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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O papel das instituições e da sociedade civil como importante ferramenta em defesa da liberdade acadêmica]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REPORTAGEM</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>O papel das institui&ccedil;&otilde;es e da sociedade civil como importante ferramenta em defesa da liberdade acad&ecirc;mica</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Priscylla Almeida</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Jornalista e produtora de conte&uacute;do para &aacute;reas de Sa&uacute;de e Ci&ecirc;ncia, Marketing e Publicidade. Apaixonada por filmes, gatinhos e pela rotina din&acirc;mica que a comunica&ccedil;&atilde;o traz: o contato com gente, a curiosidade de assuntos diversos, a troca</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Liberdade ao realizar estudos visando ao avan&ccedil;o do conhecimento, da inova&ccedil;&atilde;o e do senso cr&iacute;tico. A defini&ccedil;&atilde;o de liberdade de pesquisa e acad&ecirc;mica pode ser t&atilde;o simples quanto a sua aplica&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que &eacute; um fundamento que permite a utiliza&ccedil;&atilde;o livre de ideias e questionamentos. Seu princ&iacute;pio essencial &eacute; muito mais que proteger a integridade plena do conhecimento de acad&ecirc;micos e pesquisadores: &eacute; o reflexo direto para o desenvolvimento de uma sociedade livre e democr&aacute;tica. "A liberdade cient&iacute;fica &eacute; fundamental para o desenvolvimento e foi historicamente de grande import&acirc;ncia: basta se lembrar das grandes descobertas cient&iacute;ficas do passado", declara Sylvio Roberto Accioly Canuto, membro titular da Academia Brasileira de Ci&ecirc;ncias (ABC) e pr&oacute;-reitor de pesquisa da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP). "Ainda que a liberdade de pesquisa seja vital para um desenvolvimento sem amarras (embora sempre dentro dos limites &eacute;ticos), ela n&atilde;o pode como um todo se desvincular da sociedade".</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Amea&ccedil;as</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A sociedade por muitas vezes v&ecirc;, ao longo de sua hist&oacute;ria, seu direito b&aacute;sico &agrave; liberdade de pesquisa amea&ccedil;ado por fatores que v&atilde;o desde quest&otilde;es pol&iacute;ticas e econ&ocirc;micas at&eacute; &eacute;ticas e censuras. "As amea&ccedil;as podem ocorrer de diferentes formas, via difama&ccedil;&atilde;o e ataque &agrave; credibilidade das institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa e dos pesquisadores, cortes em or&ccedil;amentos e financiamentos levando ao estrangulamento das institui&ccedil;&otilde;es e dos laborat&oacute;rios de pesquisa, a desvaloriza&ccedil;&atilde;o do trabalho acad&ecirc;mico e, ainda, viola&ccedil;&otilde;es e press&otilde;es sobre professores e pesquisadores no exerc&iacute;cio de suas atividades acad&ecirc;micas. Essas amea&ccedil;as fragilizam o Estado democr&aacute;tico e comprometem a liberdade de express&atilde;o dos pesquisadores, limitando a diversidade de pensamento e a produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento independente", declara Lucymara Fassarella Agnez Lima, professora do Departamento de Biologia Celular e Gen&eacute;tica da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e secret&aacute;ria regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci&ecirc;ncia (SBPC) no Rio Grande do Norte.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Conforme o estudo "A liberdade acad&ecirc;mica est&aacute; em risco no Brasil?", conduzido pelo Observat&oacute;rio do Conhecimento em parceria com a SBPC, 58% dos 1.116 pesquisadores entrevistados das cinco regi&otilde;es do pa&iacute;s afirmam conhecer experi&ecirc;ncias de pessoas que j&aacute; sofreram limita&ccedil;&otilde;es ou interfer&ecirc;ncias indevidas em suas pesquisas. Ainda, 27% j&aacute; limitaram aspectos de suas pr&oacute;prias pesquisas e conte&uacute;dos em suas aulas por receio de retalia&ccedil;&otilde;es. "A liberdade para pesquisar e ensinar &eacute;, por si pr&oacute;pria, um fundamento da democracia. Portanto, uma democracia plena n&atilde;o pode existir quando as pessoas s&atilde;o intimidadas, perseguidas e assediadas pelo trabalho que realizam na doc&ecirc;ncia ou na pesquisa", aborda Fernando C&aacute;ssio, professor do Departamento de Administra&ccedil;&atilde;o Escolar e Economia da Educa&ccedil;&atilde;o na USP. "As institui&ccedil;&otilde;es de ensino, de pesquisa, de fomento e de governo t&ecirc;m um papel fundamental na defesa dessas liberdades, uma vez que ataques ocorrem quase sempre contra indiv&iacute;duos, visando infundir medo e estimular a autocensura. Isso envolve at&eacute; a forma como os governos (que, frequentemente discordam dos diagn&oacute;sticos dos especialistas, por raz&otilde;es &oacute;bvias) lidam com as cr&iacute;ticas de pesquisadores" (<a href="#fig1">Figura 1</a>).</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v76n2/a29fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><styled-content style="color:#890e10"><b>"A liberdade cient&iacute;fica &eacute; fundamental para o desenvolvimento e historicamente foi de grande import&acirc;ncia: basta se lembrar das grandes descobertas cient&iacute;ficas do passado"</b></styled-content> </font></p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Atua&ccedil;&otilde;es</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao promover uma cultura de liberdade acad&ecirc;mica, desenvolver pol&iacute;ticas de prote&ccedil;&atilde;o eficazes e atuar em defesa da autonomia acad&ecirc;mica, institui&ccedil;&otilde;es como a Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de P&oacute;s-Graduandos (ANPG), ABC, SBPC, dentre outras, frequentemente atuam na promo&ccedil;&atilde;o de debates e campanhas de conscientiza&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m de sustentarem os valores democr&aacute;ticos de liberdade de express&atilde;o e pensamento cr&iacute;tico, capacitando os cidad&atilde;os para avaliarem, de forma independente, as informa&ccedil;&otilde;es e os argumentos apresentados em debates p&uacute;blicos. "As institui&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas s&atilde;o basti&otilde;es na luta por maior desenvolvimento socioambiental, sendo essencial que estejam politicamente vivas, isto &eacute;, que escutem e dialoguem com a sociedade para melhoria na qualidade de vida, hoje e sempre. A SBPC, como lideran&ccedil;a nacional na defesa da ci&ecirc;ncia e defesa da sociedade, &eacute; parte essencial da luta pelo respeito social e desenvolvimento", declara Vandick da Silva Batista, doutor e professor da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e secret&aacute;rio regional da SBPC de Alagoas. Para Sylvio Canuto, "o conhecimento cient&iacute;fico &eacute; um elemento essencial para o desenvolvimento de uma sociedade e tanto a SBPC como a ABC t&ecirc;m se engajado fortemente apontando que recursos para a ci&ecirc;ncia s&atilde;o verdadeiros investimentos para uma sociedade melhor".</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica desempenha um papel essencial na promo&ccedil;&atilde;o e na defesa da liberdade de pesquisa e acad&ecirc;mica ao tornar a ci&ecirc;ncia mais acess&iacute;vel e compreens&iacute;vel para o p&uacute;blico em geral. Al&eacute;m disso, contribui para a transpar&ecirc;ncia e a democratiza&ccedil;&atilde;o do conhecimento, ao combater a desinforma&ccedil;&atilde;o e garantir que os resultados das pesquisas sejam compartilhados ampla e livremente. "A divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica &eacute; um caminho importante para o reconhecimento p&uacute;blico da ci&ecirc;ncia e, em certa medida, funciona como um est&iacute;mulo para que a sociedade como um todo se acostume a valorizar a produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento e a reconhecer as tentativas de atac&aacute;-la", destaca Fernando C&aacute;ssio. "Contudo, para al&eacute;m da divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica que parte de n&oacute;s, n&atilde;o &eacute; infrequente que o debate em diversas &aacute;reas seja dominado por n&atilde;o especialistas na grande imprensa e nas m&iacute;dias alternativas. Esse 'desperd&iacute;cio' da intelig&ecirc;ncia nacional, que quase sempre simplifica perigosamente o debate p&uacute;blico de quest&otilde;es complexas, tamb&eacute;m contribui para afastar a sociedade de pesquisadores e cientistas e para dessensibiliz&aacute;-la em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s tentativas de perseguir e intimidar aqueles e aquelas que trabalham para expandir as fronteiras do conhecimento".</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><styled-content style="color:#890e10"><b>"A liberdade para pesquisar e ensinar &eacute;, por si pr&oacute;pria, um fundamento da democracia. Portanto, uma democracia plena n&atilde;o pode existir quando as pessoas s&atilde;o intimidadas, perseguidas e assediadas pelo trabalho que realizam na doc&ecirc;ncia ou na pesquisa."</b></styled-content> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A democracia depende de uma sociedade que tenha acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o gerada com crit&eacute;rios transparentes e com amplo acesso. "Pesquisas com base cient&iacute;fica, que n&atilde;o sejam limitadas por repress&atilde;o, contratos ou constrangimentos, s&atilde;o um instrumento de defesa da voz da natureza e da sociedade e viabilizam o desenvolvimento sustent&aacute;vel de empresas, da cidadania e da evolu&ccedil;&atilde;o cultural. Pseudoinforma&ccedil;&atilde;o, gerada por opini&otilde;es n&atilde;o embasadas em informa&ccedil;&atilde;o criteriosa e chec&aacute;vel, &eacute; crime altamente danoso a todos, devendo ser fortemente combatida", refor&ccedil;a Vandick da Silva Batista.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>75 anos de comprometimento</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Idealizada no ano seguinte &agrave; funda&ccedil;&atilde;o da SBPC, em 1948, a revista <i>Ci&ecirc;ncia &amp; Cultura</i> fomenta a dissemina&ccedil;&atilde;o do conhecimento cient&iacute;fico, sempre comprometida com a liberdade de pesquisa e com as condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para sua realiza&ccedil;&atilde;o. Durante seus 75 anos de exist&ecirc;ncia, a revista testemunhou uma s&eacute;rie de avan&ccedil;os cient&iacute;ficos, transforma&ccedil;&otilde;es culturais e desafios enfrentados pela comunidade cient&iacute;fica brasileira e internacional. Desde o per&iacute;odo da ditadura militar, passando pelos mais recentes retrocessos &agrave; democracia e a Constitui&ccedil;&atilde;o Federal de 1988, a Ci&ecirc;ncia &amp; Cultura &eacute; uma das publica&ccedil;&otilde;es mais antigas de divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e um marco para a institucionaliza&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia no pa&iacute;s. "Passamos um dos piores momentos da ci&ecirc;ncia brasileira com um governo negacionista. A SBPC foi e continua sendo um bra&ccedil;o forte na defesa da ci&ecirc;ncia, das institui&ccedil;&otilde;es e dos pesquisadores, denunciando e combatendo as a&ccedil;&otilde;es antidemocr&aacute;ticas e o desmonte do nosso sistema de ensino e pesquisa. Entidades como a SBPC t&ecirc;m um papel fundamental em promover e proteger a autonomia cient&iacute;fica, garantindo que os pesquisadores possam exercer suas atividades de forma independente", declara Lucymara Lima (<a href="#fig2">Figura 2</a>).</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v76n2/a29fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao celebrar essa longa jornada, &eacute; crucial reconhecer n&atilde;o apenas sua relev&acirc;ncia, mas tamb&eacute;m o impacto como importante ferramenta para os debates contempor&acirc;neos. "A liberdade continua fundamental, mas hoje vivemos em uma sociedade muito complexa com demandas que necessitam que seus problemas sejam considerados. O conceito de excel&ecirc;ncia hoje coloca o engajamento social como um ponto relevante de uma institui&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica", segundo Sylvio Canuto.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><styled-content style="color:#890e10"><b>"&Eacute; necess&aacute;rio o engajamento nos debates p&uacute;blicos, a defesa de pol&iacute;ticas que fortale&ccedil;am a autonomia das institui&ccedil;&otilde;es de ensino e pesquisa, e a participa&ccedil;&atilde;o na promo&ccedil;&atilde;o de um ambiente acad&ecirc;mico plural e democr&aacute;tico".</b></styled-content></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Papel da sociedade civil</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O papel da sociedade civil na defesa das liberdades de pesquisa e acad&ecirc;micas tamb&eacute;m &eacute; indispens&aacute;vel, em que estrat&eacute;gias podem ser adotadas para proteg&ecirc;-las em meio a estes retrocessos e desafios atuais. "A populariza&ccedil;&atilde;o e a conscientiza&ccedil;&atilde;o da pesquisa, em todas as &aacute;reas do conhecimento, s&atilde;o fundamentais, incluindo a valoriza&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es e dos profissionais, garantindo liberdade &agrave; pesquisa independente realizada com o rigor cient&iacute;fico necess&aacute;rio", segundo Lucymara Lima. Al&eacute;m disso, a sociedade civil tem o papel de pressionar autoridades e institui&ccedil;&otilde;es pelo estabelecimento de pol&iacute;ticas que garantam o desenvolvimento da ci&ecirc;ncia, tecnologia e a inova&ccedil;&atilde;o (CT&amp;I). "&Eacute; necess&aacute;rio o engajamento nos debates p&uacute;blicos, a defesa de pol&iacute;ticas que fortale&ccedil;am a autonomia das institui&ccedil;&otilde;es de ensino e pesquisa, e a participa&ccedil;&atilde;o na promo&ccedil;&atilde;o de um ambiente acad&ecirc;mico plural e democr&aacute;tico".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A sociedade civil, ao mobilizar e defender a liberdade de pesquisa e acad&ecirc;mica, contribui para a constru&ccedil;&atilde;o de uma sociedade indiscutivelmente mais democr&aacute;tica baseada no conhecimento. Para Vandick Batista, "precisamos de mais pontes entre os conhecimentos da pesquisa e as demandas sociais, demandando liberdade de express&atilde;o, mas tamb&eacute;m de realiza&ccedil;&atilde;o. Para termos uma verdadeira Ordem e Progresso, h&aacute; a necessidade da real comunica&ccedil;&atilde;o entre gestores e pesquisadores, de onde conhecimentos venham a ser a base das tomadas de decis&atilde;o".</font></p>      ]]></body>
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