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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Desafios para o enfrentamento da crise ambiental da Amazônia: Região é peça-chave no equilíbrio climático global e na conservação de parte relevante da biodiversidade mundial]]></article-title>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Biodiversidade da Amazônia]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Sociobioeconomia]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Desafios para o enfrentamento da crise ambiental da Amaz&ocirc;nia: regi&atilde;o &eacute; pe&ccedil;a-chave no equil&iacute;brio clim&aacute;tico global e na conserva&ccedil;&atilde;o de parte relevante da biodiversidade mundial</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Ima C&eacute;lia Guimar&atilde;es Vieira</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ec&oacute;loga, pesquisadora titular do Museu Paraense Emilio Goeldi/MCTI e assessora da Presid&ecirc;ncia da Finep (Bel&eacute;m-Par&aacute;)</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Amaz&ocirc;nia &eacute; uma regi&atilde;o estrat&eacute;gica para o pa&iacute;s e o mundo, e o centro da agenda ambiental brasileira. O presente artigo contextualiza a import&acirc;ncia dessa agenda e apresenta a&ccedil;&otilde;es-chave para a regi&atilde;o. Isso inclui o refor&ccedil;o na fiscaliza&ccedil;&atilde;o e no monitoramento para alcan&ccedil;ar o desmatamento e a degrada&ccedil;&atilde;o florestal zero, o combate &agrave; economia da grilagem, a expans&atilde;o do sistema de &aacute;reas protegidas para conservar a biodiversidade, o est&iacute;mulo &agrave; regenera&ccedil;&atilde;o natural como abordagem priorit&aacute;ria de restaura&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas degradadas, o investimento em uma economia florestal sustent&aacute;vel e o reconhecimento do conhecimento tradicional das comunidades locais. Essas estrat&eacute;gias devem considerar n&atilde;o apenas as quest&otilde;es pr&aacute;ticas e pol&iacute;ticas, mas tamb&eacute;m os direitos e a participa&ccedil;&atilde;o das comunidades locais no processo. Entende-se que a agenda ambiental da Amaz&ocirc;nia passa necessariamente por uma integra&ccedil;&atilde;o e mobiliza&ccedil;&atilde;o de esfor&ccedil;os e governan&ccedil;a de suas estrat&eacute;gias e instrumentos para a supera&ccedil;&atilde;o dos problemas hist&oacute;ricos da regi&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave: </b>Mudan&ccedil;a clim&aacute;tica; Degrada&ccedil;&atilde;o florestal; Biodiversidade da Amaz&ocirc;nia; Sociobioeconomia; Desmatamento zero; Restaura&ccedil;&atilde;o florestal.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A ci&ecirc;ncia tem deixado cada vez mais evidente a import&acirc;ncia da agenda ambiental para o desenvolvimento do pa&iacute;s, particularmente diante da crise clim&aacute;tica, da perda de biodiversidade e da necessidade da ado&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas econ&ocirc;micas mais sustent&aacute;veis. No centro dessa agenda est&aacute; a Amaz&ocirc;nia, que embora negligenciada historicamente, ganhou um novo e crucial significado como pe&ccedil;a-chave no equil&iacute;brio clim&aacute;tico global e na conserva&ccedil;&atilde;o de parte relevante da biodiversidade mundial.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A trajet&oacute;ria de ocupa&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o &eacute; marcada por um modelo de desenvolvimento que privilegia a expans&atilde;o r&aacute;pida de infraestrutura e os interesses do agroneg&oacute;cio, gerando um rastro de desmatamento, conflitos fundi&aacute;rios e tens&otilde;es com popula&ccedil;&otilde;es tradicionais &#91;1, 2&#93;. Ao introduzir instrumentos inovadores de controle do desmatamento na Amaz&ocirc;nia, o Brasil conseguiu diminuir o corte de florestas em 87% de 2004 a 2012 e, por isso, assumiu, no &acirc;mbito do Acordo de Paris, metas audaciosas para a regi&atilde;o: o desmatamento ilegal zero, a compensa&ccedil;&atilde;o das emiss&otilde;es de gases de efeito de estufa provenientes dos usos da terra e a restaura&ccedil;&atilde;o de 12 milh&otilde;es de hectares de florestas, at&eacute; 2030 (<a href="#fig1">Figura 1</a>).</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n4/a02fig01.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ocorre que a diversidade de projetos geopol&iacute;ticos formulados para a Amaz&ocirc;nia obscurece qualquer esfor&ccedil;o unificado para mitigar as crises ambientais e atender a esses compromissos. Tal complexidade tem impulsionado debates cruciais sobre o futuro sustent&aacute;vel da regi&atilde;o amaz&ocirc;nica, associado ao desmatamento zero<a name="1a"></a><sup>&#91;<a href="#1b">i</a>&#93;</sup> &#91;3&#93; e a uma abordagem de bioeconomia como solu&ccedil;&atilde;o para garantir a "floresta em p&eacute;" &#91;4,5&#93;. Esse movimento demanda forte governan&ccedil;a, articula&ccedil;&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o com v&aacute;rios setores, a valoriza&ccedil;&atilde;o do capital humano e social regionais e dos conhecimentos enraizados nas comunidades locais (<a href="#fig2">Figura 2</a>).</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n4/a02fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Neste artigo, apresentamos a&ccedil;&otilde;es-chave para uma agenda ambiental para a Amaz&ocirc;nia, que emergem n&atilde;o apenas de uma reflex&atilde;o te&oacute;rica, mas da absor&ccedil;&atilde;o e internaliza&ccedil;&atilde;o das experi&ecirc;ncias acumuladas sobre esses temas ao longo de mais de 30 anos de pesquisas que desenvolvo na regi&atilde;o. A inten&ccedil;&atilde;o &eacute; clara: mostrar um caminho que considere a necessidade de manter o equil&iacute;brio bi&oacute;tico e clim&aacute;tico do planeta sem sacrificar o desenvolvimento local, transcendendo os interesses imediatistas e considerando pol&iacute;ticas p&uacute;blicas transformadoras.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Enfrentando o desmatamento e a degrada&ccedil;&atilde;o da floresta amaz&ocirc;nica</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os primeiros sinais de desmatamento da floresta amaz&ocirc;nica em larga escala estavam associados &agrave; expans&atilde;o da agropecu&aacute;ria, concentrada principalmente ao longo das estradas e nos projetos de coloniza&ccedil;&atilde;o. Nas d&eacute;cadas de 1980-90, forma-se o "arco do desmatamento", abrangendo os estados do Par&aacute;, Maranh&atilde;o, Mato Grosso e Rond&ocirc;nia &#91;6&#93;. A partir de 2000, novas frentes de desmatamento acompanhavam a abertura de novas fronteiras agr&iacute;colas &#91;1&#93;, comandadas por uma din&acirc;mica regional diversificada e que levaram, em um s&oacute; ano (2003), a destrui&ccedil;&atilde;o de 27 mil km<sup>2</sup> de florestas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Visando dar uma resposta ao desmatamento, o governo brasileiro lan&ccedil;ou, em 2004, o Plano de A&ccedil;&atilde;o para Preven&ccedil;&atilde;o e Controle do Desmatamento na Amaz&ocirc;nia Legal (PPCDAm), cujas a&ccedil;&otilde;es foram respons&aacute;veis pela queda do desmatamento em 52% e da emiss&atilde;o de CO<sub>2 </sub>de 270 para 621 bilh&otilde;es de toneladas, entre 2004 e 2010. Em 2023, uma nova vers&atilde;o do PPCDAm &#91;7&#93; estabeleceu as diretrizes e metas para zerar o desmatamento at&eacute; 2030 e alcan&ccedil;ou uma redu&ccedil;&atilde;o de 22,3% nesse ano &#91;8,9&#93;. Mas essa retomada do controle do desmatamento e combate &agrave; degrada&ccedil;&atilde;o florestal requer o fortalecimento e a garantia de recursos e pessoal adequados, dos dois programas de monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE): o Programa de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amaz&ocirc;nica Brasileira por Sat&eacute;lite (PRODES) e o Sistema de Detec&ccedil;&atilde;o de Desmatamentos em Tempo Real (DETER). Ambos os programas est&atilde;o sob constante amea&ccedil;a de paralisa&ccedil;&atilde;o por falta de infraestrutura e pessoal adequados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mesmo com todos os esfor&ccedil;os empreendidos com pol&iacute;ticas e a&ccedil;&otilde;es contra o desmatamento da floresta amaz&ocirc;nica, o Brasil est&aacute; muito longe de alcan&ccedil;ar o desmatamento zero proposto 18 anos atr&aacute;s &#91;3&#93;. Para avan&ccedil;ar, &eacute; preciso combater a economia da grilagem &#91;10&#93; (a apropria&ccedil;&atilde;o privada de terras p&uacute;blicas, associada &agrave; apropria&ccedil;&atilde;o de financiamento p&uacute;blico). Essa economia est&aacute; ligada &agrave;s atividades agropecu&aacute;ria e madeireira e integram tamb&eacute;m projetos de desenvolvimento na Amaz&ocirc;nia, como a AMACRO, uma nova regi&atilde;o de planejamento governamental voltada para o agroneg&oacute;cio, na conflu&ecirc;ncia dos estados de Amazonas, Acre e Rond&ocirc;nia<a name="2a"></a><sup>&#91;<a href="#2b">ii</a>&#93;</sup>. O avan&ccedil;o recente do desmatamento nessa regi&atilde;o demonstra a face mais preocupante desse processo &#91;11&#93;, pois atinge a regi&atilde;o amaz&ocirc;nica com o maior bloco de florestas cont&iacute;nuas, de maior diversidade.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b>"Mesmo com todos os esfor&ccedil;os empreendidos com pol&iacute;ticas e a&ccedil;&otilde;es contra o desmatamento da floresta amaz&ocirc;nica, o Brasil est&aacute; muito longe de alcan&ccedil;ar o desmatamento zero proposto 18 anos atr&aacute;s."</b></styled-content>   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outra a&ccedil;&atilde;o fundamental &eacute; a efetiva e justa aplica&ccedil;&atilde;o da Lei de Prote&ccedil;&atilde;o da Vegeta&ccedil;&atilde;o Nativa (Lei 12651/2012, conhecida como C&oacute;digo Florestal), que poder&aacute; fortalecer a governan&ccedil;a sobre os usos da terra na regi&atilde;o. Isso envolve a regulariza&ccedil;&atilde;o ambiental de propriedades rurais, com emprego do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regulariza&ccedil;&atilde;o Ambiental (PRA), instrumentos que visam adequar os passivos ambientais, como veremos adiante, e mitigar o desmatamento, evitando novas perdas de vegeta&ccedil;&atilde;o nativa. Por&eacute;m, medidas de regulamenta&ccedil;&atilde;o do PRA nos estados amaz&ocirc;nicos e melhor articula&ccedil;&atilde;o entre as esferas federal e estadual s&atilde;o necess&aacute;rias para novos avan&ccedil;os nessa agenda.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Embora o desmatamento seja a parte mais vis&iacute;vel da destrui&ccedil;&atilde;o da Amaz&ocirc;nia, cerca de 38% de toda a &aacute;rea florestal remanescente na regi&atilde;o foram degradadas por inc&ecirc;ndios, efeitos de borda, explora&ccedil;&atilde;o madeireira e/ou secas extremas &#91;12&#93; e prev&ecirc;-se que at&eacute; 20% da floresta remanescente na Amaz&ocirc;nia oriental queime nos pr&oacute;ximos anos &#91;13&#93;. Portanto, considerar degrada&ccedil;&atilde;o florestal zero e a sua inclus&atilde;o na agenda do PPCDAM &eacute; urgente e necess&aacute;ria &#91;14&#93;. Nesse sentido, o an&uacute;ncio do Decreto 11687/2023 &#91;15&#93;, que disp&otilde;e sobre a elabora&ccedil;&atilde;o da lista dos munic&iacute;pios amaz&ocirc;nicos priorit&aacute;rios para as a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o, monitoramento, controle e redu&ccedil;&atilde;o de desmatamentos e degrada&ccedil;&atilde;o florestal, &eacute; um alento. Outras medidas, como a cria&ccedil;&atilde;o de um fundo emergencial para preven&ccedil;&atilde;o e combate ao fogo em anos de seca extrema, e o apoio aos extrativistas e agricultores durante eventos de secas extremas, s&atilde;o igualmente importantes &#91;8&#93; (<a href="#fig3">Figura 3</a>).</font></p>     <p><a name="fig3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n4/a02fig03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Expandindo o sistema de &aacute;reas protegidas</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A expans&atilde;o e a consolida&ccedil;&atilde;o da rede de &aacute;reas protegidas amaz&ocirc;nicas (Terras Ind&iacute;genas e Unidades de Conserva&ccedil;&atilde;o) desempenharam um papel central na redu&ccedil;&atilde;o do desmatamento das florestas amaz&ocirc;nicas. Entre 2002 e 2016, houve a expans&atilde;o de 61 milh&otilde;es de hectares de &aacute;reas protegidas, e essa expans&atilde;o foi respons&aacute;vel por 37% da redu&ccedil;&atilde;o total do desmatamento na regi&atilde;o entre 2004 e 2006 &#91;16&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um grande desafio para a meta de desmatamento zero &eacute; destinar as terras p&uacute;blicas n&atilde;o destinadas para a cria&ccedil;&atilde;o de novas &aacute;reas protegidas, como sugerimos em 2005 &#91;3&#93;. H&aacute; uma fragilidade de governan&ccedil;a e de gest&atilde;o de terras p&uacute;blicas nas esferas federal e estadual e &eacute; preciso buscar a sua regulariza&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o cerca de 595 mil km<sup>2</sup> de terras p&uacute;blicas n&atilde;o destinadas na Amaz&ocirc;nia &#91;17&#93;  e &eacute; sobre essas &aacute;reas que ocorrem a ocupa&ccedil;&atilde;o ilegal de terras, o desmatamento ilegal e as queimadas criminosas &#91;18,19&#93;. A pr&aacute;tica mais comum dos criminosos &eacute; usar terras p&uacute;blicas para regulamenta&ccedil;&atilde;o fundi&aacute;ria, pois sabem que essas terras poderiam ser transferidas para seus ocupantes &#91;20&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma legisla&ccedil;&atilde;o recente (Decreto Federal n.&ordm; 11.688/2023) traz uma esperan&ccedil;a. O decreto restringe a destina&ccedil;&atilde;o &agrave;s &aacute;reas privadas, priorizando a cria&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas protegidas, terras ind&iacute;genas, territ&oacute;rios quilombolas e de outros povos e comunidades tradicionais, reforma agr&aacute;ria, concess&otilde;es florestais e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de preven&ccedil;&atilde;o e controle do desmatamento. Se essas &aacute;reas forem incorporadas ao sistema de conserva&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o, as terras p&uacute;blicas estar&atilde;o fora do mercado de terras, o principal motor da destrui&ccedil;&atilde;o das florestas na Amaz&ocirc;nia &#91;21&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mas onde, como e quanto custa criar novas &aacute;reas protegidas? O instrumento de Identifica&ccedil;&atilde;o de &Aacute;reas Priorit&aacute;rias para Conserva&ccedil;&atilde;o, Utiliza&ccedil;&atilde;o Sustent&aacute;vel e Reparti&ccedil;&atilde;o de Benef&iacute;cios da Biodiversidade Brasileira (Decreto Federal n.&ordm; 5092/2004; Delibera&ccedil;&atilde;o CONABIO n.&ordm; 39 de 14/12/2005) pode ajudar nesse processo. Em 2018, o Brasil atualizou o mapa de &aacute;reas priorit&aacute;rias para conserva&ccedil;&atilde;o na Amaz&ocirc;nia e identificou cerca de 780 mil km<sup>2</sup> de &aacute;reas priorit&aacute;rias para conserva&ccedil;&atilde;o &#91;22&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Usando essa base de dados do MMA e a base de dados das &aacute;reas p&uacute;blicas n&atilde;o destinadas cadastradas no Servi&ccedil;o Florestal Brasileiro (SFB), fizemos um estudo explorat&oacute;rio, sobrepondo os dois mapas, e identificamos 300.000 km<sup>2</sup> de florestas p&uacute;blicas que podem ser destinadas para conserva&ccedil;&atilde;o (<a href="#fig4">Figura 4</a> - dados in&eacute;ditos). Para estimar os custos dessa destina&ccedil;&atilde;o, usamos os dados de Silva <i>et al.</i> (2022) &#91;17&#93; e vimos que seriam necess&aacute;rios R$ 1,13 bilh&otilde;es (U$ 226 milh&otilde;es) em tr&ecirc;s anos para que o pa&iacute;s destine essas &aacute;reas p&uacute;blicas como &aacute;reas protegidas na regi&atilde;o. Comparativamente, o or&ccedil;amento total realizado no PPCDAm entre 2007 e 2014 foi de R$ 8,2 bilh&otilde;es &#91;23&#93;.</font></p>     <p><a name="fig4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n4/a02fig04.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b>"A abordagem de bioeconomia mais apropriada &agrave; Amaz&ocirc;nia est&aacute; fortemente baseada no conhecimento e manejo da biodiversidade das florestas praticados h&aacute; s&eacute;culos pelas popula&ccedil;&otilde;es tradicionais."</b></styled-content>   </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Qualquer iniciativa que considere a destina&ccedil;&atilde;o de terras p&uacute;blicas como &aacute;reas protegidas ou outras categorias deve necessariamente realizar audi&ecirc;ncias e consultas p&uacute;blicas envolvendo as comunidades locais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Conhecendo e valorizando a sociobiodiversidade</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A abordagem da "bioeconomia" como solu&ccedil;&atilde;o para gerar riqueza econ&ocirc;mica com a "floresta em p&eacute;" &#91;1,5,24&#93;, tem sido a principal proposta de desenvolvimento para a Amaz&ocirc;nia. Sem entrar na discuss&atilde;o se este &eacute; o melhor modelo para a regi&atilde;o, acreditamos que a abordagem de bioeconomia mais apropriada &agrave; Amaz&ocirc;nia est&aacute; fortemente baseada no conhecimento e manejo da biodiversidade das florestas praticados h&aacute; s&eacute;culos pelas popula&ccedil;&otilde;es tradicionais &#91;4&#93;. No entanto, a expans&atilde;o dessa bioeconomia da sociobiodiversidade depende de a&ccedil;&otilde;es estruturantes para inova&ccedil;&atilde;o, ainda inexistentes na regi&atilde;o. O sistema de ci&ecirc;ncia e tecnologia da Amaz&ocirc;nia se caracteriza por baixo investimento, institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa com defici&ecirc;ncia de estrutura, fragilidade das redes de pesquisa, insufici&ecirc;ncia na forma&ccedil;&atilde;o de pesquisadores, baixa fixa&ccedil;&atilde;o de pesquisadores na regi&atilde;o e fragmenta&ccedil;&atilde;o das pesquisas, e esse quadro nos traz desafios enormes para mobilizar e concretizar a&ccedil;&otilde;es eficientes em projetos que necessitem de forte embasamento cient&iacute;fico, como o de bioeconomia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma economia baseada na biodiversidade regional precisa contar com bot&acirc;nicos e ec&oacute;logos. Existem cerca de 2.250 produtos florestais n&atilde;o madeireiros (PFNM) de &aacute;rvores e palmeiras, dentre as quais 1.037 s&atilde;o aliment&iacute;cios, 1.001 s&atilde;o medicinais, e muitos s&atilde;o usados em cosm&eacute;ticos, manufatura de artesanato, dentre outros usos &#91;25&#93;. Ocorre que h&aacute; apenas dois cursos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em bot&acirc;nica na regi&atilde;o (Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz&ocirc;nia - INPA e Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi - MPEG) e estima-se que existem na Amaz&ocirc;nia apenas 20 bot&acirc;nicos capazes de coletar e descrever esp&eacute;cies, e meia d&uacute;zia de parataxonomistas bot&acirc;nicos. Nesse contexto, um programa regional de bot&acirc;nica deveria ser estruturado para amostrar, caracterizar, mapear a biodiversidade e aprofundar estudos etnobot&acirc;nicos e ecol&oacute;gicos dos PFNM e formar pelo menos mil novos bot&acirc;nicos e parataxonomistas at&eacute; 2050, tendo como base o interesse das comunidades locais e a estrutura cient&iacute;fica existente na regi&atilde;o, com seus 330 campi de 34 institutos de P&amp;D e universidades em mais de 166 munic&iacute;pios<a name="3a"></a><sup>&#91;<a href="#3b">iii</a>&#93;</sup>. Tais programas t&ecirc;m o potencial de conhecer e monitorar a biodiversidade, mas tamb&eacute;m valorizar o capital humano e social na inova&ccedil;&atilde;o de produtos que melhorem a vida das popula&ccedil;&otilde;es que ocupam, conservam e manejam cerca de 40% das florestas da Amaz&ocirc;nia.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b>"H&aacute; urg&ecirc;ncia de pol&iacute;ticas que controlem o desmatamento e combatam a degrada&ccedil;&atilde;o florestal na regi&atilde;o."</b></styled-content>   </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Restaurando &aacute;reas desmatadas e florestas degradadas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Combater o desmatamento e restaurar florestas foram os compromissos assumidos pelo Brasil na COP21. Mas para restaurar florestas, temos de saber onde est&atilde;o as &aacute;reas degradadas, qual m&eacute;todo vamos utilizar e quem deve praticar a restaura&ccedil;&atilde;o. Duas situa&ccedil;&otilde;es devem ser priorizadas na restaura&ccedil;&atilde;o de florestas na Amaz&ocirc;nia: 1) restaurar &aacute;reas que tenham sido desmatadas ilegalmente nas propriedades e assentamentos; 2) restaurar &aacute;reas protegidas (UC e TI) desmatadas e com florestas degradadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Extenso diagn&oacute;stico quantificando as &aacute;reas de passivo ambiental e com obriga&ccedil;&atilde;o de restaura&ccedil;&atilde;o foi feito recentemente por C&acirc;mara et al. (2023) &#91;26&#93;. Em tese, 13,11 Mha de &aacute;reas desmatadas na Amaz&ocirc;nia deveriam ser restauradas, se cumprido o C&oacute;digo Florestal. Dessa &aacute;rea com passivo ambiental e com obriga&ccedil;&atilde;o de restaura&ccedil;&atilde;o, 3,62 Mha s&atilde;o &aacute;reas de vegeta&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria, 5,03 Mha s&atilde;o &aacute;reas de pastagem arbustiva (pastagem degradada) e 8,47 Mha s&atilde;o &aacute;reas de pastagem herb&aacute;cea (com mais de 90% de gram&iacute;neas, portanto ativas para o desenvolvimento da pecu&aacute;ria). Em geral, m&eacute;dios e grandes propriet&aacute;rios possuem os maiores passivos ambientais e o nosso entendimento &eacute; que devem ser respons&aacute;veis pela restaura&ccedil;&atilde;o do que foi destru&iacute;do indevidamente.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Considerando que a regulariza&ccedil;&atilde;o ambiental em im&oacute;veis rurais com passivo ambiental &eacute; um dos mais importantes instrumentos de restaura&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o nativa e, ainda, que a condu&ccedil;&atilde;o da regenera&ccedil;&atilde;o natural, como bem previsto no C&oacute;digo Florestal, &eacute; uma abordagem importante para restaurar florestas na Amaz&ocirc;nia &#91;27&#93;, cerca de 8,65 Mha poderiam ser restauradas via esse m&eacute;todo na Amaz&ocirc;nia e facilmente atingir&iacute;amos 70% dos compromissos assumidos pelo Brasil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ap&oacute;s 20 anos, as &aacute;reas de regenera&ccedil;&atilde;o atingem cerca de 80% da fertilidade do solo, do estoque de carbono do solo e da diversidade de &aacute;rvores das florestas maduras  &#91;28&#93; e &eacute; considerada uma solu&ccedil;&atilde;o de baixo custo. No entanto, nem todas as florestas regenerantes possuem alta integridade ecol&oacute;gica &#91;29&#93;, estando restritas &agrave;s paisagens com maior cobertura de floresta nativa e hist&oacute;rico de uso da terra pouco intensivo &#91;27&#93;, o que n&atilde;o &eacute; o caso de &aacute;reas abandonadas pela pecu&aacute;ria extensiva na Amaz&ocirc;nia. Sob esse aspecto, m&eacute;todos h&iacute;bridos de restaura&ccedil;&atilde;o (passiva e ativa) devem ser considerados na restaura&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas de pastagens muito degradadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s &aacute;reas protegidas, sabe-se que o desmatamento tem crescido muito nos &uacute;ltimos cinco anos nessas &aacute;reas e correspondem a cerca de 20% do total do desmatamento anual &#91;9&#93;. Em geral, &aacute;reas desmatadas dentro de &aacute;reas protegidas t&ecirc;m potencial de regenera&ccedil;&atilde;o de alta integridade ecol&oacute;gica, por estar em matriz de paisagem com elevada cobertura florestal. Nesse caso, n&atilde;o h&aacute; necessidade de envolver recursos de alta monta com projetos intensivos em capital, bastando conduzir a regenera&ccedil;&atilde;o natural para garantir a integridade da floresta regenerante. Florestas incendiadas, por outro lado, t&ecirc;m regenera&ccedil;&atilde;o lenta e, quando muito degradadas, requerem a aplica&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gia de restaura&ccedil;&atilde;o que envolve a restaura&ccedil;&atilde;o assistida, uma combina&ccedil;&atilde;o de restaura&ccedil;&atilde;o passiva com plantio de &aacute;rvores de interesse das comunidades, em uma abordagem biocultural &#91;30&#93;. Nessa abordagem, &eacute; imprescind&iacute;vel remover os fatores de degrada&ccedil;&atilde;o e construir aceiros para prevenir a propaga&ccedil;&atilde;o de inc&ecirc;ndios florestais, que s&atilde;o grandes amea&ccedil;as a projetos de restaura&ccedil;&atilde;o florestal na Amaz&ocirc;nia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">M&eacute;todos de restaura&ccedil;&atilde;o que envolvem plantios de sementes e/ou mudas de esp&eacute;cies nativas s&atilde;o muito dispendiosos e apenas devem ser usados em situa&ccedil;&otilde;es em que o potencial de regenera&ccedil;&atilde;o natural &eacute; baixo. Devemos levar em conta, tamb&eacute;m, que "planta&ccedil;&otilde;es de &aacute;rvores", embora importantes economicamente e fomentadas em muitos pa&iacute;ses, na "D&eacute;cada de Restaura&ccedil;&atilde;o do Ecossistema" da ONU, n&atilde;o devem ser consideradas como restaura&ccedil;&atilde;o florestal, pois n&atilde;o restabelecem ambientes diversos e complexos como as florestas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Um complexo e desafiador caminho</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No momento em que a agenda ambiental ganha novo impulso no Brasil, &eacute; preciso pensar em estrat&eacute;gias que procurem trazer respostas para essa crise. Tendo como base a proposta de desmatamento zero na Amaz&ocirc;nia, &eacute; importante considerar a inclus&atilde;o da degrada&ccedil;&atilde;o zero na agenda e os enormes desafios para sua efetiva implementa&ccedil;&atilde;o. Primeiramente, destacamos a urg&ecirc;ncia de pol&iacute;ticas que controlem o desmatamento e combatam a degrada&ccedil;&atilde;o florestal na regi&atilde;o. Isso exige medidas robustas de combate a grilagem de terras, de fiscaliza&ccedil;&atilde;o, implementa&ccedil;&atilde;o e monitoramento eficazes do desmatamento, al&eacute;m do fortalecimento de pol&iacute;ticas e governan&ccedil;a dos usos da terra e garantia dos territ&oacute;rios tradicionais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por outo lado, a cria&ccedil;&atilde;o de novas &aacute;reas protegidas e a promo&ccedil;&atilde;o da bioeconomia da sociobiodiversidade apontam para a necessidade de pol&iacute;ticas de conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade que promovam a sua expans&atilde;o, melhorias na gest&atilde;o e a estrutura&ccedil;&atilde;o de um sistema de ci&ecirc;ncia e tecnologia capaz de atender a esses desafios, reconhecendo e valorizando o capital humano e social regional e os conhecimentos tradicionais das comunidades locais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No que diz respeito &agrave; restaura&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas desmatadas e degradadas, apontamos para duas situa&ccedil;&otilde;es que requerem mais aten&ccedil;&atilde;o e a import&acirc;ncia de pol&iacute;ticas que promovam a regenera&ccedil;&atilde;o natural como uma estrat&eacute;gia priorit&aacute;ria. Isso requer a implementa&ccedil;&atilde;o de medidas de combate &agrave;s queimadas e &agrave; degrada&ccedil;&atilde;o florestal, e a restaura&ccedil;&atilde;o ecol&oacute;gica, al&eacute;m do cuidado para evitar abordagens de restaura&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o respeitem a complexidade dos ecossistemas florestais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para enfrentar esses desafios, &eacute; crucial uma abordagem integrada e biocultural, considerando n&atilde;o apenas as quest&otilde;es pr&aacute;ticas e pol&iacute;ticas, mas tamb&eacute;m a cria&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias participativas, a promo&ccedil;&atilde;o do di&aacute;logo intercultural, assegurando que as pol&iacute;ticas de conserva&ccedil;&atilde;o e restaura&ccedil;&atilde;o na Amaz&ocirc;nia respeitem e incluam as comunidades tradicionais,  em sua formula&ccedil;&atilde;o e acompanhamento.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por fim, constata-se que muitas quest&otilde;es estruturais para a consecu&ccedil;&atilde;o da agenda ambiental da Amaz&ocirc;nia aqui proposta n&atilde;o se encontram sob governan&ccedil;a de um &uacute;nico agente ou institui&ccedil;&atilde;o. Existem aspectos de ordem t&eacute;cnica e pol&iacute;tica que afetam a implementa&ccedil;&atilde;o dessa agenda e, certamente, ser&aacute; necess&aacute;rio mobilizar v&aacute;rios atores regionais e tentar induzi-los a construir uma estrat&eacute;gia convergente de desenvolvimento para a Amaz&ocirc;nia, capaz de superar os problemas hist&oacute;ricos da regi&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Notas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="1b"></a>&#91;<a href="#1a">i</a>&#93; A proposta de desmatamento zero foi primeiramente apresentada em 2005, na publica&ccedil;&atilde;o de Vieira et al. (2005) &#91;3&#93;. Com o apoio de 1,4 milh&atilde;o de brasileiros de todas as regi&otilde;es do pa&iacute;s, o Greenpeace entregou ao Congresso Nacional, em 2016, uma proposta de lei de iniciativa popular para acabar como desmatamento no Brasil. Quatro propostas sobre desmatamento zero j&aacute; tramitaram no Congresso Nacional (PLs 5398/05, 4179/08, 4307/12, e o Projeto de Lei do Senado 428/15). Em 2023, foi apresentado o Projeto de Lei 2258/23, que pro&iacute;be o corte de vegeta&ccedil;&atilde;o nativa em todo o territ&oacute;rio nacional pelo per&iacute;odo de quatro anos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="2b"></a>&#91;<a href="#2a">ii</a>&#93; Para mais informa&ccedil;&otilde;es sobre a regi&atilde;o AMACRO, ver <a href="https://infoamazonia.org/2021/10/29/polo-agropecuario-oeste-amazonia-epicentro-desmatamento/" target="_blank">https://infoamazonia.org/2021/10/29/polo-agropecuario-oeste-amazonia-epicentro-desmatamento/</a>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="3b"></a>&#91;<a href="#3a">iii</a>&#93; Mapa das institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas de ensino superior e pesquisa na Amaz&ocirc;nia, produzido pelo Projeto Nova cartografia Social da Amaz&ocirc;nia, coordenado por Ennio Candotti e Alfredo Wagner, com contribui&ccedil;&atilde;o do Museu Goeldi, UEA, Embrapa e outros.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;1&#93; BECKER, B. Geopol&iacute;tica da Amaz&ocirc;nia: dossi&ecirc; Amaz&ocirc;nia Brasileira I. <i>Estudos Avan&ccedil;ados</i>, v. 19, n. 53, p. 71-86, 2005.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;2&#93; TOLEDO, P. M.; DALLA-NORA, E.; VIEIRA, I. C. G.; AGUIAR, A. P. D.; ARAUJO, R. Development paradigms contributing to the transformation of the Brazilian Amazon: do people matter? <i>Current Opinion in Environmental Sustainability</i>, v. 26, p. 77-83, 2017.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;3&#93; VIEIRA, I. C. G.; SILVA, J. M. C.; TOLEDO, P. M. Estrat&eacute;gias para evitar a perda de biodiversidade na Amaz&ocirc;nia. <i>Estudos Avan&ccedil;ados,</i> v. 19, n. 54, p. 153-164, 2005.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;4&#93; FERNANDES, D. A.; COSTA, F. D. A.; FOLHES, R.; SILVA, H.; VENTURA NETO, R. <i>Por uma bioeconomia da sociobiodiversidade na Amaz&ocirc;nia</i>: li&ccedil;&otilde;es do passado e perspectivas para o futuro. S&atilde;o Paulo: MADE, 2022.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;5&#93; ABRAMOVAY, R.; FERREIRA, J.; COSTA, F. A.; EHRLICH, M.; EULER, A. M. C.; YOUNG, C. E. F.; VILLANOVA, L. The new bioeconomy in the Amazon: opportunities and challenges for a healthy standing forest and flowing rivers. <i>In</i>: NOBRE, C. A. <i>Amazon Assessment Report 2021</i>. New York: United Nations Sustainable Development Solutions Network, 2021.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;6&#93; FEARNSIDE, P. Desmatamento na Amaz&ocirc;nia: din&acirc;mica, impactos e controle. <i>Acta Amazonica</i>, v. 36, n. 3, p. 395-400, 2006.    </font></p>     ]]></body>
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<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;13&#93; BRANDO, P.; MACEDO, M.; SILV&Eacute;RIO, D.; RATTIS, L.; PAOLUCCI, L.; ALENCAR, A.; COE, M; AMORIM, C. Amazon wildfires: Scenes from a foreseeable disaster. <i>Flora</i>, v. 268, p. 151609, 2020.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;14&#93; BARLOW, J.; FERREIRA, J.; BERENGUER, E.; ALENCAR, A.; VIEIRA, I. C. G.; MACEDO, M. <i>et al</i>. A degrada&ccedil;&atilde;o de florestas amaz&ocirc;nicas precisa ser combatida. <i>Figshare</i>, 2023.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;15&#93; BRASIL. Decreto n&ordm; 11.687, de 5 de setembro de 2023. Disp&otilde;e sobre as a&ccedil;&otilde;es relativas &agrave; preven&ccedil;&atilde;o, ao monitoramento, ao controle e &agrave; redu&ccedil;&atilde;o de desmatamento e degrada&ccedil;&atilde;o florestal no Bioma Amaz&ocirc;nia. Bras&iacute;lia: Casa Civil da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, 2023.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;16&#93; SOARES-FILHO, B. S. <i>O papel das &aacute;reas protegidas da Amaz&ocirc;nia, em especial as com apoio do ARPA, na redu&ccedil;&atilde;o do desmatamento</i>. Rio de Janeiro: Funbio, 2016.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;17&#93; SILVA, J. M. C.; BARBOSA, L. C. F.; TOPF, J.; VIEIRA, I. C. G.; SCARANO, F. R. Minimum costs to conserve 80% of the Brazilian Amazon. <i>Perspectives in Ecology and Conservation</i>, v. 20, p. 216-222, 2022.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;18&#93; BENATTI, J. H. A lei de regulariza&ccedil;&atilde;o fundi&aacute;ria e o debate sobre justi&ccedil;a social e prote&ccedil;&atilde;o ambiental na Amaz&ocirc;nia. <i>Hileia Revista de Direito Ambiental da Amaz&ocirc;nia</i>, v. 12, p. 15-30, 2009.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;19&#93; ALENCAR, A.; SILVESTRINI, R.; GOMES, J.; SAVIAN, G. <i>Amazon in flames</i>: the new and alarming level of deforestation in the Amazon. Manaus: IPAM Amaz&ocirc;nia, 2022.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;20&#93; BRITO, B.; BARRETO, P.; BRAND&Atilde;O, A.; BAIMA, S.; GOMES, P. H. Stimulus for land grabbing and deforestation in the Brazilian Amazon. <i>Environmental Research Letters,</i> v. 14, p. 64018, 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;21&#93; COSTA, F. A. Din&acirc;mica agr&aacute;ria e balan&ccedil;o de Carbono na Amaz&ocirc;nia". <i>Economia</i>, v. 10, n. 1, p. 117-151, 2009.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;22&#93; MINIST&Eacute;RIO DO MEIO AMBIENTE E MUDAN&Ccedil;A DO CLIMA. Segunda atualiza&ccedil;&atilde;o das &Aacute;reas Priorit&aacute;rias para Conserva&ccedil;&atilde;o da Biodiversidade. Bras&iacute;lia: MMA, 2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;23&#93; FALEIROS, G.; VERDUM, R.; MEDAGLIA, T.; PEIXE, M; GEORGE, V.; CARVALHAES, T.; RODIL, T. A pol&iacute;tica do desmatamento. <i>Infoamazonia</i>, 2017.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;24&#93; NOBRE, C. A.; SAMPAIO, G.; BORMA, L. S.; CASTILLA-RUBIO, J. C.; SILVA, J. S.; CARDOSO, M. Land-use and climate change risks in the Amazon and the need of a novel sustainable development paradigma. <i>Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America, </i>v. 113, p. 10759-10768, 2016.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;25&#93; COELHO, S. D.; LEVIS, C.; BACCARO, F. B.; FIGUEIREDO, F. O. G.; ANTUNES, A. P.; STEEGE, H. T. et al. Eighty-four per cent of all Amazonian arboreal plant individuals are useful to humans. <i>PLoS One</i>, v. 16, p. e0257875, 2021.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;26&#93; C&acirc;mara et al. 2023 Environ. Res. Lett. 18 065005</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;27&#93; JAKOVAC, C. C.; GILES, A.; VIEIRA, I.; MESQUITA, R. <i>Recomenda&ccedil;&otilde;es para o monitoramento da regenera&ccedil;&atilde;o natural na Amaz&ocirc;nia</i>: nota t&eacute;cnica. Manaus: Regenera-Amaz&ocirc;nia, 2023.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;28&#93; POORTER, L.; CRAVEN, D.; JAKOVAC, C.; VAN DER SANDE, M.; AMISSAH, L.; BONGERS, F. <i>et al</i>. Muntifunctional tropical forest recovery. <i>Science</i>, v. 374, p. 6573, 2022.    </font></p>     ]]></body>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Geopolítica da Amazônia: dossiê Amazônia Brasileira I]]></article-title>
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