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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A tecnologia educacional e seu impacto como meio de transformação social: tecnologia sempre fez parte da educação, mas deve ser utilizada para conciliar e criar oportunidades, e não aumentar a diferença entre alunos]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>10.5935/2317-6660.20220073 REPORTAGEM</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A tecnologia educacional e seu impacto como meio de transforma&ccedil;&atilde;o social: tecnologia sempre fez parte da educa&ccedil;&atilde;o, mas deve ser utilizada para conciliar e criar oportunidades, e n&atilde;o aumentar a diferen&ccedil;a entre alunos</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b> Pryscilla Rosa<sup>I</sup>; Chris Bueno</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Jornalista e produtora de conte&uacute;do para &aacute;reas de sa&uacute;de e ci&ecirc;ncia, marketing e publicidade. Apaixonada por filmes, gatinhos e pela rotina din&acirc;mica que a comunica&ccedil;&atilde;o traz: o contato com gente, a curiosidade de assuntos diversos, a troca</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As diferentes formas de ci&ecirc;ncia servem como caminho no direcionamento de uma sociedade ao seu desenvolvimento. O conhecimento cient&iacute;fico nos permite resolver problemas, tomar decis&otilde;es e desenvolver novas aplica&ccedil;&otilde;es de tecnologias, proporcionando uma maior independ&ecirc;ncia aos pa&iacute;ses, em &acirc;mbito mundial.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A ci&ecirc;ncia tamb&eacute;m &eacute; fundamental para a educa&ccedil;&atilde;o. Ali&aacute;s, ci&ecirc;ncia e educa&ccedil;&atilde;o est&atilde;o intrinsecamente associadas em seu cerne. A tecnologia foi essencial durante a pandemia, ajudando alunos e professores a se manterem conectados. No Brasil, 93% dos professores utilizaram algum tipo de tecnologia educacional, segundo a &uacute;ltima pesquisa TIC Educa&ccedil;&atilde;o realizada em 2021 pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informa&ccedil;&atilde;o (Cetic.br) &#91;1&#93;, considerado um dos estudos mais respeitados do pa&iacute;s no assunto. "<i>A tecnologia est&aacute; ligada &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o dos conhecimentos, e a inova&ccedil;&atilde;o vinda dela revela o &acirc;mbito em que esses conhecimentos s&atilde;o transformados em riqueza</i>", afirma Angela Wyse, professora do Departamento de Bioqu&iacute;mica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e membro da Academia Brasileira de Ci&ecirc;ncias (ABC).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quando pensamos em tecnologia na educa&ccedil;&atilde;o, logo vem &agrave; mente aparelhos como tablets, computadores e at&eacute; rob&ocirc;s. Por&eacute;m, a tecnologia e a inova&ccedil;&atilde;o fazem parte do ambiente escolar h&aacute; mais de tr&ecirc;s s&eacute;culos. Em 1450, os educadores utilizavam uma chapa de madeira com letras e figuras impressas (<i>o Hornbook</i>) para alfabetizar as crian&ccedil;as. O passar dos anos, a ascens&atilde;o do capitalismo e a Revolu&ccedil;&atilde;o Industrial no s&eacute;culo XVIII impulsionaram a cria&ccedil;&atilde;o de novas tecnologias, como o quadro negro, o l&aacute;pis, o retroprojetor, o r&aacute;dio e a TV. A partir do s&eacute;culo XX, internet, computadores pessoais e os mais variados dispositivos eletr&ocirc;nicos se tornaram presen&ccedil;a comum nas salas de aula.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"<i>O uso de tecnologia n&atilde;o &eacute; novidade. A incorpora&ccedil;&atilde;o de tecnologias &eacute; uma constante nesse processo educativo. O que acontece atualmente &eacute; que essas mudan&ccedil;as est&atilde;o ocorrendo mais velozmente</i>", explica Naomar de Almeida Filho, professor em&eacute;rito de Epidemiologia no Instituto de Sa&uacute;de Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e professor visitante no Instituto de Estudos Avan&ccedil;ados da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP), onde ocupa a C&aacute;tedra Alfredo Bosi de Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica. Ele relembra que, at&eacute; n&atilde;o muito tempo atr&aacute;s, o ensino remoto era feito por correspond&ecirc;ncia - e hoje &eacute; feito atrav&eacute;s das mais variadas plataformas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O termo "tecnologia educacional" &eacute; bastante utilizado no &acirc;mbito pedag&oacute;gico e elucida a import&acirc;ncia dessas aplica&ccedil;&otilde;es aliadas ao processo de ensino-aprendizagem. "<i>A tecnologia pode tornar este processo muito mais atraente para o aluno e, consequentemente, trazer resultados positivos. Uma educa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica pode equipar os cidad&atilde;os com habilidades para entender e buscar solu&ccedil;&otilde;es para problemas que afetam a sociedade</i>", comenta Wyse.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para a psicopedagoga J&uacute;nia Belmont Alves dos Reis, mestranda em educa&ccedil;&atilde;o pela Universidade Cat&oacute;lica Dom Bosco (UCDB), a tecnologia &eacute; o resultado da fus&atilde;o entre ci&ecirc;ncia e t&eacute;cnica. Em seu artigo "<i>O conceito de tecnologia e tecnologia educacional para alunos do ensino m&eacute;dio e superior</i>" &#91;2&#93;, a pesquisadora afirma que "<i>o conceito de tecnologia educacional pode ser enunciado como um conjunto de procedimentos (t&eacute;cnicas) que visam 'facilitar' os processos de ensino e aprendizagem com a utiliza&ccedil;&atilde;o de meios (instrumentais) simb&oacute;licos ou organizadores e suas consequentes transforma&ccedil;&otilde;es culturai</i>s".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Atualmente, s&atilde;o diversos os equipamentos tecnol&oacute;gicos utilizados nas salas de aula, como bibliotecas eletr&ocirc;nicas, e-books, dispositivos digitais, quadros interativos que facilitam e integram a educa&ccedil;&atilde;o. Contudo, a inform&aacute;tica &eacute; a pioneira como suporte ao ambiente educacional, fazendo parte da vida de muitas gera&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Tecnologia a favor da educa&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o (TICs) n&atilde;o apenas revolucionaram nosso modo de viver, mas tamb&eacute;m nosso modo de aprender. Hoje s&atilde;o v&aacute;rios os recursos que podem ser utilizados na sala de aula para ajudar professores e alunos a navegarem em um oceano de informa&ccedil;&otilde;es.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os ambientes virtuais imersivos s&atilde;o um deles. Dispositivos de realidade aumentada promovem experi&ecirc;ncias que misturam o mundo real com o mundo virtual, permitindo o aprendizado atrav&eacute;s da experi&ecirc;ncia e da intera&ccedil;&atilde;o dos alunos. Ao posicionar a c&acirc;mera do celular sobre uma imagem, por exemplo, o aluno pode obter uma s&eacute;rie de dados sobre ela. Isso resulta em uma experi&ecirc;ncia que transp&otilde;e os limites da sala de aula. Alguns museus e parques nacionais j&aacute; oferecem esse recurso para os usu&aacute;rios conhecerem e aprenderem (<a href="#fig1">Figura 1</a>).</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v74n4/a19fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b>"A tecnologia foi essencial durante a pandemia, ajudando alunos e professores a se manterem conectados."</b></styled-content> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ferramentas de trabalho - aplicativos ou programas que auxiliam na organiza&ccedil;&atilde;o de arquivos e na realiza&ccedil;&atilde;o de tarefas - tamb&eacute;m acabaram se tornando indispens&aacute;veis no ambiente escolar. Recursos de armazenamento em nuvem e de edi&ccedil;&atilde;o de texto, foto, v&iacute;deo e &aacute;udio s&atilde;o cada vez mais utilizados por professores e alunos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para trabalhar conte&uacute;dos e habilidades de maneira mais criativa, muitas escolas utilizam os objetos digitais de aprendizagem (ODA). Livros digitais, anima&ccedil;&otilde;es, jogos e videoaulas s&atilde;o alguns exemplos. Esses materiais interativos est&atilde;o ganhando popularidade nas institui&ccedil;&otilde;es de ensino brasileiras por serem modernos e pr&aacute;ticos. Al&eacute;m disso, essa tecnologia se destaca por permitir a explora&ccedil;&atilde;o de recursos como anima&ccedil;&otilde;es, &aacute;udios, mapas interativos, simula&ccedil;&otilde;es, links e softwares que contextualizam o conte&uacute;do e ajudam o aluno a se aprofundar no assunto. O pr&oacute;prio Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o (MEC) disponibiliza recursos digitais gratuitos para professores e alunos, nas plataformas Portal do Professor &#91;3&#93; e Escola Digital &#91;4&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sem contar as diversas plataformas que tanto ajudaram durante a pandemia. As plataformas s&atilde;o ambientes virtuais de aprendizagem que propiciam o armazenamento e a publica&ccedil;&atilde;o de materiais e auxiliam na distribui&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do e na realiza&ccedil;&atilde;o de tarefas. Essas plataformas tamb&eacute;m contam com <i>chats</i> que permitem um suporte din&acirc;mico e r&aacute;pido para auxiliar alunos com d&uacute;vidas - dentro e fora da sala de aula.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por fim, existem tamb&eacute;m v&aacute;rios aplicativos educacionais para smartphones, que ajudam os estudantes nas mais diferentes tarefas e demandas. Eles podem auxiliar a otimizar o tempo de estudo, exercitar a mem&oacute;ria, ou treinar o conhecimento sobre determinado assunto.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"<i>Em teses, todos esses elementos s&atilde;o favor&aacute;veis a desenvolver a capacidade pedag&oacute;gica. Aumentam a capacidade de armazenamento e o acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o, permitem o uso de ambientes de imers&atilde;o para explorar novos ambientes... Assim, essas tecnologias trazem diversidade - e diversidade &eacute; sempre um elemento pedag&oacute;gico positivo</i>", afirma Almeida Filho.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Discrep&acirc;ncia educacional</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por&eacute;m, se por um lado as TICs podem ampliar o acesso &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, elas tamb&eacute;m podem aprofundar ainda mais o abismo que separa a rede p&uacute;blica e privada de ensino. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O uso da ci&ecirc;ncia tecnol&oacute;gica e sua import&acirc;ncia no ensino est&atilde;o relacionados a aspectos que envolvem forma&ccedil;&atilde;o e compromisso de todos os que atuam no processo educacional. Mas uma quest&atilde;o que permanece relevante &eacute; como fazer para que aqueles que n&atilde;o possuem acesso a essas tecnologias possam tamb&eacute;m aproveitar todas as suas vantagens. "<i>O uso de tecnologias nas escolas, principalmente p&uacute;blicas, &eacute; limitado pela falta de equipamentos e/ou pela falta de professores com expertise na &aacute;rea para trabalharem juntos, de uma forma interdisciplinar, criando metodologias que contemplem as viv&ecirc;ncias cotidianas do aluno</i>", analisa Wyse. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O acesso &agrave;s diferentes tecnologias &eacute; muito desigual, principalmente entre as classes D e E em compara&ccedil;&atilde;o com as classes A e B. Enquanto 100% das pessoas na classe A t&ecirc;m acesso &agrave; internet, este n&uacute;mero chega a apenas 64% das classes D e E, conforme o estudo PwC/Instituto Locomotiva realizado em 2021 &#91;5&#93;. Por&eacute;m, quando se trata do ambiente escolar, esse cen&aacute;rio fica mais complicado: as escolas brasileiras t&ecirc;m dispon&iacute;vel, em m&eacute;dia, menos de um computador para cada quatro estudantes de 15 anos. Isso coloca o pa&iacute;s em pen&uacute;ltimo lugar em um ranking de 78 pa&iacute;ses e regi&otilde;es com respostas para esta quest&atilde;o dispon&iacute;veis no &uacute;ltimo volume de an&aacute;lise dos resultados do Programa Internacional de Avalia&ccedil;&atilde;o de Estudantes (Pisa) divulgado pela Organiza&ccedil;&atilde;o para a Coopera&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Econ&ocirc;mico (OCDE) em 2020 &#91;6&#93; (<a href="#fig2">Figura 2</a>).</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v74n4/a19fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"<i>Essas tecnologias podem criar e ampliar o abismo entre alunos de diferentes classes sociais. Vimos na pandemia a diferen&ccedil;a entre as escolas privadas e as p&uacute;blicas. As privadas em tr&ecirc;s meses se ajustaram ao novo modelo. As p&uacute;blicas ainda est&atilde;o se recuperando, com escolas que apenas agora est&atilde;o voltando e um atraso imenso</i>", enfatiza Almeida Filho.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Contribui&ccedil;&atilde;o do per&iacute;odo de isolamento</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A pandemia teve papel determinante no uso da tecnologia em geral, intensificando-a durante o per&iacute;odo de isolamento, com a adapta&ccedil;&atilde;o do trabalho e do ensino ocorrendo de maneira remota. O resultado disso foi o aumento das vendas de computadores, que cresceu 27% em 2021, com 14 milh&otilde;es de unidades vendidas, segundo o estudo realizado pelo Centro de Tecnologia Aplicada da Funda&ccedil;&atilde;o Get&uacute;lio Vargas (FGVcia) &#91;7&#93;. J&aacute; a pesquisa sobre o uso das Tecnologias de Informa&ccedil;&atilde;o e Comunica&ccedil;&atilde;o nos domic&iacute;lios brasileiros (TIC Domic&iacute;lios) mostra que o uso de tecnologias digitais no Brasil passou de 71% dos domic&iacute;lios com acesso &agrave; internet em 2019 para 83% em 2020, o que corresponde a 61,8 milh&otilde;es de casas com algum tipo de conex&atilde;o &agrave; rede &#91;8&#93;. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A utiliza&ccedil;&atilde;o de computadores nas escolas vem rompendo barreiras e se desenvolvendo de forma positiva quanto &agrave; import&acirc;ncia do reconhecimento do seu benef&iacute;cio para explorar as habilidades e compet&ecirc;ncias diversas, organizando e facilitando o desempenho no aprendizado do aluno. A pandemia acelerou o uso da tecnologia nas escolas, indicando-a n&atilde;o apenas como meio importante no processo educacional, mas tamb&eacute;m como um direito essencial. "<i>Um indiv&iacute;duo alfabetizado cientificamente &eacute; capaz de compreender os fen&ocirc;menos que acontecem ao seu redor, bem como de tomar decis&otilde;es baseadas nos valores para a forma&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica de suas gera&ccedil;&otilde;es</i>", afirma Wyse. Afinal, "<i>uma educa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica pode equipar os cidad&atilde;os com habilidades para entender e buscar solu&ccedil;&otilde;es para problemas que afetam o seu meio, melhorando a qualidade de vida das pessoas e enriquecendo as sociedades culturalmente e com conhecimento</i>."</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b>"Se por um lado as tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o podem ampliar o acesso &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, elas tamb&eacute;m podem aprofundar ainda mais o abismo que separa a rede p&uacute;blica e privada de ensino."</b></styled-content> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Impacto na educa&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; preciso deixar claro que as tecnol&oacute;gicas n&atilde;o podem se tornar uma ferramenta principal para o processo de ensino-aprendizagem, mas sim, um mecanismo que proporcione a media&ccedil;&atilde;o entre aluno, professor e saberes escolares. Al&eacute;m disso, nenhum tipo de tecnologia, por mais avan&ccedil;ada que seja, &eacute; capaz de substituir a a&ccedil;&atilde;o do professor no processo educativo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"<i>Infelizmente, hoje ainda os curr&iacute;culos est&atilde;o sem sintonia com a tecnologia e, portanto, com a modernidade. &Eacute; muito importante inserir aulas de computa&ccedil;&atilde;o desde o ensino infantil, incluindo aulas de programa&ccedil;&atilde;o. O ensino de maneira geral tem que se atualizar e acompanhar o avan&ccedil;o tecnol&oacute;gico</i>", enfatiza Wyse.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quando as TICs s&atilde;o integradas corretamente ao contexto pedag&oacute;gico, os alunos se tornam mais motivados e engajados. Al&eacute;m disso, as TICs colaboram com a gest&atilde;o educacional para melhorar a qualidade do ensino. Por&eacute;m, existem uma s&eacute;rie de desafios do uso das TICs na educa&ccedil;&atilde;o. O primeiro diz respeito &agrave; capacita&ccedil;&atilde;o dos colaboradores - afinal, nesse novo contexto, &eacute; fundamental que toda a equipe esteja preparada para a utiliza&ccedil;&atilde;o correta dessas ferramentas. O segundo &eacute; o engajamento dos alunos, ou seja, mant&ecirc;-los envolvidos nos trabalhos desenvolvidos, evitando distra&ccedil;&otilde;es e elaborando tarefas que contribuam para a aprendizagem. Por fim, a escola deve oferecer uma infraestrutura nos ambientes f&iacute;sico e virtual (como laborat&oacute;rios de inform&aacute;tica e bibliotecas digitais) compat&iacute;vel com as necessidades do corpo discente. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"<i>Em tese, n&atilde;o existe elemento mais socialmente inclusivo do que essas tecnologias digitais. Isso tamb&eacute;m vai contra aquela ideia de que as tecnologias s&atilde;o desumanizantes, porque j&aacute; existem inova&ccedil;&otilde;es que permitem criar a sensa&ccedil;&atilde;o de pessoas de diferentes lugares estarem no mesmo ambiente. Se usado positivamente, isso pode aproximar as pessoas e ampliar o contato e a troca de experi&ecirc;ncias</i>", aponta Almeida Filho.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Comit&ecirc; Gestor da Internet no Brasil (CGI.BR). <i>Cetic.BR. TIC educa&ccedil;&atilde;o</i>. S&atilde;o Paulo (SP): CGI, 2021.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. REIS, J. B. A. <i>O conceito de tecnologia e tecnologia educacional para alunos do ensino m&eacute;dio e superior</i>. Campinas (SP): Anais eletr&ocirc;nicos - Congresso de leitura do Brasil, 2009.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. BRASIL. Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o (MEC). <i>Portal do professor</i>. Bras&iacute;lia (DF): Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o, 2016.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. PROFUTURO. FUNDA&Ccedil;&Atilde;O 'LA CAIXA'. <i>Escola digital</i>. Brasil: ProFuturo, 2016.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. PwC. <i>O abismo digital no Brasil</i>. S&atilde;o Paulo (SP): Pricewaterhouse Coopers Brasil, Ltda., 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. BRASIL. Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o (MEC). <i>Programa Internacional de Avalia&ccedil;&atilde;o de Estudantes</i> (Pisa). Bras&iacute;lia (DF): Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o, 2020.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. MEIRELLES, F. S. <i>Panorama do Uso de TI no Brasil - 2022</i>. S&atilde;o Paulo: FGV, 2022.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Comit&ecirc; Gestor da Internet no Brasil (CGI.BR). <i>Cetic.BR. TIC domic&iacute;lios</i>. S&atilde;o Paulo: CGI, 2021.    </font></p>     ]]></body>
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<collab>Comitê Gestor da Internet no Brasil</collab>
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