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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A ciência da reconstrução nacional: como a CT&I pode contribuir com os problemas enfrentados no Brasil hoje?]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REPORTAGEM</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A ci&ecirc;ncia da reconstru&ccedil;&atilde;o nacional: como a CT&amp;I pode contribuir com os problemas enfrentados no Brasil hoje?</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Paula Gomes</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Escritora, doutora em cinema e especialista em divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O pa&iacute;s enfrenta muitos problemas sociais e econ&ocirc;micos e o caminho para super&aacute;-los passa invariavelmente pela universidade. &Eacute; no ambiente acad&ecirc;mico que se investiga os problemas sociais, econ&ocirc;micos e pol&iacute;ticos de um pa&iacute;s, gerando dados e informa&ccedil;&otilde;es que possam orientar pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e privadas. Al&eacute;m disso, a universidade &eacute; respons&aacute;vel pela forma&ccedil;&atilde;o de profissionais qualificados, que podem atuar nas &aacute;reas da sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o, engenharia e tecnologia, propondo solu&ccedil;&otilde;es para problemas complexos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para que a universidade possa desempenhar bem todos esses pap&eacute;is, &eacute; fundamental que sejam garantidos autonomia e recursos adequados. Nos &uacute;ltimos anos, o governo federal tomou iniciativas na dire&ccedil;&atilde;o oposta, promovendo duros ataques &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa e aos pesquisadores brasileiros. Portanto, para a universidade contribuir com a reconstru&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s, talvez seja preciso reconstru&iacute;-la primeiro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Maria Ang&eacute;lica Pedra Minhoto, professora do Departamento de Educa&ccedil;&atilde;o da Unifesp e coordenadora do Centro de Estudos Sociedade, Universidade e Ci&ecirc;ncia (SoU_Ci&ecirc;ncia) &#91;1&#93;, avalia que foram muitos os golpes sofridos pela ci&ecirc;ncia no Brasil: "Para al&eacute;m do cen&aacute;rio de insufici&ecirc;ncia de recursos p&uacute;blicos e privados para a pesquisa e a inova&ccedil;&atilde;o, o baix&iacute;ssimo investimento em conserva&ccedil;&atilde;o e amplia&ccedil;&atilde;o de infraestrutura e a perda de c&eacute;rebros, nos deparamos nesses &uacute;ltimos quatro anos com uma pol&iacute;tica deliberada de precariza&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o nas universidades p&uacute;blicas, atingindo a forma&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica e, consequentemente, a forma&ccedil;&atilde;o de novos cientistas. "</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b> "&Eacute; no ambiente acad&ecirc;mico que se investiga os problemas sociais, econ&ocirc;micos e pol&iacute;ticos de um pa&iacute;s, gerando dados e informa&ccedil;&otilde;es que possam orientar pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e privadas."</b></styled-content>   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A pesquisadora acredita que o desmonte da ci&ecirc;ncia nos &uacute;ltimos anos afetou o futuro do Brasil, direta e indiretamente, e, para o pa&iacute;s recuperar a rota do desenvolvimento sustent&aacute;vel, a ci&ecirc;ncia, a tecnologia e a inova&ccedil;&atilde;o (CT&amp;I) devem ser pol&iacute;ticas de Estado: "&Eacute; preciso destinar recursos or&ccedil;ament&aacute;rios de forma est&aacute;vel e perene, investindo em compet&ecirc;ncias cient&iacute;ficas instaladas e em infraestrutura, identificando necessidades e novos setores potenciais, al&eacute;m de constituir democraticamente um Sistema Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o articulado a um Sistema Nacional de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Sistema Nacional de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (SNCTI) foi institu&iacute;do na Emenda Constitucional nº 85, de 2015, com a atribui&ccedil;&atilde;o de organizar e distribuir as responsabilidades do desenvolvimento cient&iacute;fico, tecnol&oacute;gico e de inova&ccedil;&atilde;o entre os governos federal, estadual e municipal. A Emenda prev&ecirc; a cria&ccedil;&atilde;o de uma lei federal para o estabelecimento de normas gerais, mas n&atilde;o houve movimenta&ccedil;&atilde;o para a cria&ccedil;&atilde;o da lei at&eacute; agosto de 2022, quando o Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia, e Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o (MCTI) abriu consulta p&uacute;blica sobre o SNCTI e a Pol&iacute;tica Nacional de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o, que visa definir um conjunto de objetivos, princ&iacute;pios e diretrizes para o setor. A consulta p&uacute;blica terminou em outubro de 2022.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Uma agenda priorit&aacute;ria</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma pesquisa realizada pelo Centro de Estudos SoU_Ci&ecirc;ncia, em outubro de 2021 &#91;3&#93;, apontou que "fome e pobreza" eram os maiores problemas do Brasil para 62,1% dos entrevistados. Hoje, segundo dados da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Seguran&ccedil;a Alimentar e Nutricional (PENSSAN) &#91;4&#93;, 33 milh&otilde;es de pessoas est&atilde;o em situa&ccedil;&atilde;o de inseguran&ccedil;a alimentar grave no pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A CT&amp;I vem atuando no combate &agrave; fome do pa&iacute;s em v&aacute;rias frentes. Dentre elas, destacam-se pesquisas na &aacute;rea da agricultura, voltadas &agrave; maior produtividade nas lavouras. Essas iniciativas, no entanto, precisam ser acompanhadas de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas que estabele&ccedil;am a ponte entre a universidade e a agricultura familiar, principal respons&aacute;vel pela produ&ccedil;&atilde;o de alimentos para o mercado interno. Luciana Vanni Gatti, pesquisadora titular do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) explica que os grandes produtores agr&aacute;rios brasileiros, donos de monoculturas voltadas &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o parte do problema da fome do Brasil, n&atilde;o a solu&ccedil;&atilde;o. A destrui&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o promovida pelo agroneg&oacute;cio desregula o clima, provocando crises h&iacute;dricas que terminam por aumentar o valor dos alimentos: "N&oacute;s temos um setor muito pequeno da elite do agro lucrando nesse modelo enquanto a totalidade da popula&ccedil;&atilde;o brasileira est&aacute; perdendo. " (<a href="#fig1">Figura 1</a>).</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n1/a15fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A pesquisadora da Embrapa Cerrados &#91;5&#93;, Su&ecirc;nia Cibeli Ramos de Almeida, elenca algumas das iniciativas em CT&amp;I que podem beneficiar o pequeno produtor: "pesquisas relacionadas &agrave; sele&ccedil;&atilde;o e melhoramento participativo das sementes crioulas; produ&ccedil;&atilde;o de insumos na pr&oacute;pria propriedade (bioinsumos); mecanismos de capta&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua de chuva; m&aacute;quinas e implementos adaptados aos diferentes cen&aacute;rios naturais e ao perfil desses atores sociais; aproveitamento da diversidade de recursos alimentares e forrageiros presentes nos diferentes biomas brasileiros que possibilitem valorizar a oferta dos produtos locais e, finalmente, mapear, sistematizar, criar e recriar formas alternativas de comercializa&ccedil;&atilde;o que envolvam os agricultores familiares, ind&iacute;genas, de comunidades tradicionais e consumidores".</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Eventos extremos pedem medidas urgentes</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A pauta ambiental, ignorada pelo &uacute;ltimo governo, tamb&eacute;m precisa ser uma preocupa&ccedil;&atilde;o central no processo de reconstru&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s. Luciana Gatti lembra que a agricultura de exporta&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m contribui com a desregula&ccedil;&atilde;o do clima: "Esse tipo de agricultura onde n&oacute;s temos &aacute;reas imensas com uma monocultura mecanizada e calcada no uso intenso de fertilizantes e agrot&oacute;xicos &eacute; uma raz&atilde;o de desequil&iacute;brio do clima. Esse modelo traz preju&iacute;zo para todos, com o aumento dos eventos extremos causando preju&iacute;zos e mortes". Para a pesquisadora, o enfoque tanto para mitigar a fome como para combater o colapso clim&aacute;tico precisa ser na agrofloresta, em produ&ccedil;&otilde;es em equil&iacute;brio com a natureza (<a href="#fig2">Figura 2</a>).</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n1/a15fig02.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Almeida alerta que, devido &agrave; desregula&ccedil;&atilde;o do clima, os conflitos pelo acesso e uso da &aacute;gua j&aacute; s&atilde;o uma realidade, e n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel pensar em solu&ccedil;&otilde;es para esses problemas fora da ci&ecirc;ncia: "Os mecanismos criados para apoiar os agricultores, como o Plano de Seguran&ccedil;a da &Aacute;gua, programa desenhado pela Ag&ecirc;ncia Nacional de &Aacute;gua (ANA), &eacute; um bom exemplo de como a ci&ecirc;ncia e as experi&ecirc;ncias dos agricultores t&ecirc;m potencial para diminuir os impactos do colapso clim&aacute;tico (diminui&ccedil;&atilde;o das chuvas e consequente desabastecimento de &aacute;gua) na &aacute;rea da agricultura e da conserva&ccedil;&atilde;o do recurso solo-&aacute;gua. A inova&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea de uso e reuso da &aacute;gua nos estados do Nordeste perpassa desde a capta&ccedil;&atilde;o e/ou armazenamento quanto o tratamento, o monitoramento e a gest&atilde;o. Todas essas a&ccedil;&otilde;es impactam positivamente a vida das pessoas e a crise econ&ocirc;mica vivenciada pelo aumento nos custos dos alimentos e dificuldade de acesso a recursos h&iacute;dricos. Isso &eacute; resultado tanto da a&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia como do apoio de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas".</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b> "O desmonte da ci&ecirc;ncia nos &uacute;ltimos anos afetou o futuro do Brasil, direta e indiretamente, e, para o pa&iacute;s recuperar a rota do desenvolvimento sustent&aacute;vel, a ci&ecirc;ncia, a tecnologia e a inova&ccedil;&atilde;o (CT&amp;I) devem ser pol&iacute;ticas de Estado."</b></styled-content>   </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. UNIFESP. <i>SoU_Ci&ecirc;ncia - Centro de Estudos Sociedade, Universidade e Ci&ecirc;ncia. </i> S&atilde;o Paulo (SP): UNIFESP, 2020.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. BRASIL. MINIST&Eacute;RIO DA CI&Ecirc;NCIA, TECNOLOGIA E INOVA&Ccedil;&Atilde;O. <i>P&aacute;gina inicial</i>. Bras&iacute;lia (DF): Minist&eacute;rio Da Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o, 2022.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. UNIFESP. SoU_Ci&ecirc;ncia. <i> "Fome e pobreza" s&atilde;o maiores problemas do pa&iacute;s hoje</i>. S&atilde;o Paulo (SP): UNIFESP, 2021.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. OLHE PARA A FOME. <i>A fome e a inseguran&ccedil;a alimentar</i>. Olhe para a Fome, 2022.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. EMBRAPA. <i>Embrapa cerrados</i>. Bras&iacute;lia (DF): Embrapa, 2022.    </font></p>      ]]></body><back>
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