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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Inovações curriculares na interface entre educação básica e universidade: discutir o currículo escolar é tratar de conhecimentos e perspectivas sócio-históricas sobre o conhecimento]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Inova&ccedil;&otilde;es curriculares na interface entre educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica e universidade: discutir o curr&iacute;culo escolar &eacute; tratar de conhecimentos e perspectivas s&oacute;cio-hist&oacute;ricas sobre o conhecimento</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Bernardete A. Gatti</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Membro da C&aacute;tedra Alfredo Bosi de Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica do Instituto de Estudo Avan&ccedil;ados (IEA) da USP e da Academia Paulista de Educa&ccedil;&atilde;o. Foi docente da USP e da PUC-SP e foi Superintendente de Educa&ccedil;&atilde;o e Pesquisa da Funda&ccedil;&atilde;o Carlos Chagas (FCC)</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este artigo procura abordar a quest&atilde;o da inova&ccedil;&atilde;o curricular como algo que se mostra relevante ante o contexto social-hist&oacute;rico na nossa contemporaneidade. Aspectos da rela&ccedil;&atilde;o educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica e universidade s&atilde;o destacados e caracter&iacute;sticas relativas a processos de mudan&ccedil;a s&atilde;o abordados. Parte-se da ideia de que o trabalho universit&aacute;rio tem base no trabalho da educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica e ambos comp&otilde;em o cont&iacute;nuo processo formativo das novas gera&ccedil;&otilde;es, e que, tratar de curr&iacute;culo escolar, em qualquer dos n&iacute;veis educacionais, &eacute; tratar de conhecimentos e perspectivas s&oacute;cio-hist&oacute;ricas sobre conhecimento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> Curr&iacute;culo; Inova&ccedil;&atilde;o; Educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica; Educa&ccedil;&atilde;o superior.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A necessidade de inova&ccedil;&otilde;es quanto &agrave; forma de proposi&ccedil;&atilde;o dos conte&uacute;dos dos saberes para o percurso na educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica e quanto &agrave;s din&acirc;micas curriculares nas pr&aacute;ticas educacionais vem sendo colocada com vigor nos debates atuais. Inova&ccedil;&otilde;es, que em teoria, se diferenciem dos modos tradicionais observados nos documentos propositivos quanto a esses conte&uacute;dos, bem como dos modos pelos quais as pr&aacute;ticas educacionais, em geral, s&atilde;o propostas e realizadas nas escolas e nas institui&ccedil;&otilde;es da educa&ccedil;&atilde;o superior que lidam com aprofundamento de conhecimentos e formam os que trabalhar&atilde;o na educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica ou atuar&atilde;o em pol&iacute;tica e gest&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o e em pesquisa educacional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O trabalho universit&aacute;rio tem base no trabalho da educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica e ambos comp&otilde;em o cont&iacute;nuo processo formativo das novas gera&ccedil;&otilde;es. Conhecimentos est&atilde;o no centro desse trabalho. Portanto, entre os dois n&iacute;veis h&aacute; importantes interfaces, nem sempre reconhecidas, analisadas e consideradas. Afinal, a universidade lida com o aprofundamento e aperfei&ccedil;oamento de conhecimentos, com sua conserva&ccedil;&atilde;o, enquanto produz renova&ccedil;&atilde;o nos saberes cient&iacute;ficos em todas as &aacute;reas pela pesquisa. A educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica se alimenta dos conte&uacute;dos dos conhecimentos, e por seu lado, gera, por suas finalidades e pr&aacute;ticas, saberes que importam para rela&ccedil;&otilde;es pedag&oacute;gicas e constru&ccedil;&atilde;o de aprendizagens em situa&ccedil;&otilde;es coletivas de trabalho com crian&ccedil;as e adolescentes, em circunst&acirc;ncias variadas. O reconhecimento desses saberes e o di&aacute;logo com eles nem sempre &eacute; efetivado pela academia, deixando um la&ccedil;o solto dentre os que comp&otilde;em a interface escola b&aacute;sica-educa&ccedil;&atilde;o superior. Nessa interface se inserem as quest&otilde;es de pol&iacute;ticas relativas a curr&iacute;culo e metodologias educacionais. Esse di&aacute;logo, que implica escuta e trocas efetivas, quase n&atilde;o se realiza dessa forma. H&aacute; mais li&ccedil;&otilde;es acad&ecirc;micas para a educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica do que trocas e compreens&atilde;o de caracter&iacute;sticas das redes de ensino em suas injun&ccedil;&otilde;es nacionais e regionais, e circunst&acirc;ncias e pr&aacute;ticas nas e das escolas em seus contextos espec&iacute;ficos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">N&atilde;o &eacute; demais lembrar - e este &eacute; outro &acirc;ngulo da interface educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica e universidade - que curr&iacute;culo escolar e forma&ccedil;&atilde;o de professores est&atilde;o intimamente relacionados, quer pela dimens&atilde;o de conte&uacute;dos, das pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas, ou dos fundamentos da educa&ccedil;&atilde;o. A forma&ccedil;&atilde;o de professores &eacute; atribui&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o superior, cabendo a esta, para tanto, conhecer, analisar, conceber processos curriculares, lidar com conhecimentos nas diversas &aacute;reas do saber, desenvolver an&aacute;lises cr&iacute;ticas sobre essas quest&otilde;es, trabalhar com os fundamentos da educa&ccedil;&atilde;o e construir conhecimentos relativos &agrave; educa&ccedil;&atilde;o das novas gera&ccedil;&otilde;es, sob variados &acirc;ngulos, pela investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. Assim, nos cursos de licenciatura, na forma&ccedil;&atilde;o de professores para a educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, lhe compete compartilhar essa sabedoria, bem como oferecer alternativas para as forma&ccedil;&otilde;es continuadas de educadores e, com essa sabedoria, contribuir com as redes de ensino no que concerne &agrave;s pol&iacute;ticas, gest&atilde;o, planejamento, desenvolvimento de programas e projetos educacionais e, quanto aos processos de avalia&ccedil;&atilde;o, bem como, quanto aos processos de aprendizagem nos &acirc;mbitos cognitivo, social, afetivo e dos valores associados aos sentidos dos conhecimentos. Ou seja, a forma&ccedil;&atilde;o de consci&ecirc;ncias com fundamento em conhecimentos e valores &#91;1-4&#93; (<a href="#fig1">Figura 1</a>).</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n1/a04fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A efetiva&ccedil;&atilde;o dessas interfaces, no entanto, demanda di&aacute;logo, intera&ccedil;&otilde;es entre agentes universit&aacute;rios e agentes inseridos nas redes da educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica. Busca a constru&ccedil;&atilde;o de pontes de intera&ccedil;&atilde;o, abertura para a escuta e capacidade cooperativa, flexibilidade, entendimento e consensos. Produ&ccedil;&atilde;o conjunta de conhecimentos e compartilhamentos parceiros.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto &agrave;s possibilidades de inova&ccedil;&atilde;o curricular, &eacute; relevante que seja constru&iacute;da com a educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica. Inovar, no que se refere a processos educacionais, pressup&otilde;e vislumbrar novas perspectivas culturais, sociais, cient&iacute;ficas, em seus ide&aacute;rios e paradigmas. &Eacute; um processo de mudan&ccedil;a, ou transmuta&ccedil;&atilde;o, ou transforma&ccedil;&atilde;o de perspectivas e pr&aacute;ticas. Pressup&otilde;e considerar os processos de subjetiva&ccedil;&atilde;o e representa&ccedil;&atilde;o humanos, de conserva&ccedil;&atilde;o e mudan&ccedil;a. Implica, como diz Foucault: "(. . . ) ver como formas de racionaliza&ccedil;&otilde;es se inscrevem em pr&aacute;ticas, ou sistemas de pr&aacute;ticas, e que papel elas desempenham ali. Pois &eacute; verdade que n&atilde;o h&aacute; 'pr&aacute;ticas' sem um certo regime de racionalidade" &#91;5&#93;. Compreens&atilde;o de racionalidades que pode desencadear processos de mudan&ccedil;a. Inova&ccedil;&otilde;es, pois. Silva J&uacute;nior, em sua an&aacute;lise, acentua que para mudar "precisamos estar conscientes e convictos da exaust&atilde;o hist&oacute;rica das formas de an&aacute;lise e dos processos de interven&ccedil;&atilde;o at&eacute; aqui utilizados no tratamento da situa&ccedil;&atilde;o social que nos desafia, com sua inoper&acirc;ncia e sua petrifica&ccedil;&atilde;o" &#91;6&#93;. Completando ao afirmar que &eacute; preciso considerar que transforma&ccedil;&otilde;es s&atilde;o fruto de pessoas e institui&ccedil;&otilde;es que assumem pela sua a&ccedil;&atilde;o conjunta propor alterar situa&ccedil;&otilde;es dadas. Saviani e Duarte colocam que, para mudar &eacute; necess&aacute;ria uma "reflex&atilde;o radical, rigorosa e de conjunto sobre os problemas que a realidade apresenta" &#91;7&#93;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Cen&aacute;rios da produ&ccedil;&atilde;o curricular</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Falar em curr&iacute;culo &eacute; falar em conhecimento e perspectivas s&oacute;cio-hist&oacute;ricas sobre conhecimento. Curr&iacute;culos escolares e pr&aacute;ticas educacionais repousam em processos hist&oacute;ricos: sociais, comunit&aacute;rios e pessoais. Como lembra Young, n&atilde;o h&aacute; como construir teoria de curr&iacute;culo sem uma teoria do conhecimento &#91;8&#93;. Assim &eacute; que, considerando os &uacute;ltimos s&eacute;culos, observa-se que os processos de escolariza&ccedil;&atilde;o em todos os seus n&iacute;veis, bem como os conte&uacute;dos e pr&aacute;ticas educacionais, s&atilde;o caudat&aacute;rios das racionalidades que se vinculam de modo geral &agrave; chamada "era moderna". Na modernidade instalou-se a cren&ccedil;a de que verdades absolutas seriam conseguidas usando-se o m&eacute;todo cient&iacute;fico da prova e contraprova. Foi a era das grandes verdades, a era da racionalidade, a qual deveria fundamentar n&atilde;o s&oacute; o conhecimento cient&iacute;fico, como as rela&ccedil;&otilde;es sociais, as rela&ccedil;&otilde;es de trabalho, a vida social, a pr&oacute;pria arte, a &eacute;tica, a moral. Como coloca Goergen: "A efici&ecirc;ncia al&ccedil;ada ao n&iacute;vel de norma suprema da raz&atilde;o imp&ocirc;s o abandono dos ideais e fins humanos" &#91;9&#93;. Por outro lado, conforme reflete Habermas &#91;10&#93;, criaram-se condi&ccedil;&otilde;es de verdade que acabaram por enclausurar a pr&oacute;pria raz&atilde;o e que geraram formas de poder, homogeneizando contextos e pessoas, impondo-se como instrumento de controle. Morin &#91;11&#93;, colocando-se ao lado das teorias da complexidade, ao considerar as proposi&ccedil;&otilde;es da modernidade, da cientificidade cl&aacute;ssica, que penetraram nas ci&ecirc;ncias sociais e humanas, reflete que, na psicologia, o sujeito foi substitu&iacute;do por est&iacute;mulos, respostas, comportamentos; na hist&oacute;ria tamb&eacute;m se retirou o sujeito, "eliminaram-se as decis&otilde;es, as personalidades, para s&oacute; ver determinismos sociais. Expulsou-se o sujeito da antropologia, para s&oacute; ver estruturas, e ele tamb&eacute;m foi expulso da sociologia" &#91;11&#93;.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b> "Curr&iacute;culos escolares e pr&aacute;ticas educacionais repousam em processos hist&oacute;ricos: sociais, comunit&aacute;rios e pessoais."</b></styled-content>   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como discutido em Gatti &#91;12&#93;, o decorrer da vida, em suas variadas inst&acirc;ncias, produz problemas, micro transmuta&ccedil;&otilde;es que adquirem lastro e geram consequ&ecirc;ncias. Na temporalidade hist&oacute;rica instalou-se na modernidade uma esp&eacute;cie de crise, uma contradi&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica que se traduziu nas rupturas trazidas, quer pelas formas cotidianas do existir, fazendo emergir a necessidade de considera&ccedil;&atilde;o das heterogeneidades, das diferen&ccedil;as, das desigualdades, quer, ainda, pelas fraturas e conflitos sociais e religiosos, muitos inesperados e surpreendentes, pondo em xeque os grandes modelos explicativos do mundo social. Nas ci&ecirc;ncias apresentam-se fissuras te&oacute;ricas, problemas n&atilde;o resolvidos e os impasses cient&iacute;ficos que criam. D&uacute;vidas e disputas surgem quanto &agrave;s pretens&otilde;es de verdade, objetividade, universalidade e uniformidade, de controle social pela ci&ecirc;ncia, vigentes na modernidade. Assume-se nas ci&ecirc;ncias, em sua variedade, a possibilidade real do conceito de indetermina&ccedil;&atilde;o, de descontinuidade, de probabilidade, admitindo o pluralismo te&oacute;rico, e a constru&ccedil;&atilde;o de diversificados modelos e projetos em torno de uma quest&atilde;o. Assim, no contraponto das perspectivas da modernidade vem se colocando o espectro de uma era muitas vezes rotulada de "p&oacute;s-moderna" (ou "p&oacute;s-industrial"), trazendo consigo perspectivas cr&iacute;ticas sobre as formas de compreens&atilde;o da natureza, do social e do mundo educacional at&eacute; recentemente dominantes. O termo p&oacute;s-modernidade vem sendo usado para caracterizar aspectos do ide&aacute;rio da atual contemporaneidade, pelos movimentos que se processam nas sociedades e nas ci&ecirc;ncias, na conjun&ccedil;&atilde;o com as tecnologias e a cibern&eacute;tica, pela inform&aacute;tica, pelos meios de comunica&ccedil;&atilde;o os mais diversos e cada vez mais avan&ccedil;ados em suas caracter&iacute;sticas. A volta da considera&ccedil;&atilde;o das subjetividades como fatores ativos na sociedade, na constru&ccedil;&atilde;o da hist&oacute;ria e da ci&ecirc;ncia, &eacute; tomada como uma caracter&iacute;stica da contemporaneidade atual &#91;13-15&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Essas posturas - da "modernidade" e "p&oacute;s-modernidade" - aparecem no campo dos processos formativos escolares, seja para os n&iacute;veis b&aacute;sicos, seja para os avan&ccedil;ados. No entanto, &eacute; preciso considerar que n&atilde;o se observam cortes radicais nos processos hist&oacute;ricos, sociais ou epist&ecirc;micos, mas supera&ccedil;&otilde;es em maior ou menor grau. &Eacute; assim que, para v&aacute;rios te&oacute;ricos, a modernidade n&atilde;o findou, e comporta considerar que seus fundamentos penetram a contemporaneidade &#91;16,17&#93;. Processos de transi&ccedil;&atilde;o cultural comp&otilde;em a contemporaneidade atual, em sua complexidade social e demogr&aacute;fica, com suas decorrentes quest&otilde;es, em movimento que incorpora parte dos componentes do pensamento da era moderna, mas transmutando sentidos e posturas nas formas de compreens&atilde;o e constru&ccedil;&atilde;o de conhecimentos, e das pr&aacute;ticas, no mundo social, educacional e cient&iacute;fico. As diferencia&ccedil;&otilde;es sociais e humanas emergem como fatos e, assim, a variabilidade humana, as heterogeneidades, as incertezas, as perspectivas e as representa&ccedil;&otilde;es, e n&atilde;o a unicidade e a homogeneidade, s&atilde;o enfatizadas. Passa-se &agrave; considera&ccedil;&atilde;o da exist&ecirc;ncia das pessoas n&atilde;o como objetos, mas como viventes e agentes na produ&ccedil;&atilde;o dos conhecimentos, da ci&ecirc;ncia e da vida, nas incertezas e conjun&ccedil;&otilde;es s&oacute;cio-hist&oacute;ricas. Processos em movimento. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A universidade e a escola</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O trabalho formativo e de pesquisa nas universidades e nas escolas &eacute; operado nesses cen&aacute;rios, e nem poderia ser de outro modo, e suas produ&ccedil;&otilde;es, forma&ccedil;&otilde;es e postula&ccedil;&otilde;es curriculares s&atilde;o caudat&aacute;rios desses movimentos na cultura. A educa&ccedil;&atilde;o como um todo est&aacute; imersa nesse fluxo. As posturas trazidas pela era moderna e pelo per&iacute;odo mais recente, em que mudan&ccedil;as se configuram, encontram seu espelhamento em algumas teoriza&ccedil;&otilde;es, pesquisas, propostas e pr&aacute;ticas curriculares. Claro, n&atilde;o um espelhamento perfeito, apresentando-se com aspectos sincr&eacute;ticos. De certezas e propostas bem configuradas e detalhadas adentra-se nesses processos de transi&ccedil;&atilde;o que s&atilde;o portadores de tens&otilde;es e conflitos, o que no caso do campo da produ&ccedil;&atilde;o de curr&iacute;culos tanto implica quest&otilde;es do conhecimento e seus conte&uacute;dos como de epistemologias, envolvendo ainda perspectivas pol&iacute;tico-ideol&oacute;gicas. Sensibilidades &agrave;s mudan&ccedil;as sinalizadas afloram em algumas pol&iacute;ticas e gest&otilde;es escolares da educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, em certas pr&aacute;ticas, e tamb&eacute;m em alguns nichos no ensino superior - na doc&ecirc;ncia, na pesquisa educacional e nas discuss&otilde;es sobre pol&iacute;ticas educacionais. No entanto, intelectuais das universidades e das redes escolares nem sempre se encontram no mesmo diapas&atilde;o. Nessa interface, nem sempre se constroem pontes, havendo tamb&eacute;m conflitos entre perspectivas assumidas intramuros institucionais. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Curr&iacute;culo: educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica e universidade</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">V&aacute;rias perspectivas se apresentam nas discuss&otilde;es sobre curr&iacute;culo e esse campo de estudos &eacute; vasto &#91;18,19&#93;. Tentamos acima colocar o pano de fundo (em movimento) em que conhecimentos e saberes se inserem, considerando que conhecimentos s&atilde;o a mat&eacute;ria-prima dos processos educacionais, portanto dos curr&iacute;culos escolares -  quer da educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, quer do ensino superior. De uma situa&ccedil;&atilde;o em que o cognitivismo restrito teve domin&acirc;ncia est&aacute; se adentrando um momento no qual se volta a falar na considera&ccedil;&atilde;o da integralidade do desenvolvimento humano, com seus aspectos insepar&aacute;veis e intrincados - cognitivos, emocionais, sociais, hist&oacute;ricos. Com isso, o mote da educa&ccedil;&atilde;o integral vem se colocando nos ambientes educacionais e as quest&otilde;es de curr&iacute;culo escolar abrem-se para esses desafios.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por&eacute;m, grandes tra&ccedil;os de perspectivas da "era moderna" ainda s&atilde;o muito fortes na educa&ccedil;&atilde;o, em todos os seus n&iacute;veis e modalidades. Isto &eacute; evidente nos programas e metodologias de ensino, nas matrizes curriculares, na distribui&ccedil;&atilde;o e oferta dos conte&uacute;dos, tanto nas escolas como no ensino superior, nas avalia&ccedil;&otilde;es feitas por docentes ou nas avalia&ccedil;&otilde;es nacionais, ou regionais, como tamb&eacute;m nos processos seletivos para adentrar no ensino superior -  outra das interfaces entre educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica e universidade. O conhecimento disciplinar mais restrito &eacute; o valorizado e medidas de desempenho s&atilde;o reificadas como "a" qualidade educacional. Mesmo situando-se grosso modo no mesmo diapas&atilde;o cognitivista e fragment&aacute;rio, h&aacute; descompassos entre o curr&iacute;culo praticado na educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica e a estrutura das matrizes para a produ&ccedil;&atilde;o de itens avaliativos para a entrada nas universidades, em especial, para as denominadas universidades de pesquisa, revelando certa assintonia entre os dois n&iacute;veis escolares. Outro &acirc;ngulo a ponderar (<a href="#fig2">Figura 2</a>).</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n1/a04fig02.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De outro lado, nos cotidianos, h&aacute; sinais de inquieta&ccedil;&atilde;o e mudan&ccedil;a, que se evidencia em algumas pol&iacute;ticas e aspectos de gest&atilde;o de escolas, nas doc&ecirc;ncias e na forma&ccedil;&atilde;o de docentes. Cr&iacute;ticas e novas discuss&otilde;es e propostas tomam corpo na &aacute;rea educacional, abrindo campo para novas propostas curriculares &#91;20-23&#93;. Um olhar para esses movimentos revela a&ccedil;&otilde;es e produ&ccedil;&otilde;es pontuais e esfor&ccedil;os que encontram pouco espa&ccedil;o institucional ainda, e resist&ecirc;ncias. Metaforicamente pensando, Lu&iacute;s Carlos de Menezes diz que ". . . o projeto escolar de 'forma&ccedil;&atilde;o em s&eacute;rie' para servir &agrave; produ&ccedil;&atilde;o em s&eacute;rie se tornou obsoleto. . . ", sustentando a ideia que hoje, de fato, educamos para o imponder&aacute;vel, revelando o que chama "uma &eacute;tica da aventura" para a educa&ccedil;&atilde;o. Um chamado ao novo e ao imprevis&iacute;vel &#91;24&#93;. No contexto transicional que parece estamos atravessando na sociedade mais ampla, a educa&ccedil;&atilde;o apresenta-se com novas necessidades, e, curr&iacute;culos, tal como se apresentam, s&atilde;o postos em quest&atilde;o. Inova&ccedil;&otilde;es s&atilde;o requeridas.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b> "Nos cotidianos, h&aacute; sinais de inquieta&ccedil;&atilde;o e mudan&ccedil;a que se evidenciam em algumas pol&iacute;ticas e aspectos de gest&atilde;o de escolas, nas doc&ecirc;ncias e na forma&ccedil;&atilde;o de docentes."</b></styled-content>   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todas essas inquieta&ccedil;&otilde;es presentes no cen&aacute;rio que se vivencia hodiernamente colocam um chamamento &agrave; universidade, no papel que lhe cabe: como a universidade, atrav&eacute;s de seus agentes, se coloca face &agrave; sua responsabilidade social e educacional no que concerne &agrave; educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica e ao curr&iacute;culo escolar? Quais regimes de racionalidade assume neste &acirc;mbito? Mudan&ccedil;as e inova&ccedil;&otilde;es se evidenciam? Em quais dire&ccedil;&otilde;es, com quais fundamentos? H&aacute; ambiente para inova&ccedil;&otilde;es que tenham organicidade com a educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, de fato? Esse di&aacute;logo &eacute; valorizado e buscado?</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b> "A educa&ccedil;&atilde;o apresenta-se com novas necessidades, e curr&iacute;culos, tal como se apresentam, s&atilde;o postos em quest&atilde;o"</b></styled-content>   </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. FREIRE, P. <i>Pedagogia da autonomia: saberes necess&aacute;rios &agrave; pr&aacute;tica educativa</i>. S&atilde;o Paulo: Cortez, 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=122493&pid=S0009-6725202300010000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. GARIN, E. <i>L'&eacute;ducation de l'homme moderne. </i>Paris: Fayard, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=122495&pid=S0009-6725202300010000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. RODRIGUES, N. Responsabilidade do estado e da sociedade. <i>Tecnologia educacional,</i> v. 20, n. 101, p.12-19, 1991.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=122497&pid=S0009-6725202300010000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. SAVIANI, D. <i>Pedagogia Hist&oacute;rico-Cr&iacute;tica</i>. Campinas: Autores Associados, 2019.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=122499&pid=S0009-6725202300010000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. FOUCAULT, M. Mesa-redonda em 20 de maio de 1978. In: FOUCAULT, M. , ed. <i>Estrat&eacute;gia, poder-saber</i>. Rio de Janeiro: Forense Universit&aacute;ria, p. 335, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=122501&pid=S0009-6725202300010000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. SILVA J&Uacute;NIOR, C. A. Constru&ccedil;&atilde;o de um espa&ccedil;o p&uacute;blico de forma&ccedil;&atilde;o. In: Silva J&uacute;nior, C. A.; Gatti, B. A.; Mizukami, M. G. N; Pagotto, M. D. S.; Spazziani, M. L. (orgs). <i>Por uma revolu&ccedil;&atilde;o no campo da forma&ccedil;&atilde;o de professores. </i>S&atilde;o Paulo: Editora Unesp, p.133-148, 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=122503&pid=S0009-6725202300010000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. SAVIANI, D.; DUARTE, N. <i>Pedagogia hist&oacute;rico-cr&iacute;tica e luta de classes na educa&ccedil;&atilde;o escolar</i>. Campinas: Autores Associados, 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=122505&pid=S0009-6725202300010000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. YOUNG, M. Teoria do curr&iacute;culo: o que &eacute; e porque &eacute; importante. <i>Cadernos de Pesquisa</i>, v. 44, n. 151, p.190-202, 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=122507&pid=S0009-6725202300010000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. GOERGEN, P.L. A cr&iacute;tica da Modernidade e Educa&ccedil;&atilde;o. <i>Pro-Posi&ccedil;&otilde;es. Revista Quadrimestral da Faculdade de Educa&ccedil;&atilde;o da UNICAMP</i>, Campinas, v. 7, n. 2, p.5-28, 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=122509&pid=S0009-6725202300010000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. HABERMAS, J. <i>Discurso Filos&oacute;fico da Modernidade</i>. Lisboa: Dom Quixote, 1990.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=122511&pid=S0009-6725202300010000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. MORIN, E. A no&ccedil;&atilde;o de sujeito. In: SCHNITMAN, D.F. (org. ). <i>Novos Paradigmas, cultura e subjetividade. </i> Porto Alegre: Artes M&eacute;dicas, p. 45-56, 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=122513&pid=S0009-6725202300010000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. GATTI, B. A. Contemporaneidade: Educa&ccedil;&atilde;o, Modernidade e P&oacute;s-modernidade<i>. Revista Praxis Educacional</i>, v. 19, n. 50, e11995, p.1-16, 2022.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=122515&pid=S0009-6725202300010000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. CONNOR, S. <i>Cultura p&oacute;s-moderna: introdu&ccedil;&atilde;o &agrave;s teorias do contempor&acirc;neo. </i> S&atilde;o Paulo: Loyola, 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=122517&pid=S0009-6725202300010000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. LYOTARD, J-F. <i>O p&oacute;s-moderno</i>. 4&ordf; ed. Rio de Janeiro: Jos&eacute; Olympio, 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=122519&pid=S0009-6725202300010000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. CASTELLS, M. <i>A Sociedade em Rede. A Era da Informa&ccedil;&atilde;o. Economia, Sociedade e Cultura, Volume I. </i> Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=122521&pid=S0009-6725202300010000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. BAUMAN, Z. <i>Modernidade l&iacute;quida. </i>Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=122523&pid=S0009-6725202300010000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. BECK, U. <i>A sociedade de risco: rumo a outra modernidade. </i>S&atilde;o Paulo: Editora 34, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=122525&pid=S0009-6725202300010000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. MOREIRA, A. F. B.; TADEU, T. (orgs). <i>Curr&iacute;culo, cultura e sociedade</i>. S&atilde;o Paulo: Cortez Editora, 2018.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=122527&pid=S0009-6725202300010000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. ARROYO, M. <i>Curr&iacute;culo, territ&oacute;rio em disputa</i>. Petr&oacute;polis: Editora Vozes, 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=122529&pid=S0009-6725202300010000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. REZENDE, C. S. B. , VASCONCELOS. M<i>. Entre narrativas e Pr&aacute;ticas de Forma&ccedil;&atilde;o. </i>Curitiba: Appris Editora, 2020.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=122531&pid=S0009-6725202300010000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. CANDAU, V. M.; CRUZ, G. B.; FERNANDES, C. (orgs. ) <i>Did&aacute;tica e fazeres-saberes pedag&oacute;gicos. Di&aacute;logos, Insurg&ecirc;ncias e Pol&iacute;ticas. </i> Petr&oacute;polis: Editora Vozes, 2020.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=122533&pid=S0009-6725202300010000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. SILVA, G. F; MACHADO, J. A.; RECKZIEGEL, R. L. (ors. ). <i>Saberes em Di&aacute;logo: Fronteiras entre forma&ccedil;&atilde;o. doc&ecirc;ncia e pesquisa</i>. Canoas: Universidade La Salle Editora, 2020.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=122535&pid=S0009-6725202300010000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. ANDR&Eacute;, M. E. D. A. (org. ). <i>Pr&aacute;ticas inovadoras na forma&ccedil;&atilde;o de professores</i>. Campinas: Papirus Editora, 2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=122537&pid=S0009-6725202300010000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. MENEZES, L. C. <i>Educar para o imponder&aacute;vel: uma &Eacute;tica da Aventura</i>. Cotia: Ateli&ecirc; Editorial, 2021.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=122539&pid=S0009-6725202300010000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
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