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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O futuro distópico já chegou para a herpetofauna amazônica... e agora?: Aceleração das mudanças climáticas pelas ações humanas afetam todas as formas de vida, mas alguns grupos são considerados mais vulneráveis, como os anfíbios e os répteis]]></article-title>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Mudanças climáticas]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>O futuro dist&oacute;pico j&aacute; chegou para a herpetofauna amaz&ocirc;nica... e agora? Acelera&ccedil;&atilde;o das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas pelas a&ccedil;&otilde;es humanas afetam todas as formas de vida, mas alguns grupos s&atilde;o considerados mais vulner&aacute;veis, como os anf&iacute;bios e os r&eacute;pteis</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Fernanda P. Werneck<sup>I</sup>; Jordana G. Ferreira<sup>II</sup>; Felipe Zanusso<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Pesquisadora titular do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz&ocirc;nia (INPA), onde atua como l&iacute;der de grupo de pesquisas CNPq e LEEVI, coordenadora do Programa de Cole&ccedil;&otilde;es Cient&iacute;ficas e Biol&oacute;gicas e curadora da Cole&ccedil;&atilde;o de Anf&iacute;bios e R&eacute;pteis    <br>   <sup>II</sup>Pesquisadora bolsista de Apoio &agrave; Difus&atilde;o do Conhecimento do CNPq associada ao LEEVI, Programa de Cole&ccedil;&otilde;es Cient&iacute;ficas Biol&oacute;gicas, Coordena&ccedil;&atilde;o de Biodiversidade, Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz&ocirc;nia    <br> <sup>III</sup>Pesquisador Bolsista de Capacita&ccedil;&atilde;o Institucional CNPq associado ao LEEVI, Programa de Cole&ccedil;&otilde;es Cient&iacute;ficas Biol&oacute;gicas, Coordena&ccedil;&atilde;o de Biodiversidade, Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz&ocirc;nia</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O ano de 2023 foi marcado pela ocorr&ecirc;ncia de eventos clim&aacute;ticos extremos que impactaram diversas regi&otilde;es do Brasil e do mundo. Na Amaz&ocirc;nia, a ocorr&ecirc;ncia da mais intensa seca hist&oacute;rica dos &uacute;ltimos 120 anos evidenciou que a maior floresta tropical do mundo e sua megabiodiversidade j&aacute; sofrem os impactos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. Assim como para as popula&ccedil;&otilde;es humanas, a biodiversidade tamb&eacute;m &eacute; afetada de diferentes formas, sendo que alguns grupos s&atilde;o considerados mais vulner&aacute;veis aos impactos. Neste artigo, apresentamos como as pesquisas em Biologia das Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas buscam compreender os mecanismos envolvidos nas respostas e os impactos diretos e indiretos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas nas diversas esp&eacute;cies e popula&ccedil;&otilde;es naturais. Apresentamos alguns resultados obtidos pela comunidade cient&iacute;fica para a herpetofauna, que compreende os anf&iacute;bios e r&eacute;pteis, e s&atilde;o considerados um dos organismos mais suscet&iacute;veis aos impactos por serem animais que dependem das condi&ccedil;&otilde;es ambientais para regular suas temperaturas corporais. Em especial, destacamos como os estudos integrativos do Laborat&oacute;rio de Ecologia e Evolu&ccedil;&atilde;o de Vertebrados do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz&ocirc;nia t&ecirc;m contribu&iacute;do para a compreens&atilde;o das m&uacute;ltiplas dimens&otilde;es do conhecimento quanto aos impactos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas para a herpetofauna amaz&ocirc;nica. Ao final, apresentamos algumas perspectivas futuras para esse campo de pesquisa e a necessidade urgente de ado&ccedil;&atilde;o de medidas de conserva&ccedil;&atilde;o, mitiga&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o baseadas na biodiversidade e, em especial, na herpetofauna amaz&ocirc;nica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> Mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas; Amaz&ocirc;nia; Anf&iacute;bios; R&eacute;pteis; Biodiversidade; Biologia.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Ano 2023: emerg&ecirc;ncias clim&aacute;ticas e a crise da sociobiodiversidade na Amaz&ocirc;nia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Amaz&ocirc;nia, ber&ccedil;o e museu dos mais diversos n&iacute;veis de diversidade biol&oacute;gica, h&aacute; pouco considerada por muitos como uma das &uacute;ltimas regi&otilde;es de florestas conservadas e cont&iacute;nuas e possivelmente fonte de resili&ecirc;ncia futura de biodiversidade e servi&ccedil;os ecossist&ecirc;micos para todo o planeta, gritou por socorro em 2023 (<a href="#fig1">Figura 1</a>). As temperaturas extremas e a seca hist&oacute;rica dos rios do ano, aliadas &agrave;s queimadas florestais, produziram cenas dist&oacute;picas dos impactos diretos das emerg&ecirc;ncias clim&aacute;ticas para a biodiversidade e popula&ccedil;&otilde;es que vivem em seus territ&oacute;rios ind&iacute;genas, ribeirinhos, rurais e urbanos. Se restava alguma d&uacute;vida, ilus&atilde;o ou mesmo uma inoc&ecirc;ncia otimista quanto &agrave; real extens&atilde;o dos desafios e estresses ambientais que o aquecimento global e eventos clim&aacute;ticos extremos impulsionados pela a&ccedil;&atilde;o humana colocam sobre a sobreviv&ecirc;ncia de organismos da Amaz&ocirc;nia, essa foi pulverizada com as imagens de animais mortos nas &aacute;guas rasas escaldantes dos rios, pessoas e organismos sem fonte de &aacute;gua para beber e ar puro para respirar em in&uacute;meras regi&otilde;es da Amaz&ocirc;nia brasileira. Mas como chegamos aqui e o que pesquisas de biologia sobre mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas podem nos informar quanto aos impactos sobre esp&eacute;cies e popula&ccedil;&otilde;es naturais de diversos organismos? H&aacute; ainda algo que possamos fazer para mitigar os impactos negativos em prol da conserva&ccedil;&atilde;o da sociobiodiversidade amaz&ocirc;nica?</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n4/a10fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nos &uacute;ltimos 200 anos, a temperatura m&eacute;dia do planeta aumentou 1&deg;C e isso trouxe muitas mudan&ccedil;as na paisagem e desafios para a vida de muitas plantas e animais. Segundo o relat&oacute;rio divulgado pelo Painel Intergovernamental de Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas (IPCC), &eacute; inequ&iacute;voca a influ&ecirc;ncia humana em esquentar rapidamente a atmosfera atrav&eacute;s da emiss&atilde;o de gases do efeito estufa, sendo irrevers&iacute;vel se a&ccedil;&otilde;es imediatas n&atilde;o forem implementadas para reverter o cen&aacute;rio &#91;1&#93;. Temperaturas mais quentes, eventos clim&aacute;ticos extremos mais frequentes e imprevis&iacute;veis (como calor e frio extremos, chuvas intensas, mudan&ccedil;as no n&iacute;vel dos oceanos e nos padr&otilde;es de cheia, seca e vazante dos rios) colocam em risco os ecossistemas, as esp&eacute;cies da biodiversidade e a pr&oacute;pria sobreviv&ecirc;ncia da humanidade. Ainda que exista atualmente um crescente consenso na comunidade cient&iacute;fica que as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas s&atilde;o uma grav&iacute;ssima emerg&ecirc;ncia, tanto para a biodiversidade e ecossistemas naturais quanto para a sociedade humana &#91;1,2&#93;, os seus impactos s&atilde;o sabidamente desiguais, tanto para as popula&ccedil;&otilde;es humanas (grupos mais vulner&aacute;veis como pessoas de baixa renda, mulheres, crian&ccedil;as, negros, ind&iacute;genas, imigrantes, pessoas com defici&ecirc;ncia ser&atilde;o mais impactados), quanto para as esp&eacute;cies da biota (algumas esp&eacute;cies, por&ccedil;&otilde;es de suas distribui&ccedil;&otilde;es e regi&otilde;es geogr&aacute;ficas podem ser mais vulner&aacute;veis ou possuir maiores ou diferentes potenciais adaptativos de lidar com os desafios). Portanto, entender quais s&atilde;o os mecanismos e processos que conferem vulnerabilidade ou resili&ecirc;ncia &agrave;s esp&eacute;cies &eacute; uma quest&atilde;o cient&iacute;fica urgente e altamente necess&aacute;ria para a produ&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de conserva&ccedil;&atilde;o aprimoradas e justas frente &agrave; complexidade de fatores envolvidos nas respostas da biodiversidade e meios de subsist&ecirc;ncia dos povos que dependem dessas esp&eacute;cies.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As estimativas recentes dos cientistas quanto ao n&uacute;mero de esp&eacute;cies que a Amaz&ocirc;nia abriga s&atilde;o impressionantes: cerca de 50.000 plantas vasculares, pelo menos 2.406 peixes na Bacia Amaz&ocirc;nica, 427 anf&iacute;bios, 371 r&eacute;pteis, 1.300 aves e 425 mam&iacute;feros, n&uacute;meros ainda nitidamente subestimados &#91;3&#93;. Apesar da sua import&acirc;ncia, a biodiversidade vem sofrendo graves amea&ccedil;as. Diversos fatores, como a degrada&ccedil;&atilde;o e perda de <i>habitats</i> (ocasionados principalmente pelo desmatamento), t&ecirc;m colocado em risco as mais diversas esp&eacute;cies e todos os valores e benef&iacute;cios que a natureza possui e pode proporcionar. E as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas atuam de maneira sinerg&eacute;tica a esses fatores: seus efeitos combinados ao da perda de <i>habitat</i> est&atilde;o entre os principais determinantes da atual crise mundial de perda da biodiversidade &#91;2,4&#93;. Em decorr&ecirc;ncia da crise da biodiversidade, as atuais taxas de extin&ccedil;&atilde;o s&atilde;o muito elevadas: 25% das esp&eacute;cies s&atilde;o hoje consideradas amea&ccedil;adas e mais de 1 milh&atilde;o est&atilde;o sob risco iminente de extin&ccedil;&atilde;o &#91;2,5&#93;. A crise &eacute; t&atilde;o grande que se acredita que a biodiversidade esteja passando pelo sexto evento de extin&ccedil;&atilde;o em massa, s&oacute; que dessa vez causado por a&ccedil;&atilde;o humana &#91;4&#93;. Nesse contexto, a Am&eacute;rica Latina e o Caribe s&atilde;o regi&otilde;es que v&ecirc;m experimentando decl&iacute;nios mais acentuados nas popula&ccedil;&otilde;es animais desde 1970.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b>"Temperaturas mais quentes, eventos clim&aacute;ticos extremos mais frequentes e imprevis&iacute;veis (como calor e frio extremos, chuvas intensas, mudan&ccedil;as no n&iacute;vel dos oceanos e nos padr&otilde;es de cheia, seca e vazante dos rios) colocam em risco os ecossistemas, as esp&eacute;cies da biodiversidade e a pr&oacute;pria sobreviv&ecirc;ncia da humanidade."</b></styled-content>   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na Amaz&ocirc;nia, a megadiversidade biol&oacute;gica originada e diversificada ao longo de milh&otilde;es de anos de hist&oacute;ria de evolu&ccedil;&atilde;o da paisagem, flutua&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas e estabelecimento de gradientes ambientais e ecol&oacute;gicos se v&ecirc; agora enfrentando uma din&acirc;mica de altera&ccedil;&atilde;o ambiental causada por a&ccedil;&atilde;o humana muito mais intensa e r&aacute;pida do que aquela em que evoluiu &#91;6&#93;. Assim, na Amaz&ocirc;nia, os m&uacute;ltiplos impactos dessas mudan&ccedil;as s&atilde;o cada vez mais frequentes e facilmente observ&aacute;veis. Por exemplo, a partir de registros do n&iacute;vel do rio Negro realizados em Manaus desde 1902, pesquisadores verificaram que, no in&iacute;cio do s&eacute;culo XX, cheias acima da cota de emerg&ecirc;ncia (29 metros) e secas extremas ocorriam somente a cada 20 anos &#91;7&#93;. No entanto, mais recentemente, cheias intensificadas t&ecirc;m sido registradas a cada quatro anos e secas podem acontecer em intervalos t&atilde;o curtos quanto dois anos. As maiores cheias do Rio Negro em Manaus ocorreram a partir de 2008. Em 2021, por exemplo, o n&iacute;vel do Rio Negro em Manaus alcan&ccedil;ou os 30,02 metros, sendo a maior cheia de sua hist&oacute;ria desde o in&iacute;cio dos registros. Do mesmo modo, surpreendendo as expectativas, foi registrada seca hist&oacute;rica no ano de 2023, quando o rio Negro atingiu 12,70 metros em 26 de outubro de 2023, em meio a um cen&aacute;rio desolador de emerg&ecirc;ncia clim&aacute;tica na Amaz&ocirc;nia, ocasionada por efeitos acumulados do fen&ocirc;meno <i>El Ni&ntilde;o</i> e das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas globais. Em outubro de 2023, a qualidade do ar de Manaus foi considerada umas das piores do mundo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os impactos atingiram tamb&eacute;m a biodiversidade da regi&atilde;o. Como exemplo, centenas de mam&iacute;feros aqu&aacute;ticos (como botos e tucuxis) foram encontrados mortos em virtude do baixo n&iacute;vel dos rios e da temperatura da &aacute;gua, que alcan&ccedil;ou 40 &ordm;C, como registrado no Lago Tef&eacute;, pelo Instituto de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel Mamirau&aacute;. Igualmente, foram observados diversos eventos de alta mortalidade de peixes, jacar&eacute;s e inviabilidade de ovos de quel&ocirc;nios nas praias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esses impactos diretos s&atilde;o bastante chocantes, mas n&atilde;o s&atilde;o os &uacute;nicos que podem afetar os organismos. Na verdade, diversos impactos indiretos, por exemplo, sobre o fen&oacute;tipo (morfologia, comportamento, fisiologia) e condi&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica dos organismos (por exemplo, diversidade gen&eacute;tica total e adaptativa sob sele&ccedil;&atilde;o ambiental) podem afetar suas din&acirc;micas populacionais e sobreviv&ecirc;ncia diferencial e assim ter repercuss&atilde;o sobre os riscos de extin&ccedil;&atilde;o de popula&ccedil;&otilde;es locais e sobreviv&ecirc;ncia das esp&eacute;cies.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Herpetofauna: anf&iacute;bios e r&eacute;pteis no centro do debate</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As temperaturas ambientais s&atilde;o essenciais para diversos aspectos da vida animal, influenciando a alimenta&ccedil;&atilde;o, reprodu&ccedil;&atilde;o e sobreviv&ecirc;ncia dos organismos. Isso &eacute; verdade em especial para animais ectot&eacute;rmicos que, apesar de conseguirem controlar comportamentalmente suas temperaturas corp&oacute;reas movendo-se entre sol e sombra, dependem diretamente das condi&ccedil;&otilde;es ambientais para manter suas temperaturas internas dentro dos limites considerados adequados para a sobreviv&ecirc;ncia. Justamente por essa forte depend&ecirc;ncia de condi&ccedil;&otilde;es ambientais locais, organismos ectot&eacute;rmicos s&atilde;o bastante suscet&iacute;veis &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas. Assim, pode-se dizer que apesar da acelera&ccedil;&atilde;o das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas afetarem todas as formas de vida, alguns grupos s&atilde;o considerados mais vulner&aacute;veis, como os anf&iacute;bios e os r&eacute;pteis (coletivamente conhecidos como herpetofauna) &#91;8&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Amaz&ocirc;nia abriga uma das maiores diversidades de esp&eacute;cies de anf&iacute;bios e r&eacute;pteis em compara&ccedil;&atilde;o a outras localidades do mundo &#91;9, 10&#93; (<a href="#fig2">Figura 2</a>). Estudos recentes mostram ainda que existem muitas esp&eacute;cies de anf&iacute;bios e r&eacute;pteis a serem descobertas no bioma, e que o Brasil &eacute; o pa&iacute;s com maior chance de descoberta de novas esp&eacute;cies desses grupos no mundo todo &#91;11&#93;.</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n4/a10fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Levantamentos globais indicam que os anf&iacute;bios e os r&eacute;pteis est&atilde;o entre as esp&eacute;cies e a Am&eacute;rica do Sul entre as regi&otilde;es com maiores riscos estimados de extin&ccedil;&atilde;o causada pelas mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas &#91;8&#93;. No entanto, ainda existem relativamente poucos estudos que abordem a vulnerabilidade dessas esp&eacute;cies &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas, menos ainda estudos integrativos sobre os diversos aspectos envolvidos nas respostas das esp&eacute;cies e suas chances de lidar com condi&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas estressantes do Antropoceno. Felizmente, ao longo dos &uacute;ltimos anos, diversos cientistas e grupos de pesquisa t&ecirc;m atuado incessantemente para incrementar o conhecimento quanto aos poss&iacute;veis impactos e poss&iacute;veis respostas das mais diversas esp&eacute;cies de anf&iacute;bios e r&eacute;pteis &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, tanto globalmente quanto no Brasil e na Amaz&ocirc;nia em espec&iacute;fico, dentre os quais est&aacute; inclu&iacute;do o Laborat&oacute;rio de Ecologia e Evolu&ccedil;&atilde;o de Vertebrados do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz&ocirc;nia (LEEVI).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Pesquisas integrativas e a biologia das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O campo da Biologia das Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas busca compreender os mecanismos envolvidos nas respostas e os impactos diretos e indiretos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas nas diversas esp&eacute;cies e popula&ccedil;&otilde;es naturais. Essa ci&ecirc;ncia tamb&eacute;m visa entender quais s&atilde;o os principais fatores biol&oacute;gicos e ambientais que conferem vulnerabilidade &agrave;s esp&eacute;cies, seja aumentando seus riscos de extin&ccedil;&atilde;o ou conferindo a elas potenciais adaptativos para escapar dos efeitos negativos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas &#91;12&#93;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Compreender as respostas das esp&eacute;cies &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas e &agrave; perda de <i>habitats</i> &eacute; extremamente importante para a conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade a longo prazo. A complexidade de processos envolvidos demanda que as pesquisas integrem diferentes fontes de informa&ccedil;&otilde;es, m&eacute;todos e abordagens para a melhor compreens&atilde;o dos fen&ocirc;menos &#91;13&#93;. Essas pesquisas s&atilde;o conhecidas como integrativas e podem, por exemplo, incorporar informa&ccedil;&otilde;es sobre fisiologia, gen&eacute;tica, plasticidade e adapta&ccedil;&otilde;es locais, para entender as poss&iacute;veis respostas da biodiversidade &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas &#91;14-16&#93;.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b>"Compreender as respostas das esp&eacute;cies &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas e &agrave; perda de habitats &eacute; extremamente importante para a conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade a longo prazo."</b></styled-content>   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por meio de pesquisas ecol&oacute;gicas e evolutivas integrativas, o LEEVI se dedica a estudar os impactos de mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas e ambientais hist&oacute;ricas e contempor&acirc;neas sobre esp&eacute;cies e comunidades biol&oacute;gicas da herpetofauna da Amaz&ocirc;nia e zonas de transi&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de poss&iacute;veis a&ccedil;&otilde;es para mitigar os riscos de extin&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies e promover a conserva&ccedil;&atilde;o dessa enorme diversidade biol&oacute;gica (<a href="#fig3">Figura 3</a>).</font></p>     <p><a name="fig3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n4/a10fig03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As pesquisas utilizam diversas abordagens de coleta, an&aacute;lise e interpreta&ccedil;&atilde;o de dados biol&oacute;gicos e socioambientais. Na maioria das situa&ccedil;&otilde;es, as respostas dos organismos aos ambientes em mudan&ccedil;as s&atilde;o complexas, exigindo a formula&ccedil;&atilde;o de boas e refinadas perguntas, identifica&ccedil;&atilde;o dos locais adequados para os estudos, coleta de dados em diferentes contextos (campo, laborat&oacute;rio, fisiologia, molecular etc.) e, principalmente, a integra&ccedil;&atilde;o entre abordagens complementares. Essa integra&ccedil;&atilde;o entre diferentes campos dos saberes fornece estimativas biologicamente mais realistas sobre os padr&otilde;es de diversifica&ccedil;&atilde;o, vulnerabilidade e sobre quais esp&eacute;cies e/ou regi&otilde;es geogr&aacute;ficas possuem maior potencial adaptativo de superar condi&ccedil;&otilde;es estressantes, fundamentais para prever modelos mais confi&aacute;veis quanto &agrave;s respostas dos organismos &agrave;s mudan&ccedil;as ambientais e elaborar recomenda&ccedil;&otilde;es para a conserva&ccedil;&atilde;o da sociobiodiversidade. Veja a seguir alguns exemplos de pesquisas desenvolvidas:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>&#149;Ecol&oacute;gicas e evolutivas:</i></b> s&atilde;o aquelas em que invent&aacute;rios da sociobiodiversidade indicam as esp&eacute;cies de anf&iacute;bios e r&eacute;pteis que ocorrem em uma determinada &aacute;rea (incluindo as remotas e/ou as de interesse de integra&ccedil;&atilde;o com comunidades humanas), assim como s&atilde;o coletadas amostras biol&oacute;gicas e dados sobre a ecologia das mesmas. Essas pesquisas contribuem para a caracteriza&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de diversidade biol&oacute;gica de uma regi&atilde;o, seus usos e intera&ccedil;&otilde;es humanas, al&eacute;m da coleta e caracteriza&ccedil;&atilde;o do conhecimento ecol&oacute;gico e evolutivos sobre as diversas esp&eacute;cies existentes;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>&#149;Funcionais:</i></b> s&atilde;o aquelas baseadas em experimenta&ccedil;&atilde;o, para obten&ccedil;&atilde;o de dados de atributos fisiol&oacute;gicos, fenot&iacute;picos e comportamentais, par&acirc;metros que contribuem para a compreens&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es entre os organismos e o meio em que vivem. Por exemplo: por meio do uso de dados de fisiologia termal e h&iacute;drica das esp&eacute;cies (como as temperaturas preferenciais, limites cr&iacute;ticos m&iacute;nimos e m&aacute;ximos, desempenho locomotor em incrementos de temperaturas) para quantificar a sensibilidade funcional e assim estimar vulnerabilidade e riscos de extin&ccedil;&atilde;o;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>&#149;Cole&ccedil;&otilde;es biol&oacute;gicas:</i></b> utilizam os acervos das cole&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas como reposit&oacute;rios (ou bibliotecas) de testemunhos da biodiversidade amostrados em condi&ccedil;&otilde;es naturais em um determinado local e tempo. Esse material &eacute; depositado em acervos <i>ex-situ</i> de cole&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas biol&oacute;gicas e museus de hist&oacute;ria natural, verdadeiros patrim&ocirc;nios da nossa biodiversidade. Por exemplo, pesquisas com base em exemplares de cole&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas permitem identificar e descrever novas esp&eacute;cies, identificar infec&ccedil;&otilde;es virais ou at&eacute; mesmo observar o ac&uacute;mulo de poluentes e os impactos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas na morfologia (como o tamanho e forma do corpo e membros) dos organismos ao longo de s&eacute;ries hist&oacute;ricas. Para saber mais sobre as cole&ccedil;&otilde;es biol&oacute;gicas do INPA, visite oPortal de Cole&ccedil;&otilde;es do INPA;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>&#149;Gen&ocirc;mica populacional e gen&eacute;tica da conserva&ccedil;&atilde;o:</i></b> utilizam tecnologias de ponta para realizar sequenciamento gen&eacute;tico do DNA dos organismos (pequenas por&ccedil;&otilde;es ou mesmo o genoma completo) para investigar diversos aspectos quanto &agrave; influ&ecirc;ncia do ambiente em gerar padr&otilde;es de diversidade gen&eacute;tica e em selecionar padr&otilde;es de diversifica&ccedil;&atilde;o, especia&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es naturais e esp&eacute;cies. Por exemplo, &eacute; poss&iacute;vel inferir m&eacute;tricas que representam importantes aspectos da sa&uacute;de e sobreviv&ecirc;ncia dos organismos em condi&ccedil;&otilde;es naturais, como diversidade gen&eacute;tica, n&iacute;vel de heterozigosidade, tamanhos populacionais, fluxo g&ecirc;nico e conectividade de popula&ccedil;&otilde;es e diversidade gen&ocirc;mica sob sele&ccedil;&atilde;o ambiental e clim&aacute;tica;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>&#149;Modelagens preditivas:</i></b> usam estat&iacute;sticas obtidas pelas demais linhas de pesquisa (por exemplo: par&acirc;metros ecol&oacute;gicos, fisiol&oacute;gicos, evolutivos) para prever resultados quanto &agrave;s distribui&ccedil;&otilde;es e respostas das esp&eacute;cies em cen&aacute;rios clim&aacute;ticos futuros. Existir&atilde;o esp&eacute;cies 'ganhadoras' e 'perdedoras' na corrida contra as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas? A integra&ccedil;&atilde;o das diferentes fontes de informa&ccedil;&atilde;o busca responder essas perguntas: quais esp&eacute;cies ser&atilde;o mais ou menos impactadas, seus principais atributos biol&oacute;gicos, quais ter&atilde;o suas distribui&ccedil;&otilde;es retra&iacute;das, expandidas e quais experimentar&atilde;o maiores riscos de extin&ccedil;&atilde;o local? Esses modelos preditivos podem apoiar a formula&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de conserva&ccedil;&atilde;o aperfei&ccedil;oadas para mitigar impactos negativos na biodiversidade. Na maioria das vezes, o resultado que se deseja prever est&aacute; no futuro e n&atilde;o pode ser afirmado com certeza. Assim, a modelagem preditiva pode ser aplicada para aumentar a confian&ccedil;a e acur&aacute;cia em pol&iacute;ticas p&uacute;blicas baseadas em dados cient&iacute;ficos, mesmo para eventos ainda desconhecidos;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>&#149;Educa&ccedil;&atilde;o ambiental e populariza&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica:</i></b> as interconex&otilde;es entre as crises da emerg&ecirc;ncia clim&aacute;tica e da perda de esp&eacute;cies ainda s&atilde;o pouco conhecidas pela popula&ccedil;&atilde;o como um todo &#91;17&#93;. Assim, educa&ccedil;&atilde;o ambiental e divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica junto &agrave; sociedade e aos tomadores de decis&atilde;o s&atilde;o urgentes para popularizar o conhecimento gerado e aumentar a consci&ecirc;ncia p&uacute;blica quanto &agrave; import&acirc;ncia de a&ccedil;&otilde;es para mitigar essas crises para a biodiversidade e as gera&ccedil;&otilde;es futuras. Al&eacute;m disso, as vis&otilde;es das comunidades e atores locais, protagonistas e detentores do conhecimento e da valoriza&ccedil;&atilde;o da biodiversidade, devem ser incorporadas na elabora&ccedil;&atilde;o de perguntas e desenvolvimento das pesquisas. Por exemplo, an&aacute;lises de discurso e a&ccedil;&otilde;es de extens&atilde;o e populariza&ccedil;&atilde;o desenvolvidas junto a comunidades tradicionais ribeirinhas e ind&iacute;genas s&atilde;o essenciais. Afinal, s&atilde;o essas pessoas que mant&ecirc;m a floresta em p&eacute; e contribuem para a sensibiliza&ccedil;&atilde;o e dissemina&ccedil;&atilde;o quanto &agrave;s emerg&ecirc;ncias clim&aacute;ticas e seus impactos na biodiversidade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Principais resultados para a herpetofauna amaz&ocirc;nica</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados obtidos pela comunidade cient&iacute;fica para a herpetofauna, em geral, e pelos estudos ecoevolutivos do LEEVI t&ecirc;m contribu&iacute;do para a compreens&atilde;o das m&uacute;ltiplas dimens&otilde;es do conhecimento quanto aos impactos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas para a herpetofauna amaz&ocirc;nica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os impactos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas na herpetofauna s&atilde;o diversos e podem ser tanto diretos quanto indiretos &#91;18&#93;, mas os principais s&atilde;o aqueles que causam a redu&ccedil;&atilde;o de suas popula&ccedil;&otilde;es, o que pode levar esses animais &agrave; extin&ccedil;&atilde;o local e mesmo &agrave; extin&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie como um todo. Por exemplo, revis&otilde;es do tipo metan&aacute;lises em amplas escalas geogr&aacute;ficas (global) e evolutivas (grandes grupos taxon&ocirc;micos) encontraram que mais de 65% dos estudos avaliados reportaram efeitos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas em esp&eacute;cies de anf&iacute;bios e r&eacute;pteis, sendo que em metade desses foram encontrados decl&iacute;nios populacionais ou redu&ccedil;&otilde;es das amplitudes de distribui&ccedil;&atilde;o &#91;19&#93;. No entanto, o estudo mostra vieses quanto &agrave; geografia (maioria dos estudos foram conduzidos na Europa e na Am&eacute;rica do Norte), taxonomia (s&oacute; 1% das esp&eacute;cies da Am&eacute;rica do Sul foram estudadas quando o levantamento foi feito) e quest&otilde;es de pesquisa (por exemplo: falta de inclus&atilde;o de hip&oacute;teses alternativas al&eacute;m do efeito clim&aacute;tico; m&eacute;todos usados), dificultando conclus&otilde;es globais &#91;19&#93;. Isso tem refor&ccedil;ado a necessidade de mais estudos em escala regional focados em esp&eacute;cies de regi&otilde;es complexas, megadiversas e negligenciadas pelo campo da biologia das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, como a Amaz&ocirc;nia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em se tratando de lagartos, os efeitos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas podem ser negativos (por exemplo, levar &agrave; perda de &aacute;rea de distribui&ccedil;&atilde;o e/ou a extin&ccedil;&atilde;o local), positivos (por exemplo, causar expans&atilde;o da &aacute;rea de distribui&ccedil;&atilde;o) ou neutros para esp&eacute;cies em todo o mundo &#91;20&#93; e podem acabar permitindo que esp&eacute;cies melhor adaptadas (ou pr&eacute;-adaptadas) a condi&ccedil;&otilde;es de calor e de <i>habitats</i> abertos possam invadir florestas e afetar a din&acirc;mica das comunidades biol&oacute;gicas &#91;21&#93; e mesmo levar a processos de substitui&ccedil;&atilde;o e/ou savaniza&ccedil;&atilde;o herpetofaun&iacute;stica. Modelagens preditivas globais com base em dados de ecofisiologia termal de v&aacute;rias fam&iacute;lias de lagartos estimaram que 4% das popula&ccedil;&otilde;es de lagartos do mundo j&aacute; foram extintas devido ao aquecimento global e que as taxas de extin&ccedil;&atilde;o local podem chegar a 39% at&eacute; 2080 &#91;22&#93;. Lagartos de regi&otilde;es tropicais s&atilde;o considerados especialmente vulner&aacute;veis ao aquecimento global, pois experimentam temperaturas ambientais que j&aacute; est&atilde;o pr&oacute;ximas ou mesmo excedem suas temperaturas ideais e desempenho m&aacute;ximo quando comparados a esp&eacute;cies de zonas temperadas &#91;21,23&#93;. Assim, estudos locais e regionais s&atilde;o necess&aacute;rios para avaliar a din&acirc;mica de esp&eacute;cies de regi&otilde;es de &aacute;reas de transi&ccedil;&atilde;o, como entre <i>habitats</i> abertos e florestas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m disso, alguns r&eacute;pteis, como os quel&ocirc;nios continentais e marinhos, parecem ser particularmente vulner&aacute;veis &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas devido a caracter&iacute;sticas de hist&oacute;ria de vida como capacidades de dispers&atilde;o limitadas e determina&ccedil;&atilde;o sexual dependente de temperatura &#91;24&#93;. Nos quel&ocirc;nios, que s&atilde;o animais de casco como tartarugas e jabutis, a temperatura &eacute; respons&aacute;vel pela determina&ccedil;&atilde;o sexual ao longo do desenvolvimento, ou seja, por definir se um animal ser&aacute; macho ou f&ecirc;mea. Em geral, baixas temperaturas produzem machos, enquanto altas temperaturas produzem f&ecirc;meas ou temperaturas extremas (altas ou baixas) resultam em f&ecirc;meas, enquanto temperaturas m&eacute;dias resultam em machos &#91;24&#93;. Logo, mudan&ccedil;as da temperatura do ambiente onde est&atilde;o os ninhos com ovos incubados podem fazer com que nas&ccedil;am mais indiv&iacute;duos de um mesmo sexo em determinadas popula&ccedil;&otilde;es, tornando desproporcional a raz&atilde;o sexual (que &eacute; a propor&ccedil;&atilde;o entre machos e f&ecirc;meas), causando um desequil&iacute;brio e o decl&iacute;nio dessa popula&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m disso, estudos indicam que a exposi&ccedil;&atilde;o prolongada dos ninhos a temperaturas extremamente altas produzem mais filhotes com anormalidades do que ninhos expostos por per&iacute;odos mais curtos, assim como a sobreviv&ecirc;ncia dos filhotes diminui com o aumento da temperatura de incuba&ccedil;&atilde;o &#91;25, 26&#93;. Ou seja, al&eacute;m de determinar o sexo, a temperatura tamb&eacute;m pode aumentar o n&uacute;mero de filhotes com anormalidades, o que pode ter impacto negativo na sobreviv&ecirc;ncia e reprodu&ccedil;&atilde;o das pr&oacute;ximas gera&ccedil;&otilde;es, assim como influenciar a taxa de mortalidade. Em quel&ocirc;nios amaz&ocirc;nicos, espera-se que incrementos da temperatura impactem a din&acirc;mica das popula&ccedil;&otilde;es, concomitantemente a amea&ccedil;as hist&oacute;ricas da ca&ccedil;a predat&oacute;ria para com&eacute;rcio desses animais para o consumo. Assim, estudos mais aprofundados sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre a condi&ccedil;&atilde;o termal do ambiente natural e para cen&aacute;rios futuros, assim como estudos de aspectos da biologia e sobreviv&ecirc;ncia de quel&ocirc;nios s&atilde;o essenciais para a conserva&ccedil;&atilde;o dessas esp&eacute;cies. As pr&aacute;ticas de manejo conservacionista usadas pelas comunidades tradicionais s&atilde;o fundamentais e podem auxiliar pesquisas nessas abordagens, as quais est&atilde;o em desenvolvimento no &acirc;mbito de projetos do LEEVI e laborat&oacute;rios colaboradores (Iniciativa Amaz&ocirc;nia+10 e CNPq).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo a Lista Vermelha da Uni&atilde;o Internacional para a Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza e dos Recursos Naturais das esp&eacute;cies amea&ccedil;adas, tamb&eacute;m conhecida como Lista Vermelha da IUCN (em ingl&ecirc;s, <i>IUCN Red List</i>), anf&iacute;bios s&atilde;o a classe de vertebrados mais amea&ccedil;ada (40,7% das esp&eacute;cies est&atilde;o globalmente amea&ccedil;adas), sendo que os efeitos continuados e previstos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas s&atilde;o motivo de preocupa&ccedil;&atilde;o crescente, provocando 39% das deteriora&ccedil;&otilde;es do status de conserva&ccedil;&atilde;o desde 2004, seguidas pela perda de <i>habitat </i>(37%) &#91;27&#93;. Mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas tamb&eacute;m est&atilde;o associadas ao aumento de doen&ccedil;as e condi&ccedil;&otilde;es propensas a redu&ccedil;&atilde;o do tempo de vida dos anf&iacute;bios, como, por exemplo, nas taxas de infec&ccedil;&atilde;o de anf&iacute;bios por fungos BD (<i>Batrachochytrium dendrobatidis</i>), tamb&eacute;m conhecido como quitr&iacute;dio, considerado um importante respons&aacute;vel pelo decl&iacute;nio em massa e em escala mundial dos anf&iacute;bios &#91;28&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto aos estudos em escala regional focados na herpetofauna da Amaz&ocirc;nia e zonas de transi&ccedil;&atilde;o, como o ec&oacute;tono Amaz&ocirc;nia-Cerrado, as pesquisas do LEEVI e grupos de pesquisa colaboradores indicam que muitas esp&eacute;cies e popula&ccedil;&otilde;es de anf&iacute;bios e r&eacute;pteis amaz&ocirc;nicos s&atilde;o sens&iacute;veis aos efeitos do aquecimento global e correm s&eacute;rios riscos de extin&ccedil;&atilde;o local. Esse resultado foi encontrado para diversas esp&eacute;cies da herpetofauna com ecologias distintas e usando diferentes abordagens de modelagem preditiva com base em (i) dados de ocorr&ecirc;ncia e modelos correlativos, por exemplo para pererecas arbor&iacute;colas do g&ecirc;nero <i>Pithecopus</i> &#91;29&#93; e serpentes da fam&iacute;lia Viperidae &#91;30&#93; e (ii) dados ecofisiol&oacute;gicos e modelos mecan&iacute;sticos, por exemplo para o lagarto heli&oacute;filo <i>Kentropyx calcarata </i>&#91;31&#93;, lagartos de &aacute;reas abertas amaz&ocirc;nicas do g&ecirc;nero <i>Cnemidophorus</i> &#91;32&#93; e in&uacute;meras outras esp&eacute;cies de lagartos amaz&ocirc;nicos &#91;33, 34&#93;.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b>"O controle do desmatamento &eacute; a alternativa mais vi&aacute;vel para aumentar as chances de resgate evolutivo naturais das popula&ccedil;&otilde;es de lagartos amaz&ocirc;nicos frente &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas."</b></styled-content>   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar disso, os resultados de modelos preditivos tamb&eacute;m indicam que algumas esp&eacute;cies podem ser beneficiadas pelas mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, expandindo suas distribui&ccedil;&otilde;es para &aacute;reas alteradas por a&ccedil;&atilde;o humana, indicando intera&ccedil;&otilde;es relevantes com urbaniza&ccedil;&atilde;o, cidades e desmatamento. Por exemplo, encontramos esse tipo de resposta para algumas das esp&eacute;cies de lagartos do g&ecirc;nero <i>Cnemidophorus</i> &#91;32,35&#93; e para lagartos <i>Gymnophthalmusunderwoodi</i> &#91;36&#93;, ambas esp&eacute;cies associadas a &aacute;reas abertas amaz&ocirc;nicas e com modo de reprodu&ccedil;&atilde;o partenogen&eacute;tico (quando f&ecirc;meas se reproduzem sem que haja fecunda&ccedil;&atilde;o por machos) que as confere grande capacidade de coloniza&ccedil;&atilde;o de novos ambientes. Esse tipo de impacto, que em um primeiro momento talvez pudesse ser considerado "positivo", deve ser interpretado com cautela, pois esp&eacute;cies que se beneficiem de mudan&ccedil;as ambientais expandindo suas &aacute;reas de distribui&ccedil;&atilde;o podem acabar por impactar as comunidades biol&oacute;gicas locais pelo favorecimento de determinadas esp&eacute;cies conforme as caracter&iacute;sticas, levando a substitui&ccedil;&otilde;es de fauna em determinadas por&ccedil;&otilde;es da Amaz&ocirc;nia. Al&eacute;m disso, os estudos indicam que mesmo esp&eacute;cies pr&oacute;ximas evolutiva e ecologicamente similares podem ter respostas contrastantes quanto &agrave;s suas vulnerabilidades e como ser&atilde;o afetadas pelas mudan&ccedil;as ambientais e clim&aacute;ticas. Por exemplo, para o par de esp&eacute;cies de lagartos de &aacute;reas abertas amaz&ocirc;nicas, <i>Cnemidophoruslemniscatus</i> e <i>C. cryptus</i>, foram estimados um aumento de 20% e uma diminui&ccedil;&atilde;o de 44% da &aacute;rea adequada para ocorr&ecirc;ncia, respectivamente &#91;32&#93;. Assim, &eacute; essencial compreender que estudos t&aacute;xon espec&iacute;ficos (i.e., conduzidos para uma ou poucas esp&eacute;cies focais) n&atilde;o devem ser usados como exemplos para realizar generaliza&ccedil;&otilde;es para outros grupos taxon&ocirc;micos e tomadas de decis&atilde;o em larga escala.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Aparentemente, alguns aspectos da biologia das esp&eacute;cies, como associa&ccedil;&atilde;o com <i>habitats</i> abertos, partenog&ecirc;nese e urbaniza&ccedil;&atilde;o s&atilde;o importantes atributos que podem conferir maior resist&ecirc;ncia aos efeitos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. Por&eacute;m, estudos adicionais com muitas esp&eacute;cies de hist&oacute;rias evolutivas e ecol&oacute;gicas distintas s&atilde;o essenciais para que generaliza&ccedil;&otilde;es possam ser feitas quanto aos atributos que conferem maior resili&ecirc;ncia e potencial adaptativo e para podermos afirmar, com maior confian&ccedil;a, quais esp&eacute;cies sair&atilde;o como "vencedoras" e "perdedoras" na corrida contra os efeitos delet&eacute;rios das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Considerando ainda outros n&iacute;veis de an&aacute;lise da diversidade biol&oacute;gica, pode-se dizer que diferentes regi&otilde;es geogr&aacute;ficas e popula&ccedil;&otilde;es/linhagens biol&oacute;gicas possuem vulnerabilidades e potenciais adaptativos distintos, implicando em varia&ccedil;&atilde;o intraespec&iacute;fica (i.e., ao n&iacute;vel populacional) dos riscos de extin&ccedil;&atilde;o de lagartos amaz&ocirc;nicos &#91;31-34, 37, 38&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Utilizando abordagens espaciais que integram conjuntos de dados gen&ocirc;micos, de ocorr&ecirc;ncia das esp&eacute;cies e ambientais, foi encontrado que para algumas esp&eacute;cies de lagartos certas regi&otilde;es do genoma dessas esp&eacute;cies podem estar evoluindo em resposta a press&otilde;es seletivas relacionadas ao clima. Tais achados indicam que existem v&aacute;rias popula&ccedil;&otilde;es de lagartos amaz&ocirc;nicos que s&atilde;o localmente adaptadas a condi&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas espec&iacute;ficas e podem lidar melhor com a mudan&ccedil;a ambiental ao enfrentar as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas futuras por meio de sele&ccedil;&atilde;o natural e resgate gen&eacute;tico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ainda que existam possibilidades de resgate evolutivo no futuro entre popula&ccedil;&otilde;es mal-adaptadas e aquelas popula&ccedil;&otilde;es adaptadas a condi&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas mais quentes e secas para o calango da mata (<i>Kentropyx calcarata</i>), cen&aacute;rios extremos de aquecimento global e desmatamento impedir&atilde;o poss&iacute;veis respostas adaptativas, dificultando o resgate evolutivo entre popula&ccedil;&otilde;es, implicando em uma perda elevada da diversidade biol&oacute;gica do grupo &#91;37&#93;. Por outro lado, cabe destacar que o controle do desmatamento &eacute; a alternativa mais vi&aacute;vel paraaumentar as chances de resgate evolutivo naturais das popula&ccedil;&otilde;es de lagartos amaz&ocirc;nicos frente &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Essas informa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o essenciais para subsidiar pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de conserva&ccedil;&atilde;o da amea&ccedil;ada diversidade de anf&iacute;bios e r&eacute;pteis frente &agrave;s emerg&ecirc;ncias clim&aacute;ticas e o desenvolvimento socioambiental sustent&aacute;vel, sendo fundamental que alcancem o grande p&uacute;blico, incluindo estudantes, professores, comunit&aacute;rios, comunicadores e tomadores de decis&atilde;o em pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de conserva&ccedil;&atilde;o, o que o laborat&oacute;rio tem feito por meio de m&uacute;ltiplas iniciativas de extens&atilde;o e populariza&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica (<a href="#fig4">Figura 4</a>).</font></p>     <p><a name="fig4"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n4/a10fig04.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Perspectivas futuras</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De modo geral, os estudos indicam que a integra&ccedil;&atilde;o de dados funcionais e gen&ocirc;micos permitem acessar processos usualmente negligenciados em Biologia das Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas e aprimorar modelos preditivos quanto aos riscos e poss&iacute;veis respostas das esp&eacute;cies da herpetofauna Amaz&ocirc;nica e Neotropical. Ainda, ao incorporar informa&ccedil;&atilde;o funcional (fisiologia) e gen&ocirc;mica (adapta&ccedil;&atilde;o local), os modelos preditivos de distribui&ccedil;&atilde;o futura s&atilde;o mais precisos e tendem a recuperar perdas menos extensas porque levam em considera&ccedil;&atilde;o importantes processos para respostas que mitigam os impactos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas globais. Em conjunto, esses estudos apontam a herpetofauna como referencial de biodiversidade para entender e mitigar os impactos erosivos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas sobre esp&eacute;cies e popula&ccedil;&otilde;es naturais amaz&ocirc;nicas por meio de novas abordagens ecoevolutivas e socioambientais integrativas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em conjunto, os resultados representam grandes avan&ccedil;os para o entendimento de como as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas poder&atilde;o impactar algumas das esp&eacute;cies e comunidades biol&oacute;gicas de anf&iacute;bios e r&eacute;pteis da Amaz&ocirc;nia e o que pode ser feito para frear impactos danosos a essa alt&iacute;ssima e &uacute;nica biodiversidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No entanto, &eacute; importante ressaltar que novos estudos avaliando m&uacute;ltiplas esp&eacute;cies com diferentes ecologias (em diferentes escalas biol&oacute;gicas e espaciais) e testes adicionais s&atilde;o necess&aacute;rios para avaliar a generalidade desses achados e identificar quais caracter&iacute;sticas funcionais conferem vulnerabilidade e resist&ecirc;ncia &agrave;s esp&eacute;cies, permitindo identificar esp&eacute;cies-chave dos efeitos clim&aacute;ticos. Assim, ainda que se esteja trilhando um importante percurso no avan&ccedil;o e na populariza&ccedil;&atilde;o do conhecimento, h&aacute; muito a se fazer em termos cient&iacute;ficos e conservacionistas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para minimizar os riscos de extin&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies, &eacute; essencial que estrat&eacute;gias de conserva&ccedil;&atilde;o que possibilitem a persist&ecirc;ncia das esp&eacute;cies a longo prazo contemplem essa varia&ccedil;&atilde;o interespec&iacute;fica e populacional garantindo, por exemplo: (i) a conserva&ccedil;&atilde;o de popula&ccedil;&otilde;es em regi&otilde;es climaticamente diferentes (e por vezes at&eacute; contrastantes) para as quais haja adapta&ccedil;&atilde;o local, (ii) corredores de conectividade entre popula&ccedil;&otilde;es mais vulner&aacute;veis e popula&ccedil;&otilde;es mais resilientes para possibilitar o resgate evolutivo e ecol&oacute;gico entre regi&otilde;es mais e menos vulner&aacute;veis (por exemplo, regi&otilde;es central e sul da Amaz&ocirc;nia), a fim de salvaguardar a continuidade de processos ecol&oacute;gicos e evolutivos essenciais para a sobreviv&ecirc;ncia das esp&eacute;cies; (iii) garantir a sustentabilidade das pr&aacute;ticas de manejo de ninhos e popula&ccedil;&otilde;es de quel&ocirc;nios amaz&ocirc;nicos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entender sobre a&ccedil;&otilde;es de mitiga&ccedil;&atilde;o desses impactos &eacute; abrir janelas de oportunidade para a conserva&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies de microrganismos, animais e plantas que mant&ecirc;m a enorme diversidade e complexidade da Amaz&ocirc;nia e os meios de sobreviv&ecirc;ncia para suas popula&ccedil;&otilde;es tradicionais e diversas outras ao longo do planeta. A distopia pode voltar a ser distopia improv&aacute;vel e parar de assombrar nosso presente e a utopia de um futuro melhor, mas a&ccedil;&otilde;es urgentes de controle do desmatamento e aquecimento global para que os cen&aacute;rios mais extremos n&atilde;o sejam atingidos s&atilde;o mandat&oacute;rias para isso.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;1&#93; MASSON-DELMOTTE, V.; ZHAI, P.; PIRANI, A.; CONNORS, S. L.; P&Eacute;AN, C.; CHEN, Y.; GOLDFARB, L.; et al. <i>IPCC 2021</i>: Climate Change 2021: The Physical Science Basis. Contribution of Working Group I to the Sixth Assessment Report of the Intergovernmental Panel on Climate Change. Cambridge: Cambridge University Press, 2021.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;2&#93; D&Iacute;AZ, S.; SETTELE, J.; BROND&Iacute;ZIO, E. S.; NGO, H. T.; GU&Egrave;ZE, M.; AGARD, J.; ARNETH, A. <i>et al.  IPBES (2019)</i>: Global assessment report on biodiversity and ecosystem services of the Intergovernmental Science-Policy Platform on Biodiversity and Ecosystem Services. Bonn: IPBES, 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;3&#93; VAL, P.; FIGUEIREDO, J.; MELO, G.; FLANTUA, S. G. A.; QUESADA, C. A.; FAN, Y.; ALBERT J. S. <i>et al. Amazon Assessment Report 2021</i>. New York: United Nations Sustainable Development Solutions Network, 2021.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;4&#93; CEBALLOS, G.; EHRLICH, P. R.; BARNOSKY, A. D.; GARC&Iacute;A, A.; PRINGLE, R. M.; PALMER, T. M. <i>Science Advances</i>, v. 1, n. 5, p. e1400253, 2015.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;5&#93; IUCN. <i>The IUCN Red List of Threatened Species</i>: version 2022-2. Cambridge: International Union for Conservation of Nature and Natural Resources, 2022.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;6&#93; ALBERT, J. S.; CARNAVAL, A. 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Unifying climate change biology across realms and taxa. <i>Trends in Ecology &amp; Evolution</i>, v. 37, n. 8, p. 672-82, 2022.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;13&#93; RAZGOUR, O.; TAGGART, J. B.; MANEL, S.; JUSTE, J.; IB&Aacute;&Ntilde;EZ, C.; REBELO, H. <i>et al</i>. An integrated framework to identify wildlife populations under threat from climate change. <i>Molecular Ecology Resources</i>, v. 18, p. 18-31, 2017.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;14&#93; FOX, R. J.; DONELSON, J. M.; SCHUNTER, C.; RAVASI, T.; GAIT&Aacute;N-ESPITIA, J. D. Beyond buying time: the role of plasticity in phenotypic adaptation to rapid environmental change. <i>Philosophical Transactions of the Royal Society B</i>: Biological Sciences, v. 374, n. 1768, 2019.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;15&#93; PETERSON, M. 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N. <i>O papel da evolu&ccedil;&atilde;o de nichos na diversifica&ccedil;&atilde;o e potenciais impactos das altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas nas pererecas Neotropicais do g&ecirc;nero Pithecopus (Anura: Phyllomedusidae)</i>. Tese (Doutorado em Ecologia) - Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz&ocirc;nia, Manaus, 2021.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;30&#93; ESP&Iacute;NDOLA, W. A. <i>Evolu&ccedil;&atilde;o de nichos e os efeitos de mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas na distribui&ccedil;&atilde;o e padr&otilde;es e diversidade de serpentes Crotalinae (Bothrops e Bothrocophias, Squamata, Viperidae). </i>Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Ecologia) - Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz&ocirc;nia, Manaus, 2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;31&#93; PONTES-DA-SILVA, E.; MAGNUSSON, W. E.; SINERVO, B.; CAETANO, G. H.; MILES, D. 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<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Agradecemos a todo(a)s o(a)s integrantes e colaboradore(a)s do Laborat&oacute;rio de Ecologia e Evolu&ccedil;&atilde;o de Vertebrados do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz&ocirc;nia (LEEVI) pela parceria nas atividades e pesquisas desenvolvidas; &agrave;s ag&ecirc;ncias de fomento que apoiam a execu&ccedil;&atilde;o dos nossos projetos, em especial &agrave; Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo &agrave; Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) pelo apoio ao projeto BioClimAmaz&ocirc;nia, ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (CNPq), &agrave; FUNBIO e ao Instituto Serrapilheira.</i></font></p>      ]]></body><back>
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<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
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<surname><![CDATA[MASSON-DELMOTTE]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.]]></given-names>
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<surname><![CDATA[ZHAI]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
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