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<article-id pub-id-type="doi">10.5935/2317-6660.20240041</article-id>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Energia: resolver problemas, explorar oportunidades</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Fernando Galembeck</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Professor titular aposentado do Instituto de Qu&iacute;mica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e s&oacute;cio da Galembetech Consultores e Tecnologia Ltda. Entre 2011 e 2015, exerceu a Dire&ccedil;&atilde;o do Laborat&oacute;rio Nacional de Nanotecnologia, no Centro Nacional de Pesquisas em Energia e Materiais. Mant&eacute;m v&aacute;rios projetos com empresas, tratando principalmente da cria&ccedil;&atilde;o e do desenvolvimento de novos materiais avan&ccedil;ados e processos de fabrica&ccedil;&atilde;o. &Eacute; membro da Academia Mundial de Ci&ecirc;ncias (TWAS) e, em 2014, tornou-se Fellow da Royal Society of Chemistry</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O crescimento da popula&ccedil;&atilde;o e as aspira&ccedil;&otilde;es por melhores condi&ccedil;&otilde;es de vida material demandam aumento na disponibilidade de energia para as atividades humanas, sob diferentes circunst&acirc;ncias e conting&ecirc;ncias, nas cidades, em regi&otilde;es de baixa densidade de popula&ccedil;&atilde;o e em locais remotos. Portanto, o fornecimento de energia tem aspectos diversificados, que exigem solu&ccedil;&otilde;es diferenciadas. O cen&aacute;rio global da produ&ccedil;&atilde;o e da distribui&ccedil;&atilde;o de energia est&aacute; mudando rapidamente. A introdu&ccedil;&atilde;o e o desenvolvimento de novas formas de produ&ccedil;&atilde;o de energia atende a v&aacute;rios Objetivos de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (ODSs) da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) e motiva um grande esfor&ccedil;o de investimento p&uacute;blico e privado, de pesquisa e desenvolvimento em Ci&ecirc;ncia e Tecnologia. Entretanto, esse processo &eacute; modificado por muitos fatores: a manipula&ccedil;&atilde;o dos pre&ccedil;os do petr&oacute;leo, as quest&otilde;es ambientais, culturais e sociais, as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, fatores geogr&aacute;ficos, a eletrifica&ccedil;&atilde;o dos transportes, guerras, pandemia e decis&otilde;es pol&iacute;ticas em todos os n&iacute;veis. A produ&ccedil;&atilde;o de energia solar e e&oacute;lica cresce rapidamente em muitos pa&iacute;ses, enquanto a biomassa, usada h&aacute; mil&ecirc;nios, est&aacute; sendo explorada de novas formas, com excelentes resultados. Existe ainda uma grande atividade de pesquisa e desenvolvimento (P&amp;D) em torno de fen&ocirc;menos que poder&atilde;o embasar novas formas de produ&ccedil;&atilde;o de energia. Esse processo exige a tomada de decis&otilde;es e a a&ccedil;&atilde;o de governos, empresas e cidad&atilde;os, com efeitos de pequeno, m&eacute;dio e longo prazos. No passado, decis&otilde;es bem instru&iacute;das e voltadas para o bem comum produziram resultados positivos, enquanto as decis&otilde;es pouco iluminadas tiveram resultados pobres e causaram preju&iacute;zos, sociais e econ&ocirc;micos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> Solar; E&oacute;lica; Hidroeletricidade; Petr&oacute;leo; Biomassa; Tecnologia.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Crises de energia no Brasil</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A produ&ccedil;&atilde;o e a distribui&ccedil;&atilde;o de energia el&eacute;trica e de combust&iacute;veis s&atilde;o essenciais para as atividades humanas no s&eacute;culo 21 &#91;1&#93;. A disponibilidade, o custo e o impacto ambiental da energia determinam a produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola e industrial, o com&eacute;rcio, os servi&ccedil;os e o lazer. Por outro lado, dependem de recursos naturais, tecnologia e de estrat&eacute;gias de desenvolvimento a m&eacute;dio e longo prazos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No s&eacute;culo XX, a produ&ccedil;&atilde;o global de energia dependeu de combust&iacute;veis f&oacute;sseis, n&atilde;o renov&aacute;veis. Viabilizou um grande aumento na popula&ccedil;&atilde;o humana e provocou mudan&ccedil;as econ&ocirc;micas e sociais. Mas contribuiu para as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, obrigando &agrave; ado&ccedil;&atilde;o de outras fontes de energia. Hoje, a import&acirc;ncia dos combust&iacute;veis f&oacute;sseis tende a diminuir devido &agrave; eletrifica&ccedil;&atilde;o dos transportes, e o aumento de participa&ccedil;&atilde;o das fontes renov&aacute;veis &eacute; um grande objetivo global.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Brasil, a participa&ccedil;&atilde;o de renov&aacute;veis na produ&ccedil;&atilde;o de eletricidade &eacute; elevada. Cresceu pouco entre 1985 (93,7%) e 1994 (95,4%), passando a cair nos anos seguintes: 85,7% em 2002, 84,8% em 2010, 73,3% em 2014. Seguiram-se uma t&iacute;mida recupera&ccedil;&atilde;o (84,2% em 2020) e uma nova queda: 77,5% em 2021 &#91;2&#93;. O aumento de consumo de f&oacute;sseis foi impulsionado em alguns per&iacute;odos pelo c&acirc;mbio favor&aacute;vel, o baixo pre&ccedil;o e a falta de infraestrutura no Brasil, seja de produ&ccedil;&atilde;o de eletricidade, seja de transportes. As emiss&otilde;es de gases do efeito estufa (GEE) pelo setor de energia cresceram 33,4 Mt CO<sub>2</sub> entre 2012 e 2013 &#91;3&#93;, e as emiss&otilde;es do setor de energia passaram de 11%, em 2003, para 29%, em 2013. Enquanto as taxas de desmatamento ca&iacute;ram, o setor de energia aumentou as emiss&otilde;es de GEE, com uma importante contribui&ccedil;&atilde;o das termoel&eacute;tricas.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><styled-content style="color:#890e10"><b>"Em 2022, as energias e&oacute;lica, solar e a da biomassa respondem por parcelas significativas da produ&ccedil;&atilde;o global de eletricidade."</b></styled-content> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esses fatores foram agravados por decis&otilde;es pol&iacute;ticas: na crise financeira de 2008, a China aumentou o investimento em infraestrutura, mas a principal resposta brasileira foi a sustenta&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o automobil&iacute;stica, demandando mais gasolina e Diesel.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Hoje, temos de substituir os combust&iacute;veis f&oacute;sseis, enquanto a popula&ccedil;&atilde;o aumenta, crescem as aspira&ccedil;&otilde;es de melhores condi&ccedil;&otilde;es de vida, e todos querem eliminar a mis&eacute;ria. As respostas das na&ccedil;&otilde;es ao desafio da substitui&ccedil;&atilde;o variam muito, conforme o seu tamanho, popula&ccedil;&atilde;o e recursos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>O futuro chegou: as novas energias de fonte renov&aacute;vel</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 2022, as energias e&oacute;lica, solar e a da biomassa respondem por parcelas significativas da produ&ccedil;&atilde;o global de eletricidade. &Eacute; instrutivo observar sua distribui&ccedil;&atilde;o em diferentes pa&iacute;ses (<a href="/img/revistas/cic/v76n2/a21tab01.jpg">Tabela 1</a>). Alemanha, Brasil, Chile, Espanha e It&aacute;lia utilizam diferentes modalidades, mas raz&otilde;es geogr&aacute;ficas levam o Reino Unido e a Irlanda a contar com uma participa&ccedil;&atilde;o maior da energia e&oacute;lica, enquanto o I&ecirc;men usa mais energia solar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O crescimento das novas fontes &eacute; r&aacute;pido. A energia solar cresceu em 2021 mais de 25 TWh nos Estados Unidos, China, Jap&atilde;o e Vietn&atilde;, seguidos de Austr&aacute;lia, Brasil e &Iacute;ndia, com mais de 10 TWh cada um &#91;4&#93;. A energia e&oacute;lica cresceu na Austr&aacute;lia, Brasil (39 TWh), Chile, China (490 TWh), Estados Unidos (107 TWh), Espanha, &Iacute;ndia e Turquia e agora tamb&eacute;m na R&uacute;ssia, Vietn&atilde; e Paquist&atilde;o e tornou Portugal um pa&iacute;s exportador de energia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O primeiro aerogerador do Brasil foi instalado em 1992, em Fernando de Noronha. Em 2021, mais de 8.300 aerogeradores em 695 parques e&oacute;licos podiam gerar 18 GW, mais que Itaipu. O potencial e&oacute;lico &#91;5&#93; &eacute; de 143,4 GW e 272 TWh por ano, distribu&iacute;dos por 0,8% do territ&oacute;rio nacional, principalmente no Nordeste, Sudeste e Sul, mas seu impacto vai depender de aten&ccedil;&atilde;o aos fatores ambientais e sociais &#91;6&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A energia solar tem uma participa&ccedil;&atilde;o menor que a e&oacute;lica, mas tamb&eacute;m importante, de 3,6% no mundo todo e de 2,6% no Brasil. Contribui com mais de 4% para a produ&ccedil;&atilde;o de eletricidade no Afeganist&atilde;o, Austr&aacute;lia, Alemanha, B&eacute;lgica, Chile, Espanha, Gr&eacute;cia, Holanda, Hungria, I&ecirc;men, Israel, It&aacute;lia, Jap&atilde;o, Jord&acirc;nia, Portugal, Reino Unido, Sri Lanka, Su&iacute;&ccedil;a, Ucr&acirc;nia e Vietn&atilde;, e em v&aacute;rios pa&iacute;ses africanos: Eritreia, Maurit&acirc;nia, Marrocos, Nam&iacute;bia, N&iacute;ger Senegal e Serra Leoa. No Brasil, Minas Gerais, Cear&aacute;, Rio Grande do Sul, S&atilde;o Paulo e Rio de Janeiro t&ecirc;m mais de 10 MW instalados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entre 2004 e 2009, os investimentos globais foram maiores na energia e&oacute;lica que na solar, mas esta predominou entre 2010 e 2015, prevalecendo em 2016 - solar (47%), e&oacute;lica (46,6%) - seguidos de longe pelo aproveitamento de biomassa e res&iacute;duos, inclusive o lixo (2,8%).</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><styled-content style="color:#890e10"><b>"O Brasil viveu numerosas crises de energia, cada uma delas criou problemas sociais e econ&ocirc;micos, mas tamb&eacute;m provocou avan&ccedil;os."</b></styled-content> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Brasil, entre 2019 e 2029, a participa&ccedil;&atilde;o da hidroeletricidade dever&aacute; diminuir de 56% para 42%, a de biomassa de 11% para 10%, enquanto a de g&aacute;s natural dever&aacute; aumentar de 9% para 16%, a e&oacute;lica de 9% para 16% e a solar de 2% para 8% &#91;7&#93;. Atualmente, a gera&ccedil;&atilde;o a g&aacute;s encarece o pre&ccedil;o da eletricidade para o consumidor e os custos de produ&ccedil;&atilde;o da e&oacute;lica e solar s&atilde;o mais baixos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A Hist&oacute;ria n&atilde;o se repete, mas ensina</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Brasil viveu numerosas crises de energia, cada uma delas criou problemas sociais e econ&ocirc;micos, mas tamb&eacute;m provocou avan&ccedil;os. Temos um rico acervo de li&ccedil;&otilde;es do passado mostrando a&ccedil;&otilde;es geradoras de bons ou de maus resultados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Um s&eacute;culo de combust&iacute;veis derivados da biomassa </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na d&eacute;cada de 1920, a gasolina era o combust&iacute;vel usado em autom&oacute;veis, caminh&otilde;es e avi&otilde;es, enquanto os trens e as usinas t&eacute;rmicas dependiam da lenha e do carv&atilde;o, vegetal ou mineral. Em 1928, a Usina Serra Grande (AL) &#91;8&#93; lan&ccedil;ou uma alternativa &agrave; gasolina, produzida com duas mat&eacute;rias-primas: a cana-de-a&ccedil;&uacute;car e a mamona. Sua produ&ccedil;&atilde;o prosseguiu at&eacute; meados dos anos 1940, quando come&ccedil;ou uma era de petr&oacute;leo barato. Essa experi&ecirc;ncia pioneira n&atilde;o se espalhou, e durante a segunda grande guerra, o gasog&ecirc;nio - caro, sujo e ineficaz - foi a alternativa &agrave; gasolina, em S&atilde;o Paulo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O &aacute;lcool combust&iacute;vel voltou ao cen&aacute;rio da energia no Brasil em meados dos anos 1970, quando pa&iacute;ses exportadores de petr&oacute;leo provocaram dois "choques do petr&oacute;leo", drenando riqueza dos consumidores e valorizando suas alternativas. Nessa &eacute;poca, a produ&ccedil;&atilde;o brasileira de a&ccedil;&uacute;car e do &aacute;lcool, seu subproduto, cresciam. Foi ent&atilde;o criado o Pro&aacute;lcool &#91;9&#93;, um programa federal de fomento ao desenvolvimento de tecnologias de produ&ccedil;&atilde;o de &aacute;lcool, de motores, sistemas veiculares e log&iacute;sticos, que subsidiou toda essa cadeia, produziu uma grande economia de divisas e um milh&atilde;o de empregos. O Pro&aacute;lcool teve apoiadores e opositores, foi prejudicado por erros e pelas flutua&ccedil;&otilde;es de pre&ccedil;os do petr&oacute;leo. Sobreviveu gra&ccedil;as aos ganhos de produtividade e cont&iacute;nuo aporte de tecnologias desenvolvidas principalmente pelo Planalsucar e o CTC da Copersucar &#91;10&#93;. Em 2002, a produ&ccedil;&atilde;o do &aacute;lcool em S&atilde;o Paulo e vizinhos passou a dispensar os subs&iacute;dios, e o Brasil liderou a produ&ccedil;&atilde;o de combust&iacute;veis de fontes renov&aacute;veis, por um curto per&iacute;odo. A produ&ccedil;&atilde;o de cana ocupa hoje 8,84 milh&otilde;es de hectares, reduz emiss&otilde;es de GEE &#91;11&#93;, aumenta sem desmatar, recupera pastos degradados, amplia as matas ciliares. A cana alimenta uma grande cadeia produtiva de alimentos, combust&iacute;veis, insumos industriais e de energia el&eacute;trica, criando progresso social, econ&ocirc;mico e ambiental &#91;12,13&#93; (<a href="#fig1">Figura 1</a>).</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v76n2/a21fig01.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A cogera&ccedil;&atilde;o de eletricidade nas usinas de a&ccedil;&uacute;car e &aacute;lcool <sup>&#91;14&#93;</sup>, o uso de etanol em ve&iacute;culos h&iacute;bridos, e a cria&ccedil;&atilde;o de novos combust&iacute;veis valorizam os derivados da cana. A produ&ccedil;&atilde;o de &aacute;lcool de segunda gera&ccedil;&atilde;o (tamb&eacute;m conhecido como bioetanol, obtido a partir de a&ccedil;&uacute;cares extra&iacute;dos da celulose da planta, presentes na palha e no baga&ccedil;o de cana-de-a&ccedil;&uacute;car, palha de milho, madeira, sorgo, entre outros) atraiu muita aten&ccedil;&atilde;o, mas os resultados ainda s&atilde;o modestos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma hist&oacute;ria diferente &eacute; a produ&ccedil;&atilde;o de biodiesel a partir de &oacute;leos vegetais, objeto de outro programa federal. Inicialmente baseado no &oacute;leo de mamona &#91;15&#93;, esse programa foi prejudicado pela desaten&ccedil;&atilde;o aos fatos e por voluntarismos. O &oacute;leo de mamona &eacute; caro demais para queimar. Seu cultivo n&atilde;o recebeu aportes tecnol&oacute;gicos compar&aacute;veis aos da cana e o Brasil perdeu para a &Iacute;ndia a posi&ccedil;&atilde;o de maior produtor mundial. Os resultados s&atilde;o modestos: em 2020-21, a &aacute;rea plantada com mamona foi de 53 mil hectares e as principais mat&eacute;rias-primas do biodiesel s&atilde;o a soja e o sebo bovino &#91;<sup>16</sup>&#93;. A viabilidade do biodiesel depende da obrigatoriedade de sua mistura ao &oacute;leo diesel, encarecendo-o (<a href="#fig2">Figura 2</a>).</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v76n2/a21fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Produ&ccedil;&atilde;o de eletricidade: pioneirismos, sucessos, apag&otilde;es e energia cara</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A energia el&eacute;trica chegou ao Brasil em 1879, iluminando a Esta&ccedil;&atilde;o Central, no Rio de Janeiro (RJ) &#91;17&#93;, seguida da cidade de Campos (RJ). As primeiras hidrel&eacute;tricas operaram em Diamantina (MG - 1883) e em Juiz de Fora (MG - 1889). Hoje, o Brasil se destaca pela elevada participa&ccedil;&atilde;o da hidroeletricidade (<a href="/img/revistas/cic/v76n2/a21tab01.jpg">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na primeira metade do s&eacute;culo XX, cresceu a produ&ccedil;&atilde;o de eletricidade por empresas privadas, destacando-se a constru&ccedil;&atilde;o do sistema Billings - Guarapiranga, um aproveitamento inteligente das vantagens criadas pela Serra do Mar e pela Mata Atl&acirc;ntica. Mas a industrializa&ccedil;&atilde;o e o crescimento de S&atilde;o Paulo esgotaram a capacidade de gera&ccedil;&atilde;o de energia e de investimento das empresas privadas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ocorreu ent&atilde;o um caso not&aacute;vel de planejamento p&uacute;blico, o Plano de Eletrifica&ccedil;&atilde;o do Estado de S&atilde;o Paulo, conduzido pelo governador Lucas Garcez, professor de hidr&aacute;ulica na USP &#91;18&#93;. Os rios Tiet&ecirc;, Paranapanema e Pardo foram represados em v&aacute;rios pontos, aumentando a produ&ccedil;&atilde;o de eletricidade no estado e atraindo uma parte importante dos investimentos de empresas do setor automobil&iacute;stico feitos na era Kubitschek.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O plano paulista foi um movimento regional, libertando-se da ina&ccedil;&atilde;o causada pelas discuss&otilde;es ideol&oacute;gicas e as disputas por poder, na &aacute;rea federal. Por exemplo, a aprova&ccedil;&atilde;o do C&oacute;digo de &Aacute;guas (1956) levou 23 anos. A paralisia federal afastou as empresas estrangeiras e na falta de uma a&ccedil;&atilde;o estatal vigorosa, o Pa&iacute;s sofreu com a escassez. O Plano de Metas de Kubitschek rompeu essa situa&ccedil;&atilde;o, construindo Paulo Afonso e Furnas (1963), enquanto a Companhia Energ&eacute;tica de S&atilde;o Paulo (CESP) cresceu com Jupi&aacute; e Ilha Solteira, alcan&ccedil;ando em 1978 os 34% da capacidade instalada no Pa&iacute;s. Foi realizada a interliga&ccedil;&atilde;o das redes de distribui&ccedil;&atilde;o, aumentando a oferta de energia em todo o pa&iacute;s.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><styled-content style="color:#890e10"><b>"A produ&ccedil;&atilde;o de cana ocupa hoje 8,84 milh&otilde;es de hectares, reduz emiss&otilde;es de GEE, aumenta sem desmatar, recupera pastos degradados, amplia as matas ciliares."</b></styled-content> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em meados dos anos 1970, o sistema estatal conseguia abastecer o Pa&iacute;s e prosseguiu construindo as usinas de Itaipu (16 GW, 1984, no Rio Paran&aacute;), Tucuru&iacute; (1984, no Tocantins), Xing&oacute; (1994, no S&atilde;o Francisco), Jirau e Santo Antonio (2012-3, Rio Madeira), Belo Monte (11,2 GW, no Rio Xing&oacute;), e mais 22 usinas com capacidades entre 1 e 2 GW na Bahia, Goi&aacute;s, Maranh&atilde;o, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Par&aacute;, Paran&aacute;, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins &#91;19&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As usinas estatais produziram uma intensa eletrifica&ccedil;&atilde;o do Pa&iacute;s, em uma base sustent&aacute;vel e pouco dependente de importa&ccedil;&otilde;es. Sua constru&ccedil;&atilde;o e opera&ccedil;&atilde;o estimulou as empresas de engenharia, as ind&uacute;strias fornecedoras e a P&amp;D na &aacute;rea, interiorizando o desenvolvimento econ&ocirc;mico e social. Infelizmente, as estatais foram prejudicadas por ataques internos e externos, documentados no depoimento an&ocirc;nimo anexo &agrave; refer&ecirc;ncia 20, uma aula sobre a destrui&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas inteligentes. Somados &agrave; incapacidade de investimentos do setor p&uacute;blico, esses ataques levaram &agrave; atual fase de privatiza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Hoje h&aacute; disponibilidade de energia no Brasil, mas os pre&ccedil;os s&atilde;o elevados e ainda aumentam quando s&atilde;o acionadas as usinas t&eacute;rmicas a g&aacute;s.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A economia do hidrog&ecirc;nio</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O hidrog&ecirc;nio est&aacute; se tornando um importante vetor de energia. Queima produzindo muito calor e &aacute;gua, sem emitir GEEs. Por isso, est&aacute; assumindo um papel central na economia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Algumas pessoas ainda temem os riscos do uso do hidrog&ecirc;nio, devido ao desastre do Hindenburg nos Estados Unidos (dirig&iacute;vel constru&iacute;do pela empresa Luftschiffbau-Zeppelin GmbH, na Alemanha, que sofreu um inc&ecirc;ndio em 1937 causado pelo g&aacute;s de hidrog&ecirc;nio usado para mant&ecirc;-lo no ar, altamente inflam&aacute;vel, matando 36 pessoas) &#91;20&#93;. Mas Londres tem &ocirc;nibus movidos a hidrog&ecirc;nio, a Alstom utiliza hidrog&ecirc;nio no trem Cordai iLint e a Airbus planeja realizar voos regulares em avi&otilde;es a hidrog&ecirc;nio, em 2035 &#91;21&#93;. No Brasil, a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) de S&atilde;o Paulo e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) operam &ocirc;nibus el&eacute;tricos desde 2015 &#91;22&#93;, e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desde 2020.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O hidrog&ecirc;nio tamb&eacute;m &eacute; importante como forma de armazenar energia, amortecendo o impacto da intermit&ecirc;ncia das energias solar, e&oacute;lica e de biomassa.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Outras tecnologias</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A diversidade de condi&ccedil;&otilde;es locais estimula a pesquisa e o desenvolvimento de novas tecnologias:</font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- Na Isl&acirc;ndia, cinco usinas geot&eacute;rmicas produzem 23% da energia el&eacute;trica; na Calif&oacute;rnia (EUA), s&atilde;o 22 usinas.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- Na Holanda, uma unidade de 50 kW demonstra a utiliza&ccedil;&atilde;o de energia osm&oacute;tica, cujo potencial global &eacute; 2,6 TW.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- Na Esc&oacute;cia, uma usina extrai 3 MW dos movimentos do mar, desde 2013. &Eacute; a "Energia Azul" explorada em 13 pa&iacute;ses.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- O aproveitamento do lixo e do esgoto conta com 14 mil usinas na Europa. No Brasil, essa t&eacute;cnica &eacute; inibida pela regula&ccedil;&atilde;o e pela desinforma&ccedil;&atilde;o &#91;23&#93;.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- Consumidores de eletricidade s&atilde;o hoje tamb&eacute;m produtores fotovoltaicos, descentralizando investimentos e benef&iacute;cios da gera&ccedil;&atilde;o de eletricidade.</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- H&aacute; uma ativa P&amp;D de novas formas de produ&ccedil;&atilde;o de energia. Novas modalidades (tribo-, elasto- e higroeletricidade) &#91;24&#93; tamb&eacute;m poder&atilde;o tornar-se relevantes.</font></p> </blockquote>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Conclus&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Demandas atuais de aumento na produ&ccedil;&atilde;o de energia de fontes renov&aacute;veis criam grandes oportunidades para o Brasil, que j&aacute; tem destaque global na produ&ccedil;&atilde;o de energia de fontes renov&aacute;veis. Essa situa&ccedil;&atilde;o pode trazer desenvolvimento social e econ&ocirc;mico, se existir um planejamento cuidadoso, atento ao meio ambiente, isento de interesses menores ou improvisa&ccedil;&otilde;es. No passado, casos de sucesso foram guiados por pol&iacute;ticas voltadas para o bem comum. N&atilde;o podemos repetir o passado, mas podemos cultivar as mesmas atitudes que produziram sucessos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. GOLDEMBERG, J.; LUCON, O. <i>Energia, meio ambiente e desenvolvimento</i>. S&atilde;o Paulo: EDUSP, 2008.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. EMBER AND ENERGY INSTITUTE. Share of electricity production from renewables. <i>Our World in Data</i>, 2022.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. COORDENA&Ccedil;&Atilde;O GERAL DE OBSERVA&Ccedil;&Atilde;O DA TERRA (INPE). Monitoramento do desmatamento da Floresta Amaz&ocirc;nica brasileira por sat&eacute;lite. <i>INPE</i>, 2022.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. ENERGY INSTITUTE. Annual change in solar energy production. <i>Our World in Data</i>, 2022.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. AMARANTE, O. A. C.; BROWER, M.; ZACK, J.; S&Aacute;, A. L. <i>Atlas do potencial e&oacute;lico brasileiro</i>. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio de Minas e Energia, 2001.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. PINTO, L. I. C.; MARTINS, F. R.; PEREIRA, E. B. O mercado brasileiro da energia e&oacute;lica, impactos sociais e ambientais. <i>Revista Ambiente &amp; &Aacute;gua</i>, S&atilde;o Paulo, v. 12, n. 6, 2017.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. AMDS4. Situa&ccedil;&atilde;o e perspectivas da energia solar no Brasil. <i>Blog AMDS4</i>, 2021.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. USINA SERRA GRANDE. Hist&oacute;ria da Usina Serra Grande. <i>Usina Serra Grande</i>, Recife, 2021.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. BERTELLI, L. G. A verdadeira hist&oacute;ria do Pro&aacute;lcool. <i>O Estado de S&atilde;o Paulo</i>, S&atilde;o Paulo, p. B2, 16 nov. 2005.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. MACEDO, I. C. Situa&ccedil;&atilde;o atual e perspectivas do etanol. <i>Estudos Avan&ccedil;ados</i>, S&atilde;o Paulo, v. 21, p.157-167, 2007.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. MACEDO, I. C.; SEABRA, J. E. A.; SILVA, J. E. Greenhouse gases emissions in the production and use of ethanol from sugar cane in Brazil: the 2005/2006 averages and a prediction for 2020. <i>Biomass &amp; Bioenergy</i>, v. 32, p. 4, 2008.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. GALEMBECK, F. Synergy in food, energy and advanced materials production from biomass. <i>Pure and Applied Chemistry</i>, v. 90, n. 1, p. 109-119, 2018.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. MORANDI, M.; MATSURA, M. I.; PIGHINELLI, A. L.; BAYMA, G.; RAMOS, N. P.; MORAIS, R.  et al. RenovaBio: inova&ccedil;&atilde;o para sustentabilidade. <i>Agroanalysis</i>, Rio de Janeiro, v. 40, n. 1, p. 31-32, 2020.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. COPERSUCAR. Usinas investem em cogera&ccedil;&atilde;o de energia limpa. <i>Copersucar Not&iacute;cias</i>, S&atilde;o Paulo, 14 out. 2021.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. MACHADO, G. E. R.; LOPES, J. S.; OLIVEIRA, L.; SILVA, R. M. A perspectiva do biodiesel a partir do cultivo da mamona no Brasil. <i>In</i>: ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODU&Ccedil;&Atilde;O (ENEGEP), 26., Fortaleza, 2006. <i>Anais</i> &#91;...&#93;. Fortaleza: ENEGEP, 2006.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. MARTINS, R.; NACHILUK, K.; BUENO, C. R. F.; FREITAS, S. M. O biodiesel de sebo bovino no Brasil. <i>Informa&ccedil;&otilde;es Econ&ocirc;micas</i>, S&atilde;o Paulo, v. 41, n. 5, p. 56-70, 2011.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. ESFERA ENERGIA. Dos prim&oacute;rdios ao Mercado Livre: a hist&oacute;ria da energia el&eacute;trica no Brasil. <i>Esferablog</i>, S&atilde;o Paulo, 16 maio 2021.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. IEMA, F.; SEGALLA, G. I.; SIMI, J. P.; BERTOLIN, J. B.; CASTRO, T. M. A era das empresas p&uacute;blicas paulistas de energia el&eacute;trica. <i>Funda&ccedil;&atilde;o Energia e Saneamento</i>, 2006.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. LISTA de usinas hidrel&eacute;tricas do Brasil. <i>Wikip&eacute;dia</i>, 28 set. 2022.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. GALEMBECK, F.; BURGO, T. A. L. Accidents and losses caused by electrostatic discharge chemical electrostatics. Cham: Springer, 2017. p. 169-183.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. FRANGOUL, A. Airbus announces concept designs for zero-emission, hydrogen-powered airplanes. <i>CNBC Sustainable Energy</i>, 21 Sept. 2020.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. PELEGI, Alexandre. &Ocirc;nibus movido a hidrog&ecirc;nio desenvolvido no Brasil &eacute; destaque em confer&ecirc;ncia mundial. <i>Di&aacute;rio do Transporte</i>, 17 jun. 2018.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. DRUMMOND, F. Paran&aacute; ter&aacute; a 1ª usina do Brasil a gerar energia por meio de esgoto e lixo. <i>Casacor</i>, 17 fev. 2020.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. MOREIRA, K. S. Flexible, low-cost and scalable, nanostructured conductive paper-based, efficient hygroelectric generator. <i>Energy &amp; Environmental Science</i>, London, v. 14, n. 1, p. 353-358, 2021.    </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Texto publicado originalmente em:</b>    <br>   GALEMBECK, F. Energia: resolver problemas, explorar oportunidades. <i>Ci&ecirc;ncia &amp; Cultura</i>, S&atilde;o Paulo, v. 74, n. 4, 2022.</font></p>      ]]></body><back>
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<source><![CDATA[Monitoramento do desmatamento da Floresta Amazônica brasileira por satélite]]></source>
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<label>4</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>ENERGY INSTITUTE</collab>
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