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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REPORTAGEM</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Nos curr&iacute;culos do ensino superior, extens&atilde;o agora vale tanto quanto gorjeta: apesar de desvalorizada, extens&atilde;o pode contribuir para a inova&ccedil;&atilde;o social</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Leonor Assad</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Engenheira agr&ocirc;noma, doutora em Ci&ecirc;ncia do Solo, especialista em divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, professora titular aposentada da Universidade Federal de S&atilde;o Carlos, e apaixonada por trabalhar e escrever sobre Ci&ecirc;ncia</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A inser&ccedil;&atilde;o curricular da extens&atilde;o - a chamada curriculariza&ccedil;&atilde;o da extens&atilde;o - foi regulamentada em 2018 e estipula que suas atividades devem compor, no m&iacute;nimo, 10% do total da carga hor&aacute;ria dos cursos de gradua&ccedil;&atilde;o, que dever&atilde;o fazer parte da matriz curricular dos cursos <a name="1a"></a><sup>&#91;<a href="#1b">i</a>&#93;</sup>. Essa regulamenta&ccedil;&atilde;o ocorreu mais de 60 anos depois da defini&ccedil;&atilde;o das diretrizes de atividades de ensino <a name="2a"></a><sup>&#91;<a href="#2b">ii</a>&#93;</sup> e 50 anos depois da lei no 5.540/68, que trata das atividades de pesquisa <a name="3a"></a><sup>&#91;<a href="#3b">iii</a>&#93;</sup> nas universidades. Ainda assim, apesar dos grandes esfor&ccedil;os de alguns docentes de universidades p&uacute;blicas e privadas, &eacute; not&oacute;ria a diferen&ccedil;a de investimento e status das atividades de extens&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s de ensino e pesquisa. Enquanto as atividades de ensino contam com verbas derivadas de setores p&uacute;blicos ou privados, e as de pesquisa s&atilde;o provenientes principalmente de &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos (Finep, Capes, CNPq e outras funda&ccedil;&otilde;es de apoio &agrave; pesquisa) e de algumas parcerias com a iniciativa privada, as atividades de extens&atilde;o de um modo geral n&atilde;o est&atilde;o previstas nos or&ccedil;amentos das institui&ccedil;&otilde;es (com algumas exce&ccedil;&otilde;es, como por exemplo, os hospitais universit&aacute;rios).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar de desvalorizada, a extens&atilde;o universit&aacute;ria &eacute; um espa&ccedil;o importante de forma&ccedil;&atilde;o profissional e de produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento cient&iacute;fico, podendo n&atilde;o apenas contribuir para a inova&ccedil;&atilde;o social, mas tamb&eacute;m para a supera&ccedil;&atilde;o das desigualdades na sociedade. Mas n&atilde;o s&atilde;o poucos os obst&aacute;culos a superar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O sistema de ensino superior no Brasil &eacute; diversificado e nem todas as institui&ccedil;&otilde;es s&atilde;o p&uacute;blicas ou mesmo universidades. Observam-se n&atilde;o apenas disparidades regionais, mas tamb&eacute;m diferen&ccedil;as estruturais: institui&ccedil;&otilde;es privadas com ou sem finalidade de lucro (comunit&aacute;rias, confessionais ou filantr&oacute;picas), organizadas em universidades, centros universit&aacute;rios, faculdades, ou institutos federais. Nas universidades p&uacute;blicas existem diferen&ccedil;as regionais nos recursos disponibilizados pelo poder p&uacute;blico, seja ele federal, estadual ou municipal. Ainda, a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extens&atilde;o, que consta do artigo 207 da Constitui&ccedil;&atilde;o Brasileira de 1988, se revela dilu&iacute;da em pesos distintos, tanto na avalia&ccedil;&atilde;o de docentes, quanto na avalia&ccedil;&atilde;o do esfor&ccedil;o acad&ecirc;mico. As ra&iacute;zes s&atilde;o hist&oacute;ricas e refletem diferentes concep&ccedil;&otilde;es de sociedade, cidadania, educa&ccedil;&atilde;o, escola e ensino que revelam ide&aacute;rios conflitantes entre o mundo real, dos educadores, e o mundo oficial, do sistema educativo, como aponta Iria Brzezinski, professora do programa de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o da Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de Goi&aacute;s (PUC-Goi&aacute;s), em seu artigo "Tramita&ccedil;&atilde;o e desdobramentos da LDB/1996: embates entre projetos antag&ocirc;nicos de sociedade e de educa&ccedil;&atilde;o" &#91;1&#93;. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A extens&atilde;o universit&aacute;ria e as demandas da sociedade</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mas, afinal de contas, o que &eacute; extens&atilde;o universit&aacute;ria? De um modo bem simplificado, pode-se dizer que a universidade &eacute; um importante espa&ccedil;o de produ&ccedil;&atilde;o, acumula&ccedil;&atilde;o e dissemina&ccedil;&atilde;o de conhecimentos. E a extens&atilde;o seria uma forma da universidade compartilhar esse conhecimento com o p&uacute;blico externo, promovendo o desenvolvimento social (<a href="#fig1">Figura 1</a>).</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n1/a13fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar da diversidade de a&ccedil;&otilde;es nas diferentes institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior, a extens&atilde;o continua sendo o lado mais fraco no trip&eacute; ensino-pesquisa-extens&atilde;o. Naomar de Almeida Filho, professor do Instituto de Sa&uacute;de Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e professor visitante do Instituto de Estudos Avan&ccedil;ados da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP), aponta que a extens&atilde;o n&atilde;o &eacute; priorizada na miss&atilde;o org&acirc;nica das institui&ccedil;&otilde;es e n&atilde;o est&aacute; prevista nos seus or&ccedil;amentos, com exce&ccedil;&atilde;o da presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os e atividades na &aacute;rea da sa&uacute;de. Mas a extens&atilde;o &eacute; muitas vezes a &uacute;nica forma de quem est&aacute; fora da universidade se fazer ouvir. "&Eacute; raro um programa ou projeto de extens&atilde;o ser uma a&ccedil;&atilde;o que pergunta; costuma-se na extens&atilde;o fornecer de imediato uma solu&ccedil;&atilde;o, em vez de ser algo mais explorat&oacute;rio, dial&oacute;gico. . . Em tese, as universidades t&ecirc;m uma miss&atilde;o civilizat&oacute;ria, de modo a n&atilde;o impor a transforma&ccedil;&atilde;o, mas relacionando-se com a sociedade com uma postura mais modesta", explicou, em entrevista &agrave; Revista EntreTeses &#91;2&#93;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b> "A extens&atilde;o universit&aacute;ria &eacute; um espa&ccedil;o importante de forma&ccedil;&atilde;o profissional e de produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento cient&iacute;fico, podendo n&atilde;o apenas contribuir para a inova&ccedil;&atilde;o social, mas tamb&eacute;m para a supera&ccedil;&atilde;o das desigualdades na sociedade."</b></styled-content>   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A digital das universidades pode ser encontrada em projetos e/ou a&ccedil;&otilde;es de extens&atilde;o que envolvem organiza&ccedil;&otilde;es e movimentos sociais diversos, no processo de constru&ccedil;&atilde;o de variadas inova&ccedil;&otilde;es sociais que tiveram impactos no enfrentamento de desigualdades sociais ou na gera&ccedil;&atilde;o de respostas criativas para determinados problemas. Carla Almeida, professora do Departamento de Ci&ecirc;ncias Sociais da Universidade Estadual de Maring&aacute; (UEM) e coordenadora adjunta da &aacute;rea de Ci&ecirc;ncias Pol&iacute;ticas e Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais da Capes, cita como exemplo a presen&ccedil;a de universidades nos programas pilotos dos anos 1980 que, junto &agrave; a&ccedil;&atilde;o do Movimento Sanitarista, levaram, mais a frente, &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o de mudan&ccedil;as efetivas na forma&ccedil;&atilde;o dos profissionais de sa&uacute;de no pa&iacute;s: "aqueles projetos buscavam introduzir na forma&ccedil;&atilde;o dos profissionais uma perspectiva de sa&uacute;de mais afinada &agrave;s necessidades da popula&ccedil;&atilde;o e dos servi&ccedil;os p&uacute;blicos, de natureza mais preventiva, comunit&aacute;ria e coletiva, o que foi t&atilde;o fundamental na constru&ccedil;&atilde;o do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS)".</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b> "A digital das universidades pode ser encontrada em projetos e/ou a&ccedil;&otilde;es de extens&atilde;o que envolvem organiza&ccedil;&otilde;es e movimentos sociais diversos, no processo de constru&ccedil;&atilde;o de variadas inova&ccedil;&otilde;es sociais que tiveram impactos no enfrentamento de desigualdades sociais ou na gera&ccedil;&atilde;o de respostas criativas para determinados problemas."</b></styled-content>   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na Universidade Federal de S&atilde;o Paulo (Unifesp), por exemplo, as atividades de extens&atilde;o se d&atilde;o em diversos n&iacute;veis: projetos sociais, forma&ccedil;&atilde;o a dist&acirc;ncia, cria&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de atua&ccedil;&atilde;o em movimentos populares, atendimento &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es mais carentes nas pr&oacute;prias localidades, ensino a refugiados, atendimento em sa&uacute;de a grupos sociais vulner&aacute;veis, projetos de combate &agrave; viol&ecirc;ncia e &agrave;s drogas, pol&iacute;ticas de a&ccedil;&otilde;es afirmativas, n&uacute;cleos de estudos africanos e ind&iacute;genas e c&aacute;tedras de estudos populares. "E reservamos &agrave; cultura um lugar que n&atilde;o &eacute; limitado ao entretenimento ou ao lazer", aponta Soraya Smaili, professora do Departamento de Farmacologia da Unifesp e ex-reitora da universidade, em artigo para a revista EntreTeses &#91;3&#93;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Papel da extens&atilde;o universit&aacute;ria na inova&ccedil;&atilde;o social</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A ideia de inova&ccedil;&atilde;o social &eacute; considerada relativamente jovem por alguns pesquisadores. Alcides Monteiro, professor da Universidade de Beira Interior (UBI) e pesquisador no Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o e Estudos de Sociologia de Portugal, aponta em artigo publicado em 2019 que "no Brasil, e olhando para o campo cient&iacute;fico, o debate tem sido rico e diversificado em &acirc;ngulos de abordagem, desde a discuss&atilde;o do conceito e dos referentes te&oacute;ricos que o suportam at&eacute; a sua liga&ccedil;&atilde;o com a inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica ou &agrave; conex&atilde;o entre inova&ccedil;&atilde;o social e desenvolvimento" &#91;4&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Carla Almeida considera "equivocada a ideia, que muito circula, de que haveria uma dicotomia entre universidades e sociedade, ou, em outras palavras, de que as universidades estariam distantes e desatentas dos reais problemas que afetam a sociedade brasileira". Com pesquisas sobre institui&ccedil;&otilde;es participativas; democracia e participa&ccedil;&atilde;o; g&ecirc;nero e pol&iacute;tica, Almeida pondera que "essa imagem apaga a contribui&ccedil;&atilde;o que as universidades p&uacute;blicas t&ecirc;m dado, historicamente, para a gera&ccedil;&atilde;o de inova&ccedil;&otilde;es sociais que passaram a fornecer respostas in&eacute;ditas a problemas para os quais ainda n&atilde;o havia solu&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis. " (<a href="#fig2">Figura 2</a>).</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n1/a13fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Lacunas e desafios persistem, mas existem a&ccedil;&otilde;es em curso</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo Almeida, embora todo o ac&uacute;mulo extensionista que possu&iacute;mos, ainda n&atilde;o temos uma cultura que valorize a divulga&ccedil;&atilde;o do conhecimento cient&iacute;fico, n&atilde;o temos uma pol&iacute;tica sistem&aacute;tica e eficaz, por parte das institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior, que preveja, fomente e execute estrat&eacute;gias nessa dire&ccedil;&atilde;o. A desconfian&ccedil;a e o ataque ao conhecimento cient&iacute;fico marcando presen&ccedil;a no debate p&uacute;blico e impactando negativamente a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o na pandemia s&atilde;o exemplos. "Embora possamos encontrar iniciativas bastante importantes e criativas nessa dire&ccedil;&atilde;o em diversas &aacute;reas do conhecimento, considero fundamental que as universidades brasileiras se engajem fortemente na constru&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias institucionais de divulga&ccedil;&atilde;o do conhecimento cient&iacute;fico. E divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica n&atilde;o se trata, evidentemente, apenas de dar publicidade ao que se produz", destaca. &Eacute; preciso n&atilde;o apenas investir em "traduzir" a linguagem cient&iacute;fica para uma comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, aberta, ampla, mas tamb&eacute;m e, sobretudo, &eacute; preciso considerar o p&uacute;blico, a sociedade, um agente ativo nessa comunica&ccedil;&atilde;o, e n&atilde;o mero receptor de informa&ccedil;&atilde;o. "Espero muito que possamos avan&ccedil;ar nessa dire&ccedil;&atilde;o", finaliza a pesquisadora.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ricardo Abramovay, professor da c&aacute;tedra Josu&eacute; de Castro da Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica e professor s&ecirc;nior do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncia Ambiental (PROCAM), ambos da USP, pondera que, por mais importante que seja a universidade contribuir no enfrentamento das desigualdades sociais brasileiras, essa a&ccedil;&atilde;o "tem que come&ccedil;ar muito antes, das etapas correspondentes &agrave; forma&ccedil;&atilde;o inicial dos estudantes. A popula&ccedil;&atilde;o de baixa renda tem uma defici&ecirc;ncia em portugu&ecirc;s, matem&aacute;tica e racioc&iacute;nio b&aacute;sico (desafios do s&eacute;culo XX) que as distancia dos desafios do s&eacute;culo XXI, quais sejam autonomia, empatia, criatividade, diversidade e capacidade de aprender coisas novas".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">E acrescenta, "por mais que as melhores universidades do mundo sejam geradoras de inova&ccedil;&atilde;o, elas podem, ao mesmo tempo, contribuir para bloquear ou ao menos retardar as transforma&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias ao desenvolvimento sustent&aacute;vel. " Para Abramovay, n&atilde;o h&aacute; exemplo mais claro deste paradoxo que o citado no &uacute;ltimo livro de Michael Sandel sobre a tirania do m&eacute;rito, no qual "ele mostra o papel essencial da riqueza familiar no acesso &agrave;s melhores universidades norte-americanas. O m&eacute;rito torna-se a cobertura fantasiosa cujo verdadeiro corpo &eacute; a posi&ccedil;&atilde;o social de quem a veste. Imposs&iacute;vel pensar em transforma&ccedil;&atilde;o social sem enfrentar este problema. E a fantasia se converte em mistifica&ccedil;&atilde;o quando a posi&ccedil;&atilde;o alcan&ccedil;ada &eacute; vivida por seus detentores como resultado de seu talento e n&atilde;o do dinheiro que lhes abriu as portas de entrada no caminho das posi&ccedil;&otilde;es dominantes".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ou seja, os 10% do total da carga hor&aacute;ria curricular estudantil dos cursos de gradua&ccedil;&atilde;o podem ser um bom come&ccedil;o para ajustar as prioridades de ensino e pesquisa nas universidades brasileiras.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Notas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="1b"></a>&#91;<a href="#1a">i</a>&#93; Artigo 4º da Resolu&ccedil;&atilde;o nº 7, de 18 de dezembro de 2018, do Conselho Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="2b"></a>&#91;<a href="#2a">ii</a>&#93; A primeira LDB - Lei de Diretrizes e Bases (Lei nº 4.024/61) foi sancionada em 20 de dezembro de 1961, foi modificada por emendas e artigos, tendo sido reformada pelas eis n<sup>o</sup> 5.540/68 e 5.692/71 e, posteriormente, substitu&iacute;da pela LDB n<sup>o</sup> 9.394/96, 20 de dezembro de 1996.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="3b"></a>&#91;<a href="#3a">iii</a>&#93; A Lei nº 5.540, de 28 de novembro de 1968, fixa no artigo 1º que o ensino superior tem por objetivo a pesquisa, o desenvolvimento das ci&ecirc;ncias, letras e artes e a forma&ccedil;&atilde;o de profissionais de n&iacute;vel universit&aacute;rio; e, no artigo 2º, que o ensino superior &eacute; indissoci&aacute;vel da pesquisa.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. BRZEZINSKI, I. Tramita&ccedil;&atilde;o e desdobramentos da LDB/1996: embates entre projetos antag&ocirc;nicos de sociedade e de educa&ccedil;&atilde;o. <i>Trabalho, Educa&ccedil;&atilde;o e Sa&uacute;de</i>, v. 8, n. 2, 2010 out.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=123374&pid=S0009-6725202300010001300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. CARNA&Uacute;BA, V. <i>Um caminho para o di&aacute;logo entre universidade e sociedade</i>. S&atilde;o Paulo (SP): UNIFESP, 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=123376&pid=S0009-6725202300010001300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. SMAILI, S. <i>Extens&atilde;o universit&aacute;ria abre espa&ccedil;o &agrave; inova&ccedil;&atilde;o social</i>. S&atilde;o Paulo (SP): UNIFESP, 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=123378&pid=S0009-6725202300010001300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. MONTEIRO, A. O que &eacute; a Inova&ccedil;&atilde;o Social? Maleabilidade Conceitual e Implica&ccedil;&otilde;es Pr&aacute;ticas. <i>Dados - Revista de Ci&ecirc;ncias Sociais,</i> v. 62, n. 3, 2019.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=123380&pid=S0009-6725202300010001300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
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