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<article-id pub-id-type="doi">10.5935/2317-6660.20230006</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Financiamento público para a produção do conhecimento: que caminhos seguir? Como viabilizar os recursos financeiros para implementar mais condições para a produção do conhecimento no Brasil?]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Federal de Goiás Programa de Pós-Graduação em Educação ]]></institution>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Produção do conhecimento]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Financiamento p&uacute;blico para a produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento: que caminhos seguir? Como viabilizar os recursos financeiros para implementar mais condi&ccedil;&otilde;es para a produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento no Brasil?</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Nelson Cardoso Amaral</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Doutor em Educa&ccedil;&atilde;o pela Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep) e professor do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade Federal de Goi&aacute;s (UFG). Foi pr&oacute;-reitor de Administra&ccedil;&atilde;o e Finan&ccedil;as e vice-reitor da UFG. Desenvolve estudos no campo do financiamento da educa&ccedil;&atilde;o brasileira, sobre o or&ccedil;amento da Uni&atilde;o e as repercuss&otilde;es da Emenda Constitucional 95/2016 e as Fun&ccedil;&otilde;es Or&ccedil;ament&aacute;rias</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento no Brasil se realiza mais intensamente no contexto dos programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o <i>stricto sensu </i>implantados nas diversas regi&otilde;es do pa&iacute;s. No per&iacute;odo p&oacute;s-<i>impeachment</i> de Dilma Rousseff, em 2016, houve um desfinanciamento generalizado nas fun&ccedil;&otilde;es or&ccedil;ament&aacute;rias que deteriorou os or&ccedil;amentos vinculados &agrave;s Institui&ccedil;&otilde;es de Ensino Superior (IES) p&uacute;blicas. Adota-se no estudo a premissa que se quer a produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento, contribuindo na constru&ccedil;&atilde;o de um pa&iacute;s soberano, de estado democr&aacute;tico e de direito, que defenda a vida, os direitos sociais, uma educa&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o com qualidade em todos os seus n&iacute;veis, etapas e modalidades, e que tenha como resultado final a diminui&ccedil;&atilde;o da desigualdade social existente no Brasil. Realizam-se compara&ccedil;&otilde;es entre o Brasil e os pa&iacute;ses da Organiza&ccedil;&atilde;o para a Coopera&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Econ&ocirc;mico (OCDE) para estabelecer poss&iacute;veis caminhos a seguir para encaminhar solu&ccedil;&otilde;es compat&iacute;veis com a premissa estabelecida. Diversos indicadores s&atilde;o discutidos e apresenta-se um conjunto de poss&iacute;veis fontes de recursos que poderiam ser estruturadoras de pol&iacute;ticas e a&ccedil;&otilde;es que conseguissem concretizar os caminhos apresentados para os diversos setores nacionais que, direta ou indiretamente, se relacionam &agrave; produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento, sobretudo, os da educa&ccedil;&atilde;o e ci&ecirc;ncia e tecnologia. <a name="1a"></a><sup>&#91;<a href="#1b">i</a>&#93;</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> Produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento; Setores sociais; Fundo p&uacute;blico; Novas fontes de financiamento.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Brasil, quando se fala em produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento, inevitavelmente &eacute; preciso falar do conjunto de suas institui&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o superior (IES) e, principalmente, as que s&atilde;o p&uacute;blicas, pois elas s&atilde;o as principais respons&aacute;veis pelo desenvolvimento das atividades de ci&ecirc;ncia e tecnologia. Esse fato pode ser constatado examinando a rela&ccedil;&atilde;o existente entre os cursos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o <i>stricto sensu</i> e as IES em que est&atilde;o implantados. A exist&ecirc;ncia de uma rela&ccedil;&atilde;o direta entre a p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o <i>stricto sensu </i>e a produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento &eacute; uma caracter&iacute;stica brasileira.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao discutir o financiamento p&uacute;blico para a produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento e analisar que caminhos seguir para o futuro do pa&iacute;s, uma pergunta b&aacute;sica se apresenta imediatamente: que pa&iacute;s se quer construir?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Examinaremos a resposta para essa pergunta considerando como verdadeira a premissa de que se quer a produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento, contribuindo na constru&ccedil;&atilde;o de um pa&iacute;s soberano, de estado democr&aacute;tico e de direito, que defenda a vida, os direitos sociais, uma educa&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o com qualidade em todos os seus n&iacute;veis, etapas e modalidades, e que tenha como resultado final a diminui&ccedil;&atilde;o da desigualdade social existente no Brasil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Partindo, portanto, da veracidade dessa premissa, pode-se perguntar em seguida: quais pa&iacute;ses j&aacute; conseguiram atingir, pelo menos em parte, essas condi&ccedil;&otilde;es? Quais informa&ccedil;&otilde;es poderiam ser analisadas nesses pa&iacute;ses para que o Brasil conseguisse tamb&eacute;m, ao longo do tempo, considerando as suas tradi&ccedil;&otilde;es e especificidades culturais, percorrer caminhos que considerassem os resultados dessas informa&ccedil;&otilde;es?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Elencaremos algumas caracter&iacute;sticas m&iacute;nimas que seriam desej&aacute;veis analisar no Brasil, comparando-as com outros pa&iacute;ses, e que discutiremos neste estudo: anos de escolaridade da popula&ccedil;&atilde;o; expectativa de vida ao nascer; valor da renda <i>per capita</i>; concentra&ccedil;&atilde;o de renda na sociedade; valores financeiros aplicados na educa&ccedil;&atilde;o; valores aplicados em ci&ecirc;ncia e tecnologia e como elevar os recursos financeiros do Fundo P&uacute;blico do Brasil.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Consideraremos neste estudo que diversos pa&iacute;ses membros da Organiza&ccedil;&atilde;o para Coopera&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Econ&ocirc;mico (OCDE) j&aacute; conseguiram alcan&ccedil;ar aspectos fundamentais das premissas b&aacute;sicas estabelecidas anteriormente e faremos compara&ccedil;&otilde;es entre as informa&ccedil;&otilde;es do Brasil e dos pa&iacute;ses membros da OCDE.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O estudo est&aacute; constitu&iacute;do dos seguintes itens: a rela&ccedil;&atilde;o entre a p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o <i>stricto sensu </i>e as IES p&uacute;blicas brasileiras; &iacute;ndice de desenvolvimento humano (IDH): escolaridade, expectativa de vida, concentra&ccedil;&atilde;o de renda e produto interno bruto (PIB) <i>per capita</i>; desigualdade brasileira; recursos aplicados na educa&ccedil;&atilde;o; recursos aplicados em ci&ecirc;ncia e tecnologia; o fundo p&uacute;blico do Brasil e os desafios brasileiros para a produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento; e as considera&ccedil;&otilde;es finais: como viabilizar os recursos financeiros para implementar mais condi&ccedil;&otilde;es para a produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento no Brasil?</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b> "Ao discutir o financiamento p&uacute;blico para a produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento e analisar que caminhos seguir para o futuro do pa&iacute;s, uma pergunta b&aacute;sica se apresenta imediatamente: que pa&iacute;s se quer construir?"</b></styled-content>   </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A rela&ccedil;&atilde;o entre a p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o <i>stricto sensu </i>e as IES p&uacute;blicas brasileiras</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Brasil, historicamente as IES p&uacute;blicas e, em especial, as Universidades Federais, instaladas em todos os estados da federa&ccedil;&atilde;o e no Distrito Federal (DF), possuem, al&eacute;m de colaborar na amplia&ccedil;&atilde;o da qualifica&ccedil;&atilde;o de recursos humanos e das pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas para os diversos n&iacute;veis, etapas e modalidades educacionais, a fun&ccedil;&atilde;o de liderar a produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esse perfil determinado historicamente pode ser visualizado examinando-se a <a href="#tab1">Tabela 1</a>, que mostra o quantitativo de cursos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o <i>stricto sensu </i>(mestrado ou doutorado) existentes em cada uma das regi&otilde;es brasileiras, nos &acirc;mbitos federal, estadual, municipal e privado. No &acirc;mbito federal, est&atilde;o separados, na <a href="#tab2">Tabela 2</a>, os programas existentes nas Universidades Federais daqueles das outras institui&ccedil;&otilde;es federais que ofertam p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o <i>stricto sensu</i> (Institutos Federais de Educa&ccedil;&atilde;o, Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, Centros Federais de Educa&ccedil;&atilde;o Tecnol&oacute;gica, Escola Nacional de Ci&ecirc;ncias Estat&iacute;sticas, Instituto Militar de Engenharia e Instituto Tecnol&oacute;gico da Aeron&aacute;utica).</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n1/a06tab01.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n1/a06tab02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Verifica-se, portanto, que &eacute; o conjunto de Universidades Federais, instaladas em todos os estados brasileiros e DF, que procuram, em seus 4.208 cursos de mestrado ou doutorado, diminuir as assimetrias regionais &#91;1&#93;. Na Regi&atilde;o Norte, as Universidades Federais s&atilde;o respons&aacute;veis por 85,2% dos cursos; na Regi&atilde;o Nordeste, por 73,6%; na Regi&atilde;o Sudeste, por 46,4%; na Regi&atilde;o Sul, por 50,9%; e na Regi&atilde;o Centro-Oeste, por 77,8%. Ressalta-se que a &uacute;nica regi&atilde;o em que as Universidades Federais n&atilde;o ultrapassam os 50% &eacute; a Sudeste.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>O IDH: escolaridade, expectativa de vida, concentra&ccedil;&atilde;o de renda e PIB <i>per capita</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) divulga regularmente relat&oacute;rios em que s&atilde;o realizadas an&aacute;lises a respeito do desenvolvimento econ&ocirc;mico e a qualidade de vida dos pa&iacute;ses &#91;2&#93;. Nesse contexto, &eacute; divulgado o IDH, indicador que considera as seguintes informa&ccedil;&otilde;es em seu c&aacute;lculo: os anos de escolaridade da popula&ccedil;&atilde;o, com duas vertentes, expectativa de tempo de escolaridade e tempo m&eacute;dio de escolaridade da popula&ccedil;&atilde;o; a expectativa de tempo de vida ao nascer; e a renda <i>per capita</i>. Na metodologia estabelecida, o IDH varia de 0 a 1, e quanto mais pr&oacute;ximo de 1, maior seria o n&iacute;vel de desenvolvimento econ&ocirc;mico e a popula&ccedil;&atilde;o teria maior qualidade de vida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O <a href="#gra1">Gr&aacute;fico 1</a> apresenta o valor do IDH calculado em 2021 para o Brasil e os pa&iacute;ses membros da OCDE. O <a href="#gra1">Gr&aacute;fico 1</a> mostra ainda o valor m&eacute;dio dos pa&iacute;ses da OCDE.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="gra1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n1/a06gra01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dentre todos os pa&iacute;ses listados, o Brasil possui o IDH com valor de 0,754, distante do valor 1. Na metodologia estabelecida, seria um pa&iacute;s com uma das piores condi&ccedil;&otilde;es relativas &agrave; qualidade de vida da popula&ccedil;&atilde;o e ao est&aacute;gio de desenvolvimento econ&ocirc;mico. Mesmo em rela&ccedil;&atilde;o ao valor m&eacute;dio dos pa&iacute;ses da OCDE (0,904), o Brasil tamb&eacute;m se encontra distante, mesmo considerando que a Col&ocirc;mbia e o M&eacute;xico, pa&iacute;ses membros da OCDE, tamb&eacute;m possuem IDHs pr&oacute;ximo ao brasileiro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Registra-se que, no per&iacute;odo 1990-2019, o Brasil possu&iacute;a uma trajet&oacute;ria de IDH crescente, saindo de 0,610, em 1990, e atingindo o valor de 0,766, em 2019. O <a href="#gra2">Gr&aacute;fico 2</a> mostra a evolu&ccedil;&atilde;o do IDH brasileiro de 1990 a 2021.</font></p>     <p><a name="gra2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n1/a06gra02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nos anos de 2020 e 2021, houve uma diminui&ccedil;&atilde;o do &Iacute;ndice, de 0,766, para 0,754, e uma grande parte dessa redu&ccedil;&atilde;o pode ser creditada ao SARS-COV-2, que causou a pandemia de covid-19, pois uma queda de 2020 e 2021 tamb&eacute;m se verificou, de forma geral, nos pa&iacute;ses do mundo &#91;2&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m dessa justificativa, h&aacute; que se contextualizar as crises pol&iacute;tica e econ&ocirc;mica no Brasil, que se intensificaram com a reelei&ccedil;&atilde;o de Dilma Rousseff, em 2014, e a abertura de processo de <i>impeachment</i>, que se concretizou em 2016, assumindo o vice-presidente Michel Temer, que voltou a implementar, com intensidade, as premissas do Consenso de Washington, atenuado no per&iacute;odo dos dois governos de Luiz In&aacute;cio Lula da Silva (2003-2010) e no per&iacute;odo de Dilma Rousseff (2011- primeiro semestre de 2016). Foi um marco do governo Temer, nos primeiros momentos de sua atua&ccedil;&atilde;o, a apresenta&ccedil;&atilde;o de uma Proposta de Emenda &agrave; Constitui&ccedil;&atilde;o (PEC) que se tornou a Emenda Constitucional n° 95 (EC 95), de 15 de dezembro de 2016 &#91;4&#93;, que instituiu um Novo Regime Fiscal (NRF) e congelou, por 20 anos, as despesas prim&aacute;rias do Poder Executivo, englobando aquelas relacionadas aos pagamentos de &aacute;gua luz, limpeza, vigil&acirc;ncia, material de consumo, constru&ccedil;&otilde;es, compra de equipamentos, pagamento de pessoal etc. , e n&atilde;o estabeleceu nenhum constrangimento aos pagamentos relacionados ao mercado financeiro, como os pagamentos de juros, encargos e amortiza&ccedil;&otilde;es da d&iacute;vida p&uacute;blica. Dessa forma, esperava-se que os recursos aplicados nas &aacute;reas sociais fossem reduzidos no &acirc;mbito federal, pela enorme disputa que seria instalada entre os diversos organismos que comp&otilde;em o Poder Executivo &#91;5&#93;. Como se verificou, setores n&atilde;o sociais, como a defesa nacional, tiveram eleva&ccedil;&atilde;o dos recursos, em contrapartida &agrave;s redu&ccedil;&otilde;es implementadas em setores sociais, como educa&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de, cultura etc &#91;6&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na &aacute;rea educacional, estudos que discutiram as consequ&ecirc;ncias futuras da EC 95 j&aacute; mostravam, de forma inequ&iacute;voca, que o percentual m&iacute;nimo dos impostos para Manuten&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento do Ensino (MDE) no &acirc;mbito federal cairiam dos 18%, em 2017, para percentuais abaixo de 13%, em 2036, ano em que terminaria a validade desta emenda constitucional &#91;7&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 2019, assumiu o poder em &acirc;mbito federal um grupo, tendo &agrave; frente Jair Bolsonaro, de extrema-direita e que acreditava na exist&ecirc;ncia de uma ideologia de esquerda "marxista" que teria dominado o Brasil, desde a d&eacute;cada de 1980 &#91;8&#93;. Dessa forma, seria preciso implementar a&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas que visassem alterar a situa&ccedil;&atilde;o estabelecida historicamente, mas com ades&atilde;o &agrave; ideologia defendida pelas pessoas do grupo, principalmente em termos de uma agenda conservadora nos costumes e na acentua&ccedil;&atilde;o da sociedade de livre mercado, numa perspectiva neoliberal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute;, portanto, sob esse cen&aacute;rio pol&iacute;tico, econ&ocirc;mico e ideol&oacute;gico, que se deve analisar os anos mais recentes, principalmente de 2015 a 2022, o que, juntamente com a pandemia, pode explicar a diminui&ccedil;&atilde;o do IDH nos anos de 2020 e 2021.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Que caminho seguir para que o IDH do Brasil se eleve nos pr&oacute;ximos anos? Podemos responder a essa pergunta analisando como est&atilde;o os componentes do IDH brasileiro em rela&ccedil;&atilde;o aos dos pa&iacute;ses membros da OCDE.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A expectativa de tempo de escolaridade e o tempo m&eacute;dio de escolaridade do Brasil e da OCDE podem ser examinados nos <a href="#gra3">Gr&aacute;ficos 3</a> e <a href="#gra4">4</a>.</font></p>     <p><a name="gra3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n1/a06gra03.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="gra4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n1/a06gra04.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar de a expectativa de tempo de escolaridade no Brasil ser de 15,6 anos, n&atilde;o muito distante da m&eacute;dia da OCDE, de 17 anos, o tempo m&eacute;dio da escolaridade &eacute; muito menor, de apenas 8,1 anos - o menor dentre todos os pa&iacute;ses analisados, e tamb&eacute;m da m&eacute;dia dos pa&iacute;ses da OCDE, que &eacute; de 12,3 anos. H&aacute;, portanto, que diminuir a dist&acirc;ncia brasileira entre a expectativa e a realidade, elevando concretamente o tempo de escolaridade das crian&ccedil;as e jovens brasileiros, promovendo a&ccedil;&otilde;es que promovam a oferta, a perman&ecirc;ncia e o sucesso de forma&ccedil;&atilde;o das pessoas em idade educacional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A expectativa de tempo de vida ao nascer para o Brasil e pa&iacute;ses da OCDE, em 2021, pode ser examinada no <a href="#gra5">Gr&aacute;fico 5</a>.</font></p>     <p><a name="gra5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n1/a06gra05.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os menores valores para este indicador s&atilde;o os do M&eacute;xico, Brasil e Col&ocirc;mbia: 70,2, 72,8 e 72,8, respectivamente. A m&eacute;dia dos pa&iacute;ses da OCDE, incluindo o M&eacute;xico e a Col&ocirc;mbia, &eacute; de 80,0 anos, sendo que a do Jap&atilde;o, maior deles, &eacute; de 84,8 anos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esse indicador est&aacute; diretamente relacionado &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de vida da popula&ccedil;&atilde;o, no que concerne &agrave; sa&uacute;de, saneamento, habita&ccedil;&atilde;o, cultura, lazer, esporte etc. H&aacute;, portanto, uma gama enorme de a&ccedil;&otilde;es a ser realizada para ser poss&iacute;vel elevar, no Brasil, a expectativa de vida ao nascer. As fun&ccedil;&otilde;es or&ccedil;ament&aacute;rias associadas a esses setores tiveram seus valores decrescentes de 2014 a 2022 no &acirc;mbito federal, devido, dentre outros fatores, &agrave; EC 95 e &agrave;s pol&iacute;ticas e a&ccedil;&otilde;es governamentais no per&iacute;odo 2015-2022, considerando o cen&aacute;rio pol&iacute;tico, econ&ocirc;mico e ideol&oacute;gico que se instalou nesse per&iacute;odo no Brasil &#91;6&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O valor da renda <i>per capita</i> de um pa&iacute;s, obtido ao se dividir o valor do PIB pelo n&uacute;mero de habitantes, &eacute; um indicador da &aacute;rea econ&ocirc;mica que propicia, em m&eacute;dia, entender o tamanho da riqueza existente no pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O <a href="#gra6">Gr&aacute;fico 6</a> mostra a renda <i>per capita </i>do Brasil e dos pa&iacute;ses membros da OCDE, em US$/PPC (nas compara&ccedil;&otilde;es internacionais utilizaremos do US$/PPC - D&oacute;lar americano, Poder de Paridade de Compra (PPC), <i>Purchasing Power Parities </i>em ingl&ecirc;s, para permitir as compara&ccedil;&otilde;es entre os diversos pa&iacute;ses).</font></p>     <p><a name="gra6"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n1/a06gra06.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O valor m&eacute;dio da renda <i>per capita</i> dos pa&iacute;ses da OCDE &eacute; de US$/PPC 45.088,00, tr&ecirc;s vezes o valor da brasileira, que &eacute; de US$/PPC 14.370,00. Nota-se que a Col&ocirc;mbia e o M&eacute;xico, pa&iacute;ses da OCDE, tamb&eacute;m possuem rendas <i>per capita </i>baixas: US$/PPC 14.384,00 e US$/PPC 17.896,00, respectivamente.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esse &eacute; tamb&eacute;m um grande desafio para o Brasil, conseguir elevar o valor do seu PIB, considerando as dimens&otilde;es de sua popula&ccedil;&atilde;o, 217.240.060 &#91;9&#93;, e as enormes desigualdades regionais existentes em seu territ&oacute;rio, diferentemente de muitos pa&iacute;ses membros da OCDE, como Su&iacute;&ccedil;a, Su&eacute;cia, Dinamarca, Noruega e Portugal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O IDH, apesar de fornecer um indicativo do desenvolvimento econ&ocirc;mico e da qualidade de vida existente, n&atilde;o consegue refletir a desigualdade existente no pa&iacute;s, o que &eacute; poss&iacute;vel examinar utilizando-se o &Iacute;ndice de Gini &#91;10&#93;, como veremos a seguir.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A an&aacute;lise do IDH e seus componentes nos permite concluir que o Brasil precisa encaminhar a&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas e econ&ocirc;micas em diversos setores da sociedade, incluindo, nesse contexto, a produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento, que contribuam para elevar os anos de escolaridade da popula&ccedil;&atilde;o, a expectativa de vida ao nascer e o valor de sua renda <i>per capita</i>. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A desigualdade brasileira</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O &Iacute;ndice de Gini criado pelo matem&aacute;tico italiano Conrado Gini, em 1912, &eacute; uma medida da concentra&ccedil;&atilde;o de renda num determinado grupo de pessoas &#91;10&#93;. Esse &iacute;ndice varia de 0 a 100, em que 0 significa igualdade total, ou seja, todas as pessoas do grupo possuem o mesmo valor, e 100 o extremo oposto, em que uma s&oacute; pessoa concentra toda a riqueza do grupo. Quanto mais pr&oacute;ximo de 100, portanto, significa maior desigualdade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O <a href="#gra7">Gr&aacute;fico 7</a> mostra o &Iacute;ndice de Gini do Brasil e dos pa&iacute;ses membros da OCDE.</font></p>     <p><a name="gra7"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n1/a06gra07.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Brasil possu&iacute;a, em 2020, um &Iacute;ndice de Gini de 48,9, elevado &iacute;ndice de desigualdade s&oacute; menor que o da Col&ocirc;mbia, 54,2, que tamb&eacute;m &eacute; membro da OCDE. Em seguida est&atilde;o M&eacute;xico (45,4), Chile (44,9), Turquia (41,9) e EUA (41,5).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Chama a aten&ccedil;&atilde;o o fato dos EUA possu&iacute;rem um elevado IDH (0,904), uma grande renda <i>per capita</i>, US$/PPC 64.765,00, mas possuir uma alta desigualdade, de 41,5, superior &agrave; m&eacute;dia da OCDE, que &eacute; de 33,0. Ou seja, apesar de ser um "pa&iacute;s rico", existe uma alta concentra&ccedil;&atilde;o de riqueza na sua popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Essas informa&ccedil;&otilde;es nos permitem afirmar que as pol&iacute;ticas e a&ccedil;&otilde;es implementadas no Brasil, incluindo a produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento, deveriam contribuir para diminuir a desigualdade, fato que ocorreu sistematicamente de 1993 a 2015, passando de 60,1, em 1993, para 51,9, em 2015, como mostra o <a href="#gra8">Gr&aacute;fico 8</a>.</font></p>     <p><a name="gra8"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n1/a06gra08.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nos anos 2016 a 2019, o &Iacute;ndice de Gini voltou a se elevar, atingindo em 2018 o valor de 53,9. A diminui&ccedil;&atilde;o da desigualdade em 2020, para 48,9, &eacute; "aparente" e "perversa" e pode ser explicada pela queda geral de renda da popula&ccedil;&atilde;o devido &agrave; pandemia da covid-19, al&eacute;m da distribui&ccedil;&atilde;o de aux&iacute;lios governamentais nesse per&iacute;odo (emergencial, g&aacute;s, caminhoneiro, taxista etc. ), que tendeu a nivelar por baixo o rendimento de parte importante da popula&ccedil;&atilde;o brasileira.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Deve-se notar que o valor do sal&aacute;rio m&iacute;nimo desempenha um importante papel na redu&ccedil;&atilde;o da desigualdade. A sua evolu&ccedil;&atilde;o de 1993 a 2015 foi de um constante crescimento, quando se desconta a infla&ccedil;&atilde;o, corrigindo os valores pelo IPCA, como mostrado no <a href="#gra9">Gr&aacute;fico 9</a>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="gra9"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n1/a06gra09.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Visualizando-se os <a href="#gra8">gr&aacute;ficos 8</a> e <a href="#gra9">9</a> de forma conjunta, verifica-se que, no per&iacute;odo 1993-2005, em que houve a queda da desigualdade de 60,1 para 51,9, o sal&aacute;rio m&iacute;nimo tamb&eacute;m teve uma eleva&ccedil;&atilde;o consistente de R$ 487,21, em 1993, para R$ 1.189,90, em 2015 - um aumento acima da infla&ccedil;&atilde;o, de 144,2%. Nos anos seguintes, houve uma redu&ccedil;&atilde;o no ritmo de crescimento, o que tamb&eacute;m explica parte do aumento da desigualdade de 2015 para 2019, al&eacute;m da crise do per&iacute;odo 2015-2022 e a interrup&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica de reajustar o sal&aacute;rio m&iacute;nimo em percentuais acima da infla&ccedil;&atilde;o do ano anterior. </font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b>"As pol&iacute;ticas e a&ccedil;&otilde;es implementadas no Brasil, incluindo a produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento, deveriam contribuir para diminuir a desigualdade."</b></styled-content>   </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Recursos aplicados na educa&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; usual, no estudo de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, a utiliza&ccedil;&atilde;o de percentuais em rela&ccedil;&atilde;o aos PIBs dos pa&iacute;ses quando se apura recursos aplicados no desenvolvimento de a&ccedil;&otilde;es em um determinado setor da sociedade. A utiliza&ccedil;&atilde;o desse indicador nas an&aacute;lises de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas precisa, entretanto, ser feita com muita cautela. &Eacute; verdade que se um pa&iacute;s utilizou o equivalente a 4,9% de seu PIB de recursos em educa&ccedil;&atilde;o, ele dedica a essa &aacute;rea mais aten&ccedil;&atilde;o que outro pa&iacute;s que utilizou o equivalente a 3,4% do PIB? Se dois pa&iacute;ses distintos possu&iacute;rem os mesmos valores de PIBs e aplicarem o equivalente em recursos financeiros e os mesmos percentuais desses PIBs, podemos concluir que eles tratam igualmente o setor educacional no aspecto financeiro? A resposta para essas duas perguntas &eacute; n&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para uma an&aacute;lise completa do quadro pol&iacute;tico, quando se trata da utiliza&ccedil;&atilde;o desse indicador - percentual do PIB - h&aacute; a necessidade da utiliza&ccedil;&atilde;o de duas outras informa&ccedil;&otilde;es: o valor do PIB do pa&iacute;s e o tamanho do alunado a ser atendido, o que pode ser expresso, por exemplo, pela quantidade de pessoas do pa&iacute;s que est&atilde;o em idades educacionais de 0 a 24 anos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Col&ocirc;mbia, pa&iacute;s da OCDE, por exemplo, aplicou em 2020 recursos p&uacute;blicos equivalentes a 4,9% do PIB em educa&ccedil;&atilde;o e o Jap&atilde;o, 3,4% &#91;9&#93;. Se n&atilde;o examinarmos outras informa&ccedil;&otilde;es - como dissemos - passa-se a impress&atilde;o que a Col&ocirc;mbia propicia melhores condi&ccedil;&otilde;es financeiras para o setor educacional do que o Jap&atilde;o. A <a href="/img/revistas/cic/v75n1/a06tab03.jpg">Tabela 3</a> apresenta a conjun&ccedil;&atilde;o dos tr&ecirc;s indicadores que precisam ser observados simultaneamente para uma an&aacute;lise consistente e completa do indicador como percentual do PIB.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Jap&atilde;o aplicou o equivalente a US$/PPC 6.389,28 por pessoa em idade educacional e a Col&ocirc;mbia, o equivalente a US$ 1.900,97. &Eacute; claro que o Jap&atilde;o propicia melhores condi&ccedil;&otilde;es financeiras para o setor educacional ao aplicar mais de tr&ecirc;s vezes recursos por pessoa em idade educacional do que a Col&ocirc;mbia. Conclui-se, portanto, que apesar de a Col&ocirc;mbia aplicar um percentual em rela&ccedil;&atilde;o ao PIB maior que o Jap&atilde;o, o seu PIB &eacute; de US$/PPC 754,6 bilh&otilde;es e sua popula&ccedil;&atilde;o em idade educacional de 27.277.563 pessoas, comparado aos US$/PPC 5.126,00 bilh&otilde;es do PIB do Jap&atilde;o - 6,8 vezes maior que o colombiano - e uma popula&ccedil;&atilde;o em idade educacional apenas 1,4 vezes maior que a da Col&ocirc;mbia, que &eacute; de 19.451.981.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Da mesma forma, se dois pa&iacute;ses possuem os mesmos valores totais de PIBs e aplicam os mesmos percentuais em educa&ccedil;&atilde;o, aplicar&aacute; valor mais elevado, por pessoa em idade educacional, aquele que possuir a menor quantidade de pessoas nessas idades.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Conclui-se, portanto, que analisar a import&acirc;ncia que um pa&iacute;s d&aacute; ao setor educacional, exige a conjuga&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s indicadores: total de recursos p&uacute;blicos aplicados em educa&ccedil;&atilde;o como percentual do PIB; riqueza do pa&iacute;s, expressa pelo valor de seu PIB; e a quantidade de pessoas em idade educacional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O <a href="#gra10">Gr&aacute;fico 10</a> mostra os valores aplicados, recursos p&uacute;blicos, por pessoa em idade educacional para o Brasil e pa&iacute;ses da OCDE.</font></p>     <p><a name="gra10"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n1/a06gra10.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Turquia, o Brasil, a Col&ocirc;mbia e o M&eacute;xico s&atilde;o os pa&iacute;ses que aplicaram os menores valores por pessoa em idade educacional, abaixo de US$/PPC 3.000,00. Pode-se afirmar, portanto, que o Brasil, com US$/PPC 2.314,00, aplica um volume de recursos financeiros muito baixo em seu sistema educacional, da educa&ccedil;&atilde;o infantil &agrave; educa&ccedil;&atilde;o superior, quando comparado com a m&eacute;dia dos pa&iacute;ses da OCDE, que &eacute; de US$/PPC 8.933,00.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b>"As IES p&uacute;blicas, fundamentais para a produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento, encontram grandes dificuldades para desenvolverem adequadamente suas atividades de pesquisa e extens&atilde;o."</b></styled-content>   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Plano Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o (PNE) 2014-2024 estabeleceu em sua Meta 20 que os valores financeiros aplicados em educa&ccedil;&atilde;o deveriam ser elevados at&eacute; atingir o equivalente a 10% do PIB em 2024, o que pode-se afirmar que ser&aacute; inating&iacute;vel em t&atilde;o pouco tempo, considerando que, em 2020, o valor divulgado pelo INEP foi de 5,4% &#91;13&#93;. Nota-se que mesmo atingindo esse patamar em rela&ccedil;&atilde;o ao PIB, o Brasil estaria aplicando US$/PPC 3.874,00 por pessoa em idade educacional, o que ainda seria um valor que n&atilde;o alcan&ccedil;aria o patamar do valor m&eacute;dio aplicado pelos pa&iacute;ses membros da OCDE.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A consequ&ecirc;ncia desse fato &eacute; que as IES p&uacute;blicas, fundamentais para a produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento, encontram grandes dificuldades para desenvolverem adequadamente suas atividades de pesquisa e extens&atilde;o. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Recursos aplicados em Ci&ecirc;ncia e Tecnologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O exame do volume de recursos aplicados em Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (C&amp;T) por um pa&iacute;s &eacute; tamb&eacute;m avaliado como percentual do PIB. Assim, como analisamos os recursos educacionais, h&aacute; que se considerar tamb&eacute;m o tamanho do PIB do pa&iacute;s em estudo e, neste caso, o total de sua popula&ccedil;&atilde;o e obter o valor aplicado por habitante, para realizarmos, de forma adequada, compara&ccedil;&otilde;es entre diversos pa&iacute;ses.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O <a href="#gra11">Gr&aacute;fico 11</a> apresenta o valor aplicado em C&amp;T, por habitante, pelo Brasil e pelos pa&iacute;ses membros da OCDE.</font></p>     <p><a name="gra11"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n1/a06gra11.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Brasil aplica em C&amp;T o equivalente a 1,21% do PIB e, para um PIB de US$/PPC 3.128,00 bilh&otilde;es e uma popula&ccedil;&atilde;o de 217.240.060 habitantes, implica em aplicar o equivalente a US$ 173,94 por habitante &#91;9, 14&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nota-se que h&aacute; uma diferen&ccedil;a muito grande entre os pa&iacute;ses que mais aplicam em C&amp;T - Israel, Su&iacute;&ccedil;a, EUA e Coreia do Sul, com valores acima de US$/PPC 2.000,00 por habitante - e o Brasil, Chile, M&eacute;xico e Col&ocirc;mbia, que aplicam valores abaixo de US$/PPC 200,00 por habitante. O valor m&eacute;dio aplicado pelos pa&iacute;ses da OCDE foi de US$/PPC 1.037,00.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No per&iacute;odo de 2003 a 2022, a fun&ccedil;&atilde;o or&ccedil;ament&aacute;ria associada &agrave; C&amp;T no &acirc;mbito federal apresentou a evolu&ccedil;&atilde;o presente no <a href="#gra12">Gr&aacute;fico 12</a>.</font></p>     <p><a name="gra12"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n1/a06gra12.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os recursos liquidados aplicados pelo governo federal, de 2003 a 2022, na fun&ccedil;&atilde;o C&amp;T, apresentou uma eleva&ccedil;&atilde;o de 2003 at&eacute; 2013, atingindo o valor de R$ 15,1 bilh&otilde;es, caindo sistematicamente at&eacute; o ano de 2021, no menor valor em todo esse per&iacute;odo, voltando a crescer no ano de 2022 e atingindo valor equivalente aos aplicados em 2016 (<a href="#fig1">Figura 1</a>).</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n1/a06fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O perfil apresentado do <a href="#gra12">Gr&aacute;fico 12</a> nos mostra que n&atilde;o houve continuidade no financiamento da fun&ccedil;&atilde;o C&amp;T, o que &eacute; danoso para a produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento, que exige continuidade e a aplica&ccedil;&atilde;o de elevados valores financeiros para manter o desenvolvimento e iniciar novos projetos de pesquisa. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>O Fundo P&uacute;blico do Brasil e os desafios brasileiros para a produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A popula&ccedil;&atilde;o brasileira recolhe tributos que se incorporam ao chamado Fundo P&uacute;blico. Os recursos financeiros que constituem o Fundo P&uacute;blico, al&eacute;m de financiarem todas as atividades da burocracia do Estado, podem dirigir-se tanto para a vertente social quanto para a econ&ocirc;mica. Essa separa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; disjunta, existindo uma superposi&ccedil;&atilde;o nas suas destina&ccedil;&otilde;es, em diversas &aacute;reas, como a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, por exemplo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Fundo P&uacute;blico se aplica, na vertente social, quando os recursos se dirigem para o financiamento de programas relacionados &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de, saneamento, habita&ccedil;&atilde;o, assist&ecirc;ncia social, sal&aacute;rio-desemprego etc.; na vertente econ&ocirc;mica, quando se dirige para subs&iacute;dios &agrave; agricultura e &agrave; instala&ccedil;&atilde;o de f&aacute;bricas, juros subsidiados em empr&eacute;stimos com grande tempo de car&ecirc;ncia, recursos para salvamento de bancos, ren&uacute;ncia fiscal etc &#91;16&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Portanto, o Fundo P&uacute;blico, constitu&iacute;do por recursos oriundos de toda a popula&ccedil;&atilde;o, caracteriza-se por permitir a op&ccedil;&atilde;o do financiamento de a&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, ou na linha que propicia a acumula&ccedil;&atilde;o de capital ou na linha que favorece a reprodu&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a de trabalho &#91;17&#93; :</font></p>     <blockquote>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>(1) pelo financiamento simult&acirc;neo da acumula&ccedil;&atilde;o de capital (os gastos p&uacute;blicos com a produ&ccedil;&atilde;o, desde subs&iacute;dios para a agricultura, a ind&uacute;stria e o com&eacute;rcio, at&eacute; subs&iacute;dios para a ci&ecirc;ncia e tecnologia, formando amplos setores produtivos estatais que des&aacute;guam no c&eacute;lebre complexo militar-industrial, al&eacute;m da valoriza&ccedil;&atilde;o financeira do capital por meio da d&iacute;vida p&uacute;blica etc. );</i></font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>(2) pelo financiamento da reprodu&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a de trabalho, alcan&ccedil;ando toda a popula&ccedil;&atilde;o por meio dos gastos sociais (educa&ccedil;&atilde;o gratuita, medicina socializada, previd&ecirc;ncia social, seguro-desemprego, subs&iacute;dios para transporte, alimenta&ccedil;&atilde;o e habita&ccedil;&atilde;o, subs&iacute;dios para cultura e lazer, sal&aacute;rio-fam&iacute;lia, sal&aacute;rio-desemprego etc. ). </i></font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os poderes executivo e legislativo t&ecirc;m ao seu alcance mecanismos eficientes a serem utilizados em rela&ccedil;&atilde;o ao Fundo P&uacute;blico se decidirem implementar pol&iacute;ticas que priorizem o setor social. Um deles &eacute; constituir um Fundo P&uacute;blico que contenha um volume de recursos financeiros tal que permita realizar intensas atividades relacionadas a aspectos que amenizem o sofrimento de grande parte da popula&ccedil;&atilde;o, chegando at&eacute; mesmo a diminuir a enorme desigualdade social. Outro &eacute; distribuir os recursos do Fundo P&uacute;blico de tal modo que as atividades sociais sejam priorizadas e adequadamente contempladas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; no embate entre esses gastos do Fundo P&uacute;blico que se estabelecem as prioridades para as a&ccedil;&otilde;es dos poderes p&uacute;blicos, inclu&iacute;do a&iacute; o financiamento das pol&iacute;ticas sociais. A gest&atilde;o do Fundo passa a ser, portanto, um dos importantes ingredientes na "luta democr&aacute;tica na sociedade" &#91;17&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os banqueiros, os grandes propriet&aacute;rios rurais e os grandes capitalistas possuem incentivos fiscais de grande monta, provocando um total de ren&uacute;ncias fiscais, em 2022, de R$ 371,07 bilh&otilde;es &#91;18&#93;. A legisla&ccedil;&atilde;o que permite esses privil&eacute;gios traz como consequ&ecirc;ncia uma redu&ccedil;&atilde;o nos recursos do Fundo P&uacute;blico, pois aqueles que possuem menos s&atilde;o exatamente os que, proporcionalmente, mais pagam. Uma legisla&ccedil;&atilde;o socialmente mais justa, implantada por meio de uma reforma tribut&aacute;ria, poderia aumentar o volume dos recursos constituintes do Fundo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A <a href="#tab4">Tabela 4</a> mostra no Brasil e na OCDE, valor m&eacute;dio dos pa&iacute;ses, os percentuais da carga tribut&aacute;ria, por setores da arrecada&ccedil;&atilde;o: renda, lucros e ganhos de capital, seguran&ccedil;a social, sal&aacute;rios e for&ccedil;a de trabalho, propriedade, bens e servi&ccedil;os e outros tributos &#91;19&#93;.</font></p>     <p><a name="tab4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n1/a06tab04.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Da carga tribut&aacute;ria brasileira, a maior parte, 44,1%, &eacute; obtida pela taxa&ccedil;&atilde;o de bens e servi&ccedil;os, que impacta mais fortemente nas pessoas mais pobres, enquanto nos pa&iacute;ses da OCDE, ela &eacute; de 33,9%; portanto, 12,6 pontos percentuais (p.p. ) mais elevada que a m&eacute;dia da OCDE. Nos pa&iacute;ses membros da OCDE, a carga tribut&aacute;ria de maior valor &eacute; a cobrada sobre renda, lucros e ganhos de capital, que atinge as pessoas mais ricas, representando 33,9% da carga tribut&aacute;ria, enquanto no Brasil ela representa um valor 11,3 pontos percentuais menos, 22,5%. A taxa&ccedil;&atilde;o sobre a propriedade &eacute; tamb&eacute;m maior na OCDE, 5,6%, e no Brasil, 3,8%, outro setor que atingiria os que possuem mais. Essas s&atilde;o distor&ccedil;&otilde;es que precisariam ser corrigidas numa futura reestrutura&ccedil;&atilde;o dos tributos brasileiros.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m disso, h&aacute; que se examinar, como em geral acontece, a carga tribut&aacute;ria de um pa&iacute;s para al&eacute;m de seu valor como percentual do PIB, como fizemos com os recursos da educa&ccedil;&atilde;o e os de ci&ecirc;ncia e tecnologia, e, sim, como valor arrecadado, em m&eacute;dia, de cada habitante. Quando se afirma que o Brasil possui uma das maiores cargas tribut&aacute;rias do mundo e oferece servi&ccedil;os p&uacute;blicos incompat&iacute;veis com esse fato, como avaliar essas afirma&ccedil;&otilde;es? O indicador que pode discutir essa quest&atilde;o com profundidade n&atilde;o &eacute; o valor da carga tribut&aacute;ria como percentual do PIB e, sim, o valor arrecadado, em m&eacute;dia, de cada habitante do Brasil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os <a href="#gra13">Gr&aacute;ficos 13</a> e <a href="#gra14">14</a> mostram, primeiro, o valor da carga tribut&aacute;ria brasileira e dos pa&iacute;ses membros da OCDE como percentual do PIB e, depois, o valor arrecadado, em m&eacute;dia, de cada habitante do Brasil.</font></p>     <p><a name="gra13"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n1/a06gra13.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="gra14"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n1/a06gra14.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nota-se no <a href="#gra13">Gr&aacute;fico 13</a> que, mesmo como percentual do PIB, a carga tribut&aacute;ria brasileira n&atilde;o &eacute; "uma das mais altas do mundo": ela &eacute; equivalente a 31,5% do PIB e o valor m&eacute;dio dos pa&iacute;ses membros da OCDE &eacute; de 33,8% do PIB. A da Dinamarca &eacute; de 47,1%, da Fran&ccedil;a, 45,3, da It&aacute;lia, 42,7%, da Espanha, 36,7%, e de Portugal, 35,3%, para citar alguns pa&iacute;ses europeus.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A oferta de "melhores servi&ccedil;os p&uacute;blicos" &agrave; popula&ccedil;&atilde;o pode ser avaliada pelo valor arrecadado, em m&eacute;dia, de cada habitante. O <a href="#gra14">Gr&aacute;fico 14</a> mostra a diferen&ccedil;a entre os pa&iacute;ses membros da OCDE e o Brasil, Turquia, Chile, M&eacute;xico e Col&ocirc;mbia, apesar de esses quatro &uacute;ltimos serem pa&iacute;ses membros dessa Organiza&ccedil;&atilde;o. Esses pa&iacute;ses arrecadam valores abaixo de US$/PPC 10.000,00 por habitante, em m&eacute;dia, e a m&eacute;dia dos pa&iacute;ses da OCDE, incluindo-se esses quatro pa&iacute;ses, &eacute; de US$/PPC 16.088,00.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">N&atilde;o se pode afirmar, portanto, que o Brasil deveria ofertar &agrave; popula&ccedil;&atilde;o servi&ccedil;os p&uacute;blicos melhores que os dos EUA, por exemplo, com o argumento de que a carga tribut&aacute;ria brasileira, 31,6%, &eacute; maior que a dos EUA, 25,8%, como percentual do PIB: o PIB brasileiro &eacute; de US$/PPC 3.128,00 bilh&otilde;es e o dos EUA &eacute; de US$/PPC 21.132,00 bilh&otilde;es e a popula&ccedil;&atilde;o brasileira &eacute; de 217.240.060 habitantes e a dos EUA, de 337.341.954 habitantes &#91;9&#93;. O valor a ser examinado adequadamente &eacute; que o Brasil arrecada o equivalente a US$/PPC 4.550,00, em m&eacute;dia, de cada habitante, e os EUA, US$/PPC 16.130,7, um valor 3,5 vezes o do Brasil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pode-se afirmar, portanto, que o Brasil tem riqueza e condi&ccedil;&otilde;es para, pelo menos temporariamente, elevar a sua carga tribut&aacute;ria como arrecada&ccedil;&atilde;o de seus habitantes, e aplicar um volume maior de recursos financeiros em pol&iacute;ticas e a&ccedil;&otilde;es que procurem melhorar os indicadores discutidos neste texto, incluindo-se a&iacute; todos os setores que contribuem para a produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento: educa&ccedil;&atilde;o, ci&ecirc;ncia e tecnologia, sa&uacute;de, cultura, saneamento, habita&ccedil;&atilde;o etc.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais: como viabilizar os recursos financeiros para implementar mais condi&ccedil;&otilde;es para a produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento no Brasil?</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A viabilidade da eleva&ccedil;&atilde;o dos recursos financeiros do Fundo P&uacute;blico que permitiriam a implementa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas e a&ccedil;&otilde;es que provocassem mudan&ccedil;as necess&aacute;rias para o futuro do Brasil, nos caminhos discutidos neste estudo, pode ser aquilatada examinando-se o trabalho t&eacute;cnico realizado no contexto do Projeto CNE/UNESCO 914BRZ1009.2 que produziu "Uma an&aacute;lise sobre os recursos que financiam a educa&ccedil;&atilde;o brasileira e o PNE (2014-2024), no que se relaciona a Ren&uacute;ncias de receitas e Novas Fontes de Financiamento" &#91;20&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O objetivo do estudo foi verificar a exist&ecirc;ncia de poss&iacute;veis fontes para que se cumprisse a Meta 20 do PNE, de se atingir recursos aplicados em educa&ccedil;&atilde;o equivalentes a 10% do PIB em 2024 &#91;21&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A <a href="#tab5">Tabela 5</a> reproduz aqui a tabela obtida nesse estudo que listou poss&iacute;veis "Novas Fontes para o financiamento do PNE (2014-2024)".</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n1/a06tab05.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O estudo realizado pelo Projeto CNE/UNESCO, em 2016, concluiu que seria poss&iacute;vel, portanto, cumprir a Meta 20 e atingir o equivalente a 10% do PIB aplicado em educa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A <a href="#tab5">Tabela 5</a> lista diversas possibilidades para que se incorporem novos recursos ao Fundo P&uacute;blico: altera&ccedil;&atilde;o das al&iacute;quotas de diversos impostos, como ITR, IPTU, ITCD, IPVA, por exemplo; cria&ccedil;&atilde;o do Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF); eleva&ccedil;&atilde;o do ITCD sobre Heran&ccedil;as; cria&ccedil;&atilde;o de uma Contribui&ccedil;&atilde;o Provis&oacute;rio sobre Movimenta&ccedil;&atilde;o Financeira (CPMF), com finalidades espec&iacute;ficas na &aacute;rea social; diminui&ccedil;&atilde;o das ren&uacute;ncias de receitas; cobran&ccedil;a efetiva da d&iacute;vida ativa da Uni&atilde;o; estabelecimento de limites ao pagamento da d&iacute;vida p&uacute;blica, incrementando o refinanciamento com o alongamento de prazos; compensa&ccedil;&atilde;o financeira pela utiliza&ccedil;&atilde;o dos recursos h&iacute;dricos (CFURH); compensa&ccedil;&atilde;o financeira pela explora&ccedil;&atilde;o dos recursos minerais (CFERHM); compensa&ccedil;&atilde;o financeira pela extra&ccedil;&atilde;o de &oacute;leo bruto, xisto betuminoso e g&aacute;s (CFOXG); e diminui&ccedil;&atilde;o das transfer&ecirc;ncias &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es privadas, dentre outras alternativas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A implementa&ccedil;&atilde;o dessas possibilidades, entretanto, exigir&aacute; da sociedade muita mobiliza&ccedil;&atilde;o e uma intensa reivindica&ccedil;&atilde;o junto aos poderes Executivo e Legislativo, uma vez que ao se examinarem:</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>as possibilidades apresentadas para a origem de novos recursos financeiros para a educa&ccedil;&atilde;o v&ecirc;-se claramente que, em nenhum dos casos apresentados, a obten&ccedil;&atilde;o dos recursos se efetivar&aacute; de forma tranquila, sem que exista uma turbul&ecirc;ncia em algum setor da sociedade. </i></font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Os setores atingidos, em geral, s&atilde;o constitu&iacute;dos por aqueles que possuem posi&ccedil;&otilde;es sociais com maior poder de interferir e bloquear no Congresso Nacional ou nos pr&oacute;prios &acirc;mbitos governamentais as medidas que precisariam ser tomadas. </i></font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>As possibilidades apresentadas atingem os que possuem terras, ve&iacute;culos, propriedade urbana, governantes estaduais e municipais, pessoas que possuem t&iacute;tulos p&uacute;blicos das d&iacute;vidas interna e externa, servidores e dirigentes p&uacute;blicos, classe m&eacute;dia, grandes empres&aacute;rios, pessoas com grandes fortunas, pessoas que deixam heran&ccedil;as etc &#91;20&#93;. </i></font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como j&aacute; analisamos anteriormente, esse &eacute; o contexto da luta pela dire&ccedil;&atilde;o a ser dada aos recursos financeiros que constituem o Fundo P&uacute;blico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">H&aacute;, portanto, a possibilidade de se incorporar ao Fundo P&uacute;blico novas fontes a serem dirigidas especialmente para os setores que poderiam contribuir para a constru&ccedil;&atilde;o de um futuro para o Brasil, como estabelecemos como premissa no in&iacute;cio deste estudo, em que a produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento contribua na constru&ccedil;&atilde;o de um pa&iacute;s soberano, de estado democr&aacute;tico e de direito, que defenda a vida, os direitos sociais, uma educa&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o com qualidade em todos os seus n&iacute;veis, etapas e modalidades, e que tenha como resultado final a diminui&ccedil;&atilde;o da desigualdade social existente no Brasil.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Nota</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="1b"></a>&#91;<a href="#1a">i</a>&#93; Parte das an&aacute;lises aqui apresentadas foram discutidas no Curso de Extens&atilde;o e P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito do Centro de Estudos Sociedade, Universidade e Ci&ecirc;ncia - SOU_CI&Ecirc;NCIA, "Para compreender o financiamento da educa&ccedil;&atilde;o superior brasileira", sob responsabilidade do autor deste texto e encontra-se em v&iacute;deos dispon&iacute;veis no seguinte endere&ccedil;o: <a href="https://classroom.google.com/w/NDE4Njc5MDI0ODE3/t/all?pli=1" target="_blank">https://classroom.google.com/w/NDE4Njc5MDI0ODE3/t/all?pli=1</a>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. BRASIL. GEOCAPES. <i>Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Georreferenciadas Capes</i>. Bras&iacute;lia (DF): Capes, 2023. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://geocapes.capes.gov.br/geocapes/" target="_blank">https://geocapes.capes.gov.br/geocapes/</a>. Acesso em: 22 fev. 2023.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=122867&pid=S0009-6725202300010000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. ONU. PNUD. <i>Human development report 2021/2022</i>. New York (US): PNUD, 2022. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://hdr.undp.org/content/human-development-report-2021-22" target="_blank">https://hdr.undp.org/content/human-development-report-2021-22</a>. Acesso em: 20 jan. 2023.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=122869&pid=S0009-6725202300010000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. ONU. PNUD. <i>All composite indices and components time (1990-2021). </i>Dispon&iacute;vel em: <a href="https://hdr.undp.org/sites/default/files/2021-22_HDR/HDR21-22_Composite_indices_complete_time_series.csv" target="_blank">https://hdr.undp.org/sites/default/files/2021-22_HDR/HDR21-22_Composite_indices_complete_time_series.csv</a>. New York (US): PNUD, 2022. Acesso em: 03 jan. 2023.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=122871&pid=S0009-6725202300010000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. BRASIL. <i>Emenda Constitucional nº 95, de 16 de dezembro de 2016</i>. Altera o Ato das Disposi&ccedil;&otilde;es Constitucionais Transit&oacute;rias, para instituir o Novo Regime Fiscal, e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias. Bras&iacute;lia (DF): Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, 2016. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc95.htm" target="_blank">http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc95.htm</a>. Acesso em: 08 nov. 2022.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=122873&pid=S0009-6725202300010000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. AMARAL, N. C. Com a PEC 241/55 (EC 95) haver&aacute; prioridade para cumprir as metas do PNE (2014-2024)? <i>Revista Brasileira de Educa&ccedil;&atilde;o</i>, Rio de Janeiro, v. 22, p. 1, 2017.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=122875&pid=S0009-6725202300010000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. FERREIRA, D. R. S. <i>O modo de regula&ccedil;&atilde;o neoliberal e o fundo p&uacute;blico no Brasil (2010-2020): </i>a Emenda Constitucional n. 95/2016 e o financiamento do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o. 2022. 196 f. Tese (Doutorado em Educa&ccedil;&atilde;o) - Faculdade de Educa&ccedil;&atilde;o, Universidade Federal de Goi&aacute;s, Goi&acirc;nia, 2022.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=122877&pid=S0009-6725202300010000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. ROSSI, P. <i>et al</i>. Austeridade fiscal e o financiamento da educa&ccedil;&atilde;o no Brasil. <i>Educa&ccedil;&atilde;o &amp; Sociedade</i>, Campinas, v. 40, p. 1-20, 2019. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.scielo.br/j/es/a/kPwjLRdn8xtJwxpt4T8R4NH/?lang=pt" target="_blank">https://www.scielo.br/j/es/a/kPwjLRdn8xtJwxpt4T8R4NH/?lang=pt</a>. Acesso em: 30 nov. 2022.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=122879&pid=S0009-6725202300010000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. PROGRAMA DE GOVERNO BOLSONARO. <i>O Caminho da Prosperidade - 2018. </i>Dispon&iacute;vel em: <a href="https://veja.abril.com.br/wp-content/uploads/2018/10/plano-de-governo-jair-bolsonaro.pdf" target="_blank">https://veja.abril.com.br/wp-content/uploads/2018/10/plano-de-governo-jair-bolsonaro.pdf</a>. Acesso em: 27 dez. 2020.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=122881&pid=S0009-6725202300010000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. UNITED STATES. CENTRAL INTELLIGENCE AGENCY. <i>The world factbook. Dispon&iacute;vel em</i>: <a href="https://www.cia.gov/the-world-factbook" target="_blank">https://www.cia.gov/the-world-factbook</a>. Acesso em: 25 abr. 2022.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=122883&pid=S0009-6725202300010000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. BRASIL. IPEA. O que &eacute;? &Iacute;ndice de Gini. Bras&iacute;lia (DF): IPEA, 2004. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.ipea.gov.br/desafios/index.php?option=com_content&amp;id=2048:catid=28#:~:text=O%20%C3%8Dndice%20de%20Gini%2C%20criado,apresentam%20de%20zero%20a%20cem" target="_blank">https://www.ipea.gov.br/desafios/index.php?option=com_content&id=2048:catid=28#:~:text=    <!-- ref --><br>   O%20%C3%8Dndice%20de%20Gini%2C%20criado,apresentam%20de%20zero%20a%20cem</a>. Acesso em: 10 fev. 2023.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=122886&pid=S0009-6725202300010000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. THE WORLDBANK. <i>World development indicators. </i>Washington (US): The World Bank, 2023. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://databank.worldbank.org/source/world-development-indicators" target="_blank">https://databank.worldbank.org/source/world-development-indicators</a>. Acesso em 05 mar. 2023.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=122888&pid=S0009-6725202300010000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. BRASIL. IPEA. <i>Sal&aacute;rio m&iacute;nimo vigente</i>. Bras&iacute;lia (DF): IPEA, 2023. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ipeadata.gov.br/ExibeSerie.aspx?serid=1739471028" target="_blank">http://www.ipeadata.gov.br/ExibeSerie.aspx?serid=1739471028</a>. Acesso em: 08 mar. 2023.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=122890&pid=S0009-6725202300010000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. BRASIL. INEP. <i>Relat&oacute;rio do 4° ciclo de monitoramento das metas do Plano Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o 2022</i>. Bras&iacute;lia (DF): INEP, 2022b. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://https://download.inep.gov.br/publicacoes/institucionais/plano_nacional_de_educacao/relatorio_do_quarto_ciclo_de_monitoramento_das_metas_do_plano_nacional_de_educacao.pdf" target="_blank">http://https://download.inep.gov.br/publicacoes/institucionais/plano_nacional_de_educacao/relatorio_do_quarto    <br>   _ciclo_de_monitoramento_das_metas_do_plano_nacional_de_educacao.pdf</a>. Acesso em: 30 ago. 2022.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. OECD.Stat. <i>Main science and technology indicators</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://stats.oecd.org/" target="_blank">https://stats.oecd.org/</a>. Acesso em: 10 fev. 2023.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=122894&pid=S0009-6725202300010000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. BRASIL. Sistema Integrado de Planejamento e Or&ccedil;amento do governo Federal (SIOP). Bras&iacute;lia (DF): Minist&eacute;rio do Planejamento. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.siop.planejamento.gov.br/modulo/login/index.html#/" target="_blank">https://www.siop.planejamento.gov.br/modulo/login/index.html#/</a>. Acesso em: 20 fev. 2023.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=122896&pid=S0009-6725202300010000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. OLIVEIRA, F. <i>Os direitos do antivalor</i>: a economia pol&iacute;tica da hegemonia imperfeita. Petr&oacute;polis: Vozes, 1988. p. 20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=122898&pid=S0009-6725202300010000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. CHAU&Iacute;, M. Universidade em liquida&ccedil;&atilde;o. <i>Folha de S Paulo</i>, S&atilde;o Paulo, 11 jul. 1999. Caderno Mais!, p. 3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=122900&pid=S0009-6725202300010000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. BRASIL. Secretaria da Receita Federal. <i>Gastos tribut&aacute;rios (bases efetivas). </i>Bras&iacute;lia (DF): Secretaria da Receita Federal, 2023. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/relatorios/renuncia/gastos-tributarios-bases-efetivas" target="_blank">https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/relatorios/renuncia/gastos-tributarios-bases-efetivas</a>. Acesso em: 05 mar. 2023.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=122902&pid=S0009-6725202300010000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. OECD.Stat. <i>Global revenue statistics database</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://stats.oecd.org/Index.aspx?DataSetCode=RS_GBL" target="_blank">https://stats.oecd.org/Index.aspx?DataSetCode=RS_GBL</a>. Acesso em: 02 fev. 2023.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=122904&pid=S0009-6725202300010000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. AMARAL, N. C. <i>Uma an&aacute;lise sobre os recursos que financiam a educa&ccedil;&atilde;o brasileira e o PNE (2014-2024). </i>Parte 2 (Ren&uacute;ncias de receitas e novas fontes de financiamento). Bras&iacute;lia (DF): MEC/CNE, 2016. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://souciencia.unifesp.br/images/RELAT%C3%93RIO_T%C3%89CNICO_PARTE_II_CNE_UNESCO.pdf" target="_blank">https://souciencia.unifesp.br/images/RELAT%C3%93RIO_T%C3%89CNICO_PARTE_II_CNE_UNESCO.pdf</a>. Acesso em: 13 mar. 2023.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=122906&pid=S0009-6725202300010000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. BRASIL. <i>Lei n° 13.005, de 25 de junho de 2014. Aprova o Plano Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o </i>- PNE e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias. Bras&iacute;lia (DF): Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, 2014. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l13005.htm" target="_blank">http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l13005.htm</a>. Acesso em: 30 set. 2022.</font></p>     ]]></body>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>BRASIL^dGEOCAPES</collab>
<source><![CDATA[Sistema de Informações Georreferenciadas Capes]]></source>
<year>2023</year>
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<publisher-name><![CDATA[Capes]]></publisher-name>
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