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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REPORTAGEM</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Os primeiros computadores nos laborat&oacute;rios brasileiros</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Heitor Shimizu</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Jornalista, editor executivo da Revista FCW Cultura Cient&iacute;fica e coordenador do Setor Online da Fapesp</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Os primeiros computadores nos laborat&oacute;rios brasileiros</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 1936, o matem&aacute;tico ingl&ecirc;s Alan Turing, com apenas 24 anos, submeteu um artigo ao peri&oacute;dico <i>Proceedings of the London Mathematical Society</i>. Publicado no ano seguinte, o artigo "<i>On Computable Numbers, with an Application to the Entscheidungsproblem"</i> descreve como "n&uacute;meros comput&aacute;veis podem ser descritos brevemente como n&uacute;meros reais cujas express&otilde;es como decimais s&atilde;o calcul&aacute;veis por meios finitos". E o que eram os tais n&uacute;meros comput&aacute;veis? "De acordo com minha defini&ccedil;&atilde;o, um n&uacute;mero &eacute; comput&aacute;vel se o seu decimal puder ser anotado por uma m&aacute;quina", disse Alan Turing. Resumindo, foi a primeira descri&ccedil;&atilde;o do computador moderno.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No artigo, Alan Turing reformulou resultados obtidos cinco anos antes pelo austr&iacute;aco Kurt G&ouml;del, substituindo a linguagem formal universal baseada na aritm&eacute;tica de G&ouml;del pelos dispositivos hipot&eacute;ticos que chamou de "m&aacute;quinas universais". Essas m&aacute;quinas, que poderiam ser programadas para realizar qualquer c&aacute;lculo matem&aacute;tico ou executar as tarefas de qualquer outra m&aacute;quina, seriam conhecidas como "m&aacute;quinas de Turing" antes de virarem simplesmente "computadores".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com a urg&ecirc;ncia promovida pela Segunda Guerra Mundial, cientistas e engenheiros do Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos desenvolveram e colocaram em funcionamento, a partir de 1940, diversos computadores eletromec&acirc;nicos program&aacute;veis, entre eles o pr&oacute;prio Turing, em Bletchley Park. Um dos mais conhecidos foi o Harvard Mark I, constru&iacute;do pela IBM, em 1944, nos Estados Unidos. Foram m&aacute;quinas que realizavam feitos inimagin&aacute;veis poucos anos antes, mas que tinham em comum o fato de serem todas anal&oacute;gicas. Um grande salto ocorreu em 1945, com a entrada em funcionamento do Eniac, sigla de <i>Electronic Numerical Integrator and Computer</i>, que foi o primeiro computador de uso geral, program&aacute;vel, eletr&ocirc;nico e digital. O ano que marcou o fim da Segunda Guerra viu o in&iacute;cio de uma era tecnol&oacute;gica que continua nos dias de hoje (<a href="#fig1">Figura 1</a>).</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v76n2/a27fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Alguns anos ap&oacute;s o lan&ccedil;amento do Eniac, o termo "computador" (ou "computador eletr&ocirc;nico", inicialmente) tornou-se presen&ccedil;a frequente na revista Ci&ecirc;ncia &amp; Cultura. A primeira men&ccedil;&atilde;o foi publicada em 1956 (volume 8, n&uacute;mero 3), no artigo "<i>Um tanque anal&iacute;tico para a An&aacute;lise de Servomecanismos</i>", de Philip Bartlett Smith e Iuda Dawid Goldman vel Lejbman, do ent&atilde;o Departamento de F&iacute;sica da Faculdade de Filosofia, Ci&ecirc;ncias e Letras da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP). "Enquanto o ponto de proa caminha sobre este equipotencial, um computador eletr&ocirc;nico calcula o integral do fluxo varrido", escreveram os autores, ainda teorizando com rela&ccedil;&atilde;o ao uso, uma vez que os modernos computadores n&atilde;o haviam dado as caras em universidades e institutos de pesquisa no Brasil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 1958, no artigo "<i>Complementa&ccedil;&atilde;o de Tabela de N&iacute;veis de Energia para Rotores Quase-sim&eacute;tricos</i>" (volume 10, n&uacute;mero 3), Nicolau Januzzi e S&eacute;rgio Pereira da Silva Porto, do Instituto Tecnol&oacute;gico de Aeron&aacute;utica (ITA), destacaram que "os resultados foram obtidos pelo m&eacute;todo utilizado pelos autores e os c&aacute;lculos feitos num computador eletr&ocirc;nico - Univac 120 - gentilmente cedido pelo Sr. S. Barros Martins, chefe da Divis&atilde;o Powers da Remington Rand de S&atilde;o Paulo, a quem os autores agradecem sensibilizados".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Univac (<i>Universal Automatic Computer</i>) foi o primeiro computador eletr&ocirc;nico produzido comercialmente nos Estados Unidos. Sua hist&oacute;ria remonta ao fim da d&eacute;cada de 1940, quando a Remington Rand come&ccedil;ou a desenvolver o sistema, em equipe liderada por J. Presper Eckert e John Mauchly, os mesmos engenheiros respons&aacute;veis pelo Eniac. O desenvolvimento do Univac foi financiado em parte pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, que viu o potencial dessas m&aacute;quinas para a realiza&ccedil;&atilde;o de c&aacute;lculos complexos, como os necess&aacute;rios em projetos militares. Depois, al&eacute;m de ser usado no censo, o Univac se tornou conhecido no pa&iacute;s quando foi usado pela rede de televis&atilde;o CBS para prever os resultados das elei&ccedil;&otilde;es presidenciais de 1952 (<a href="#fig2">Figura 2</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v76n2/a27fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A terceira vez em que o termo computador entrou nas p&aacute;ginas de Ci&ecirc;ncia &amp; Cultura foi em 1962 (volume 14, n&uacute;mero 1), no artigo "<i>A estrutura eletr&ocirc;nica do &aacute;cido viol&uacute;rico</i>", de Yvonne Mascarenhas, ent&atilde;o pesquisadora no Departamento de F&iacute;sica da Escola de Engenharia de S&atilde;o Carlos. Para calcular a densidade eletr&ocirc;nica por meio da s&iacute;ntese de Fourier, Yvonne Mascarenhas usou um computador.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"Quando em 1959 comecei a trabalhar nos Estados Unidos no Departamento de Cristalografia chefiado pelo ingl&ecirc;s G. A. Jeffrey, tive uma oportunidade extraordin&aacute;ria de atuar em um grupo onde j&aacute; se usava computador a fim de realizar os longos c&aacute;lculos necess&aacute;rios para, utilizando as intensidades dos feixes difratados, obter a estrutura molecular e cristalina das subst&acirc;ncias em estudo. A Universidade de Pittsburgh tinha um computador IBM 650 lan&ccedil;ado no mercado pela IBM um ano antes", disse Mascarenhas &agrave; revista Pesquisa Fapesp. "Entretanto, quando cheguei a S&atilde;o Carlos, n&atilde;o havia computador no campus. O &uacute;nico computador existente na USP ficava na Escola Polit&eacute;cnica. Era um IBM 1620 e eu passei a viajar frequentemente para S&atilde;o Paulo para us&aacute;-lo por cerca de duas horas. Insisti muito para que alguma das verbas que o nosso Departamento de F&iacute;sica da Escola de Engenharia de S&atilde;o Carlos recebia dos &oacute;rg&atilde;os financiadores fosse dedicada a comprar um computador. Isso foi feito com recursos do BID &#91;Banco Interamericano de Desenvolvimento&#93;", disse.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O uso e a inser&ccedil;&atilde;o de dados nos computadores da &eacute;poca eram bastante diferentes do que estamos acostumados hoje em dia. Os dados eram inseridos principalmente por meio de cart&otilde;es perfurados. Os programadores preparavam esses cart&otilde;es usando uma m&aacute;quina chamada perfuradora de cart&otilde;es. Cada cart&atilde;o continha uma linha de dados ou instru&ccedil;&otilde;es, perfuradas em posi&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas para representar caracteres alfanum&eacute;ricos ou comandos do sistema. Os cart&otilde;es perfurados eram ent&atilde;o organizados em pilhas e inseridos no leitor de cart&otilde;es do computador.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tanto o primeiro computador da IBM a chegar ao Brasil, em 1959, o IBM 650, quanto o IBM 1620, eram baseados em tubos de v&aacute;cuo e tinham uma unidade central de processamento (CPU) que executava as instru&ccedil;&otilde;es contidas nos cart&otilde;es. As opera&ccedil;&otilde;es eram realizadas sequencialmente, processando um cart&atilde;o de cada vez. O computador lia os cart&otilde;es perfurados, executava as opera&ccedil;&otilde;es especificadas e, em seguida, passava para o pr&oacute;ximo cart&atilde;o. A sa&iacute;da de dados era geralmente feita por meio de impressoras ou perfuradoras, que produziam resultados na forma de cart&otilde;es perfurados ou de impressos em papel.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os cart&otilde;es perfurados eram propensos a erros e danos. Um &uacute;nico furo fora do lugar poderia causar grandes problemas nos resultados do processamento. A prepara&ccedil;&atilde;o dos cart&otilde;es perfurados era um processo lento e propenso a erros humanos. A depura&ccedil;&atilde;o de programas tamb&eacute;m era desafiadora, pois envolvia a identifica&ccedil;&atilde;o manual de erros nos cart&otilde;es perfurados. O tempo de espera para a obten&ccedil;&atilde;o dos resultados era consider&aacute;vel. Uma vez que o computador processava os dados de forma sequencial, grandes volumes de dados poderiam levar horas, ou at&eacute; dias, para serem processados. Em geral, o uso de computadores na d&eacute;cada de 1960 era uma tarefa complexa e exigia habilidades t&eacute;cnicas significativas. O processo de entrada de dados por meio de cart&otilde;es perfurados, juntamente com as limita&ccedil;&otilde;es de velocidade e capacidade de processamento dos computadores da &eacute;poca, tornava o uso dessas m&aacute;quinas uma atividade desafiadora e demorada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Yvonne Mascarenhas se lembrou desse processo no artigo "<i>Science in my life"</i>, publicado em 2019 na <i>Pure and Applied Chemistry</i>, em que apresenta um panorama de sua carreira desde o primeiro contato com a Qu&iacute;mica, em 1948. "Antes de iniciar a coleta de dados, tive que decidir como realizar nossas medi&ccedil;&otilde;es para obter os melhores dados poss&iacute;veis para o c&aacute;lculo da densidade eletr&ocirc;nica (...) As intensidades de 425 reflex&otilde;es foram estimadas por compara&ccedil;&atilde;o visual com uma escala padr&atilde;o. Depois, tive que perfurar manualmente os cart&otilde;es do tipo Hollerith - um cart&atilde;o por reflex&atilde;o - que foram usados para alimentar dados ao computador IBM no Centro de Processamento de Dados da Universidade. Depois veio o pr&oacute;ximo passo: produzir modelos e test&aacute;-los utilizando os programas existentes para c&aacute;lculo de fatores de estrutura e densidades eletr&ocirc;nicas", escreveu (<a href="#fig3">Figura 3</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v76n2/a27fig03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 1964, a palavra "computador" volta &agrave;s p&aacute;ginas de Ci&ecirc;ncia &amp; Cultura (volume 16, n&uacute;mero 2), novamente com Yvonne Mascarenhas, com a comunica&ccedil;&atilde;o "<i>Alguns resultados preliminares relativos &agrave; estrutura cristalina do clorocuprato de 11-Amino-undecan&oacute;ico</i>". "Todos os c&aacute;lculos foram realizados no computador IBM 1620 da Universidade de S&atilde;o Paulo (...) Queremos agradecer ao pessoal do Computador e em particular ao Sr. Alain Lepine que se encarregou do processamento dos dados", escreveu a pesquisadora.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Programa pioneiro</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 1965, o artigo "<i>Estimativa do efeito gen&eacute;tico dos casamentos consangu&iacute;neos</i>" (volume 17, n&uacute;mero 4) foi publicado com um ap&ecirc;ndice de Ivan Jelinek Kantor intitulado "Programa para se estimar a carga gen&eacute;tica revelada pelo endocruzamento (...) usando-se um computador eletr&ocirc;nico IBM-1620", que consistia nas linhas de c&oacute;digo de um programa escrito na linguagem Fortran e usado no estudo gen&eacute;tico feito por Ademar Freire-Maia e Newton Freire-Maia na Faculdade de Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas e Biol&oacute;gicas, em Botucatu, e no Laborat&oacute;rio de Gen&eacute;tica Humana da Universidade do Paran&aacute;. Com a publica&ccedil;&atilde;o do programa, outros cientistas poderiam empreg&aacute;-los em seus trabalhos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na mesma edi&ccedil;&atilde;o, saiu o artigo "<i>O emprego do computador eletr&ocirc;nico na simula&ccedil;&atilde;o de fen&ocirc;menos gen&eacute;ticos populacionais</i>", de Luiz Edmundo de Magalh&atilde;es, do Departamento de Biologia Geral da Faculdade de Filosofia, Ci&ecirc;ncias e Letras, e Jos&eacute; Dion de Melo Teles e Jos&eacute; Barbosa de Oliveira, do Centro de C&aacute;lculo Num&eacute;rico da USP, que destaca: "a simula&ccedil;&atilde;o eletr&ocirc;nica abre um novo caminho para a gen&eacute;tica de popula&ccedil;&otilde;es". "Os m&eacute;todos de simula&ccedil;&atilde;o apresentam, em geral, uma grande flexibilidade, isto &eacute;, podemos submeter os sistemas que estamos analisando a diferentes condi&ccedil;&otilde;es passando de uma para outra, simulando uma situa&ccedil;&atilde;o real que seria altamente complicada de analisar analiticamente. Diante dessas facilidades, antes de realizarmos uma experi&ecirc;ncia em laborat&oacute;rio, podemos simular no computador a experi&ecirc;ncia desejada, variando certos par&acirc;metros e estudar cuidadosamente todos os resultados obtidos e, assim, determinar quais as condi&ccedil;&otilde;es mais apropriadas para a realiza&ccedil;&atilde;o da experi&ecirc;ncia em laborat&oacute;rio ou na natureza", disseram os autores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"O computador &eacute; um dispositivo repetitivo e sujeito a uma l&oacute;gica ditada pelo pesquisador atrav&eacute;s de um 'programa' em linguagem pr&oacute;pria como a 'linguagem b&aacute;sica', o 'Fortran' etc. A diferen&ccedil;a b&aacute;sica deste dispositivo para os de c&aacute;lculos cl&aacute;ssicos (m&aacute;quinas de calcular) est&aacute; na mem&oacute;ria, onde &eacute; guardada a sequ&ecirc;ncia de opera&ccedil;&otilde;es para processamento dos dados (entrada) e fornecimento dos resultados no formato desejado (sa&iacute;da). Os dados, programa e resultados s&atilde;o guardados em '&aacute;reas' da mem&oacute;ria; com os dados, o programa &eacute; processado e os resultados s&atilde;o fornecidos ao experimentador na forma e ritmo previstos no programa", escreveram Magalh&atilde;es, Teles e Oliveira sobre o funcionamento do novo instrumento que come&ccedil;ava a fazer parte dos trabalhos de pesquisa no Brasil.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>IBM 1620</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O IBM 1620 se tornou um personagem famoso para a ci&ecirc;ncia da &eacute;poca, desde que chegou ao Centro de C&aacute;lculo Num&eacute;rico no Departamento de Matem&aacute;tica da Escola Polit&eacute;cnica. "A iniciativa de instalar um computador na USP foi do professor &#91;Jos&eacute; Ot&aacute;vio&#93; Monteiro de Camargo, o grande impulsionador de a USP ter um computador, com o professor Oscar Sala, do Instituto de F&iacute;sica, e o professor &#91;Fl&aacute;vio Fausto&#93; Manzoli, da Faculdade de Economia. Todas as universidades americanas j&aacute; tinham computador. Era uma coisa que estava se espalhando no mundo e eles acharam que a USP tamb&eacute;m tem que ter", disse o professor Valdemar Setzer, do Instituto de Matem&aacute;tica e Estat&iacute;stica, em entrevista ao Canal USP (<a href="#fig4">Figura 4</a>).</font></p>     <p><a name="fig4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v76n2/a27fig04.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><styled-content style="color:#890e10"><b>"Em S&atilde;o Paulo, talvez houvesse um ou dois computadores em algumas empresas mas com aplica&ccedil;&otilde;es comerciais. O da USP foi o primeiro computador para aplica&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas."</b></styled-content> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Isu Fang, que dirigiu o ent&atilde;o Centro de C&aacute;lculo Num&eacute;rico (CCN) da USP, estima que o IBM 1620 custou meio milh&atilde;o de d&oacute;lares, para uma m&aacute;quina com ent&atilde;o 20 K de mem&oacute;ria - centenas de vezes menos do que uma &uacute;nica foto feita hoje com um smartphone. "Em S&atilde;o Paulo, talvez houvesse um ou dois computadores em algumas empresas, mas com aplica&ccedil;&otilde;es comerciais. O da USP foi o primeiro computador para aplica&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas. Come&ccedil;ou em 1962 e foi uma coisa exponencial, pois cada vez mais gente queria usar", disse o professor Tomasz Kowaltowski na mesma entrevista.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 1967, a Ci&ecirc;ncia &amp; Cultura (volume 19, n&uacute;mero 4) noticia a cria&ccedil;&atilde;o do Centro de Processamento de Dados da Escola de Engenharia de S&atilde;o Carlos da USP que tem, "entre outras finalidades, as de executar trabalhos que lhes forem solicitados por entidades p&uacute;blicas ou particulares e ministrar cursos sobre programa&ccedil;&atilde;o, processamento e opera&ccedil;&atilde;o de problemas que necessitem do emprego do computador eletr&ocirc;nico".</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 1968 (volume 20, n&uacute;mero 2), outra not&iacute;cia sobre computador, desta vez a inaugura&ccedil;&atilde;o do Computador Cient&iacute;fico da USP, com presen&ccedil;a de altas autoridades e membros do Conselho Universit&aacute;rio da universidade e do Conselho Nacional de Pesquisas. Instalado no Departamento de F&iacute;sica da Faculdade de Filosofia, Ci&ecirc;ncias e Letras, na Cidade Universit&aacute;ria, o computador foi doado &agrave; USP pelo Conselho Nacional de Pesquisas e pela Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo &agrave; Pesquisa do Estado de S&atilde;o Paulo (Fapesp). "Com 128 mil posi&ccedil;&otilde;es de mem&oacute;ria, este moderno aparelho destina-se, inicialmente, ao processamento de c&aacute;lculos cient&iacute;ficos", noticiou.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 1969 (volume 20, n&uacute;mero 2), Maria de Lourdes Bemfica, da Biblioteca Central da Faculdade de Filosofia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no artigo "<i>Biblioteca, Centro de Documenta&ccedil;&atilde;o e Universidade</i>", defende o uso de computador para auxiliar a "providenciar acesso apropriado e seguro ao conhecimento e &agrave; informa&ccedil;&atilde;o". "A Automa&ccedil;&atilde;o na Biblioteca ajuda o bibliotec&aacute;rio a conduzir melhor o trabalho de assist&ecirc;ncia ao leitor; o Processamento de Dados no Centro informa o usu&aacute;rio, diretamente. A Universidade, por sua vez, &eacute; local apropriado para o funcionamento de um Centro de Informa&ccedil;&atilde;o, instalado na Biblioteca Central e controlado por um computador no campus", pontuou Maria de Lourdes Bemfica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nos anos seguintes, v&aacute;rios artigos publicados na Ci&ecirc;ncia &amp; Cultura mencionam o uso do computador nas mais diversas &aacute;reas do conhecimento, como qu&iacute;mica, agronomia, gen&eacute;tica, biologia marinha, engenharia, f&iacute;sica, matem&aacute;tica, astronomia, hist&oacute;ria e educa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Ci&ecirc;ncia da computa&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No artigo "<i>A d&eacute;cada dos 70 e perspectivas brasileiras"</i>, publicado em 1970 (volume 22, n&uacute;mero 3), Warwick Kerr, que presidiu a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci&ecirc;ncia (SBPC), de 1969 a 1973, destaca a import&acirc;ncia do computador. "As pesquisas em eletr&ocirc;nica e computa&ccedil;&atilde;o revolucionaram as t&eacute;cnicas industriais, de comunica&ccedil;&atilde;o, de ensino e muitas outras. A computa&ccedil;&atilde;o amplifica a capacidade humana de acumular, classificar e analisar dados. Por isso, o poder de computa&ccedil;&atilde;o dos EUA est&aacute; sendo multiplicado por 10 em cada 2 anos e meio", disse.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 1971 (n&uacute;mero 6), Joel Martins, da Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de S&atilde;o Paulo (PUC-SP), no artigo "<i>Objetivos e estrutura de um curso de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o para pesquisadores educacionais</i>", destaca a introdu&ccedil;&atilde;o do computador na pesquisa em educa&ccedil;&atilde;o. "A acelerada mudan&ccedil;a e o desenvolvimento extraordin&aacute;rio que se verificou, nestes &uacute;ltimos anos, no desenvolvimento dos computadores digitais, t&ecirc;m tido seus reflexos nas modifica&ccedil;&otilde;es que se produzem na pesquisa em educa&ccedil;&atilde;o. O n&uacute;cleo das influ&ecirc;ncias tem sido o desenvolvimento das t&eacute;cnicas de an&aacute;lise de dados. Antes dos computadores, os m&eacute;todos anal&iacute;ticos exigiam um c&aacute;lculo infinito que podia ser aplicado apenas com grandes limita&ccedil;&otilde;es. Hoje, todos os m&eacute;todos de an&aacute;lise, ou quase todos, podem ser, pronta e repetidamente, usados com relativa facilidade, uma vez que se conhe&ccedil;am as possibilidades de an&aacute;lise e as limita&ccedil;&otilde;es que os computadores oferecem. Esta posi&ccedil;&atilde;o determina um novo tipo de problema. Enquanto se usava o m&eacute;todo da an&aacute;lise fatorial com alguma facilidade, os problemas que exigiam c&aacute;lculos longos e trabalhosos eram proibitivos. No campo da personalidade e dos aspectos sociais da educa&ccedil;&atilde;o, como atitude e outras escalas e testes, o trabalho era quase proibitivo para os pesquisadores que n&atilde;o viam meios de executarem a complexidade e extens&atilde;o dos c&aacute;lculos. Sendo agora poss&iacute;vel e realiz&aacute;vel esta an&aacute;lise, o uso do computador influenciou a teoria psicol&oacute;gica e a constru&ccedil;&atilde;o de escalas e testes. O computador traz consigo alguns efeitos colaterais que influenciam muito a pesquisa em educa&ccedil;&atilde;o. De uma certa forma, o computador &eacute; um professor, pois for&ccedil;a o pesquisador a aprender os seus m&eacute;todos em profundidade. Para fazer o computador realizar algo, &eacute; preciso instru&ccedil;&otilde;es operat&oacute;rias detalhadas. Essas instru&ccedil;&otilde;es, comumente, exigem uma compreens&atilde;o funcional completa dos m&eacute;todos usados. Um segundo efeito colateral &eacute; que os pesquisadores precisam compreender os usos dos computadores e a programa&ccedil;&atilde;o", escreveu.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><styled-content style="color:#890e10"><b>"As pesquisas em eletr&ocirc;nica e computa&ccedil;&atilde;o revolucionaram as t&eacute;cnicas industriais, de comunica&ccedil;&atilde;o, de ensino e muitas outras. A computa&ccedil;&atilde;o amplifica a capacidade humana de acumular, classificar e analisar dados."</b></styled-content> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A mesma edi&ccedil;&atilde;o noticiou o convite feito pela Unesco ao professor S&eacute;rgio Mascarenhas, da Escola de Engenharia de S&atilde;o Carlos e membro da Comiss&atilde;o de Tecnologia da USP, "para representar a Am&eacute;rica Latina na comiss&atilde;o de cinco consultores encarregada de organizar uma confer&ecirc;ncia sobre tecnologia educacional e o uso dos computadores a realizar-se em Moscou, em 1972".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A edi&ccedil;&atilde;o de outubro de 1973 publicou o artigo "<i>O Brasil face ao desenvolvimento cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico mundial</i>", no qual Jayme Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti, diretor-presidente da Fapesp de 1962 a 1976, fala sobre a import&acirc;ncia do computador e destaca suas limita&ccedil;&otilde;es em um momento em que ainda n&atilde;o era comum nos laborat&oacute;rios de pesquisa brasileiros.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"O computador tem utilidade real. A superioridade que apresenta sobre o esp&iacute;rito humano &eacute; a do seu poder de tirar conclus&otilde;es de dados muito complexos. O esp&iacute;rito humano &eacute; capaz, facilmente, de compreender as rela&ccedil;&otilde;es determinantes entre duas vari&aacute;veis. &Eacute; incapaz, de faz&ecirc;-lo, se as vari&aacute;veis forem muitas, embora estas estejam ligadas por simples rela&ccedil;&atilde;o. Este fato tem sido comprovado muitas vezes. Evidentemente, o que &eacute; necess&aacute;rio &eacute; o aperfei&ccedil;oamento do processo de computa&ccedil;&atilde;o, e nesse sentido ainda h&aacute; muito o que fazer", escreveu.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A edi&ccedil;&atilde;o de dezembro de 1973 publica o artigo "<i>Estrutura de um Programa de Bacharelato em Ci&ecirc;ncia da Computa&ccedil;&atilde;o"</i>, no qual Fulvia Stamato e Jos&eacute; Stamato J&uacute;nior, da USP em S&atilde;o Carlos, apresentam o projeto de um curr&iacute;culo. Segundo os autores, "considera&ccedil;&otilde;es sobre a natureza da Ci&ecirc;ncia da Computa&ccedil;&atilde;o levaram-nos &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o deste programa, sendo uma modifica&ccedil;&atilde;o do originalmente proposto para o Departamento de Matem&aacute;tica, e que procura servir como base para a cria&ccedil;&atilde;o de novos cursos de Ci&ecirc;ncia de Computa&ccedil;&atilde;o, quer como uma nova op&ccedil;&atilde;o dentro dos curr&iacute;culos de Matem&aacute;tica Aplicada, Engenharia El&eacute;trica, Engenharia de Sistemas etc., quer como curso espec&iacute;fico para a forma&ccedil;&atilde;o de especialistas na &aacute;rea de Computa&ccedil;&atilde;o Eletr&ocirc;nica".</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><styled-content style="color:#890e10"><b>"A acelerada mudan&ccedil;a e o desenvolvimento extraordin&aacute;rio que se verificou, nestes &uacute;ltimos anos, no desenvolvimento dos computadores digitais, tem tido seus reflexos nas modifica&ccedil;&otilde;es que se produzem na pesquisa em educa&ccedil;&atilde;o."</b></styled-content> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Patinho Feio</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na edi&ccedil;&atilde;o de Ci&ecirc;ncia &amp; Cultura de julho de 1976, Selma Shin Shimizu Melnikoff, da Escola Polit&eacute;cnica da USP, descreve as atividades do Laborat&oacute;rio de Sistemas Digitais (LSD), que ent&atilde;o contava com 30 engenheiros e 40 estagi&aacute;rios e desenvolvia projetos em v&aacute;rias &aacute;reas, e fala sobre o hist&oacute;rico computador desenvolvido na USP, o Patinho Feio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"Em 'hardware', as principais atividades do grupo se concentram no projeto e na implementa&ccedil;&atilde;o de dois computadores, o Pato Feio e G-10 (sendo este &uacute;ltimo com a colabora&ccedil;&atilde;o de Equipamentos Eletr&ocirc;nicos S.A.), e das suas interfaces para os dispositivos de entrada e sa&iacute;da. Foram tamb&eacute;m desenvolvidos os programas de 'software' b&aacute;sico para essas m&aacute;quinas: montadores, carregadores, compiladores (Algol e Patol para Pato Feio e Fortran para G-10) e outros. Esses projetos, tanto de 'software' como de 'hardware', foram bastante auxiliados pela utiliza&ccedil;&atilde;o de simuladores e interpretadores, constru&iacute;dos pela equipe. Al&eacute;m disso, est&aacute; sendo atualmente desenvolvido um sistema de automa&ccedil;&atilde;o de projetos de 'software' e 'hardware'. Alguns dos programas j&aacute; se encontram implementados e outros, em desenvolvimento. Ao lado desses trabalhos, existem in&uacute;meros outros em andamento, como teses de doutoramento e mestrado e programa de treinamento de estagi&aacute;rios", disse Selma Melnikoff.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na mesma edi&ccedil;&atilde;o, em "<i>Simula&ccedil;&atilde;o de Problemas Complexos da Intelig&ecirc;ncia Artificial"</i>, Tamio Shimizu, tamb&eacute;m da Escola Polit&eacute;cnica da USP, aborda uma &aacute;rea da computa&ccedil;&atilde;o muito popular atualmente e tamb&eacute;m menciona a tecnologia por tr&aacute;s dos atuais <i>chatbots</i>, ao falar da aplica&ccedil;&atilde;o das t&eacute;cnicas de intelig&ecirc;ncia artificial na constru&ccedil;&atilde;o de modelos para simula&ccedil;&atilde;o de problemas complexos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"As t&eacute;cnicas e m&eacute;todos usuais de constru&ccedil;&atilde;o e testes de modelos matem&aacute;ticos tornam-se ineficientes quando o problema a ser simulado requer um n&uacute;mero elevado de vari&aacute;veis para sua representa&ccedil;&atilde;o, ou quando o problema &eacute; do tipo especial com um simulador que responde pergunta ou efetua tradu&ccedil;&otilde;es. Um esquema geral com as frases principais, tais como busca global e local, busca heur&iacute;stica, aprendizagem e realimenta&ccedil;&atilde;o, &eacute; apresentado. Tamb&eacute;m &eacute; apresentado um exemplo de simula&ccedil;&atilde;o complexa adotando tais esquemas e um exemplo de sistemas simulador que responde a perguntas formuladas em sua linguagem natural", disse.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir da d&eacute;cada de 1980, diminuem as men&ccedil;&otilde;es ao termo "computador" nas p&aacute;ginas de Ci&ecirc;ncia e Cultura. O equipamento deixou de ser novidade nos laborat&oacute;rios e nas pesquisas, em todas as &aacute;reas do conhecimento. Tornou-se fundamental e onipresente.</font></p>     ]]></body>
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