://doi.org/10.1002/smll.201907663" target="_blank">https://doi.org/10.1002/smll.201907663</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 12. MITRANO, D. M.; NOWACK, B. The need for a life-cycle  based aging paradigm for nanomaterials: importance of real-world test systems  to identify realistic particle transformations. <i>Nanotechnology</i>, 28(7),  072001, 2017, DOI: <a href="https://doi.org/10.1088/1361-6528/28/7/072001" target="_blank">https://doi.org/10.1088/1361-6528/28/7/072001</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 13. FADEEL, B.; FORNARA, A.; TOPRAK, M. S.; BHATTACHARYA,  K. Keeping it real: The importance of material characterization in  nanotoxicology. <i>Biochemical and Biophysical Research Communications</i>,  468(3), 498-503, 2015, DOI: <a href="https://doi.org/10.1016/j.bbrc.2015.06.178" target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.bbrc.2015.06.178</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. BERTI, L.; PORTO, L. <i>Nanosseguran&ccedil;a: guias de boas  pr&aacute;ticas em nanotecnologia para fabrica&ccedil;&atilde;o e laborat&oacute;rios</i>. 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