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<kwd lng="pt"><![CDATA[Biodiversidade brasileira]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A Caatinga: um bioma exclusivamente brasileiro</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Janieli de Oliveira Melo<sup>I</sup>; Renato Dantas-Medeiros<sup>II</sup>; Let&iacute;cia Gondim Lambert Moreira<sup>III</sup>; Raquel Brandt Giordani<sup>IV</sup>; Silvana M. Zucolotto<sup>V</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Enfermeira pela UNIFEOB. Especialista em Enfermagem em Infectologia e mestre em Ensino em Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de pela Universidade Federal de S&atilde;o Paulo. Atuou como docente e preceptora do Curso de Enfermagem da UNIFEOB. &Eacute; doutoranda do PPG em Ci&ecirc;ncias Farmac&ecirc;uticas da UFRN na &aacute;rea de Farmacognosia    <br>   <sup>II</sup>Qu&iacute;mico pela UFRN. Especialista em Tecnologias Educacionais. Mestre em Ci&ecirc;ncias Farmac&ecirc;uticas pela UFRN. Doutor em Desenvolvimento e Inova&ccedil;&atilde;o Tecnol&oacute;gica em Medicamentos pela UFRN. Atua na &aacute;rea de Produtos Naturais, Toxicologia, Tecnologia Farmac&ecirc;utica e Farmacologia de esp&eacute;cies vegetais nativas do bioma Caatinga    <br>   <sup>III</sup>Farmac&ecirc;utica pela UFRN. Especialista em Investiga&ccedil;&atilde;o Forense e Per&iacute;cia Criminal. Mestre em Ci&ecirc;ncias Farmac&ecirc;uticas pela UFRN. Doutoranda no Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias Farmac&ecirc;uticas na UFRN. Investiga alcaloides trop&acirc;nicos de esp&eacute;cies do bioma Caatinga    <br>   <sup>IV</sup>Farmac&ecirc;utica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Mestre e doutora em Ci&ecirc;ncias Farmac&ecirc;uticas pela UFRGS. Docente do Curso de Farm&aacute;cia da UFRN atuando na &aacute;rea de produtos naturais. Investiga bioss&iacute;ntese e metabolismo especial de plantas da Caatinga associando protocolos &ocirc;micos    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>V</sup>Farmac&ecirc;utica pela UFSC. Mestre e doutora pela UFSC. Docente do Curso de Farm&aacute;cia da UFRN. Bolsista de Produtividade do CNPp (PQ2), L&iacute;der do Grupo de Pesquisa em Produtos Naturais Bioativos. Fundadora do @fitoterapia.com.ciencia. Atua na &aacute;rea de Farmacognosia e controle de qualidade de insumos vegetais de plantas da Caatinga</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Brasil &eacute; o pa&iacute;s mais megabiodiverso do mundo, abrigando uma variedade de ecossistemas, como o Pantanal, Cerrado, Mata Atl&acirc;ntica, Amaz&ocirc;nia, Pampa e Caatinga. A Caatinga &eacute; um bioma exclusivamente brasileiro que ocupa aproximadamente 54% da Regi&atilde;o Nordeste e 11% do territ&oacute;rio nacional, distribu&iacute;do em nove ecorregi&otilde;es distintas. Apesar de sua import&acirc;ncia para a biodiversidade brasileira, a Caatinga ainda continua sendo um dos biomas menos conservados e conhecidos cientificamente do pa&iacute;s. A vegeta&ccedil;&atilde;o da Caatinga faz parte de um sistema global chamado Florestas e Arbustais Tropicais Sazonalmente Secos (FATSS), com a maior diversidade de esp&eacute;cies entre os n&uacute;cleos de FATSS no Novo Mundo. A Caatinga &eacute; marcada por varia&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas, vegeta&ccedil;&atilde;o diversificada e esp&eacute;cies &uacute;nicas, formando um mosaico de flora, fauna e relevo. No entanto, a explora&ccedil;&atilde;o dos recursos naturais amea&ccedil;a este rico bioma que possui apenas 8% de prote&ccedil;&atilde;o dentro das unidades de conserva&ccedil;&atilde;o. Nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, a Caatinga vem passando por um processo de degrada&ccedil;&atilde;o ambiental, causado pelo uso n&atilde;o sustent&aacute;vel dos seus recursos naturais e agravado pelo aumento da temperatura m&eacute;dia global devido &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. Isso est&aacute; resultando na r&aacute;pida extin&ccedil;&atilde;o de suas esp&eacute;cies &uacute;nicas, muitas das quais desaparecem antes mesmo de serem catalogadas e estudadas cientificamente. Apesar disso, a Caatinga ainda continua sendo o lar de milh&otilde;es de pessoas que desenvolveram estrat&eacute;gias espec&iacute;ficas para lidar com as condi&ccedil;&otilde;es do clima semi&aacute;rido, especialmente durante longos per&iacute;odos de estiagem. Essa intera&ccedil;&atilde;o entre o homem e esse bioma &eacute; digna de destaque. Assim, o presente artigo apresenta uma abordagem geral das principais caracter&iacute;sticas e a atual conjuntura do bioma Caatinga, abordando sua biodiversidade &uacute;nica, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s esp&eacute;cies vegetais e animais, com especialidade nas adapta&ccedil;&otilde;es &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es semi&aacute;ridas. Al&eacute;m disso, tamb&eacute;m ser&atilde;o apresentados, de forma geral, os principais desafios enfrentados pela Caatinga, como a degrada&ccedil;&atilde;o do habitat devido &agrave; explora&ccedil;&atilde;o insustent&aacute;vel, o desmatamento, as esp&eacute;cies em extin&ccedil;&atilde;o e as amea&ccedil;as crescentes das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. Por fim, foi destacada a import&acirc;ncia das iniciativas e dos projetos que visam proteger e restaurar a Caatinga, e a divulga&ccedil;&atilde;o dos desafios futuros que esse bioma enfrenta, incluindo as proje&ccedil;&otilde;es de perda de esp&eacute;cies devido &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, e a necessidade de conscientiza&ccedil;&atilde;o e a&ccedil;&atilde;o para preservar e restaurar a Caatinga.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave: </b>Biodiversidade brasileira; Semi&aacute;rido; Fauna e flora; Plantas xer&oacute;fitas; Mata branca; Conserva&ccedil;&atilde;o; Restaura&ccedil;&atilde;o.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Brasil lidera a lista entre os pa&iacute;ses mais megabiodiversos do planeta &#91;1,2&#93;, composto por uma variedade de ecossistemas, que incluem desde &aacute;reas alagadas (Pantanal), savanas (Cerrado), florestas tropicais &uacute;midas (Mata Atl&acirc;ntica e Amaz&ocirc;nia), pastagens (Pampa) at&eacute; as vegeta&ccedil;&otilde;es bem definidas, inseridas entre os n&uacute;cleos das Florestas Tropicais Sazonalmente Secas, como a Caatinga &#91;3,4&#93;. A floresta semi&aacute;rida da Caatinga &eacute; lar de uma das maiores e mais densamente povoadas &aacute;reas de terra seca do planeta. Essa regi&atilde;o, localizada predominantemente no Nordeste do Brasil, &eacute; uma unidade fitogeogr&aacute;fica bem definida com mais de 900.000 km<sup>2</sup>, que engloba m&uacute;ltiplos tipos de vegeta&ccedil;&atilde;o organizados em nove ecorregi&otilde;es distintas &#91;5&#93;. A Caatinga se estende por praticamente toda a regi&atilde;o Nordeste e seus estados federativos, bem como o norte de Minas Gerais. Apesar de ser considerada um ponto de destaque em biodiversidade, a Caatinga permanece como uma das regi&otilde;es biogeogr&aacute;ficas menos estudadas entre os biomas brasileiros &#91;3,6&#93;, ainda que pesquisas cient&iacute;ficas tenham aumentado consideravelmente nessa tem&aacute;tica na &uacute;ltima d&eacute;cada &#91;7,8&#93;. Ao referenciar um bioma espec&iacute;fico, &eacute; fundamental destacar, primeiramente, a vegeta&ccedil;&atilde;o que o define (<a href="#fig1">Figura 1</a>). A vegeta&ccedil;&atilde;o caracter&iacute;stica da Caatinga pertence a um bioma global denominado Florestas e Arbustais Tropicais Sazonalmente Secos (FATSS), conhecido como SDTFW em ingl&ecirc;s. Sua import&acirc;ncia primordial reside no fato de que esse bioma, exclusivamente brasileiro, representa a maior e mais cont&iacute;nua extens&atilde;o dentro da categoria de Florestas e Arbustais Tropicais Sazonalmente Secos, al&eacute;m de abrigar a mais vasta diversidade de esp&eacute;cies entre os n&uacute;cleos de FATSS no Novo Mundo &#91;9&#93;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n4/a04fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As intera&ccedil;&otilde;es entre plantas e animais na Caatinga refletem fortemente o uso mutual&iacute;stico, como a poliniza&ccedil;&atilde;o e a dispers&atilde;o de sementes, bem como mutualismos de prote&ccedil;&atilde;o entre formigas e plantas. Al&eacute;m disso, tamb&eacute;m s&atilde;o observadas intera&ccedil;&otilde;es antag&ocirc;nicas, como a herbivoria. As rela&ccedil;&otilde;es entre plantas e seus polinizadores s&atilde;o o tipo de intera&ccedil;&atilde;o planta-animal mais amplamente pesquisado na Caatinga &#91;10-12&#93;. Diversos vetores de poliniza&ccedil;&atilde;o j&aacute; foram documentados no bioma &#91;12&#93;, distribu&iacute;dos em cerca de 13 tipos de sistemas de poliniza&ccedil;&atilde;o, destacando-se por formigas, morcegos, abelhas, besouros, borboletas, "diversos pequenos insetos", beija-flores, lagartos, mariposas, mam&iacute;feros n&atilde;o-voadores, esfing&iacute;deos, vespas e vento. Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; herbivoria, efetivamente, h&aacute; uma escassez de investiga&ccedil;&otilde;es que se evidencia no que tange essa tem&aacute;tica, sendo que a maioria dos estudos direciona seu enfoque para a resposta dos insetos herb&iacute;voros diante das press&otilde;es ambientais peculiares ao bioma, ou seja, a rela&ccedil;&atilde;o planta e estresse ambiental. Pesquisas que abordam as caracter&iacute;sticas de defesa das plantas contra herb&iacute;voros na Caatinga s&atilde;o ainda mais escassas &#91;13&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O ambiente morfoclim&aacute;tico da Caatinga &eacute; classificado por meio de uma not&aacute;vel combina&ccedil;&atilde;o de fatores clim&aacute;ticos, geomorfol&oacute;gicos, hidrol&oacute;gicos, pedol&oacute;gicos e bot&acirc;nicos &#91;14&#93;. Neste dom&iacute;nio fitogeogr&aacute;fico, encontramos uma varia&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica marcante, relevos e paisagens diversas, uma ampla gama de fitofisionomias, uma variedade de tipos de solos e abundantes estruturas geol&oacute;gicas &#91;15&#93;. No que concerne aos solos, a Caatinga apresenta substratos pedregosos e rasos com grande presen&ccedil;a de afloramentos de rochas maci&ccedil;as. A forma&ccedil;&atilde;o desses solos iniciou com o processo de pediplana&ccedil;&atilde;o, seguido de eros&atilde;o, predominando o intemperismo f&iacute;sico ao longo de milh&otilde;es de anos na regi&atilde;o Nordeste do Brasil &#91;16&#93;. Em resumo, os solos resultam da intera&ccedil;&atilde;o complexa de diversos fatores ambientais, como o tempo, clima, relevo e os processos mec&acirc;nicos, qu&iacute;micos e biol&oacute;gicos &#91;17&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar da sua grande import&acirc;ncia, a Caatinga &eacute; um dos biomas mais amea&ccedil;ados do Brasil pela constante explora&ccedil;&atilde;o dos seus recursos naturais: apenas 8% da sua extens&atilde;o est&atilde;o dentro de unidades de conserva&ccedil;&atilde;o e menos de 2% est&atilde;o dentro de unidades de conserva&ccedil;&atilde;o integral (CNUC/MMA), o que tem levado ao desmatamento e a degrada&ccedil;&atilde;o florestal com impactos na biodiversidade, nos servi&ccedil;os ecossist&ecirc;micos e na fragmenta&ccedil;&atilde;o do bioma &#91;18&#93;. Contudo, estudos recentes mostram endemismo de cerca de 54% para peixes, 48% para lagartos, 23% para plantas, 20% para anf&iacute;bios e 6% para mam&iacute;feros no bioma &#91;19&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Caatinga se destaca por apresentar uma vegeta&ccedil;&atilde;o composta predominantemente por esp&eacute;cies de baixa a m&eacute;dia estatura, principalmente arvoretas e arbustos &#91;20&#93;. Muitas dessas esp&eacute;cies s&atilde;o sofisticadamente adaptadas &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es do ambiente semi&aacute;rido, demonstrando uma variedade de estrat&eacute;gias para assegurar sua sobreviv&ecirc;ncia. Estas incluem a capacidade de reter &aacute;gua nos tecidos, a queda de folhas para minimizar a perda de umidade durante os per&iacute;odos de seca e ciclos de flora&ccedil;&atilde;o definidos conforme os per&iacute;odos chuvosos &#91;21&#93;, bem como adapta&ccedil;&otilde;es fisiol&oacute;gicas que refletem na produ&ccedil;&atilde;o de metab&oacute;litos e prote&iacute;nas especializados. Al&eacute;m disso, as esp&eacute;cies da Caatinga podem estar adaptadas a longos per&iacute;odos de seca, enquanto algumas esp&eacute;cies podem ser extremamente vulner&aacute;veis a mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas r&aacute;pidas. Apesar da alta diversidade, atualmente apenas metade de sua floresta original est&aacute; preservada, sendo que a maior parte continua desprotegida por lei &#91;22&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A fragmenta&ccedil;&atilde;o desse bioma influencia negativamente algumas intera&ccedil;&otilde;es ecol&oacute;gicas em m&uacute;ltiplos n&iacute;veis e, consequentemente, a adapta&ccedil;&atilde;o da biodiversidade nativa e end&ecirc;mica em cen&aacute;rios degradados, favorecendo principalmente a sobreviv&ecirc;ncia de plantas xer&oacute;fitas que apresentam adapta&ccedil;&otilde;es especiais tanto estruturais quanto funcionais &#91;18,21&#93;. As plantas xer&oacute;fitas s&atilde;o esp&eacute;cies vegetais adaptadas a condi&ccedil;&otilde;es &aacute;ridas (des&eacute;rticas) e semi&aacute;ridas (secas de longo prazo), e s&atilde;o encontradas em regi&otilde;es com pouca disponibilidade de recursos h&iacute;dricos &#91;23&#93;. No Brasil, as plantas xer&oacute;fitas ocorrem com maior evid&ecirc;ncia no bioma Caatinga e possuem caracter&iacute;sticas morfol&oacute;gicas particulares que permitem diferenci&aacute;-las de outros grupos vegetais, como a perda das folhas, aumento da raiz e interrup&ccedil;&atilde;o do crescimento das partes a&eacute;reas nos per&iacute;odos de seca &#91;18, 21&#93;. A exposi&ccedil;&atilde;o virtual "Caatinga em foco: biodiversidade, ci&ecirc;ncia e preserva&ccedil;&atilde;o" est&aacute; hospedada no site do Museu C&acirc;mara Cascudo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e apresenta caracter&iacute;sticas do bioma, bem como, de forma especial, de uma planta considerada como resistente &agrave; desseca&ccedil;&atilde;o e, portanto, chamada planta da ressurrei&ccedil;&atilde;o. Trata-se de <i>Selaginella convoluta</i>, uma lic&oacute;fita conhecida como m&atilde;o fechada ou jeric&oacute;, utilizada popularmente para tratar de problemas urin&aacute;rios femininos. Ao acessar a exposi&ccedil;&atilde;o virtual, o visitante tem a oportunidade de conhecer melhor as intrigantes caracter&iacute;sticas e o impacto da Caatinga e sua preserva&ccedil;&atilde;o na vida cotidiana.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Devido &agrave; f&aacute;cil adapta&ccedil;&atilde;o de algumas esp&eacute;cies vegetais a condi&ccedil;&otilde;es extremas de seca, tais como o umbuzeiro (<i>Spondias tuberosa</i> Arruda), bara&uacute;na (<i>Schinopsis brasiliensis</i> Engl.), imburana (<i>Commiphora leptophloeos</i> Mart. J.B. Gillett.), jurema-preta (<i>Mimosa tenuiflora</i> Willd. Poir.), e quixabeira (<i>Aideroxylon obtusifolium</i> &#91;Humb. ex Roem. &amp; Schult.&#93; T.D. Penn.) se mostraram promissoras na restaura&ccedil;&atilde;o da Caatinga &#91;24, 25, 26&#93;. O Laborat&oacute;rio da Ecologia da Restaura&ccedil;&atilde;o (LER), sediado na UFRN, desenvolve o projeto de Restaura&ccedil;&atilde;o da Caatinga liderado pela professora Gislene Ganade, desde junho de 2016. Al&eacute;m de extensos resultados dispon&iacute;veis em artigos cient&iacute;ficos do grupo ao longo dos anos, informa&ccedil;&otilde;es interessantes podem ser obtidas no canal do YouTube do LER.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Vale ressaltar que as esp&eacute;cies vegetais como bara&uacute;na e quixabeira, somadas com as esp&eacute;cies aroeira-do-sert&atilde;o (<i>Myracrodruon urundeuva</i> Allem&atilde;o) e umburana-de-cheiro (A<i>mburana cearensis </i>Allem&atilde;o A.C. Sm.) foram consideradas vulner&aacute;veis ou em perigo de extin&ccedil;&atilde;o, por serem frequentes na &aacute;rea e por sua import&acirc;ncia ecol&oacute;gica na Caatinga. Al&eacute;m de seu papel biol&oacute;gico na comunidade vegetal, essas esp&eacute;cies s&atilde;o extremamente importantes para a fauna local, uma vez que suas folhas, flores e frutos servem de alimento para r&eacute;pteis, aves, mam&iacute;feros e insetos &#91;28&#93;. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; fauna, as esp&eacute;cies como a on&ccedil;a-parda (<i>Puma concolor</i>), a on&ccedil;a-pintada (<i>Panthera onca</i>), o gato-do-mato (<i>Leopardus tigrinus</i>), o guig&oacute;-da-Caatinga (<i>Callicebus barbarabrownae</i>), que &eacute; o &uacute;nico primata end&ecirc;mico deste bioma, merecem aten&ccedil;&atilde;o pela eminente amea&ccedil;a de extin&ccedil;&atilde;o &#91;27&#93;.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b>"A Caatinga passa por um extenso processo de altera&ccedil;&atilde;o e deteriora&ccedil;&atilde;o ambiental provocado pelo uso insustent&aacute;vel dos seus recursos naturais e acelerado pelas mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas que v&ecirc;m aumentando ano a ano a temperatura m&eacute;dia na Terra."</b></styled-content>   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Caatinga passa por um extenso processo de altera&ccedil;&atilde;o e deteriora&ccedil;&atilde;o ambiental provocado pelo uso insustent&aacute;vel dos seus recursos naturais e acelerado pelas mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas que v&ecirc;m aumentando ano a ano a temperatura m&eacute;dia na Terra. Isso reflete na r&aacute;pida perda de esp&eacute;cies &uacute;nicas (muitas delas s&atilde;o extintas antes mesmo de serem catalogadas e investigadas cientificamente) (<a href="#fig2">Figura 2</a>), na elimina&ccedil;&atilde;o de processos ecol&oacute;gicos chaves e na forma&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas extensas de desertifica&ccedil;&atilde;o na Regi&atilde;o Nordeste &#91;28, 29, 30&#93;. Pesquisas recentes apontam que as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas podem acarretar perda de esp&eacute;cies da fauna e da flora em 90% desse bioma at&eacute; 2060; a proje&ccedil;&atilde;o &eacute; que a redu&ccedil;&atilde;o da variabilidade das esp&eacute;cies vegetais atinja 40% do territ&oacute;rio e, ainda, h&aacute; o progn&oacute;stico de que 93% do bioma apresente substitui&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies arb&oacute;reas por gram&iacute;neas, herb&aacute;ceas e suculentas &#91;6&#93;.</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n4/a04fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por ser uma das vegeta&ccedil;&otilde;es mais sens&iacute;veis &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas no mundo, cerca de 94% da Caatinga apresenta risco entre moderado e alto de desertifica&ccedil;&atilde;o &#91;31&#93;. As proje&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas futuras indicam secas mais prolongadas e temperaturas mais elevadas na Regi&atilde;o Nordeste do Brasil, o que reduzir&aacute; o <i>habitat</i> de esp&eacute;cies nativas e end&ecirc;micas, e impactar&aacute; diretamente nas fun&ccedil;&otilde;es ecossist&ecirc;micas, como a baixa disponibilidade de &aacute;gua &#91;19&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A gest&atilde;o da pol&iacute;tica ambiental no Brasil em seu passado recente coleciona iniciativas desastrosas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; biodiversidade, tanto seu estudo cient&iacute;fico como sua conserva&ccedil;&atilde;o. De fato, a Caatinga nunca foi prioridade de Estado. Isso foi agravado pelo recente desmonte dos dois maiores &oacute;rg&atilde;os ambientais do pa&iacute;s: o Instituto Chico Mendes de Conserva&ccedil;&atilde;o e Biodiversidade (ICMBio) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov&aacute;veis (Ibama). Esses &oacute;rg&atilde;os ligados ao Minist&eacute;rio do Meio Ambiente e Mudan&ccedil;a do Clima s&atilde;o de extrema import&acirc;ncia na fiscaliza&ccedil;&atilde;o e na implementa&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es por meio da lideran&ccedil;a ambiental, criando acordos e sistemas de gest&atilde;o descentralizados, a fim de combater o desmatamento e a degrada&ccedil;&atilde;o florestal &#91;31&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diante do grande desafio da preserva&ccedil;&atilde;o e restaura&ccedil;&atilde;o da Caatinga em larga escala, h&aacute; uma demanda urgente por a&ccedil;&otilde;es que auxiliem as tomadas de decis&otilde;es na realiza&ccedil;&atilde;o e na elabora&ccedil;&atilde;o de projetos e de pol&iacute;ticas sustent&aacute;veis tanto no presente quanto no futuro &#91;32&#93;. A mitiga&ccedil;&atilde;o dos impactos da desertifica&ccedil;&atilde;o da Caatinga em paralelo &agrave;s perdas do bioma causadas pelas mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas come&ccedil;a pela revis&atilde;o das nossas rela&ccedil;&otilde;es com o meio ambiente de forma geral. Um problema multifatorial e complexo requer uma solu&ccedil;&atilde;o igualmente multifacetada e com diversos atores trabalhando com o mesmo objetivo, entre eles: governos, empresas, organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais e os cientistas, de forma multidisciplinar, aliando conhecimentos em ecologia com bioeconomia. O momento n&atilde;o poderia ser mais prop&iacute;cio para avan&ccedil;ar nesse sentido, visto que a Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) estabeleceu a D&eacute;cada da Restaura&ccedil;&atilde;o de Ecossistemas entre 2021 e 2030.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b>"A gest&atilde;o da pol&iacute;tica ambiental no Brasil em seu passado recente coleciona iniciativas desastrosas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; biodiversidade, tanto seu estudo cient&iacute;fico como sua conserva&ccedil;&atilde;o."</b></styled-content>   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Caatinga &eacute; o ber&ccedil;o de cerca de 27 milh&otilde;es de pessoas que sobrevivem em meio &agrave; aridez. Os catingueiros s&atilde;o sertanejos, vaqueiros, agricultores, al&eacute;m de ind&iacute;genas Tumbalala, os Xukurus e os Pankararu e os quilombolas de Concei&ccedil;&atilde;o das Crioulas. Uma popula&ccedil;&atilde;o que, ao longo de gera&ccedil;&otilde;es, desenvolveu estrat&eacute;gias para lidar com a escassez de &aacute;gua &#91;33&#93;.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>"A seca fez eu    <br>   desertar da minha    <br>   terra</i></font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Mas felizmente Deus    <br>   agora se alembrou</i></font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>De mandar chuva pra    <br>   esse sert&atilde;o sofredor</i></font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Sert&atilde;o das mui&eacute;'    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   s&eacute;ria, dos home'     <br>   trabalhador</i></font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>De mandar chuva pra    <br>   esse sert&atilde;o sofredor</i></font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Sert&atilde;o das mui&eacute;'     <br>   s&eacute;ria, dos homens    <br>   trabalhador"</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Luiz Gonzaga e Z&eacute; Dantas compuseram a m&uacute;sica<i> "A Volta da Asa Branca"</i>, em 1950, eternizada na voz do pr&oacute;prio Luiz Gonzaga, que traz uma narrativa de trabalho, migra&ccedil;&atilde;o, luta e resili&ecirc;ncia &#91;34&#93;, temas que representam o trabalho e a vida do sertanejo, entre idas e vindas, para garantir o sustento da sua fam&iacute;lia frente &agrave; escassez de &aacute;gua (<a href="#fig3">Figura 3</a>).</font></p>     <p><a name="fig3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n4/a04fig03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b>"Diante do grande desafio da preserva&ccedil;&atilde;o e restaura&ccedil;&atilde;o da Caatinga em larga escala, h&aacute; uma demanda urgente por a&ccedil;&otilde;es que auxiliem as tomadas de decis&otilde;es na realiza&ccedil;&atilde;o e elabora&ccedil;&atilde;o de projetos e de pol&iacute;ticas sustent&aacute;veis tanto no presente quanto no futuro."</b></styled-content>   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esse cen&aacute;rio, embora prop&iacute;cio para romances e m&uacute;sicas, ainda &eacute; um grande desafio para as popula&ccedil;&otilde;es que sofrem com o baixo desenvolvimento econ&ocirc;mico e de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas que fomentam o desenvolvimento sustent&aacute;vel e tecnol&oacute;gico, bem como o aproveitamento de m&atilde;o de obra das comunidades locais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Sistema de Intelig&ecirc;ncia Territorial Estrat&eacute;gica (S.I.T.E) do bioma Caatinga, desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu&aacute;ria (Embrapa), com informa&ccedil;&otilde;es geradas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE), busca fornecer subs&iacute;dios para a elabora&ccedil;&atilde;o de s&iacute;nteses de contextualiza&ccedil;&atilde;o para a melhor compreens&atilde;o e gest&atilde;o do bioma a fim de compreender a realidade social e econ&ocirc;mica dos territ&oacute;rios para o sucesso de pol&iacute;ticas de desenvolvimento, incluindo as a&ccedil;&otilde;es voltadas ao setor agropecu&aacute;rio &#91;35&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O <a href="#gra1">Gr&aacute;fico 1</a> representa o n&uacute;mero de v&iacute;nculos empregat&iacute;cios existentes no bioma Caatinga em cada um dos seus munic&iacute;pios em 2019, considerando apenas as atividades econ&ocirc;micas associadas &agrave; produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria (Divis&otilde;es CNAE Agricultura, Pecu&aacute;ria e servi&ccedil;os relacionados; Pesca e aquicultura; Produ&ccedil;&atilde;o florestal; Fabrica&ccedil;&atilde;o de produtos aliment&iacute;cios), diferenciadas por cor. Essa informa&ccedil;&atilde;o, associada &agrave; vis&atilde;o integrada do indicador do desenvolvimento municipal, permite extrair perfis e tend&ecirc;ncias de cada &aacute;rea da Caatinga em termos de suas caracter&iacute;sticas socioecon&ocirc;micas e do trabalho (<a href="#gra1">Gr&aacute;fico 1</a>).</font></p>     <p><a name="gra1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n4/a04gra01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O gr&aacute;fico descreve as principais fontes de emprego formal relacionados &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es obtidas pelo Censo Agropecu&aacute;rio de 2017 - Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE), &Iacute;ndice Firjan de Desenvolvimento Municipal - Ano de Refer&ecirc;ncia 2006 e Rela&ccedil;&atilde;o Anual de Informa&ccedil;&otilde;es Sociais (Rais) do Minist&eacute;rio da Economia - Ano de Refer&ecirc;ncia 2019 no bioma Caatinga, estando prevalente as atividades de agricultura, pecu&aacute;ria e servi&ccedil;os relacionados &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de lavouras permanentes &#91;35&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entretanto, muitas atividades n&atilde;o est&atilde;o enquadradas na formalidade, mas s&atilde;o respons&aacute;veis pela garantia da fonte de renda e subsist&ecirc;ncia de diversas fam&iacute;lias, sobretudo as rendas obtidas por outras fontes como, por exemplo, empregos na &aacute;rea urbana e da agricultura familiar. Dessa forma, os movimentos sociais e a sociedade civil organizada s&atilde;o importantes ferramentas para garantir o fortalecimento e o protagonismo em diferentes espa&ccedil;os de tomada de decis&atilde;o, possibilitando melhores condi&ccedil;&otilde;es de vida para as fam&iacute;lias e comunidades tradicionais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nessa vertente, a ASA Brasil - Articula&ccedil;&atilde;o no Semi&aacute;rido Brasileiro &eacute; uma rede formada por mais de tr&ecirc;s mil organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil de distintas naturezas - sindicatos rurais, associa&ccedil;&otilde;es de agricultores e agricultoras, cooperativas, ONGs, Oscip etc., que defende, propaga e p&otilde;e em pr&aacute;tica, inclusive por meio de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, o projeto pol&iacute;tico da conviv&ecirc;ncia com o Semi&aacute;rido. As a&ccedil;&otilde;es da ASA est&atilde;o pautadas, principalmente, na cultura do estoque de &aacute;gua, alimentos, sementes, animais e todos os elementos necess&aacute;rios &agrave; vida na regi&atilde;o &#91;36&#93;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Unidades de Conserva&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As Unidades de Conserva&ccedil;&atilde;o (UC) representam uma forma de garantir a preserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade da Caatinga visto que, al&eacute;m de conservar os ecossistemas e a biodiversidade, geram renda, emprego, desenvolvimento sustent&aacute;vel e promovem uma efetiva melhora na qualidade de vida das popula&ccedil;&otilde;es locais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Atualmente, existem 16 UC distribu&iacute;das no bioma, que s&atilde;o divididas em dois grupos:  as de Prote&ccedil;&atilde;o Integral s&atilde;o voltadas para pesquisas da biodiversidade e contam com medidas mais restritivas e as UC de Uso Sustent&aacute;vel garantem o uso sustent&aacute;vel dos recursos naturais com a conserva&ccedil;&atilde;o e preserva&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entretanto, essas UC enfrentam dificuldades relacionadas &agrave; situa&ccedil;&atilde;o fundi&aacute;ria, queimadas descontroladas, falta de verbas para o funcionamento/manuten&ccedil;&atilde;o, ca&ccedil;a tradicional para subsist&ecirc;ncia, desmatamento/retirada de lenha, dentre outros listados pela Embrapa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dessa forma, visando preservar a biodiversidade da Caatinga, conservar nascentes e fontes h&iacute;dricas, al&eacute;m de reverter os processos de desertifica&ccedil;&atilde;o, em 30 de setembro de 2023 o Minist&eacute;rio do Meio Ambiente e Mudan&ccedil;a do Clima relan&ccedil;ou o projeto Redeser. Com o investimento de R$ 19 milh&otilde;es do Fundo Global para o Meio Ambiente, o Programa tem como foco promover por meio da gest&atilde;o integrada de paisagem, manejo florestal sustent&aacute;vel da Caatinga e sistemas agroflorestais beneficiar povos e comunidades tradicionais distribu&iacute;dos nos 13 mil hectares dos 14 munic&iacute;pios em quatro territ&oacute;rios considerados essenciais do bioma - Serid&oacute; (PB/RN), Araripe (CE), Xing&oacute; (AL) e Sert&atilde;o do S&atilde;o Francisco (BA) &#91;37&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma iniciativa que tamb&eacute;m ganhou notoriedade foi a do Projeto Caatinga @projeto_caatinga da Universidade Rural do Semi&aacute;rido (UFERSA), Funda&ccedil;&atilde;o Guimar&atilde;es Duque e da Petrobras, cujo objetivo &eacute; gerar tecnologia e informa&ccedil;&otilde;es sobre plantas da Caatinga.  Iniciado em fevereiro de 2017, essa iniciativa visa &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de referenciais para orientar a implanta&ccedil;&atilde;o e o monitoramento de projetos de Recupera&ccedil;&atilde;o de &Aacute;reas Degradadas (RAD) pelas atividades relacionadas &agrave; extra&ccedil;&atilde;o petrol&iacute;fera, al&eacute;m de outras atividades como o entendimento do potencial de uso de esp&eacute;cies com a defini&ccedil;&atilde;o de par&acirc;metros para montagem de protocolos individuais, contratos de RAD, a produ&ccedil;&atilde;o de mudas, al&eacute;m de contribui&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica e cient&iacute;fica.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outra iniciativa que objetiva difundir e ampliar a valoriza&ccedil;&atilde;o do bioma &eacute; o "Projeto Educaatinga", que apresenta um espa&ccedil;o virtual interativo com ferramentas pedag&oacute;gicas para apoiar os professores e profissionais da educa&ccedil;&atilde;o no ensino dos estudantes sobre a Caatinga e engajar os jovens em a&ccedil;&otilde;es de preserva&ccedil;&atilde;o e valoriza&ccedil;&atilde;o do bioma. A educa&ccedil;&atilde;o, especialmente de crian&ccedil;as e jovens, representa uma valiosa estrat&eacute;gia para que no futuro n&atilde;o seja necess&aacute;rio debater e explicar a import&acirc;ncia da preserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade. Ao tomar para si o compromisso e a conscientiza&ccedil;&atilde;o do valor da manuten&ccedil;&atilde;o da flora, o ser humano vai automaticamente aprender sobre conserva&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o ambiental. Muitas iniciativas est&atilde;o dispon&iacute;veis na divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica da Caatinga para crian&ccedil;as. Tr&ecirc;s hist&oacute;rias contadas por personagens l&uacute;dicos buscam aproximar as crian&ccedil;as desse tema, elas est&atilde;o vinculadas &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o virtual da Caatinga que foi apresentada no in&iacute;cio deste artigo. Fica, portanto, o convite para explorar esse conte&uacute;do promovendo uma identifica&ccedil;&atilde;o afetiva com a Caatinga ao reconhecer seus mist&eacute;rios, seu valor e sua identidade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;1&#93; BRASIL. Minist&eacute;rio do Meio Ambiente (MMA). <i>Biodiversidade brasileira</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.mma.gov.br/biodiversidade/biodiversidade-brasileira" target="_blank">http://www.mma.gov.br/biodiversidade/biodiversidade-brasileira</a>. Acesso em: 21 set. 2023.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;2&#93; SHARMA, S.; ARYA, R. <i>Biodiversity conservation with special reference to medicinal climbers</i>: present scenario, challenges, strategies, and policies. New York: Springer, 2016.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;3&#93; SANTOS, J. C.; LEAL, I. R.; ALMEIDA-CORTEZ, J. S.; FERNANDES, G. W.; TABARELLI, M. <i>et al</i>. Caatinga: the scientific negligence experienced by a dry tropical forest. <i>Tropical Conservation Science</i>, v. 4, n. 3, p. 276-286, 2011.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;4&#93; OLIVEIRA, P. T.; SANTOS E SILVA, C. M.; LIMA, K. C. Climatology and trend analysis of extreme precipitation in subregions of Northeast Brazil. <i>Theoretical and Applied Climatology</i>, v. 130, n. 1-2, p. 77-90, 2016.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;5&#93; SILVA, J. M. C.; LACHER, T. E. Caatinga South America. <i>In</i>: GOLDSTEIN, M. I.; DELLASALA, D. A. <i>Encyclopedia of the World's Biomes</i>. New York: Elsevier, 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;6&#93; MOURA, M. R; ALVES, F.; PAOLUCCI, L. N. Pervasive impacts of climate change on the woodiness and ecological generalism of dry forest plant assemblages. <i>Journal of Ecology</i>, v. 111, n. 8, p. 1762-1776, 2023.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;7&#93; ALBUQUERQUE, U.; ARA&Uacute;JO, E. L.; EL-DEIR, A. C. A. Caatinga revisited: ecology and conservation of an important seasonal dry forest. <i>The Scientific World Journal</i>, v. 2012, p. 1-18, 2012.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;8&#93; LESSA, T.; SANTOS, J. W.; CORREIA, R. A.; LADLE, R. J.; MALHADO, A. C. M. Known unknowns: Filling the gaps in scientific knowledge production in the Caatinga. <i>PLoS One</i>, v. 14, n. 7, p. e0219359-e0219359, 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;9&#93; QUEIROZ, L. P.; CARDOSO, D.; FERNANDES, M.; MORO, M. Diversity and evolution of flowering plants of the Caatinga domain. <i>In</i>: SILVA, J. C.; LEAL, I.; TABARELLI, M. <i>Caatinga</i>: the largest tropical dry forest region in South America. Cham: Springer, 2017.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;10&#93; MACHADO, I. C. Floral Traits and Pollination Systems in the Caatinga, a Brazilian Tropical Dry Forest. <i>Annals of Botany</i>, v. 94, n. 3, p. 365-376, 2004.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;11&#93; GOMES, V. G. N.; QUIRINO, Z. G. M.; MACHADO, I. C. Pollination and seed dispersal ofMelocactus ernestiiVaupel subsp.ernestii(Cactaceae) by lizards: an example of double mutualism. <i>Plant Biology</i>, v. 16, n. 2, p. 315-322, 2013.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;12&#93; LEAL, I. R.; LOPES, A. V.; MACHADO, I. C.; TABARELLI, M. Intera&ccedil;&otilde;es planta-animal na Caatinga: vis&atilde;o geral e perspectivas futuras. <i>Ci&ecirc;ncia e Cultura</i>, v. 70, n. 4, p. 35-40, 2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;13&#93; DOURADO, A. C. P.; S&Aacute;-NETO, R. J.; GUALBERTO, S. A.; CORR&Ecirc;A, M. M. Herbivoria e caracter&iacute;sticas foliares em seis esp&eacute;cies de plantas da Caatinga do nordeste brasileiro. <i>Revista Brasileira de Bioci&ecirc;ncias</i>, v. 14, n. 3, p. 145-151, 2016.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;14&#93; CONTI, J. B; FURLAN, S. A. Geoecologia: o clima, os solos e a biota. In: ROSS, J. L. <i>Geografia do Brasil</i>. S&atilde;o Paulo: Edusp, 2014.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;15&#93; MORO, M. F. <i>S&iacute;ntese flor&iacute;stica e biogeogr&aacute;fica do dom&iacute;nio fitogeogr&aacute;fico da caatinga</i>. 2013. Tese (Doutorado em Biologia) - Instituto de Biologia, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2013.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;16&#93; PRADO, D.E. As caatingas da Am&eacute;rica do Sul. <i>In</i>: LEAL, I. L.; TABARELLI, M.; SILVA, J. 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