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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Desertificação no Brasil: A exploração não planejada dos recursos naturais e as mudanças climáticas acarretam danos irreversíveis ao meio ambiente]]></article-title>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Caatinga]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Mudanças climáticas]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Seca]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Políticas públicas]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Desertifica&ccedil;&atilde;o no Brasil: a explora&ccedil;&atilde;o n&atilde;o planejada dos recursos naturais e as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas acarretam danos irrevers&iacute;veis ao meio ambiente</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Suzana Maria Gico Lima Montenegro </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Engenheira civil, professora titular no Departamento de Engenharia Civil da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e atualmente diretora-presidente da Ag&ecirc;ncia Pernambucana de &Aacute;guas e Clima (APAC)</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A desertifica&ccedil;&atilde;o consiste em um processo que pode ser desencadeado de forma natural por intemp&eacute;ries do clima e de forma antr&oacute;pica, devido ao manejo inadequado do solo. O desmatamento elevado no bioma Caatinga vem gerando processos de desertifica&ccedil;&atilde;o em diversas &aacute;reas no Brasil. O presente artigo aborda de forma sint&eacute;tica as quest&otilde;es relacionadas &agrave; ocorr&ecirc;ncia da desertifica&ccedil;&atilde;o no Brasil. Existe um grande n&uacute;mero de publica&ccedil;&otilde;es a respeito do tema, tanto em portugu&ecirc;s como em outras l&iacute;nguas. Esse artigo visa apresentar uma s&iacute;ntese dos principais aspectos relacionados a fatores intervenientes, &aacute;reas suscept&iacute;veis, pesquisas de acompanhamento e relacionadas aos efeitos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas nas altera&ccedil;&otilde;es fenol&oacute;gicas da caatinga, bem como pol&iacute;ticas p&uacute;blicas centradas na ado&ccedil;&atilde;o de medidas e a&ccedil;&otilde;es que visem &agrave; mitiga&ccedil;&atilde;o dos efeitos da desertifica&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s. Recentemente, novos estudos demonstraram a expans&atilde;o de &aacute;reas semi&aacute;ridas no Brasil nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, com o primeiro registro de regi&otilde;es &aacute;ridas, com &Iacute;ndice de Aridez (IA) inferior a 0,20 - ocorr&ecirc;ncia at&eacute; ent&atilde;o nunca detectada. Essas novas descobertas, aliadas &agrave; vulnerabilidade hist&oacute;rica do Brasil a processos de desertifica&ccedil;&atilde;o, especialmente no Nordeste, colocam em evid&ecirc;ncia a necessidade de tratar o tema de forma mais direcionada, com foco em a&ccedil;&otilde;es e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas que objetivem mitigar os efeitos do fen&ocirc;meno, que tende a se intensificar frente ao atual cen&aacute;rio de mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave: </b>Caatinga; Mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas; Seca; Pol&iacute;ticas p&uacute;blicas.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Processo e ocorr&ecirc;ncia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A desertifica&ccedil;&atilde;o consiste em um processo que pode ser desencadeado de forma natural por intemp&eacute;ries do clima e de forma antr&oacute;pica, devido ao manejo inadequado do solo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A variabilidade e mudan&ccedil;a do clima ocorrem em qualquer regi&atilde;o e o impacto nos recursos h&iacute;dricos pode ser grave, principalmente quando o resultado &eacute; um d&eacute;ficit de longo prazo &#91;1&#93;. A explora&ccedil;&atilde;o n&atilde;o planejada dos recursos naturais, associada &agrave;s intemp&eacute;ries do clima, pode acarretar danos irrevers&iacute;veis ao meio ambiente, como o desencadeamento de processos de desertifica&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A desertifica&ccedil;&atilde;o &eacute; um processo din&acirc;mico de degrada&ccedil;&atilde;o da terra resultante de varia&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas e atividades humanas. A principal causa &eacute; a retirada da cobertura vegetal, que provoca a exposi&ccedil;&atilde;o do solo aos agentes erosivos &#91;2&#93;. O solo sem a cobertura vegetal fica exposto &agrave; eros&atilde;o e&oacute;lica, solar e pluvial.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Embora a variabilidade temporal e espacial seja uma caracter&iacute;stica comum do clima, as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas se tornaram um tema de maior preocupa&ccedil;&atilde;o nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas. As modifica&ccedil;&otilde;es nos padr&otilde;es clim&aacute;ticos que est&atilde;o sendo apresentadas pelos relat&oacute;rios do Painel Intergovernamental sobre Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas (IPCC) podem acarretar o desencadeamento ou a acelera&ccedil;&atilde;o de processos de desertifica&ccedil;&atilde;o em &aacute;reas mais vulner&aacute;veis. Segundo a Conven&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas de Combate &agrave; Desertifica&ccedil;&atilde;o (UNCCD), entende-se a desertifica&ccedil;&atilde;o como "a degrada&ccedil;&atilde;o da terra nas zonas &aacute;ridas, semi&aacute;ridas e sub&uacute;midas secas, resultante de v&aacute;rios fatores, incluindo as varia&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas e as atividades humanas", considerando &aacute;reas suscept&iacute;veis aquelas com &iacute;ndice de aridez entre 0,05 e 0,65 &#91;3&#93;. O &Iacute;ndice de Aridez (IA) consiste na raz&atilde;o entre a precipita&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia e a evapotranspira&ccedil;&atilde;o potencial m&eacute;dia em um determinado per&iacute;odo. As &aacute;reas potencialmente suscet&iacute;veis ao processo estariam situadas dentro do IA de 0,05 a 0,65, que engloba as zonas de climas &aacute;rido, semi&aacute;rido e sub&uacute;mido seco, segundo o <i>United Nations Environment Programme</i> (UNEP) &#91;4&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A desertifica&ccedil;&atilde;o ocorre em diversas regi&otilde;es do planeta. O Centro de Gest&atilde;o e Estudos Estrat&eacute;gicos (CGEE) apresenta como &aacute;rea suscept&iacute;vel &agrave; desertifica&ccedil;&atilde;o no Brasil parte dos Estados de Alagoas, da Bahia, do Esp&iacute;rito Santo, do Maranh&atilde;o, de Minas Gerais, da Para&iacute;ba, de Pernambuco, do Piau&iacute;, do Rio Grande do Norte e de Sergipe, al&eacute;m de todo o Estado do Cear&aacute; &#91;5&#93;. Correspondem, na sua maioria, &aacute;rea do semi&aacute;rido, em particular &aacute;rea recoberta pela caatinga. A Caatinga &eacute; um bioma exclusivamente brasileiro, com biodiversidade adaptada &agrave;s altas temperaturas e &agrave; falta de &aacute;gua. Esse bioma apresenta uma flora e fauna ricas em endemismo, representando o maior n&uacute;cleo de Florestas Tropicais Sazonalmente Secas (<i>Seasonally Dry Tropical Forests - </i>SDTF) dos Neotr&oacute;picos &#91;6&#93;. O desmatamento elevado no bioma Caatinga vem gerando processos de desertifica&ccedil;&atilde;o em diversas &aacute;reas, alterando diretamente a biota, o microclima e os solos &#91;7&#93;. Vale ressaltar que, no Nordeste do Brasil, al&eacute;m das condi&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas adversas de baixa pluviosidade, temperaturas elevadas e alta taxa de evapora&ccedil;&atilde;o, os problemas socioecon&ocirc;micos como pobreza, desigualdade social, concentra&ccedil;&atilde;o de terras e explora&ccedil;&atilde;o de recursos acima da capacidade de suporte do ambiente surgem como intensificadores ao risco &agrave; desertifica&ccedil;&atilde;o &#91;8&#93; (<a href="#fig1">Figura 1</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n4/a07fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os primeiros trabalhos sobre desertifica&ccedil;&atilde;o no Brasil foram coordenados pelo professor Jo&atilde;o de Vasconcellos Sobrinho, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), por volta de 1971, pioneiro no conceito de n&uacute;cleos de desertifica&ccedil;&atilde;o, que destaca tamb&eacute;m que a produ&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica no Brasil acerca do tema compreende os mais variados aspectos &#91;5&#93;. Trata- se de um tema transdisciplinar com aspectos relacionados a diversas &aacute;reas como social, econ&ocirc;mica e ambiental. O trabalho do CGEE apresenta um hist&oacute;rico dos importantes estudos sobre desertifica&ccedil;&atilde;o no Brasil. A ci&ecirc;ncia tem contribu&iacute;do muito para o tema com produ&ccedil;&otilde;es cont&iacute;nuas e multi, inter e transdisciplinares. Tem-se o desafio de transformar esse conhecimento, juntamente com as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas formuladas, em a&ccedil;&otilde;es efetivas para o combate e o controle da desertifica&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de conviv&ecirc;ncia com o semi&aacute;rido, considerando a situa&ccedil;&atilde;o atual e as proje&ccedil;&otilde;es de cen&aacute;rios de mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Pesquisas de identifica&ccedil;&atilde;o, acompanhamento e proje&ccedil;&otilde;es frente &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como a &aacute;rea de desmatamento da caatinga vem crescendo, tanto por quest&otilde;es antr&oacute;picas como resultado de padr&otilde;es ambientais e tamb&eacute;m relacionados &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, &eacute; necess&aacute;rio o emprego de metodologias para acompanhamento das altera&ccedil;&otilde;es na fenologia dessa vegeta&ccedil;&atilde;o. Nesse sentido, o sensoriamento remoto &eacute; uma importante ferramenta para avalia&ccedil;&atilde;o da fenologia da vegeta&ccedil;&atilde;o caatinga (SDTF), principalmente por ter uma longa s&eacute;rie de dados da vegeta&ccedil;&atilde;o, permitindo o relacionamento com diferentes fatores ambientais &#91;6&#93;. Diversas pesquisas nessa tem&aacute;tica t&ecirc;m sido publicadas avaliando e reportando resultados em s&iacute;tios experimentais diversos e com cen&aacute;rios de proje&ccedil;&atilde;o de mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas &#91;9, 10, 11, 12&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O uso de sensoriamento remoto e outras abordagens de modelagem permitem o acompanhamento da din&acirc;mica da vegeta&ccedil;&atilde;o, considerando tamb&eacute;m os diversos cen&aacute;rios de mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. Estudos demonstram que o desmatamento da caatinga interfere nos fluxos de evapora&ccedil;&atilde;o, reduzindo a fixa&ccedil;&atilde;o de carbono na atmosfera e influenciando na mitiga&ccedil;&atilde;o dos efeitos do acr&eacute;scimo das concentra&ccedil;&otilde;es dos gases do efeito estufa na atmosfera &#91;9&#93;. Investiga&ccedil;&otilde;es recentes que avaliaram &aacute;reas suscept&iacute;veis &agrave; desertifica&ccedil;&atilde;o, utilizando dados de mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas de oito modelos da Fase 6 do Projeto de Intercompara&ccedil;&atilde;o de Modelos Acoplados (CMIP6), detectaram tend&ecirc;ncia de alta &agrave; moderada no aumento de &aacute;reas suscept&iacute;veis &agrave; desertifica&ccedil;&atilde;o no Brasil, com potencial risco de incrementos de &aacute;reas semi&aacute;ridas. No cen&aacute;rio mais pessimista de mudan&ccedil;a clim&aacute;tica, os modelos projetam aumento m&eacute;dio de 6 &ordm;C e varia&ccedil;&atilde;o da precipita&ccedil;&atilde;o em torno de -10,0% a 4,5% &#91;10&#93;. Com maior aplica&ccedil;&atilde;o voltada para dados de orbitais, um estudo de 2020 utilizou &iacute;ndices de vegeta&ccedil;&atilde;o obtidos por sensoriamento remoto e monitorou a sua resposta &agrave;s varia&ccedil;&otilde;es de temperatura e precipita&ccedil;&atilde;o, detectando grande potencial de aplica&ccedil;&atilde;o dessa metodologia na elabora&ccedil;&atilde;o de planos de gest&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o de ecossistemas naturais, no contexto de mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas e pol&iacute;ticas de desenvolvimento sustent&aacute;vel &#91;12&#93;.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b>"Problemas socioecon&ocirc;micos como pobreza, desigualdade social, concentra&ccedil;&atilde;o de terras e explora&ccedil;&atilde;o de recursos acima da capacidade de suporte do ambiente surgem como intensificadores ao risco &agrave; desertifica&ccedil;&atilde;o."</b></styled-content>   </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Recentemente, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) detectaram, pela primeira vez, a ocorr&ecirc;ncia de regi&otilde;es &aacute;ridas no pa&iacute;s, utilizando dados de precipita&ccedil;&atilde;o, temperatura m&aacute;xima e m&iacute;nima, radia&ccedil;&atilde;o solar, velocidade do vento e umidade relativa para o per&iacute;odo de 1961 a 2020 &#91;13&#93;. &Aacute;reas com IA inferior a 0,20 (&aacute;rido) somente foram constatadas no &uacute;ltimo per&iacute;odo avaliado (1990-2020) em uma regi&atilde;o localizada no centro norte da Bahia. Al&eacute;m disso, foi detectada tend&ecirc;ncia de aumento da aridez em todo o pa&iacute;s, exceto na regi&atilde;o Sul, fator associado &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. O estudo aponta, ainda, o efeito da expans&atilde;o de &aacute;reas semi&aacute;ridas no pa&iacute;s, com destaque para o Nordeste (<a href="#fig2">Figura 2</a>), a uma taxa de 75 mil km<sup>2</sup> para cada &eacute;poca considerada. Esses fatores colocam ainda em maior evid&ecirc;ncia a necessidade de identificar e monitorar &aacute;reas suscept&iacute;veis &agrave; desertifica&ccedil;&atilde;o, especialmente quando se considera o atual cen&aacute;rio de mudan&ccedil;a do clima no Brasil.</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n4/a07fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Pol&iacute;ticas p&uacute;blicas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para o conhecimento da problem&aacute;tica, al&eacute;m de v&aacute;rias pesquisas realizadas, destaca-se a delimita&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas suscept&iacute;veis &agrave; desertifica&ccedil;&atilde;o (ASD) pelo PAN-Brasil (Programa de A&ccedil;&atilde;o Nacional de Combate &agrave; Desertifica&ccedil;&atilde;o e Mitiga&ccedil;&atilde;o dos Efeitos da Seca) &#91;14&#93;. O Programa visa promover a conserva&ccedil;&atilde;o e o uso sustent&aacute;vel dos recursos naturais, para reduzir a vulnerabilidade socioambiental de &aacute;reas suscet&iacute;veis &agrave; desertifica&ccedil;&atilde;o e &agrave; seca. As ASD s&atilde;o determinadas segundo os pressupostos da Conven&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas de Combate &agrave; Desertifica&ccedil;&atilde;o (UNCCD), utilizando como crit&eacute;rio o IA que, no Brasil, considerava valores entre 0,20 e 0,65. Com o novo estudo realizado pelo CEMADEN e o INPE, as ASD agora compreendem &aacute;reas com IA entre 0,05 e 0,65. Al&eacute;m disso, consideram-se &aacute;reas de entorno de regi&otilde;es semi&aacute;ridas e sub&uacute;midas secas &#91;15&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O PAN-Brasil estabelece que o monitoramento e a avalia&ccedil;&atilde;o s&atilde;o requisitos necess&aacute;rios para a gest&atilde;o em escala nacional, envolvendo diversos atores sociais e inst&acirc;ncias gestoras, com princ&iacute;pios que consideram a participa&ccedil;&atilde;o qualificada de todos os atores envolvidos no combate &agrave; desertifica&ccedil;&atilde;o, levando em conta o complexo solo-&aacute;gua-fauna-flora. Esse monitoramento deve considerar as press&otilde;es (antr&oacute;picas ou n&atilde;o) exercidas sobre os ecossistemas, o estado da desertifica&ccedil;&atilde;o e os resultados provocados pelo fen&ocirc;meno. De modo geral, o monitoramento e avalia&ccedil;&atilde;o do PAN-Brasil est&aacute; em concord&acirc;ncia com os procedimentos realizados pela UNCCD.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b>"O monitoramento e a avalia&ccedil;&atilde;o s&atilde;o requisitos necess&aacute;rios para a gest&atilde;o em escala nacional, envolvendo diversos atores sociais e inst&acirc;ncias gestoras."</b></styled-content>   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 2015, foi institu&iacute;da a Pol&iacute;tica Nacional de Combate &agrave; Desertifica&ccedil;&atilde;o e Mitiga&ccedil;&atilde;o dos Efeitos da Seca - PNCD (Lei n.&ordm; 13.153/2015), que prev&ecirc; a cria&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o Nacional de Combate &agrave; Desertifica&ccedil;&atilde;o (CNCD) e tem o intuito de prevenir e combater a desertifica&ccedil;&atilde;o, recuperar &aacute;reas afetadas, apoiar o desenvolvimento sustent&aacute;vel e instituir mecanismos de prote&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o em ASD, integrar a gest&atilde;o h&iacute;drica com a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o de combate &agrave; desertifica&ccedil;&atilde;o, entre outros, por meio da articula&ccedil;&atilde;o com programas que tenham a&ccedil;&otilde;es afins com a PNCD e o PAN-Brasil &#91;16&#93;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Tribunal de Contas da Uni&atilde;o (TCU) publicou recentemente, em 2023, o resultado de auditoria a respeito do tema, destacando que a iniciativa se justificou pelo processo crescente de degrada&ccedil;&atilde;o ambiental que as terras do semi&aacute;rido brasileiro t&ecirc;m apresentado, denominado de desertifica&ccedil;&atilde;o, em fun&ccedil;&atilde;o do clima e das a&ccedil;&otilde;es antr&oacute;picas, prejudicando os solos, os recursos h&iacute;dricos, o bioma Caatinga e a qualidade de vida da popula&ccedil;&atilde;o. A auditoria avaliou, com base PNCD, as pol&iacute;ticas e as a&ccedil;&otilde;es estaduais de combate &agrave; desertifica&ccedil;&atilde;o e de mitiga&ccedil;&atilde;o dos efeitos da seca, bem como outras pol&iacute;ticas p&uacute;blicas transversais referentes &agrave; regi&atilde;o do Semi&aacute;rido e ao bioma Caatinga. A auditoria operacional foi realizada nos estados do Cear&aacute;, da Para&iacute;ba, de Pernambuco, do Rio Grande do Norte e de Sergipe e uma das principais conclus&otilde;es &eacute; que, para que a pol&iacute;tica p&uacute;blica de preven&ccedil;&atilde;o e combate &agrave; desertifica&ccedil;&atilde;o do Semi&aacute;rido seja efetiva, faz-se necess&aacute;ria a transversalidade com outras pol&iacute;ticas e a exist&ecirc;ncia de governan&ccedil;a ao n&iacute;vel vertical, horizontal e com atores n&atilde;o governamentais. &Eacute; destacada a import&acirc;ncia da integra&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas de recursos h&iacute;dricos, meio ambiente, desenvolvimento rural e regional, mudan&ccedil;a clim&aacute;tica, agricultura familiar e educa&ccedil;&atilde;o para a regi&atilde;o suscept&iacute;vel &agrave; desertifica&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s &#91;17&#93;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Atividades mitigadoras</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para mitigar os efeitos da desertifica&ccedil;&atilde;o no Brasil, &eacute; preciso a ado&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es e medidas que visem &agrave; redu&ccedil;&atilde;o das causas desse processo. Algumas alternativas de a&ccedil;&otilde;es mitigadoras s&atilde;o consideradas pelo PAN-Brasil e pelo PNCD. O PAN-Brasil indica a&ccedil;&otilde;es concretas a serem adotadas pelos poderes p&uacute;blicos e estabelece provid&ecirc;ncias imediatas para a sua implementa&ccedil;&atilde;o, destacando a necessidade de um arcabou&ccedil;o pol&iacute;tico. Nesse sentido, a principal a&ccedil;&atilde;o foi a aprova&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria Lei n&deg; 13.153/2015. Com a finaliza&ccedil;&atilde;o do PAN-Brasil, os governos dos Estados iniciaram a elabora&ccedil;&atilde;o dos seus Planos, Programas e/ou Pol&iacute;ticas de A&ccedil;&otilde;es Estaduais de Combate &agrave; Desertifica&ccedil;&atilde;o e Mitiga&ccedil;&atilde;o dos Efeitos da Seca (PAE), com detalhamento das a&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas e privadas ao n&iacute;vel local &#91;5&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O CGEE, a partir da an&aacute;lise de documentos referentes aos PAE dos Estados do Nordeste, elencou as principais considera&ccedil;&otilde;es evidenciadas pelos respectivos governos. Na Bahia (PAE-BA), por exemplo, &eacute; destacado o comprometimento com pol&iacute;ticas redutoras das desigualdades sub-regionais e sociais nas ASD; em Pernambuco (PAE-PE), nota-se o interesse do governo em tra&ccedil;ar caminhos para combater a desertifica&ccedil;&atilde;o e a mitiga&ccedil;&atilde;o dos efeitos da seca; na Para&iacute;ba (PAE-PB), o PAE &eacute; apontado como instrumento que pode alavancar uma nova fase da rela&ccedil;&atilde;o sociedade/natureza; no Cear&aacute; (PAE-CE), o instrumento visa contribuir para uma melhor conviv&ecirc;ncia com o semi&aacute;rido, por meio da sustentabilidade ambiental do bioma Caatinga, a partir de pol&iacute;ticas ambientais, sociais e econ&ocirc;micas, focadas na redu&ccedil;&atilde;o da pobreza. Os demais Estados tra&ccedil;am caminhos semelhantes com o intuito de desenvolver a&ccedil;&otilde;es e medidas que visem mitigar o problema.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b>"Globalmente, diversos pa&iacute;ses est&atilde;o investindo para que a bioeconomia traga contribui&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas e aumente a sustentabilidade do planeta."</b></styled-content>   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Do ponto de vista pr&aacute;tico, o PNCD determina, resumidamente, que cumpre ao poder p&uacute;blico dentre outras a&ccedil;&otilde;es: a) promover a conserva&ccedil;&atilde;o e o uso sustent&aacute;vel dos recursos naturais e o fomento &agrave;s boas pr&aacute;ticas sustent&aacute;veis adaptadas &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es ecol&oacute;gicas locais; b) promover a instala&ccedil;&atilde;o de sistemas de capta&ccedil;&atilde;o e uso da &aacute;gua da chuva em cisternas e barragens superficiais e subterr&acirc;neas, bem como de po&ccedil;os artesianos onde houver viabilidade ambiental, entre outras tecnologias adequadas para o abastecimento dom&eacute;stico e a promo&ccedil;&atilde;o da pequena produ&ccedil;&atilde;o familiar e comunit&aacute;ria, visando &agrave; seguran&ccedil;a h&iacute;drica e alimentar e; c) promover a implanta&ccedil;&atilde;o de sistemas de parques e jardins bot&acirc;nicos, etnobot&acirc;nicos, hortos florestais, herb&aacute;rios educativos e bancos de sementes crioulas, particularmente para a conserva&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies e variedades tradicionais da agrobiodiversidade brasileira, adaptadas &agrave; aridez e aos solos locais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entre as estrat&eacute;gias mais eficientes de combate &agrave; desertifica&ccedil;&atilde;o e mitiga&ccedil;&atilde;o da seca h&aacute;, ainda, a bioeconomia que, segundo o CGEE, pode ser definida como o "desenvolvimento e a utiliza&ccedil;&atilde;o de recursos biol&oacute;gicos nas &aacute;reas da sa&uacute;de humana, agricultura, pecu&aacute;ria, processos industriais e biotecnologia" &#91;18&#93;. Globalmente, diversos pa&iacute;ses est&atilde;o investindo para que a bioeconomia traga contribui&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas e aumente a sustentabilidade do planeta (<a href="#fig3">Figura 3</a>).</font></p>     <p><a name="fig3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n4/a07fig03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A bioeconomia vem crescendo no Brasil e a tend&ecirc;ncia &eacute; de que alcance, cada vez mais, conhecimentos suficientes para a cria&ccedil;&atilde;o de tecnologias sustent&aacute;veis que possibilitem o abastecimento da sociedade sem provocar impactos significativos ao meio ambiente e sem comprometer o direito das minorias &#91;19&#93;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Agradecimentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>A autora agradece ao CNPq, pela bolsa de Produtividade em Pesquisa - PQ (processo 313392/2020-0). Agradece, ainda, ao pesquisador Diego Cezar dos Santos Araujo, da UFPE, bolsista do projeto INCT - ONSEAdapta - Observat&oacute;rio Nacional de Seguran&ccedil;a H&iacute;drica e Gest&atilde;o Adaptativa (CNPq Proc. 406919/2022-4).</i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;1&#93; CHEVAL, S.; DUMITRESCU, A.; BIRSAN, M. V. Variability of the aridity in the South-Eastern Europe over 1961-2050. <i>Catena</i>, v. 151, p. 74-86, 2017.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;2&#93; FERREIRA, P. S.; GOMES, V. P.; SANTOS, A. M.; MORAIS, Y. C. B.; MIRANDA, R. Q.; FERREIRA, J. M. S.; GALV&Iacute;NCIO, J. D. An&aacute;lise do cen&aacute;rio de suscetibilidade &agrave; desertifica&ccedil;&atilde;o na bacia hidrogr&aacute;fica do rio Paje&uacute; - Estado de Pernambuco. <i>Scientia Plena</i>, v. 10, n. 10, p. 1-11, 2014.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;3&#93; SILVA, E. R. A. C.; MELO, J. G. S.; GALV&Iacute;NCIO, J. D. Identifica&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas suscept&iacute;veis a processos de desertifica&ccedil;&atilde;o no m&eacute;dio trecho da Bacia do Ipojuca - PE atrav&eacute;s do mapeamento do estresse h&iacute;drico da vegeta&ccedil;&atilde;o e da estimativa do &iacute;ndice de aridez. <i>Revista Brasileira de Geografia F&iacute;sica</i>, v. 4, n. 3, p. 602-628, 2011.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;4&#93; UNITED NATIONS ENVIRONMENT PROGRAMME (UNEP). <i>World atlas of desertification</i>. London: UNEP/Edward Arnold, 1992.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;5&#93; CENTRO DE GEST&Atilde;O E ESTUDOS ESTRAT&Eacute;GICOS (CGEE). <i>Desertifica&ccedil;&atilde;o, degrada&ccedil;&atilde;o da terra e secas no Brasil</i>. Bras&iacute;lia: CGEE, 2016.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;6&#93; MEDEIROS, R.; ANDRADE, J.; RAMOS, D.; MOURA, M.; P&Eacute;REZ-MARIN, A. M.; DOS SANTOS, C. A. C.; DA SILVA, B. B.; CUNHA, J. Remote sensing phenology of the brazilian caatinga and its environmental drivers. <i>Remote Sensing</i>, v. 14, n. 11, 2022.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;7&#93; SOUZA, B. I. F.; ARTIGAS, R. C.; LIMA, E. R. V. Caatinga e desertifica&ccedil;&atilde;o. <i>Mercator,</i> Fortaleza, v. 14, n. 1, p. 131-150, 2015.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;8&#93; SANTOS, V. M.; SALES., M. C. L. Zonear para recuperar: proposi&ccedil;&otilde;es para o semi&aacute;rido brasileiro (Alto Santo - CE). <i>Revista Brasileira de Geografia F&iacute;sica</i>, v. 16, n. 1, p. 251-264, 2023.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;9&#93; DE OLIVEIRA, M. L.; DOS SANTOS, C. A. C.; DE OLIVEIRA, G.; PEREZ-MARIN, A. M.; SANTOS, C. A. G. Effects of human-induced land degradation on water and carbon fluxes in two different Brazilian dryland soil covers. <i>Science of The Total Environment</i>, v. 792, 2021.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;10&#93; MORAES, J. B. <i>&Aacute;reas suscet&iacute;veis a desertifica&ccedil;&atilde;o no Brasil e proje&ccedil;&otilde;es para cen&aacute;rios de mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas</i>. 2021. 58 f. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Pr&aacute;ticas em Desenvolvimento Sustent&aacute;vel) - Instituto de Florestas, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Serop&eacute;dica, 2021.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;11&#93; PALOSCHI, R.; RAMOS, D.; VENTURA, D.; SOUZA, R.; SOUZA, E.; MORELLATO, L.; N&Oacute;BREGA, R.; <i>et al</i>. Environmental drivers of water use for caatinga woody plant species: combining remote sensing phenology and sap flow measurements. <i>Remote Sensing</i>, v. 13, n. 75, 2020.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;12&#93; OLMOS-TRUJILLO, E.; GONZ&Aacute;LEZ-TRINIDAD, J.; J&Uacute;NEZ-FERREIRA, H.; PACHECO-GUERRERO, A.; BAUTISTA-CAPETILLO, C.; AVILA-SANDOVAL, C.; GALV&Aacute;N-TEJADA, E. Spatio-Temporal response of vegetation indices to rainfall and temperature in a semiarid region. <i>Sustainability</i>, v. 12, n. 1939, 2020.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;13&#93; TOMASELLA, J.; CUNHA, A. P. A.; MARENGO, J. A. <i>Nota t&eacute;cnica</i>: elabora&ccedil;&atilde;o dos mapas de &iacute;ndice de aridez e precipita&ccedil;&atilde;o total acumulada para o Brasil. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o, 2023.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;14&#93; MINIST&Eacute;RIO DO MEIO AMBIENTE (MMA). Secretaria de Recursos H&iacute;dricos. <i>Programa de A&ccedil;&atilde;o Nacional de Combate &agrave; Desertifica&ccedil;&atilde;o e Mitiga&ccedil;&atilde;o dos Efeitos da Seca PAN-Brasil</i>. Bras&iacute;lia: MMA/SRH, 2004.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;15&#93; MINIST&Eacute;RIO DO MEIO AMBIENTE (MMA). Secretaria de Recursos H&iacute;dricos. <i>Atlas de &aacute;reas suscept&iacute;veis &agrave; desertifica&ccedil;&atilde;o do Brasil</i>. Bras&iacute;lia: MMA/SRH, 2007.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;16&#93; BRASIL. Lei n&ordm; 13.153, de 30 de julho de 2015. Estabelece a Pol&iacute;tica Nacional do Idoso. <i>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</i>, Bras&iacute;lia, DF, 2015.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;17&#93; TRIBUNAL DE CONTAS DA UNI&Atilde;O (TCU). <i>Auditoria operacional regional coordenada em pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de combate &agrave; desertifica&ccedil;&atilde;o do semi&aacute;rido</i>. Bras&iacute;lia: TCU/Unidade de Auditoria Especializada em M&eacute;todos e Inova&ccedil;&atilde;o de Petr&oacute;leo para o Controle, 2023.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;18&#93; CENTRO DE GEST&Atilde;O E ESTUDOS ESTRAT&Eacute;GICOS (CGEE). <i>Oportunidades e desafios da Bioeconomia</i>: proposta de modelo de governan&ccedil;a para a bioeconomia brasileira. Bras&iacute;lia: CGEE, 2020.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;19&#93; BARBA, R. Y. B.; SANTOS, N. A bioeconomia no s&eacute;culo XXI: reflex&otilde;es sobre biotecnologia e sustentabilidade no Brasil. <i>Revista de Direito e Sustentabilidade</i>, v. 6, n. 6, p. 26-42, 2020.    </font></p>      ]]></body><back>
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