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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Fungos ocultos dos biomas brasileiros: Microrganismos desempenham funções ecológicas e contribuem para a diversidade nos biomas brasileiros]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Fungos ocultos dos biomas brasileiros: microrganismos desempenham fun&ccedil;&otilde;es ecol&oacute;gicas e contribuem para a diversidade nos biomas brasileiros</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Patr&iacute;cia Cardoso Cortelo<sup>I</sup>; Jefferson Brendon Almeida dos Reis<sup>II</sup>; Denise Oliveira Guimaraes<sup>III</sup>; Fernanda Oliveira das Chagas<sup>IV</sup>; Guilherme Afonso Kessler de Andrade<sup>V</sup>; Jadson Bezerra<sup>VI</sup>; Thiago R. B. de Mello<sup>VII</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Pesquisadora colaboradora na Universidade de Bras&iacute;lia (UnB), atua na pesquisa de produtos naturais oriundos da biodiversidade de fungos endof&iacute;ticos do Cerrado. Possui gradua&ccedil;&atilde;o em Qu&iacute;mica, com mestrado e doutorado em Qu&iacute;mica pela UNESP- IQ/Araraquara, com per&iacute;odo sandu&iacute;che na University of Nevada (Reno, Nevada, USA)    <br>   <sup>II</sup>Graduado em Biomedicina (Bacharelado) com habilita&ccedil;&atilde;o em patologia cl&iacute;nica, mestrado em Biologia Microbiana pela UnB, e doutorando em Biologia Microbiana UnB. Atua nas &aacute;reas de ecologia, fisiologia e biologia microbiana, com enfoque para estudo de fungos endof&iacute;ticos; biologia molecular e bioinform&aacute;tica; metagen&ocirc;mica, gen&ocirc;mica e metabol&ocirc;mica de fungos    <br>   <sup>III</sup>Professora associada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisadora em metabolismos secund&aacute;rios de microrganismos, biotransforma&ccedil;&atilde;o, ensaios antimicrobianos e fitoqu&iacute;mica. Possui gradua&ccedil;&atilde;o em Farm&aacute;cia pela UFG, mestrado e doutorado pela FCFRP-USP, com per&iacute;odo de est&aacute;gio no Massachusetts General Hospital (Harvard University, Boston, Estados Unidos). Possui p&oacute;s-doutorado pela USP com per&iacute;odo de est&aacute;gio na The Rockefeller University, New York, Estados Unidos    <br>   <sup>IV</sup>Professora adjunta da UFRJ e pesquisadora na &aacute;rea de qu&iacute;mica, ecologia e gen&eacute;tica de microrganismos. Graduada em Farm&aacute;cia pela FCFRP-USP com mestrado e doutorado pela mesma institui&ccedil;&atilde;o, e per&iacute;odo sandu&iacute;che no College of Pharmacy (University of Utah, Estados Unidos). Realizou p&oacute;s-doutorado na USP e foi pesquisadora visitante no Scripps Institution of Oceanography (University of California, San Diego, Estados Unidos)    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>V</sup>Bi&oacute;logo, mestre e doutorando pela Universidade Federal do Pampa - Unipampa. Atua como pesquisador no N&uacute;cleo de Estudos da Vegeta&ccedil;&atilde;o Ant&aacute;rtica (NEVA) localizado na Unipampa Campus S&atilde;o Gabriel    <br>   <sup>VI</sup>Mestre e doutor em Biologia de Fungos. Atualmente &eacute; professor do Instituto de Patologia Tropical e Sa&uacute;de P&uacute;blica da Universidade Federal de Goi&aacute;s    <br>   <sup>VII</sup>Thiago R. B. de Mello &eacute; bi&oacute;logo, com mestrado em Bot&acirc;nica e doutorado em Ecologia. Trabalha principalmente com comunidades vegetais de Cerrado e intera&ccedil;&otilde;es que elas t&ecirc;m com outros organismos e o meio f&iacute;sico</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Brasil possui seis biomas que compreendem a vasta biodiversidade encontrada no pa&iacute;s. S&atilde;o eles a Amaz&ocirc;nia, a Caatinga, o Cerrado, a Mata Atl&acirc;ntica, o Pampa e o Pantanal. Cada bioma possui caracter&iacute;sticas &uacute;nicas em termos de fauna, flora, clima e caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas, que proporcionam ambientes exclusivos onde se abrigam esp&eacute;cies end&ecirc;micas, sejam elas plantas ou animais. Nas esp&eacute;cies vegetais, por sua vez, existe um mundo oculto: o dos fungos endof&iacute;ticos - seres microsc&oacute;picos que residem no interior dos tecidos vegetais sem causar doen&ccedil;as, convivendo de forma harmoniosa com seus hospedeiros. Esses microrganismos desempenham diversas fun&ccedil;&otilde;es ecol&oacute;gicas em suas plantas hospedeiras e contribuem substancialmente para a biodiversidade nos biomas brasileiros. Portanto, conhecer como as comunidades f&uacute;ngicas se estruturam e interagem nos diferentes ecossistemas &eacute; essencial para a compreens&atilde;o do papel desses microrganismos nos biomas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave: </b>Microrganismos; Fungos endof&iacute;ticos; Biomas brasileiros.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Brasil &eacute; um pa&iacute;s conhecido por sua vasta biodiversidade distribu&iacute;da entre seis biomas: Amaz&ocirc;nia, Caatinga, Cerrado, Mata Atl&acirc;ntica, Pampa e Pantanal. Esses, por sua vez, s&atilde;o regi&otilde;es extensas - milhares de quil&ocirc;metros quadrados (km<sup>2</sup>) - com caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas (como solo e altitude), clima, hidrografia, fauna, flora e tipos de vegeta&ccedil;&atilde;o (fitofisionomias) distintas entre si e rela&ccedil;&otilde;es peculiares entre os seres vivos que os habitam &#91;1&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como s&atilde;o muito extensos, ainda &eacute; poss&iacute;vel identificar diversos tipos de vegeta&ccedil;&atilde;o em um mesmo bioma. Contudo, os limites entre biomas e tipos de vegeta&ccedil;&atilde;o s&atilde;o fluidos e h&aacute; misturas nas regi&otilde;es de contato, ou seja, plantas de um bioma podem aparecer em outro, assim como animais transitam entre eles. H&aacute; tamb&eacute;m algumas esp&eacute;cies (animais e vegetais) de ocorr&ecirc;ncia exclusiva, as chamadas end&ecirc;micas. As esp&eacute;cies vegetais, por sua vez, representam um importante habitat para os microrganismos endof&iacute;ticos (<a href="#fig1">Figura 1</a>).</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n4/a11fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Microrganismos e suas intera&ccedil;&otilde;es </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um aspecto interessante dos microrganismos &eacute; sua grande diversidade, a qual tem sido cada vez mais explorada, visto que sua import&acirc;ncia para o funcionamento de ecossistemas se torna mais evidente. Eles interagem com o meio ambiente e desempenham in&uacute;meras fun&ccedil;&otilde;es, atuando na degrada&ccedil;&atilde;o de produtos naturais complexos (como a lignina) e subst&acirc;ncias sint&eacute;ticas (pesticidas e corantes), participando em ciclos biogeoqu&iacute;micos, fluxo de energia e nutrientes &#91;2,3&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em seus nichos ecol&oacute;gicos, os microrganismos tamb&eacute;m podem estabelecer uma s&eacute;rie de rela&ccedil;&otilde;es ecol&oacute;gicas com outros organismos, incluindo esp&eacute;cies vegetais. Essas rela&ccedil;&otilde;es podem ser desarm&ocirc;nicas, em que pelo menos um dos organismos &eacute; afetado negativamente; neutra, em que nenhum dos organismos envolvidos &eacute; afetado; e harmoniosa, em que pelo menos um dos organismos &eacute; beneficiado &#91;2&#93;. Um exemplo &eacute; a rela&ccedil;&atilde;o ecol&oacute;gica encontrada entre um fungo endof&iacute;tico e sua planta hospedeira: o fungo coloniza o interior do tecido vegetal sem causar sintoma de doen&ccedil;a e auxilia direta e indiretamente nos processos biol&oacute;gicos e fisiol&oacute;gicos de sua planta hospedeira.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b>"Os microrganismos s&atilde;o parte essencial da vasta biodiversidade brasileira e muitos est&atilde;o adaptados para viver em associa&ccedil;&otilde;es simbi&oacute;ticas com outros organismos."</b></styled-content>   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os mecanismos de intera&ccedil;&atilde;o fungos endof&iacute;ticos-plantas hospedeiras s&atilde;o complexos e evolu&iacute;ram ao longo do tempo de coexist&ecirc;ncia desses organismos. Assim, a secre&ccedil;&atilde;o de compostos qu&iacute;micos pela planta atrai os fungos e d&aacute;-se in&iacute;cio ao processo de coloniza&ccedil;&atilde;o com a secre&ccedil;&atilde;o de enzimas e metab&oacute;litos especializados para driblar os mecanismos de defesa da planta &#91;4&#93;. Al&eacute;m dos fungos endof&iacute;ticos, os fungos micorr&iacute;zicos, as rizobact&eacute;rias e as bact&eacute;rias endof&iacute;ticas tamb&eacute;m t&ecirc;m sido alvo de estudos &#91;2&#93;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Fungos endof&iacute;ticos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Fungos endof&iacute;ticos s&atilde;o microrganismos que, durante parte ou todo o seu ciclo de vida, residem no interior dos tecidos vegetais (frutos, flores, folhas, caules, ra&iacute;zes e sementes) sem causar qualquer dano aparente &agrave; planta hospedeira. Essa oferece ao fungo um <i>habitat</i> est&aacute;vel com baixas varia&ccedil;&otilde;es nas condi&ccedil;&otilde;es ambientais (umidade, pH, temperatura) e nutrientes (a&ccedil;&uacute;cares e amino&aacute;cidos) enquanto o fungo produz compostos que podem auxiliar nas fun&ccedil;&otilde;es fisiol&oacute;gicas e ecol&oacute;gicas das plantas, promovendo o crescimento, aumentando sua aptid&atilde;o em condi&ccedil;&otilde;es de temperaturas extremas, seca, salinidade e protegendo-a de insetos, herb&iacute;voros e pat&oacute;genos &#91;2,3&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O micobioma endof&iacute;tico, conjunto de esp&eacute;cies f&uacute;ngicas que colonizam os tecidos internos dos vegetais, varia em fun&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie hospedeira, tipo de tecido/&oacute;rg&atilde;o, condi&ccedil;&otilde;es ambientais, idade da planta e intera&ccedil;&otilde;es com outros organismos (<a href="#fig2">Figura 2</a>); ou seja, &eacute; din&acirc;mico e apresenta ampla plasticidade taxon&ocirc;mica e funcional.</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n4/a11fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Fungos endof&iacute;ticos distribu&iacute;dos entre os biomas brasileiros</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Amaz&ocirc;nia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No passado, a Amaz&ocirc;nia cobria em torno de 50% do Brasil; entretanto, por volta de 18% da &aacute;rea original j&aacute; foi desmatada &#91;1&#93;. Est&aacute; situada na regi&atilde;o Norte do pa&iacute;s, em uma &aacute;rea de baixa altitude, alta umidade e altos &iacute;ndices pluviom&eacute;tricos (ou seja, chove muito). Grande parte dela tem uma vegeta&ccedil;&atilde;o bem fechada &#91;1&#93;. Possui mais de 14.500 esp&eacute;cies vegetais catalogadas em suas diferentes fitofisionomias &#91;5&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estudos dos seus microrganismos s&atilde;o ainda t&iacute;midos se comparados aos seus potenciais biodiversos, sendo os destaques para os organismos macrosc&oacute;picos, os conhecidos cogumelos, usados no desenvolvimento social e econ&ocirc;mico da regi&atilde;o &#91;6&#93;. H&aacute; poucos relatos sobre os fungos endof&iacute;ticos. O extrato do fungo endof&iacute;tico <i>Aspergillus</i> sp., isolado das am&ecirc;ndoas de <i>Bertholletia excelsa</i> Humn &amp; Bonlp, demonstrou potencial atividade larvicida contra <i>Aedes aegypti, </i>mosquito vetor da dengue &#91;7&#93;. Novos metab&oacute;litos foram isolados do fungo <i>Diaphorte</i> sp. &#91;8&#93; e, ainda, metab&oacute;litos com potencial atividade antimicrobiana, e produ&ccedil;&atilde;o de enzimas hidrol&iacute;ticas para a degrada&ccedil;&atilde;o de biofilme de <i>Staphylococcus aureus </i>&#91;9&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Caatinga</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Caatinga correspondia a mais ou menos 11% do pa&iacute;s, localizada na regi&atilde;o Nordeste. Tem um clima semi&aacute;rido, com chuvas irregulares e uma m&eacute;dia de precipita&ccedil;&atilde;o de 620 mm por ano, com grande varia&ccedil;&atilde;o em torno dessa m&eacute;dia &#91;1&#93;. A Caatinga tem por volta de 6.300 esp&eacute;cies vegetais j&aacute; catalogadas e perdeu por volta de 42% de sua &aacute;rea &#91;5&#93;.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b>"Os biomas brasileiros, por possu&iacute;rem elevado n&uacute;mero de esp&eacute;cies vegetais e caracter&iacute;sticas ambientais &uacute;nicas, s&atilde;o not&aacute;veis reservat&oacute;rios de uma diversidade de fungos endof&iacute;ticos, incluindo esp&eacute;cies novas e com potencial para aplica&ccedil;&otilde;es biotecnol&oacute;gicas."</b></styled-content>   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A diversidade de fungos endof&iacute;ticos desse bioma tem sido investigada com a descri&ccedil;&atilde;o de novas esp&eacute;cies, como <i>Diaporthe caatingaensis e Toxicocladosporium cacti, </i>isoladas de cactos da Caatinga. Novidades taxon&ocirc;micas t&ecirc;m sido descritas por pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e da Universidade Federal de Goi&aacute;s (UFG), destacando o potencial de novas esp&eacute;cies do bioma. Al&eacute;m do invent&aacute;rio da diversidade de fungos, h&aacute; interesse no potencial biotecnol&oacute;gico dos end&oacute;fitos, seja para produ&ccedil;&atilde;o de enzimas (inclusive anticancer&iacute;gena) e antimicrobianos (contra bact&eacute;rias e fungos patog&ecirc;nicos humanos, animais e de plantas) &#91;10,11&#93;. Outras esp&eacute;cies de plantas da Caatinga t&ecirc;m sido estudadas, verificando-se uma grande diversidade de fungos com potencial biotecnol&oacute;gico e ressaltando a import&acirc;ncia de conserva&ccedil;&atilde;o do bioma para a descoberta de poss&iacute;veis servi&ccedil;os ecossist&ecirc;micos &#91;10,11&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Cerrado</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Cerrado ocupava em torno de 24% do pa&iacute;s, no chamado Planalto Central. Possui uma esta&ccedil;&atilde;o chuvosa e uma seca bem definidas, localiza-se em altas altitudes e sua vegeta&ccedil;&atilde;o est&aacute; dividida entre as florestais, as sav&acirc;nicas e as campestres &#91;1&#93;. Grande parte do bioma est&aacute; adaptada ao fogo, sendo comum &aacute;rvores com cascas espessas ou plantas capazes de rebrotar das ra&iacute;zes ap&oacute;s a queima (dentre outras adapta&ccedil;&otilde;es) &#91;12&#93;. O Cerrado faz fronteira com quase todos os biomas do pa&iacute;s, exceto o Pampa. Nele, foram catalogadas mais de 13.900 esp&eacute;cies vegetais &#91;5&#93;. &Eacute; um dos dois biomas brasileiros considerados <i>hotspot </i>&#91;13&#93;  de biodiversidade (Mata Atl&acirc;ntica &eacute; o outro), assim definido por possuir grande n&uacute;mero de esp&eacute;cies, mas, ao mesmo tempo, ser fortemente amea&ccedil;ado pelas atividades humanas. Hoje, aproximadamente 52% desse bioma j&aacute; foi perdido, principalmente devido &agrave; agropecu&aacute;ria &#91;5&#93;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesse bioma, as pesquisas visam caracterizar o micobioma endof&iacute;tico de esp&eacute;cies nativas, isolado de distintas partes vegetais. Como resultado, foi encontrada ampla diversidade de esp&eacute;cies de fungos endof&iacute;ticos, sendo algumas ainda n&atilde;o catalogadas. Por meio de abordagens dependentes e independentes de cultura (utilizando <i>metabarcoding</i>), verificou-se o micobioma endof&iacute;tico foliar de seis esp&eacute;cies nativas do Cerrado, incluindo uma de suas esp&eacute;cies s&iacute;mbolo, <i>Caryocar brasiliense</i> (Pequi), indicando que a coloniza&ccedil;&atilde;o ocorre n&atilde;o por uma &uacute;nica esp&eacute;cie f&uacute;ngica, mas por um conjunto de esp&eacute;cies &#91;14&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ainda, destaca-se a import&acirc;ncia desses microrganismos em fun&ccedil;&otilde;es ecossist&ecirc;micas que envolvem fluxo de energia e ciclagem de nutrientes e na aptid&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o das plantas hospedeiras sob condi&ccedil;&otilde;es de estresse &#91;14&#93;, al&eacute;m de estudos de avalia&ccedil;&atilde;o do potencial bioativo dos metab&oacute;litos produzidos, com destaque para os anticancer&iacute;genos &#91;15&#93; e antimicrobianos (inclusive capazes de inibir bact&eacute;rias multirresistentes), como, por exemplo, a nova esp&eacute;cie <i>Diaporthe </i>cf. <i>heveae </i>&#91;16&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Mata Atl&acirc;ntica</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Mata Atl&acirc;ntica cobria em torno de 17% do pa&iacute;s, estando presente em 17 estados, abrangendo todo o litoral e &aacute;reas dos estados de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goi&aacute;s. Presente em regi&atilde;o montanhosa, abrange uma faixa grande, de Sul a Norte do pa&iacute;s, com uma grande variedade de ambientes &#91;1&#93; e j&aacute; foram catalogadas mais de 21.200 esp&eacute;cies vegetais &#91;5&#93;. Esse &eacute; o bioma mais devastado do pa&iacute;s, tendo perdido mais ou menos 70% da sua &aacute;rea original (<i>hotspot</i> brasileiro) &#91;13&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pesquisadores do Laborat&oacute;rio de Produtos Bioativos (LPBio) do Centro Multidisciplinar de Maca&eacute; - Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e colaboradores t&ecirc;m dedicado, aos estudos de fungos endof&iacute;ticos do ambiente da Restinga de Jurubatiba, um ecossistema rico em diversidade, presente no bioma da Mata Atl&acirc;ntica. Dentre os destaques, est&atilde;o os fungos endof&iacute;ticos associados &agrave;s esp&eacute;cies vegetais <i>Humiria balsamifera</i> e <i>Tocoyena bullata</i>. Dessa &uacute;ltima, a subst&acirc;ncia lasiodiplodina, produzida pelo fungo <i>Sordaria tamaensis,</i> apresentou relevante atividade frente a bact&eacute;ria <i>Mycobacterium tuberculosis,</i> agente causador da tuberculose em humanos, atuando tanto como antimicobacteriano (capaz de inibir o crescimento de <i>M. tuberculosis</i>) como anti-inflamat&oacute;rio (capaz de reduzir danos relacionados ao processo inflamat&oacute;rio associados com a tuberculose) &#91;17&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outro destaque &eacute; a avalia&ccedil;&atilde;o de atividades enzim&aacute;ticas, por meio de processos de biotransforma&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que a descoberta de enzimas &eacute; &uacute;til em diversos setores, como ind&uacute;strias t&ecirc;xteis, alimentos, medicamentos, qu&iacute;mica, biocombust&iacute;vel, entre outras. Nesse contexto, est&atilde;o os fungos endof&iacute;ticos <i>Stemphylium lycopersici</i> e <i>Alternaria arborescens</i>, isolados da planta <i>Humiria balsamifera</i> e o fungo <i>Sordaria tamaensis</i>, isolado da planta <i>Tocoyena bullata</i>, que t&ecirc;m sido bastante promissores para produ&ccedil;&atilde;o de enzimas lipases e transaminases, importantes na ind&uacute;stria qu&iacute;mica com enfoque na obten&ccedil;&atilde;o de subst&acirc;ncias &uacute;teis como medicamentos &#91;18-20&#93;. Os processos de biotransforma&ccedil;&atilde;o s&atilde;o importantes porque geram produtos e processos de maneira mais sustent&aacute;vel, contribuindo para a uma melhor conserva&ccedil;&atilde;o do ambiente: &eacute; o que chamamos de qu&iacute;mica verde.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pesquisas envolvendo ecologia qu&iacute;mica e intera&ccedil;&otilde;es entre os fungos endof&iacute;ticos com suas plantas hospedeiras tamb&eacute;m foram realizadas &#91;21-24&#93;, indicando que essas intera&ccedil;&otilde;es s&atilde;o bastante complexas e equilibradas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Pampa</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Pampa, situado na regi&atilde;o Sul do pa&iacute;s, ocupa uma &aacute;rea de 2.3% do Brasil com clima temperado e subtropical e vegeta&ccedil;&atilde;o predominantemente campestre, composta principalmente por esp&eacute;cies de gram&iacute;neas &#91;1,5&#93;. Por&eacute;m, vale ressaltar novamente: h&aacute; diferentes tipos de vegeta&ccedil;&atilde;o e, mesmo nesse bioma, &eacute; poss&iacute;vel encontrar &aacute;reas com florestas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Embora exista grande diversidade de plantas end&ecirc;micas e peculiaridades nesse bioma, h&aacute; poucas pesquisas, at&eacute; o momento, sobre a diversidade de microrganismos, em especial os endof&iacute;ticos. Um estudo reportou cerca de 934 fungos de Ascomycota, 149 Basidiomycota e 58 Myxomycetes do Pampa brasileiro &#91;25&#93;. O trabalho realizado pelo N&uacute;cleo de Estudos da Vegeta&ccedil;&atilde;o Ant&aacute;rtica da Universidade Federal do Pampa - UNIPAMPA investigou a biodiversidade e o potencial biotecnol&oacute;gico de fungos endof&iacute;ticos. Fungos dos g&ecirc;neros <i>Fusarium, Colletotrichum, Diaporthe, Pestalotiopsis</i> e <i>Epicoccum</i> foram isolados de uma herb&aacute;cea bulbosa end&ecirc;mica desse bioma, <i>Kelissa brasiliensis</i> (Baker) Ravenna - esp&eacute;cie considerada vulner&aacute;vel devido ao avan&ccedil;o da agricultura &#91;26,27&#93; - e testados quanto ao seu potencial antibacteriano. Outro destaque foi o endof&iacute;tico <i>Botryosphaeria dothidea</i>, isolado de <i>Solanum americanum,</i> devido ao seu alto potencial na produ&ccedil;&atilde;o de compostos antioxidantes &#91;28&#93;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Pantanal</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Pantanal ocupava por volta de 1.8% do pa&iacute;s, sendo tamb&eacute;m conhecido como a "maior plan&iacute;cie alag&aacute;vel do mundo". Possui baixas altitudes e um per&iacute;odo seco e outro chuvoso, resultando em per&iacute;odos de inunda&ccedil;&otilde;es e secas em certas regi&otilde;es, caracterizando as plan&iacute;cies alag&aacute;veis (n&atilde;o &eacute; o Pantanal inteiro que alaga) &#91;1&#93;. J&aacute; foram catalogadas mais de 1.800 esp&eacute;cies vegetais e aproximadamente 15% do bioma j&aacute; foi desmatado &#91;5&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Caracter&iacute;sticas &uacute;nicas do solo, como pH, composi&ccedil;&atilde;o de mat&eacute;ria org&acirc;nica e concentra&ccedil;&atilde;o de minerais podem afetar a abund&acirc;ncia da microbiota endof&iacute;tica associada &agrave;s plantas desse bioma. Um estudo comparativo entre a microbiota endof&iacute;tica do Pantanal e do Cerrado mostrou que os fungos do primeiro apresentavam fun&ccedil;&otilde;es especializadas tanto para a s&iacute;ntese do &aacute;cido 3-indol ac&eacute;tico (AIA), importante para desenvolvimento de ra&iacute;zes vegetais (favorecendo a absor&ccedil;&atilde;o de nutrientes pela planta), como para antibiose (resultante na produ&ccedil;&atilde;o de antibi&oacute;ticos) &#91;29&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As atividades antimicrobianas s&atilde;o outro destaque. O fungo <i>Diaporthe</i> sp. produziu extratos ativos frente a diferentes bact&eacute;rias causadoras de doen&ccedil;as em humanos, como <i>Klebsiella pneumonia</i> e <i>S. aureus</i> resistente &agrave; meticilina (MRSA) &#91;30&#93;. De <i>Vochysia divergens</i> foi isolado <i>Phaeophleospora vochysiae</i> sp. Nov., uma nova esp&eacute;cie de fungo endof&iacute;tico, cujos metab&oacute;litos, como a cercosporina e isocercosporina, t&ecirc;m potente atividade antimicrobiana e citot&oacute;xica (inibi&ccedil;&atilde;o do crescimento de c&eacute;lulas de c&acirc;ncer de pr&oacute;stata e pulm&atilde;o) &#91;31&#93;. O Pantanal, apesar de ainda ser um bioma pouco explorado com rela&ccedil;&atilde;o aos estudos de fungos endof&iacute;ticos, tem se destacado como ambiente biodiverso e promissor.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Metodologias para estudar fungos endof&iacute;ticos: como conseguir acessar esses microrganismos?</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os fungos endof&iacute;ticos podem ser estudados por metodologias dependentes de cultivo, baseado na obten&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies f&uacute;ngicas isoladas, ou independentes de cultivo, baseado na an&aacute;lise de genomas, dispensando o isolamento das esp&eacute;cies microbianas &#91;32&#93;. O primeiro caso, ap&oacute;s o cultivo das esp&eacute;cies isoladas, fornece metab&oacute;litos e enzimas e ainda pode atuar como controle biol&oacute;gico. J&aacute; o segundo m&eacute;todo permite estimar um n&uacute;mero mais pr&oacute;ximo da real diversidade de esp&eacute;cies microbianas (f&uacute;ngicas, nesse caso) presentes e suas fun&ccedil;&otilde;es fisiol&oacute;gicas, biol&oacute;gicas e ecol&oacute;gicas (<a href="#fig3">Figura 3</a>). Em ambas as abordagens, o primeiro passo &eacute; a coleta do material a ser analisado.</font></p>     <p><a name="fig3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n4/a11fig03.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para isso, o tecido vegetal deve ser saud&aacute;vel, sem sintomas aparentes de doen&ccedil;as, les&otilde;es, manchas foliares ou herbivoria. Ap&oacute;s a coleta, o material &eacute; armazenado em recipiente est&eacute;ril, identificado e colocado sob refrigera&ccedil;&atilde;o, transportado e analisado em at&eacute; 24 horas. Na sequ&ecirc;ncia, &eacute; feita a desinfec&ccedil;&atilde;o superficial para eliminar microrganismos ep&iacute;fitos (microrganismos presentes na superf&iacute;cie dos tecidos vegetais).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O processo de desinfec&ccedil;&atilde;o usual &eacute; com etanol 70% e hipoclorito de s&oacute;dio (1-2%). O tecido vegetal &eacute; primeiro lavado com &aacute;gua corrente e detergente neutro (a depender do tipo de tecido), depois submerso em &aacute;lcool 70% (1-3 min), em hipoclorito de s&oacute;dio 1-2% (2-10 min) e, em seguida, &eacute; lavado com &aacute;gua destilada est&eacute;ril. A concentra&ccedil;&atilde;o e o tempo de submers&atilde;o dos agentes desinfetantes depender&atilde;o das caracter&iacute;sticas do tecido vegetal. A &aacute;gua da &uacute;ltima lavagem &eacute; transferida para meio de cultura para validar o m&eacute;todo de desinfec&ccedil;&atilde;o de superf&iacute;cie, n&atilde;o devendo ser observado crescimento microbiano.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para os m&eacute;todos dependentes de cultivo &#91;3&#93; ap&oacute;s a desinfec&ccedil;&atilde;o, o tecido vegetal &eacute; fragmentado (~2-25 mm<sup>2</sup>) e colocado em placa de Petri contendo meio de cultura e antibi&oacute;ticos (para evitar o crescimento de bact&eacute;rias endof&iacute;ticas), e incubado a 25-30 &ordm;C. Para aumentar a diversidade de esp&eacute;cies isoladas, varia-se, principalmente, as fontes de carbono e nitrog&ecirc;nio do meio de cultura. Os cultivos s&atilde;o observados diariamente e, t&atilde;o logo o crescimento f&uacute;ngico seja observado, esse microrganismo &eacute; coletado com agulhas est&eacute;reis e transferido para uma nova placa de Petri contendo meio de cultura fresco. Em seguida, os isolados s&atilde;o subcultivados sucessivamente ou isolados de ponta de hifa, ou monosp&oacute;rico para obten&ccedil;&atilde;o de col&ocirc;nias puras, e estas s&atilde;o estocadas. Os isolados, quando poss&iacute;vel, s&atilde;o classificados ao n&iacute;vel de g&ecirc;nero baseado na morfologia e tipos de esporos, e ao n&iacute;vel de esp&eacute;cie por meio do sequenciamento gen&eacute;tico de regi&otilde;es caracter&iacute;sticas, tidas como<i> barcode</i> (c&oacute;digo de barras). Para os m&eacute;todos independentes de cultivo, o tecido vegetal &eacute; pulverizado em nitrog&ecirc;nio l&iacute;quido at&eacute; a obten&ccedil;&atilde;o de um p&oacute; esbranqui&ccedil;ado e o DNA &eacute; extra&iacute;do usando protocolos <i>in house</i> ou <i>kit </i>de extra&ccedil;&atilde;o. O material gen&eacute;tico, ap&oacute;s ser processado, pode ser analisado para diferentes finalidades, incluindo estudos de diversidade e funcionalidade e atribui&ccedil;&atilde;o taxon&ocirc;mica (at&eacute; n&iacute;vel de esp&eacute;cie, quando poss&iacute;vel). A partir da&iacute;, s&atilde;o feitas infer&ecirc;ncias funcionais e ecol&oacute;gicas &#91;3&#93;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao refletirmos o qu&atilde;o limitado ainda &eacute; nosso conhecimento sobre a diversidade e o potencial dos fungos endof&iacute;ticos (e outros microrganismos) presentes nos diferentes biomas brasileiros e como eles t&ecirc;m sido afetados pelas a&ccedil;&otilde;es antropog&ecirc;nicas, ficam as d&uacute;vidas: o que j&aacute; perdemos sem nem ao menos conhecer? Como os biomas t&ecirc;m sido impactados? Quais potenciais de uso pela humanidade (desde sa&uacute;de &agrave; tecnologia) foram desperdi&ccedil;ados? O que ainda ser&aacute; perdido e como minimizar as perdas futuras?</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;1&#93; SEEG/OC (Sistema de Estimativas de Emiss&otilde;es de Gases de Efeito Estufa do Observat&oacute;rio do Clima). <i>Projeto MapBiomas</i>: cole&ccedil;&atilde;o 2023 da s&eacute;rie anual de mapas de uso e cobertura da terra do Brasil. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://brasil.mapbiomas.org.br" target="_blank">https://brasil.mapbiomas.org.br</a>. Acesso em: 15 set. 2023.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;2&#93; DOS REIS, J. B. A.; DO VALE, H. M. M.; LORENZI, A. S. Insights into taxonomic diversity and bioprospecting potential of Cerrado endophytic fungi: a review exploring a unique Brazilian biome and methodological limitations. <i>World Journal of Microbiology and Biotechnology</i>, v. 38, n. 11, p. 202, 2022b.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;3&#93; DOS REIS, J. B. A.; LORENZI, A. S.; DO VALE, H. M. M. Methods used for the study of endophytic fungi: a review on methodologies and challenges, and associated tips. <i>Archives of Microbiology</i>, v. 204, n. 11, p. 675, 2022a.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;4&#93; CHAGAS, F. O.; PESSOTI, R. C.; CARABALLO-RODR&Iacute;GUEZ, A. M.; PUPO, M. T. 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Larvicidal activity against <i>Aedes aegypti</i> and molecular docking studies of compounds extracted from the endophytic fungus <i>Aspergillus</i> sp. isolated from <i>Bertholletia excelsa</i> Humn. &amp; Bonpl. <i>Biotechnology Letters</i>, v. 44, n. 3, p. 439-459, 2022.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;8&#93; MANDAVID, H.; RODRIGUES, A. M. S.; ESPINDOLA, L. S.; EPARVIER, V.; STIEN, D.  Secondary metabolites isolated from the Amazonian endophytic fungus <i>Diaporthe </i>sp. SNB-GSS10. <i>Journal of Natural Products,</i> v. 78, n. 7, p. 1735-1739, 2015.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;9&#93; MATIAS, R. R.; SEP&Uacute;LVEDA, A. M. G.; BATISTA, B. N.; DE LUCENA, J. M. V. M.; ALBUQUERQUE, P. M. 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A case study on six woody species from the brazilian cerrado. <i>Journal of Fungi,</i> v. 9, p. 508, 2023.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;15&#93; CASELLA, T. M.; EPARVIER, V.; MANDAVID, H.; BENDELAC, A.; ODONNE, G.; DAYAN, L.; DUPLAIS, C.; ESPINDOLA, L. S.; STIEN, D. Antimicrobial and cytotoxic secondary metabolites from tropical leaf endophytes: Isolation of antibacterial agent pyrrocidine C from <i>Lewia infectoria</i> SNB-GTC2402. <i>Phytochemistry</i>, v. 96, p. 370-377, 2013.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;16&#93; SAVI, D. C.; NORILER, S. A.; PONOMAREVA, L. V.; THORSON, J. S.; ROHR, J.; GLIENKE, C.; SHAABAN, K. A. Dihydroisocoumarins produced by <i>Diaporthe </i>cf. <i>heveae</i> LGMF1631 inhibiting citrus pathogens. <i>Folia Microbiologica,</i> v. 65, p. 381-392, 2020.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;17&#93; CALIXTO, S. D.; SIM&Atilde;O, T. L. V. V.; ALMEIDA, F. M.; ANTUNES, S. S.; ROMEIRO, N. C.; BORGES, W. S.; CHAGAS, F. O.; SELDIN, L.; CARVALHO, E. C. Q.; ANDRIOLI, W. J.; GUIMAR&Atilde;ES, D. O.; LASUNSKAIA, E.; MUZITANO, M. F. (R)-(+)-Lasiodiplodin isolated from the endophytic fungus <i>Sordaria tamaensis</i> exhibits potent antimycobacterial and anti-inflammatory activities <i>in vitro</i> and <i>in vivo</i>: a dual approach for the treatment of severe pulmonar tuberculosis. <i>Journal of Pharmacy and Pharmacology</i>, v. 74, p. 446-457, 2022.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;18&#93; PINHEIRO, L. A.; SILVA, F. F.; QUEIROZ, M. S. R.; AGUIEIRAS, E. C. 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