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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Bioma Pantanal: da complexidade do ecossistema &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o, restaura&ccedil;&atilde;o e bioeconomia</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Denise Brentan Silva<sup>I</sup>; Let&iacute;cia Couto Garcia<sup>II</sup>; Sandra Aparecida Santos<sup>III</sup>; Geraldo Alves Damasceno Junior<sup>IV</sup>; Amanda Galdi Boaretto<sup>V</sup>;  Ieda Maria Bortolotto<sup>VI</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Professora na Faculdade de Ci&ecirc;ncias Farmac&ecirc;uticas, Alimentos e Nutri&ccedil;&atilde;o (FACFAN) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Coordenadora do Laborat&oacute;rio de Produtos Naturais e Espectrometria de Massas (LAPNEM), coordenadora do N&uacute;cleo Mulheres da Sociedade Brasileira de Qu&iacute;mica (SBQ) e representante da regional Centro-Oeste da Sociedade Brasileira de Farmacognosia (SBFgnosia)    <br>   <sup>II</sup>Professora no Instituto de Bioci&ecirc;ncias da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), coordenadora do Laborat&oacute;rio Ecologia da Interven&ccedil;&atilde;o (LEI), &eacute; membro representante do Centro-Oeste do Conselho Superior da Sociedade Brasileira de Restaura&ccedil;&atilde;o Ecol&oacute;gica (SOBRE)    <br>   <sup>III</sup>Pesquisadora n&iacute;vel III da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu&aacute;ria (EMBRAPA) e coordena projetos relacionados com Conserva&ccedil;&atilde;o de Recursos Gen&eacute;ticos Animais e Forrageiros, sistemas sustent&aacute;veis e multifuncionais como a "Fazenda Pantaneira Sustent&aacute;vel" e "Abordagem hol&iacute;stica dos ecossistemas do Pantanal para defini&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de manejo sustent&aacute;vel das pastagens nativas"    <br>   <sup>VI</sup>Professor no Instituto de Bioci&ecirc;ncias da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Coordenador do projeto "Estudo de longa dura&ccedil;&atilde;o dos efeitos do fogo ao longo do gradiente de inunda&ccedil;&atilde;o no Pantanal" contemplado no edital do Programa de Pesquisas Ecol&oacute;gicas de Longa Dura&ccedil;&atilde;o (PELD)    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>V</sup>T&eacute;cnica de laborat&oacute;rio do Laborat&oacute;rio de Produtos Naturais e Espectrometria de Massas (LaPNEM) da Faculdade de Ci&ecirc;ncias Farmac&ecirc;uticas, Alimentos e Nutri&ccedil;&atilde;o da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Atualmente, &eacute; aluna de doutorado no Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Ecologia e Conserva&ccedil;&atilde;o (PPGEC-UFMS)    <br>   <sup>VI</sup>Pesquisadora s&ecirc;nior e docente do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Biologia Vegetal da Universidade Federal de Mato do Sul (UFMS), colabora no programa de extens&atilde;o "Valoriza&ccedil;&atilde;o de Plantas Aliment&iacute;cias do Pantanal e Cerrado" e atua na &aacute;rea de etnobot&acirc;nica</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Pantanal &eacute; um bioma amplamente conhecido por ser a maior plan&iacute;cie inund&aacute;vel do mundo, mais do que isso, &eacute; um mosaico contendo &aacute;reas inund&aacute;veis e n&atilde;o inund&aacute;veis, floresta decidual, savana (cerrado), florestas rip&aacute;rias, pastagens, &aacute;reas tempor&aacute;rias, &aacute;reas permanentemente aqu&aacute;ticas e com forma&ccedil;&otilde;es monodominantes caracter&iacute;sticas. &Eacute; um reservat&oacute;rio de biodiversidade com organismos adaptados aos ciclos de seca, cheia e fogo, requerendo aten&ccedil;&atilde;o especial para sua conserva&ccedil;&atilde;o e restaura&ccedil;&atilde;o, ainda mais com os desmatamentos e inc&ecirc;ndios catastr&oacute;ficos que recentemente ocorreram. Essa regi&atilde;o tamb&eacute;m possui popula&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas e tradicionais, que det&ecirc;m inclusive conhecimentos ancestrais sobre a biodiversidade da regi&atilde;o e precisam ser inclu&iacute;das nos planejamentos para a conserva&ccedil;&atilde;o e restaura&ccedil;&atilde;o desse bioma.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> Pantanal; Bioeconomia; Forma&ccedil;&otilde;es monodominantes; Comunidades tradicionais; Fogo.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Pantanal &eacute; um bioma com uma &aacute;rea de aproximadamente 179.300 km<sup>2 </sup>com ocorr&ecirc;ncia no Brasil (78%), Bol&iacute;via (18%) e Paraguai (4%). No Brasil, ocorre nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, sendo que este &uacute;ltimo concentra 65% da &aacute;rea brasileira &#91;1&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os ecossistemas no Pantanal s&atilde;o conectados e usualmente moldados por efeitos antropog&ecirc;nicos e a&ccedil;&otilde;es naturais. Uma caracter&iacute;stica marcante desse bioma s&atilde;o as esta&ccedil;&otilde;es bem definidas e caracterizadas por seca e chuva, sendo marcado pelo pulso de enchentes, o que influencia as comunidades do ecossistema e a ciclagem de nutrientes (<a href="#fig1">Figura 1</a>) &#91;2&#93;. Recentemente, o Pantanal tem sido destaque devido aos frequentes inc&ecirc;ndios de grandes propor&ccedil;&otilde;es associados &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, como a redu&ccedil;&atilde;o das chuvas, da umidade relativa e as altas temperaturas, al&eacute;m de tamb&eacute;m sofrer com a&ccedil;&otilde;es relacionadas &agrave; pr&aacute;tica da pecu&aacute;ria &#91;3&#93;.</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n4/a03fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A biodiversidade do Pantanal &eacute; marcada por mais de 2.000 esp&eacute;cies de plantas, 131 r&eacute;pteis, 271 peixes, 57 anf&iacute;bios, 580 aves, 174 mam&iacute;feros e in&uacute;meros invertebrados e microrganismos, que merecem destaque por serem escassamente catalogados &#91;2,4&#93;. Al&eacute;m dessas esp&eacute;cies, ainda h&aacute; muito para se descobrir e explorar no Pantanal, uma vez que s&atilde;o poucos os estudos, principalmente relacionados aos processos e fun&ccedil;&otilde;es, dificultados pelo acesso em algumas &aacute;reas e perdas continuamente relacionadas aos inc&ecirc;ndios e desmatamentos.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b>"Recentemente, o Pantanal tem sido destaque devido aos frequentes inc&ecirc;ndios de grandes propor&ccedil;&otilde;es associados &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, como a redu&ccedil;&atilde;o das chuvas, da umidade relativa e as altas temperaturas, al&eacute;m de tamb&eacute;m sofrer com a&ccedil;&otilde;es relacionadas &agrave; pr&aacute;tica da pecu&aacute;ria."</b></styled-content>   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar de conter poucas plantas end&ecirc;micas, o Pantanal &eacute; um mosaico com &aacute;reas inund&aacute;veis e n&atilde;o inund&aacute;veis, floresta decidual, savana (cerrado), florestas rip&aacute;rias, pastagens, al&eacute;m de &aacute;reas tempor&aacute;rias, &aacute;reas permanentemente aqu&aacute;ticas e com forma&ccedil;&otilde;es monodominantes &#91;4&#93;. Essa forma&ccedil;&atilde;o observada no Pantanal, juntamente com a altern&acirc;ncia dos ciclos de seca e chuva, &eacute; um interessante alvo para estudos de fen&ocirc;menos ecol&oacute;gicos, incluindo a movimenta&ccedil;&atilde;o dos animais e a adapta&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies a toda essa din&acirc;mica de fatores bi&oacute;ticos e abi&oacute;ticos pertinentes ao bioma.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nas diversas paisagens, desde a plan&iacute;cie at&eacute; as &aacute;reas de morraria (<a href="#fig1">Figuras 1</a> e <a href="#fig2">2</a>), h&aacute; popula&ccedil;&otilde;es humanas que vivem em comunidades ind&iacute;genas, tradicionais ou em propriedades privadas, como as grandes fazendas de gado bovino. Moradores de diversas cidades e comunidades rurais, como as localizadas ao longo do rio Paraguai, o principal coletor de &aacute;guas do Pantanal, ainda mant&ecirc;m conhecimentos ancestrais sobre a biodiversidade, apesar de mudan&ccedil;as acentuadas nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas no contexto ambiental, social, econ&ocirc;mico e cultural &#91;5&#93;. Assim, as demandas relacionadas &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o do Pantanal devem incluir a preserva&ccedil;&atilde;o do patrim&ocirc;nio biocultural, abrangendo tanto a conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade quanto a manuten&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es humanas e seus modos de vida. Fazem parte dos seus sistemas de conhecimentos tradicionais o h&aacute;bito de tomar terer&eacute;, de fazer artesanato, extrativismo de plantas para fins medicinais, aliment&iacute;cios e constru&ccedil;&atilde;o, ca&ccedil;a, pesca e cultivo em ro&ccedil;as e quintais.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n4/a03fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em meados da d&eacute;cada de 1990, foram criadas Unidades de Conserva&ccedil;&atilde;o (UCs) como as Reservas do Patrim&ocirc;nio Cultural na borda oeste do Pantanal, por exemplo. Entretanto, a implementa&ccedil;&atilde;o dessas UCs adotou um modelo de exclus&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es humanas &#91;6,7&#93;, contrariando recomenda&ccedil;&otilde;es como as do Programa "O Homem e a Biosfera" da Unesco &#91;6&#93;. A perspectiva da conserva&ccedil;&atilde;o biocultural deve estar contemplada, portanto, nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, que devem considerar aspectos sociais e culturais das popula&ccedil;&otilde;es humanas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>O Pantanal e o fogo</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Pantanal, localizado em uma zona clim&aacute;tica com intensa influ&ecirc;ncia da sazonalidade, apresenta uma esta&ccedil;&atilde;o seca (de julho a outubro) e uma chuvosa (de novembro a mar&ccedil;o) com chuvas anuais ao redor de 1.000 mm. Tamb&eacute;m est&aacute; sujeito a inunda&ccedil;&otilde;es de pulso monomodal causadas pelo transbordamento dos seus principais rios logo ao final da esta&ccedil;&atilde;o chuvosa &#91;8,9&#93;. No meio da esta&ccedil;&atilde;o seca, que em geral coincide com a fase terrestre do pulso de inunda&ccedil;&atilde;o, existe uma janela onde a biomassa vegetal acumulada no per&iacute;odo de chuvas pode ficar dispon&iacute;vel para queima, caso haja igni&ccedil;&atilde;o &#91;10&#93;. Na &aacute;rea de inunda&ccedil;&atilde;o do Rio Paraguai, parte oeste do Pantanal, a inunda&ccedil;&atilde;o ocorre com um atraso em rela&ccedil;&atilde;o ao per&iacute;odo chuvoso das cabeceiras do rio. Isso acontece devido &agrave; topografia plana da regi&atilde;o, fazendo com que essas &aacute;guas levem cerca de tr&ecirc;s meses para alcan&ccedil;ar a &aacute;rea de inunda&ccedil;&atilde;o &#91;8&#93;. Assim, o pico da inunda&ccedil;&atilde;o na regi&atilde;o ocorre no meio da esta&ccedil;&atilde;o seca, o que diminui as possibilidades de ocorr&ecirc;ncia de fogo em anos de cheia normal do Pantanal. Portanto, os eventos de fogo nessa regi&atilde;o s&atilde;o mais comuns nos anos em que o rio Paraguai n&atilde;o transborda &#91;10&#93;.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b>"As demandas relacionadas &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o do Pantanal devem incluir a preserva&ccedil;&atilde;o do patrim&ocirc;nio biocultural, incluindo tanto &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade quanto &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es humanas e seus modos de vida."</b></styled-content>   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Vale ressaltar que o Pantanal &eacute; uma regi&atilde;o dependente do fogo e este faz parte da paisagem &#91;11&#93;, existindo neste local antes dos registros mais antigos da presen&ccedil;a humana na &aacute;rea Pantaneira &#91;10&#93;. Alguns tipos de vegeta&ccedil;&atilde;o s&atilde;o bastante associados ao fogo, como as forma&ccedil;&otilde;es monodominantes de <i>Tabebuia aurea</i> (Silva Manso) Benth. &amp; Hook.f ex S. Moore (Bignoniaceae), conhecidas localmente como paratudais com sua ocorr&ecirc;ncia associada a alta frequ&ecirc;ncia de fogo e altos n&iacute;veis de inunda&ccedil;&atilde;o &#91;12&#93;. A palmeira <i>Attalea phalerata </i>Mart. ex Spreng (Arecaceae) tamb&eacute;m se beneficia de ambientes com registro de fogo recorrente e com algum n&iacute;vel de inunda&ccedil;&atilde;o &#91;13&#93;. At&eacute; as matas ciliares no Pantanal s&atilde;o resistentes a fogo de baixa intensidade, apresentando efeitos como perda de riqueza e n&uacute;mero de &aacute;rvores nas bordas mais baixas que ficam em transi&ccedil;&atilde;o com os campos inund&aacute;veis. Entretanto, o fogo de alta intensidade pode ter efeito catastr&oacute;fico como o ocorrido nos eventos de inc&ecirc;ndios registrados em 2020 &#91;14&#93;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No geral, cerca de apenas 1% do fogo no Pantanal &eacute; oriundo de causas como raios, e a maioria dos eventos de fogo s&atilde;o causados pelo manejo realizado por fazendeiros da regi&atilde;o &#91;15&#93;. A principal atividade econ&ocirc;mica nesse bioma &eacute; a cria&ccedil;&atilde;o de gado de corte com uso de pasto nativo &#91;2&#93;. Entretanto, como as esp&eacute;cies forrageiras tendem a ficar fibrosas com o tempo, h&aacute; necessidade de queimar para que as folhas fiquem mais palat&aacute;veis para o gado &#91;10&#93;. Essa pr&aacute;tica, associada &agrave; presen&ccedil;a de biomassa vegetal acumulada e ao per&iacute;odo de estiagem, pode resultar em inc&ecirc;ndios.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Portanto, o desafio enfrentado pela ci&ecirc;ncia e pelos atores que vivem na regi&atilde;o &eacute; manter a pr&aacute;tica de uso das pastagens nativas, que conservam a flora local, empregando o fogo como instrumento de manejo, mantendo baixa emiss&atilde;o de carbono e com impacto m&iacute;nimo para a flora e fauna locais. Nesse sentido, &eacute; importante que se inclua o Manejo integrado do fogo como ferramenta nas fazendas e unidades de conserva&ccedil;&atilde;o a fim de se evitar inc&ecirc;ndios catastr&oacute;ficos e contribuir para a conserva&ccedil;&atilde;o dos recursos naturais da regi&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A qu&iacute;mica contida na biodiversidade do Pantanal</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Pantanal &eacute; considerado um reservat&oacute;rio de biodiversidade, contendo organismos altamente adaptados a condi&ccedil;&otilde;es estressantes como fogo, inunda&ccedil;&atilde;o e seca. Nesse contexto, as plantas e os microrganismos, por exemplo, produzem um poderoso arsenal qu&iacute;mico para sobrevirem a essas condi&ccedil;&otilde;es e tais subst&acirc;ncias podem se tornar promissores alvos na busca de compostos de interesse para o desenvolvimento de produtos, ativos para o combate a doen&ccedil;as e compreens&atilde;o de fen&ocirc;menos ecol&oacute;gicos &#91;16&#93;. Dessa maneira, o Pantanal &eacute; um valioso alvo de estudos, uma vez que carrega diversas informa&ccedil;&otilde;es qu&iacute;micas &uacute;nicas para que seus organismos possam sobreviver &agrave;s suas condi&ccedil;&otilde;es dr&aacute;sticas, o que ressalta a necessidade urgente de medidas para a sua conserva&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como j&aacute; abordamos no t&oacute;pico sobre a rela&ccedil;&atilde;o do fogo com as esp&eacute;cies do Pantanal, destacamos o ip&ecirc; amarelo, <i>T. aurea</i>, conhecido na regi&atilde;o como paratudo que apresenta ocorr&ecirc;ncia em forma&ccedil;&otilde;es monodominantes (paratudais) (<a href="#fig3">Figura 3</a>). O ip&ecirc; amarelo tem uma grande import&acirc;ncia para as comunidades tradicionais e ribeirinhas que costumam utilizar as suas amargas cascas para os tratamentos de picada de cobra e da dor. Estudos comprovaram que suas cascas s&atilde;o um poderoso agente anti-inflamat&oacute;rio, analg&eacute;sico e promovem redu&ccedil;&atilde;o dos danos causados por veneno de cobra em estudos com animais. A principal subst&acirc;ncia encontrada em grande quantidade em suas cascas do caule &eacute; o irid&oacute;ide especios&iacute;deo (<a href="#fig3">Figura 3</a>), podendo este ser um potencial alvo para desenvolvimento de f&aacute;rmacos e produtos, j&aacute; que sua elevada produ&ccedil;&atilde;o e ac&uacute;mulo na esp&eacute;cie facilita sua obten&ccedil;&atilde;o &#91;17,18&#93;.</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n4/a03fig03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A canjiqueira, <i>Byrsonima cydoniifolia </i>A. Juss, &eacute; tamb&eacute;m uma esp&eacute;cie que ocorre no Pantanal como uma forma&ccedil;&atilde;o monodominante (canjiqueiral). Seus frutos s&atilde;o utilizados pela comunidade para o consumo <i>in natura</i> e produ&ccedil;&atilde;o de sucos, geleias, licores e sorvetes. Esses frutos apresentam potente atividade anti-inflamat&oacute;ria e alto valor nutrac&ecirc;utico, devido &agrave; elevada concentra&ccedil;&atilde;o de um estilbenoide <i>trans</i>-piceatannol, podendo ser uma fonte para esse composto, o qual &eacute; reconhecido pelos benef&iacute;cios &agrave; sa&uacute;de humana e ocorre tamb&eacute;m em uva e frutas vermelhas &#91;19&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Pantanal tamb&eacute;m possui uma imensa biodiversidade de microrganismos ainda escassamente conhecida e explorada, incluindo os denominados de end&oacute;fitos, que s&atilde;o microrganismos que colonizam o interior das plantas sem causar preju&iacute;zos a elas. Esses end&oacute;fitos do Pantanal s&atilde;o raramente estudados, mas s&atilde;o alvos importantes para o desenvolvimento de estrat&eacute;gias na busca de novos f&aacute;rmacos e bioprodutos para as mais diversas &aacute;reas como agricultura, pecu&aacute;ria e aliment&iacute;cia &#91;20&#93;. Um exemplo da relev&acirc;ncia dos microrganismos do Pantanal para a ci&ecirc;ncia e bioeconomia &eacute; a <i>startup</i> Arandu Biotecnologia Ltda. que foi recentemente fundada e est&aacute; incubada na Pantanal Incubadora Mista de Empresas (PIME) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Essa <i>startup</i> desenvolve corantes naturais sustent&aacute;veis para o mercado, a partir de microrganismos do Pantanal e, dentre seus produtos em desenvolvimento, possui um corante natural vermelho a ser lan&ccedil;ado no mercado e pass&iacute;vel de substituir o vermelho de cochonilha (vermelho carmim), que &eacute; amplamente usado na produ&ccedil;&atilde;o iogurtes, xaropes, embutidos, doces e sucos, mas que o Brasil importa do Peru, o qual &eacute; produzido a partir de um inseto praga agr&iacute;cola, a cochonilha &#91;21&#93;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Sistemas de produ&ccedil;&atilde;o com base na biodiversidade</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A perman&ecirc;ncia da pecu&aacute;ria de corte como a principal atividade econ&ocirc;mica depende da efici&ecirc;ncia produtiva associada &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade presente nas diferentes paisagens da regi&atilde;o, al&eacute;m da qualidade de vida da popula&ccedil;&atilde;o local. Como o Pantanal possui restri&ccedil;&otilde;es &agrave; agricultura convencional devido &agrave;s inunda&ccedil;&otilde;es peri&oacute;dicas, solos de baixa fertilidade, dificuldade de acesso, entre outras, &eacute; de fundamental import&acirc;ncia buscar estrat&eacute;gias de uso sustent&aacute;vel da regi&atilde;o. O Pantanal possui 2.250 esp&eacute;cies de faner&oacute;gamas, cujas principais fam&iacute;lias s&atilde;o as leguminosas (240 esp&eacute;cies), gram&iacute;neas (212 esp&eacute;cies) e ciper&aacute;ceas (92 esp&eacute;cies) &#91;4&#93;. As gram&iacute;neas, que consistem no principal componente da dieta de bovino &#91;22&#93;, est&atilde;o presentes nos ecossistemas abertos como campo limpo, campo cerrado, vazantes e bordas de lagoas, o que torna a regi&atilde;o com aptid&atilde;o natural para a cria&ccedil;&atilde;o extensiva de gado de corte &#91;23&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O estabelecimento de sistemas de produ&ccedil;&atilde;o multifuncionais com a cria&ccedil;&atilde;o de gado de corte associado com a diversifica&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o, uso sustent&aacute;vel de recursos naturais aliado com a conserva&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os ecossist&ecirc;micos pode ser a op&ccedil;&atilde;o mais sustent&aacute;vel para a regi&atilde;o &#91;24&#93;, assegurando a conserva&ccedil;&atilde;o das paisagens e da biodiversidade da regi&atilde;o. Por&eacute;m, cada propriedade tem um limite de produtividade da pecu&aacute;ria vari&aacute;vel em fun&ccedil;&atilde;o do grau de inunda&ccedil;&atilde;o e da composi&ccedil;&atilde;o das paisagens, em especial das &aacute;reas campestres dominadas por forrageiras nativas &#91;24,25&#93;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Restaura&ccedil;&atilde;o do Pantanal</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Pantanal &eacute; o bioma com maiores lacunas de conhecimento a respeito de sua restaura&ccedil;&atilde;o &#91;26&#93; e ainda sem pol&iacute;ticas de incentivo para tal como os Programas para Pagamentos por Servi&ccedil;os Ambientais &#91;27&#93;. Segundo o Plano Nacional de Vegeta&ccedil;&atilde;o Nativa (Planaveg 2017), o d&eacute;ficit legal no Pantanal &eacute; de 50 mil hectares que legalmente devem ser restaurados. Apesar desse valor parecer pequeno, perante os demais biomas, devido &agrave; complexidade de sua din&acirc;mica sazonal, com grandes varia&ccedil;&otilde;es nos seus n&iacute;veis de inunda&ccedil;&atilde;o, &eacute; grande a dificuldade de recupera&ccedil;&atilde;o dos seus ecossistemas e estrat&eacute;gias de conserva&ccedil;&atilde;o, que devem ser priorit&aacute;rias nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas para a manuten&ccedil;&atilde;o dos ecossistemas remanescentes &#91;28&#93;. Ou seja, antes de focar na restaura&ccedil;&atilde;o ativa ou passiva, a conserva&ccedil;&atilde;o do que existe &eacute; uma prioridade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Desse modo, a convers&atilde;o aumentando recentemente e em ritmo acelerado do bioma &#91;26&#93; e a introdu&ccedil;&atilde;o de grandes matrizes plantadas de pasto com uso de esp&eacute;cies de gram&iacute;neas invasoras ser&atilde;o um problema a m&eacute;dio e longo prazo, tanto para a conserva&ccedil;&atilde;o, devido ao potencial invasor das mesmas em &aacute;reas naturais e &aacute;reas protegidas (Reservas Legais e &Aacute;reas de Preserva&ccedil;&atilde;o Permanente), quanto para a restaura&ccedil;&atilde;o, devido &agrave; dificuldade e alto custo de controle dessas plantas. O controle da expans&atilde;o das gram&iacute;neas ex&oacute;ticas, especificamente as braqui&aacute;rias, possui alto custo, por&eacute;m deve ser constante. Esse capim ex&oacute;tico, principalmente a braqui&aacute;ria, tem sido um grande problema para restaurar o Pantanal, a fim de reestabelecer os processos ecol&oacute;gicos e a biodiversidade, uma vez que experi&ecirc;ncias pr&eacute;vias demonstram que interven&ccedil;&otilde;es de restaura&ccedil;&atilde;o ativa n&atilde;o t&ecirc;m tido sucesso devido ao efeito da competi&ccedil;&atilde;o com as gram&iacute;neas ex&oacute;ticas &#91;29,30&#93;. Ou seja, uma vez introduzidas, essas esp&eacute;cies invasoras s&oacute; sair&atilde;o do sistema com muito investimento financeiro (uso de herbicidas, ro&ccedil;agens mec&acirc;nicas permanentes e de longo prazo). O n&iacute;vel de invas&atilde;o por gram&iacute;neas ex&oacute;ticas pode afetar o potencial de regenera&ccedil;&atilde;o, mesmo em &aacute;reas que estejam perto de fontes de sementes. Vale ressaltar que existem relatos de &aacute;reas que podem levar at&eacute; 30 anos para recuperar a vegeta&ccedil;&atilde;o nativa, mesmo com alto potencial de resili&ecirc;ncia &#91;29&#93;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por outro lado, &eacute; urgente a restaura&ccedil;&atilde;o das nascentes que abastecem a plan&iacute;cie pantaneira, mas que nascem no planalto (compreendendo o Cerrado, a Mata Atl&acirc;ntica e a Amaz&ocirc;nia) que &eacute; adjacente e sofrem grande press&atilde;o por serem de uso para agropecu&aacute;ria. Al&eacute;m disso, &aacute;reas remotas que, por exemplo, possam ter sofrido degrada&ccedil;&atilde;o por inc&ecirc;ndios severos podem receber, como estrat&eacute;gia de restaura&ccedil;&atilde;o, o enriquecimento com esp&eacute;cies mais sens&iacute;veis, retiradas do sistema devido a esses inc&ecirc;ndios recentes, sendo ideal que essas estrat&eacute;gias sejam implantadas em &aacute;reas priorit&aacute;rias. Entretanto, devido &agrave; dificuldade de acesso &agrave;s &aacute;reas remotas, t&eacute;cnicas de restaura&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o necessitem de infraestrutura (ex.: produ&ccedil;&atilde;o e transporte de mudas do viveiro) ser&atilde;o prefer&iacute;veis &#91;31&#93;. A exemplo da t&eacute;cnica de transplante de pl&acirc;ntulas provenientes da regenera&ccedil;&atilde;o natural com uso de prote&ccedil;&atilde;o anti-herbivoria individual (cercas em cada muda para evitar os grandes mam&iacute;feros) &#91;29&#93;. Ademais, sempre atentando para escolha de esp&eacute;cies resistentes &agrave; inunda&ccedil;&atilde;o quando a implanta&ccedil;&atilde;o for feita em &aacute;reas alagadas sazonalmente &#91;32&#93;. Por fim, para alavancar a cadeia da restaura&ccedil;&atilde;o com diversidade gen&eacute;tica, redes de sementes e de produ&ccedil;&atilde;o de mudas poder&atilde;o gerar renda e oportunidades para as pessoas que diretamente dependem da natureza, tais como comunidades tradicionais, quilombolas, ribeirinhos e povos origin&aacute;rios do Pantanal.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b>"Os conhecimentos tradicionais e os cient&iacute;ficos andam lado a lado e se complementam para estudarmos a biodiversidade e a sociedade."</b></styled-content>   </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Conhecimento tradicional sobre plantas aliment&iacute;cias nativas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os conhecimentos tradicionais e os cient&iacute;ficos andam lado a lado e se complementam para estudarmos a biodiversidade e a sociedade. Estudos etnobot&acirc;nicos realizados ao longo do rio Paraguai identificaram cerca de 70 esp&eacute;cies aliment&iacute;cias nativas que fazem parte da cultura das popula&ccedil;&otilde;es humanas, incluindo o munic&iacute;pio de Corumb&aacute; e de Porto Murtinho &#91;33,34&#93;. Essas esp&eacute;cies representam apenas uma parcela das 217 esp&eacute;cies aliment&iacute;cias nativas usadas ou com potencial de uso no Pantanal &#91;35&#93;. Nesse trabalho, foram identificadas esp&eacute;cies com usos na literatura, citadas como parte da cultura dos Guat&oacute;, dos Terena e dos Bororo, entre outros, que ainda vivem no Pantanal e por povos ind&iacute;genas extintos, mas cujos dados da literatura indicam os usos das plantas no passado. Diversas dessas esp&eacute;cies, com consagrado uso popular ao longo de numerosas gera&ccedil;&otilde;es, t&ecirc;m um rico valor nutricional e podem representar uma excelente fonte de vitaminas, minerais e outros elementos importantes para a dieta &#91;34&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar do potencial aliment&iacute;cio das plantas do Pantanal, elas ainda s&atilde;o pouco conhecidas pelas pessoas que vivem nas cidades com pequena inser&ccedil;&atilde;o nos mercados. Fora desse dom&iacute;nio cultural, elas t&ecirc;m sido chamadas de "Plantas Aliment&iacute;cias n&atilde;o Convencionais" (PANC) &#91;36&#93;, cujo termo tem sido associado a um movimento em prol do uso tanto das esp&eacute;cies nativas quanto das ex&oacute;ticas (introduzidas no Brasil) n&atilde;o convencionais na dieta. Mesmo se tratando de plantas nativas com valor cultural nas comunidades ind&iacute;genas e tradicionais, h&aacute; esp&eacute;cies que foram importantes no passado e que t&ecirc;m sido abandonadas, passando por um processo de eros&atilde;o dos conhecimentos tradicionais. Esse &eacute; o caso das esp&eacute;cies de arroz nativo (<i>Oryza latifolia </i>Desv. e <i>O. glumaepatula</i> Steud.) (<a href="#fig4">Figura 4</a>) &#91;33&#93;.</font></p>     <p><a name="fig4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n4/a03fig04.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nos munic&iacute;pios do Pantanal, com exce&ccedil;&atilde;o da farinha de bocaiuva &#91;<i>Acrocomia aculeata </i>(Jacq.) Lodd. ex Mart.&#93; que &eacute; comercializada h&aacute; mais de 30 anos na casa do Artes&atilde;o de Corumb&aacute;, poucos frutos e produtos tradicionais tinham inclus&atilde;o nos mercados ou feiras at&eacute; meados da d&eacute;cada de 1990. Considerando essa situa&ccedil;&atilde;o, juntamente com o processo de perda de conhecimentos tradicionais e busca por alternativas de renda nas comunidades, foi desenvolvido um Programa de Extens&atilde;o, visando &agrave; valoriza&ccedil;&atilde;o das plantas aliment&iacute;cias nativas, &agrave; sua conserva&ccedil;&atilde;o e &agrave; melhoria da qualidade de vida das pessoas, iniciado em 2006 &#91;37&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com o envolvimento e parceria de diversas comunidades, houve o est&iacute;mulo ao aproveitamento de esp&eacute;cies com valor cultural ainda em uso e de esp&eacute;cies que estavam sendo abandonadas. As atividades, ainda em andamento (veja sabores.ufms.br), t&ecirc;m sido desenvolvidas nas comunidades, escolas e hot&eacute;is. Atualmente, h&aacute; v&aacute;rias institui&ccedil;&otilde;es governamentais e n&atilde;o governamentais que incentivam o aproveitamento de esp&eacute;cies aliment&iacute;cias nativas no Pantanal. Da mesma forma, as comunidades est&atilde;o se organizando e tomando para si essa responsabilidade de desenvolver atividades nesta linha, com grande envolvimento de mulheres &#91;38&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies, ainda h&aacute; muitos desafios. Esp&eacute;cies como o acuri (<i>A. phalerata</i>) e a canjiqueira (<i>B. cydoniifolia</i>.), que t&ecirc;m popula&ccedil;&otilde;es numerosas, fornecem toneladas de frutos ao ano, ainda s&atilde;o consideradas invasoras de pastagens &#91;35&#93;. Associado a isso, os inc&ecirc;ndios no Pantanal nos &uacute;ltimos anos danificaram boa parte da flora nativa, tornando os alimentos do local menos dispon&iacute;veis, tanto para a dieta humana quanto para a fauna silvestre. Os trabalhos de pesquisa e extens&atilde;o continuam em desenvolvimento, buscando fortalecer tanto as comunidades, quanto a cultura local e os produtos que geram renda e movimentam a bioeconomia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;1&#93; MERELES, M. F.; AQUINO, A. L.; OWEN, R.; CLAY, R.; PALMIERI, J. H.; SANJURJO, M.; LOPEZ, M. J. Iniciativas transfronterizas para el Pantanal (Paraguay). Proyecto Cross Border Pantanal, Paraguay: delimitaci&oacute;n, areas de conservaci&oacute;n, plan de conservaci&oacute;n. Paraguay: The Nature Conservancy/Fundaci&oacute;n para el Desarrollo Sustentable del Chaco/Usaid, 2000.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;2&#93; TOMAS, W. M.; ROQUE, F. de O.; MORATO, R. G.; M&Eacute;DICI, P. E.; CHIARAVALLOTI, R. M.; TORTATO, F. R. <i>et al</i>. Sustainability agenda for the pantanal wetland: perspectives on a collaborative interface for science, policy, and decision-making. <i>Tropical Conservation Science</i>, v. 12, p. 1-30, 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;3&#93; FILHO, W. I.; AZEITEIRO, U. M.; SALVIA, A. L.; FRITZEN, B.; LIBONATI, R. Fire in paradise: why the pantanal is burning. <i>Environmental Science &amp; Policy</i>, v. 123, p. 31-34, 2021.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;4&#93; POTT, A.; OLIVEIRA, A. K. M.; DAMASCENO-JUNIOR, G. A.; SILVA, J. S. V. Plant diversity of the pantanal wetland. <i>Brazilian journal of biology</i>, v. 71, n. 1, p. 265-273, 2011.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;5&#93; BORTOLOTTO, I. M.; GUARIM-NETO, G. Aspectos hist&oacute;ricos, socioambientais e educacionais do distrito de Albuquerque, Corumb&aacute;, no Pantanal Sul-Mato-Grossense. <i>Revista Geografia</i>, v. 19, p. 42-52, 2004.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;6&#93; BORTOLOTTO, I. M.; AMOROZO, M. C. M. Aspectos hist&oacute;ricos e estrat&eacute;gias de subsist&ecirc;ncia nas comunidades localizadas ao longo do rio Paraguai em Corumb&aacute; - MS. <i>In:</i> MORETTI, E. C.; BANDUCCI JUNIOR, A. <i>Pantanal</i>: territorialidades, culturas e diversidade. Campo Grande: UFMS, 2012.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;7&#93; CHIARAVALLOTI, R. The displacement of insufficiently 'traditional' communities: local fisheries in the pantanal. <i>Conservation and Society</i>, v. 17, p. 173-183, 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;8&#93; HAMILTON, S. K.; SIPPEL, S. J.; MELACK, J. M. Inundation patterns in the pantanal wetland of South America determined from passive microwave remote sensing. <i>Archiv f&uuml;r Hydrobiologie</i>, v. 137, p. 1-23, 1996.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;9&#93; JUNK, W. J.; DA CUNHA, C. N.; WANTZEN, K. M.; PETERMANN, P.; STR&Uuml;SSMANN, C.; MARQUES, M. I.; ADIS, J. Biodiversity and its conservation in the Pantanal of Mato Grosso, Brazil. <i>Aquatic Sciences</i>, v. 68, p. 278-309, 2006.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;10&#93; DAMASCENO-JUNIOR, G. A.; PEREIRA, A. M. M.; OLDELAND, J.; PAROLIN, P.; POTT, A. Fire, flood and pantanal vegetation. <i>In:</i> DAMASCENO-JUNIOR, G. A.; POTT, A. <i>Flora and vegetation of the pantanal wetland</i>. Cham: Springer, 2021.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;11&#93; PIVELLO, V. R.; VIEIRA, I.; CHRISTIANINI, A. V.; RIBEIRO, D. B.; DA SILVA MENEZES, L.; BERLINCK, C. N.; MELO, F. P. L.; MARENGO, J. A.; TORNQUIST, C. G.; TOMAS, W. M.; OVERBECK, G. E. Understanding Brazil's catastrophic fires: causes, consequences and policy needed to prevent future tragedies. <i>Perspectives in Ecology and Conservation</i>, v. 19, p. 233-255, 2021.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;12&#93; DAMASCENO-JUNIOR, G. A.; DA SILVA, R. H.; GRIS, D.; SOUZA, E. B.; ROCHA, M.; MANRIQUE PINEDA, D. A.; AMADOR, G. A.; SOUZA, A. H. A.; OLDELAND, J.; POTT, A. Monodominant stands in the Pantanal. <i>In:</i> DAMASCENO-JUNIOR, G. A.; POTT, A. <i>Flora and vegetation of the pantanal wetland</i>. Cham: Springer, 2021.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;13&#93; RIVABEN, R. C.; POTT, A.; BUENO, M. L.; PAROLIN, P.; CORDOVA, M. O.; OLDELAND, J.; DA SILVA, R. H.; DAMASCENO-JUNIOR, G. A. Do fire and flood interact to determine forest islet structure and diversity in a Neotropical wetland? <i>Flora</i>, v. 281, n. 151874, 2021.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;14&#93; GARCIA, L. C.; SZABO, J. K.; OLIVEIRA, F. R.; PEREIRA, A. M. M.; CUNHA, C. N.; DAMASCENO-J&Uacute;NIOR, G. A.; MORATO, R. G.; TOMAS, W. M.; LIBONATI, R.; RIBEIRO, D. B. Record-breaking wildfires in the world's largest continuous tropical wetland: Integrative fire management is urgently needed for both biodiversity and humans.<i> Journal of Environmental Management</i>, v. 293, n. 112870, 2021.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;15&#93; MENEZES, L. S.; OLIVEIRA, A. M.; SANTOS, F. L. M.; RUSSO, A.; SOUZA, R. A. F.; ROQUE, F. O.; LIBONATI, R. Lightning patterns in the Pantanal: untangling natural and anthropogenic-induced wildfires. <i>Science of The Total Environment</i>, v. 820, n. 153021, 2022.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;16&#93; GOBBO-NETO, L.; LOPES, N. P. Plantas medicinais: fatores de influ&ecirc;ncia no conte&uacute;do de metab&oacute;litos secund&aacute;rios. <i>Qu&iacute;mica Nova</i>, v. 30, n. 2, p. 374-381, 2007.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;17&#93; NOCCHI, S. R.; KATO, N. N.; ALMEIDA, J. M.; FERREIRA, A. M. T.; TOFFOLI-KADRI, M. C.; MEIRELLES, L. E. F.; DAMKE, G. M. Z. F.; CONSOLARO, M. E. L.; RIGO, G. V.; MACEDO, A. J.; TASCA, T.; REIS, S. V.; ALVES, F. M.; CAROLLO, C. A.; SILVA, D. B. Pharmacological properties of specioside from the stem bark of Tabebuia aurea. <i>Revista Brasileira de Farmacognosia - Brazilian Journal of Pharmacognosy</i>, v. 30, p. 118-122, 2020.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;18&#93; MALANGE, K. F.; SANTOS, G. G.; KATO, N. N.; PARADA, C.A.; TOFFOLI-KADRI, M. C.; CAROLLO, C. A.; SILVA, D. B.; PORTUGAL, L. C.; ALVES, F. M.; RITA, P. H. S.; RONDON, E. S. <i>Tabebuia aurea</i> decreases hyperalgesia and neuronal injury induced by snake venom. <i>Journal of Ethnopharmacology</i>, v. 233, p. 131-140, 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;19&#93; SANTOS, V. S.; NASCIMENTO, T. V.; FELIPE, J. L.; BOARETTO, A. G., DAMASCENO-JUNIOR, G. A., SILVA, D. B., TOFFOLI-KADRI, M. C., CAROLLO, C. A. Nutraceutical potential of Byrsonima cydoniifolia fruits based on chemical composition, anti-inflammatory, and antihyperalgesic activities. <i>Food Chemistry</i>, v. 237, p. 240-246, 2017.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;20&#93; SAVI, D. C.; ALUIZIO, R.; GLIENKE, C. Brazilian plants: an unexplored sourceof endophytes as producers of active metabolites. <i>Planta Medica</i>, v. 85, n. 8, p. 619-636, 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;21&#93; SANTOS, E. 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