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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Microbiomas de formigas fungicultoras em diferentes biomas brasileiros: Estudos sobre esses insetos podem levar à compreensão da ecologia química e possíveis aplicações terapêuticas na saúde humana]]></article-title>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Formigas agricultoras]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Microbiomas de formigas fungicultoras em diferentes biomas brasileiros: estudos sobre esses insetos podem levar &agrave; compreens&atilde;o da ecologia qu&iacute;mica e poss&iacute;veis aplica&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas na sa&uacute;de humana</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Carlismari O. Grundm<sup>I</sup>; Ivan L. F. Migliorini<sup>II</sup>; Weilan G. P. Melo<sup>III</sup>; M&ocirc;nica T. Pupo<sup>IV</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Doutoranda em Ci&ecirc;ncias pelo Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias Farmac&ecirc;uticas, Faculdade de Ci&ecirc;ncias Farmac&ecirc;uticas de Ribeir&atilde;o Preto (FCFRP), Universidade de S&atilde;o Paulo (USP)    <br>   <sup>II</sup>Doutorando em Ci&ecirc;ncias pelo Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias Farmac&ecirc;uticas, FCFRP-USP    <br>   <sup>III</sup>Professora substituta no Centro de Ci&ecirc;ncias Agr&aacute;rias, Naturais e Letras da Universidade Estadual da Regi&atilde;o Tocantina do Maranh&atilde;o (CCANL-Uemasul), Estreito, MA    <br>   <sup>IV</sup>Professora titular do Departamento Ci&ecirc;ncias Farmac&ecirc;uticas, orientadora do Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias Farmac&ecirc;uticas, FCFRP-USP, e bolsista do CNPq</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pesquisadores brasileiros e americanos revelaram uma descoberta extraordin&aacute;ria ao estudar formigas em diferentes regi&otilde;es do Brasil. Esses insetos, conhecidos como formigas fungicultoras, t&ecirc;m uma rela&ccedil;&atilde;o &iacute;ntima com fungos que cultivam para obter alimento, al&eacute;m de outros microrganismos que completam uma surpreendente simbiose multilateral. O estudo concentrou-se principalmente nos g&ecirc;neros de formigas Acromyrmex e Paratrachymyrmex, encontrados em diferentes biomas como a Amaz&ocirc;nia, Mata Atl&acirc;ntica e a transi&ccedil;&atilde;o Cerrado-Mata Atl&acirc;ntica. Ao analisar essas formigas, os cientistas identificaram bact&eacute;rias do g&ecirc;nero Pseudonocardia que estavam presentes em insetos de todos os biomas amostrados. Mas a grande surpresa foi a descoberta de uma subst&acirc;ncia in&eacute;dita, chamada attinimicina, produzida por cerca de 73% das bact&eacute;rias Pseudonocardia associadas &agrave;s formigas. A attinimicina mostrou ter propriedades biol&oacute;gicas relevantes. Al&eacute;m de ajudar as formigas a se defenderem contra pat&oacute;genos prejudiciais, ela tamb&eacute;m exibiu not&aacute;vel efic&aacute;cia contra um fungo que comumente afeta humanos, a Candida albicans. Esse achado sugere que os microbiomas das formigas podem ter potencial terap&ecirc;utico na sa&uacute;de humana, oferecendo uma nova perspectiva para o campo da pesquisa biom&eacute;dica. Essa pesquisa destaca n&atilde;o apenas a fascinante coopera&ccedil;&atilde;o entre formigas e microrganismos, mediada por compostos qu&iacute;micos, mas tamb&eacute;m destaca a biodiversidade &uacute;nica dos biomas brasileiros, sistemas ricos que ainda carecem de estudos e que necessitam de preserva&ccedil;&atilde;o. Essas descobertas abrem portas para futuras investiga&ccedil;&otilde;es e destacam como a natureza continua a nos surpreender, revelando segredos valiosos em nossos pr&oacute;prios quintais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave: </b>Formigas agricultoras; Microrganismos; Produtos naturais; Simbiose.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A classe dos insetos compreende um dos grupos mais abundantes, diversificados e bem distribu&iacute;dos existentes na Terra, representando mais de 70% de todas as esp&eacute;cies de seres vivos j&aacute; descritas &#91;1,2&#93;. Muitos desses representantes pertencentes &agrave;s ordens Hymenoptera (formigas e abelhas) &#91;3,4&#93;, Isoptera (cupins) &#91;5&#93; e Coleoptera (besouros) &#91;6&#93; mant&ecirc;m rela&ccedil;&otilde;es simbi&oacute;ticas multilaterais com diversos microrganismos que habitam suas col&ocirc;nias para garantir comida e prote&ccedil;&atilde;o. Um exemplo de intera&ccedil;&atilde;o simbi&oacute;tica entre inseto e microrganismo &eacute; a fungicultura. Essa pr&aacute;tica consiste no cultivo e domestica&ccedil;&atilde;o de um fungo pelo inseto em sua col&ocirc;nia, por meio do constante fornecimento de mat&eacute;ria org&acirc;nica para o microrganismo, que, em troca, degrada o material org&acirc;nico produzindo nutrientes assimil&aacute;veis para o animal &#91;7&#93;. Como existem benef&iacute;cios para os dois organismos envolvidos na intera&ccedil;&atilde;o, esse tipo de intera&ccedil;&atilde;o &eacute; considerada mutual&iacute;stica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entre os insetos "agricultores" (tamb&eacute;m conhecidos como fungicultores), ou seja, que cultivam seu pr&oacute;prio alimento, as formigas pertencentes &agrave; tribo Attini (subtribo Attina, subfam&iacute;lia Myrmicinae) se destacam nessa pr&aacute;tica h&aacute; mais de 60 milh&otilde;es de anos &#91;8&#93;. Essas formigas se originaram na Amaz&ocirc;nia &#91;9&#93; e, posteriormente, espalharam-se pela Am&eacute;rica Central e pelos Neotr&oacute;picos &#91;10&#93;, classificadas em 19 g&ecirc;neros e 245 esp&eacute;cies descritas &#91;8&#93;. Os g&ecirc;neros mais popularmente conhecidos incluem as formigas sa&uacute;vas (<i>Atta</i>) e as quenqu&eacute;ns (<i>Acromyrmex</i>), que cortam e utilizam material vegetal fresco, como folhas e flores, como substrato para o cultivo do fungo alimento &#91;3,13&#93;, sendo, por isso, denominadas formigas cortadeiras. Esse fungo, tamb&eacute;m denominado cultivar, &eacute; um basidiomiceto representado por v&aacute;rias esp&eacute;cies da tribo Leucocoprineae, que coevoluiu em um tipo de mutualismo obrigat&oacute;rio com as formigas, vivendo em c&acirc;maras espec&iacute;ficas ("jardins f&uacute;ngicos") dentro da col&ocirc;nia &#91;13-15&#93;. Muitas das esp&eacute;cies de cultivar possuem estruturas especializadas em suas hifas chamadas de gongil&iacute;deos. Essas s&atilde;o pequenas protuber&acirc;ncias esf&eacute;ricas ricas em nutrientes, como carboidratos e lip&iacute;deos, que servem como fonte de alimento para as formigas (<a href="#fig1">Figura 1</a>). Esses nutrientes, por sua vez, s&atilde;o provenientes do processamento realizado pelo fungo daquele material org&acirc;nico coletado pelas formigas &#91;16-18&#93;.</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n4/a08fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como essas formigas vivem em grandes comunidades, elas possuem uma alta demanda de nutrientes dentro das col&ocirc;nias. Dessa forma, esse ambiente &eacute; extremamente vulner&aacute;vel a infesta&ccedil;&otilde;es por outros microrganismos patog&ecirc;nicos como os fungos filamentosos dos g&ecirc;neros <i>Trichoderma, Aspergillus,  Penicillium </i>e <i>Escovopsis </i>&#91;19&#93;. <i>Escovopsis</i> em particular tamb&eacute;m coevoluiu com as formigas agricultoras e se especializou em parasitar os jardins f&uacute;ngicos de suas col&ocirc;nias. Por meio do consumo do cultivar, o fungo <i>Escovopsis</i> diminui a sobreviv&ecirc;ncia e a taxa de reprodu&ccedil;&atilde;o das formigas, podendo causar a destrui&ccedil;&atilde;o completa de uma col&ocirc;nia. Esse pat&oacute;geno &eacute; considerado espec&iacute;fico dentro desse contexto, pois n&atilde;o &eacute; encontrado de forma livre na natureza, e tem sido isolado apenas do jardim de fungo e das pilhas de lixo das col&ocirc;nias de formigas, em uma rela&ccedil;&atilde;o simbi&oacute;tica do tipo parasitismo obrigat&oacute;rio &#91;20-23&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao longo de sua evolu&ccedil;&atilde;o, as formigas da subtribo Attina desenvolveram diferentes mecanismos comportamentais e qu&iacute;micos para auxiliar na prote&ccedil;&atilde;o dos seus ninhos frente &agrave; dispers&atilde;o desses microrganismos invasores. Entre os mecanismos comportamentais pode-se destacar o pr&eacute;-processamento do material org&acirc;nico coletado antes de sua incorpora&ccedil;&atilde;o no jardim de fungos e a constante limpeza do local. Essa higieniza&ccedil;&atilde;o inclui a remo&ccedil;&atilde;o de esporos patog&ecirc;nicos e de fragmentos infectados do pr&oacute;prio cultivar &#91;21,24,25&#93;. J&aacute; os mecanismos qu&iacute;micos englobam a produ&ccedil;&atilde;o de compostos antimicrobianos produzidos pela formiga e secretados atrav&eacute;s de suas gl&acirc;ndulas metapleurais e fezes &#91;26-28&#93;. Adicionalmente, actinobact&eacute;rias, especialmente do g&ecirc;nero <i>Pseudonocardia</i>, hospedadas nas cut&iacute;culas das formigas attina, tamb&eacute;m s&atilde;o capazes de produzir subst&acirc;ncias bioativas. Esses compostos qu&iacute;micos auxiliam na defesa da col&ocirc;nia contra esp&eacute;cies patog&ecirc;nicas de maneira seletiva, sem prejudicar o fungo alimento, o que torna as actinobact&eacute;rias mutualistas obrigat&oacute;rias desse sistema &#91;29-31&#93; (<a href="#fig2">Figura 2</a>).</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n4/a08fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesse contexto, o estudo dos microbiomas das formigas fungicultoras pode levar a melhor compreens&atilde;o da ecologia qu&iacute;mica envolvida no sistema, ou seja, como os compostos qu&iacute;micos produzidos por microrganismos simbiontes participam da intermedia&ccedil;&atilde;o das intera&ccedil;&otilde;es entre as diferentes esp&eacute;cies envolvidas. Al&eacute;m disso, como esses compostos qu&iacute;micos (produtos naturais ou metab&oacute;litos secund&aacute;rios) exercem fun&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas no ambiente natural, eles tamb&eacute;m podem ter aplica&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas na sa&uacute;de humana.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De fato, a descoberta da simbiose entre actinobact&eacute;rias e formigas attina levou &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o de compostos biologicamente ativos e estruturalmente diversos. Alguns exemplos incluem dentigerumicinas &#91;36,37&#93;, pseudonocardonas &#91;38&#93;, selvamicina &#91;39&#93; e 9-metoxirebecamicina &#91;40&#93; produzidas por diferentes linhagens de <i>Pseudonocardia</i>. Notavelmente, esses compostos apresentam uma distribui&ccedil;&atilde;o limitada e n&atilde;o partilham de um padr&atilde;o estrutural abrangente. Isso pode ser reflexo de uma hist&oacute;ria evolutiva altamente fragmentada entre as formigas e as linhagens de actinobact&eacute;rias estudadas at&eacute; o momento, aliado ao fato de que a maioria dos estudos relatados se refere a simbiontes bacterianos de formigas coletadas na Am&eacute;rica Central.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b>"O estudo dos microbiomas das formigas fungicultoras pode levar a melhor compreens&atilde;o da ecologia qu&iacute;mica envolvida no sistema, ou seja, como os compostos qu&iacute;micos produzidos por microrganismos simbiontes participam da intermedia&ccedil;&atilde;o das intera&ccedil;&otilde;es entre as diferentes esp&eacute;cies envolvidas."</b></styled-content>   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mais recentemente, estudos sobre microbiomas de formigas attina foram realizados no Brasil, envolvendo uma ampla amostragem de formigueiros provenientes de v&aacute;rias regi&otilde;es brasileiras, incluindo Amaz&ocirc;nia, Mata Atl&acirc;ntica e uma regi&atilde;o de ec&oacute;tono desta para o Cerrado. Esses estudos foram conduzidos por uma equipe multidisciplinar integrada em um projeto financiado conjuntamente pela Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo &agrave; Pesquisa do Estado de S&atilde;o Paulo (Fapesp) e pelo <i>Fogarty International Center, National Institutes of Health</i> (FIC/NIH), dos Estados Unidos, constituindo o primeiro e &uacute;nico <i>International Cooperative Biodiversity Group</i> (ICBG) no Brasil &#91;41&#93;. Nesse projeto, pesquisadores brasileiros e norte-americanos trabalharam de forma colaborativa, desenvolvendo atividades desde a coleta de col&ocirc;nias de formigas em parques nacionais e estaduais brasileiros (<a href="#fig3">Figura 3</a>) at&eacute; os estudos em laborat&oacute;rio, envolvendo m&eacute;todos microbiol&oacute;gicos, evolutivos, gen&eacute;ticos e qu&iacute;micos.</font></p>     <p><a name="fig3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n4/a08fig03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foram realizadas diversas expedi&ccedil;&otilde;es por esses biomas, e as coletas foram realizadas de forma direta, sem uso de armadilhas, geralmente por meio da localiza&ccedil;&atilde;o dos ninhos das esp&eacute;cies mais evidentes. Assim, foi poss&iacute;vel coletar cerca de 393 col&ocirc;nias de formigas da subtribo Attina pertencentes aos g&ecirc;neros <i>Acromyrmex, Paratrachymyrmex </i>(<i>Trachymyrmex</i>), <i>Atta, Apterostigma, Cyphomyrmex, Mycocepurus, Mycetophylax </i>e outras formigas attina n&atilde;o identificadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Bioma Mata Atl&acirc;ntica, as coletas foram concentradas no Parque Nacional do Itatiaia (Itatiaia, RJ), e cerca de 126 col&ocirc;nias de formigas do g&ecirc;nero <i>Acromyrmex </i>foram recuperadas. Os g&ecirc;neros <i>Cyphomyrmex </i>(14 col&ocirc;nias), <i>Apterostigma </i>(2 col&ocirc;nias), <i>Paratrachymyrmex </i>(2 col&ocirc;nias) e quatro outros g&ecirc;neros de attina n&atilde;o identificados tamb&eacute;m foram coletados. Curiosamente, no estudo de Feitosa e colaboradores (2022) &#91;42&#93; sobre formigas do Brasil, foram reunidas informa&ccedil;&otilde;es em um panorama baseado em 50 anos de estudos de diversidade, e foi observado que o g&ecirc;nero <i>Acromyrmex</i> tamb&eacute;m foi o mais prevalente no bioma Mata Atl&acirc;ntica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As coletas no bioma Floresta Amaz&ocirc;nica foram realizadas no Parque Nacional de Anavilhanas (Novo Air&atilde;o, AM) e Reserva Ducke (Manaus, AM). Nessas coletas, cerca de 198 col&ocirc;nias de formigas fungicultoras foram recuperadas. Os g&ecirc;neros mais prevalentes foram <i>Apterostigma </i>(79 col&ocirc;nias) e <i>Paratrachymyrmex</i> (70 col&ocirc;nias). <i>Acromyrmex</i> (10 col&ocirc;nias), <i>Cyphomyrmex </i>(9 col&ocirc;nias) e outras 22 col&ocirc;nias de formigas attina n&atilde;o identificadas tamb&eacute;m foram recuperadas. Curiosamente, a preval&ecirc;ncia dos g&ecirc;neros <i>Apterostigma </i>e <i>Paratrachymyrmex</i> tamb&eacute;m foi observada no estudo de Feitosa e colaboradores (2022) &#91;42&#93; para esse bioma.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b>"A descoberta da simbiose entre actinobact&eacute;rias e formigas attina levou &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o de compostos biologicamente ativos e estruturalmente diversos."</b></styled-content>   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na interface de ec&oacute;tono Cerrado - Mata Atl&acirc;ntica, as coletas foram concentradas principalmente no campus da Universidade de S&atilde;o Paulo em Ribeir&atilde;o Preto (USP/RP). Cerca de 45 col&ocirc;nias de formigas attina foram coletadas, sendo prevalentes os g&ecirc;neros <i>Acromyrmex</i> (17 col&ocirc;nias) e <i>Atta</i> (14 col&ocirc;nias), seguidos de <i>Paratrachymyrmex </i>(9 col&ocirc;nias) e <i>Cyphomyrmex</i> (5 col&ocirc;nias). Nesse caso, como se trata de uma &aacute;rea de transi&ccedil;&atilde;o entre dois biomas, n&atilde;o h&aacute; informa&ccedil;&otilde;es compiladas de formigas agricultoras. Por&eacute;m, pode-se afirmar que o g&ecirc;nero <i>Acromyrmex</i> &eacute; prevalente nos biomas Mata Atl&acirc;ntica e Cerrado. O g&ecirc;nero <i>Atta</i>, por sua vez, tamb&eacute;m &eacute; abundante no bioma Mata Atl&acirc;ntica e Cerrado. Assim sendo, essa preval&ecirc;ncia dos g&ecirc;neros <i>Acromyrmex</i> e <i>Atta</i> nessa interface de ec&oacute;tono tamb&eacute;m est&aacute; presente, segundo o levantamento realizado por Feitosa e colaboradores (2022) &#91;42&#93; (<a href="#fig4">Figura 4</a>).</font></p>     <p><a name="fig4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n4/a08fig04.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os microbiomas associados a essa ampla diversidade de formigas foram estudados, e confirmou-se a associa&ccedil;&atilde;o de <i>Pseudonocardia</i> a esses insetos em todos os biomas. Surpreendentemente, os estudos indicaram, pela primeira vez na literatura, a ampla distribui&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica de um novo composto chamado attinimicina &#91;43&#93;. Esse pept&iacute;deo linear foi detectado em 73% das linhagens de <i>Pseudonocardia</i> associadas a formigas agricultoras coletadas no Brasil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Inicialmente, an&aacute;lises metabol&ocirc;micas dos extratos de diversas linhagens de <i>Pseudonocardia</i> coletadas revelaram a presen&ccedil;a desse metab&oacute;lito em ampla ocorr&ecirc;ncia entre essas amostras. Em seguida, os genomas de algumas linhagens de <i>Pseudonocardia</i> foram avaliados para encontrar o grupo de genes respons&aacute;veis pela bioss&iacute;ntese da attinimicina e assim confirmar a sequ&ecirc;ncia de amino&aacute;cidos na estrutura qu&iacute;mica. Posteriormente, <i>primers</i> (pequenos fragmentos de DNA complementares ao material gen&eacute;tico que se deseja estudar) foram desenhados para avaliar se esse mesmo grupo de genes estava presente em <i>Pseudonocardia</i> simbiontes de outras esp&eacute;cies de formigas attina provenientes do Panam&aacute;. Curiosamente, os genes relacionados &agrave; bioss&iacute;ntese da attinimicina s&oacute; foram encontrados nas linhagens de <i>Pseudonocardia</i> brasileiras. Isso demonstra que possivelmente durante o processo evolutivo dessas formigas de diferentes localidades, elas coevolu&iacute;ram com subfam&iacute;lias distintas deste g&ecirc;nero de actinobact&eacute;ria.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A attinimicina demonstrou ser um tipo de sider&oacute;foro produzido por <i>Pseudonocardia</i>. Os sider&oacute;foros s&atilde;o mol&eacute;culas produzidas por microrganismos capazes de complexar seletivamente a &iacute;ons de ferro, para auxiliar na capta&ccedil;&atilde;o e aquisi&ccedil;&atilde;o desse metal, essencial para processos metab&oacute;licos vitais &#91;44,45&#93;. Os sider&oacute;foros tamb&eacute;m desempenham um papel cr&iacute;tico em competi&ccedil;&otilde;es por ferro no ambiente, onde diferentes microrganismos competem pela aquisi&ccedil;&atilde;o desse micronutriente escasso &#91;46,47&#93;. Adicionalmente, attinimicina em sua forma livre apresentou atividade antif&uacute;ngica seletiva contra <i>Escovopsis</i>, mas nenhuma atividade contra o fungo cultivar, exibindo, portanto, atividade antif&uacute;ngica seletiva contra o pat&oacute;geno natural das formigas. Com isso, levantou-se a hip&oacute;tese de que attinimicina poderia ter um papel ecol&oacute;gico na prote&ccedil;&atilde;o da col&ocirc;nia de formigas contra a dispers&atilde;o de pat&oacute;genos.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b>"Attinimicina tamb&eacute;m apresentou resultados antif&uacute;ngicos significativos em ensaios utilizando modelos animais."</b></styled-content>   </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para avaliar a possibilidade de produ&ccedil;&atilde;o de attinimicina no ambiente natural e validar a hip&oacute;tese de seu papel ecol&oacute;gico, novas coletas foram realizadas no Parque Nacional do Itatiaia (RJ) e no campus da USP em Ribeir&atilde;o Preto (SP). Ao contr&aacute;rio das coletas iniciais, nas quais as bact&eacute;rias isoladas das formigas foram cultivadas em laborat&oacute;rio e os metab&oacute;litos foram extra&iacute;dos a partir dessas culturas <i>in vitro</i>, nestas novas coletas a extra&ccedil;&atilde;o de fragmentos do jardim f&uacute;ngico, bem como de formigas oper&aacute;rias, foi conduzida no pr&oacute;prio local de coleta. A detec&ccedil;&atilde;o <i>in situ</i> dessa mol&eacute;cula foi confirmada por espectrometria de massas em aproximadamente 40% das amostras analisadas, o que corrobora a import&acirc;ncia desse composto no contexto ecol&oacute;gico em quest&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Attinimicina tamb&eacute;m apresentou resultados antif&uacute;ngicos significativos em ensaios utilizando modelos animais infectados com <i>Candida albicans</i>. Esse pat&oacute;geno frequentemente acomete humanos, causando les&otilde;es em diferentes tecidos, especialmente as mucosas oral e vaginal. O tratamento de camundongos infectados com attinimicina, em sua forma n&atilde;o complexada com ferro, resultou em uma redu&ccedil;&atilde;o da carga f&uacute;ngica equiparada com f&aacute;rmacos clinicamente relevantes da classe dos az&oacute;is.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A ampla distribui&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica do conjunto de genes respons&aacute;veis pela bioss&iacute;ntese da attinimicina em linhagens de <i>Pseudonocardia</i> spp. do Brasil destaca este composto como o primeiro metab&oacute;lito especializado produzido por bact&eacute;rias associadas a formigas attina descrito na literatura. Isso enfatiza a import&acirc;ncia da ampla amostragem para estudos da biodiversidade dos biomas brasileiros, real&ccedil;ando o potencial para descoberta de novas mol&eacute;culas bioativas, por meio da investiga&ccedil;&atilde;o desses ecossistemas &uacute;nicos que abrigam as formigas attina.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esse maior entendimento da qu&iacute;mica envolvida na simbiose defensiva em formigas agricultoras no Brasil e a descoberta de um novo produto natural com a&ccedil;&atilde;o antif&uacute;ngica em modelos <i>in vivo</i> s&oacute; foram poss&iacute;veis gra&ccedil;as &agrave; equipe multidisciplinar de pesquisadores reunidos no projeto ICBG (FAPESP/FIC-NIH).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Microbiota </b>&eacute; geralmente definida como o conjunto de microrganismos (bact&eacute;rias, fungos, protistas, arqueas, algas) vivos presentes em um determinado ambiente &#91;48&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Microbioma</b> refere-se &agrave; comunidade microbiana (microbiota) de um determinado ambiente e toda sua atividade bioqu&iacute;mica, incluindo elementos estruturais (&aacute;cidos nucl&eacute;icos, prote&iacute;nas, lip&iacute;dios, polissacar&iacute;deos), metab&oacute;litos (mol&eacute;culas de sinaliza&ccedil;&atilde;o, toxinas, mol&eacute;culas org&acirc;nicas e inorg&acirc;nicas) e mol&eacute;culas produzidas por hospedeiros coexistentes e estruturados pelas condi&ccedil;&otilde;es ambientais do entorno &#91;49&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Metabol&ocirc;mica</b> &eacute; uma abordagem cient&iacute;fica que visa &agrave; an&aacute;lise abrangente e quantitativa de todos os metab&oacute;litos detect&aacute;veis (<b>metaboloma</b>) em um organismo. Pode ser direcionada (<i>target</i>), priorizando a an&aacute;lise de metab&oacute;litos espec&iacute;ficos conhecidos, ou n&atilde;o direcionada (<i>untarget</i>), buscando uma an&aacute;lise global do perfil qu&iacute;mico, envolvendo todos os metab&oacute;litos presentes na amostra, incluindo aqueles n&atilde;o identificados previamente. As t&eacute;cnicas anal&iacute;ticas usualmente empregadas para avalia&ccedil;&atilde;o do metaboloma incluem a resson&acirc;ncia magn&eacute;tica nuclear e a espectrometria de massa &#91;50-53&#93;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Agradecimentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Os autores agradecem o apoio financeiro das ag&ecirc;ncias de fomento Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo &agrave; Pesquisa do Estado de S&atilde;o Paulo (FAPESP), processos 2013/50954-0 (MTP), 2020/06430-0 (COG), 2015/01001-6 (WGPM), Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (CNPq), processo 307893/2022-7 (MTP) e Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento de Pessoal de N&iacute;vel Superior - Brasil (CAPES) - C&oacute;digo de Financiamento 001.</i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;1&#93; CHAPMAN, A. D. <i>Numbers of living species in Australia and the world</i>. 2. ed. Washington: Heritage, 2009.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;2&#93; WILSON, E. O. <i>The diversity of life</i>. Cambridge: Harvard University Press, 2010.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;3&#93; CURRIE, C. R. A community of ants, fungi, and bacteria: A multilateral approach to studying symbiosis. <i>Annual Review of Microbiology</i>, v. 55, p. 357-80, 2001.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;4&#93; PALUDO, C. R.; MENEZES, C.; SILVA-JUNIOR, E. A.; VOLLET-NETO, A.; ANDRADE-DOMINGUEZ, A.; PISHCHANY, G. <i>et al</i>. Stingless bee larvae require fungal steroid to pupate. <i>Scientific Reports</i>, v. 8, n. 1122, 2018.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;5&#93; AANEN, D. K.; EGGLETON, P.; ROULAND-LEF&Egrave;VRE, C.; GULDBERG-FROSLEY, T.; ROSENDAHL, S.; BOOMSMA, J. J. The evolution of fungus-growing termites and their mutualistic fungal symbionts. <i>Proceedings of the National Academy of Sciences</i>, v. 99, n. 23, p. 14887-14892, 2022.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;6&#93; FARRELL, B. D.; SEQUEIRA, A. S.; O'MEARA, B. C.; NORMARK, B. B.; CHUNG, J. H.; JORDAL, B. H. The evolution of agriculture in beetles (Curculionidae: Scolytinae and Platypodinae). <i>Evolution</i>, v. 55, n. 10, p. 2011-2027, 2001.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;7&#93; BIEDERMANN, P. H. W.; VEGA, F. E. Ecology and evolution of insect-fungus mutualisms. <i>Annual Review of Entomology</i>, v. 65, p. 431-455, 2020.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;8&#93; SCHULTZ, T. R. Fungus-Farming Ants (Attini in Part). <i>In: </i>STARR, C. <i>Encyclopedia of social insects</i>. New York: Springer, 2020.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;9&#93; SCHULTZ, T. R.; MEIER R. A. phylogenetic analysis of the fungus - growing ants (Hymenoptera: Formicidae: Attini) based on morphological characters of the larvae. <i>Systematic Entomology</i>, v. 20, n. 4, p. 337-370, 1995.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;10&#93; BRANSTETTER, M. G.; JESOVNIK, A.; SOSA-CALVO, J.; LLOYD, M. W.; FAIRCLOTH, B. C.; BRADY, S. G. <i>et al</i>. Dry habitats were crucibles of domestication in the evolution of agriculture in ants. <i>Proceedings of the Royal Society B, Biological Sciences</i>, v. 284, n. 1852, 2017.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;11&#93; BOLTON, B. <i>AntCat</i>: an online catalog of the ants of the world. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://antcat.org" target="_blank">http://antcat.org</a>. Acesso em: 15 ago. 2016.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;12&#93; WARD, P. S.; BRADY, S. G.; FISHER, B. L.; SCHULTZ, T. R. The evolution of myrmicine ants: Phylogeny and biogeography of a hyperdiverse ant clade (Hymenoptera: Formicidae). <i>Systematic Entomology</i>, v. 40, n. 1, p. 61-81, 2014.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;13&#93; SCHULTZ, T. R.; BRADY, S. G. Major evolutionary transitions in ant agriculture. <i>Proceedings of the National Academy of Sciences</i>, v. 105, n. 14, p. 5435-5440, 2008.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;14&#93; MUELLER, U. G.; REHNER, S. A.; SCHULTZ, T. R. The evolution of agriculture in ants. <i>Science</i>, v. 281, n. 5385, p. 2034-2038, 1998.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;15&#93; MEHDIABADI, N. J.; SCHULTZ, T. R. Natural history and phylogeny of the fungus-farming ants (Hymenoptera: Formicidae: Myrmicinae: Attini). <i>Myrmecological News</i>, v. 13, p. 37-55, 2009.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;16&#93; DE FINE LICHT, H. H.; BOOMSMA, J. J.; TUNLID, A. Symbiotic adaptations in the fungal cultivar of leaf-cutting ants. <i>Nature Communications</i>, v. 5, n. 5675, 2014.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;17&#93; QUILAN, R. J.; CHERRETT, J. M. The role of fungus in the diet of the leaf-cutting ant Atta cephalotes (L.). <i>Ecologycal Entomology</i>, v. 4, n. 2, p. 151-160, 1979.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;18&#93; DE FINE LICHT, H. H.; BOOMSMA, J. J. Forage collection, substrate preparation, and diet composition in fungus-growing ants. <i>Ecological Entomology</i>, v. 35, n. 3, p. 259-269, 2010.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;19&#93; PAGNOCCA, F. C.; MASIULIONIS, V. E.; RODRIGUES, A. Specialized fungal parasites and opportunistic fungi in gardens of attine ants. <i>Psyche A Journal of Entomology</i>, v. 2012, n. 905109, 2012.    </font></p>     ]]></body>
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<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;25&#93; GOES, A. C.; BARCOTO, M. O.; KOOJI, P. W.; BUENO, O. C.; RODRIGUES, A. How Do Leaf-Cutting Ants Recognize Antagonistic Microbes in Their Fungal Crops? <i>Frontiers in Ecology and Evolution</i>, v. 8, n. 95, 2020.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;26&#93; FERN&Aacute;NDEZ-MAR&Iacute;N, H.; ZIMMERMAN, J. K.; REHNER, S. A.; WCISLO, W. T. Active use of the metapleural glands by ants in controlling fungal infection. <i>Proceedings of the Royal Society B - Biological Sciences</i>, v. 273, n. 1594, 2006.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;27&#93; FERN&Aacute;NDEZ-MAR&Iacute;N, H.; NASH, D. R.; HIGGINBOTHAM, S.; ESTRADA, C.; VAN, ZWEDEN, J. S.; D'ETTORRE, P. <i>et al</i>. Functional role of phenylacetic acid from metapleural gland secretions in controlling fungal pathogens in evolutionarily derived leaf-cutting ants. <i>Proceedings of the Royal Society B - Biological Sciences</i>, v. 282, n. 1807, 2015.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;28&#93; RODRIGUES, A.; CARLETTI, C. D.; BUENO, O. C.; PAGNOCCA, F. C. Leaf-cutting ant faecal fluid and mandibular gland secretion: effects on microfungi spore germination. <i>Brazilian Journal of Microbiology</i>, v. 39, n. 1, p. 64-67, 2008.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;29&#93; CURRIE, C. R.; SCOTT, J. A.; SUMMERBELL, R. C.; MALLOCH, D. Fungus-growing ants use antibiotic-producing bacteria to control garden parasites. <i>Nature</i>, v. 398, p. 701-704, 1999.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;30&#93; POULSEN, M.; CAFARO, M. J.; ERHARDT, D. P.; LITTLE, A. E. F.; GERARDO, N. M.; TEBBETS, B. <i>et al</i>. Variation in Pseudonocardia antibiotic defence helps govern parasite-induced morbidity in Acromyrmex leaf-cutting ants. <i>Environmental Microbiology Reports</i>, v. 2, n. 4, p. 534-540, 2010.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;31&#93; CAFARO, M. J.; POULSEN, M.; LITTLE, A. E. F.; PRICE, S. L.; GERARDO, N. M.; WONG, B. et al. Specificity in the symbiotic association between fungus-growing ants and protective Pseudonocardia bacteria. <i>Proceedings of the Royal Society B - Biological Sciences</i>, v. 278, n. 1713, p. 1814-1822, 2011.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;32&#93; CHEVRETTE, M. G.; CARLSON, C. M.; OORTEGA, H. E.; THOMAS, C.; ANANIEV, G. E.; BARNS, K. J. <i>et al</i>. The antimicrobial potential of Streptomyces from insect microbiomes. <i>Nature Communications</i>, v. 10, n. 516, 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;33&#93; HAEDER, S.; WIRTH, R.; HERZ, H.; SPITELLER, D. Candicidin-producing Streptomyces support leaf-cutting ants to protect their fungus garden against the pathogenic fungus Escovopsis. <i>Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America</i>, v. 106, n. 12, p. 4742-4746, 2009.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;34&#93; SCHOENIAN, I.; SPITELLER, M.; GHASTE, M.; WIRTH, R.; HERZ, H.; SPITELLER, D. Chemical basis of the synergism and antagonism in microbial communities in the nests of leaf-cutting ants. <i>Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America</i>, v. 108, n. 5, p. 1955-1960, 2011.    </font></p>     ]]></body>
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