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<article-id pub-id-type="doi">10.5935/2317-6660.20230061</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O consumo de combustíveis fósseis e o alarmante efeito nos biomas brasileiros: Avanços da matriz energética brasileira e os desafios no cenário atual das mudanças climáticas]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REPORTAGEM</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>O consumo de combust&iacute;veis f&oacute;sseis e o alarmante efeito nos biomas brasileiros: avan&ccedil;os da matriz energ&eacute;tica brasileira e os desafios no cen&aacute;rio atual das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Priscylla Almeida</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Jornalista e produtora de conte&uacute;do para &aacute;reas de sa&uacute;de e ci&ecirc;ncia, marketing e publicidade. Apaixonada por filmes, gatinhos e pela rotina din&acirc;mica que a comunica&ccedil;&atilde;o traz: o contato com gente, a curiosidade de assuntos diversos, a troca</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O mundo tem at&eacute; 2030 para reduzir em 43% as emiss&otilde;es de gases de efeito estufa, se quiser impedir consequ&ecirc;ncias clim&aacute;ticas irrevers&iacute;veis decorrentes do aumento de 1,5 &ordm;C do aquecimento global, segundo o &uacute;ltimo relat&oacute;rio divulgado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas (IPCC) da ONU. S&atilde;o menos de seis anos para evitar que seja ultrapassado o limite estabelecido no Acordo de Paris, em 2015. Contudo, estima-se que essa temperatura ser&aacute; atingida nos pr&oacute;ximos cinco anos, segundo a Organiza&ccedil;&atilde;o Meteorol&oacute;gica Mundial (OMM).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A queima de combust&iacute;veis f&oacute;sseis para consumo de energia &eacute; respons&aacute;vel por 80% das emiss&otilde;es de di&oacute;xido de carbono (CO<sub>2</sub>), metano (CH<sub>4</sub>) e &oacute;xido nitroso (N<sub>2</sub>O), os principais gases do efeito estufa. O desmatamento de florestas tropicais como a Amaz&ocirc;nia corresponde aos outros 20% dessas emiss&otilde;es. Somados tornam-se os principais causadores pelo aumento da temperatura terrestre e toda uma cadeia de efeitos ambientais, clim&aacute;ticos e sociais (<a href="#fig1">Figura 1</a>).</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n4/a17fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"Estamos cada vez mais impactados. Devemos considerar que a emerg&ecirc;ncia clim&aacute;tica &eacute; um problema de ordem complexa e planet&aacute;ria, que evoca a&ccedil;&otilde;es imediatas para o seu enfrentamento. Conviveremos com essas consequ&ecirc;ncias por muito tempo e o termo 'emerg&ecirc;ncia clim&aacute;tica' vem para dar o verdadeiro sentido de urg&ecirc;ncia, j&aacute; que n&atilde;o estamos mais falando do futuro, e sim do agora", alerta Adriana Kataoka, professora do Departamento de Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas e coordenadora do Comit&ecirc; Gestor de Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro).</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b>"Conviveremos com essas consequ&ecirc;ncias por muito tempo e o termo 'emerg&ecirc;ncia clim&aacute;tica' vem para dar o verdadeiro sentido de urg&ecirc;ncia, j&aacute; que n&atilde;o estamos mais falando do futuro, e sim do agora."</b></styled-content>   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para Jos&eacute; Eduardo Viglio, professor do Instituto de Filosofia e Ci&ecirc;ncias Humanas (IFCH) e pesquisador do N&uacute;cleo de Estudos e Pesquisas Ambientais (Nepam) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), os impactos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas j&aacute; s&atilde;o sentidos no mundo todo. "As mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas causadas, sobretudo, pelo uso de combust&iacute;veis f&oacute;sseis nos &uacute;ltimos s&eacute;culos, t&ecirc;m efeitos globais, embora afetem localidades e regi&otilde;es de modo particular".</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Impactos nos biomas brasileiros</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Brasil &eacute; um dos pa&iacute;ses mais afetados pelo aumento do aquecimento global, j&aacute; que suas dimens&otilde;es continentais acabam sendo expostas inevitavelmente e atingidas de forma direta. No pa&iacute;s, o aumento da temperatura ocasiona a perda de &aacute;reas costeiras decorrente da eleva&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel do mar, em eventos clim&aacute;ticos extremos, em mudan&ccedil;as dos padr&otilde;es de chuva, nas conhecidas ondas de calor, inc&ecirc;ndios florestais, perda da biodiversidade, chuvas &aacute;cidas, aumento da frequ&ecirc;ncia de secas e, consequentemente, em crises h&iacute;dricas. "Sendo totalmente dependente de hidrel&eacute;tricas (um total de 73,6% de toda energia gerada no ano passado), quando ocorrem situa&ccedil;&otilde;es de secas extremas com os reservat&oacute;rios a n&iacute;veis cr&iacute;ticos, o uso das usinas termoel&eacute;tricas &eacute; ativado para substituir ou complementar a demanda da popula&ccedil;&atilde;o, gerando assim mais impactos com o aumento na queima de combust&iacute;veis f&oacute;sseis", analisa Jos&eacute; Eduardo Viglio, que &eacute; um dos autores do estudo "Narrativas cient&iacute;ficas sobre petr&oacute;leo e mudan&ccedil;as do clima e suas reverbera&ccedil;&otilde;es na pol&iacute;tica clim&aacute;tica brasileira".  Prova disso foi a pior crise h&iacute;drica vivenciada pelo pa&iacute;s, em 2021, cujas precipita&ccedil;&otilde;es foram as mais baixas dos &uacute;ltimos 91 anos.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b>"&Eacute; necess&aacute;ria uma mudan&ccedil;a profunda que vai al&eacute;m de uma mudan&ccedil;a de comportamento, mas perpassa o modelo de desenvolvimento econ&ocirc;mico, envolvendo mudan&ccedil;as pol&iacute;ticas e culturais."</b></styled-content>   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O estado do Amazonas vive uma verdadeira crise ambiental, onde recentemente uma onda de fuma&ccedil;a provocada pelas queimadas cobriu a capital Manaus, deixando o ar praticamente irrespir&aacute;vel. Somente nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s meses, foram mais de 15 mil focos de inc&ecirc;ndio, sendo 72 queimadas registradas somente em tr&ecirc;s dias do m&ecirc;s de novembro, conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A mudan&ccedil;a do clima no mundo se manifesta diretamente nos biomas brasileiros, intensificando a severidade e a frequ&ecirc;ncia de secas que, combinadas com o extremo calor, criam condi&ccedil;&otilde;es para queimadas mais devastadoras. Somente em 2023 foram mais de 9 milh&otilde;es de hectares atingidos pelas chamas no pa&iacute;s, segundo dados do <i>MapBiomas</i>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Avan&ccedil;os no panorama brasileiro</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Atualmente, o consumo de combust&iacute;veis, como gasolina, diesel, carv&atilde;o e g&aacute;s natural, representa 82% das fontes de energia utilizadas no mundo, segundo a Ag&ecirc;ncia Internacional de Energia (IEA). Felizmente, o Brasil tem uma situa&ccedil;&atilde;o bem diferente da m&eacute;dia global, com 48% de sua energia produzida por meio de fontes renov&aacute;veis. Al&eacute;m disso, o pa&iacute;s lidera o ranking de matrizes energ&eacute;ticas mais renov&aacute;veis no mundo, segundo dados do Minist&eacute;rio de Minas e Energia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A capacidade geogr&aacute;fica do Brasil tamb&eacute;m o deixa em uma posi&ccedil;&atilde;o vantajosa para a gera&ccedil;&atilde;o de energia renov&aacute;vel, como, por exemplo, as hidrel&eacute;tricas, possuindo inclusive a maior bacia hidrogr&aacute;fica do mundo. No entanto, o consumo desse tipo de energia vem caindo, principalmente por conta das crises h&iacute;dricas cada vez mais recorrentes, cujas secas e escassez t&ecirc;m papel crucial no ciclo hidrol&oacute;gico e na disponibilidade de &aacute;gua (<a href="#fig2">Figura 2</a>).</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v75n4/a17fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   <styled-content style="color:#890e10"><b>"O Brasil tem avan&ccedil;ado na produ&ccedil;&atilde;o de energia renov&aacute;vel com uma s&eacute;rie de pol&iacute;ticas de incentivo voltadas tanto para resid&ecirc;ncias quanto para com&eacute;rcios, ajudando a alavancar o uso dessas fontes de energias."</b></styled-content>   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim, outras fontes renov&aacute;veis e competitivas surgem para minimizar esses efeitos. Esse &eacute; o caso da energia solar, que se tornou a segunda maior fonte de energia no Brasil - atr&aacute;s apenas da hidrel&eacute;trica - apresentando um crescimento de 64%, em 2022, em rela&ccedil;&atilde;o ao ano anterior, segundo levantamento da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR). "O Brasil tem avan&ccedil;ado na produ&ccedil;&atilde;o de energia renov&aacute;vel com uma s&eacute;rie de pol&iacute;ticas de incentivo voltadas tanto para resid&ecirc;ncias quanto para com&eacute;rcios, ajudando a alavancar o uso dessas fontes de energias, que n&atilde;o s&atilde;o as principais, e aumentando tamb&eacute;m o est&iacute;mulo global nesse sentido", declara Jos&eacute; Eduardo Viglio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em se tratando de energia e&oacute;lica, o Brasil mant&eacute;m o sexto lugar no ranking mundial, segundo dados do <i>Global Wind Energy Council (GWEC)</i>, um fato bastante relevante se considerarmos que, em 2012, o pa&iacute;s ocupava o 15&ordm; lugar. E n&atilde;o menos importante, a biomassa representa cerca de 8,55% dentro de toda matriz energ&eacute;tica brasileira, segundo informa&ccedil;&otilde;es do Minist&eacute;rio de Minas e Energia. Vers&aacute;til, essa fonte de energia resulta tamb&eacute;m em biocombust&iacute;veis, biog&aacute;s, alimenta&ccedil;&atilde;o animal, fertilizantes, produtos qu&iacute;micos e o chamado biopl&aacute;stico ou pl&aacute;stico verde: que mesmo sendo considerado pela ONU uma solu&ccedil;&atilde;o sustentavelmente brasileira, ainda apresenta controv&eacute;rsias e requer um olhar mais cauteloso em todo seu processo de origem.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Desafios da transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica no cen&aacute;rio atual: como avan&ccedil;ar ainda mais?</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mesmo sendo refer&ecirc;ncia no &acirc;mbito da energia renov&aacute;vel, o Brasil ainda tem desafios a enfrentar para uma transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica efetiva e progressiva. "Como &eacute; o exemplo da energia h&iacute;drica que, apesar de ser considerada limpa, n&atilde;o est&aacute; totalmente isenta de impactos. Para as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas este tipo de energia &eacute; positivo sim, mas, em termos de efeitos diretos e regionais, tamb&eacute;m h&aacute; impactos, talvez em menor propor&ccedil;&atilde;o, mas que devem ser observados", pondera Jos&eacute; Eduardo Viglio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Al&eacute;m disso, n&atilde;o h&aacute; uma solu&ccedil;&atilde;o de forma &uacute;nica para cada regi&atilde;o do pa&iacute;s: s&atilde;o necess&aacute;rias din&acirc;micas diferentes de acordo com suas diversidades. A transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica &eacute; um processo complexo que requer planejamento, investimento e coopera&ccedil;&atilde;o entre governos, ind&uacute;stria e sociedade. "&Eacute; necess&aacute;ria uma mudan&ccedil;a profunda que vai al&eacute;m de uma mudan&ccedil;a de comportamento, mas perpassa o modelo de desenvolvimento econ&ocirc;mico, envolvendo  mudan&ccedil;as pol&iacute;ticas e culturais", destaca Adriana Kataoka. "Precisamos, portanto, falar em mudan&ccedil;as de paradigmas, j&aacute; que, de forma direta ou indireta, cada um contribui com a manuten&ccedil;&atilde;o  de um modelo de desenvolvimento econ&ocirc;mico pautado no ac&uacute;mulo, no enriquecimento de uma minoria em detrimento de uma maioria que n&atilde;o tem acesso a esses recursos".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Felizmente, a AIE projetou que o consumo de combust&iacute;veis f&oacute;sseis ter&aacute; significativa queda nos pr&oacute;ximos dez anos e entrar&aacute; em decl&iacute;nio permanente &agrave; medida que as pol&iacute;ticas clim&aacute;ticas entrarem em vigor. Isso implica no envolvimento de tecnologia, mas ela sozinha n&atilde;o &eacute; a solu&ccedil;&atilde;o. "&Eacute; necess&aacute;ria uma forma de combate no &acirc;mbito global para a implementa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas voltadas para quest&otilde;es de sustentabilidade e de enfrentamento das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas", refor&ccedil;a Adriana Kataoka. "Tudo isso passa pela aquisi&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o e, principalmente, pela amplia&ccedil;&atilde;o da consci&ecirc;ncia de que somos respons&aacute;veis pelas emiss&otilde;es e tamb&eacute;m pela solu&ccedil;&atilde;o dos danos ao planeta".</font></p>     ]]></body>
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